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À CNN, Tebet diz que centrão terá ganho se fechar aliança com Lula

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que os partidos de centro devem se beneficiar de uma aliança com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O centrão e os partidos de centro vão ver nessa aliança com o governo uma oportunidade de ganha-ganha”, afirmou Tebet.

Segundo ela, o cenário do novo governo Lula deve ser de “frente-ampla”, como um retrato das mobilizações vistas nas ruas durante o segundo turno das eleições presidenciais.

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“Com certeza um cenário de frente ampla, os recados da rua foram muito claros. O presidente Lula falou que ouviu as ruas, entendeu que vai governar com as ruas e a rua é eclética. As ruas mostraram que têm alma democrática e generosa”, disse Tebet.

A ex-ministra aposta que o quarto mandato será integrado por partidos de centro, que vão para além daqueles que formaram a federação que reelegeu o presidente Lula.

Uma aliança do centrão, segundo ela, possibilitaria um centro democrático “se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil”.

“Ganha o governo que precisa de governabilidade e ganha o centro democrático se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil. Acho que eu sou mais otimista e vejo uma janela de oportunidade”, declarou.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Hugo e centrão articulam proposta de transição para voto distrital misto

Lideranças de partidos do Centrão se reuniram nesta quarta-feira (28) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir mudanças no sistema eleitoral brasileiro e o avanço de uma proposta para o modelo do voto distrital misto.

O grupo defende a votação de uma reforma política ainda neste ano, antes da posse dos novos parlamentares, em fevereiro de 2027. Pelo acordado no encontro, uma proposta será construída para determinar um período de transição em 2030 com o chamado “distritão” e a implementação, a partir de 2034, do distrital misto.

“Caminharemos para fazer ainda este ano uma discussão e possível votação na Câmara dos Deputados sobre a mudança do nosso sistema eleitoral, caminhando para o sistema distrital misto”, declarou Hugo em entrevista após o encontro.

A intenção é construir uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com a mudança para as próximas eleições gerais. O presidente da Câmara também anunciou que a Casa terá um grupo de trabalho para debater a regras para a propaganda eleitoral nas redes sociais.

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O voto distrital misto prevê a escolha de parte dos deputados por distritos eleitorais. Cada estado é dividido em distritos e os eleitores podem votar apenas em candidatos que representam aquele local. A distribuição de metade das demais vagas é escolhida por listas partidárias.

No modelo do “distritão”, são eleitos para metade das vagas os candidatos individualmente mais votados em cada estado. Nesse modelo, cada estado corresponde a um distrito eleitoral. A outra parte também é eleita por lista partidária.

As mudanças ainda enfrentam resistência entre as legendas, mas a mudança tem o consenso de presidentes dos partidos de centro. Participaram do encontro líderes e dirigentes do PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PSD, PSDB, Cidadania e Podemos. O encontro deste quarta também contou com a presença de integrantes do PSB.

Segundo Hugo Motta, a partir do entendimento firmado na reunião, as bancadas poderão agora buscar o apoio do PT, PCdoB, PV, Rede e Psol. Também os partidos de direita, representados por PL e Novo. “Vamos, claro, conversar com todos os partidos representados na Casa”, disse.

A articulação ganhou força após as eleições, com o crescimento da bancada do PL e a perda de espaço de partidos do centrão na Câmara. A intenção é reduzir o efeito dos chamados “puxadores de votos”, candidatos com votações expressivas que ajudam a eleger outros integrantes da mesma legenda pelo atual sistema proporcional.

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defendeu a adoção do voto distrital misto durante evento com empresários, em Brasília. Segundo ele, o modelo permitiria maior proximidade entre eleitores e parlamentares. “Pela primeira vez, o PSD fechará questão em relação ao voto distrital misto no sentido de dar o apoio a esse projeto”, afirmou.

Propaganda nas redes

O grupo de trabalho da Casa construirá, segundo Hugo Motta, uma proposta que altere o Código Eleitoral para prever regras de propaganda nas plataformas digitais. O prazo inicial de funcionamento será de duas semanas e cada partido poderá indicar um integrante.

A intenção do presidente da Câmara é votar a matéria até o fim do ano. Segundo ele, há um “sentimento unânime” entre as bancadas para o avanço da discussão.

“Nossa ideia não é tolher absolutamente ninguém, não é censurar absolutamente ninguém. Mas, sim, trazer uma clareza dentro do Código Eleitoral de como serão os critérios para a propaganda eleitoral no que diz respeito às plataformas., ás redes sociais”, declarou.

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Guimarães defende frente ampla com centrão e protagonismo da bancada do PT

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) a construção de um governo de frente ampla no quarto mandato do presidente Lula (PT), com participação dos partidos de centro. Ele afirmou que a nova governabilidade deve ser “integral e total” e que a bancada do PT terá protagonismo na relação com o Congresso.

Segundo Guimarães, o resultado das urnas indica que o governo precisa construir uma relação diferente com o Legislativo. Ele disse que os partidos podem entrar na gestão, mas que não haverá “meia participação”. Quem ocupar ministérios deve votar com o Executivo, segundo ele.

No começo da atual gestão, partidos como o União Brasil e o Republicanos ganharam espaço na Esplanada, mas desembarcaram do governo em 2025. Havia também críticas por parte de governistas de que, apesar do cargo, parlamentares dos partidos votaram contra projetos de interesse do Planalto.

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Em conversa com jornalistas após reunião da bancada petista nesta terça, Guimarães elogiou a atuação dos deputados e senadores do PT e da federação durante a campanha, que classificou como “generosa”, e defendeu que a bancada petista exerça agora um papel de destaque no novo mandato. Disse que o governo será amplo, mas que o PT terá posição central.

Antes dele, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que o Congresso será conservador e fortalecido pela extrema direita. Para ele, a participação popular e a democracia participativa darão qualidade e força política ao governo. Uczai também parabenizou o presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos hoje.

Pauta no Congresso

Entre as prioridades imediatas citadas estão a PEC da Segurança, o Orçamento do próximo ano e a MP (Medida Provisória) das Bets. A bancada quer retirar da PEC o tema da maioridade penal, para dar condições à criação do Ministério da Segurança ainda este ano. Também foram mencionados a tarifa zero no transporte e o PLP 265, que destina recursos do excedente dos royalties do pré-sal à educação em tempo integral. Também disse que um ajuste fiscal ainda não foi discutido pelo governo.

Questionado, Guimarães criticou ainda o senador Flávio Bolsonaro (PL) por ter relutado em reconhecer o resultado da eleição. Disse que as autoridades reconheceram a vitória de Lula e que quem perde democraticamente “vai pra casa”.  Sobre a possibilidade de Flávio ter fugido do país, disse que “dá raiva só de pensar”.

 

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