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Guimarães defende frente ampla e diz que vitória de Lula não é só do PT

27 October 2026 at 18:59

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja de “frente ampla”.

Segundo o chefe da pasta, ele espera que o novo governo seja comandado por outras legendas, para além do PT (Partido dos Trabalhadores), com a participação de partidos de centro.

Guimarães afirmou que a definição de novos ministros depende do presidente Lula mas que ele e outros parlamentares que se dispuseram a ficar fora do pleito para seguirem cumprindo mandato estão à disposição para “servir o país”.

Segundo Guimarães, a nova composição ministerial deve refletir as alianças que contribuíram para a reeleição de Lula. O ministro, no entanto, defendeu que a distribuição de cargos seja condicionada à fidelidade das legendas ao governo no Congresso Nacional.

“Eu defendo um governo de frente ampla, e essa frente ampla que incorpore outros sujeitos que não sejam do PT, até porque essa vitória não foi só do PT. É um erro se fizermos isso. Evidentemente, o PT é o partido do presidente, tem um alto grau de protagonismo, mas penso que o novo governo tem que refletir essa nova composição”, afirmou.

O ministro ressaltou que a definição dos integrantes do primeiro escalão caberá exclusivamente ao presidente. Guimarães também destacou que os auxiliares que não disputaram as eleições deste ano permanecem à disposição para continuar no Executivo.

“O novo governo tem que considerar o ambiente da eleição. Quem o presidente Lula vai chamar para ser ministro ou continuar depende dele. Eu não tenho nem opinião formada sobre isso. O que existe é que nós, que não fomos candidatos, estamos para servir o país, como servimos nesse governo”, disse.

Guimarães abriu mão de uma candidatura ao Senado pelo Ceará para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, em abril deste ano, após convite de Lula. Na ocasião, o petista afirmou que a decisão representou a renúncia a um projeto político pessoal.

Outros integrantes do governo também permaneceram no Executivo e não disputaram o pleito, entre eles os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego. Marinho desistiu de concorrer às eleições após pedido do presidente.

Fidelidade dos partidos

Ao defender a ampliação da base governista, Guimarães afirmou que a participação de novas legendas deve ser acompanhada de compromissos com as propostas e políticas implementadas pelo Executivo.

“Defendo a tese de que ele tem que definir a nova composição ministerial trabalhando a ideia de frente ampla, chamando os partidos de centro que estejam dispostos a ajudar o governo, mas estabelecendo o critério de lealdade e fidelidade na relação dos partidos, dos senadores e deputados com o governo”, afirmou.

O ministro fez um alerta às siglas interessadas em integrar a próxima gestão e defendeu que a sustentação política de Lula não seja medida apenas pelo número de partidos que ocupam cargos na Esplanada.

“Para ir para o governo, o partido tem que ter fidelidade”, declarou.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, acrescentou.

As declarações ocorrem em meio às primeiras articulações para a composição do novo governo, que terá início em janeiro de 2027. Após a vitória no segundo turno, Lula começou a discutir a distribuição de cargos e a participação de aliados na próxima gestão.

A formação da nova equipe também deve levar em consideração a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, especialmente após divergências entre o governo e partidos que integraram a base durante o terceiro mandato.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

Guimarães: fuga de Flávio mostra que ele não estava preparado para cargo

27 October 2026 at 18:45

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após a derrota nas eleições mostra que ele não estava preparado para o cargo de presidente da República.

“Ele disse que ia respeitar o resultado das urnas e na primeira derrota, o cara vai embora, ele é um frouxo. Ele não tinha predicados para ser presidente de uma nação do tamanho do Brasil”, disse o ministro.

Guimarães relembrou que em sabatina ao final de agosto, antes mesmo do primeiro turno, Flávio afirmou que aceitaria o resultado das urnas e declarou que o ex-senador não cumpriu com a promessa.

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Na ocasião, Flávio afirmou que jamais questionou a questão do processo eleitoral e iria “respeitar o resultado das eleições”. 

Segundo o ministro, ele não acreditou ao receber a notícia de que Flávio teria fugido. Para o chefe das Relações Institucionais, o movimento foi um “desrespeito com quem votou pra ele”.

“Quando essa notícia apareceu, eu considerei que era uma especulação, eu não quis acreditar que aquele fato fosse brasileiro. Recebeu 60 milhões de votos e, de uma hora pra outra, saiu do Brasil, isso é um desrespeito com quem votou pra ele”, afirmou à CNN.

Flávio repete o pai e foge após derrota

Ao deixar o Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) repete o caminho do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos dois meses depois de perder a eleição para o petista, em 2022.

Segundo aliados ouvidos pela CNN, Flávio está fora do Brasil. A saída ocorre após o senador ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2022, Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em 30 de dezembro, dois dias antes do fim de seu mandato. Ainda presidente, ele não participou da cerimônia de posse de Lula nem passou a faixa presidencial ao sucessor.

À época, Bolsonaro ainda não era investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A investigação avançou após os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão e cumpre a pena em prisão domiciliar.

Flávio, por sua vez, é alvo de dois inquéritos da Polícia Federal e ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos, a partir de fevereiro de 2027. Segundo relatos feitos à CNN, o senador dizia a aliados que corria risco de ser preso.

Aliados têm usado para justificar a saída do senador uma fala de Lula durante o debate da Band, no segundo turno. Na ocasião, o presidente disse que Flávio teria problemas ao deixar o mandato e perder a imunidade parlamentar.

“Que você vai perder imunidade, que te prepare, que você vai perder imunidade e você vai ter problema. Porque a sua vida tem muito inquérito, que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”, disse Lula.

O senador foi aconselhado a não deixar o país em uma reunião na tarde de segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha, no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília.

Na avaliação dos aliados moderados, uma eventual prisão do senador logo após a eleição seria ruim para a imagem de Lula no exterior. Por isso, eles acreditavam que nenhuma medida seria tomada contra Flávio.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

Guimarães defende frente ampla com centrão e protagonismo da bancada do PT

27 October 2026 at 16:23

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) a construção de um governo de frente ampla no quarto mandato do presidente Lula (PT), com participação dos partidos de centro. Ele afirmou que a nova governabilidade deve ser “integral e total” e que a bancada do PT terá protagonismo na relação com o Congresso.

Segundo Guimarães, o resultado das urnas indica que o governo precisa construir uma relação diferente com o Legislativo. Ele disse que os partidos podem entrar na gestão, mas que não haverá “meia participação”. Quem ocupar ministérios deve votar com o Executivo, segundo ele.

No começo da atual gestão, partidos como o União Brasil e o Republicanos ganharam espaço na Esplanada, mas desembarcaram do governo em 2025. Havia também críticas por parte de governistas de que, apesar do cargo, parlamentares dos partidos votaram contra projetos de interesse do Planalto.

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Em conversa com jornalistas após reunião da bancada petista nesta terça, Guimarães elogiou a atuação dos deputados e senadores do PT e da federação durante a campanha, que classificou como “generosa”, e defendeu que a bancada petista exerça agora um papel de destaque no novo mandato. Disse que o governo será amplo, mas que o PT terá posição central.

Antes dele, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que o Congresso será conservador e fortalecido pela extrema direita. Para ele, a participação popular e a democracia participativa darão qualidade e força política ao governo. Uczai também parabenizou o presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos hoje.

Pauta no Congresso

Entre as prioridades imediatas citadas estão a PEC da Segurança, o Orçamento do próximo ano e a MP (Medida Provisória) das Bets. A bancada quer retirar da PEC o tema da maioridade penal, para dar condições à criação do Ministério da Segurança ainda este ano. Também foram mencionados a tarifa zero no transporte e o PLP 265, que destina recursos do excedente dos royalties do pré-sal à educação em tempo integral. Também disse que um ajuste fiscal ainda não foi discutido pelo governo.

Questionado, Guimarães criticou ainda o senador Flávio Bolsonaro (PL) por ter relutado em reconhecer o resultado da eleição. Disse que as autoridades reconheceram a vitória de Lula e que quem perde democraticamente “vai pra casa”.  Sobre a possibilidade de Flávio ter fugido do país, disse que “dá raiva só de pensar”.

 

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