De acordo com o que vamos assistindo em directo, em televisões e telemóveis, o instante histórico que vivemos resume-se em poucas palavras: de um lado, estão os vândalos; do outro, a ditadura.
Numa resposta enviada ao "Público", a PSP diz que foi detetado um grupo de pessoas que evidenciava maior organização. Ainda, em Israel, Netanyahu leva ligeira vantagem nas legislativas.
Não convém permitir que a comédia involuntária das “acampadas” lhes esconda a natureza e os propósitos: a destruição em larga escala, inclusive dos princípios que damos por adquiridos.
Transformar menos de 1% dos proprietários em responsáveis por 99% dos problemas da habitação em Portugal é uma proeza só ao alcance de fundamentalismos ideológicos delirantes.
À data, são “só” acampadas e grandoladas que, às vezes, dão em cassetetadas. Mas seria um erro crasso ignorar o histórico testemunho de Dino Meira sobre a rapidez com que se chega cá vindo de França.
Manifestações sobre habitação e custo de vida, mas com dezenas de bandeiras palestinianas, e uma pela abolição da família, da propriedade privada e do Estado...
A esquerda parasita grita contra os fundos, o senhorio, o especulador; a favor de uma solução, quase nunca. Usa, agita e deita fora, até à próxima tensão.
Demoniza-se a pecuária em nome do clima, paga-se a quem não produz e consome-se o que vem do outro lado do mundo de consciência limpa. E depois ainda nos perguntamos porque arde o interior.