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Boulos: Quem defende que Lula faça ajuste fiscal não entendeu eleição

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, rebateu nesta quinta-feira (29) falas de que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria que fazer um ajuste fiscal no próximo mandato com cortes de gastos em políticas sociais.

Em publicação no X (Antigo Twitter), Boulos afirmou que quem defende a ideia “não entendeu nada do que foi essa eleição”.

Na sequência, ele declarou que “o Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”, em referência à proposta do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que prometia um corte de R$ 200 bilhões se eleito.

“Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular. O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, disse o ministro.

Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular. O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) October 29, 2026

A área fiscal deve ser um dos principais desafios do próximo mandato do petista, que tem início em 5 de janeiro de 2027. O equilíbrio fiscal das contas, assim como o orçamento para previdência social e endividamento das famílias, são alguns dos itens que o governo deverá enfrentar.

Além das políticas sociais já existentes e que são defendidas pelo governo de Lula, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, durante a campanha, o político apresentou outras medidas para o quarto mandato, como a extensão do programa Pé-De-Meia para alunos universitários, além da manutenção e expansão do Minha Casa Minha Vida e a criação do Pix MEI.

Assim como Boulos, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) apoiou a ideia de ajuste fiscal, mas rejeitou a hipótese de que essa medida gere cortes nesses programas. Em entrevista à CNN Brasil na quarta-feira (28), Tebet falou que o país possui muita “gordura” para cortar, como as renúncias fiscais.

A ex-ministra também defendeu a criação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para contenção de gastos. Segundo ela, o governo precisa aproveitar o final da atual legislatura para analisar e aprovar a pauta.

“E aí, o que eu acho mais importante é que a janela de oportunidade é agora. Agora precisamos da PEC da contenção de gastos, naquilo que precisa ser cortado sem reduzir benefícios sociais”, declarou.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Governo reforçará investigações de violência política no segundo turno

Logo Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar os processos de investigação de casos envolvendo violência política ocorridos no último fim de semana no país. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral.

As agressões foram registradas entre o último sábado (24) e a noite de domingo (25), após a proclamação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta.

"Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos", afirmou Boulos.

Os casos contabilizados pelo governo federal incluem 47 vítimas:

  • 10 vítimas fatais de violência, sendo três indígenas;
  • sete de atropelamentos intencionais;
  • 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
  • cinco de disparos e atentados com armas de fogo;
  • cinco de violência e coação contra povos indígenas;
  • seis de abusos de autoridade e violência policial.

Todas essas denúncias, de acordo com o ministro, teriam como vítimas apoiadores do presidente Lula, e os autores seriam apoiadores e partidários do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

Os estados que lideram o número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

As medidas anunciadas pelo governo para dar andamento à apuração de todos os casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violação de direitos humanos.

Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos dos estados, quando os crimes envolvem policiais.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Públia, Ademar Borges, descreveu que as ocorrências são crimes de naturezas diversas.

"Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", enumerou.

A pasta também prometeu combater a violência praticada no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. O decreto determina obrigações para que as plataformas de redes sociais retirem, por conta própria, independentemente de notificação, os conteúdos que envolvem crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito, violência contra a mulher, xenofobia, discriminação e discursos de ódio.

"Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falha sistêmica nesse contexto. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas", acrescentou Borges.

Violência política

Entre os casos de maior repercussão, está o ataque contra a vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de sábado. Ela ficou inconsciente e teve que deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos, atirados por apoiadores de Bolsonaro.

Em outro episódio, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado na noite de domingo durante as comemorações pela vitória de Lula.

Segundo a Gazeta do Paraná, que noticiou o fato, um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens. A vítima sofreu traumatismo craniano grave. O motorista foi preso e o teste do bafômetro indicou 0,67 mg de álcool por litro de ar expelido.

Ainda no Paraná, uma pesquisadora identificada como Renata Kempf foi detida na noite de domingo durante uma comemoração pró-Lula, em frente a um bar universitário no centro da cidade. Participantes denunciaram uso excessivo da força policial.

Em Santos, o engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu no domingo, depois de ser espancado na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava adesivo de apoio a Lula. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, roubo seguido de morte; a motivação política ainda não está comprovada.

Outra suspeita envolve um suposto envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, após as eleições presidenciais. A denúncia foi feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela deputada federal Célia Xabriabá (PSOL-MG).

Em um áudio no aplicativo WhatsApp, um dos envolvidos teria dito que é preciso “matar essas praga [sic] pela água”.

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Ministro pede prisão de PM que atropelou motociclista em SC

Logo Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, pediu o afastamento e a prisão do policial militar de Santa Catarina que atropelou, durante uma abordagem, na noite do último domingo (25), um motociclista que comemorava o resultado das eleições presidenciais. 

Nas imagens registradas por pessoas que estavam no local, é possível ver que a viatura da Polícia Militar Rodoviária atravessa o canteiro central da rodovia SC-403, em Florianópolis, entra na contramão, e colide com o motociclista, que é arremessado ao chão.

“Vamos pedir o afastamento e prisão imediata deste policial criminoso de Santa Catarina! E de todos os agressores e assassinos que agiram na noite de ontem. Os bolsonaristas terão que aprender que o Brasil não é terra sem lei”, disse Boulos, nas rede social.

O motociclista, de 24 anos, precisou ser levado ao hospital em decorrência dos ferimentos. Ele foi encaminhado ao Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, a situação da vítima demandou a realização de duas cirurgias, uma delas já realizada.

“O paciente segue internado se recuperando em um quarto. O paciente deu entrada na emergência, à 1h20 da segunda-feira (26), acompanhado da polícia, foi prontamente atendido, realizou exames e cirurgia durante a madrugada. Está prevista outra cirurgia para esta semana. Até o momento, não há previsão de alta”, disse em nota.

Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que acompanha “com rigor” o caso. A pasta disse que expediu ofício formal cobrando esclarecimentos imediatos da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público do Estado de Santa Catarina. 

“Os desdobramentos institucionais serão monitorados diretamente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio de um grupo de trabalho específico, instituído para acompanhar a apuração de casos dessa natureza”, disse em nota.

PM de Santa Catarina

A Polícia Militar de Santa Catarina também se manifestou por meio de nota. Segundo a corporação, serão adotadas medidas administrativas cabíveis sobre o caso, com o encaminhamento dos fatos à Corregedoria do Comando de Polícia Militar Rodoviária.

“A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a correta prestação do serviço de segurança pública à sociedade”, disse, em nota.

Segundo a polícia, na noite do domingo, os policiais depararam-se com diversos motociclistas “realizando manobras perigosas e conduzindo os veículos de forma incompatível com a segurança viária”.

“Diante da situação, a guarnição iniciou a intervenção para conter um dos condutores que praticava as manobras. Durante a abordagem ocorreu uma colisão de uma das motocicletas com a viatura policial”.

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PT articula migração de Janones, Erika Hilton e Boulos após eleição

O Partido dos Trabalhadores articula a migração de três nomes de destaque da esquerda brasileira para suas fileiras: André Janones (Rede-MG), Guilherme Boulos e Erika Hilton (ambos do PSOL-SP).

A estratégia foi desenhada ainda antes do segundo turno das eleições. “Quando ninguém no PT achava, de fato, que o presidente Lula venceria a eleição”, afirmou o analista de Política Pedro Venceslau durante o CNN 360º desta terça-feira (27).

Segundo Venceslau, o PT estava olhando 2027 como um momento de “sentar no divã” e rediscutir o futuro da esquerda.

A ideia inicial era promover uma grande federação entre PT, PCdoB, PV e PSOL caso o resultado das urnas fosse desfavorável ao campo progressista no segundo turno.

Cláusula de barreira

O PSOL e a Rede Sustentabilidade, mesmo coligados em federação, não superaram a cláusula de barreira. Com isso, as duas siglas perderam o direito ao fundo eleitoral, ao fundo partidário e ao tempo de TV e rádio no horário eleitoral.

“Para o PSOL e para a Rede, a oportunidade que eles têm para continuarem sendo partidos representativos no Congresso Nacional é fazer uma federação ou uma fusão com outras legendas”, afirmou Venceslau.

O analista destacou que a possibilidade de migração de Boulos e Erika Hilton para o PT já era discutida antes mesmo do primeiro turno. Os dois fazem parte de uma corrente interna do PSOL que defendia o apoio integral a Lula e a formação de uma federação com o PT.

“Eles acabaram perdendo esse debate na correlação de forças internas e o PSOL decidiu permanecer federado com a Rede, justamente para que os partidos não se tornassem ‘satélites’ do PT”, explicou Venceslau.

Ninguém no partido, no entanto, esperava que a sigla ficasse abaixo da cláusula de desempenho, especialmente com nomes de grande apelo eleitoral como Erika Hilton, Samia Bofim (PSOL-SP) e Rick Azevedo (PSOL-RJ).

Infidelidade partidária

Para que a transferência ocorra sem riscos jurídicos, é necessário que as próprias siglas autorizem a saída dos parlamentares. Caso contrário, os mandatos de Janones, Boulos e Erika Hilton poderiam ser cassados por infidelidade partidária, conforme prevê a Justiça Eleitoral.

“Ou o partido autoriza ou eles teriam que esperar até a janela de transferência partidária próxima da eleição de 2028 ou de 2030”, esclareceu o analista.

Os três nomes são vistos pelo PT como apostas para disputar eleições municipais.

Boulos já concorreu à prefeitura de São Paulo em 2024, chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Ricardo Nunes. Após a derrota, ele tornou-se ministro de Lula, continuou com bastante projeção e é apontado como aposta para um novo pleito na capital paulista.

Já André Janones é visto como possível candidato à prefeitura de Belo Horizonte.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Após Trump alegar “fraude”, Boulos diz que Brasil “não será colônia”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que a eleição do presidente “pareceu mais uma eleição fraudada”. Em resposta, o ministro da Secretaria-Geral da República, Guilherme Boulos (PSOL), rebateu que “O Brasil não será colônia de ninguém!” em seu perfil do X.

O Brasil não será colônia de ninguém! 🇧🇷

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) October 26, 2026


A apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25), derrotando no segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos.

Durante a entrevista de Trump, o republicano acrescentou que não apoiou nenhum dos candidatos, mas que acompanhou a eleição e afirmou que, para ele, pareceu corrupta. Antes, ele também disse que gosta do presidente Lula.

Eleitores de cidades da Bahia e de São Paulo relataram uma menor circulação de ônibus, dificultando transporte durante a votação. No início da tarde de domingo, a campanha de Lula pediu ao TSE que estendesse o horário de votação das 17h às 19h, em alguns estados onde as ocorrências foram registradas.

Sem resposta da Justiça eleitoral, a equipe do petista enviou um novo pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal), dessa vez para expandir o horário de votação em todo o território nacional. Antes disso, a campanha de Flávio também tinha pedido ao TSE que deixasse as urnas abertas por mais tempo em estados afetados pelas fortes chuvas do domingo.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, atendeu o segundo pedido do PT e determinou a prorrogação da votação por mais duas horas em todo o país. Ao todo, menos de 35 mil votos foram registrados no país entre as 17h e 19h.

*Sob supervisão de João Ker

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