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Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com medidas de Lula

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As medidas anunciadas durante a campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter impacto fiscal de R$ 40 bilhões sem previsão no Orçamento deste ano e no de 2027, estima a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo vinculado ao Senado Federal. 

O cálculo considera mudanças no Bolsa Família, a perda de arrecadação relacionada à bets e um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEI).

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A estimativa consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, divulgado nesta quinta-feira (29). Segundo a instituição, o valor não inclui outras propostas apresentadas durante a campanha, como a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.

O relatório também alerta para a necessidade de um ajuste fiscal para estabilizar a dívida pública e aponta perspectivas de déficit primário este ano e em 2027.

Contas

Os R$ 40 bilhões estimados pela IFI estão associados a três frentes de medidas anunciadas durante a campanha:

  • Bolsa Família: reajuste dos benefícios do programa social;
  • Bets: perda de arrecadação relacionada ao fim das apostas de quota fixa;
  • MEI: medidas de ampliação de benefícios para microempreendedores individuais.

O impacto fiscal poderá ser maior caso outras propostas sejam implementadas. 

A instituição ressalta que o cálculo não contempla o Pé-de-Meia Universitário nem a isenção de tarifas de transporte coletivo aos fins de semana.

A IFI projeta déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) este ano. Para 2027, a avaliação apresentada na abertura do relatório indica que os novos compromissos, somados às divergências entre as estimativas da instituição e os números do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), podem elevar o déficit primário efetivo potencial a 1% do PIB.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

A instituição calcula que seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia.

“Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. [pontos percentuais] do PIB”, afirmaram os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade na apresentação do relatório.

Juros

O relatório também destaca que a elevação das estimativas para a taxa de juros real neutra (aquela que, em tese, não estimula nem desacelera a atividade econômica) aumenta o esforço necessário para estabilizar o endividamento público.

A mediana das estimativas de juro neutro chegou a 6,1% ao ano no terceiro trimestre deste ano, acima dos 5% utilizados anteriormente como referência pela IFI.

Nesse cenário, o superávit primário necessário para estabilizar a dívida subiria de 2,1% para 2,9% do PIB, mantidas as demais hipóteses do exercício apresentado no relatório.

A instituição também calcula que a probabilidade de a dívida bruta superar 90% do PIB até 2030 aumenta de 78,9% para 81,6% quando considerada a incerteza sobre o juro neutro.

Crédito público

Outro ponto abordado no relatório são as operações de crédito realizadas pela União com recursos do Orçamento, classificadas como despesas financeiras e que não entram diretamente no cálculo da meta de resultado primário.

Segundo a IFI, os pagamentos relacionados a créditos concedidos com recursos orçamentários passaram de R$ 71,7 bilhões em 2023 para R$ 220,3 bilhões acumulados até outubro deste ano.

Descontados os retornos ao Tesouro Nacional, as saídas líquidas chegaram a R$ 147,7 bilhões em 2025 e a R$ 180,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano.

Embora essas operações não comprometam formalmente o cumprimento das metas fiscais, a instituição avalia que elas têm impacto efetivo sobre a trajetória da dívida pública.

Previdência e BPC

A IFI também identificou pontos de atenção nas projeções orçamentárias para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

No caso da Previdência, o relatório aponta que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 não contabiliza o impacto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre aposentadoria especial, estimado em R$ 13 bilhões.

Em relação ao BPC, a instituição observa divergências entre as projeções do governo e os dados disponíveis até agosto deste ano. Enquanto a estimativa governamental pressupõe redução do número de beneficiários no segundo semestre do ano e aumento das cessações em 2027, os registros indicavam expansão no total de benefícios emitidos.

Plano fiscal

Sobre a condução da política econômica após a reeleição de Lula, a instituição não prevê mudanças bruscas. A expectativa é de continuidade da estratégia gradualista de ajuste fiscal, com correções pontuais.

Os diretores da IFI, no entanto, defendem medidas consistentes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas e criar condições para a retomada dos investimentos.

“Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais”, avalia Marcus Pestana.

O relatório também recomenda a apresentação de um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando do Ministério da Fazenda, em meio às incertezas dos mercados financeiros.

Para a instituição, o desafio é conciliar o controle do endividamento, o financiamento de políticas públicas e a abertura de espaço no Orçamento para investimentos capazes de estimular o crescimento econômico.

Remanejamento

Na semana passada, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para fazer frente aos novos gastos. A pasta não divulgou o impacto total das medidas anunciadas durante a campanha eleitoral. Apenas informou que o restante da diferença seria coberto pela revisão para baixo de estimativas de gastos obrigatórios no projeto de lei do Orçamento do próximo ano.

A mensagem de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto. 

Para este ano, a pasta informou que os impactos serão residuais porque a maior parte das medidas anunciadas só começam efetivamente a valer no próximo ano.

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Starlink is fast becoming one of the biggest factors for passengers choosing an airline, United's CEO says

Scott Kirby, chief executive officer at United Airlines Holdings Inc., during a Bloomberg Television interview at Newark Liberty International Airport (EWR) in Newark, New Jersey, US, on Tuesday, Aug. 25, 2026. United Airlines Holdings Inc. will add 10 destinations in Europe and Asia to its network next year, deploying Airbus SEs new long-range narrow-body planes to help cash in on demand from Americans looking overseas for leisure. Photographer: Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images
United Airlines CEO Scott Kirby says that, besides flight schedules, Starlink is now the biggest factor for passengers choosing airlines.

Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images

  • United's CEO thinks Starlink is now the second-most important factor in customers' flight choices.
  • Scott Kirby said some passengers are flying on regional airlines to guarantee Starlink access.
  • United's speedy Starlink rollout is the airline's "biggest competitive advantage," Kirby said.

United Airlines CEO Scott Kirby believes passengers are more interested in Starlink than ticket prices when picking which airline to fly with.

"I think Starlink, behind the schedule, is the most important thing for customers to choose an airline now," Kirby told the "Cheeky Pint" podcast on Tuesday's episode.

United is leading the way in the US in installing Starlink, the high-speed WiFi service from Elon Musk's SpaceX. The airline was one of the first to sign up in 2024 and has since equipped almost half of its planes with Starlink.

While Starlink is on all United's regional airplanes — those operated under the United Express brand — it is on less than 3% of its wide-body jets that fly long-haul routes, according to the airline's tracking tool.

Some travelers are choosing flights on these smaller regional airplanes to ensure they can access Starlink, Kirby told "Cheeky Pint."

Kirby said that when passengers told him this, his reaction was: "Holy cow!"

He also recalled booking a recent flight and ensuring he wouldn't be in the air when the Milwaukee Brewers were playing, so he could watch the game on TV. "Whereas if I had known for certain that my flight was going to have Starlink, I would have booked it during the game," he added.

American Airlines has also made a deal with Starlink, but it is not due to begin installing the terminals until early next year. Delta Air Lines has instead signed up for Amazon Leo, a similar service due to launch in 2028, which has attracted considerable criticism from Musk.

Although Musk has called for Delta CEO Ed Bastian to be fired, Kirby disagreed. "He's not going to lose his job over it," he said.

However, United is trying to win over Delta customers who might want Starlink. This month, it ran a promotion offering to match travelers' loyalty status on Delta or American, advertising "the fastest WiFi in the sky."

Thousands of customers signed up within two weeks, United said, and status match applications were up 275% compared to before the campaign.

"We're going to get customers that have been loyal to other airlines that try us for Starlink and stay because the technology is better," Kirby told the podcast.

While he called Starlink "the biggest competitive advantage," he also said it won't last forever.

"Everybody eventually is going to have high-speed, low Earth orbit. It's going to be a must-have."

Read the original article on Business Insider

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EasyJet joins the ranks of budget airlines installing Starlink — and puts pressure on its rival Ryanair

LISBON, PORTUGAL - APRIL 01: An easyJet aircraft moves past 
 a Ryanair airplane while taking off for London at Humberto Delgado International Airport during the first of a three-day strike by the low cost carrier cabin crew on April 01, 2023 in Lisbon, Portugal. EasyJet cabin crew strike in Portugal, called by the National Civil Aviation Flight Personnel Union (SNPVAC), takes place from April 01 to 03. The Portuguese Ministry of Infrastructure and the Ministry of Labor ordered that there have be a minimum service of 52 easyJet flights during the workers' strike, deemed necessary to meet social needs relating to the constitutional right to travel, taking into account the season covered by the declared strike days, on which is expected the displacement of a significant number of people. (Photo by Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images)
EasyJet's Starlink deal is a potential edge over Ryanair, Europe's dominant budget airline.

Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images

  • EasyJet announced a deal with Starlink on Monday.
  • It means two of Europe's three major budget airlines have now signed up for Elon Musk's service.
  • The move puts pressure on budget titan Ryanair after its CEO feuded with Musk over Starlink.

Elon Musk's Starlink has won its latest customer, a budget airline that could put pressure on one of the WiFi service's biggest critics.

EasyJet announced on Monday that the high-speed WiFi service would be deployed on its airplanes from the first half of next year. The British airline, which carries 100 million passengers a year, hopes to have Starlink installed across its 300-strong fleet by early 2028.

The deal means two of Europe's three biggest budget airlines have committed to Starlink.

Wizz Air, a Hungarian carrier that flies about 70 million passengers a year, signed up in June.

That leaves Ryanair, the continent's largest airline and the world's third-largest, as the only one of Europe's biggest budget carriers without the service.

Its CEO, Michael O'Leary, is well-known for being outspoken and took aim at Starlink earlier this year, leading to a spat with Musk.

"We don't think ‍our ⁠passengers are willing to pay for WiFi for an average ⁠one-hour flight," O'Leary told Reuters in January.

While Starlink is typically offered free to passengers, O'Leary also complained about increased fuel costs due to the aerodynamic drag of a Starlink terminal, installed on the top of airplanes.

Musk responded in an X post, arguing that Ryanair — which carries over 200 million passengers a year — would lose customers to airlines that do have internet access.

Over the next week, the two CEOs called each other idiots while Musk called for O'Leary to be fired and joked about purchasing the airline.

But Ryanair appeared to have the last laugh, using the publicity to launch a "Big 'Idiot' Sale" with 100,000 tickets starting at £16.99, or about $23.

The situation has some parallels with the US's Big Three airlines. While United Airlines has Starlink on almost half of its fleet and American Airlines is starting installations early next year, Delta Air Lines has instead tapped Amazon Leo, beginning in 2028.

This has led Musk to insult Delta's CEO, Ed Bastian, and call for his firing.

But American passengers are wealthier and more interested in premium offerings than their European counterparts. That trend has also prompted US budget airlines to offer comfier seats and package deals.

Adding free amenities for passengers is at odds with the typical no-frills budget-airline business model that relies on extra charges to turn a profit.

However, easyJet and Wizz may see Starlink as a way to gain an edge over Ryanair.

That may not last forever, though. In a January earnings call, O'Leary said, "I think as the WiFi technology improves over the next four or five years, we'll all be offering free WiFi access."

Read the original article on Business Insider

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