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Netanyahu vence eleições em Israel, mas bloco fica sem maioria no Knesset

AF! O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, saiu vencedor das eleições legislativas, mas o seu bloco de direita e ultraortodoxo não conseguiu alcançar a maioria necessária para governar sozinho. Segundo os resultados finais divulgados pela Comissão Central de Eleições, a coligação liderada pelo Likud obteve 53 das 120 cadeiras do Knesset, oito abaixo dos 61 […]
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Eleições em Israel: Bloco de Netanyahu não conquista maioria no Parlamento

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu obter maioria no Knesset, o Parlamento de Israel, nas eleições gerais do país.

O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para formar a maioria.

Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel, após a conclusão da contagem dos votos e a revisão dos dados.

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Já Likud, partido do primeiro-ministro, liderou a disputa, conquistando 27 das 120 cadeiras do Knesset.

O partido foi o mais votado, seguido pelo Yashar, do ex-chefe militar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, que garantiu 21 assentos. O Juntos, do ex-premiê, Naftali Bennett, por sua vez, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, da aliança de partidos árabes, ficou com 11.

Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Já o Yisrael Beytenu, o Otzma Yehudit e o Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. O Shas e o Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.

Ao todo, 11 listas de candidatos conseguiram superar a cláusula de barreira (de 3,25% dos votos) e terão representantes no Parlamento israelense. As demais candidaturas não atingiram o percentual mínimo exigido para conquistar cadeiras.

Segundo a Comissão Central de Eleições, o comparecimento às urnas foi de 77,9%. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887, inválidos.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

As autoridades israelenses têm até o dia 4 de novembro para certificar os resultados. Enquanto isso, o presidente israelense, Isaac Herzog, realizará uma rodada de consultas com todos os principais líderes partidários.

Na sequência, ele convidará os líderes que, em sua avaliação, possuem as maiores chances de formar um governo. Esse processo pode levar semanas.

O primeiro líder designado tem 28 dias para formar um governo, com a possibilidade de uma prorrogação de 14 dias caso não consiga fazê-lo.

Se o primeiro candidato não obtiver sucesso, o presidente pode transferir a incumbência para um segundo candidato, que terá 28 dias para formar um governo.

Caso a segunda tentativa também fracasse, a maioria dos membros do Knesset pode solicitar ao presidente que encarregue um terceiro candidato, que terá, então, 14 dias para montar uma coalizão.

Se tudo isso falhar, haverá uma nova eleição.

(Com informações de Kara Fox e Tal Shalev, da CNN)

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Netanyahu intensifica ataques a partidos árabes sob risco de perder poder

Benjamin Netanyahu alegou nesta quinta-feira (29), sem apresentar provas, que o crescimento recorde dos partidos árabes nas eleições desta semana foi impulsionado, em parte, por fraude eleitoral. Líderes árabes rejeitaram a acusação e acusaram o primeiro-ministro de incitação.

A acusação representa uma intensificação da retórica antiárabe de Netanyahu e de seus aliados de extrema direita após a alta participação da população árabe na votação nacional de terça-feira, que, na prática, impediu tanto o primeiro-ministro quanto seus principais rivais judeus de chegar facilmente ao poder.

Autoridades eleitorais israelenses afirmaram nesta quinta-feira que há uma investigação sobre as suspeitas de fraude, mas disseram que a integridade da eleição não foi “comprometida de forma sistemática”.

Analistas e críticos afirmam que, ao intensificar os ataques aos partidos árabes, Netanyahu pode estar tentando fazer com que seu principal rival, Gadi Eisenkot, se sinta impedido até mesmo de considerar a formação de um governo minoritário com apoio árabe que poderia tirá-lo do poder.

O objetivo de Netanyahu é “deslegitimar qualquer cooperação entre árabes e judeus”, afirmou Eytan Gilboa, professor de política da Universidade Reichman.

As autoridades eleitorais deveriam concluir a apuração dos votos ainda nesta quinta-feira. A eleição, marcada por uma disputa acirrada, não produziu um vencedor claro e deve ser seguida por semanas de negociações prolongadas para a formação de um novo governo.

Com quase 93% dos votos apurados, o bloco nacionalista-religioso de Netanyahu tinha uma pequena vantagem em número de cadeiras sobre o bloco de partidos de direita e centro-esquerda liderado por Eisenkot. As coalizões dos dois candidatos, porém, estavam abaixo das 61 cadeiras necessárias para conquistar a maioria no Parlamento.

Os partidos que representam a minoria árabe de Israel, que corresponde a 21% da população, deveriam conquistar um número sem precedentes de 19 cadeiras. Com isso, o bloco de Eisenkot, com 48 assentos, contra 53 do grupo de Netanyahu, não teria um caminho viável para chegar ao poder sem amplo apoio árabe — uma possibilidade que Eisenkot até agora descartou.

O grupo de Eisenkot também poderia, no entanto, tentar formar um governo minoritário com apoio externo dos partidos árabes, sem incluí-los formalmente na coalizão governista.

Netanyahu acusa partidos árabes de fraude; partidos árabes denunciam incitação

Ahmad Tibi, um dos líderes da Lista Conjunta, partido árabe, afirmou que Netanyahu conduz uma campanha coordenada e tóxica destinada a enfraquecer os resultados eleitorais.

“Esta campanha inteira é dirigida contra Eisenkot, para impedi-lo, intimidá-lo e assustá-lo, afastando-o da possibilidade de formar um governo que dependa do apoio externo da Lista Conjunta ou do Ra’am”, disse Tibi à Reuters.

Durante e após a votação de terça-feira, Netanyahu e seus aliados alertaram contra o aumento da participação dos eleitores árabes. O Likud, partido de direita do primeiro-ministro, divulgou comunicados acusando os partidos árabes de “roubar a eleição”.

A legenda exigiu que a polícia e o Shin Bet, serviço de inteligência interna de Israel, investigassem episódios suspeitos de compra de votos e intimidação em seções eleitorais de cidades árabes. O partido afirmou possuir provas dessas práticas, mas não as apresentou publicamente.

A polícia informou que pelo menos sete pessoas foram presas desde terça-feira no sul de Israel, região onde vivem muitos árabes, sob suspeita de fraude eleitoral. A emissora pública israelense Kan informou que elas eram suspeitas de tentar subornar eleitores para que votassem no Ra’am, partido de predominância árabe com raízes islâmicas.

Nesta quinta-feira, o presidente do Comitê Central Eleitoral de Israel, o juiz da Suprema Corte Noam Sohlberg, afirmou ter solicitado ao Shin Bet que investigasse suspeitas de que agentes estrangeiros não identificados tentaram interferir na eleição.

O Likud aproveitou a solicitação de Sohlberg para denunciar um ataque à democracia israelense, uma “islamização de Israel” e uma tentativa de derrubar a direita para provocar a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) e uma derrota em todas as frentes, principalmente contra o Irã.

O Likud afirmou que o Catar estava por trás da suposta interferência eleitoral. O governo catariano negou posteriormente a acusação.

Mansour Abbas, líder do Ra’am, afirmou nesta quinta-feira que seu partido não esteve envolvido nas condutas suspeitas relatadas e pediu uma investigação completa. Ele acusou Netanyahu de conduzir uma campanha de incitação contra os cidadãos árabes de Israel.

“Temos uma mensagem em resposta à campanha de incitação e deslegitimação que ele está promovendo contra os cidadãos árabes: nada resultará disso, porque não há nada que justifique essas acusações”, afirmou Abbas em comunicado.

Em uma carta enviada a um parlamentar e divulgada pelo Comitê Central Eleitoral, o órgão afirmou que “não há fundamento para alegações de que a integridade da eleição tenha sido prejudicada de forma sistemática”.

Presidente de Israel: “Não devemos macular uma comunidade inteira”

Após a conclusão da apuração, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes dos partidos e escolherá o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

A coalizão que derrubou Netanyahu em 2021 dependia do apoio do Ra’am, de Abbas. Mas o desempenho abaixo do esperado de Eisenkot significa que a oposição agora precisaria do apoio da Lista Conjunta, dominada por partidos árabes e que inclui uma legenda explicitamente antissionista. Desde a fundação de Israel, a maioria dos líderes judeus evita alianças formais com partidos árabes.

Eisenkot pediu uma investigação que proteja a integridade eleitoral, mas afirmou que Netanyahu está explorando as suspeitas para “espalhar o caos”.

Em comunicado, disse que o objetivo de Netanyahu é “contestar os resultados oficiais das eleições, nas quais a população israelense votou contra o governo”.

Herzog afirmou que as alegações devem ser investigadas.

“Mas, mesmo em um momento como este, não devemos macular uma comunidade inteira que buscou exercer seu direito ao voto e participar ativamente da democracia”, declarou o presidente em um comunicado.

Quem é Benjamin Netanyahu, político israelense?

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Israel: Netanyahu deve permanecer como interino após eleição inconclusiva

Benjamin Netanyahu parecia destinado a permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que um apoio inesperadamente forte entre os eleitores judeus deixou seus oponentes com poucas perspectivas aparentes de destituí-lo, apesar de seu bloco de direita ter perdido a maioria parlamentar.

Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.

Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.

Os resultados ainda podem mudar à medida que a contagem continua, mas o bloco de Eisenkot, formado por partidos anti-Netanyahu — que vão da centro-esquerda à direita —, ficou aquém das pesquisas pré-eleitorais, que previam uma disputa acirrada.

Netanyahu permaneceria como primeiro-ministro interino durante quaisquer negociações de coalizão e, potencialmente, até uma nova eleição no ano que vem. Embora um governo interino enfrente algumas restrições, especialistas afirmam que ele mantém poderes, inclusive sobre a guerra com o Irã.

Guy Lurie, pesquisador do Instituto da Democracia de Israel, afirmou que um governo interino tem formalmente os mesmos poderes que um governo regular, mas também “um dever de moderação” e menos discricionariedade em algumas áreas.

Luta pela segurança

Netanyahu, dirigindo-se aos fiéis de seu partido, o Likud, após as 3h da manhã (horário local), pediu a formação de “um governo nacional forte e de direita”.

Ele destacou os sucessos militares de Israel e levantou a possibilidade de uma nova ação militar conjunta contra o Irã ao lado de seu aliado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que os dois países tinham uma “oportunidade histórica única” de eliminar o que chamou de ameaça iraniana “de uma vez por todas”.

Trump, que havia exortado os eleitores israelenses a manterem Netanyahu no poder para que os dois líderes pudessem “concluir o trabalho” no Irã, disse que Netanyahu se saiu “muito bem” e afirmou que seu apoio “o ajudou muito”.

A eleição em Israel repercutiu no restante do Oriente Médio.

Em Teerã, faixas com imagens do líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, lembraram aos iranianos os ataques dos EUA e de Israel lançados em fevereiro, que deram início à guerra. Logo à direita, havia um cartaz do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que foi morto por ordem de Netanyahu no Líbano.

“Eu realmente vejo a possibilidade de um ataque”, disse Abdollah Karimi, cidadão iraniano de 50 anos.

A frustração também era palpável no Egito, o primeiro país árabe a firmar paz com Israel em 1979.

Outhman Selim, um advogado de 62 anos, disse que suas esperanças de que uma derrota de Netanyahu afastasse o país da extrema-direita haviam sido frustradas.

Eisenkot reconheceu que Netanyahu continua como primeiro-ministro interino, mas alertou que ele poderia usar a segurança para fins políticos.

“Apelo aos chefes das forças de segurança e do serviço público: Netanyahu é um primeiro-ministro interino, sem mandato nem a confiança do povo”, disse ele. “Mantenham-se firmes diante de qualquer tentativa de desafiá-los.”

O gabinete de Netanyahu já havia rejeitado acusações de que ele estaria usando o conflito com o Irã para obter ganhos políticos e não respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta quarta-feira.

A perspectiva de um governo interino sem maioria parlamentar pesou sobre os mercados israelenses. O shekel se desvalorizou cerca de 1,6%. Os principais índices de referência da bolsa de Tel Aviv caíram mais de 3% .

Mudança decisiva

O resultado ressaltou a guinada para a direita entre os judeus israelenses durante os anos em que Netanyahu foi a figura política dominante do país. A centro-esquerda, que dominou Israel durante a primeira metade de sua história, foi reduzida a uma pequena minoria.

Quase todos os partidos judeus agora compartilham da rejeição de Netanyahu a um eventual Estado palestino independente, base dos esforços de paz endossados internacionalmente desde a década de 1990.

A eleição foi a primeira em Israel desde que combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas e fizeram 251 reféns em ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, que mergulharam o país em guerras em Gaza, no Líbano e no Irã.

A guerra em Gaza, que arrasou o território e matou 74 mil palestinos, segundo as autoridades de saúde de Gaza, deixou Israel cada vez mais isolado no cenário mundial.

O próprio Netanyahu é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, em Haia, por acusações de crimes de guerra que ele considera absurdas, e enfrenta acusações de corrupção em Israel que rejeita como uma conspiração do establishment.

A participação eleitoral chegou a 77,7%, a mais alta em mais de duas décadas, e foi particularmente alta entre os israelenses de ascendência palestina, que representam mais de um quinto da população. Muitos foram motivados pelo que consideram racismo aberto por parte do gabinete de Netanyahu, que inclui um líder partidário condenado por incitar o ódio racial contra os árabes.

A sede da Lista Conjunta, uma aliança de vários partidos árabes, explodiu em assobios e aplausos quando as pesquisas de boca de urna foram divulgadas. “Rejeitamos a ocupação e o racismo, e permaneceremos aqui”, disse a candidata da Lista Conjunta Faten Gattas.

A coalizão que derrubou Netanyahu pela última vez contou com um pequeno partido árabe, mas o fraco desempenho de Eisenkot significa que a oposição agora precisaria do apoio da própria Lista Conjunta. A maioria dos líderes judeus tem evitado alianças formais com partidos árabes desde a fundação de Israel.

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

 

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Israel Election Deadlock Clouds Prospects for New Government

Israel election results leave Benjamin Netanyahu and Gadi Eisenkot facing coalition negotiations in the Knesset.

Arab parties could hold the balance of power as rival blocs fall short of a majority, leaving coalition talks or fresh elections on the table.


Israel faces difficult negotiations to form its next government after parliamentary election results left rival blocs short of a majority, with Arab parties potentially holding the key to breaking the deadlock.

RELATED: Israel Kills Four Palestinians in Gaza Despite Ceasefire

With 88.6% of the vote counted, Prime Minister Benjamin Netanyahu’s bloc held 53 seats in the 120-member Knesset, compared with 48 for the opposition camp led by centrist Gadi Eisenkot. Arab parties won a combined 19 seats, leaving neither side with the 61 needed for an absolute majority.

The Central Elections Committee is expected to publish the final results on Friday, after counting between 430,000 and 480,000 double-envelope ballots cast by military personnel, diplomatic staff, prisoners and people who are ill.

Once the results are official, President Isaac Herzog will ask the candidate he considers best placed to assemble a majority to form a government. The designated candidate will initially have 28 days to build a coalition, with the option of a 14-day extension.

The negotiations could be protracted. Netanyahu took 58 days to form his current cabinet after the November 2022 election, and the latest results leave both camps facing obstacles to securing the support needed to govern.

Eisenkot has a relative advantage in seeking coalition partners, as smaller right-wing parties failed to clear the threshold required to enter parliament, limiting Netanyahu’s options for gaining additional seats.

Arab parties could prove decisive in the negotiations. Raam, led by Mansour Abbas, has signaled its willingness to open talks with Eisenkot’s bloc, while the Joint List has proposed providing a parliamentary “safety net” to any coalition that removes Netanyahu from power.

Opposition leaders have nevertheless been reluctant to enter formal agreements with Arab parties, given hostility toward such arrangements among substantial sections of the electorate. During the campaign, Netanyahu used the prospect of cooperation between his rivals and Arab parties to attack the opposition, describing it as an alliance of the “left and the Muslim Brotherhood” that would undermine state security.

Yair Golan, leader of the Democrats and the only Zionist political figure openly willing to include Arab parties in a governing arrangement, has convened talks with Eisenkot and Yair Lapid to discuss possible alliances.

Avigdor Lieberman, leader of Yisrael Beiteinu, has taken a different approach. He opposes both a minority government dependent on Arab parties and a cabinet headed by Netanyahu, preferring instead a national unity arrangement in which Eisenkot joins the incumbent prime minister.

Eisenkot has advocated a “Zionist mobilization government” as an alternative. In a social media post following the release of the initial projections, he wrote: “There are still long days of work ahead of us, but we are focused on the important task entrusted to us: bringing change to Israel and establishing a Zionist mobilization government.”

National unity or another election

A national unity government bringing together parties with a Zionist profile, while excluding Arab and ultra-religious parties, has been floated as another way out of the deadlock. A poll published in mid-October found that 55% of respondents preferred such an arrangement to holding another election.

The proposal faces significant political resistance. In 2020, Netanyahu and centrist Benny Gantz agreed to rotate the premiership under a power-sharing deal that collapsed after a year. Local media have reported behind-the-scenes efforts by Herzog to bring Netanyahu and Eisenkot closer, but the opposition has framed the election as a referendum on Netanyahu’s leadership.

If coalition talks fail, Israel could be forced to hold another election, repeating a cycle of political instability that saw four national votes between April 2019 and March 2021.

Alternative arrangements, including a minority government supported by individual lawmakers, could avert an immediate return to the polls. Until a new administration is formed, Netanyahu will remain in office in a caretaker capacity.

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Trump Credits Netanyahu Comeback to His Endorsement as Right-Wing Bloc Nears Majority

President Donald Trump credited his endorsement of Prime Minister Benjamin Netanyahu with helping drive a comeback in Israel's election Wednesday as the latest partial returns showed the premier's right-wing bloc closing in on a parliamentary majority.

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In mixed city of Acre, Jewish-Arab coexistence shapes hopes for anti-Netanyahu coalition

In the market stalls of the old bazaar, locals call for Zionist and Arab parties to work together to bring change - but resistance to the idea by opposition leaders may render their vision a nonstarter
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Netanyahu Claims ‘Decisive Majority,’ Vows ‘National Right-Wing Government’ — ‘Historic’ Chance to End Iran Threat

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu claimed a “clear, decisive majority” among Jewish and Zionist voters early Wednesday, calling for a strong right-wing government as revised election night projections shifted in his favor and declaring a “historic” opportunity alongside President Donald Trump to eliminate the Iranian threat.

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Eleições em Israel: Siga a reta final da apuração em tempo real

Mais da metade dos votos nas eleições de Israel já foi apurada, segundo o Comitê Central Eleitoral. Projeções atualizadas da imprensa israelense sugerem que os partidos que apoiam o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu podem estar ampliando a vantagem, mas ainda ficariam abaixo da maioria absoluta.

Até 10h56, no horário local (4h56 no Brasil), cerca de 76,4% das urnas haviam sido apuradas. Ao todo, 4.026.049 votos foram contabilizados, dos quais 4.008.086 eram válidos, de acordo com o Comitê Central Eleitoral.

Ao todo, 7.331.981 pessoas são aptas a votar em Israel. Número corresponde a 77,7% do total de eleitores aptos a votar, informou a Comissão Central Eleitoral na noite de terça-feira — o maior percentual desde 1999.

O partido Likud, de Netanyahu, tinha 20,68% dos votos válidos até o momento. Já o partido Yashar, do líder da oposição Gadi Eisenkot, registrava 15,97%.

Se essa tendência continuar, o bloco de Netanyahu poderá conquistar 54 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, enquanto o bloco de oposição de Eisenkot ficaria com 48 cadeiras, segundo projeções do Canal 12 de Israel e do portal Ynet. Outros partidos devem conquistar 18 cadeiras.

São necessárias 61 cadeiras para obter a maioria absoluta.

Como ainda há muitos votos a serem apurados, os números podem mudar. Pesquisas de boca de urna divulgadas anteriormente apontavam uma diferença menor entre os dois lados.

Veja a reta final da apuração

10h56 (76,4% das urnas apuradas)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 828.972 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 640.241 votos (15,97%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 396.534 votos (9,89%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 353.717 votos (8,83%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 254.429 votos (6,35%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 240.648 votos (6,00%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 239.040 votos (5,96%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 220.798 votos (5,51%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 217.202 votos (5,42%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 207.230 votos (5,17%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 196.346 votos (4,90%)

10h01 (72% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 790.994 votos válidos (21,05%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 606.897 votos (16,15%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 344.133 votos (9,16%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 334.776 votos (8,91%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 243.064 votos (6,47%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 225.949 votos (6,01%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 225.073 votos (5,99%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 210.692 votos (5,61%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 207.694 votos (5,53%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 187.330 votos (4,98%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 180.982 votos (4,82%)

04h16 (66% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 732.001 votos válidos (21,45%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 554.397 votos (16,24%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 322.878 votos (9,46%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 300.887 votos (8,82%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 225.455 votos (6,61%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 216.021 votos (6,33%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 209.101 votos (6,13%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 194.069 votos (5,69%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 193.414 votos (5,67%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 165.003 votos (4,83%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 116.926 votos (3,43%)

3h15 (51% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 607.519 votos válidos (20,68%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 490.877 votos (16,72%)

  • Juntos, partido liderado por Naftali Bennett, com 264.631 votos (9,01%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 262.714 votos (8,94%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 202.124 votos (6,88%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 200.220 votos (6,82%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 178.743 votos (6,09%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 168.103 votos (5,72%)

  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 158.164 votos (5,38%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 144.046 votos (4,90%)

  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 102.825 votos (3,50%)

02h42 (38,3% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 586.995 votos válidos (20,66%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 479.221 votos (16,86%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 258.618 votos (9,10%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 242.226 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 198.105 votos (6,97%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 197.431 (6,95%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 173.430 votos (6,10%)
  • Shas, com 163.230 votos (5,74%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 153.499 votos (5,40%)
  • Sionismo Religioso, com 139.687 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 96.639 votos (3,40%)

02h26 (37,62% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 571.627 votos válidos (20,81%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 468.460 votos (17,06%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 252.883 votos (9,21%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 233.963 votos (8,52%)
  • Os Democratas, com 194.528 (7,08%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 176.599 (6,43%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 169.988 votos (6,19%)
  • Shas, com 153.764 votos (5,60%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 148.508 votos (5,41%)
  • Sionismo Religioso, com 135.032 votos (4,92%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 93.655 votos (3,41%)

00h57 (29,08% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 460.565 votos válidos (21,70%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 333.786 votos (15,72%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 195.808 votos (9,22%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 177.904 votos (8,38%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 136.365 (6,42%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 133.186 votos (6,27%)
  • Os Democratas, com 125.030 (5,89%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 124.001 votos (5,84%)
  • Shas, com 120.402 votos (5,67%)
  • Sionismo Religioso, com 116.836 (5,50%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 80.894 votos (3,81%)

00h13 (24,2% dos votos apurados)

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 388.865 votos válidos (22,02%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 273.048 votos (15,46%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 151.337 votos (8,57%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 146.387 votos (8,29%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 118.588 (6,71%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 112.430 votos (6,37%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 105.158 votos (5,95%)
  • Os Democratas, com 104.003 (5,89%)
  • Shas, com 102.302 votos (5,79%)
  • Sionismo Religioso, com 99.293 (5,62%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 65.267 votos (3,70%)

23h47

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 355.360 votos válidos (22,24%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 246.260 votos (15,41%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 132.331 votos (8,28%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 131.419 votos (8,22%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 107.776 (6,74%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 102.720 votos (6,43%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 96.216 votos (6,02%)
  • Os Democratas, com 94.096 (5,89%)
  • Shas, com 91.677 votos (5,74%)
  • Sionismo Religioso, com 91.257 (5,71%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 58.671 votos (3,67%)

23h00

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 282.772 votos válidos (23,36%)
  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 190.524 votos (15,74%)
  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 103.220 votos (8,53%)
  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 80.706 votos (6,67%)
  • Judaísmo Unido da Torá, com 80.348 (6,64%)
  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 79.154 votos (6,54%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, registra 76.229 votos (6,30%)
  • Os Democratas, com 70.003 (5,78%)
  • Shas, com 69.641 votos (5,75%)
  • Sionismo Religioso, com 69.609 (5,75%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 38.751 votos (3,20%)

Em atualização*

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Apesar de indefinição, Netanyahu diz que tem apoio de “maioria decisiva”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na noite desta terça-feira (27) que os resultados da eleição israelense demonstram que seu bloco de direita conta com o apoio de uma “maioria decisiva entre o público sionista e judeu”.

As pesquisas boca de urna divulgadas após a votação indicam que o partido de Netanyahu era o maior do Knesset, mas sem uma maioria para governar.

“Duas coisas estão claras. A primeira é que o Likud é o maior partido em Israel… não há dúvida quanto a isso”, disse ele, falando da sede do partido em Jerusalém.

“A segunda coisa que ficou clara é que o bloco de direita possui uma maioria decisiva entre o público sionista — uma maioria decisiva. É por isso que eu disse, e repito: precisamos formar um governo nacional forte, um governo de direita”, declarou.

Ele criticou duramente os partidos árabes, classificando-os como “antissionistas” e alegando que eles “apoiam a destruição de Israel”, além de rejeitar a ideia de colaborar com eles para a formação de um governo. Projeções indicam que os partidos árabes conquistarão um número recorde de cadeiras.

“São partidos palestinos, ou partidos antissionistas, que apoiam a destruição de Israel. Não podemos permitir esse cenário”, afirmou.

Agradecimento a Trump

Em seu discurso, Netanyahu também agradeceu a muitos de seus apoiadores, o presidente dos EUA, Donald Trump, e Deus.

“Juntamente com nosso grande amigo, o presidente Trump, estamos determinados a eliminar essa ameaça de uma vez por todas”, disse ele, referindo-se ao Irã e à guerra em curso.

Ele também agradeceu aos membros do seu partido Likud, aos outros parceiros de governo e de coalizão, à sua esposa e filhos e aos soldados de Israel.

“Por fim, gostaria de agradecer ao criador do mundo, que me dá o poder de continuar a agir pela eternidade de Israel e de nossa amada nação e estado – nosso único estado”, disse ele ao final de seu discurso.

“Eu gostaria de dizer a vocês: nós vencemos nossos inimigos e construiremos o futuro… Não tenha medo, Israel, não tenha medo. O leão rugirá… O povo de Israel está vivo.”

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Eleições em Israel: Resultado da boca de urna saiu, o que acontece agora?

Embora as pesquisas de boca de urna ofereçam uma indicação inicial do que pode acontecer, a disputa real começa após a contagem dos votos e o início do processo de formação de uma coalizão. Pode levar semanas ou até meses até que o novo primeiro-ministro seja escolhido.

Assim que a contagem dos votos é concluída — geralmente em poucos dias —, o presidente realiza uma rodada de consultas, na qual cada partido eleito indica sua preferência para o cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas conversas, o presidente encarrega um candidato de formar o governo. Não se trata, necessariamente, do líder do maior partido, mas sim daquele que apresenta as melhores chances de construir uma coalizão viável.

Pelo cenário atual, é improvável que o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, seja escolhido, uma vez que nem o bloco de oposição nem os partidos árabes o indicariam.

Nesse caso, é provável que o presidente Isaac Herzog ofereça a primeira oportunidade de formar um governo a Gadi Eisenkot.

Ele teria de quatro a seis semanas para negociar com outros partidos a distribuição de cargos no gabinete, prioridades orçamentárias e diretrizes políticas, buscando articular uma maioria no Knesset. Se as pesquisas de boca de urna se confirmarem, os dois partidos árabes desempenharão um papel fundamental nesse processo.

Uma pesquisa realizada na noite desta terça-feira (27) pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revelou que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que Eisenkot forme um governo com o Raam, um dos dois partidos árabes.

Caso Eisenkot fracasse, o presidente concederá a outro candidato a chance de formar o governo, e todo o processo de negociação recomeça.

Se este também não obtiver sucesso, o próprio Knesset terá um breve período para apresentar outro candidato; caso não consiga, o país deverá passar por novas eleições.

Portanto, vencer não se resume apenas a conquistar votos e cadeiras; trata-se de construir — e manter — uma coalizão viável.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Partidos árabes devem bater recorde de cadeiras em Israel, diz boca de urna

Espera-se que os partidos árabes “Lista Conjunta” e Raam conquistem um número recorde de 18 cadeiras, a maior representação árabe já registrada no país.

Esse aumento na participação eleitoral foi impulsionado pelo desejo urgente de desmantelar a coalizão de direita de Netanyahu, que inclui ministros de linha-dura como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich.

Os partidos árabes poderiam desempenhar um papel fundamental na construção de uma coalizão para formar um novo governo. No entanto, ainda não está claro como isso poderia se concretizar.

A expectativa é de que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu obtenha 50 cadeiras. Contudo, ele descartou explicitamente a possibilidade de formar um governo com os partidos árabes. Para alcançar a maioria no Knesset, ele precisaria de 61 cadeiras.

Por outro lado, Gadi Eisenkot — cujo bloco de oposição deve conquistar 52 cadeiras — afirmou que esses partidos não atendem aos seus critérios para uma parceria política, os quais incluem o reconhecimento de Israel como um Estado judeu e a classificação do Hamas como uma organização terrorista que deve ser desmantelada.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, revela que a maioria dos eleitores do bloco de oposição deseja que essa parceria se concretize.

Segundo a pesquisa, mais de 61% dos eleitores do bloco de oposição querem que Eisenkot forme um governo com o Raam. Apenas 20% desses eleitores preferem a realização de novas eleições, enquanto 12% apoiam um governo de coalizão com sistema de rodízio envolvendo Netanyahu, e 7% preferem um governo que inclua partidos ultraortodoxos.

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Israel Election Cliffhanger: Exit Polls Show Netanyahu, Eisenkot Deadlocked as Arab Parties Surge

Israel’s parliamentary election ended in a political cliffhanger Tuesday night as initial exit polls showed neither Prime Minister Benjamin Netanyahu nor his chief rival, former military chief Gadi Eisenkot, securing a governing majority amid a surge in support for Arab parties.

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Análise: Netanyahu perdeu maioria, mas caminho de rival é complicado

Com as pesquisas de boca de urna em Israel indicando que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, possuem um caminho claro para obter uma maioria que lhes permita governar, o cenário de coalizões pós-eleição permanece totalmente em aberto.

Um impasse, um governo minoritário, um governo de unidade — ou até mesmo uma nova eleição — são, no momento, possibilidades plausíveis.

As notícias são ruins para Netanyahu. Seu bloco, composto por aliados ultraortodoxos e de extrema-direita, perdeu a maioria, passando de 68 cadeiras para apenas 50. As pesquisas de boca de urna projetam que seu partido, o Likud, manterá uma representação expressiva de 24 cadeiras, permanecendo como a maior legenda.

Ainda assim, o número está bem abaixo das 61 cadeiras necessárias para formar maioria no parlamento, que conta com 120 assentos. Para permanecer no poder, Netanyahu precisa, fundamentalmente, de uma coalizão.

O bloco de oposição detém, no papel, um número expressivo de 70 cadeiras; contudo, a realidade é que ele se encontra fragmentado e dividido, o que dificulta a definição de um caminho a seguir. Os partidos sionistas judaicos somam 52 cadeiras, enquanto os partidos árabes devem conquistar um recorde de 18 assentos — a maior representação árabe já registrada.

O partido Yashar, de Eisenkot, aparece nas projeções como a maior força dentro do bloco de oposição, com 22 cadeiras. No entanto, outros líderes partidários desse mesmo bloco descartaram a possibilidade de um governo que dependa de apoio árabe, o que complica significativamente qualquer tentativa de remover Netanyahu do poder.

A participação recorde do eleitorado árabe parece ser um dos aspectos mais marcantes destas eleições. Os cidadãos palestinos de Israel — que representam cerca de 20% da população do país — tradicionalmente registram taxas de comparecimento às urnas inferiores à média nacional. Na eleição de 2022, a participação árabe foi de 53%; desta vez, estima-se que tenha saltado para mais de 78%.

Esse movimento é interpretado como um voto de protesto contra o governo de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita: o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Por outro lado, a alta taxa de comparecimento eleva a exigência para os partidos menores, que precisarão de um número maior de votos para atingir a cláusula de barreira de 3,25%.

Vale ressaltar que as pesquisas de boca de urna são apenas projeções; o cenário pode sofrer alterações à medida que os votos reais forem contabilizados ao longo da noite.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Israel Election 2026: Eisenkot Bloc Leads Netanyahu, No 61-Seat Majority

Leader of the Yashar party and former Israeli military chief, Gadi Eisenkot. Photo: EFE.

The opposition bloc led by former army chief Gadi Eisenkot edged ahead of Prime Minister Benjamin Netanyahu’s coalition in Israel’s general election, but neither camp came close to the 61 seats needed to govern, exit polls showed Tuesday night.


With a historic turnout of close to 75%, Israelis turned out in the first election held after the start of the genocide in Gaza in October 2023.

The first projections from Israel’s election signal a shift in the balance of power. The opposition bloc led by Gadi Eisenkot prevailed by a narrow margin over PM Netanyahu’s coalition in Israel’s first election since the October 2023 attacks, according to polls circulated after the ballot box was closed.

RELATED: Trump Backs Netanyahu’s Reelection for Tuesday Elections

Data from the Central Election Commission and projections from local TV channels 11, 12, and 13 agree that none of the dominant blocs has the 61 seats required to form a government in the 120-seat parliament.

The three main exit polls, published after voting closed at 10 P.M. local time, placed Eisenkot’s bloc at 52 to 53 of the Knesset’s 120 seats, against 50 for Netanyahu’s right-wing alliance.

The result opens a period of uncertain negotiations over who will form the next government, with neither side having reached the required majority in parliament (Knesset).

BREAKING: Early exit poll results are showing Netanyahu’s coalition and the opposition coalition both falling short of the seats needed for a majority.

🔴 LIVE UPDATES: https://t.co/6gTzKogVEg pic.twitter.com/HrNY9tsJxL

— Al Jazeera English (@AJEnglish) October 27, 2026

Parties opposed to Prime Minister Benjamin Netanyahu won more seats than his coalition in Tuesday’s parliamentary election, though Likud Party remained the most-voted party, and neither bloc reached the 61 seats needed to govern in the 120-seat Knesset.

Neither candidate can yet claim a clear path to 61. Netanyahu can argue that he heads the largest single party, while Eisenkot can point to the larger bloc.

That calculation gives the Arab-led lists unusual weight in the coming negotiations. For years the established Jewish parties have treated these alliances as off-limits partners. The projections may now force a reconsideration, because neither side appears able to reach a majority without them.

BREAKING: Israeli elections have ended and the exit polls are in. All three Israeli channels have Netanyahu's bloc at 50. Eisenkot's bloc is at 52 or 53. The Arab parties are at 17 or 18, the most seats they have ever won.

Likud finished first with 24 or 25. Yashar is second… pic.twitter.com/26FRBxyRco

— Hen Mazzig (@HenMazzig) October 27, 2026

The two Israeli Arab parties that emerged as potential arbiters of the contest won between 17 and 18 seats according to the polls in the ballot box, a figure higher than expected. Both said that they would support Eisenkot to some extent, having mobilized their voters to help displace Netanyahu, whom they consider an “existential threat” in the event of a new term.

Both Netanyahu and Eisenkot have so far ruled out any formal alliance with Arab parties. However, these could allow Eisenkot to form a minority government by backing him from outside the coalition, or even abstaining in the Knesset vote to install the next government.

Coalition Talks Ahead

As the count continues, the next move belongs to the Israeli President, who must decide whom to invite first to try to assemble a coalition.

Any path to a majority now appears to run through the Arab parties. That reality will test whether the traditional Jewish bloc is willing to negotiate across a line it has long treated as closed.

The final tally will determine whether Eisenkot can turn his central role into a governing coalition, or whether Netanyahu finds another route to remain in power.

If, after all the negotiations, no one manages to form a majority, a new election would be called on March and the process would repeat. During that period, Netanyahu’s government would remain in a caretaker role. Public services would not be affected, but the government would lack the authority to push through major policy changes.

Israel’s most recent national election, held in November 2022, was the fifth in three and a half years, and even a new round might not resolve the country’s political deadlock. That election, returned Likud party to power with a 64-seat coalition.

The most likely scenario now is a prolonged negotiation or even new elections in the coming months. Until a government forms, Netanyahu’s administration would remain in office as a caretaker, unable to advance major policy changes.

The narrow margin leaves the next coalition in doubt. With neither side reaching 61 seats, both leaders will likely push to assemble a governing majority, a process that has repeatedly convulsed Israeli politics in recent years.

The Central Election Committee began counting ballots after polling stations closed and will release partial results overnight. Official tallies often diverge from exit poll projections, leaving the final composition of the Knesset uncertain for days.

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Benjamin Netanyahu: ‘They Are Trying to Steal the Election from Us’ as Voting Enters Final Hours

Prime Minister Benjamin Netanyahu accused opponents of attempting to steal Israel’s national election Tuesday following arrests in a suspected voter-bribery investigation, as record turnout prompted his right-wing coalition to launch an emergency mobilization effort in the final hours before polls closed.

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