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Uma em cada cinco casas de 1 milhão foi vendida em menos de um mês em Portugal

Em Portugal, uma em cada cinco casas anunciadas por mais de um milhão de euros foi vendida em menos de um mês, no terceiro trimestre de 2026 e de acordo com os dados do idealista revelados esta quinta-feira.

O portal dá o exemplo de Faro já que neste distrito algarvio, um dos mais procurados para a compra de casas de luxo, 16% do stock premium saiu do mercado em menos de uma semana.

O idealista dá conta de um ritmo de vendas acelerado neste segmento e há dois números que o comprovam: cerca de 9% das casas de luxo saíram do mercado em menos de sete dias e 12% venderam-se entre uma semana e um mês.

“Faro é o distrito onde mais casas de luxo se vendem em menos de uma semana (16% do stock local), seguido do Porto (12%), de Setúbal (11%) e de Aveiro (10%). Alargando o prazo a um mês, cerca de uma em cada quatro casas de luxo no Porto e em Faro encontrou comprador nesse período. Ao nível dos municípios, é no Porto que mais casas premium se vendem em menos de 30 dias (26%), à frente de Lisboa (17%)”, pode ler-se em comunicado do portal idealista.

Estes especialistas destacam que quase um quinto da oferta premium nos distritos de Lisboa e de Aveiro saiu do mercado em apenas 30 dias. Na ilha da Madeira e em Setúbal, cerca de 15% do stock encontrou comprador no mesmo período.

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Aston Martin revela novo Valhalla Spider; 1.079 cv agora conversíveis

A Aston Martin apresentou oficialmente nesta quarta-feira (28) o novo Valhalla Spider, versão conversível do seu superesportivo de motor central.

Revelado no “Concours at Wynn Las Vegas”, nos Estados Unidos, o modelo se torna o conversível de produção mais rápido da história da montadora, mantendo a arquitetura híbrida plug-in de 1.079 cv e o pacote tecnológico derivado da Fórmula 1.

O desenvolvimento do veículo foi realizado em parceria com a AMPT (Aston Martin Performance Technologies), divisão de consultoria técnica da equipe Aston Martin Aramco F1. As entregas globais do superesportivo estão programadas para começar no segundo semestre de 2027.

Duas opções de capota e aerodinâmica ativa

Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin

O Valhalla Spider — pronunciado “vaurrala”, e não “valhala” — foi projetado para oferecer diferentes configurações de condução ao ar livre. De série, o veículo é equipado com uma capota removível em tecido preto, que permite rodar com o teto fechado a velocidades de até 200 km/h.

Como opcional, a marca disponibiliza um teto rígido feito em fibra de carbono, que permite ao veículo atingir sua velocidade máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente), mesmo com a capota instalada. A velocidade final de 350 km/h também pode ser alcançada sem o teto.

Para conter a turbulência na cabine, a engenharia da marca desenvolveu um defletor de vento específico instalado no topo do para-brisa. O componente direciona o fluxo de ar sobre os ocupantes enquanto conduz o ar frio para a tomada de admissão superior, comumente chamado de “snorkel”, que foi redesenhada e posicionada 35 mm mais alta em relação ao cupê.

Quando o teto está instalado, o defletor pode ser dobrado em três partes e armazenado num compartimento de 15 litros nas soleiras das portas.

O modelo conta ainda com aerodinâmica ativa dianteira e traseira que ajusta o nível de downforce e o arrasto de acordo com o modo de condução e com a presença ou ausência do teto. Na configuração de carga máxima, o pacote aerodinâmico gera mais de 600 kg de pressão aerodinâmica.

Powertrain híbrido plug-in de 1.079 cv

Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria
Novo Aston Martin Valhalla Spider; mecanicamente idêntico ao cupê porém com teto removível e ajustes finos de carroceria • Divulgação Aston Martin

O conjunto mecânico é idêntico ao do Valhalla Cupê. O sistema propulsor combina um motor a combustão V8 4.0 biturbo com virabrequim plano (180°), que rende 828 cv, a três motores elétricos adicionais, que somam 251 cv. O rendimento combinado atinge 1.079 cv de potência e 1.100 Nm de torque.

A tração é integral sob demanda, sem conexão mecânica direta entre os eixos. Dois motores elétricos ficam posicionados no eixo dianteiro e contam com vetorização de torque independente.

O terceiro motor elétrico é integrado à transmissão de dupla embreagem (DCT) de oito marchas, auxiliando o motor V8 a tracionar o eixo traseiro com diferencial eletrônico. O gerenciamento de dinâmica, suspensão e freios é controlado pelo sistema integrado IVC (Integrated Vehicle Dynamics Control).

Estrutura em carbono e interior

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A base do veículo utiliza uma monocoque de fibra de carbono desenvolvida pela AMPT, fabricada por meio da combinação do processo RTM (Resin-Transfer-Moulding) com moldagem em autoclave. As portas com abertura diédrica foram mantidas no conversível, recebendo ajuste geométrico no vidro das janelas para facilitar o acesso à cabine quando a capota está instalada.

No interior, o modelo passa a trazer de série novos bancos do tipo concha em fibra de carbono com especificação Touring, voltados para o uso em estradas. Os assentos esportivos originais do cupê continuam disponíveis como opcional, sem custo adicional para os compradores.

Nova Ferrari 849 Testarossa volta como super-híbrido de 1.050 cv

 

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O luxo pode crescer para sempre?


Depois das semanas da moda (e de termos tido um vislumbre do futuro), estes dias ficaram marcados pela divulgação de resultados de alguns dos principais grupos de luxo. As apresentações lembram noites eleitorais: todos ganham. Especialistas em dourar em pílula, as empresas procuram o mais ínfimo sinal de crescimento para decretar o sucesso. Até que se torna impossível ignorar a desaceleração da economia chinesa ou a guerra no Médio Oriente. Que as vendas de carteiras Louis Vuitton estão a cair, que a Hermès não consegue diversificar, que a Miu Miu deu um trambolhão ou que a Gucci está em crise.

A marca mais importante da Kering, responsável por metade da sua faturação, está em queda há três anos consecutivos e as medidas do CEO, Luca de Meo, não estão a surtir efeito, nem mesmo com a contratação de rebelde com provas dadas como Demna.

As quedas são reais e o discurso está a mudar.

Há poucos dias, numa entrevista à CNBC, Antoine Arnault, filho de Bernard Arnault e uma das pessoas com funções mais abrangentes na LVMH e que hoje, depois do pai, é quem mais fala em nome do grupo, veio dizer que o luxo “passa por ciclos, como a maioria dos sectores”. As receitas da companhia francesa caíram 2% nos primeiros nove meses do ano, mas, segundo o gestor, “não é nada catastrófico”. E ainda: “Nenhuma indústria ou nenhum setor cresce para sempre”.

Antoine Arnault acredita que é questão de tempo até a maré mudar. “Acredito que vamos sempre querer agradar à pessoa que amamos, aos filhos, aos pais, a nós mesmos. Vamos sempre querer uma bela taça de champanhe para uma ocasião especial, vamos sempre querer ter uma bela experiência no melhor hotel possível”. E conclui: “O que queremos é estar tão preparados, tanto quanto possamos, para ser relevantes para esses clientes e para esses mercados quando eles se levantarem um pouco de novo”.

A narrativa é positiva e o portefólio de cerca de 75 marcas, distribuídas por diferentes áreas, ajuda. Os outros grupos poderiam assinar por baixo, tão sensata é a afirmação do gestor. Mas a pergunta é outra: haverá tempo para todos? Ou estará o cemitério do luxo cheio de marcas que não chegaram a tempo da ressurreição?

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Mercado de Artesanato de Gaia: comerciantes temem desemprego

"Estão a atirar-nos para o desemprego". Artesãos e comerciantes locais devem abandonar o mercado até dezembro para dar lugar a hotéis de luxo. Petição já soma mais de 500 assinaturas.

© ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

"A maior parte das pessoas está aqui há 10 ou 20 anos, têm em média 60 anos e cerca de 80% não tem carta de artesão", declarou o representante dos comerciantes
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Casas de luxo à venda: 8 em cada 10 situam-se em Lisboa, Faro e Porto

Quase todos os distritos de Portugal continental e ilhas possuem, pelo menos, uma casa anunciada no idealista que custa mais de um milhão de euros. No entanto, a distribuição delas não é homogénea, visto que os distritos de Lisboa, Faro e Porto concentram 80% de todas as casas disponíveis acima desse valor. Em distritos e […]
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