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Preços dos alimentos vão subir 18% em dois anos, diz Banco Mundial

Após um período de retração nos preços, 21% registrados entre 2022 e 2025, os mercados agrícolas devem enfrentar dois anos de alta nos preços internacionais.

A combinação de conflitos geopolíticos, custos elevados da energia com alta do barril de petróleo, restrições logísticas além dos riscos climáticos com a previsão do El Niño forte deve reduzir a oferta de alguns produtos e sustentar as cotações em 2026 e 2027 e impactar os preços.

A avaliação é do Banco Mundial e está no relatório “Commodity Markets Outlook” divulgado em outubro.

As projeções do banco indicam que os preços dos alimentos devem acumular alta de aproximadamente 18% no período. Sendo 10% em 2026 e mais 7% em 2027.

No mercado de grãos o impacto deve ser maior. A estimativa apresentada no relatório é de valorização de 14% neste ano e mais 9% no próximo. Ou 23% em dois anos.

Caso haja uma intensificação dos conflitos geopolíticos e perdas de safra ficarem acima do esperado, por cauda do El Niño, esses indices poderão ser ainda mais altos. Com os preços dos alimentos disparando 12% a mais e as cotações dos grãos 20% acima dessa referência.

O trigo está entre os produtos com maior impacto na alta dos grãos

O Banco Mundial projeta avanço de 28% em 2026 e mais 14% em 2027 para o trigo por causa da redução da produção mundial e dificuldades de exportação de importantes fornecedores.

A produção global deve ser 3% menor na safra 2026/2027. No Estados Unidos a redução projetada é de 23%; no Canadá queda de 12%, na Austrália queda de 25% na produção.

A oferta mundial também sofre influência das dificuldades logísticas por causa das tensões no Mar Negro. A região é estratégica para o comércio internacional de grãos, especialmente o trigo.

Para o milho o relatório projeta um aumento de 10% nos preços em 2026 e de mais 5% em 2027; e redução de aproximadamente 3% na produção mundial.

Para a soja, o cenário combina valorização das cotações e demanda crescente por matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis. Mesmo com a perspectiva de uma safra global recorde, os preços da oleaginosa devem subir 18% em 2026 e mais 5% em 2027.

O movimento tende a ser mais intenso nos derivados. Para o farelo, as estimativas são de valorização de 18% e 10%, respectivamente.

E para o óleo de soja tem alta projetada de 39% neste ano e de 11% em 2027. O desempenho dos preços dos óleos vegetais está diretamente relacionado à demanda por biocombustíveis. Com os preços da energia, e do petróleo, mais elevados aumenta a competitividade de matérias-primas agrícolas utilizadas na produção dos combustíveis renováveis.

O óleo de palma também deve acompanhar esse movimento, com aumentos projetados de 14% em 2026 e 10% em 2027.

O Banco Mundial destaca que a disponibilidade global de grãos na safra 2026/27 deve ser a segunda maior já registrada. E essa oferta pode limitar a intensidade das altas.

Bebidas: Café e Cacau

Em contraponto à alta generalizada dos grãos para o setor de bebidas o Banco Mundial aponta o recuo de 24% nos preços das soft commodities este ano e leve alta de 3% em 2027.

A acomodação dos preços se deve a recuperação das safras, da maior oferta global de café e cacau, após um ciclo de preços historicamente elevados provocados pela redução da oferta da matéria-prima no mercado internacional.

As incertezas com o El Niño

Além dos conflitos e das restrições comerciais, o clima aparece como um dos principais fatores de risco para o mercado agrícola.

O Banco Mundial alerta para a possibilidade de um El Niño muito intenso, com potencial para comprometer a produção de diferentes commodities agrícolas. A combinação entre eventos climáticos adversos e dificuldades de transporte pode ampliar a pressão sobre a oferta mundial.

O relatório trabalha com um cenário-base que não considera uma intensificação significativa dos conflitos que afetam o abastecimento global. Entretanto, caso ocorram simultaneamente uma escalada das tensões no Oriente Médio, novas interrupções no comércio de grãos pelo Mar Negro e um El Niño mais severo, os preços dos alimentos poderão ficar 12% acima do projetado no cenário de referência em 2027.

Nesse cenário adverso, o petróleo do tipo Brent, pode se manter na média de US$ 105 o barril no próximo ano.

Energia e fertilizantes ampliam a pressão sobre os custos

Para o produtor rural, o cenário exige atenção não apenas às cotações das commodities, mas também à evolução dos custos de produção.

O relatório projeta aumento médio de 14% nos preços dos fertilizantes em 2026. A valorização reflete, principalmente, a alta registrada pela ureia no início do ano. Para 2027, a expectativa é de retorno dos preços aos níveis de 2025, com a redução dos custos de energia e a melhora da disponibilidade de amônia e enxofre.

A energia é outro componente relevante dessa equação. O Banco Mundial estima alta de 32% nos preços do segmento energético em 2026, revertendo três anos consecutivos de queda. O petróleo Brent deve alcançar média de US$ 91 por barril, ante US$ 69 em 2025. Para 2027, a projeção é de recuo para US$ 79.

A elevação dos combustíveis tem efeito sobre toda a cadeia agropecuária, do transporte de insumos e produtos agrícolas às operações de máquinas e equipamentos. Quando persistente, também pressiona os custos de produção e a logística de comercialização.

A conclusão do Banco Mundial é que a trajetória das commodities agrícolas não depende exclusivamente do volume produzido nas safras. Custos com energia, fertilizantes, logística, transporte internacional e condições climáticas terão influência direta sobre a formação dos preços.

Estimativas para o Brasil

Para o Brasil, que é um importante produtor e exportador de alimentos, o banco destaca que a valorização internacional nos preços das commodities pode representar oportunidades de aumento nas receitas. Porém, o efeito sobre a rentabilidade dependerá da relação entre preços de venda, custos de produção, câmbio e disponibilidade de insumos.

A perspectiva de uma oferta global ainda elevada de grãos também merece atenção. Mesmo com a valorização projetada para soja, milho e trigo, a existência de estoques e a capacidade de produção de grandes fornecedores podem limitar movimentos mais intensos.

O cenário, portanto, combina perspectiva de preços internacionais mais altos com riscos relevantes para a produção e a comercialização.

Para o agronegócio, acompanhar a evolução dos custos e das condições de oferta será tão importante quanto observar as cotações nas bolsas internacionais.

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‘Ela poderia ter se safado do assassinato’: A ciência perigosa por trás da Rainha do Crime

Antes de Agatha Christie se tornar uma das autoras mais vendidas de todos os tempos, ela trabalhou em uma farmácia em sua cidade natal, Torquay, na Inglaterra, a serviço de alguém a quem ela se referiu em suas memórias apenas como Sr. P.

O Sr. P carregava um pedaço escuro de curare no bolso — um veneno que pode paralisar e matar rapidamente. Ele andava com ele porque o fazia “sentir-se poderoso”, escreveu ela em “Agatha Christie: Uma Autobiografia”. Christie não pôde deixar de notar que, apesar da “aparência angelical” do Sr. P, tais comportamentos poderiam torná-lo um “homem perigoso”.

Em outra ocasião, a mente perspicaz de Christie percebeu um erro que o Sr. P cometeu enquanto lhe mostrava como infundir medicamentos em supositórios, adicionando inadvertidamente 10 vezes a dosagem necessária.

Ao perceber que o Sr. P não daria ouvidos a uma “menininha” que lhe apontasse o erro, Christie teve a ideia genial de derramar o remédio no chão e “pisá-lo com força” para impedir que a droga perigosa fosse colocada nas prateleiras da loja, como ela relatou em suas memórias.

A faísca para os envolventes romances policiais de Christie surgiu nesse ambiente inesperadamente sinistro, enquanto a Primeira Guerra Mundial assolava o mundo. Ao longo de sua vida, ela desenvolveu um profundo conhecimento da ciência dos venenos, o que a ajudou a deixar um legado duradouro no mundo literário e além.

Após deixar a loja do Sr. P, Christie começou a se formar como farmacêutica no hospital de Torquay em 1916. Foi então que a semente de uma história começou a germinar em sua mente. Um livro didático chamado “The Pharmaceutical Pocket Book — for Practitioners & Students” (O Manual de Bolso Farmacêutico — para Profissionais e Estudantes), que ela leu em preparação para seus exames, inspirou a arma do crime em seu romance de estreia de 1920, “The Mysterious Affair at Styles” (O Misterioso Caso de Styles): estricnina, uma neurotoxina antes usada em doses mínimas como estimulante, combinada com outras drogas para matar a vítima.

Agora, os visitantes podem ver seu exemplar pessoal do livro de bolso — com manchas misteriosas e a inscrição “A. Christie” rabiscada no canto superior direito — em uma nova exposição intitulada “ Agatha Christie: Um Mundo de Mistério ”.

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Exemplar do livro didático que Christie usou durante seu treinamento como auxiliar de farmácia na Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

A exposição, que será inaugurada em 30 de outubro na Biblioteca Britânica em Londres, marca a primeira vez que o pequeno livro e muitos dos mais de 200 itens compartilhados por sua família e fundação serão exibidos ao público, afirmou a curadora principal da exposição, Lucy Rowland.

O livro didático foi um dos muitos artefatos que revelaram a quantidade de pesquisa que Christie realizou em seu trabalho — e uma prova tangível de que a autora tinha um profundo conhecimento de medicamentos e misturas químicas mortais, disse Rowland.

As descrições precisas de venenos feitas por Christie, que servem como arma do crime em 41 de seus 66 romances policiais, ainda são válidas hoje em dia.

“Era muito fácil ler Christie na adolescência sem perceber que estava aprendendo ciência”, disse a Dra. Kathryn Harkup, ex-química e autora de “A de Arsênico: Os Venenos de Agatha Christie”. “É a comunicação científica disfarçada em seu auge. A trama, a habilidade técnica necessária para transmitir ideias científicas complexas de uma forma imperceptível — meu Deus, isso é um talento.”

E suas histórias de mistério e assassinato, baseadas em princípios científicos, podem até ter ajudado a solucionar crimes reais: seus primeiros trabalhos com o Sr. P, em particular, inspiraram diretamente obras posteriores que poderiam ter evitado casos de envenenamento.

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Christie aparece vestindo seu uniforme de enfermeira do Destacamento de Auxílio Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

Christie por trás da fachada

Christie continua sendo a rainha indiscutível do crime 50 anos após sua morte — e uma espécie de enigma.

Publicamente, Christie manteve-se humilde, referindo-se a si mesma como uma “máquina de salsichas”, com a expectativa de produzir um sucesso atrás do outro para suas editoras.

“Tudo isso faz parte da construção dessa persona que não ameaça nem assusta o público”, disse a Dra. Jamie Bernthal-Hooker, especialista em Christie e professora visitante de inglês e escrita criativa na Universidade de Suffolk, no Reino Unido. “Mesmo hoje, as pessoas têm medo de mulheres inteligentes e poderosas. Eu gosto de dizer que sua maior criação ficcional foi Agatha Christie.”

Novas pesquisas, como a exposição da Biblioteca Britânica, estão proporcionando novas perspectivas sobre a mulher aventureira que acompanhou as mudanças radicais de sua época, de 1890 a 1976.

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A exposição inclui vislumbres surpreendentes da vida de Christie, incluindo sua paixão pelo surfe • The Christie Archive Trust

“Durante os primeiros 11 anos de sua vida, a Rainha Vitória estava no trono”, disse o Dr. Mark Aldridge, historiador de Agatha Christie e professor associado de história do cinema na Universidade de Southampton Solent, no Reino Unido. “Quando ela começou a escrever seus livros no final da década de 60, presenciou a chegada do homem à Lua. Sempre defendi que, se ela tivesse vivido mais alguns anos e assistido a ‘Guerra nas Estrelas’ em 1977, teria escrito ‘Assassinato no Espaço’, porque adorava novidades.”

Embora Christie não tivesse uma educação formal, sua curiosidade e natureza observadora guiavam sua visão de mundo. Ela também tinha uma imaginação vívida, provavelmente por vir de uma família de contadores de histórias que adoravam viajar, disse seu bisneto James Prichard, presidente e CEO da Agatha Christie Limited, empresa que administra os direitos de suas obras. Literatura, teatro e ópera alimentaram ainda mais seu interesse em criar suas próprias histórias.

Páginas do álbum de fotos de Christie registram sua viagem ao Cairo, Egito, como debutante, entre 1907 e 1908 • The Christie Archive Trust

Antes de se tornar uma autora publicada e trabalhar em farmácia, Christie começou como enfermeira voluntária aos 24 anos, tratando soldados feridos no Hospital da Cruz Vermelha de Torquay em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial. Com o marido lutando na guerra, Christie sentiu-se motivada a ajudar da maneira que pudesse.

Ela teve que aprender na prática, passando rapidamente de enrolar ataduras a cuidar de soldados feridos. Christie admite em suas memórias que se sentiu “envergonhada” por ter desmaiado ao ver sangue e ferimentos na primeira vez que presenciou uma cirurgia, mas isso não se repetiria. Christie aprendeu a se fortalecer e desviava o olhar durante as incisões com bisturi.

Ela gostava tanto de enfermagem que Christie refletiu que, se não tivesse se casado, provavelmente teria se “formado como enfermeira de hospital de verdade” depois da guerra. Em 1916, ela mudou de rumo e passou a aprender a preparar medicamentos para ajudar a farmácia, que estava com falta de pessoal.

As percepções de Christie, fruto de suas ricas experiências de vida, são sutilmente, mas com maestria, entrelaçadas em seus romances e ajudaram a consolidar a autora como uma gênia à frente de seu tempo.

Especificamente, Christie aprimorou sua atenção aos detalhes durante seu extenso treinamento em farmácia para o Exame de Assistente da Sociedade de Boticários em 1917. Certa noite, após acordar em pânico, ela correu de volta para a farmácia do Hospital Torquay, preocupada por ter contaminado acidentalmente uma pomada durante os preparativos da tarde. Ela verificou cada pote de pomada para ter certeza, de acordo com suas memórias.

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Anotações de estudo de Christie para seu exame de farmácia, realizado em 1917 • The Christie Archive Trust

Essa experiência em primeira mão se manifesta em seu romance de estreia, “The Mysterious Affair at Styles”, quando a personagem Cynthia Murdoch, uma voluntária da farmácia, diz: “Se vocês soubessem como é fatalmente fácil envenenar alguém por engano, não fariam piada com isso.”

Caneta envenenada

Christie percebeu que havia uma linha tênue entre a natureza benéfica e prejudicial dos medicamentos. Medir ou misturar um medicamento incorretamente poderia transformar uma cura que salva vidas em uma substância letal, como os visitantes da exposição podem constatar ao percorrerem uma simulação de farmácia.

Em exposição, um poema de 1925 escrito com tinta azul, intitulado “Na Farmácia”, também reflete seus pensamentos sobre esse equilíbrio perigoso: “Aqui há ameaça, assassinato e morte súbita — nestes frascos verdes e azuis”.

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A exposição apresenta frascos de diferentes medicamentos que, na época de Christie, poderiam facilmente ser considerados venenos se usados ​​de forma inadequada ou em altas doses • Grupo do Museu de Ciências

Como escritora de ficção, Christie não era obrigada a ser precisa, mas se esforçava muito para evitar erros em suas obras — e essa expertise transparecia em sua escrita sem floreios adicionais. Outras autoras contemporâneas de romances policiais, como Dorothy L. Sayers, frequentemente incluíam detalhes supérfluos para demonstrar que haviam feito a pesquisa necessária, mas Christie não, disse Harkup.

A crítica ao primeiro romance de Christie que mais a agradou foi publicada no “The Pharmaceutical Journal”, que celebrou seu conhecimento e uso da estricnina, em vez de substâncias fictícias e indetectáveis ​​que eram frequentemente culpadas por crimes em outras histórias. “A senhorita Agatha Christie sabe o que faz”, escreveu o crítico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Christie — que já era uma autora bastante conhecida — voltou a estudar para trabalhar na farmácia do University College London, onde o farmacêutico-chefe Harold Davis sugeriu o uso de tálio como veneno em um de seus romances.

Christie e seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, são vistos a bordo de um barco a vapor no Nilo em 1931 • The Christie Archive Trust

Christie associou a recomendação às suas observações anteriores sobre o Sr. P, que serviu de inspiração para o farmacêutico nefasto em seu romance de 1961, “O Cavalo Pálido”.

A trama gira em torno da ciência versus superstição, disse Aldridge, da Universidade de Southampton Solent, que analisou o livro com o também escritor e podcaster Gray Robert Brown em um podcast e no livro a ser lançado ” The Swinging Christies “. A vítima em “O Cavalo Pálido” parece ter sido amaldiçoada por bruxas, mas, atenção para o spoiler, na verdade é morta lentamente com um veneno incomum: o tálio.

Apelidada de “veneno do envenenador”, essa substância tóxica insípida e inodora age lentamente e imita o potássio no corpo, tornando-a difícil de detectar — até que seja tarde demais.

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Christie auxiliou Mallowan em suas escavações na Síria e no Iraque, aprendendo fotografia para documentar artefatos • The Christie Archive Trust

No livro, duas mulheres brigam e chegam a puxar os cabelos uma da outra. Uma delas perde uma grande quantidade de cabelo pela raiz — e morre pouco depois. É uma pista sobre os acontecimentos sinistros do romance e o culpado: o envenenamento por tálio causa queda de cabelo.

O uso que Christie faz do tálio no romance é tão preciso que lhe é atribuído o mérito de ter salvado a vida de duas pessoas.

Ela recebeu, por exemplo, uma carta em 1975 de uma jovem da América do Sul, que disse que a leitura de “O Cavalo Pálido” a levou a perceber que um conhecido estava sendo envenenado lentamente pela esposa, disse Harkup.

“Mas disto tenho absoluta certeza: se eu não tivesse lido O Cavalo Pálido e, assim, aprendido sobre os efeitos do envenenamento por tálio, X não teria sobrevivido”, diz a carta, citada no livro de Harkup, “A de Arsênico”. “Foi apenas a medicação imediata que o salvou; e os médicos, mesmo que ele tivesse ido ao hospital, não teriam descoberto a tempo qual era o problema.”

Após a morte de Christie, uma enfermeira londrina chamada Marsha Maitland, que também leu o romance, conseguiu identificar os sintomas de envenenamento por tálio em uma criança doente de 19 meses em 1977.

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Christie, vista aos 50 anos, acompanhou as mudanças do mundo ao seu redor • The Christie Archive Trust

A jovem que adoeceu misteriosamente foi levada para Londres, onde Maitland sugeriu que os estranhos sintomas coincidiam com os descritos em “O Cavalo Pálido”. A presença de tálio, um ingrediente de um inseticida usado para matar pragas na casa da criança, foi confirmada por meio de exame de urina — a bebê o havia ingerido acidentalmente. Com o tratamento, a criança se recuperou completamente em quatro meses.

Os médicos que acompanharam o bebê publicaram um artigo sobre o caso ainda naquele ano, que incluía um agradecimento que dizia: “Somos gratos à falecida Agatha Christie por suas excelentes e perspicazes descrições e à enfermeira Maitland por nos manter atualizados sobre a literatura.”

Um gênio discreto

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A máquina de escrever Remington de Christie, de 1937, funcionava como um laptop, permitindo que ela escrevesse a partir de sítios arqueológicos • The Christie Archive Trust

Após a Segunda Guerra Mundial, Christie nunca mais trabalhou em uma farmácia, mas manteve-se atualizada com o mundo da medicina, que mudava rapidamente, por meio da leitura e da comunicação com um impressionante grupo de especialistas. Suas histórias na década de 1960 chegaram a mencionar drogas recreativas cada vez mais populares.

“Ela sabe o que está fazendo. Ela poderia ter se safado do assassinato se quisesse”, disse Aldridge.

Em vez de depender de pistas que são silenciosamente reunidas fora das páginas ou dentro da mente de um detetive como Sherlock Holmes, os leitores de Christie sempre têm à disposição todos os fatos necessários para solucionar o caso.

“Ela sempre joga limpo com seus leitores, só que em um nível diferente do nosso, meros mortais”, disse Harkup. “Você deveria ser capaz de decifrar. Mas provavelmente não vai.”

Seus crimes são higienizados — raramente se mencionam fluidos corporais em suas páginas. Mas o veneno, que tantas vezes serviu como arma letal em seus livros, forneceu a Christie um intrigante arsenal literário para assassinos.

“Sentar, pensar, planejar, adquirir e administrar um veneno, e depois esperar que ele faça efeito, é um nível extra de maldade que, acredito, nos fascina”, disse Harkup.

Na prosa aparentemente simples de Christie, escondem-se indícios de quão profundamente ela compreendia as melhores e piores nuances da natureza humana, explicou a Dra. Michelle Kazmer, reitora da Faculdade de Comunicação e Informação e professora da Escola de Informação da Universidade Estadual da Flórida.

“Agatha Christie tinha muito a dizer sobre os grandes conceitos do que significa ser humano e, de uma forma multifacetada, abordou questões de amor, justiça, bem e mal”, disse Kazmer, que também estudou a obra de Christie.

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De acordo com o Guinness World Records, Christie é reconhecida como a autora mais traduzida de todos os tempos • The Christie Archive Trust

Ao lado de seus cenários de envenenamento cientificamente plausíveis, inúmeros médicos e farmacêuticos aparecem nos romances de Christie — às vezes como vítimas, outras vezes como assassinos — mostrando como seus primeiros contatos com o mundo da medicina nunca saíram de sua mente.

“Você não é bom nessas coisas a menos que tenha algum tipo de interesse”, disse Prichard, bisneto de Christie. “Não acho que ela tenha entrado no hospital no início da Primeira Guerra Mundial sabendo que se interessaria por isso, mas acho que esse interesse cresceu. E permaneceu com ela por toda a vida.”

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Kiluanji Kia Henda estreia sátira sobre Angola no festival de cinema de Roterdão

O filme “Karl Marx, Luanda”, do artista angolano Kiluanji Kia Henda, vai ter estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, em janeiro, nos Países Baixos, revelou hoje a organização.

Em “Karl Marx, Luanda”, Kiluanji Kia Henda imagina um país que “renova o seu compromisso com o comunismo” e conta “uma história de amor com viagens no tempo”, que combina “ficção científica africana com ‘western spaghetti’”, como descreveu o festival.

O filme tem coprodução entre Angola e Portugal (pela Wonder Maria Filmes) e representa um regresso de Kiluanji Kia Henda ao festival de Roterdão, onde apresentou em 2021 a performance “Red Light Square – history is a bitch project: Kinaxixi”, sobre o Largo de Kinaxixi, em Luanda, um projeto desenvolvido em residência no Porto.

Artista multidisciplinar nascido em 1979, Kiluanji Kia Henda aborda, através da arte, a memória coletiva, os espaços públicos e a sociedade. Tem refletido sobre o pós-colonialismo em várias exposições e criações, com trabalhos como “Redefining the power”, sobre os movimentos pela retirada de monumentos, que têm emergido na América, na Europa e também em África.

Em 2012 recebeu o Prémio Nacional de Arte e Cultura, em Angola, e, em 2017 o Frieze Artist Award, atribuído pela feira de arte londrina com o mesmo nome, dedicado a jovens emergentes.

Já marcou presença em iniciativas como a Bienal de São Paulo, e foi selecionado para exposições no Centre George Pompidou, em Paris, em 2020, na Tate Modern, em Londres, em 2018, e no Guggenheim de Bilbau, em 2015, o mesmo ano em que fez parte de uma mostra no Smithsonian, em Washington.

É ainda autor do Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas, para ser instalado na zona da Ribeira das Naus, em Lisboa.

O filme “Karl Marx, Luanda” é um dos primeiros títulos a ser anunciado para a 56.ª edição do festival de cinema de Roterdão, marcada de 28 de janeiro a 07 de fevereiro de 2027.

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Muro da Avenida do Douro deverá estar concluído em junho

VTM

A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.

“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.

A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.

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Cerveceros de Milwaukee conquistan la primera Serie Mundial de su historia tras vencer a Tampa Bay Rays

El triunfo en el quinto juego estuvo respaldado por una brillante actuación del joven abridor Jacob Misiorowski, quien se adjudicó la victoria tras trabajar durante 5.2 entradas sin permitir carreras limpias.
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Universidad de Buenos Aires distingue al papa León XIV con el título Honoris Causa

La casa de estudios distinguirá al papa León XIV con el doctorado honoris causa por su contribución al diálogo social, además de abordar temas como la convivencia democrática y la necesidad de fortalecer el diálogo entre distintas tradiciones.
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Toyota aposta nos híbridos e mantém liderança mundial, mas enfrenta pressão para acelerar os elétricos

AF! A Toyota voltou a demonstrar que a transição para a mobilidade de baixas emissões não tem de seguir um único caminho. Em 2025, o grupo japonês vendeu cerca de 11,3 milhões de veículos em todo o mundo — incluindo as marcas Toyota e Lexus, além da Daihatsu e da Hino — e conservou, pelo […]
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Japón sube a segundo puesto en Mundial de luchas Astana 2026

Astana, 28 oct (Prensa Latina) El equipo de Japón subió hoy al segundo puesto del medallero en el Campeonato Mundial de luchas Astana 2026, con la coronación de Yui Susaki en los 50 kilogramos (kg) de la competición femenina.

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Rafael Álvarez: las cuatro letras de un sueño mundialista

La Habana, 28 oct (Prensa Latina) Rafael de Jesús Álvarez tiene hoy un sueño con pasaje a Nicaragua: vestir las cuatro letras de Cuba y demostrar que su bate puede abrirle espacio entre los grandes de su generación.

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Sudáfrica elige sus piezas para el Mundial de Béisbol Sub-23

Pretoria, 27 oct (Prensa Latina) Sudáfrica anunció hoy sus 24 jugadores para el Mundial de Béisbol Sub-23 de Nicaragua, con una selección que mezclará experiencia internacional y juventud para afrontar un grupo de fuertes adversarios.

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Cuba anuncia equipo para el Mundial Sub-23 de béisbol

La Habana, 27 oct (Prensa Latina) Cuba anunció hoy los 24 peloteros que disputarán el Campeonato Mundial Sub-23 de béisbol, del 6 al 15 de noviembre en Nicaragua, con la superronda como primera frontera.

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Homem britânico vende caça da Segunda Guerra Mundial que guardou na própria garagem por mais de 20 anos

Um homem britânico vendeu um avião de caça da Segunda Guerra Mundial por R$ 120 mil após manter o veículo aéreo na própria garagem por mais de 20 anos.

Segundo a casa de leilões Dominic Winter, que vendeu o caça, Peter Arnold construiu uma carreira de sucesso na engenharia automotiva. Em março de 1973, ele resgatou as fuselagens dos Supermarine Seafire e Spitfire, modelos de caça lendários do Reino Unido, de um ferro-velho na cidade de Warrington.

Na época, ele era conhecido como “Sr. Spitfire” por entusiastas, colecionadores de aeronaves e escritores, devido ao seu conhecimento inigualável dos melhores aviões da Supermarine. Ao longo dos anos, seu compromisso em documentar os Spitfires sobreviventes em todo o mundo o levou a registrar cerca de 365 fuselagens de Spitfire e Seafire ainda existentes.

O modelo que ficou guardado na garagem era o Spitfire PK519. Peter gostava de exibi-lo para todos que o visitavam, em um artigo publicado na revista Aeroplane em agosto de 2003, ele comentou: “Eu simplesmente gosto de tê-lo aqui.”

A coleção completa de Peter Arnold foi vendida no começo do mês, no dia 8 de outubro.

“Toca do Lobo”: Como era o esconderijo de Hitler na Segunda Guerra Mundial

 

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Diputado brasileño ofrece apoyo a la izquierda tras elogio de Petro

Brasilia, 26 oct (Prensa Latina) El diputado brasileño André Janones se puso hoy a disposición de la izquierda mundial para combatir a la extrema derecha, tras recibir elogios del expresidente colombiano Gustavo Petro.

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Bola de Ouro 2026 tem brasileiros na disputa e Flamengo entre os indicados

A cerimônia da Bola de Ouro 2026 será realizada nesta segunda-feira (26), em Londres, na Inglaterra, com brasileiros entre os indicados aos principais prêmios do futebol mundial. Vinícius Júnior, Marquinhos e Gabriel Magalhães concorrem ao troféu de melhor jogador, enquanto a goleira Lorena disputa a categoria feminina e o prêmio de melhor goleira. O Flamengo também está entre os candidatos ao título de clube do ano no futebol masculino.

Organizada pela revista France Football em parceria com a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), a premiação chega à sua 70ª edição. A cerimônia está marcada para as 17h, no horário de Brasília, no London Palladium Theatre, e será apresentada pelo ex-jogador Thierry Henry e pela jornalista Kate Scott.

A edição deste ano marca a primeira vez que a cerimônia será realizada em Londres. Desde 2019, o evento acontecia em Paris. A mudança celebra os 70 anos da premiação e homenageia o inglês Stanley Matthews, primeiro vencedor da Bola de Ouro, em 1956.

Brasileiros representam clubes de diferentes países

Vini Jr., do Real Madrid, aparece entre os 30 indicados ao prêmio masculino. O brasileiro concorre com nomes como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland, Harry Kane, Lamine Yamal e Ousmane Dembélé, vencedor da edição de 2025.

Marquinhos, do Paris Saint-Germain, e Gabriel Magalhães, do Arsenal, também estão na disputa. A lista reúne jogadores que se destacaram durante o período de avaliação, que compreende agosto de 2025 a julho de 2026.

No futebol feminino, a goleira Lorena, que atua pelo Kansas City Current e pela seleção brasileira, concorre à Bola de Ouro feminina e ao prêmio de melhor goleira.

A lista feminina reúne atletas de equipes como Barcelona, Arsenal, Bayern de Munique, Manchester City e Lyon. Entre os nomes indicados estão Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Alessia Russo e Ewa Pajor.

Flamengo disputa prêmio de melhor clube

O Flamengo representa o Brasil na categoria de clube do ano no futebol masculino. Os adversários são Arsenal, Bayern de Munique, Bodø/Glimt e Paris Saint-Germain.

No feminino, Barcelona, Bayern de Munique, América do México, Manchester City e Lyon concorrem ao reconhecimento de melhor clube.

A premiação também contempla treinadores, goleiros e jovens talentos. Entre os técnicos indicados no masculino estão Mikel Arteta, Luis de la Fuente, Unai Emery, Vincent Kompany e Luis Enrique.

Como funciona a votação

A escolha dos vencedores segue um sistema de votação por pontos, com participação de jornalistas especializados de diferentes países. Os critérios consideram o desempenho individual, as conquistas coletivas e a capacidade de decisão dos jogadores ao longo do período avaliado.

A edição de 2026 contempla categorias individuais e coletivas, incluindo os troféus de melhor jogador e melhor jogadora, melhor jovem talento, melhor goleiro e melhor goleira, melhores treinadores e clubes do ano. Também serão entregues prêmios para os melhores atacantes e o Troféu Sócrates, destinado a reconhecer iniciativas de impacto social.

Em 2025, Ousmane Dembélé venceu a Bola de Ouro masculina, enquanto Aitana Bonmatí levou o prêmio feminino. Os dois chegam à nova edição como referências da temporada anterior, mas a definição dos vencedores depende da votação deste ano.

Onde assistir

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo DAZN, com início previsto para as 17h, no horário de Brasília. A cobertura também poderá ser acompanhada pelos canais oficiais da Bola de Ouro e por veículos esportivos que divulgarão os vencedores ao longo do evento.

Bola de Ouro 2026: lista de todos os indicados

Bola de Ouro masculina

  1. Jude Bellingham — Real Madrid
  2. Pau Cubarsí — Barcelona
  3. Marc Cucurella — Chelsea / Real Madrid
  4. Ousmane Dembélé — PSG
  5. Luis Díaz — Bayern de Munique
  6. Bruno Fernandes — Manchester United
  7. Achraf Hakimi — PSG
  8. Erling Haaland — Manchester City
  9. Harry Kane — Bayern de Munique
  10. Khvicha Kvaratskhelia — PSG
  11. Gabriel Magalhães — Arsenal
  12. Lamine Yamal — Barcelona
  13. Marquinhos — PSG
  14. Sadio Mané — Al-Nassr
  15. Kylian Mbappé — Real Madrid
  16. Lautaro Martínez — Inter de Milão
  17. Lionel Messi — Inter Miami
  18. Nuno Mendes — PSG
  19. João Neves — PSG
  20. Michael Olise — Bayern de Munique
  21. Willian Pacho — PSG
  22. Julián Quiñones — Al-Qadsiah
  23. Declan Rice — Arsenal
  24. Rodri — Manchester City / Barcelona
  25. Ferran Torres — Barcelona / PSG
  26. Dayot Upamecano — Bayern de Munique
  27. Vinícius Júnior — Real Madrid
  28. Vitinha — PSG
  29. Fabián Ruiz — PSG
  30. William Saliba — Arsenal

Bola de Ouro feminina

  1. Selma Bacha — Lyon
  2. Barbra Banda — Orlando Pride
  3. Klara Bühl — Bayern de Munique
  4. Esmee Brugts — Barcelona
  5. Mariona Caldentey — Arsenal
  6. Scarlett Camberos — América do México
  7. Kerstin Casparij — Manchester City
  8. Temwa Chawinga — Kansas City Current
  9. Cata Coll — Barcelona
  10. Melchie Dumornay — Lyon
  11. Caroline Graham Hansen — Barcelona
  12. Alex Greenwood — Manchester City
  13. Patri Guijarro — Barcelona
  14. Pernille Harder — Bayern de Munique
  15. Yui Hasegawa — Manchester City
  16. Rose Lavelle — Gotham FC
  17. Mapi León — Barcelona
  18. Lorena — Kansas City Current
  19. Melvine Malard — Manchester United
  20. Manaka Matsukubo — North Carolina Courage / Chelsea
  21. Ewa Pajor — Barcelona
  22. Vivianne Miedema — Manchester City
  23. Claudia Pina — Barcelona
  24. Alexia Putellas — Barcelona
  25. Wendie Renard — Lyon
  26. Alessia Russo — Arsenal
  27. Khadija Shaw — Manchester City
  28. Momoko Tanikawa — Bayern de Munique
  29. Caroline Weir — Real Madrid / Lyon
  30. Tessa Wullaert — Inter de Milão / Como

Clube do ano masculino

  • Arsenal
  • Bayern de Munique
  • Bodø/Glimt
  • Flamengo
  • Paris Saint-Germain (PSG)

Clube do ano feminino

  • Barcelona
  • Bayern de Munique
  • América do México
  • Manchester City
  • Lyon

Treinador do ano masculino

  • Mikel Arteta — Arsenal
  • Luis de la Fuente — Seleção espanhola
  • Unai Emery — Aston Villa
  • Vincent Kompany — Bayern de Munique
  • Luis Enrique — PSG

Treinador do ano feminino

  • Jonatan Giráldez — Lyon
  • Andrée Jeglertz — Manchester City
  • Nils Nielsen — Seleção japonesa
  • Pere Romeu — Barcelona
  • Elena Sadiku — Celtic / BK Häcken

Melhor goleiro

  • Vozinha — Colo-Colo
  • Unai Simón — Athletic Bilbao
  • Matvei Safonov — PSG
  • David Raya — Arsenal
  • Édouard Mendy — Al-Ahli
  • Emiliano Martínez — Aston Villa / Chelsea
  • Gregor Kobel — Borussia Dortmund
  • Joan García — Barcelona
  • Thibaut Courtois — Real Madrid
  • Yassine Bounou — Al-Hilal

Melhor goleira

  • Ann-Katrin Berger — Gotham FC
  • Cata Coll — Barcelona
  • Hannah Hampton — Chelsea
  • Lorena — Kansas City Current
  • Ayaka Yamashita — Manchester City

Melhor jogador sub-21

  • Ayyoub Bouaddi — Lille / Manchester City
  • Kerim Alajbegović — RB Salzburg / Juventus
  • Pau Cubarsí — Barcelona
  • Yan Diomandé — RB Leipzig / Real Madrid
  • Lennart Karl — Bayern de Munique
  • Éli Junior Kroupi — Bournemouth
  • Lamine Yamal — Barcelona
  • Johan Manzambi — Freiburg / Aston Villa
  • Ibrahim Maza — Bayer Leverkusen
  • Warren Zaïre-Emery — PSG

Melhor jogadora sub-21

  • Veerle Buurman — Chelsea
  • Vicky López — Barcelona
  • Felicia Schröder — BK Häcken / Real Madrid
  • Clara Serrajordi — Barcelona
  • Lily Yohannes — Lyon

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Comunidade Intermunicipal edita livro que “é uma viagem inédita” à essência do Douro

VTM

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro edita o livro Douro Intenso, uma obra contemporânea sobre a região na sua diversidade, do rio aos seus afluentes, da paisagem Património Mundial ao que raramente se revela.

Entre o ensaio e o álbum, o livro reúne fotografia de 35 autores, a maioria de percurso reconhecido nas áreas do fotojornalismo e da fotografia de autor, propondo uma nova forma de apresentar e promover o território, aproximando a sua linguagem à dos grandes livros de viagem, cultura e arte, num registo de rigor e de leveza a um só tempo. A concepção e direção editorial é da responsabilidade da Greengrape, empresa especializada na comunicação e organização de eventos, nas áreas da gastronomia e vinhos.

Em formato generoso e capa dura, no clássico género do ‘coffee table book’, este objeto editorial de forte identidade, original na literatura da região, divide-se em dois capítulos, Essência Douro e Além Douro, propondo, nas suas 204 páginas, um olhar sobre a região que o rio Douro e os seus afluentes abarcam.

“Como um coração que se ramifica em afluentes de boa saúde, o Douro é também gastronomia e produtos agrícolas, património e cultura, pessoas”, comenta o presidente da CIM Douro, João Gonçalves. Esta Comunidade Intermunicipal “está a trilhar esse caminho”, acrescenta: “Queremos deixar um legado para que as novas gerações possam criar valor no Douro, tecer essa teia de valorização dos nossos ativos. Preservar o património é importante, mas o património só é economicamente poderoso quando continua a ser produzido, consumido e remunerado”.

Essa é também a lógica que atravessa o livro, contrariar a ideia de que o Douro “é vinho e o resto é paisagem”, refere ainda o presidente da CIM Douro: “O tomate coração de boi, a amêndoa do Douro Superior, a castanha de Sernancelhe, a maçã de Armamar ou os produtos de Carrazeda de Ansiães e Moimenta da Beira podem fazer, pela via da gastronomia e da bioeconomia local, muito mais pelo desenvolvimento da região do que geralmente se supõe”. É essa sofisticação simples, feita de tradição, de horta e de mesa, que o livro procura também registar.

Com edição em português e inglês (3000 unidades em cada língua), o livro Douro Intenso será distribuído pelos hotéis e unidades de enoturismo da região, bem como junto de parceiros nacionais e internacionais na divulgação e promoção do Douro.

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro integra 19 municípios da região duriense: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real. Tem como propósitos impulsionar o desenvolvimento sustentável, a coesão e a competividade económica do território. Localizada numa região de beleza singular e marcada pelo património da UNESCO, a CIM Douro procura valorizar a identidade duriense, atrair visitantes e investidores e elevar a qualidade de vida de quem habita na região.

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