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Verde, amarelo ou vermelho: qual é a diferença entre os pimentos?

Os pimentos são originários das Américas, sobretudo das regiões tropicais da América Central e do Sul, e pertencem à família das solanáceas, tal como o tomate e a beringela. As diferentes cores nos pimentos estão frequentemente relacionadas com o grau de maturação do fruto, embora também dependam da variedade. Muitos começam por ser verdes e mudam de cor à medida que amadurecem, podendo tornar-se amarelos, laranja ou vermelhos. Estes podem apresentar diferentes números de lóbulos, em função da variedade e das condições de desenvolvimento. A forma, por si só, não permite prever o sabor ou a doçura, explicaram Theresa Larkin

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Descoberto marcador sanguíneo da dieta mediterrânica associado a um risco de morte 23% menor

Uma assinatura metabólica no plasma sanguíneo, associada à adesão à dieta mediterrânica, foi relacionada com uma menor mortalidade a longo prazo A dieta mediterrânica privilegia vegetais, fruta, leguminosas, frutos secos, peixe e azeite, ao mesmo tempo que limita o consumo de carne vermelha e processada. Um novo estudo, publicado este mês no The American Journal of Clinical, analisou dados de 14.584 participantes de estudos realizados em Espanha e nos EUA. Os investigadores verificaram que os participantes com pontuações mais elevadas numa assinatura metabolómica associada à adesão à dieta mediterrânica apresentavam um risco de mortalidade por todas as causas cerca de

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Na China, há “pastéis de nata” com insetos que parecem baratas

Um restaurante na “Cidade Criativa da Gastronomia” da China criou pastéis de nata com “baratas gigantes” por cima. São crocantes, juntam o doce e o salgado. Se fecharmos os olhos, são deliciosos. Certas baratas, usadas na medicina tradicional chinesa, são tidas como úteis para desfazer a estagnação do sangue e desintoxicar o corpo O restaurante Lijing, em Shunde, na região de Guangdong, está a dar que falar na internet com uma sobremesa nova e bizarra: pastéis de nata cobertos com escaravelhos de água crocantes, iguaizinhos a baratas gigantes. Shunde é uma cidade conhecida pela cozinha cantonesa e reconhecida pela Unesco

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Médico explica as diferenças entre nutrólogo e nutricionista

Durante a busca por uma alimentação mais saudável, perda de peso, ganho de massa muscular ou melhora do desempenho físico, uma dúvida costuma surgir: é melhor procurar um nutrólogo ou um nutricionista? Embora os dois profissionais atuem diretamente na promoção da saúde por meio da alimentação, existem diferenças importantes na formação, nas atribuições e nos tipos de acompanhamento oferecidos.

Segundo o Dr. Rennan Bertoldi, médico nutrólogo e professor do curso de medicina da Unisul, a principal diferença está na formação e na abordagem de cada profissional.

Enquanto o nutrólogo é formado em medicina e especializado na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças relacionadas à nutrição e ao metabolismo, o nutricionista possui formação específica em nutrição, com foco na avaliação nutricional, no planejamento alimentar e na elaboração de estratégias dietéticas individualizadas.

Apesar das particularidades, as duas áreas são complementares e podem atuar juntas no cuidado com o paciente, especialmente em situações que envolvem obesidade, diabetes, deficiências nutricionais e mudanças na composição corporal.

O especialista ainda esclareceu algumas das principais dúvidas sobre o tema. Confira abaixo:

Qual é a principal diferença entre nutrólogo e nutricionista?

“O nutrólogo é um médico especializado em Nutrologia, área que estuda a relação entre nutrição, metabolismo e saúde. Sua atuação envolve a investigação de alterações clínicas e metabólicas, a prevenção e o tratamento de doenças, além do acompanhamento de pessoas que buscam melhorar a composição corporal e o desempenho físico.

Já o nutricionista é formado em Nutrição e atua na avaliação do estado nutricional, na elaboração de planos alimentares individualizados e no acompanhamento dietético de pessoas saudáveis ou com doenças.

As duas profissões compartilham conhecimentos, mas possuem formações e atribuições específicas.”

Quem deseja emagrecer deve procurar qual profissional?

“Depende das necessidades de cada pessoa. Quem deseja reduzir gordura corporal, melhorar os hábitos alimentares e organizar a alimentação pode se beneficiar do acompanhamento nutricional.

Por outro lado, quando há obesidade, alterações metabólicas, doenças associadas ou dificuldade persistente para perder peso, a avaliação médica pode ser especialmente importante para investigar possíveis causas clínicas.

O especialista também ressalta que emagrecer não significa apenas reduzir o número na balança. É importante preservar a massa muscular, melhorar a saúde metabólica e buscar resultados sustentáveis.”

O nutrólogo pode prescrever dietas? E o nutricionista pode solicitar exames?

“Sim. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, a atuação do nutrólogo não se limita à prescrição de medicamentos e suplementos. O médico também pode indicar intervenções alimentares e planos dietoterápicos, considerando as necessidades clínicas e metabólicas do paciente.

O nutricionista, por sua vez, pode solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico e utilizar os resultados para avaliar o estado nutricional, identificar inadequações e ajustar o planejamento alimentar.

A diferença está principalmente na finalidade da avaliação: enquanto o nutricionista realiza o diagnóstico nutricional, o médico pode investigar e diagnosticar doenças, além de estabelecer tratamentos clínicos específicos.”

Como saber se o médico é realmente especialista em Nutrologia?

“Um ponto importante é verificar se o profissional possui Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Nutrologia. A especialidade é oficialmente reconhecida no Brasil, e o título pode ser obtido por meio de residência médica reconhecida ou pela aprovação em exame de título de especialista, conforme os requisitos exigidos.

Cursos de pós-graduação e capacitações complementares, isoladamente, não conferem o título de especialista. Por isso, antes de agendar uma consulta, o paciente pode verificar a qualificação do médico nos registros públicos dos Conselhos de Medicina.”

Nutrólogo e nutricionista podem acompanhar o mesmo paciente?

“Sim, e essa integração pode ser especialmente importante em casos de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, desnutrição, perda de massa muscular e transtornos alimentares.

No acompanhamento de pessoas que praticam atividades físicas, por exemplo, o nutrólogo pode investigar alterações metabólicas, deficiências nutricionais ou condições clínicas que interfiram no desempenho e na recuperação. Já o nutricionista pode organizar a alimentação de acordo com a intensidade dos treinos, a rotina e os objetivos individuais.

A atuação conjunta permite considerar diferentes aspectos da saúde e estabelecer estratégias de acompanhamento mais completas.”

Crianças, gestantes e idosos também podem precisar desses profissionais?

“Sim. As necessidades nutricionais mudam ao longo da vida e exigem cuidados específicos.

Na infância, a alimentação precisa acompanhar o crescimento e o desenvolvimento. Durante a gestação, as mudanças fisiológicas e metabólicas demandam atenção às necessidades nutricionais da mãe e do bebê. Já entre os idosos, a preservação da massa muscular e da força é fundamental para reduzir o risco de fragilidade e perda de capacidade funcional.

Nessas situações, o acompanhamento pode envolver nutricionistas, nutrólogos e outros médicos, como pediatras, obstetras e geriatras, conforme as necessidades individuais.”

Quando vale a pena procurar os dois profissionais?

“O acompanhamento conjunto pode ser especialmente indicado quando o paciente apresenta condições clínicas que exigem tratamento médico e, ao mesmo tempo, mudanças importantes na alimentação.

Pessoas com obesidade associada a doenças metabólicas, diabetes, deficiências nutricionais persistentes ou necessidades específicas relacionadas ao desempenho esportivo podem se beneficiar dessa abordagem.

A escolha do acompanhamento deve considerar os objetivos e as condições de saúde de cada paciente. Em muitos casos, a atuação conjunta do nutrólogo e do nutricionista permite identificar necessidades que vão além da alimentação e construir estratégias mais completas, tanto para o tratamento de doenças quanto para a promoção da saúde.”

 

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A verdade por detrás dos mitos sobre saúde

VTM

Por exemplo, apanhar frio causa constipações? É necessário esperar algumas horas após as refeições para tomar banho? Estas são algumas das crenças que continuam presentes no quotidiano da população e que, muitas vezes, são tidas como factos.

A VTM procurou compreender a diferença entre factos e mitos na área da saúde e falou com o enfermeiro Joni Madureira, coordenador da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Vila Real I. Segundo o enfermeiro, é essencial distinguir factos de mitos para evitar comportamentos que podem ser prejudiciais para a saúde. O profissional explica que muitas destas ideias são transmitidas no seio das próprias famílias e acabam por se tornar mais difundidas precisamente por serem simples e repetidas ao longo do tempo.

Um dos mitos mais comuns está associado ao cabelo molhado e às constipações. Segundo Joni Madureira, as constipações são provocadas por vírus, pelo que “sair à rua com o cabelo molhado não causa, por si só, a doença”. No entanto, acrescenta que a exposição ao frio pode favorecer o aparecimento de sintomas, uma vez que o arrefecimento pode provocar vasoconstrição nasal e diminuir a resposta imunitária local. “O frio pode facilitar, mas não é o culpado: sem vírus, não há constipação”, concluiu.

Outro mito frequente está relacionado com o consumo de água. Joni Madureira afirmou que beber água durante ou após as refeições não provoca aumento de peso, visto que a água não tem calorias. Da mesma forma, não é o simples facto de comer após as 18 horas que provoca aumento de peso. “Engordamos quando comemos mais do que gastamos ao longo do dia, não quando comemos depois das 18h”, explica Joni Madureira, alertando, no entanto, para o consumo excessivo de petiscos e porções maiores durante a noite.

Joni Madureira enfermeiro

“Nem todos os mitos são absurdos, alguns nasceram de uma verdade mas foram exagerados”
JONI MADUREIRA 

Segundo Joni Madureira, a persistência destas crenças está relaci onada com a forma simples como são transmitidas e com o facto de muitas vezes terem origem em pessoas em quem confiamos. Neste contexto, a família assume um papel importante por ser frequentemente a primeira fonte de informação sobre saúde.

“Estes mitos são transmitidos como expressão de cuidado e afeto, o que lhes confere autoridade emocional”, explica Joni Madureira. Por isso, defende que a desmistificação destas crenças deve ser feita com respeito, compreensão e empatia.

O enfermeiro acrescenta ainda que nem todos os mitos de saúde são completamente infundados e alguns têm fundamento científico. “Nem todos os mitos são completamente absurdos, alguns têm uma base de v erdade, mas foram exagerados”, evidenciou Joni Madureira.

As redes sociais proporcionaram novas oportunidades para promover a literacia em saúde, mas também facilitaram a difusão de informação falsa. Conteúdos emotivos, promessas milagrosas e opiniões de pessoas apresentadas como especialistas podem alcançar rapidamente milhares de utilizadores.

Para distinguir a verdade dos mitos, Joni Madureira aconselha a verificar a fonte e o autor da informação, a desconfiar de promessas milagrosas, a procurar o consenso científico e a privilegiar entidades reconhecidas como a Direção-Geral da Saúde (DGS), o SNS 24 e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Perante uma dúvida encontrada na internet, o conselho é “não agir por impulso com base num único conteúdo”. A informação deve ser confirmada junto de fontes oficiais ou de um profissional de saúde, por exemplo, o médico de família ou o enfermeiro. “A melhor defesa contra os mitos de saúde é uma população com literacia em saúde”.

Joni Madureira aconselha a população a ligar para o SNS 24, através do número 808 24 24 24, caso tenha alguma dúvida.

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Uma boa alimentação faz a “diferença” na saúde e longevidade

VTM

O envelhecimento é um processo natural, mas não se manifesta de forma igual para todos.

Para além da genética, existem fatores que se conseguem influenciar de forma direta, e a alimentação é um dos mais relevantes, tal como confirma à VTM Carla Gonçalves, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A nutrição é um dos pilares para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida”, uma vez que ela “atua desde idades precoces na prevenção da doença, no bom desenvolvimento cognitivo e ajuda a pessoa a atingir o seu potencial, não é só no desporto”.

Carla Gonçalves lembra que uma boa nutrição pode ajudar também no pilar do crescimento saudável, na reabilitação, ao dar mais qualidade de vida, já que ajuda a gerir uma doença crónica, por exemplo. “Se tivesse que elencar dos pilares da qualidade de vida e do potencial de envelhecimento saudável, a nutrição é, sem dúvida, uma das bases”.

Carla Goncalves Nutricionista
“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa”
CARLA GONÇALVES – PROFESSORA DA UTAD

A professora explica que a nossa saúde “está dependente daquilo que comemos, mas não só, também depende dos fatores ambientais que podem ter uma grande influência na nossa saúde, aquilo que somos e aquilo que podemos vir a ser no futuro”. Ou seja, “nós somos aquilo que comemos e como comemos, em que a seleção dos alimentos que fazemos tem um impacto muito grande na nossa saúde”.

Além disso, “outro fator importante para a saúde e bem-estar são as nossas decisões diárias nos alimentos que escolhemos (como os produtos processados, embalados), e ainda como os preparamos na cozinha, se os fritamos, cozemos ou estufamos”, acrescenta a docente, sustentando que uma alimentação rica em nutrientes, variada e consistente ao longo do tempo tem um impacto positivo no envelhecimento.

A também presidente do Colégio de Nutrição Comunitária e de Saúde Pública da Ordem dos Nutricionistas frisa que a Roda dos Alimentos é a base para uma alimentação equilibrada. É composta por sete grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária.

“A nossa Roda dos Alimentos dá-nos muitas respostas. Se a compreendermos bem, conseguimos perceber o tamanho das porções e logo ali vemos a quantidade, que é um dos pilares importantes, mas também a variedade, que nos permite ter diferentes nutrientes e componentes”.

“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa, porque congrega todos os alimentos e ajuda-nos a ter uma alimentação saudável, que é aquela que nos fornece os nutrientes que nós necessitamos para regular o nosso organismo, a relação da microbiota intestinal com o nosso bem-estar e até com o nosso sono”.

A professora da UTAD lembra que, hoje em dia, parece mais fácil seguir as dietas da moda, do extremismo, quando o importante é seguir a simplicidade, que “muitas vezes traz respostas para um envelhecimento mais saudável”. Devemos “evitar aquilo que nos faz mal, como coisas que nós identificamos como alimentos, mas que não passam de uma amálgama de preparações, de aditivos e de ultraprocessados. Devemos efetivamente evitá-los e não ter problema em assumir que são alimentos maus, pois têm excesso de sal e gordura, que fazem mesmo mal à nossa saúde”, vinca.

Num mundo em que o tempo parece “voar”, Carla Gonçalves diz que é possível ter uma alimentação saudável, que “deve ser tendencialmente mais verde, com mais hortofrutícolas, mas também tem de ser prática. Hoje, as famílias têm pouco tempo e foram perdendo competências culinárias, sobretudo desde que a mulher passou a trabalhar e tem menos tempo para estar na cozinha e também para passar esses conhecimentos aos seus filhos”.

E a passagem desse conhecimento é importante para não se perder uma cadeia de saber fazer sopa ou as refeições no tacho, por exemplo. “Do saber colher e conservar, como as compotas, os molhos que se guardavam ou o feijão que se secava. Não quer dizer que nós tenhamos de voltar a isso, mas há ali um conhecimento que se perde e que nos deixa menos capazes”.

Segundo a docente, muitas vezes, sente-se isso com os jovens, que têm menos capacitação para este domínio que é tão importante na sua vida e que está associado à gestão económica. “É algo em que nós temos que pensar desde o ensino mais básico e incutir nas crianças”.

Por último, Carla Gonçalves revela que as pessoas têm de perceber que a alimentação “é fundamental” para uma maior longevidade e não deve ser vista como aquilo que é para “desenrascar e despachar”. Devem, por isso, “olhar para a nutrição como um elemento de qualidade de vida, um bom investimento para o seu futuro e bem-estar”.

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