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PSI segue no ‘vermelho’, penalizado pelo BCP

A bolsa de Lisboa segue no ‘vermelho’ a meio da sessão, com uma descida de 0,42% para 9.280,40 pontos.

O BCP perde 2,04% para 1,0825 euros, seguido da Navigator que desce 1,56% para 3,030 euros. A Mota-Engil derrapa 1,39% para 4,550 euros, a EDP Renováveis desliza 1,11% para 12,49 euros e a Semapa recua 0,10% para 19,84 euros.

Em contraciclo, a Jerónimo Martins sobe 1,37% para 18,54 euros, a NOS ganha 1,08% para 5,145 euros, a Sonae aumenta 0,48% para 2,1150 euros, a REN soma 0,42% para 3,605 euros e a Galp avança 0,29% para 20,71 euros.

As principais praças europeias negoceiam em terreno negativo, com o DAX a perder 0,84% para 25.939,00 pontos, o CAC40 recua 0,02% para 7.968,28 pontos e o Ibex35 desce 0,78% para 18.710,06 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “a maioria das bolsas europeias segue em baixa, contagiada pelo ambiente muito negativo do setor tecnológico em Wall Street. Isto porque ontem após o fecho de mercado a Intel desiludiu no Outlook e revelou um trimestre impactado pelo fraco mercado de PCs, gerando um tombo superior a 20% das suas ações no after hours. A Amazon também reagiu em queda expressiva às contas, perante indicação de gastos de capital maiores do que o previsto e o crescimento mais lento em três anos no seu principal negócio de comércio eletrónico”.

“As criptomoedas são afetadas pelo ataque de um hacker à Binance, o maior da história do setor, que afetou $6,3 mil milhões em fundos e levou ao congelamento $3 mil milhões em criptos como forma de proteção contra o ataque. A subida dos preços do petróleo são outra condicionante, no dia em que se aguarda pela indicação de inflação na Alemanha. No seio empresarial de destacar as respostas positivas às contas de UMG, Puma, Sanofi e Scor”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI ganha 1,85%, fixando o preço do barril nos 103,91 dólares e o Brent sobe 2,08% para 113,09 dólares. O gás natural perde 1,63% para 2,904 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,10% face ao dólar, fixando-se nos 1,1192 dólares.

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PSI avança impulsionado por Jerónimo Martins e BCP. Europa fecha maioritariamente em alta em dia de BCE

A bolsa lisboeta encerrou a sessão desta quinta-feira em terreno positivo, num dia marcado pelo otimismo generalizado nos mercados acionistas europeus, enquanto os investidores digeriam as decisões de política monetária e os dados macroeconómicos mais recentes. O índice PSI avançou 0,80%, fixando-se nos 9.319,57 pontos.

No índice nacional, o destaque positivo foi para a Jerónimo Martins, que liderou os ganhos ao valorizar 2,58% para 18,29 euros, seguida pelo BCP, que subiu 1,33% para 1,1050 euros. Ambas apresentaram contas do terceiro trimestre esta quarta-feira.

Do lado negativo, a Mota-Engil foi a única cotada a registar uma variação negativa relevante, cedendo 0,26% para 4,614 euros, num dia em que a generalidade dos títulos portugueses acompanhou a tendência altista europeia.‌

A nível europeu, o otimismo foi a tónica dominante, com a maioria dos principais índices a encerrar em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 registou um acréscimo de 0,82%, num movimento impulsionado pela expetativa em torno das decisões dos bancos centrais. O EuroStoxx 50, que agrega as maiores empresas da zona euro, fechou nos 6.212,35 pontos, uma subida de 0,72%.

Entre as principais praças, o DAX alemão destacou-se com um ganho de 1,45% para 26.076,22 pontos, seguido pelo CAC 40 francês, que avançou 1,05% para 7.970,00 pontos. O FTSE 100 britânico subiu 0,30% para 10.726,28 pontos, enquanto o FTSE MIB italiano registou um acréscimo de 0,39% para 50.017,50 pontos. A exceção foi o IBEX 35 espanhol, que contrariou a tendência e fechou em ligeira baixa de 0,16% para 18.852,69 pontos.‌

No seu habitual comentário de fecho, o Millennium investment banking destaca que “a generalidade das praças europeias encerrou em alta, num dia marcado por muitas contas empresariais e pelas decisões de política monetária do BCE. O Banco Central Europeu agiu como esperado e manteve as taxas de juro inalteradas, mas a grande surpresa foi o anúncio de saída antecipada da presidente Christine Lagarde, que ocorrerá a 7 de fevereiro de 2027″.

“O organismo afirmou que a inflação subjacente permanece amplamente estável, enquanto os efeitos totais do choque energético continuam a manifestar-se, reafirmando o seu compromisso de garantir que a taxa de inflação se estabilize na sua meta de médio prazo de 2%/ano”, acrescenta o analista do BCP. 

“De resto, a notar o disparo da Soitec, depois de notas de mercado darem conta de uma potencial compra da Lumentum pela Marvell Tecnology, mostrando apetite pelo setor de fotónica para data centers. Em Portugal BCP e Jerónimo .Martins reagiram positivamente a contas e lideraram os ganhos no PSI. Na vizinha Espanha o IBEX foi castigado pela Banca, onde as contas do BBVA mostraram fraqueza no mercado doméstico”, concluiu o analista Ramiro Loureiro.

A sessão foi assim pautada pela cautela dos investidores face às decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal (Fed) dos EUA. O BCE optou por manter as taxas de juro inalteradas, em linha com as expectativas, mas o anúncio de que a presidente Christine Lagarde deixará o cargo antecipadamente, em fevereiro de 2027, introduziu um elemento de incerteza adicional no mercado.

Os economistas antecipam agora uma nova subida das taxas de juro por parte da Fed na reunião de dezembro, o que, a concretizar-se, poderá encerrar o atual ciclo de aperto monetário. A atenção dos investidores voltar-se-á, nas próximas sessões, para os indicadores de inflação e de atividade económica, que serão cruciais para aferir a trajetória futura da política monetária a nível global.

O contexto macroeconómico continua a ser desafiante. Os elevados preços da energia, as tensões fiscais e políticas em França e a desaceleração do crescimento do PIB na zona euro, que poderá ter abrandado para 0,2% no terceiro trimestre, continuam a condicionar as perspetivas. A inflação na zona euro acelerou para 3,8% em setembro, pressionada pela subida dos preços do petróleo e do gás, o que aumenta o risco de novas pressões inflacionistas e coloca o BCE numa posição delicada, dividido entre a necessidade de conter a inflação e a deterioração das perspetivas de crescimento.

No mercado energético, os preços do petróleo registaram um recuo, com o Brent a cair 0,7% para 114,50 dólares por barril e o WTI a descer 1% para 101,74 dólares. Esta descida surge após ganhos recentes e num contexto de elevada volatilidade geopolítica.

No mercado de dívida soberana, as yields das obrigações de referência a 10 anos registaram um movimento generalizado de descida. A yield da dívida alemã (Bund) recuou para 3,349%, uma descida de 4,38 pontos base, enquanto a de Portugal caiu para 3,833%, menos 7,91 pontos base. Em França, a yield a 10 anos situou-se em 4,892%, e nos EUA, a yield do Treasury a 10 anos desceu para 4,994%.

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PSI encerra sessão em queda ligeira

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira, 28 de outubro, em terreno negativo, desvalorizando 0,08% (9,245.78 pontos).

O índice de referência nacional foi pressionado, sobretudo, pelos títulos da Jerónimo Martins (-1,60%), da Teixeira Duarte (-1,53%) e da Sonae (-1,41%).

Do lado das perdas estiveram, ainda, a Ibersol (-0,97%), a NOS (-0,88%), a Corticeira Amorim (-0,58%), a Altri (-0,23%), a Mota-Engil (-0,13%) e a EDP Renováveis (-0,24%).

Em terreno positivo, a The Navigator ganhou 1,86%, a Galp subiu 1,53%, a EDP ganhou 0,58%, a Semapa valorizou 0,82% e a REN avançou 0,28%.

“As bolsas europeias encerraram globalmente divididas entre ganhos e perdas ligeiros, numa sessão em que os investidores voltam os holofotes para as decisões de política monetária da Fed, que chegam às 18h de Lisboa, bem como para as contas que Microsoft e Alphabet vão mostrar após o fecho de Wall Street. Mais castigado esteve o IBEX, que foi arrastado pelo tombo de 6% do Santander. Análises de mercado atribuem a pressão às suas operações no Brasil, onde a vitória de Lula da Silva nas presidenciais gerou uma descida na cotação das ações do banco espanhol”, destaca o Millennium Investment Banking na habitual nota de mercados. 

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