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Aliados do PL veem incerteza em próximos passos com fuga de Flávio

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados. No PL, parlamentares tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla já dá sinais de tentar buscar maior moderação.

Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.

Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.

Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou até esfacelado.

Embora apoiem a tese de perseguição política, correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente depois da visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente e pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, nesta quinta-feira (29).

Uma reunião do PL na próxima semana deve servir para esclarecer melhor o cenário aos que permanecem no Brasil. Enquanto isso, Valdemar já deixou claro que considera necessário “tocar o partido para frente”.

“É lógico que ninguém concorda com isso. Nós queremos tocar o país para frente. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo e vamos tocar. Ninguém aprovou a carta”, afirmou Valdemar.

Nos bastidores, uma ala do PL defende um caminho de moderação, distante do teor golpista da carta de Flávio. A preocupação ocorre especialmente em um momento em que o partido precisa preservar a unidade, diante de suas bancadas recordes, e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas.

Entre elas estão as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. Partidos do centrão já discutem a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas Casas para os próximos dois anos.

Uma das incógnitas é o quanto a crise vai afetar as ambições do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, de assumir a Presidência do Senado. Ele segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas está entre os aliados que desaprovam qualquer dúvida sobre a integridade da eleição.

O caminho até o comando do Senado, porém, já tem outros obstáculos. Marinho enfrenta a concorrência interna na direita da senadora Tereza Cristina (PP-MS), também interessada na cadeira hoje ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP). O atual presidente da Casa, por sua vez, já se movimenta para permanecer no cargo, visando o apoio do centrão e de governistas.

Nesse cenário, ainda não está claro se o PL conseguirá unificar a direita em torno de Marinho e construir uma frente capaz de ameaçar a reeleição de Alcolumbre.

Enquanto tenta preservar espaço no jogo político em Brasília, o grupo de Flávio também precisa administrar a repercussão dos episódios envolvendo a carta de teor golpista.

Nesta quinta-feira, um aliado do senador nos Estados Unidos chegou a atribuir à inteligência artificial a inclusão do termo “presidente eleito” e o uso do antigo brasão do Brasil em uma das versões da carta divulgadas por Flávio. A explicação foi logo questionada nas redes sociais.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as eleições brasileiras. Apesar das declarações, Trump tem adotado cautela em suas manifestações e não deve reconhecer Flávio como presidente legítimo.

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Bancada do PL no Congresso manifesta “total apoio” a Flávio Bolsonaro

A bancada de parlamentares do PL (Partido Liberal) no Congresso manifestou nesta quarta-feira (28) seu “total apoio” ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado na eleição presidencial do último domingo (25).

*Em atualização.

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PL tem divisão interna sobre fuga de Flávio Bolsonaro

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil provocou divisões internas no Partido Liberal, com integrantes da sigla adotando posições distintas sobre o episódio e seus possíveis desdobramentos políticos.

Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, enquanto uma ala do partido foi pega de surpresa pela iniciativa, outra já a esperava de alguma forma.

De acordo com a analista, o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, figura descrita como pragmática dentro do partido, teria ficado “chateado” com os acontecimentos.

A avaliação interna é de que o PL precisará se reorganizar e caminhar para um tom mais moderado, distanciando-se do radicalismo que marcou a sigla nos últimos anos com a amplitude do bolsonarismo.

Reorganização do PL e disputa pela presidência do Senado

O pragmatismo de Valdemar Costa Neto já mira um plano para 2027: tornar o partido ainda mais competitivo para conquistar a presidência do Senado Federal.

A avaliação interna é de que ainda é possível reunir apoio suficiente para viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), mesmo diante das articulações de Davi Alcolumbre (União-AP), que estaria se reorganizando para se manter na função e já contabilizaria 41 votos a seu favor.

Segundo Isabel Mega, a saída de Flávio Bolsonaro do país pode, paradoxalmente, beneficiar os senadores do PL na tentativa de atrair parlamentares do chamado Centrão.

A avaliação é de que parlamentares que poderiam caminhar com Davi Alcolumbre, mas que entendem que ele pode barrar pautas utilizadas por eles nas eleições ao Senado Federal, podem se sentir sensibilizados a votar em Rogério Marinho.

Isso porque Alcolumbre é visto pelo bolsonarismo como aliado a Alexandre de Moraes, o que, na leitura interna, inviabilizaria o encaminhamento de pedidos de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Críticas internas e expectativas frustradas

Ainda de acordo com a apuração, parlamentares do PL fizeram críticas a Flávio Bolsonaro sob reserva, afirmando que a decisão de deixar o Brasil era “muito ruim para o partido” e muito negativa para a imagem da sigla.

A avaliação era de que seria preciso “perder com honra, não com esperneio”, com Flávio ocupando uma posição de liderança da oposição ao governo Lula a partir do Brasil.

Havia, inclusive, uma expectativa de que Flávio Bolsonaro, com o fim de seu mandato de senador previsto para o final do ano, pudesse se instalar na sala anteriormente utilizada por Jair Bolsonaro na sede do PL em Brasília, assumindo o comando da oposição.

Com a fuga, esse cenário foi descartado. Valdemar Costa Neto passou a aparecer ao lado de Michelle Bolsonaro (PL), com quem tem afinidade declarada e que terá mandato pela frente, enquanto Flávio Bolsonaro não terá.

Direita busca reposicionamento

Isabel Mega destacou ainda que o restante da direita também aproveita o momento para tentar assumir as rédeas da ala ideológica que, segundo ela, “dividiu o Brasil ao meio” com o bolsonarismo, tido como extrema direita.

A avaliação é de que outros setores da direita apostam no enfraquecimento da família Bolsonaro e do bolsonarismo para retomar uma postura mais pragmática junto aos demais partidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Após fuga de Flávio, Jair Bolsonaro pede visita de presidente do PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quarta-feira (28), autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para receber visita do presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto.

O pedido se dá um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, fugir do Brasil.

No último domingo (25), Flávio perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu o senador de deixar o país e determinou que ele entragasse todos os seus passaportes.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF sob a suspeita de lavagem de dinheiro. Caso tivesse sido eleito presidente, as apurações seriam paralisadas.

Na decisão, Moraes argumentou que o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro (PL), já estaria dizendo publicamente que Flávio deveria deixar o país caso perdesse as eleições.

Na terça-feira (27), o senador não cumpriu a decisão de entregar os passaportes e deixou o Brasil por meio da Argentina. Em um avião particular, decolou para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta.

Após a fuga, o presidente do PL chegou a realizar uma reunião emergencial com lideranças estaduais do partido para afinar o discurso e definir os rumos da sigla.

No início da noite desta terça-feira (27), o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga. Marinho, que coordenou a campanha, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Conforme mostrou a CNN, com a fuga do senador, foi aberta uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado. Por isso, todas as visitas, com exceção de advogados e familiares diretos, precisam ser previamente aprovadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Também cabe ao ministro decidir a data do encontro, que pode ser às quartas-feiras ou sábados, conforme as regras da reclusão.

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Fuga de Flávio contou com estratégia de desinformação de aliados

A saída do Brasil do candidato derrotado ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) foi acompanhada, ao longo de toda a terça-feira (27), de informações falsas sobre o paradeiro do senador.

Os dados foram repassados por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.

Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio só cruzou a fronteira às 22h50 de terça, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Ele estava com a mulher, Fernanda, e as filhas, Carolina e Luiza.

Às 23h30, a família embarcou em um voo privado com destino declarado a Guayaquil, no Equador.

Nas horas anteriores, a CNN publicou, com base nessas fontes, informações que o registro oficial argentino agora desmente.

O que foi dito ao longo do dia

Pouco depois das 14 horas, aliados de Flávio afirmaram à CNN que o senador e a família haviam deixado o Brasil naquela terça.

No meio da tarde, duas fontes confirmaram à CNN que Flávio estava a caminho dos Estados Unidos.

Na mesma linha, uma autoridade americana disse à agência Reuters que o senador estava a caminho do país.

Às 17h39, fontes ligadas ao governo americano afirmaram à CNN que Flávio já havia chegado aos EUA com a mulher e as filhas.

Uma pessoa a par da situação também disse à CNN, ainda à tarde, que ele estava em solo americano.

À noite, um conselheiro de Trump disse à CNN que o presidente americano autorizou a entrada de Flávio. Segundo a fonte, autoridades americanas sabiam desde segunda-feira (26) que o senador tinha 24 horas para entregar os passaportes e lhe disseram que a entrada nos EUA seria permitida.

Pouco antes das 22 horas, aliados afirmaram à CNN que Flávio já havia se encontrado com o irmão, Eduardo Bolsonaro, na Flórida, e que planejavam uma entrevista para esta quarta-feira (28) para explicar a decisão de deixar o país.

Uma hora depois, segundo o governo argentino, Flávio estava passando pelo controle migratório na fronteira.

Informação falsa enquanto a PF procurava o senador

As versões circularam enquanto a Polícia Federal procurava Flávio.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado no domingo (25) a entrega dos passaportes do senador e o proibido de deixar o país.

O prazo terminou às 11h de terça, e os documentos não foram entregues. A PF então cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio.

Com o senador dado como já fora do país e até já nos EUA, a atenção se voltou para a chegada dele em território americano. Mas Flávio ainda não tinha cruzado a fronteira.

O governo argentino também negou durante a terça que o senador tivesse entrado no país, versão que acabou revista pela própria Migrações na madrugada desta quarta.

Orientação para não sair

Na segunda-feira (26), em reunião com integrantes da campanha em um escritório de advocacia no Lago Sul, em Brasília, Flávio foi aconselhado por aliados a não deixar o país, segundo apurou a CNN.

Aliados moderados avaliavam que uma prisão logo após a eleição prejudicaria a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no exterior e, por isso, não esperavam nenhuma medida contra ele.

No mesmo dia, em vídeo nas redes sociais, o senador afirmou ter sido intimado a entregar os passaportes e que também estava proibido de deixar o país.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio disse à CNN que ele temia ser preso.

Destino final

Fontes ouvidas pela CNN mantêm que o objetivo final do senador são os Estados Unidos.

Dois funcionários do governo americano disseram à CNN que vistos estão sendo emitidos para ele e a família.

Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial da chegada da aeronave ao Equador nem do pouso em território americano.

Flávio é investigado em dois inquéritos da PF. Um apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, que teria recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O outro investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e diz manter apenas relação de amizade com Tomaz, que também contesta as suspeitas.

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O que se sabe sobre a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).

Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.

Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.

O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.

O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.

“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.

No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.

“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.

 

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MP-SP abre inquérito contra Pavanato para apurar discriminação a minorias

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou um inquérito contra o deputado eleito Lucas Pavanato (PL-SP) para apurar possíveis crimes de discriminação ou incitação à hostilidade contra grupos minoritários. A medida se apoia em uma fala em que o futuro deputado sugere colocar minorias “no devido lugar“.

Em entrevista concedida após o primeiro turno das eleições, quando Pavanato se tornou o deputado federal mais votado de São Paulo, o parlamentar do PL citou a reação contrária de grupos de esquerda a sua eleição e a de Eduarda Campopiano (PL-SP), eleita deputada estadual pelo mesmo estado.

“Saber que vocês estão insatisfeitos com a votação de Eduarda, saber que vocês estão preocupados com a minha votação, é exatamente o que eu espero. Porque realmente nós somos uma ameaça para vocês. Realmente nós temos uma bancada forte para enfrentar a ideologia hegemônica de vocês. Vocês são a minoria e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar“, afirmou à Jovem Pan.

Na ação protocolada nesta segunda-feira (26), o promotor Ricardo Manuel Castro afirma que as declarações podem caracterizar “veiculação de discurso de ódio contra grupos sociais, o que pode redundar em eventual responsabilização civil, eleitoral ou penal“.

Em nota, a assessoria de Pavanato afirmou que o promotor seria “suspeito para instaurar qualquer inquérito, diante de seu alinhamento ideológico à esquerda e de sua atuação em pautas que, em nossa avaliação, atendem a agendas ideológicas, comprometendo a necessária imparcialidade de sua atuação“.

A defesa do parlamentar diz ainda ter protocolado uma representação contra Castro junto ao Conselho Nacional do Ministério Público pelo que consideram “uso do cargo para perseguição política“.

Citada pelo parlamentar, Eduarda Campopiano se define como “a maior inimiga das feministas” e também se tornou alvo do MP-SP por conta de um ataque considerado transfóbico contra a deputada Erika Hilton (PSOL).

Na ocasião, o órgão pediu que a parlamentar pague indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais, publique uma retratação pública e faça um curso sobre inclusão social e combate à discriminação.

Confira a íntegra da nota de Lucas Pavanato

Consideramos o promotor Ricardo Manuel Castro suspeito para instaurar qualquer inquérito, diante de seu alinhamento ideológico à esquerda e de sua atuação em pautas que, em nossa avaliação, atendem a agendas ideológicas, comprometendo a necessária imparcialidade de sua atuação.

Informamos que nossa equipe jurídica já apresentou representação contra o promotor junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por suposto uso do cargo para perseguição política e vazamento de documentos à imprensa.

Por fim, esclarecemos que o vereador Lucas Pavanato ainda não foi formalmente citado no âmbito do referido inquérito.

*Sob supervisão de Renata Souza

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Sumiço de Flávio incomoda aliados, que cobram respostas

O sumiço do senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato derrotado do PL à Presidência da República, gera incômodo entre os próprios aliados.

A avaliação de membros do Partido Liberal é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Flávio é alvo de cobranças de parlamentares para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação e tem até a manhã desta terça-feira (27) para entregar passaportes à Polícia Federal, após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Como mostrou a CNN, a Polícia Federal acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do país do senador, que saiu derrotado na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência da República.

Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Integrantes do PL afirmam que o posicionamento do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, de reconhecer em uma nota o resultado da eleição, teria gerado incômodo no entorno de Flávio.

Ao longo da segunda-feira (26), Flávio se reuniu com diversos aliados e estava decidido a ouvir a ala moderada do partido e se consolidar na oposição ao governo Lula. Há a possibilidade de que ele, inclusive, ocupe a sala utilizada no passado pelo pai, Jair Bolsonaro, na sede do partido.

Com a derrota na disputa presidencial e o encerramento do mandato como senador, Flávio ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos.

Em menos de 24 horas após a vitória de Lula, Flávio recalibrou o discurso de não aceitação do resultado das eleições feito ainda no domingo à noite. Na segunda-feira, anunciou em um vídeo nas redes sociais que iria pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que buscaria fazer da Câmara e do Senado uma “fortaleza contra barbárie”.

Na mesma gravação, o senador afirma que nunca pensou em deixar o país, relata uma abordagem da PF ao sair da casa do pai para entregar o passaporte por causa da proibição de sair do Brasil e confirma que iria entregar o documento.

À CNN, a defesa de Flávio confirmou o horário estabelecido pela PF para a entrega do passaporte. Segundo os advogados, Flávio iria recebê-lo nesta terça-feira para tratar do assunto, o que ainda não aconteceu. A defesa afirma que não conseguiu contato com o senador hoje.

 

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Eleições 2026: veja quais partidos elegeram mais governadores

Com a definição dos resultados da apuração das urnas no segundo turno, realizado no último domingo (25), o mapa de dominância de partidos nos Executivos estaduais foi redesenhado, com o PL (Partido Liberal) liderando a lista.

A sigla presidida por Valdemar Costa Neto conquistou seis estados no pleito deste ano, seguida pelo PSD (Partido Social Democrático), com cinco unidades federativas. Na sequência, aparecem o PT (Partido dos Trabalhadores), PP (Partido Progressistas) e Republicanos, cada um com quatro entes.

Fecha a lista o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), com dois estados, além de MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e Podemos, cada sigla com um governador eleito.

Em relação aos partidos que tiveram mais variações positivas do último pleito, em 2022, para este ano, está o PL, que saiu de dois eleitos naquele ano para seis nesta eleição. A segunda sigla da lista é o PSD, que também elegeu dois governadores nas últimas eleições gerais e agora contará com cinco.

Do outro lado da lista, o União Brasil foi o partido que mais perdeu unidades federativas em relação ao último pleito, quando elegeu quatro governadores e ficou sem nenhum em 2026.

Outras siglas que ficaram sem Executivos estaduais foram o PSB (Partido Socialista Brasileiro), antes com três estados eleitos, além do Novo e Solidariedade, que em 2022 elegeram um governador cada.

Aqueles que registraram uma variação negativa, mas mantiveram o comando de ao menos um estado foram o PSDB, antes com três eleitos e agora dois, e o MDB, com três eleitos em 2022 e um em 2026.

Já o Podemos foi o único partido que não havia feito um governador no último pleito e garantiu agora, enquanto o PT não houve variação, com quatro antes e o mesmo número neste pleito.

Governadores eleitos por partido

  • PL (Partido Liberal): 6 estados (Arthur Henrique – RR; Douglas Ruas – RJ; Jorginho Mello – SC; Marcos Rogério – RO; Sergio Moro – PR; e Zucco – RS);
  • PSD (Partido Social Democrático): 5 estados (Dr. Furlan – AP; Eduardo Braide – MA; Fábio – SE; Omar Aziz – AM; Raquel Lyra – PE; JHC – AL; e Vicentinho Júnior – TO);
  • PT (Partido dos Trabalhadores): 4 estados (Cadu de Lula – RN; Elmano de Freitas – CE; Jerônimo Rodrigues – BA; e Rafael Fonteles – PI);
  • PP (Partido Progressistas): 4 estados (Celina Leão – DF; Eduardo Riedel – MS; Lucas Ribeiro – PB; e Mailza Assis – AC);
  • Republicanos: 4 estados (Cleitinho Azevedo – MG; Lorenzo Pazolini – ES; Otaviano Pivetta – MT; e Tarcísio de Freitas – SP);
  • PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira): 2 estados (JHC – AL e Vicentinho Júnior – TO);
  • MDB (Movimento Democrático Brasileiro): 1 estado (Daniel Vilela – GO)
  • Podemos: 1 estado (Dr. Daniel – PA).

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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