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Sánchez reconhece quebra de confiança em rede de alta velocidade

Espanha Pedro Sánchez

O primeiro-ministro de Espanha reconheceu hoje que há uma “quebra de confiança” na rede ferroviária espanhola de alta velocidade, a segunda maior do mundo, e reiterou que não são aceitáveis dois acidentes em menos de um ano.

“Há uma quebra de confiança no sistema ferroviário de alta velocidade do nosso país, e a tarefa do Governo não se limita a fazer o diagnóstico e a identificar as causas, mas sim a apresentar soluções para que uma tragédia desta magnitude, como referiu ontem [quinta-feira] o chefe de Estado, o rei Felipe VI, não volte a acontecer”, disse hoje Pedro Sánchez, numa declaração a jornalistas em Toledo.

O primeiro-ministro voltou hoje a Toledo, para estar numa reunião do centro de comando de resposta ao acidente de quarta-feira com dois comboios de alta velocidade, na localidade de Urda, em que morreram pelo menos 69 pessoas.

Em janeiro, morreram 46 pessoas noutro acidente com dois comboios de alta velocidade, em Adamuz, Córdova.

O primeiro relatório sobre o acidente de Adamuz, ainda preliminar, concluiu que uma falha nos carris por onde passou um dos comboios poderá ter estado na origem do acidente.

Quanto à colisão desta semana em Urda,, Toledo, ocorreu após uma falha do sistema automático de controlo de circulação e uma cadeia de erros humanos, com indicações erradas dadas aos maquinistas desde um centro de coordenação, segundo as primeiras informações dadas pelo Governo espanhol.

Sánchez reiterou hoje que “não é aceitável para um país como Espanha, com um sistema de alta velocidade tão potente”.

O Rei de Espanha, Felipe VI, pediu na quinta-feira medidas para que não volte a ocorrer uma “catástrofe” como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como “um duríssimo golpe” para o país.

“Como sociedade voltámos a sofrer um duríssimo golpe”, disse Felipe VI, numa declaração a jornalistas à porta do hospital de Toledo, onde visitou durante uma hora e meia pessoas que ficaram feridas no acidente, acompanhado pela mulher, Letízia Ortiz.

O chefe de Estado espanhol disse que a investigação em curso aberta pelas autoridades “deve determinar como e porquê aconteceu esta catástrofe” e que têm também de ser estudadas e adotadas “medidas para que não volte a acontecer”.

Felipe VI pediu ainda unidade, dignidade e rigor aos espanhóis neste momento.

Já o líder da oposição e do Partido Popular (PP, direita) considerou na quinta-feira que têm de ser assumidas responsabilidades políticas.

“As responsabilidades políticas são imprescindíveis do ponto de vista ético e moral”, disse Alberto Núñez Feijóo.

O presidente do PP sublinhou que as responsabilidades políticas “não são opcionais” e não podem depender de investigações ou decisões judiciais.

Feijóo lembrou que Espanha teve este ano dois acidentes com comboios de alta velocidade, no mesmo corredor (entre Madrid e a Andaluzia, no sul do país), em que morreram mais de cem pessoas, o que faz questionar o atual sistema ferroviário nacional.

Vários partidos têm pedido a demissão do ministro dos Transportes nos últimos dias e perguntado a Sánchez quais são as consequências de não ser aceitável para Espanha ter dois acidentes destes em menos de um ano.

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Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula

Logo Agência Brasil

"O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento", dizia o cartaz de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) que convocava para um protesto em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições.

Publicado nas redes sociais pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, o ato buscou canalizar a angústia desses jovens com o resultado das urnas e deu origem a uma passeata que reuniu centenas de pessoas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em uma chuvosa noite de segunda-feira.

Notícias relacionadas:

Moradores desceram dos prédios e transeuntes se juntaram aos estudantes na caminhada, que passou pela reitoria da UFF, no bairro de Icaraí, e retornou à Faculdade de Direito, no Ingá. 

O protesto foi gestado na noite de domingo (4), diante do resultado eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha recebido 47% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula, agora reeleito, 45%. O placar inspirava preocupação dos estudantes, que viam Flávio como uma ameaça à educação.

"Ele tinha como proposta tirar as universidades do Ministério da Educação e passar para o de Ciência e Tecnologia, que tem menos verbas", explicou a universitária Valentina Cruz, que é diretora do Centro Acadêmico de Direito.

A proposta, de fato, constava no plano de governo do candidato do PL. Para Valentina, estava clara a necessidade de reagir ao resultado e iniciar uma mobilização por diálogo dentro da universidade. 

"A vitória de Flávio claramente significaria corte em todas as áreas das universidades, da infraestrutura ao auxílio permanência, um roteiro conhecido", avaliou Valentina, em relação ao governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto:  CAEV UFF Niterói/Divulgação

Olhando para trás, Simão Gabriel Adorno, membro da atlética do direito, também observou que a reação levou em conta a experiência recente nas universidades públicas, durante o primeiro mandato de Jair Bolsonaro.

Ele lembra que a UFF esteve entre as primeiras federais a sofrer cortes, por promoverem "balbúrdia", nas palavras do então ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ex-presidente endossou as críticas do MEC, chamando universitários de "idiotas úteis" e "massa de manobra".

Os jovens, na época, protestaram, mas não conseguiram deter o contingenciamento de até 30% das verbas, com impacto no funcionamento e nas bolsas de pesquisas, fundamentais para estudantes mais pobres, em geral negros e periféricos.

"Nós vimos como o bolsonarismo atacou as universidades na gestão do Jair, como a universidade foi vilipendiada, como eles desprezam as instituições de ensino publico. A gente sentia que estava arriscando a perder nossa faculdade, a nossa casa. A educação pública estava em risco", avaliou.

Os universitários do direito também não concordavam com a anistia defendida por apoiadores de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques à Praça dos Três Poderes do 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro prometia que o pai seria libertado e subiria a rampa com ele em sua posse, caso fosse eleito. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz posam para fotografia na faculdade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz posam para fotografia na faculdade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da noite para o dia

Na noite da apuração, os universitários se articularam e decidiram convocar o ato na segunda.

"A gente precisava fazer algo. Era para ser uma coisa interna, de alunos e professores, representantes de algumas entidades, como a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], mas passaram se as horas e éramos centenas", contou João Paulo Armando, outro diretor do centro acadêmico de Direitos. 

Ali, eles também abriram a bandeira do Direito Antifascista, estandarte confeccionado em 2018, antes da primeira eleição de Jair. 

"Para nós, do Direito, a situação (da vantagem) era absurda, sobretudo, diante da postura dele [Flávio] contra direitos civis, contra a Constituição [Federal] e em defesa da Ditadura [político-empresarial-militar]. Nós sabemos o que foi isso", afirmou, o jovem, ao lembrar Fernando Santa Cruz, aluno da instituição e militante político, desaparecido pelos militares em 1974.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes nas ruas de Niterói após o primeiro turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Com a convocação, que trazia uma imagem do presidente Lula com jovens, outros cursos aderiram e pediram para se juntar. 

"Vimos nosso país ameaçado, nossa democracia em risco, observamos as movimentações do governo Trump [presidente dos Estados Unidos], e decidimos ser um ponto de resistência no Sul Global", relembra Cauê Moraes Marins da Silva, de 22 anos, diretor do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Melo, também da UFF.

No fim da tarde, a articulação ganhou um tamanho inesperado, e os participantes já não cabiam mais no pátio. Eles decidiram, então, sair em caminhada. Valentina conta que viu uma senhora idosa, de bengala, aposentada, se aproximar e ficar emocionada.

"Ela estava lá, na chuva, conosco, e disse que o nosso futuro não podia ser entregue para a extrema-direita".

Mas teve também quem tenha criticado. Cauê lembra que ovos foram arremessados de sacadas contra os estudantes.

"Várias pessoas identificadas com o campo progressista e o PT foram agredidas e até mortas nesta eleição. A violência foi real, o que é um absurdo na democracia", disse. "Na manifestação do dia [5[, jogaram ovos contra nós em um ato pacífico, e, mesmo assim, nós continuamos".

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves posam para fotografia em frente a universidade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves posam para fotografia em frente a universidade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Atos pelo país

A mobilização daquela segunda-feira ganhou tração ao longo de semana. Na quarta-feira (7), estudantes do Rio decidiram ocuparam as ruas do centro da cidade, em mais uma passeata alertando para o resultado eleitoral. A defesa da democracia e da educação pública de qualidade eram as principais bandeiras.

Assim, protestos se multiplicaram em cidades do país, como Brasília, onde uma multidão se reuniu na Esplanada dos Ministérios naquela semana. A sequência fez parte da campanha popular pela reversão do resultado eleitoral, que passou a focar na oportunidade de ganhar votos nulos e atrair eleitores que não tinham ido votar.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

"A eleição de vários representantes do fascismo, da extrema-deiria, me assutou", contou Isabela Casalini, de 21 anos, aluna de desenho industrial da UFF.

Ela revelou que tirou o título de eleitor aos 16 anos, para votar contra Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022. "No dia 5, a gente tinha um sentimento de revolta", lembrou.

A jovem acredita que aquela manifestação tenha sido o pontapé para a mobilização crescente dos estudantes. E a intenção dela é permanecer nas ruas.

"Hoje, estou aqui de novo para comemorar nossa vitória e informar que não deixaremos de nos posicionar nos próximos anos", disse, em entrevista à Agência Brasil.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Protagonismo estudantil 

Não foi somente em 2026 que estudantes "levantaram o moral" e mudaram os rumos da história, analisa a historiadora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), mestre em Comunicação pela UFF e jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Carolina Barreto. Em outros momentos, eles também foram motores de transformação.

Pesquisadora de movimentos sociais, Barreto lembra que, mesmo antes da ditadura militar, em 1964, quando a luta dos estudantes se tornou mais conhecida e bastante reprimida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) já tinha atuado contra o nazifascimo e pela criação da Petrobras, em defesa das riquezas nacionais.

"Na década de 1990, teve o Fora, Collor, [pedindo a deposição do presidente Fernando Collor de Mello], e, em junho de 2013, os estudantes atuaram de novo, apesar de o movimento ter sido mais difuso, mesmo trazendo pautas importantes, como a gentrificação, o encarecimento da vida nas cidades os gastos exorbitantes em eventos internacionais", examinou Barreto.

 

João Pessoa (PB), 08/10/2026 - Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ascom/ADUFPB João Pessoa (PB), 08/10/2026 - Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ascom/ADUFPB
Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva em João Pessoa. Foto: Ascom/ADUFPB

A historiadora é autora do livro "Quando 2013 encontra 1968", comparando a cobertura da imprensa de anos recentes com a da Marcha dos 100 mil, três meses depois do assassinato do estudante Edson Luis pela ditadura.

"A única vez que os estudantes ficaram de fora foi nos anos 1980, com o ascenso do movimento sindical, em São Paulo", destacou a pesquisadora.

O advogado Felipe Santa Cruz, filho do estudante e militante Fernando Santa Cruz, que cursou direito na UFF, avalia que a mobilização mostra que os estudantes estão na vanguarda da luta contra o autoritarismo.

"Nós estamos orgulhosos dos estudantes da UFF e dos estudantes de todo o país", declarou Felipe, que faz doutorado na Universidade Federal Fluminense, além de já ter presidido a OAB Nacional e a seccional do Rio de Janeiro.

"Os meninos e meninas da UFF se juntaram, foram às ruas espontaneamente, da forma mais bela, se indignaram com o risco que o país corria e tomaram a história nas próprias mãos", declarou. "Foi um ato muito bonito", finalizou.

Felipe tinha apenas 2 anos quando o pai se tornou um desaparecido político. Várias versões cercam o caso, ainda sem desfecho.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Licitação de R$ 14 milhões é suspensa definitivamente em Prado

O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA) determinou, em decisão liminar emitida nesta quinta-feira, 29, a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 019/2026 (Processo Administrativo nº 065/2026), promovido pela Prefeitura Municipal de Prado.O certame, no valor estimado de R$ 14.771.152,00, visa à contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de transporte escolar dos estudantes da rede pública municipal.A medida cautelar, lavrada pela Diretoria de Assistência aos Municípios (DAM), atinge diretamente o prefeito do município, Gilvan da Silva Santos, e a secretária municipal de Educação, Keliane de Oliveira Gouvêa Fontoura. O processo tramita em apensamento à Denúncia nº 32663e26, formulada por uma empresa participante do certame, que contestou a desclassificação em lote de propostas na plataforma privada BLL Compras.Suspensão parcialNa última quarta-feira, 28, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) já tinha concedido medida cautelar parcial para suspender a tramitação do certame, promovido pela Prefeitura. O certame, realizado via plataforma BLL com orçamento estimado em R$ 14,77 milhões, visava à contratação de serviços de transporte escolar para 200 dias letivos, divididos em 149 lotes.Silêncio da gestãoDe acordo com a instrução técnica do TCM-BA, a gestão municipal deixou de promover a autuação do processo no sistema e-TCM e omitiu o envio de documentos indispensáveis, contrariando o disposto na Resolução TCM nº 1.495/2024. O órgão de controle precisou autuar o processo de ofício (e-TCM nº 29237e26) após obter a cópia do instrumento convocatório diretamente no site oficial da prefeitura.Mesmo notificado eletronicamente em 2 de outubro para prestar esclarecimentos ou adotar medidas corretivas no prazo de cinco dias, o gestor público permaneceu inerte. A ausência de resposta agravou o diagnóstico do órgão instrutivo e motivou a lavratura do Termo de Ocorrência conclusivo em 22 de outubro.Risco ao erário e urgênciaNa fundamentação, a Relatoria destacou que os pressupostos do fumus boni iuris (fumaça do bom direito) e do periculum in mora (perigo da demora) restaram plenamente demonstrados. A continuidade da licitação — que já se encontrava na fase de habilitação — abriria margem para a adjudicação e assinatura de contrato continuado de valor expressivo antes do exame conclusivo de mérito pelo Tribunal.A decisão assinala ainda que a fixação de um preço uniforme por quilômetro rodado, independentemente das especificidades e extensões de cada rota, compromete a aferição da exequibilidade das propostas, ponto central das reclamações das licitantes desclassificadas. Leia Também: VIOLAÇÃO Conceição do Jacuípe: MP investiga suspeita de irregularidade em contrato de limpeza IRREGULARIDADES Contrato de R$ 5 milhões em Uauá entra na mira do TCM EMBATE Licitação de kits escolares em Tucano deixa Prefeitura na mira do TCM Determinações e penalidadesA decisão liminar ordena que os denunciados sustem imediatamente o Pregão Eletrônico nº 019/2026 e todos os atos decorrentes até deliberação final da Corte de Contas. O prefeito e a secretária foram notificados em caráter de urgência.O descumprimento da ordem sujeita os gestores a sanções financeiras e demais medidas coercitivas previstas na legislação. O Tribunal diz que a cautelar pode ser reavaliada caso a Prefeitura de Prado promova a anulação do certame ou efetue a adequação integral do edital, com a devida republicação e reabertura dos prazos legais para apresentação das propostas.

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Sánchez admite que la confianza en el AVE está “quebrada” y promete que reforzará la seguridad

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“Hay una confianza quebrada en el sistema de alta velocidad en nuestro país”, ha admitido Pedro Sánchez este viernes, tras participar por segundo día consecutivo en Toledo en la reunión del centro de coordinación que atiende el accidente ferroviario que se produjo el pasado miércoles en Urda, y que ha provocado por ahora 69 víctimas mortales, junto al presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, y el ministro del Interior, Fernando Grande-Marlaska.

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Jerônimo traz de volta dois secretários após campanha eleitoral

O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reconduziu Adolpho Loyola ao comando da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) e Fabya Reis à titularidade da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 30. Adolpho Loyola e Fabya Reis haviam sido exonerados em agosto para se dedicarem exclusivamente à campanha eleitoral do petista. Adolpho Loyola e Fabya Reis - Foto: Mateus Fernando /PT Leia Também: EXCLUSIVO Marcelo Werner, Kleber Rosa e mais: Jerônimo Rodrigues revela mudanças no 2º mandato GRUPO CITY NA FONTE NOVA? Jerônimo aguarda proposta do Grupo City para assumir a Fonte Nova ELEIÇÕES “Partido dele pediu”, diz Jerônimo ao ironizar Flávio sobre horário da votação Durante a ausência de Loyola, a Serin ficou sob o comando interino do chefe de gabinete, Jonival Lucas, que agora retorna à função de origem.Na Seades, a secretaria foi conduzida pelo chefe de gabinete, José Leal, que também deixa o comando da pasta para reassumir o posto anterior.

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Junqueras pide a Adif y a Puente que “den la cara” por la falta de inversión en la red ferroviaria

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El líder de Esquerra Republicana de Catalunya (ERC), Oriol Junqueras, reclamó este viernes a Adif y al ministro de Transportes y Movilidad Sostenible, Óscar Puente, que “den la cara” y explicaciones sobre la falta de inversión en la red ferroviaria y dijo que “con la vida de las personas no se juega”.

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Em meio à fuga de Flávio Bolsonaro, Lula começa a montar novo governo

Enquanto a fuga do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) movimenta o cenário político, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveita os primeiros dias após as eleições para conciliar descanso e articulações políticas.Nos bastidores, o petista já iniciou as conversas sobre a composição do quarto mandato, com discussões sobre a relação com o Congresso Nacional e a reformulação da Esplanada dos Ministérios.Na segunda-feira, 26, Lula dedicou parte do dia a conversas por telefone com líderes internacionais que o parabenizaram pela reeleição.Na mesma data, recebeu no Palácio da Alvorada os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Durante o encontro, assegurou aos parlamentares que o governo apoiará a permanência de ambos no comando das Casas Legislativas. A aproximação com os dois chefes do Legislativo faz parte dos movimentos iniciais do presidente para garantir governabilidade no próximo mandato. Davi Alcolumbre, Lula e Hugo Motta - Foto: Ricardo Stuckert/PR Com um Congresso de maioria conservadora, Lula terá o desafio de construir uma base de apoio capaz de viabilizar a agenda do governo e evitar novos embates com o Parlamento.Lula 4: reformulação na Esplanada dos MinistériosParalelamente às articulações com o Congresso, Lula também começou a discutir, nos bastidores, uma reformulação na Esplanada dos Ministérios. A expectativa é que as primeiras definições sobre a nova composição do governo ocorram somente na segunda quinzena de novembro. Na quinta-feira, 29, por exemplo, o petista se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede-MG), considerado um dos principais responsáveis pela estratégia de comunicação que contribuiu para a virada eleitoral no segundo turno.O parlamentar deverá participar da reformulação da comunicação do governo federal, independentemente de assumir ou não um cargo na Esplanada. André Janones e Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR A montagem do novo governo terá como um dos desafios acomodar diferentes interesses políticos.Lula pretende abrir espaço para integrantes da campanha que tiveram protagonismo na vitória no segundo turno, mas também contemplar aliados que não disputaram as eleições a seu pedido e permaneceram ao lado do governo, além de políticos que saíram derrotados das urnas. Leia Também: POLÍTICA Mapa eleitoral de Salvador revela avanço de Lula e diferença na votação de Flávio e Jair POLÍTICA Wagner Moura é cotado para ministro da Cultura no novo governo Lula ELEIÇÕES Governador pode renunciar para ser ministro de Lula Próximos compromissosAté o início da próxima semana, a previsão é que Lula reserve alguns dias para descansar, segundo aliados. Depois, deverá retomar as conversas sobre a composição do governo e voltar a cumprir agendas internacionais.A primeira viagem prevista é para Antália, na Turquia, onde participará da COP31, entre os dias 11 e 12 de novembro.

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Encontro Regional de associativismo reúne jovens dirigentes e apresenta projeto europeu de participação juvenil

A Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, através da Direção Regional de Juventude, dirigida por André Alves, promoveu esta sexta-feira, 30 de outubro, no Savoy Palace, no Funchal, o Encontro Regional do Associativismo Juvenil e Estudantil (ERAJE 2026), que reuniu cerca de 70 jovens dirigentes associativos e representantes de entidades regionais, nacionais e europeias. […]
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Porto do Funchal reforça capacidade para receber navios de maiores dimensões com investimento de cinco milhões de euros

A Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM, SA), tutelada pela Secretaria Regional da Economia, vai investir perto de cinco milhões de euros no Porto do Funchal, num conjunto de intervenções destinado a reforçar a capacidade, a segurança e a eficiência da infraestrutura e a prepará-la para a evolução da indústria de cruzeiros, […]
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Luís Neves assume responsabilidade política nas cargas policiais: “Acampadas têm que terminar”

O ministro da Administração Interna assumiu hoje a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, esclarecendo que a PSP tem “total autonomia técnica, tática e operacional” para tomar as decisões.

“A tomada da decisão, relativamente à forma, ao modo e ao como, pertence à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, com quem estive em permanente contacto. Foi isto que se passou. A responsabilidade política do Governo é absolutamente minha nesta temática e fui eu, com a minha equipa, que acompanhámos o trabalho da Polícia”, disse Luís Neves no parlamento.

Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), os deputados do PS e do Livre, Isabel Moreira e Paulo Muacho, respetivamente, questionaram o ministro sobre as cargas policiais da PSP nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.

“A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o Ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que digo que as acampadas e este tipo de acampamentos têm que terminar, naturalmente é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão que deveria ter entendido de uma forma muito fácil tudo isto”, sublinhou Luís Neves.

O conteúdo Luís Neves assume responsabilidade política nas cargas policiais: “Acampadas têm que terminar” aparece primeiro em O MINHO.

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L’Europa che rincorre AfD e Vannacci, e quella che cresce con gli immigrati

Il cancelliere tedesco Friedrich Merz ha riportato la CDU al governo promettendo una svolta sull’immigrazione, e continua a spostare il partito su posizioni sempre più restrittive. Le urne dell’Est non lo hanno premiato. Lo scorso settembre l’AfD ha più che raddoppiato i propri voti in entrambi gli Stati che hanno votato: 43,8 per cento in Sassonia-Anhalt, 38,2 per cento nel Meclemburgo-Pomerania Anteriore, dove la CDU è scesa sotto il 5 ed è rimasta senza seggi. Lo ha ricordato ieri su Substack Laurenz Guenther, della Toulouse School of Economics, che con Salvatore Nunnari (Bocconi) aveva stimato in un sondaggio su oltre cinquemila tedeschi che avvicinarsi alle preferenze degli elettori sul tema avrebbe fatto recuperare alla CDU parte dei consensi a destra. Non è provato che la svolta di Merz sia la causa dell’avanzata dell’AfD, ma di certo non l’ha fermata. E un esperimento sulle intenzioni di voto non dice cosa accade alle urne, e soprattutto non dice se una mossa elettoralmente utile sia anche una buona politica per un Paese che invecchia e manca di lavoratori.

La Spagna offre un confronto utile. Secondo l’istituto Funcas, l’aumento della forza lavoro straniera spiega il 47 per cento della crescita cumulata del PIL dal 2022, pari a 4,2 punti percentuali, Il Banco de España ha rilevato un contributo positivo anche alla crescita del prodotto per abitante. Turismo, investimenti ed esportazioni di servizi hanno contato, e l’immigrazione non risolve da sola i problemi di produttività, salari e abitazioni, ma senza quei lavoratori la crescita sarebbe stata sensibilmente più bassa.

All’altro estremo c’è l’Ungheria. Dopo anni di stagnazione, nel 2025 il PIL è cresciuto di appena mezzo punto. Viktor Orbán combatteva l’immigrazione sul piano politico, ma le imprese continuavano a cercare manodopera, e alla fine il governo ha aperto a lavoratori asiatici con permessi temporanei e forti restrizioni al ricongiungimento familiare e alla permanenza. Succede anche altrove, quando governa la destra: sotto voce si riconosce che gli immigrati servono all’economia, purché non diventino parte stabile della società.

In Italia, Giorgia Meloni cerca di frenare l’ascesa di Roberto Vannacci alzando i toni su ogni argomento, non soltanto sull’immigrazione, e a giudicare dagli ultimi sondaggi ci sta riuscendo. Ma a prezzo di sacrificare l’immagine di una destra liberal-conservatrice che sembrava perseguire negli ultimi mesi. Anche qui, come a Berlino, è la destra radicale a dettare il tono.

La proposta della Commissione su Frontex, presentata il 27 ottobre, riflette soprattutto le preoccupazioni dei governi più restrittivi: corpo permanente a 30 mila agenti, una riserva di 17mila, una forza di reazione rapida e un ruolo più incisivo sui rimpatri, anche tra Paesi esterni all’Unione. Non c’è nulla di illiberale nel controllo delle frontiere, e Schengen richiede strumenti comuni. Ma una politica comune dell’immigrazione non può esaurirsi in sorveglianza e rimpatri, e nel testo non compare un investimento significativo su ingressi legali, formazione e integrazione. Come ha scritto Reuters, la proposta restringe alcuni ambiti della vigilanza europea sui diritti fondamentali, rimandando i controlli alle autorità nazionali invece che a istituzioni europee indipendenti.

Così si restituisce la palla agli Stati nazionali. La Germania cerca di fermare l’estrema destra inseguendola sul suo terreno. La Spagna cresce anche grazie agli stranieri. L’Ungheria li respinge nella propaganda e li cerca nelle fabbriche. E l’Italia promuove un misterioso Piano Mattei che dovrebbe favorire lo sviluppo dei Paesi nordafricani, ma poi si affida a un altrettanto misterioso centro per il rimpatrio in Albania per accelerare i respingimenti.

Un continente che invecchia e perde popolazione attiva non può trattare l’immigrazione solo come una minaccia. Servono controlli, contrasto all’immigrazione irregolare e rispetto del diritto d’asilo, ma servono anche canali legali e politiche di integrazione. Governare l’immigrazione e renderla produttiva è un compito della politica. Oggi l’Europa non sembra in grado di prendere iniziative, né per diffondere consapevolezza sulla necessità di un’azione politica comune né per affiancare percorsi legali alla repressione di quelli disperatamente illegali.

Questo è un estratto di “La Linea” la newsletter de Linkiesta curata da Marco Taradash per orientarsi nel gran guazzabuglio della politica e della vita, tutte le mattine – dal lunedì al venerdì – alle sette. Più o meno. Qui per iscriversi

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