10h. Acidente Espanha. MNE confirma um morto português


O Governo confirmou, hoje, que um português, membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente de quarta-feira, em Espanha, está entre as vítimas mortais do desastre ferroviário.
Segundo o Correio da Manhã, trata-se de Nelson Bernardino, de 49 anos, natural de Serpa, distrito de Beja, e trabalhava em Madrid, numa empresa ferroviária.
De acordo com a mesma fonte, tinha sido promovido recentemente e fazia habitualmente o percurso Madrid-Sevilha nos comboios de alta velocidade.
Hoje, uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou a morte do português, depois de na quinta-feira o ministro Paulo Rangel ter confirmado que se encontrava desaparecido.
“Portugal lamenta profundamente as mortes e feridos deste trágico acidente em Espanha, reforçando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e com solidariedade para com o povo e autoridades espanholas”, lê-se no comunicado do MNE português.
Pelo menos 69 pessoas morreram no acidente de quarta-feira em Urda, que ocorreu quando mais de 540 pessoas viajavam nos dois comboios de alta velocidade envolvidos na colisão, que ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) perto da estação de Urda, a cerca de 150 quilómetros ao sul de Madrid.
Com Lusa
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Thomas Freitas, jovem de 25 anos, natural de Guimarães e a trabalhar em Madrid, sobreviveu ao desastre ferroviário que, ontem, fez pelo menos 69 mortos, em Toledo, Espanha. Em entrevista à CNN Portugal, conta que não sabe como conseguiu escapar.
O jovem vimaranense tinha partido de Madrid pelas 08:00, a bordo de um comboio da Renfe, rumo a Sevilha. Cerca de 54 minutos depois, a viagem transformou-se num pesadelo, quando a composição em que seguia colidiu com outro comboio de alta velocidade, operado pela Iryo.
O português viajava na carruagem 5 e recorda a violência do impacto, que destruiu parte das carruagens seguintes. “Não sei como me consegui segurar. Sei que fiz muita força agarrado ao banco da frente. À minha volta só vi pessoas a voar e tudo a partir-se”, recorda na entrevista à CNN Portugal.
Thomas Freitas considera difícil explicar como conseguiu sair ileso, pois as carruagens imediatamente à frente daquela onde seguia ficaram severamente destruídas, tendo uma delas caído por uma ravina e ardido.
“Dificilmente saiu alguém dessas carruagens com vida”, afirma.
Depois do embate, com as saídas bloqueadas e o próprio martelo de emergência partido, os passageiros tiveram de encontrar uma alternativa para escapar da composição. Segundo Thomas Freitas, foi um dos passageiros que conseguiu partir o vidro de uma janela com recurso a uma mesa, permitindo que os restantes saíssem.
A experiência foi de tal ordem traumática que o jovem vimaranense admite que poderá mudar de comportamento nas próximas viagens de comboio: “Foi um desastre tão grande que eu da próxima vez que tiver de comprar um bilhete de comboio seguramente escolho uma carruagem do meio”.
Segundo o balanço mais recente, o número de mortos no acidente ferroviário subiu para 69 e permanecem internadas pelo menos 50 pessoas em diversos hospitais, disse hoje o presidente do governo regional de Castela-La Mancha.
Durante a noite e madrugada foi encontrado mais um corpo nos escombros dos dois comboios que colidiram na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, pelo que o número de mortos confirmados até agora subiu para 69, revelou Emiliano Garcia-Page, em declarações aos jornalistas.
Por outro lado, das 110 pessoas que foram atendidas em hospitais da região, 60 já tiveram alta e 50 permanecem internadas com “diferentes níveis de preocupação”, acrescentou.
Entre os feridos internados há pelo menos 15 em estado considerado grave, segundo o presidente de Castela-La Mancha, que falava no posto de comando de resposta ao acidente, instalado em Toledo.
Com Lusa
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Pelo menos 10 pessoas morreram hoje 28 de outubro no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.
“Com total certeza este número [de mortos] vai aumentar”, disse a porta-voz do executivo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, em declarações à televisão RTVE.
A colisão ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) e estão no local bombeiros e outros meios de proteção civil e emergência, segundo o serviço de emergências 112.
De acordo com a empresa Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias espanholas, o acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul do país.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, assim como vários ministros, cancelaram a agenda pública de hoje por causa do acidente.
“Segundo os primeiros indícios, um AVE [comboio da Renfe] poderá ter chocado com um comboio Iryo por trás, o que causou o descarrilamento de vagões do Iryo”, disseram fontes do Ministério dos Transportes à agência de notícias EFE.
Em 18 de janeiro, um acidente em Adamuz, Córdova, também com dois comboios de alta velocidade, causou a morte a 47 pessoas e ferimentos em cerca de 120.
Os comboios pertenciam igualmente à Renfe e à Iryo. O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Iryo que tinham descarrilado poucos segundo antes.

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