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Cinco cubanos condenados por tráfico de migrantes, fraude de asilo y lavado de dinero

Seis personas, cinco cubanos y un estadounidense, fueron condenadas a entre dos y cuatro años de prisión por integrar una red que facilitó la entrada irregular de cubanos a EEUU, presentó más de 1.700 solicitudes fraudulentas de asilo y lavó más de 22 millones de dólares.

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Christa Pike da su primera declaración tras su ejecución fallida: “Hay dolor en mi alma y mi cuerpo”

Christa Pike, la única mujer en el corredor de la muerte de Tennessee, afirma que se está recuperando en la unidad médica de la prisión después de haber sobrevivido a dos dosis de la inyección letal el pasado 30 de septiembre.

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© J. Miles Cary (via REUTERS)

Christa Pike en Tennessee, en diciembre de 2007.
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FBI e Serviço Secreto dos EUA colaboram com Binance após ataque cibernético

A Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o FBI (Departamento Federal de Investigação) e o USSS (Serviço Secreto dos Estados Unidos), depois que hackers roubaram a quantia recorde de US$ 6,3 bilhões da plataforma, informou à Reuters uma fonte a par da situação.

 

A embaixada dos EUA em Londres afirmou não ter comentários a fazer. O USSS não respondeu a um pedido de comentário enviado por email fora do horário comercial dos EUA.

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León XIV votó por correo para los comicios de mitad de mandato en EEUU, la primera vez que se confirma que un Papa ejerce este derecho

El sumo pontífice ha votado "siempre que tuvo la oportunidad", explicó el Vaticano y por ello se confirmó que, "en consonancia con esta práctica consolidada de participación ciudadana, el Papa envió su voto por correo a Chicago" Leer

El sumo pontífice ha votado "siempre que tuvo la oportunidad", explicó el Vaticano y por ello se confirmó que, "en consonancia con esta práctica consolidada de participación ciudadana, el Papa envió su voto por correo a Chicago"
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Eleições nos EUA: Após 30 anos, democratas podem voltar a vencer no Texas

Há mais de três décadas, o Partido Republicano domina as eleições no Texas, seja nas disputas presidenciais ou estaduais. Mas a insatisfação com a economia e a ascensão de James Talarico na corrida pelo Senado tornaram os democratas competitivos no estado novamente, segundo especialistas consultados pela CNN Brasil.

O Texas tem um forte peso nas eleições para o Congresso americano. É responsável por 38 das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, além dos dois senadores comuns a todos os estados. Os assentos texanos podem fazer diferença no resultado final das Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos em 2026, também chamadas Midterms.

Desde a vitória de Ronald Reagan em 1980, os candidatos republicanos venceram todas as 12 eleições presidenciais no Texas. Os republicanos também ganharam as últimas oito eleições para governador, desde 1994. E o último democrata eleito pelo estado para o Senado foi em 1988.

Neste ano, porém, o incômodo dos eleitores com a economia está alterando tendências no país todo, inclusive no Texas.

Clifford Young, presidente de pesquisas de opinião pública na Ipsos nos Estados Unidos, afirma que o cenário é de “muito pessimismo” no país com o aumento do custo de vida e a pressão sobre os preços de energia em decorrência do conflito no Irã. “Um sanduíche de peito de peru custa US$ 20, pesa muito no bolso. Esse contexto tem uma influência muito grande e vai determinar se o Texas vai se tornar azul [cor do partido Democrata] de novo ou se manterá vermelho [cor do partido Republicano]”, diz.

Nos últimos três anos, pesquisas passaram a apontar a economia, e mais especificamente a alta dos preços, como a maior preocupação dos eleitores texanos, segundo James Henson, diretor do Projeto de Política do Texas da Universidade do Texas em Austin.

Em abril de 2022, 61% dos eleitores republicanos apontavam a imigração ou a segurança da fronteira como o principal problema do estado, segundo a Universidade do Texas. Em outubro de 2026, esse percentual caiu para menos da metade, ou 24%. No mesmo levantamento, economia e inflação somavam 35% das respostas entre republicanos, 29% entre democratas e 41% entre independentes.

A inflação nos Estados Unidos ficou em 3,7% nos 12 meses até setembro, índice inferior ao de outros países, mas um patamar elevado para os americanos, que estavam acostumados a taxas na casa de 2% antes da pandemia.

Segundo Young, iniciativas do governo Trump na área econômica, como as tarifas, o conflito com o Irã e as disputas com o Canadá caminham na direção contrária aos anseios dos eleitores. “Os americanos querem ter a habilidade de pagar as contas em dia e estão enfrentando muitos problemas com isso. Todo o resto é ruído para o povo americano. E isso não ajuda o governo Trump”, avalia.

O Texas é o segundo maior estado em território dos Estados Unidos, atrás apenas do Alasca, e também a segunda maior economia do país. As áreas rurais, com seus cowboys e rodeios, ocupam um importante espaço no imaginário do estado, mas a maior parte dos eleitores texanos está nos grandes centros urbanos, explica Henson.

O estado se divide em quatro grandes polos populacionais: Dallas–Fort Worth (norte), Austin (centro), San Antonio (sul) e Houston (sul). Segundo o professor da Universidade do Texas, nesses quatro centros urbanos as cidades grandes têm maioria democrata, enquanto os subúrbios têm vantagem republicana. Já as áreas rurais representam apenas 15% da população e tendem a votar de maneira conservadora, como no resto do país, garantindo 65% a 70% dos votos aos republicanos.

Tanto Henson quanto Young ressaltam, porém, que a maior competitividade no estado, em seus vários aspectos, pode refletir circunstâncias da eleição atual e não acreditam em uma transformação estrutural do Texas em um estado democrata.

“São fatores de curto prazo que estão influenciando. É o caso da disputa para o Senado: o histórico do candidato republicano, com problemas pessoais, éticos e legais, o torna excepcionalmente fraco em um ano em que muitos fatores estão favorecendo os democratas, como os baixos índices de aprovação de Donald Trump e as preocupações com a economia”, resume Henson.

Imagem do candidato democrata James Talarico
O candidato democrata ao Senado, James Talarico, fala em um comício no Rich’s Houston em 27 de maio de 2026 em Houston, Texas. Talarico realizou o comício após o segundo turno das primárias e para explicar seu plano sobre como enfrentará o candidato republicano Ken Paxton • Danielle Villasana/Getty Images

O fator James Talarico e as polêmicas de Paxton

A corrida pela vaga do Senado é o fator mais citado para explicar o acirramento da disputa, junto à frustração econômica. As pesquisas mostram uma disputa acirrada entre o deputado estadual democrata James Talarico, e o republicano Ken Paxton, procurador-geral do estado.

Uma pesquisa da CNN, divulgada em 29 de outubro, mostra Talarico com 49% das intenções de votos e Paxton com 43%.

James Talarico, de 37 anos, é estudante de teologia presbiteriana e tem um histórico de ligação com igrejas cristãs progressistas na região de Austin, onde nasceu. Ken Paxton, de 63 anos, é um político com bom trânsito entre as alas mais conservadoras do Partido Republicano e visto como um político que personifica as prioridades da sigla hoje no Texas.

Mas Paxton foi alvo de denúncias de corrupção e abuso de poder, que levaram à aprovação do seu impeachment pela Câmara estadual em 2023. O republicano, porém, foi absolvido pelo Senado estadual e, por isso, não foi destituído do cargo. Mas no ano passado, Paxton voltou aos holofotes ao passar por um divórcio amplamente noticiado, depois de 38 anos de casado, em meio a alegações de infidelidade conjugal.

“O confronto entre Paxton e Talarico criou um contraste marcante: de um lado, um republicano com problemas éticos persistentes e difíceis de ignorar; de outro, um democrata que se apresenta como um cristão progressista”, afirma Henson. “Há uma dimensão moral muito interessante nessa disputa”, completa o professor.

Trump ajudou a projetar Talarico ao dizer, em maio, que o deputado era “um insulto a Jesus Cristo”. A resposta do democrata ao presidente, o acusando de não seguir os preceitos cristãos, tornou-se um dos temas preferidos da sua campanha: “O verdadeiro insulto a Jesus é tirar a saúde dos doentes, deportar famílias, bombardear crianças e ignorar os pobres. O evangelho de Jesus é sobre amor, justiça e misericórdia, tudo o que a política de Trump rejeita”, disse Talarico.

Houve críticas dentro do próprio partido Republicano sobre o apoio de Trump a Paxton nas primárias para o Senado no Texas, em detrimento do senador John Cornyn. Em entrevista à CNN, Thom Tillis, senador republicano da Carolina do Norte, afirmou que “Trump cometeu um erro colossal”.

O próprio presidente tem zombado da aparência de Paxton com frequência. Durante uma convenção em Dallas, em setembro, Trump deixou escapar um elogio ambíguo ao candidato: “Ele pode não se vestir bem, pode não falar perfeitamente e pode não ser o cara mais bonito”. Na última terça-feira (27), ao elogiar os atributos físicos do senador Jon Husted, candidato por Ohio, disse que não poderia fazer o mesmo com Paxton. “Talvez eu devesse fazer isso com o Ken Paxton, mas não tenho certeza se seu corpo se encaixaria.”

Os comentários têm sido apontados pela oposição como um reconhecimento público de Trump sobre a fragilidade do candidato no Texas.

Vista do Capitólio dos EUA durante o por do sol
Vista do Capitólio dos EUA • 2 de março de 2026 REUTERS/Ken Cedeno

Câmara dos Representantes

As disputas pela Câmara dos Representantes, onde o Texas tem 38 dos 435 assentos, também estão no radar. Em agosto de 2025, o estado aprovou, sob a liderança do governador Greg Abbott, um redesenho dos distritos eleitorais para transformar redutos democratas em áreas de inclinação republicana.

Hoje, 24 dos assentos do estado são ocupados por republicanos, 13 por democratas e um está vago. Os republicanos esperavam garantir mais cinco distritos ao partido com a reconfiguração das linhas, mas o avanço inesperado dos democratas no Texas agora deixa a questão em aberto.

As pesquisas apontam que dois dos cinco distritos que os republicanos pretendiam conquistar com o redesenho podem se manter democratas: o 28º distrito, hoje representado por Henry Cuellar e o 34º distrito, de Vicente Gonzalez, ambos democratas moderados, latinos, que buscam a reeleição. Nos outros três distritos redesenhados, o resultado é mais incerto, mas uma forte votação democrata poderia trazer surpresas, segundo Henson.

Mesmo com os novos mapas eleitorais, Young projeta que os democratas conquistarão a maioria da Câmara dos Representantes, mas por uma vantagem menor. “Por causa da crise de custo de vida, há muitos distritos em jogo que normalmente não estariam. Os democratas, de uma maneira ou outra, vão levar a Câmara, por uma margem menor, mas que deve ser de oito assentos. O que fica em dúvida é o Senado e o estado do Texas importa nesse cálculo”, diz.

O peso dos votos latinos

O apelo entre os eleitores latinos é outro fator que pode fazer a diferença nas eleições texanas. Eles representam 27% do eleitorado no Texas e, tradicionalmente, 60 a 65% votam nos democratas no estado, segundo Henson. Na última eleição presidencial, porém, Trump conquistou um apoio significativo entre os latinos, com pesquisas de boca de urna revelando que pouco mais da metade votou no republicano.

Uma pesquisa da Hart Research/TelevisaUnivision, no entanto, aponta que neste ano os eleitores latinos de três distritos competitivos do Texas devem votar nos democratas por uma margem de 56% a 36%. E outra pesquisa da CNN divulgada nesta quinta-feira (29) mostra o democrata James Talarico com 63% das intenções de voto contra 29% do republicano Ken Paxton no eleitorado do mesmo grupo.

Os números sugerem que o apoio a Trump foi condicional e agora a frustração econômica e a rejeição às duras políticas de imigração do governo abrem caminho para os democratas.

A disputa pelo governo estadual do Texas

Outra camada das eleições no Texas que tem extrapolado o noticiário local e chamado atenção a nível nacional é a disputa pelo governo do estado.

De um lado, o republicano Greg Abbott tenta se reeleger para um quarto mandato que o transformaria no governador com mais tempo no cargo na história do Texas. Sua adversária é a deputada estadual democrata da região de Austin, Gina Hinojosa.

Inicialmente vista com poucas chances, a candidata latina cresceu nas pesquisas e aparece empatada tecnicamente com Abbott, o que transformou a disputa na corrida mais apertada para o governo do Texas dos últimos 20 anos.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump • Truth Social / @realDonaldTrump

Consequências para o Trumpismo

Nos últimos 100 anos houve apenas dois casos em que o partido do presidente ganhou as Eleições de Meio de Mandato, segundo Young, que afirma que a tendência deve se manter. “Trump ganhou em 2024 em cima da questão do custo de vida. Este era o problema principal, que ele dominava naquele ano, mas agora esse problema pertence a ele e o povo americano o culpa pela crise”, afirma.

O presidente da Ipsos vê 85% de chances de os democratas obterem a maioria dos assentos na Câmara e uma probabilidade de 60% de ganhar a maioria no Senado, onde a vantagem dos republicanos é maior (de seis assentos). Ainda assim, ele ressalta que a insatisfação econômica deixa a disputa para o Senado mais incerta.

Uma vitória dos democratas nas duas casas mudaria por completo o cenário em Washington, acrescenta Young. “Se eles [democratas] controlarem o Senado e a Câmara, eu imagino que vai haver abertura de processo de impeachment. Só com a Câmara, eles podem criar problemas para o governo, mas o cálculo realmente muda se eles controlarem também o Senado”, diz.

As Midterms tendem a enfraquecer Trump, mas Young discorda de análises que as classificam como o início do fim do Trumpismo. “Há uma guerra hoje nos Estados Unidos sobre identidade, sobre quem é americano e quem não é. Trump era muito importante para alimentar essa confusão, obviamente, mas com ou sem ele isso vai permanecer. Nós estamos vendo a mesma dinâmica em outros países, na Europa, na América Latina. As Midterms podem enfraquecer Trump como um líder político, mas o movimento que ele representa vai continuar mesmo sem ele”, avalia.

Para Henson, uma derrota dos republicanos na Câmara, e especialmente no Senado, seria vista como um sinal de que “a magia política de Trump não funciona mais” e teria consequências de natureza prática e simbólica. No aspecto simbólico, ele lembra que Trump tem dominado seu partido “por meio do medo e da intimidação”, mas parlamentares republicanos já começaram a se distanciar do presidente e uma vitória robusta dos democratas pode mudar o cálculo “sobre o quanto é preciso temê-lo”.

No nível prático, prossegue Henson, se os democratas recuperarem a Câmara, terão mais capacidade institucional de resistir a Trump e às suas iniciativas. “Eles poderão abrir investigações, inclusive sobre o presidente, e bloquear suas iniciativas de forma mais agressiva. E o resultado será uma situação que acontece quando um presidente sabe que não voltará ao cargo: ele se torna um ‘pato manco’, alguém que está no cargo, mas não consegue fazer muita coisa”, afirma.

O professor acredita ainda que uma vitória democrata e a perda de influência dos republicanos sobre o Congresso podem encorajar Trump “a agir de forma mais agressiva e unilateral no exercício do cargo”. “Isso [derrota republicana] tem o potencial de tornar Donald Trump mais perigoso, em termos de seu desejo de agir fora do processo e de violar as normas da política e da democracia que existem há muito tempo nos Estados Unidos”, conclui Henson.

Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?

 

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León XIV vota por correo en EE UU y se convierte en el primer papa que participa en unas elecciones

El papa León XIV, estadounidense nacido en Chicago, ha votado ya por correo en las próximas elecciones de medio mandato de Estados Unidos, que se celebran el 3 de noviembre, según ha confirmado este viernes el Vaticano en comunicado. Se trata de un gesto inédito en la historia de los papas, que rompe su tradicional neutralidad política: es la primera vez, que se sepa, que un Pontífice participa en unas elecciones.

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© ALESSANDRO DI MEO (EFE)

El Papa pasa ante una bandera de Estados Unidos en la audiencia general de este miércoles, en el Vaticano.
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Democratas pedem explicações do governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro

Um grupo de 25 deputados democratas pedem explicações do governo Trump sobre o papel do Departamento de Estado na fuga do senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos.

Em uma carta obtida pela CNN Brasil, os parlamentares destacam que o “povo americano e o Congresso têm um interesse legítimo de fiscalização em saber se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira”.

Eles também consideram que a transparência é especialmente importante diante de eventos que envolvem “um processo judicial estrangeiro, relações bilaterais delicadas e a aplicação coerente das políticas de imigração e diplomáticas dos EUA”.

Os democratas relataram que a viagem de Flávio a Miami aconteceu após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que exigia do senador a entrega de seus passaportes.

Os democratas afirmam que é “particularmente preocupante a informação de que um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos concederiam vistos ao senador Bolsonaro e a membros de sua família e permitiriam sua entrada no país”. Essa informação foi confirmada pela CNN Brasil na terça-feira (27).

Na carta, o grupo diz que os acontecimentos que levaram Flávio e sua família até os Estados Unidos “levantam questões significativas sobre o processo decisório do Departamento [de Estado], seu conhecimento da ordem do tribunal brasileiro [STF] e se algum funcionário do governo dos EUA prestou assistência antes ou depois da emissão dessa ordem”.

A questão central é direta: o Departamento de Estado, a Embaixada dos EUA no Brasil ou qualquer outra agência do governo americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da restrição judicial brasileira reportada à sua saída?

Carta assinada por 25 deputados democratas dos EUA

Em seguida, os parlamentares exigem que o Departamento de Estado responda por escrito a 15 questionamentos.

Flávio Bolsonaro chega aos EUA após derrota na eleição
Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, na Flórida • 28/10/26 – Reuters/Eva Marie Uzcategui

Veja as perguntas feitas por democratas ao governo Trump sobre a fuga de Flávio:

  1. Quando o Departamento de Estado, a Embaixada dos EUA em Brasília ou qualquer outra missão diplomática americana tomou conhecimento pela primeira vez de que o Supremo Tribunal Federal do Brasil havia ordenado que o senador Bolsonaro entregasse seus passaportes e restringido sua possibilidade de deixar o Brasil?
  2. Algum funcionário do governo dos EUA recebeu, analisou ou discutiu uma cópia da ordem judicial antes da suposta saída do senador Bolsonaro do Brasil?
  3. Antes de autorizar ou facilitar qualquer visto ou arranjo de viagem, o Departamento de Estado verificou se o senador Bolsonaro estava legalmente autorizado a deixar o Brasil?
  4. O Departamento de Estado sabia que o senador Bolsonaro havia deixado de cumprir o prazo imposto pelo tribunal para entregar seus passaportes? Em caso afirmativo, quando o Departamento tomou conhecimento desse descumprimento e quais ações, se houve, se seguiram?
  5. O Departamento de Estado emitiu, aprovou, acelerou, renovou ou de outra forma facilitou um visto para o senador Bolsonaro ou para qualquer membro de sua família durante este período eleitoral?
  6. Um alto funcionário do Departamento de Estado teria sido citado dizendo que o Departamento concederia vistos ao senador Bolsonaro e à sua família e permitiria sua entrada nos Estados Unidos. Quem autorizou essa decisão?
  7. Vistos foram aprovados ou outros arranjos relacionados à imigração foram feitos antes de o Departamento de Estado tomar conhecimento da ordem do tribunal brasileiro? Em caso afirmativo, o Departamento reconsiderou, suspendeu ou revisou esses arranjos depois de saber da ordem?
  8. Algum funcionário do Departamento de Estado, da Embaixada dos EUA, da Casa Branca ou outro representante do governo dos EUA se comunicou, direta ou indiretamente, com o senador Bolsonaro, sua família, advogados, assessores políticos ou intermediários a respeito de viagem aos Estados Unidos?
  9. Algum funcionário do governo dos EUA auxiliou em arranjos de voo, documentação de viagem, transporte, acesso a aeroportos, agendamentos consulares, planejamento de entrada ou outros arranjos logísticos relacionados à saída ou chegada reportada do senador Bolsonaro?
  10. O Departamento de Estado coordenou ações com o DHS (Departamento de Segurança Interna), o CBP (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras), o USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração) ou qualquer outra agência federal a respeito da chegada prevista do senador Bolsonaro? Em caso afirmativo, descreva a natureza e o momento dessa coordenação.
  11. O Departamento de Estado consultou o Departamento de Justiça ou qualquer outra agência federal sobre as implicações de facilitar a entrada de uma figura política estrangeira que teria deixado seu país em violação de uma ordem judicial?
  12. O Departamento de Estado considerou as possíveis consequências diplomáticas para as relações EUA-Brasil, incluindo a possibilidade de que a assistência ao senador Bolsonaro fosse percebida como interferência nos processos judiciais ou nos assuntos políticos internos do Brasil?
  13. O Departamento de Estado recebeu algum pedido das autoridades brasileiras a respeito da localização, da situação de viagem ou de uma possível entrada do senador Bolsonaro nos Estados Unidos? Em caso afirmativo, como o Departamento respondeu?
  14. Qual foi a base legal para emitir ou aprovar vistos para o senador Bolsonaro e sua família? Quais classificações de visto e critérios de elegibilidade foram considerados, e o Departamento avaliou as investigações criminais em andamento envolvendo o senador Bolsonaro ao tomar essa decisão?
  15. Algum funcionário do governo dos EUA localizado na Argentina ou no Equador coordenou ações com o senador Bolsonaro sobre seu itinerário de viagem?

O grupo exige que o governo Trump responda até o dia 13 de novembro e solicita que o Departamento de Estado disponibilize funcionários apropriados para prestar esclarecimentos aos gabinetes dos deputados.

Segundo a CNN Brasil apurou, a carta foi uma iniciativa das deputadas Sydney Kamlager-Dove, eleita pelo estado da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada. Entre os signatários estão oito membros do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, incluindo o deputado Gabe Amo, vice-líder democrata no comitê.

Os deputados estão na reta final de seus mandatos, já que todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro. Dos 25 congressistas que assinaram o documento, 21 estão concorrendo à reeleição.

Os signatários são Sydney Kamlager-Dove (Califórnia), Dina Titus (Nevada), Greg Casar (Texas), Glenn F. Ivey (Maryland), Jasmine Crockett (Texas), Jonathan L. Jackson (Illinois), Pramila Jayapal (Washington), Nydia M. Velázquez (Nova York), Adelita S. Grijalva (Arizona), Rashida Tlaib (Michigan), Eleanor Holmes Norton (Distrito de Columbia), James P. McGovern (Massachusetts), Mike Quigley (Illinois), Mark Pocan (Wisconsin), Greg Stanton (Arizona), Jesús G. “Chuy” García (Illinois), Yassamin Ansari (Arizona), Deborah K. Ross (Carolina do Norte), Stephen F. Lynch (Massachusetts), Lois Frankel (Flórida), Sean Casten (Illinois), Chellie Pingree (Maine), Gabe Amo (Rhode Island), Delia C. Ramirez (Illinois) e Joaquin Castro (Texas).

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

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Guerra dos Mundos: um especial de Halloween transmitido no rádio fez um estado inteiro acreditar que estava sendo invadido por alienígenas

Na noite de 30 de outubro de 1938, véspera de Halloween, quem sintonizou a rede CBS nos Estados Unidos encontrou o que parecia uma programação musical interrompida por plantões urgentes: os boletins falavam de explosões em Marte e de um objeto misterioso caído em uma fazenda de Nova Jersey.

Era teatro radiofônico: uma adaptação do romance *A Guerra dos Mundos*, de H.G. Wells, dirigida por Orson Welles, então com 23 anos. No dia seguinte, jornais de todo o país descreveram uma histeria coletiva por conta da transmissão.

Às vésperas de completar 88 anos, o episódio segue citado como exemplo do poder do áudio para enganar, mas a pesquisa histórica mostra uma versão bem menos dramática do que a lenda.

Um noticiário fictício sobre marcianos em Nova Jersey

A Guerra dos Mundos foi ao ar às 20h, no horário da Costa Leste, dentro da série “The Mercury Theatre on the Air”, que a CBS dedicava a adaptações de clássicos da literatura.

Em vez de encenar o romance como uma peça tradicional, Welles e o roteirista Howard Koch deslocaram a trama, ambientada na Inglaterra do fim do século 19, para a pequena Grover’s Mill, em Nova Jersey, e a apresentaram como cobertura jornalística ao vivo.

Repórteres descreviam a multidão diante de uma cratera, autoridades davam declarações e a transmissão era cortada nos momentos de maior tensão. Em depoimento judicial, em 1960, o diretor e ator Orson Welles, criador do programa, contou que sua ideia era fazer uma transmissão em que “uma crise parecesse estar realmente acontecendo”.

Os detalhes de produção que deram realismo à cena

Os bastidores foram reconstruídos pelo escritor e pesquisador A. Brad Schwartz, autor do livro “Broadcast Hysteria”, que analisou centenas de cartas enviadas ao próprio Welles nos dias seguintes. Segundo ele, a equipe do Mercury Theatre não esperava enganar ninguém, porque considerava a história improvável demais.

As escolhas que tornaram o programa convincente nasceram da tentativa de evitar o ridículo. O início foi propositalmente lento, para que a velocidade da invasão parecesse aceitável mais adiante. O intervalo com a identificação da emissora, que em dramas costumava cair na metade da hora, foi empurrado para perto dos 40 minutos, o que deixou quem chegou atrasado sem o aviso de ficção por um bom tempo.

O ator Frank Readick estudou a gravação da cobertura do desastre do dirigível Hindenburg para imitar a voz de um repórter em pânico. Ora Nichols, chefe de efeitos sonoros da CBS em Nova York, criou os ruídos das máquinas marcianas, e o ator Kenneth Delmar imitou o presidente Franklin Roosevelt no papel de um secretário do governo.

Quantas pessoas ouviram a transmissão de fato

Os pesquisadores de mídia Jefferson Pooley, professor de mídia e comunicação da Muhlenberg College, e Michael J. Socolow, professor de comunicação e jornalismo da Universidade do Maine, resgataram os dados de audiência da época. Na noite do programa, o instituto C.E. Hooper telefonou para 5 mil domicílios em sua pesquisa nacional. Apenas 2% disseram estar ouvindo a peça de Welles ou algo semelhante, e nenhum citou um noticiário.

A atração concorria com o programa de humor do ventríloquo Edgar Bergen, um dos mais populares do país, e afiliadas importantes da CBS, como a WEEI, de Boston, nem chegaram a transmiti-la. Frank Stanton, executivo da CBS na época, lembrou depois que “em primeiro lugar, a maioria das pessoas não ouviu”. Quem ouviu, segundo ele, entendeu tudo como uma pegadinha.

O que os registros mostram sobre o suposto pânico

Os relatos de debandadas, suicídios e hospitais lotados também não resistem à checagem. Nenhum jornal da época noticiou um suicídio comprovado ligado ao programa. Pesquisadores da Universidade de Princeton que tentaram confirmar o boato de pessoas atendidas por choque em um hospital de Newark concluíram que a informação era falsa, e um levantamento feito seis semanas depois em hospitais de Nova York não encontrou atendimentos atribuídos à transmissão.

Uma ouvinte processou a CBS em 50 mil dólares, alegando abalo nervoso, e a ação foi rapidamente arquivada. Para Pooley e Socolow, “quase ninguém foi enganado pela transmissão de Welles”. O que houve foram ligações preocupadas para delegacias, redações e emissoras, o suficiente para convencer jornalistas de que algo grande acontecia.

O papel dos jornais na criação do mito

Um dos maiores jornais do país publicou um editorial intitulado “Terror pelo rádio”, e a revista do setor de jornais alertou para os riscos de notícias incompletas em um meio ainda não comprovado. O contraste entre o que se viu e o que se publicou chegou a ser flagrado por quem estava lá.

Um crítico de rádio de um tabloide nova-iorquino, Ben Gross, recordou em livro que as ruas de Manhattan estavam vazias enquanto seu táxi seguia para a sede da CBS, e o jornal dele estampou o pânico na capa mesmo assim. W. Joseph Campbell, professor da American University e autor de “Getting It Wrong”, analisou a cobertura e observou que a história “sumiu rapidamente das primeiras páginas”. Se a histeria fosse real, argumenta ele, os jornais teriam acompanhado o caso por semanas.

Um estudo acadêmico que deu números ao pânico

Em 1940, o psicólogo Hadley Cantril, professor da Universidade de Princeton, publicou “The Invasion from Mars”, com a estimativa de que cerca de 1 milhão de pessoas ficaram assustadas. O trabalho se apoiou em uma pesquisa feita seis semanas depois da transmissão, e o próprio autor reconheceu que a audiência medida ficou “mais de 100% acima de qualquer outra medida conhecida”.

Pooley e Socolow também apontam uma confusão de categorias no estudo, que tratou ouvintes assustados ou empolgados como se estivessem em pânico, embora dramas de suspense costumassem provocar essas reações no rádio. O livro, dizem os autores, permanece como a única fonte com respaldo acadêmico a sustentar a tese de um grande pânico.

Brasileiros passam 52 anos da vida diante de telas, diz pesquisa

 

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Análise: Republicanos encontram dificuldades em estados “vermelhos”

Os republicanos estão enfrentando dificuldades não apenas nos chamados estados-pêndulo, mas também em estados tradicionalmente alinhados ao partido — os chamados estados “vermelhos”. A avaliação é da editora de Internacional da CNN Mariana Catacci.

Segundo Catacci, nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem cumprido agenda justamente nesses redutos historicamente republicanos, o que reflete a preocupação do partido com a disputa pela renovação do Congresso.

“Além dos estados pêndulo, que já seriam tradicionalmente disputados, outros estados vermelhos, que seriam mais garantidos para os republicanos, as pesquisas também mostram que os democratas estão concorrendo com força”, afirmou Catacci.

Democratas ameaçam domínio republicano no Senado

De acordo com as pesquisas apresentadas, os democratas estão muito bem colocados em estados que costumavam ser considerados território seguro para os republicanos.

Catacci citou o Texas como exemplo emblemático: um dos maiores redutos republicanos nos Estados Unidos, o estado vem registrando afastamento de parte do eleitorado latino em relação a Donald Trump e ao Partido Republicano, motivado, em parte, pela insatisfação com a política migratória.

A editora também mencionou o estado de Iowa, onde um eleitor relatou ter apoiado Donald Trump com a promessa de mais oportunidades para o eleitorado rural.

No entanto, segundo Catacci, o aumento no preço do diesel — consequência do fechamento do estreito de Ormuz em razão da guerra do Irã — elevou os custos de transporte de diversos produtos, incluindo feno, impactando diretamente esse eleitorado em um estado tradicionalmente republicano.

Estados pêndulo e surpresas democratas

Catacci ressaltou que os estados considerados pêndulo, representados em roxo nos mapas eleitorais, continuam sendo palco de disputas acirradas. O Michigan, segundo ela, tem chamado bastante atenção pelo nível de competitividade.

Por outro lado, há estados democratas em que os republicanos também estão se saindo bem. É o caso do Maine, onde a republicana Susan Collins conseguiu se distanciar de Donald Trump e se posicionar de forma mais alinhada ao “establishment”, conquistando espaço relevante na disputa.

O panorama geral traçado pela editora evidencia uma eleição de meio de mandato marcada por disputas em múltiplas frentes, com os democratas liderando as pesquisas e sendo apontados como favoritos para garantir maioria no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil, diz Reuters

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, afirmaram na quinta-feira (29) uma autoridade norte-americana e outra pessoa a par do assunto.

Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a reeleição por cerca de 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto.

A autoridade norte-americana e a pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.

A postura do governo Trump sugere que o presidente pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por altos e baixos nos últimos meses.

Partida logo após a eleição

Uma terceira autoridade norte-americana, também falando sob condição de anonimato, disse que o capital político de Flávio diminuiu agora que ele está no autoexílio. Muitos conservadores no Brasil que esperavam que ele liderasse a oposição nos próximos anos criticaram a fuga.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu. O governo brasileiro e um representante de Flávio Bolsonaro também não responderam aos pedidos de comentário.

O pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso por tentativa de golpe para permanecer no poder após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Algumas autoridades brasileiras, também falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que a partida de Flávio ajuda Lula ao enfraquecer a oposição conservadora no Congresso.

A viagem do senador aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que ele entregasse seu passaporte, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que o investiga por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O pedido da polícia ocorreu poucos minutos após a declaração da vitória de Lula, uma sequência de eventos que alguns conservadores apontaram como evidência de motivação política.

Apoiadores do governo Lula destacam que, dias antes da eleição, o irmão de Flávio, Eduardo, sugeriu publicamente que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse. Eduardo, ex-deputado federal que vive nos EUA, foi condenado pelo STF em junho por tentar obter interferência do governo Trump no julgamento de seu pai.

Autoridades argentinas informaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e duas filhas atravessaram uma ponte rumo ao norte da Argentina às 22h50 de terça-feira, antes de embarcarem em um avião fretado às 23h30. Flávio e sua família voaram então para Miami, via Equador.

Não está claro como o senador viajou de sua casa em Brasília até a ponte, a 1.300 km de distância, nem como saiu do Brasil sem o conhecimento das autoridades alfandegárias brasileiras. Mas, durante essa viagem, Flávio Bolsonaro entrou em contato com várias autoridades norte-americanas a respeito de sua partida, segundo uma dessas autoridades.

Jason Miller, um assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo a partir da Argentina, disse a pessoa a par do assunto – informação também revelada pelo jornal The News York Times. Durante a viagem de Flávio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recomendou a Trump que a entrada do senador fosse permitida, o que o presidente aprovou, segundo a autoridade norte-americana.

Durante o voo de duas etapas de Flávio, autoridades do Departamento de Estado se empenharam para determinar a melhor via legal para a entrada dele e de sua família, discutindo o assunto com funcionários do Departamento de Segurança Interna. Por fim, as autoridades norte-americanas concederam a eles “parole humanitária” na fronteira, um status temporário concedido a indivíduos quando há questões humanitárias urgentes ou um interesse público significativo em jogo, acrescentou a autoridade.

Em uma carta aberta publicada no X na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se autoproclamou “o presidente eleito”. Em seguida, excluiu essa versão e a atualizou com outra carta, na qual afirmava ser o “líder” legítimo do Brasil.

A fuga de Flávio foi o capítulo mais recente de um período tumultuado na política brasileira e nas relações entre os EUA e o Brasil.

Mesmo tendo atacado a forma como o Brasil conduziu a eleição, Trump se absteve de criticar Lula.

“Gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, disse Trump aos repórteres na segunda-feira. “Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão.”

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Análise: Eleitor dos EUA relaciona guerra ao custo de vida

O conflito no Oriente Médio pode ter impacto direto nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o eleitor americano estabelece uma clara associação entre as guerras externas e o aumento no custo de vida, especialmente no preço do combustível e dos alimentos.

A percepção do eleitor americano sobre a política externa

Fernanda Magnotta destaca que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, existe um debate recorrente sobre em que medida o eleitor tem consciência do mundo globalizado e de como a política externa se reflete nas urnas.

“A máxima que vigora aqui e lá é que, em geral, o efeito internacional costuma ser limitado do ponto de vista eleitoral”, afirmou. No entanto, ela ressalta que, em cenários e períodos específicos, essa máxima merece reavaliação.

A analista cita como exemplo histórico a eleição de 2006, quando as guerras no Oriente Médio, no contexto da presidência de W. Bush, repercutiram diretamente nas escolhas dos eleitores.

“Várias pesquisas vieram mostrar que o eleitor entendeu essa relação existente entre o que acontecia no Oriente Médio e o impacto na sua vida real“, disse Magnotta. O impacto se manifestou tanto em termos econômicos quanto em questões de direitos civis e políticos, em razão de uma série de legislações alteradas no contexto do combate à guerra ao terror.

Choque externo e reflexos no dia a dia

No cenário atual, Magnotta aponta que existe uma clara associação entre o choque externo que começou com a Ucrânia, posteriormente aprofundado com o Irã, e o preço do combustível e dos alimentos. “Isso quem diz não sou eu, tem várias pesquisas que mostram nessa direção”, enfatizou a analista.

A pesquisa mais recente citada pela analista foi realizada em Chicago por um grupo de estudo específico. Os dados revelam que, nessas eleições de meio de mandato, mais de 80% dos pesquisados associavam a guerra ao Irã à mudança no preço e no custo de vida.

Para Magnotta, esse dado é significativo: “Isso não é trivial, isso é importante e traz à baila essa leitura de que nessas eleições também as questões internacionais, direta ou indiretamente, com mais ou menos consciência, chegaram à vida real do americano”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Mauro Vieira vai ao G20 em meio à crise entre Brasil, EUA e Argentina

O chanceler Mauro Vieira participará da Reunião de Ministros de Relações Exteriores do G20, em Atlanta, Estados Unidos, em meio a tensões com o governo americano e da Argentina após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República.

O evento funciona como uma prévia da Cúpula de Líderes marcada para dezembro e será sediado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta sexta-feira (30) e sábado (31).

Rubio é responsável pelas ações de política externa do governo de Donald Trump.

No último ano, ele tem intensificado sua influência na América Latina com ações em países como Peru, Chile e Colômbia, que elegeram presidentes de direita e alinhados ideologicamente ao trumpismo.

Encontros nos corredores

Em Atlanta, o ministro brasileiro de Relações Exteriores participará de três sessões de trabalho sobre questões geopolíticas, energia e cadeias de suprimento. “Manterá, ainda, reuniões bilaterais”, diz o comunicado.

Embora não haja encontros oficiais divulgados entre o chanceler brasileiro com Rubio ou com seu homólogo argentino, Pablo Quirno, espera-se que eles possam ter conversas informais em Atlanta.

A última reunião pública de Vieira e Rubio foi em março deste ano, às margens do encontro de chanceleres do G7, que aconteceu em Vaux-de-Cernay, na França.

“Foram tratadas questões comerciais e o diálogo em curso para o aprofundamento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional”, afirmou o Itamaraty na ocasião.

O G20 reúne as maiores economias do mundo e sua cúpula anual está marcada para os dias 14 e 15 de dezembro, em Miami, com a presença dos seus líderes.

EUA e Argentina ajudaram Flávio a sair do país, dizem jornais

O jornal The New York Times revelou que Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA nesta semana.

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT.

“O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

Questionada sobre o assunto pela CNN Brasil, a Casa Branca redirecionou os questionamentos a Jason Miller. A CNN Brasil também entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o assessor de Trump e aguarda retorno.

Já uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio passou pela fronteira e embarcou no jatinho fretado.

Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump.

Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados.”

“Escudo das Américas”: Entenda aliança contra o crime organizado

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El rechazo europeo a Lavrov impide la foto de familia de cumbre de ministros de Exteriores del G-20 en Atlanta

El jefe de la diplomacia rusa, Serguéi Lavrov, estará presente este fin de semana en la reunión de ministros de Exteriores del G-20 en Atlanta (Georgia, Estados Unidos). Y su presencia en esta cita anual, por primera vez desde el comienzo de la guerra en Ucrania en 2022, con la consternación de los representantes europeos y sin la participación de su homólogo ucranio —Kiev no forma parte del grupo de países con las mayores economías del mundo, pero había estado invitada a este tipo de citas en años previos—, agita un encuentro que comenzó este viernes para tratar asuntos como ese conflicto y la ofensiva contra Irán. El rechazo europeo al ministro de Exteriores de Rusia ha impedido hacer la tradicional foto de familia de este tipo de citas, prevista en principio para la mañana de este viernes. Eliminada de la agenda, se desconoce si habrá algún tipo de imagen paralela, excluido Lavrov.

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© Megan Varner (REUTERS)

Agentes de la Policía de Atlanta desplegados para proteger la reunión de ministros de Exteriores del G20 el viernes y sábado en esta ciudad.
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Un modelo que desfiló en Milán y un triple medallista paralímpico, la fórmula demócrata para tumbar el muro conservador de Iowa

Una decena de enfermos de cáncer se ha reunido en la cafetería Smokey Row, en Ankeny, un próspero suburbio al norte de Des Moines. Han acudido para relatar su experiencia a Rob Sand, el carismático candidato demócrata para gobernador de Iowa, un estado del Medio Oeste conocido por sus interminables campos de maíz. Es uno de los territorios representativos del llamado Corn Belt, el corazón agrícola del país, que apoyó abrumadoramente a Donald Trump en las pasadas elecciones de 2024. Sand es la gran esperanza de su partido. Lidera las encuestas con cierto margen sobre su rival conservador, Zach Lahn. Está a punto de convertirse en el primer demócrata en ganar una gran elección en este territorio en casi dos décadas.

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Imagen de una campaña publicitaria en la que participó Rob Sands, el candidato demócrata a gobernador de Iowa.Imagen del video de apoyo de Barack Obama a Josh Tureck como candidato al Senado por Iowa.

© Bryon Houlgrave (AP Photo)

Josh Turek en Des Moines, Iowa, el 2 de junio.
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El 'efecto María Corina' y Rubio empujan a Delcy a la Transición: "Habrá elecciones en Venezuela"

La líder democrática venezolana y Estados Unidos apuestan por convocar elecciones en 2027. La presidenta encargada, jefa del chavismo reciclado, acepta ir a las urnas, pero sin fecha Leer

La líder democrática venezolana y Estados Unidos apuestan por convocar elecciones en 2027. La presidenta encargada, jefa del chavismo reciclado, acepta ir a las urnas, pero sin fecha
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Wendy Brown, politóloga: “Llevamos un tipo de vida insostenible y lo sabemos”

En esta época posterior a todo y anterior a nada, la politóloga Wendy Brown va a lo fundamental. Habla de la transcendencia de las próximas elecciones, de la espiral nihilista del neoliberalismo, del problemón de la lógica masculinista naturalizada, de las demandas que comparten los votantes de izquierda y derecha, y de los movimientos sociales que buscan salida a un mundo en combustión, víctima de un fuego alimentado por demagogos oportunistas.

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© GIANLUCA BATTISTA (EL PAÍS)

Wendy Brown en la Calle Rosselló, Barcelona, el pasado 18 de octubre.
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