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Águas do Algarve renova contrato de 450 mil euros para transporte de lamas

Nas estações de tratamento de água de Tavira, Alcantarilha e Beliche, o transporte de lamas de clarificação continuará a ser assegurado pela BioSmart – Soluções Ambientais, na sequência da renovação de um contrato com a Águas do Algarve, no valor de 450.516 euros.

O acordo, recentemente formalizado, tem uma duração inicial de 24 meses, podendo ser renovado por mais 12, até um máximo de 36 meses. Durante este período, está previsto o transporte de aproximadamente 36 mil toneladas de lamas, de acordo com o caderno de encargos do concurso público.

A BioSmart, empresa integrada no Grupo NOV Ambiente, assegura este serviço para a Águas do Algarve desde o final de 2018, tendo agora sido novamente selecionada no âmbito do procedimento de contratação pública.

Contrato abrange estações de tratamento de água de Tavira, Alcantarilha e Beliche

A adjudicação corresponde aos lotes 2, 3 e 4 do concurso público denominado “Aquisição de Serviços de Transporte de Lamas de Clarificação de Água”, abrangendo operações de transporte interno e externo nas infraestruturas de tratamento da região.

O lote 2 contempla o transporte das lamas produzidas na ETA de Tavira para o respetivo parque de lamas, bem como a transferência dos resíduos provenientes da ETA de Beliche para o mesmo destino.

Já o lote 3 diz respeito ao transporte das lamas acumuladas no parque da ETA de Alcantarilha para o Centro de Produção de Loulé da CIMPOR, S.A., assim como para valorização numa indústria de pré-fabricados situada na freguesia de Estômbar.

Por sua vez, o lote 4 abrange o transporte interno das lamas da ETA de Alcantarilha para o respetivo parque de armazenamento.

No conjunto, estas operações deverão permitir assegurar a movimentação de cerca de 36 mil toneladas de resíduos ao longo do período contratual.

Valorização de resíduos constitui alternativa à deposição em aterro

As lamas de clarificação resultam dos processos de tratamento de água destinada ao consumo humano e são classificadas, nos termos da legislação em vigor, como resíduos não perigosos.

Devido às quantidades produzidas, a Águas do Algarve encaminha este tipo de resíduos para valorização em cimenteira desde 2004, privilegiando uma solução alternativa à deposição em aterro.

Este procedimento permite aproveitar os resíduos em processos industriais, contribuindo para a preservação de recursos e para a redução dos impactos ambientais associados à sua eliminação.

Em comunicado, a BioSmart considera que a renovação do contrato demonstra a confiança da Águas do Algarve nos serviços que presta à empresa desde o final de 2018, destacando a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo desta colaboração.

Com sede em Leiria, o Grupo NOV Ambiente integra as empresas BioSmart, Bioenergias e Treciver, desenvolvendo atividade em diferentes áreas do setor ambiental, nomeadamente na gestão, transporte, tratamento e valorização de resíduos, bem como em infraestruturas de abastecimento de água e tratamento de águas residuais.

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Festival de órgão do Algarve arranca em Portimão e leva concertos gratuitos a Faro e Lagoa

A 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve começa esta sexta-feira, 30 de outubro, em Portimão, com uma masterclasse de baixo contínuo e um concerto de órgão histórico, dando início a um fim de semana de música que passará também por Faro e Lagoa, com três espetáculos de entrada gratuita.

A programação inaugural tem como protagonista o organista açoriano Ricardo Toste, que atuará em diferentes igrejas algarvias, acompanhado por formações corais e pela harpista Rebeca Csalog. A iniciativa pretende valorizar o património organístico da região e proporcionar ao público o contacto com instrumentos históricos.

As atividades começam entre as 10:00 e as 12:00, na Igreja Matriz de Portimão, com uma masterclasse de baixo contínuo orientada por Ricardo Toste. A sessão, organizada em parceria com a Academia de Música de Portimão, destina-se a professores e alunos de instrumentos de tecla e de música antiga, investigadores do património e outros interessados.

Os participantes e ouvintes podem inscrever-se através dos números 282 426 290 e 966 642 279 ou do endereço eletrónico geral@amportimao.pt.

Concerto de abertura junta órgão histórico de 1886 e Coral Adágio

O primeiro concerto do festival realiza-se esta sexta-feira, às 21:00, na Igreja Matriz de Portimão, onde Ricardo Toste se apresentará ao lado do Grupo Coral Adágio, sob a direção de António Alves.

O programa permitirá ouvir o órgão histórico construído em 1886 por Henry Fincham, num concerto que reúne obras de compositores como Pachelbel, Buxtehude, Seixas, Ávila, Stanley, Esteves, Mozart, Bach e Handel.

Grupo Coral Adágio. Foto de divulgação

Fundado em Portimão, em 1989, o Grupo Coral Adágio conta atualmente com cerca de 30 elementos e desenvolve um repertório que abrange diferentes períodos musicais, desde a Renascença até à atualidade. O seu percurso inclui digressões internacionais, concertos com orquestra, a gravação de um CD em 2008 e a criação da Academia de Música de Portimão, em 2018.

O diretor artístico do grupo, António Alves, é diplomado em Piano, licenciado em Ciências Musicais e mestre em História, desenvolvendo também trabalho nas áreas da direção coral, composição, investigação e harmonização musical.

Sé de Faro recebe concerto com órgão do século XVIII

No sábado, 31 de outubro, o Festival Internacional de Órgão do Algarve prossegue na Sé de Faro, com um concerto marcado para as 21:00, novamente protagonizado por Ricardo Toste, desta vez acompanhado pelo Coral Feminino Outras Vozes, dirigido por Paulo Cunha.

A primeira parte do espetáculo será dedicada a uma interpretação a solo, permitindo ao público conhecer as características sonoras do órgão histórico de 1715-1716, construído na oficina de Arp Schnitger.

O programa prossegue com a participação do Coral Feminino Outras Vozes, que interpretará a Missa a três vozes, de William Byrd.

Coral Feminino Outras Vozes. Foto de divulgação

O grupo coral dedica-se à valorização da voz feminina através de um repertório que atravessa diferentes épocas e tradições musicais. Constituído por mulheres com experiência musical, tem participado em concertos e festivais nacionais, contando também com a gravação de um CD promocional para a RDP Antena 1.

A direção está a cargo de Paulo Cunha, professor e músico ligado à dinamização cultural do Algarve. Docente no Agrupamento de Escolas João de Deus desde 1992, esteve na origem de projetos como os grupos Vá de-Viró e Coral Feminino Outras Vozes, a Associação Cultural Música XXI e o Conservatório de Música de Olhão.

Lagoa encerra primeiro fim de semana com concerto de órgão e harpa

A programação prossegue no domingo, 1 de novembro, às 18:00, na Igreja Matriz de Lagoa, com um concerto que juntará Ricardo Toste à harpista luso-húngara Rebeca Csalog.

A apresentação terá como um dos protagonistas o órgão napolitano da igreja, construído por volta de 1783-1787, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer outro dos instrumentos históricos da região.

O espetáculo integra também a programação do Festival de Harpa do Algarve, numa parceria com a Associação Cultural Ideias do Levante.

Rebeca Csalog iniciou a sua formação musical no violino, antes de se dedicar à harpa. Licenciada em Antropologia e mestre em Migrações, retomou os estudos musicais em 2020, passando por Lisboa e Milão. Atualmente, colabora com orquestras nacionais e desenvolve projetos a solo que exploram repertórios para além da tradição clássica.

Harpista luso-húngara Rebeca Csalog. Foto de divulgação

Por sua vez, Ricardo Toste, mestre pela Universidade de Aveiro, concilia a atividade de intérprete com o ensino de Formação Musical e Órgão. É também organista titular da Catedral de Aveiro, mantendo uma ligação à música litúrgica e à formação de jovens músicos.

Os três concertos deste primeiro fim de semana do Festival Internacional de Órgão do Algarve são de entrada livre, não sendo necessária reserva prévia.

O festival conta com o apoio da CCDR Algarve – Unidade de Cultura, dos municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, da União de Freguesias de Faro, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve.

A iniciativa envolve ainda diversas entidades culturais, religiosas e educativas da região, entre as quais a Diocese do Algarve, o Cabido da Sé de Faro, várias paróquias algarvias, a Academia de Música de Portimão, a Associação Grupo Coral Adágio, a Associação Multiplicar Silêncios, a Associação Cultural Ideias do Levante e a Universidade do Algarve, através da Escola Superior de Educação e Comunicação.

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André Gomes celebra escolha do Algarve para acolher arranque do Dakar 2027

A escolha do Algarve para acolher o arranque do Rali Dakar 2027 representa, para o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), André Gomes, um reconhecimento da capacidade da região para receber grandes competições internacionais, constituindo também uma oportunidade para dinamizar a atividade turística durante o mês de janeiro.

Em declarações à agência Lusa, André Gomes manifestou satisfação com a decisão dos organizadores, que tiveram de alterar a localização da prova devido à situação geopolítica no Médio Oriente. O responsável considera que a escolha da região “reafirma” a sua “capacidade” para “receber grandes eventos”.

A edição de 2027 do Dakar vai realizar-se entre Portugal e Marrocos, com o prólogo marcado para 9 de janeiro, no Algarve. A primeira etapa, prevista para o dia seguinte, também deverá partir da região em direção ao continente africano, embora os percursos ainda não tenham sido divulgados.

O Estádio Algarve será o ponto de partida da competição e acolherá, durante três dias, as verificações técnicas e administrativas que antecedem o início da prova, funcionando como centro operacional desta fase preparatória.

Dakar pode impulsionar turismo algarvio em janeiro

Para André Gomes, a realização do Dakar no Algarve será um momento “extremamente relevante”, sobretudo pela projeção internacional associada à competição, uma vez que “todos conhecemos a marca Dakar”.

“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, afirmou o presidente da RTA, recordando que a região receberá igualmente os Grandes Prémios de MotoGP e de Fórmula 1 no Autódromo Internacional do Algarve.

O responsável destaca ainda a importância do calendário escolhido, considerando que a realização da prova em janeiro constitui “uma mais-valia” para o setor turístico, por coincidir com um período “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.

“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”, acrescentou André Gomes.

Dakar regressa a Portugal duas décadas depois

A 49.ª edição do Rali Dakar está prevista para decorrer entre 9 e 23 de janeiro de 2027, com partida na zona de Loulé-Faro e chegada a Marraquexe, em Marrocos. As datas anunciadas estão ainda sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A organização contabiliza já 350 inscritos para a competição, que marcará o início dos Campeonatos Mundiais de Rali Raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

A prova será acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000, integrados na programação desta edição.

O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território nacional e 19 anos após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

A realização do prólogo no Algarve e a partida prevista da primeira etapa colocam a região no centro das atenções da competição, numa altura do ano em que o setor turístico procura reforçar a procura e reduzir os efeitos da sazonalidade.

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ZERO defende alternativa à incineração para resolver problema dos aterros no Algarve

A proposta da associação ambientalista ZERO para o tratamento mecânico e biológico (TMB) dos resíduos urbanos do Algarve será analisada no âmbito de um estudo a promover pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destinado a avaliar as soluções mais adequadas para a gestão dos resíduos produzidos na região.

A confirmação foi transmitida à ZERO através de um ofício enviado pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, no qual é indicado que a proposta da associação estará entre as opções a considerar no estudo, cujo protocolo será assinado esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro.

Em comunicado, a associação ambientalista “congratula-se com o facto de o tratamento mecânico e biológico ir ser considerado, pois é mais rápido, barato e amigo do ambiente do que a incineração”.

A solução defendida pela ZERO prevê a construção de duas unidades de tratamento mecânico e biológico junto aos aterros da Algar, localizados nos concelhos de Loulé e Portimão, “com capacidade para tratar todos os resíduos orgânicos e triagem de grande parte dos recicláveis”.

ZERO defende redução de 70% dos resíduos enviados para aterro

Segundo a associação, esta solução permitiria, “de forma rápida, desviar de aterro cerca de 70%” dos resíduos indiferenciados e “acabar com os problemas ambientais decorrentes da descarga de resíduos orgânicos nos aterros, tais como os maus cheiros”.

A Algar, empresa responsável pela gestão e tratamento de resíduos no Algarve, processa anualmente mais de 400 mil toneladas de resíduos urbanos, mas 85% seguem diretamente para aterro. Os dois aterros da região encontram-se à beira do esgotamento.

Em Portugal, 54% dos resíduos são atualmente depositados em aterro, quando a meta estabelecida pela União Europeia para 2035 é de 10%.

A ZERO sublinha que a instalação das unidades de TMB poderá demorar até três anos, enquanto a incineração, solução sugerida em agosto pela ministra do Ambiente, “demorará pelo menos sete anos”.

Tratamento mecânico e biológico pode custar metade da incineração

A associação alerta ainda para as dificuldades associadas à localização de uma eventual unidade de incineração, considerando que será necessário “encontrar uma localização, o que será muito complicado ou mesmo impossível de se conseguir”.

Além disso, a ZERO antecipa “um aumento brutal” dos encargos que as autarquias algarvias terão de suportar com o tratamento dos resíduos caso seja escolhida a incineração.

De acordo com as estimativas apresentadas pela associação ambientalista, a instalação das unidades de TMB “não ultrapassa os 150 milhões de euros” e poderá beneficiar de financiamento comunitário.

Em contrapartida, a solução de incineração, sem acesso a fundos europeus, “custa pelo menos 300 milhões de euros”, montante que poderá aumentar “face à obrigação de colocar um sistema de captura de carbono nas novas unidades de incineração”.

A ZERO considera igualmente que o tratamento mecânico e biológico “permite a retirada rápida dos resíduos orgânicos dos aterros”, contribuindo para o cumprimento da legislação aplicável, bem como “a triagem de vários materiais recicláveis que ainda estão nos resíduos urbanos indiferenciados”.

Entre estes materiais encontram-se plásticos, cartão, vidro, pilhas, metais e pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos.

“Face às claras vantagens do TMB em relação à incineração em termos de velocidade da resolução do problema dos aterros, dos custos envolvidos e dos impactes ambientais, a ZERO tem a expectativa que o estudo que vai ser lançado pela APA vai concluir que o TMB é muito mais vantajoso para os algarvios do que a incineração”, sustenta a associação.

Associação propõe reforço da recolha seletiva no Algarve

Paralelamente à construção das unidades de tratamento, a ZERO defende a implementação de “um sistema de recolha seletiva de alta eficiência, baseado na recolha porta-a-porta e de proximidade de embalagens e de biorresíduos”.

A associação considera que esta recolha deve começar pelos estabelecimentos de restauração, recordando que se trata de uma obrigação legal, “o que já é obrigatório desde 2025”.

O estudo destinado a identificar as soluções tecnológicas mais adequadas para o tratamento dos resíduos urbanos do Algarve, bem como as possíveis localizações para futuras infraestruturas, será enquadrado por um protocolo a assinar esta sexta-feira entre a APA e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), numa cerimónia que contará com a presença da ministra do Ambiente e da Energia.

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Halloween em Moncarapacho junta dança e inclusão numa celebração aberta à comunidade

A inclusão social e a promoção da saúde mental vão estar em destaque nas comemorações do Halloween em Moncarapacho, no concelho de Olhão, este sábado, 31 de outubro, pelas 10:30, junto ao Mercado Municipal, numa iniciativa que reúne dança, música e animação comunitária.

O evento é dinamizado pelo AlmaMonca – Grupo de Animação de Eventos e conta com a participação especial do projeto Dança a Mente, numa apresentação que pretende sensibilizar a população para a importância do bem-estar emocional, do respeito pelas diferenças e da participação de todos na vida da comunidade.

A iniciativa, aberta à população, procura demonstrar como a expressão artística e o movimento podem contribuir para aproximar pessoas de diferentes idades, estimular as relações sociais e promover uma comunidade mais inclusiva.

Dança e música ao serviço da saúde mental

A participação do projeto Dança a Mente pretende evidenciar o papel da dança na promoção da autoestima, da criatividade e do bem-estar psicológico, valorizando a expressão corporal como forma de comunicação e integração social.

Mais do que um momento de animação associado ao Halloween, a apresentação procura transmitir uma mensagem de sensibilização para a importância da inclusão, defendendo a criação de oportunidades de participação para todas as pessoas, independentemente das suas diferenças.

O grupo AlmaMonca associa-se a este objetivo através da animação cultural, procurando proporcionar momentos de convívio e encontro entre diferentes gerações da comunidade de Moncarapacho.

Associação Klubesol destaca papel do desporto na inclusão social

A Associação Klubesol – Associação Sócio Cultural de Animação Clube do Sol também participa na iniciativa, através da sua Akademia, associando as atividades desportivas e socioculturais à promoção da saúde mental e da integração comunitária.

Entre os projetos desenvolvidos pela associação encontra-se o Núcleo de Walking Football do Klubesol, dedicado a uma modalidade de futebol a andar que privilegia a atividade física adaptada, o convívio e o envelhecimento ativo.

Esta modalidade procura demonstrar que a prática desportiva não se limita à competição, podendo igualmente contribuir para combater o isolamento social, incentivar a criação de relações de amizade e promover a saúde física e psicológica.

A ligação entre dança, cultura e desporto constitui, assim, um dos principais eixos da mensagem que os participantes pretendem transmitir, valorizando iniciativas acessíveis a pessoas de diferentes idades e condições físicas.

Celebração conta com o apoio da Junta de Freguesia

O evento realiza-se com o apoio da Junta de Freguesia de Moncarapacho, no âmbito da colaboração com iniciativas culturais e sociais destinadas à população.

A organização pretende ainda chamar a atenção para a importância do envolvimento das entidades locais na dinamização de projetos comunitários, no incentivo ao voluntariado e na criação de oportunidades de participação.

O AlmaMonca, o projeto Dança a Mente e a Associação Klubesol convidam residentes, familiares, amigos e visitantes a participar nesta celebração de Halloween, que terá início às 10:30 de sábado, junto ao Mercado Municipal de Moncarapacho.

A apresentação pretende associar o ambiente festivo desta época a uma mensagem de união, respeito pelas diferenças e sensibilização para a saúde mental, sublinhando o papel da cultura e do desporto na construção de comunidades mais inclusivas.

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Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

O Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, conquistou o primeiro lugar do ranking nacional das provas finais do 9.º ano de Português e Matemática, com uma média de 4,26 valores, numa escala de zero a cinco. O resultado destaca o estabelecimento de ensino algarvio num panorama nacional marcado pelo agravamento das classificações e pelo aumento das médias negativas, sobretudo nas escolas públicas.

Os resultados das mais de 180 mil provas realizadas em 2024 e 2025, analisados pela agência Lusa, revelam uma ligeira deterioração do desempenho dos alunos no final do 3.º ciclo. A média nacional passou de 2,91 para 2,87 valores, evidenciando uma descida das classificações nas duas disciplinas avaliadas.

Das 1.043 escolas abrangidas pela análise, apenas 25,2% conseguiram alcançar uma média positiva em 2025, uma redução face aos 32,5% registados no ano anterior. Os dados do Ministério da Educação mostram, assim, que aproximadamente três em cada quatro estabelecimentos ficaram abaixo do nível considerado positivo.

A diferença entre os setores público e privado é particularmente acentuada. Enquanto 83% das escolas públicas registaram médias negativas, 82% dos estabelecimentos privados obtiveram resultados positivos, confirmando uma disparidade significativa nas classificações das provas finais.

Colégio de Faro supera estabelecimentos de Lisboa e Porto

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

Escolas públicas com melhores resultados concentram-se nos grandes centros urbanos

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Desigualdades sociais refletem-se nas classificações dos alunos

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referido como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

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GNR reforça fiscalização nas estradas durante o fim de semana de Todos os Santos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai intensificar a fiscalização e o patrulhamento nas estradas de todo o território continental, entre 30 de outubro e 1 de novembro, devido ao aumento previsto da circulação automóvel durante o período em que se assinala o Dia de Todos os Santos. A operação pretende prevenir acidentes, assegurar a fluidez do trânsito e garantir maior segurança nas deslocações.

Perante a previsão de um aumento significativo do tráfego rodoviário, a GNR vai concentrar a sua atuação nas vias com maior intensidade de circulação, procurando reduzir a sinistralidade e prestar apoio aos automobilistas.

A operação envolve militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT), que vão desenvolver ações coordenadas de patrulhamento, fiscalização rodoviária, policiamento geral e combate à criminalidade.

Fiscalização reforçada para prevenir acidentes rodoviários

A GNR sublinha que a redução da sinistralidade rodoviária continua a ser uma das suas prioridades estratégicas, particularmente em períodos associados a um maior número de deslocações.

Durante os três dias da operação, os militares vão reforçar a presença nas estradas, com o objetivo de promover o cumprimento das regras de circulação e prevenir comportamentos que possam colocar em risco a segurança dos condutores e dos restantes utilizadores da via pública.

A Guarda pretende ainda contribuir para uma maior fluidez do trânsito, numa altura em que se prevê um aumento da circulação automóvel em diferentes pontos do país.

GNR alerta para velocidade, álcool e utilização do telemóvel

A propósito da operação, a GNR apela aos automobilistas para que adotem uma condução prudente e responsável, respeitando as regras de trânsito e adequando o comportamento às condições das vias.

Entre as principais recomendações está o cumprimento das normas de circulação, sobretudo nas ultrapassagens, mudanças de direção, inversões do sentido de marcha e cedências de passagem, bem como a manutenção de uma distância de segurança adequada em relação aos outros veículos.

A Guarda recorda igualmente a importância da utilização correta do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças, medidas essenciais para a proteção dos ocupantes dos veículos.

Outro dos alertas prende-se com a utilização do telemóvel durante a condução, comportamento que a GNR recomenda evitar, devido aos riscos associados à distração ao volante.

Os condutores são ainda aconselhados a ajustar a velocidade ao tipo de estrada e às condições de circulação, especialmente em situações de maior intensidade de tráfego.

A GNR reforça também o apelo para que os automobilistas não consumam bebidas alcoólicas ou substâncias psicotrópicas antes ou durante a condução.

Com esta operação, a força de segurança procura reduzir os riscos associados ao aumento das deslocações durante o período de Todos os Santos e sensibilizar os condutores para a importância de comportamentos responsáveis na estrada.

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Mais de 220 crianças de Albufeira aprendem a proteger a natureza com bombas de sementes

Um total de 222 crianças do 1.º ciclo das escolas de Caliços, Guia e Sesmarias, no concelho de Albufeira, participou, entre 12 e 29 de outubro, numa iniciativa dedicada à proteção da natureza, que incluiu a produção de bombas de sementes, a descoberta de plantas autóctones e a sensibilização para a importância dos polinizadores. A atividade, promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, decorreu nas Hortas Comunitárias de Alpouvar.

Ao longo de dez sessões, os alunos tiveram oportunidade de explorar os espaços de cultivo, identificar legumes e ervas aromáticas e compreender a relação entre as plantas, os insetos e a produção de alimentos.

A iniciativa permitiu ainda dar a conhecer práticas de agricultura biológica e explicar o papel dos polinizadores na reprodução das plantas, procurando sensibilizar os participantes para a preservação dos ecossistemas.

Crianças aprenderam a produzir bombas de sementes

Uma das principais atividades consistiu na preparação de pequenas bolas de terra, conhecidas como “bombas de sementes”, produzidas a partir de sementes, composto e argila.

Estas estruturas podem favorecer a germinação das sementes quando encontram condições adequadas de humidade, constituindo uma forma de demonstrar às crianças a importância da regeneração vegetal.

As sementes utilizadas foram recolhidas pelos próprios alunos nos terrenos envolventes às hortas, numa experiência que permitiu também distinguir espécies autóctones de plantas invasoras.

Durante a atividade, foi explicado por que motivo as sementes de espécies invasoras não devem ser utilizadas, de forma a evitar a sua propagação e contribuir para a preservação da vegetação local.

O contacto direto com a terra e com os espaços agrícolas permitiu aos participantes adquirir conhecimentos sobre o ambiente através da observação e da experimentação.

Autarquia destaca importância da aprendizagem ao ar livre

A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, acompanhou a iniciativa e destacou a importância de proporcionar às crianças experiências educativas fora da sala de aula.

“Queremos que as crianças tenham oportunidades de sair da sala de aula, mexer na terra e perceber de onde vêm os alimentos. Conhecer as plantas e os animais que existem à nossa volta ajuda-nos a compreender por que razão precisamos de os proteger”, afirmou a autarca.

A atividade procurou, assim, aproximar os mais novos do património natural do concelho, incentivando a identificação das espécies vegetais e a adoção de comportamentos que contribuam para a sua conservação.

Iniciativa integrou programação do Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO

As sessões realizadas nas Hortas Comunitárias de Alpouvar integraram a programação desenvolvida pela Câmara Municipal de Albufeira no âmbito do Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO.

A iniciativa associou a educação ambiental à valorização do património natural do concelho, abordando temas como a proteção da flora autóctone, a recuperação da vegetação e a capacidade de adaptação dos ecossistemas às alterações climáticas.

Através destas atividades, os alunos puderam compreender a importância da biodiversidade e o papel que a conservação das espécies vegetais desempenha na proteção do ambiente.

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Desigualdades no ensino penalizam alunos mais pobres e Algarve está entre as regiões afetadas

O Algarve está entre as regiões do país onde as desigualdades socioeconómicas mais prejudicam o percurso escolar dos alunos, apresentando indicadores negativos de equidade em todos os ciclos de ensino, do 1.º ciclo ao secundário. Apesar de a maioria das escolas públicas portuguesas conseguir contrariar os efeitos da pobreza no sucesso educativo, os estabelecimentos com maiores dificuldades são também, frequentemente, os mais afetados pela falta de professores.

A progressão dos alunos ao longo da escolaridade obrigatória tem registado resultados globalmente positivos, com a maioria a concluir os diferentes ciclos sem reprovações. Contudo, as condições económicas das famílias continuam a influenciar o desempenho escolar, tornando mais difícil aos estudantes de meios desfavorecidos completar os estudos dentro do tempo previsto.

Embora muitos estabelecimentos de ensino consigam atenuar estas desigualdades, outros apresentam resultados significativamente inferiores aos esperados entre os alunos mais carenciados. A análise revela ainda uma possível relação entre o agravamento destas dificuldades e a escassez de docentes, particularmente nas escolas onde a falta de professores assume um carácter estrutural.

Estas conclusões resultam de uma análise da agência Lusa ao indicador de equidade escolar, que avalia o desempenho dos alunos beneficiários da Ação Social Escolar (ASE), comparando os seus resultados com a média nacional de estudantes que apresentavam características semelhantes à entrada de cada ciclo de estudos.

Mais de metade das escolas supera as expectativas

No ano letivo 2023/2024, a que se referem os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a percentagem de alunos com ASE a concluir cada ciclo no tempo esperado superou a média nacional comparável em cerca de 53% das escolas, enquanto 40% registaram níveis negativos de equidade.

Olhando para o mapa, é possível perceber que as escolas que mais se destacam pela positiva situam-se, sobretudo, no norte do país.

No ensino secundário, por exemplo, 159 das 314 escolas analisadas conseguiram que os seus alunos carenciados superassem as expectativas, mas entre as 30 com níveis mais elevados de equidade, 22 pertencem a distritos da região Norte.

Pelo contrário, das 30 escolas que ocupam o fundo da tabela – onde a percentagem de alunos a concluir o secundário em três anos é mais baixa face à média nacional comparável – 15 encontram-se no distrito de Lisboa e outras cinco no distrito de Setúbal, os mais afetados pela falta de professores.

Falta de professores agrava dificuldades dos alunos mais carenciados

É o caso da Escola Secundária de Alves Redol, em Vila Franca de Xira. Dos 16 alunos com ASE, apenas três (19%) concluíram o ensino secundário sem chumbar, muito abaixo da média das escolas com um contexto socioeconómico idêntico (70%).

Nos últimos anos letivos, o quadro de zona pedagógica (QZP) em que a Alves Redol se insere foi classificado pelo Ministério da Educação como “carenciado” por se verificar uma insuficiência estrutural de docentes, mas o exemplo daquela escola em Vila Franca de Xira não é o único.

Além dessa, outras 23 das 30 escolas com níveis de equidade mais baixos no ensino secundário fazem igualmente parte de QZP carenciados, em contraste com as que mais se destacam pela positiva, nenhuma das quais com insuficiência de professores.

A relação entre a falta de docentes e a capacidade de as escolas superarem o impacto das condições socioeconómicas no sucesso dos alunos é mais evidente no ensino secundário, mas verifica-se igualmente nos restantes ciclos de ensino, em que metade das 30 escolas com níveis mais baixos de equidade pertencem a QZP carenciados.

Por regiões, o país divide-se claramente a meio no que respeita à equidade: independentemente do ciclo de ensino, só as regiões Norte e Centro registam valores positivos, enquanto a Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve apresentam, em média, valores negativos do 1.º ciclo ao secundário.

Alunos estrangeiros enfrentam maiores obstáculos ao sucesso escolar

Além das crianças e jovens provenientes de famílias mais desfavorecidas, ter um percurso escolar sem percalços também é mais difícil para os estudantes de nacionalidade estrangeira.

Entre os mais pequenos, as diferenças são menos acentuadas, mas o fosso aumenta à medida que os estudantes avançam nos estudos.

No 3.º ciclo, por exemplo, 89% dos alunos portugueses terminaram o 9.º ano sem chumbar naquele ou nos dois anos anteriores, em contraste com os 63% oriundos da Guiné-Bissau, ou os 61% de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Ao longo de toda a escolaridade obrigatória, os alunos chineses são os que mais conseguem aproximar-se dos colegas portugueses, sendo a distância maior no ensino secundário, em que 10 pontos percentuais separam as duas nacionalidades.

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Escócia estuda criação de serviço de exportação cultural inspirado nos modelos europeus | Por João Palmeiro

Um novo estudo encomendado pelo Governo Escocês, em parceria com o British Council, defende a criação urgente de um serviço dedicado à exportação cultural na Escócia. O relatório, intitulado “Considering a Scottish Cultural Export Service: Something similar, but different”, alerta que, sem uma estrutura de apoio coordenada, o país corre o risco de perder oportunidades internacionais, conhecimento setorizado e toda uma geração de criadores e profissionais globalmente conectados.

Embora a cultura escocesa já chegue aos quatro cantos do mundo através de digressões, exposições, coproduções e distribuição digital em setores que vão desde a música, artes visuais e literatura até aos jogos digitais e artes tradicionais gaélicas, o setor debate-se com a falta de uma estratégia centralizada. O diagnóstico resulta de um amplo auscultamento que incluiu um inquérito a 124 entidades, 21 grupos de consulta com 68 intervenientes do setor e 13 entrevistas em profundidade.

O exemplo europeu, o que a Escócia pode aprender com outros Estados

Para desenhar o futuro modelo, a investigação analisou detalhadamente o ecossistema de internacionalização cultural em vários países e regiões europeias de dimensão comparável, destacando a eficácia de organismos já consolidados:

Música e Artes de Palco na Finlândia (Music Finland e Dance Info Finland): Os países nórdicos surgem como uma das principais referências. A Finlândia demonstra como agências especializadas por setor, financiadas por parcerias público-privadas, conseguem alavancar a presença de artistas nacionais em feiras internacionais e mercados estratégicos através de subsídios de mobilidade e ações de formação comercial.

Redes Regionais e Descentralizadas da Flandres (Bélgica): A região flamenga da Bélgica serve de termo de comparação pela sua estrutura altamente especializada de apoio à exportação artística (Flanders Arts Institute), que combina financiamento direto a digressões com uma forte presença diplomático-cultural em redes europeias.

Estratégias Transversais em França e na Irlanda: Enquanto França assenta a sua projeção no Institut Français — que beneficia de uma vasta rede diplomática para exportar indústrias criativas —, a Irlanda (através da Culture Ireland) oferece um modelo ágil de apoio financeiro direto a artistas que apresentam trabalho no estrangeiro, garantindo um forte retorno de imagem nacional.

As propostas para a Escócia

A análise comparativa com os restantes Estados europeus revelou que a chave do sucesso reside na combinação de conhecimento setorial especializado com uma porta de entrada única para financiamento e recursos.

Com base nessas boas práticas, o relatório apresenta quatro modelos de atuação e recomenda uma implementação faseada. A proposta final sugere um serviço transversal a todas as artes, mas com uma primeira divisão especializada inteiramente dedicada ao setor da música — identificada como a área com maior maturidade e potencial imediato de exportação para os mercados internacionais.

Edição e adaptação com IA de João Palmeiro com Ian Thomas*.

JOÃO PALMEIRO

*Head of Evidence, Arts at British Council.

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Loulé celebra tradição celta com música irlandesa, gastronomia e atividades gratuitas

O Museu Municipal de Loulé vai promover, no próximo sábado, 31 de outubro, uma festa dedicada à tradição celta do Samhain irlandês, com música ao vivo, gastronomia típica e atividades para crianças. A iniciativa começa às 15:00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, e tem entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

Organizado em parceria com o Consulado Honorário da Irlanda em Portugal, o evento pretende dar a conhecer as tradições culturais irlandesas e proporcionar um momento de encontro entre as diferentes comunidades residentes no concelho.

A Festa Celta: Celebração do Samhain Irlandês integra o ciclo “Inclusivamente”, um programa desenvolvido pelo Museu Municipal de Loulé que procura promover o diálogo intercultural, a inclusão social e a valorização da diversidade cultural.

Música tradicional irlandesa e atividades para crianças

A programação tem início às 15:00, com um conjunto de atividades especialmente dirigidas ao público infantil, permitindo aos mais novos contactar com elementos da cultura e das tradições irlandesas.

Às 16:30, a banda The New Cobblestones sobe ao palco para apresentar um concerto dedicado à música tradicional irlandesa.

Durante a tarde, os visitantes poderão ainda participar numa mostra e degustação de gastronomia irlandesa, numa oportunidade para conhecer alguns dos sabores associados à cultura daquele país.

O programa inclui também a possibilidade de visitar livremente os Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, permitindo conjugar a descoberta das tradições celtas com o contacto com o património histórico de Loulé.

Samhain assinala a chegada da estação mais escura do ano

Com raízes nas tradições celtas da Irlanda, o Samhain é uma celebração que assinala historicamente a transição para a estação mais escura do ano, ocupando um lugar importante na identidade cultural irlandesa.

Através desta iniciativa, o Museu Municipal de Loulé pretende proporcionar à população e aos visitantes uma oportunidade de conhecer melhor o significado desta tradição, valorizando simultaneamente a partilha cultural e o convívio entre diferentes comunidades.

A celebração insere-se na estratégia de aproximação do museu às populações residentes no concelho, através de atividades que procuram estabelecer ligações entre diferentes culturas e incentivar o conhecimento de outras tradições.

A Festa Celta realiza-se no sábado, 31 de outubro, a partir das 15:00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, situados na Rua Garcia de Orta, n.º 4, em Loulé.

A participação é gratuita e não exige inscrição prévia.

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Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário distingue a Fundação Irene Rolo em Tavira

A Fundação Irene Rolo, de Tavira, foi uma das 24 instituições distinguidas na 11.ª edição dos prémios BPI Fundação ”la Caixa” Solidário 2026, que vão distribuir um total de 1.124.150 euros por projetos de inclusão social em Portugal. A iniciativa pretende apoiar 1.839 pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo melhores condições de vida e igualdade de oportunidades.

Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia realizada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Entre as instituições selecionadas encontra-se a Fundação Irene Rolo, a única entidade do distrito de Faro identificada na lista de premiados.

A nível nacional, os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros cada, embora os montantes individuais possam variar.

Fundação Irene Rolo entre as 24 instituições premiadas

A distinção atribuída à Fundação Irene Rolo integra um programa de financiamento dirigido a instituições sociais que desenvolvem respostas para pessoas em situação de especial vulnerabilidade.

A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. Destas, foram selecionadas 24 propostas, distribuídas por diferentes regiões do país, incluindo o Algarve.

Os projetos apoiados abrangem áreas como a integração profissional, o combate à exclusão social, a promoção da autonomia pessoal e financeira e o acompanhamento de pessoas em situações de maior fragilidade económica e social.

Entre os destinatários das iniciativas encontram-se desempregados de longa duração, migrantes, refugiados, pessoas em situação de sem-abrigo, reclusos e ex-reclusos, jovens em acolhimento residencial e pessoas com problemas de saúde mental.

Projetos promovem emprego, autonomia e reinserção social

Na área da empregabilidade, os projetos distinguidos incluem iniciativas destinadas a apoiar mulheres migrantes e refugiadas, através de formação e atividades de cozinha intercultural, procurando facilitar a integração no mercado de trabalho e a criação de fontes de rendimento.

Outras propostas apostam na formação de mulheres em situação de vulnerabilidade para desenvolverem atividades empreendedoras na restauração e na promoção da autonomia financeira através da criação de pequenos negócios apoiados por uma cooperativa.

A reinserção social constitui outra das áreas contempladas, com programas destinados a preparar pessoas reclusas para o regresso à comunidade e a reforçar os laços familiares entre pais em situação de reclusão e os seus filhos.

Entre as iniciativas selecionadas encontra-se também uma resposta de alojamento temporário, acompanhada de apoio especializado, dirigida a pessoas em situação de sem-abrigo.

No domínio da saúde e do bem-estar, os projetos incluem medidas para facilitar o acesso de migrantes aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde, promover a saúde materna junto de mulheres migrantes sul-asiáticas e criar uma estrutura residencial de reabilitação para pessoas com doença mental grave.

A agricultura urbana, a expressão artística e a dança surgem igualmente entre os instrumentos utilizados por algumas das instituições premiadas para promover a aquisição de competências e a inclusão social.

Prémio Solidário já apoiou mais de 46 mil pessoas desde 2016

Criado em 2016, o Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário já distinguiu 256 projetos de instituições sociais, num investimento acumulado de 9,7 milhões de euros.

Ao longo das 11 edições, os projetos apoiados beneficiaram 46.867 pessoas em situação de vulnerabilidade, através de iniciativas destinadas a melhorar as condições de vida e promover a igualdade de oportunidades.

Os Prémios BPI Fundação ”la Caixa” de 2026, que incluem as categorias Infância, Solidário, Seniores e Capacitar, dispõem de uma dotação global de cinco milhões de euros para apoiar projetos desenvolvidos por instituições privadas sem fins lucrativos.

A seleção das candidaturas decorre em três fases. A primeira consiste numa avaliação técnica dos projetos, seguindo-se uma análise complementar realizada por mais de duas dezenas de avaliadores voluntários do BPI, que reúnem com as instituições que passam à segunda fase.

A decisão final cabe a um júri presidido pelo sociólogo António Barreto, do qual fazem também parte António Seruca Salgado, Carlos Farinha Rodrigues, José Pena do Amaral, Marc Simón e Rafael Chueca.

Desde 2010, considerando as 51 edições concluídas das diferentes categorias dos prémios, foram atribuídos cerca de 45 milhões de euros a 1.344 projetos, que contribuíram para melhorar a qualidade de vida de mais de 282 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Fundação ”la Caixa”, que iniciou a sua atividade em Portugal em 2018, na sequência da integração do BPI no grupo CaixaBank, destina em 2026 um total de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

Conheça as 24 instituições distinguidas na edição de 2026 do Prémio Solidário.

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Silves convida população a participar na elaboração do Orçamento Municipal para 2027

A Câmara Municipal de Silves vai promover, entre 2 e 10 de novembro, oito sessões públicas de participação nas diferentes freguesias do concelho, com o objetivo de envolver a população na preparação do Orçamento Municipal para 2027. Os encontros permitirão aos munícipes apresentar propostas, identificar necessidades e indicar os investimentos que consideram prioritários para as suas comunidades.

A iniciativa pretende dar aos habitantes a oportunidade de participar na definição das prioridades municipais, através da apresentação de sugestões relacionadas com o desenvolvimento das freguesias e do concelho.

Os contributos recolhidos durante as sessões serão posteriormente analisados pelo executivo municipal, tendo em conta critérios técnicos, financeiros e estratégicos, que servirão de base à avaliação das propostas apresentadas.

Sessões públicas percorrem as oito freguesias do concelho

O calendário arranca na segunda-feira, 2 de novembro, com duas sessões. A primeira realiza-se às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Tunes, seguindo-se, às 21:00, um encontro no edifício da Junta de Freguesia do Algoz.

Na quarta-feira, 4 de novembro, a iniciativa prossegue em Alcantarilha, às 19:00, no edifício da respetiva Junta de Freguesia. Nesse mesmo dia, às 21:00, será a vez da população de Pêra participar, numa sessão marcada para o edifício da Junta de Freguesia local.

O programa continua na quinta-feira, 5 de novembro, com um encontro às 19:00, no Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra. Às 21:00, realiza-se outra sessão no edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines.

Na segunda-feira, 9 de novembro, a população de Armação de Pêra poderá apresentar os seus contributos, a partir das 19:00, no edifício da Junta de Freguesia.

O ciclo de encontros termina na terça-feira, 10 de novembro, às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Silves.

Propostas dos cidadãos serão avaliadas pelo executivo municipal

Através desta iniciativa, o Município de Silves pretende recolher opiniões e sugestões diretamente junto das populações, procurando identificar as necessidades consideradas mais relevantes em cada freguesia.

As sessões permitem aos cidadãos apresentar propostas de investimento e transmitir preocupações relacionadas com o desenvolvimento das respetivas comunidades.

Depois de concluída a fase de participação pública, os contributos serão analisados pelo executivo camarário, que terá em consideração a viabilidade técnica e financeira das propostas, bem como o seu enquadramento nas prioridades estratégicas do município.

A autarquia pretende, deste modo, integrar a participação dos munícipes no processo de preparação do Orçamento Municipal para 2027, proporcionando momentos de diálogo e auscultação das populações nas oito freguesias do concelho.

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O Algarve não pode continuar a viver apenas do turismo | Por Bruno Castelão Santos

Quando pensamos no Algarve, pensamos quase automaticamente em praias, hotéis, restaurantes e turismo. Não podemos ignorar a importância deste setor para a economia regional, mas devemos questionar se é sustentável continuar a depender tão fortemente dele, bem como do comércio e dos serviços.

Na minha perspetiva, o Algarve precisa de ambicionar mais. Precisa de se afirmar também como uma região de produção, inovação, conhecimento e indústria.

De que serve gerar riqueza se tantos trabalhadores continuam a enfrentar salários baixos, contratos temporários e dificuldades em construir um projeto de vida na região onde trabalham?

Uma economia que precisa de alternativas

O turismo cria emprego e dinamiza a economia, mas a sazonalidade condiciona muitas oportunidades profissionais. Os baixos salários em parte da hotelaria e da restauração, associados à instabilidade laboral, tornam ainda mais urgente a diversificação económica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados pelo Turismo de Portugal, a remuneração bruta média mensal por posto de trabalho nas atividades de alojamento e restauração foi de 1.145 euros em 2025, face a 1.686 euros na economia nacional. Estes valores são nacionais, não exclusivamente algarvios, mas evidenciam uma diferença salarial que merece reflexão.

Não se trata de desvalorizar quem trabalha no turismo, muito pelo contrário. Trata-se de defender que os algarvios devem ter acesso a mais oportunidades profissionais, melhores condições de trabalho e carreiras que não dependam exclusivamente dos meses de maior procura turística.

A estratégia regional Algarve 2030, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), reconhece a importância da inovação e da diversificação da base económica. O desafio é transformar essa orientação em resultados concretos para a população.

Recuperar a indústria e valorizar os nossos recursos

O Algarve tem recursos naturais, conhecimento científico e uma história industrial que podem servir de ponto de partida para um novo modelo de desenvolvimento.

A indústria conserveira é um exemplo evidente. Olhão e outras localidades algarvias têm uma forte ligação histórica à transformação do pescado, uma atividade que marcou gerações e contribuiu para a identidade económica da região.

Defendo que devemos estudar formas de reimpulsionar este setor, apostando na modernização tecnológica, na qualidade, na inovação dos produtos e na valorização da produção nacional. Não se trata de regressar ao passado, mas de recuperar competências e criar novas oportunidades de emprego e exportação.

Também o aproveitamento sustentável das algas merece maior atenção. A biotecnologia marinha pode abrir oportunidades nas áreas da cosmética, dos ingredientes alimentares, da agricultura e de outras aplicações industriais. A investigação desenvolvida na Universidade do Algarve pode contribuir para aproximar a ciência das empresas e transformar conhecimento em produtos com valor acrescentado.

Naturalmente, qualquer exploração deverá respeitar os ecossistemas marinhos e assentar em estudos de viabilidade económica e ambiental.

A transformação agroalimentar, a valorização da alfarroba, da amêndoa e dos citrinos, as energias renováveis, a reciclagem industrial e as tecnologias de gestão da água são outras áreas que merecem investimento.

Não precisamos de transformar o Algarve num território industrial indiferenciado. Precisamos de desenvolver uma indústria moderna, sustentável e adaptada às características da região.

Uma responsabilidade política

Esta transformação exige uma estratégia articulada entre o Governo, a CCDR Algarve, a AMAL, os municípios, a Universidade do Algarve e o tecido empresarial.

Os municípios não podem limitar-se à promoção turística. Devem identificar oportunidades de investimento, preparar áreas empresariais adequadas e criar condições para a instalação de empresas inovadoras, respeitando o ordenamento do território e os limites ambientais.

É igualmente importante aproveitar os instrumentos de financiamento do Algarve 2030 para apoiar projetos produtivos, fomentar a investigação e aproximar as empresas das instituições de ensino e formação profissional.

O investimento público deve ser avaliado pelos resultados: empregos qualificados criados, salários praticados, empresas desenvolvidas, exportações e riqueza que permanece na região.

Esta estratégia deve ainda chegar ao interior algarvio, promovendo atividades económicas capazes de fixar população e reduzir as desigualdades territoriais.

Não defendo crescimento a qualquer preço. A escassez de água, as alterações climáticas e a proteção dos ecossistemas exigem uma indústria eficiente na utilização dos recursos e ambientalmente responsável.

Que Algarve queremos construir?

Quero um Algarve onde um jovem possa encontrar oportunidades numa empresa tecnológica, numa unidade agroalimentar ou numa indústria ligada ao mar, sem sentir que precisa de sair da região para construir uma carreira.

Quero uma economia que continue a receber visitantes, mas que também produza, transforme, investigue e exporte. Uma economia capaz de gerar riqueza durante todo o ano e de oferecer aos trabalhadores mais estabilidade, melhores perspetivas profissionais e condições de vida dignas.

O sucesso do Algarve não deve ser medido apenas pelo número de turistas ou pelas receitas da época alta. Deve também ser avaliado pela qualidade do emprego, pelos salários e pelas oportunidades que oferece a quem aqui vive.

A diversificação económica não é um luxo: é uma escolha política sobre o futuro da região.

O Algarve não pode continuar a depender excessivamente do turismo enquanto deixa por explorar oportunidades de produção, inovação e valorização dos seus recursos.

É tempo de passar das intenções à ação e de construir um Algarve que seja também uma região industrial, tecnológica e produtiva.

Porque o Algarve não pode viver apenas dos visitantes que chegam. Tem de garantir futuro a quem é de cá e dar oportunidades a quem por cá fica.

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Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

A artista têxtil portuguesa Vanessa Barragão criou uma obra exclusiva para integrar uma rifa solidária da edição de 2026 da Prometo Viver, que se realiza a 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro. A iniciativa pretende angariar fundos para apoiar o trabalho humanitário da UNICEF junto das crianças em Gaza, através da atribuição de uma peça original produzida no atelier da artista, em Albufeira.

Sob o mote “Pelo direito de ser criança”, a edição deste ano procura sensibilizar a comunidade para a importância de assegurar às crianças condições de proteção, segurança e afeto, bem como a liberdade de viverem plenamente a infância.

A participação na rifa está aberta ao público, através de uma plataforma digital, permitindo que os interessados contribuam para a causa e concorram à atribuição da obra.

Coração têxtil inspirado no oceano simboliza proteção e amor

Conhecida pelas suas criações inspiradas na natureza e nos ecossistemas marinhos, Vanessa Barragão aceitou o convite para desenvolver uma peça especialmente concebida para a iniciativa.

A obra consiste num coração têxtil, inteiramente produzido à mão no atelier da artista, em Albufeira, recorrendo a técnicas artesanais e materiais reciclados que caracterizam o seu trabalho.

Inspirada nas formas orgânicas do oceano, a criação procura representar valores como o cuidado, a proteção e o amor, associados ao direito de todas as crianças a uma infância segura.

Vanessa Barragão explicou que o convite assumiu um significado particular, levando-a a criar uma peça que alia a sua linguagem artística a uma causa humanitária.

“Há projetos que nos tocam de uma forma muito especial, e este foi certamente um deles. Quando recebi o convite para criar uma peça para esta iniciativa, soube imediatamente que queria fazer parte. Criei este coração inspirado na natureza e no oceano, como tantas outras obras minhas, mas desta vez com um propósito ainda maior. Para mim, representa o cuidado, a proteção e o amor que todas as crianças merecem. Porque todas as crianças deveriam ter a liberdade de simplesmente ser crianças”, afirmou a artista.

Rifa digital apoia trabalho humanitário da UNICEF em Gaza

A obra será atribuída através de uma rifa solidária digital, cuja participação está aberta a todos os interessados.

A aquisição de rifas permite contribuir para a angariação de fundos destinados a apoiar a intervenção humanitária da UNICEF junto das crianças em Gaza, oferecendo simultaneamente a possibilidade de receber uma peça única de Vanessa Barragão.

A iniciativa decorre através da plataforma GoTombola, estando as rifas disponíveis para aquisição online.

O vencedor será anunciado durante a transmissão em direto da gala Prometo Viver, marcada para 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro.

A edição de 2026 pretende, assim, associar a criação artística à sensibilização para os direitos das crianças, mobilizando a comunidade em torno de uma causa humanitária.

As rifas solidárias estão disponíveis aqui.

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Olhão aprova empréstimo de 49 milhões de euros com 40 milhões destinados à habitação

A Câmara Municipal de Olhão aprovou, esta quinta-feira, 29 de outubro, um pedido de empréstimo de 49 milhões de euros, que prevê a aplicação de 40 milhões na área da habitação. A proposta terá agora de ser submetida à Assembleia Municipal, numa altura em que o executivo liderado por Ricardo Veia Calé aponta o acesso à habitação como uma das principais prioridades do concelho.

A decisão representa, segundo a autarquia, mais um passo na resposta às necessidades habitacionais da população, num contexto marcado pelas dificuldades de acesso à habitação em Portugal.

O investimento previsto pretende, em particular, criar melhores condições para que os jovens possam permanecer no concelho e constituir família.

Ricardo Veia Calé destaca habitação como prioridade do executivo

O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, sublinhou que a aprovação do pedido de financiamento pelo executivo constitui uma primeira etapa, estando a concretização da operação dependente da apreciação da Assembleia Municipal.

“O executivo aprovou hoje este empréstimo e o próximo passo será apresenta-lo em Assembleia Municipal para aprovação dos nossos deputados. A habitação continua a ser uma das nossas grandes prioridades e vamos continuar a trabalhar nesse sentido”, afirmou o autarca.

Ricardo Veia Calé destacou também a preocupação do município com as dificuldades enfrentadas pelas gerações mais jovens no acesso à habitação.

“Aprovámos este empréstimo a pensar nos nossos habitantes. Sobretudo nos mais jovens, para que tenham mais hipóteses de se fixar e construir família no concelho”, acrescentou.

“Mais casas significam também mais futuro”, concluiu o presidente da Câmara.

A proposta de financiamento, no valor global de 49 milhões de euros, contempla assim um investimento de 40 milhões na habitação, ficando a sua aprovação definitiva dependente da deliberação da Assembleia Municipal.

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Alcoutim recebe Jornadas da Rede de Museus do Algarve dedicadas à arqueologia

A vila de Alcoutim vai acolher, no próximo dia 20 de novembro, a 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), dedicada à arqueologia e aos desafios de tornar o património arqueológico mais acessível à população. O encontro realiza-se a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, com entrada gratuita e inscrições abertas até 13 de novembro.

Organizada pela Rede de Museus do Algarve e pelo Município de Alcoutim, a iniciativa terá como tema central “Arqueologia para Todos: Mediação e Comunicação do Património”, procurando aproximar o conhecimento científico das comunidades e incentivar a valorização da herança histórica e cultural.

As jornadas vão reunir especialistas e técnicos de diferentes instituições para debater estratégias, metodologias e boas práticas de divulgação do património arqueológico, com especial atenção à comunicação com o público.

Especialistas debatem formas de aproximar a arqueologia da população

Um dos principais objetivos do encontro passa por refletir sobre a forma como os resultados da investigação arqueológica podem ser apresentados de maneira clara, acessível e rigorosa, despertando o interesse de públicos com diferentes conhecimentos e experiências.

A arqueologia permite compreender a ocupação humana dos territórios ao longo do tempo, mas a transmissão desse conhecimento ao público coloca desafios aos investigadores e às instituições museológicas.

Entre as questões a abordar estarão a escolha de linguagens e ferramentas adequadas à divulgação científica, a construção de narrativas que facilitem a compreensão do passado e a adaptação dos espaços museológicos e sítios arqueológicos visitáveis às necessidades dos diferentes públicos.

A programação pretende ainda explorar o papel da mediação cultural na criação de relações mais próximas entre os museus e as comunidades, promovendo o diálogo entre o passado e o presente.

Neste contexto, será dada particular atenção à importância de desenvolver estratégias de comunicação inclusivas, capazes de reforçar o sentimento de pertença das populações e o reconhecimento do património arqueológico enquanto parte da sua identidade coletiva.

As jornadas constituirão, assim, um espaço de reflexão e partilha de experiências entre profissionais ligados à investigação, à conservação e à divulgação do património, procurando identificar soluções para os desafios enfrentados pelos museus na comunicação do conhecimento arqueológico.

Participação gratuita com inscrições até 13 de novembro

A 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve realiza-se no dia 20 de novembro, a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, em Alcoutim.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia e à disponibilidade de lugares. Os interessados devem preencher o formulário online até 13 de novembro, disponível aqui.

Para obter informações adicionais, os interessados podem contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Alcoutim, através dos números 281 540 545 ou 281 540 555.

É também possível contactar a organização através do endereço eletrónico rede.museusdoalgarve@gmail.com.

Promovida pela Rede de Museus do Algarve em parceria com o Município de Alcoutim, a iniciativa pretende contribuir para uma maior aproximação entre o conhecimento arqueológico e a sociedade, incentivando a participação das comunidades na valorização e preservação do património cultural.

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Lagoa reuniu 70 participantes no primeiro torneio de Walking Football do Algarve

Cerca de 70 participantes, com 50 ou mais anos de idade, reuniram-se no Campo Desportivo Municipal de Estômbar, no concelho de Lagoa, para disputar o I Torneio de Walking Football do Algarve, realizado a 23 de outubro. A iniciativa contou com cinco equipas e teve como principal objetivo incentivar a prática desportiva, promover o envelhecimento ativo e reforçar o convívio entre participantes de diferentes instituições.

O encontro foi promovido pela ADR – CCS Quinta de S. Pedro, em parceria com a RUTIS e com o apoio do Município de Lagoa, assumindo um carácter recreativo e privilegiando a participação e o espírito de equipa em detrimento dos resultados competitivos.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Participaram no torneio a ADR – Quinta de S. Pedro, a Universidade Sénior de Aljustrel, a ASAS – Academia Sénior Artes e Saberes, o Klubesol Fuzeta e o Portimonense Walking Football.

Desporto para todos marcou torneio em Estômbar

A cerimónia de encerramento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, que felicitou a organização e os atletas pela participação na primeira edição da iniciativa.

O autarca destacou a importância do Walking Football enquanto modalidade que facilita a prática de atividade física em idades mais avançadas, permitindo também a participação conjunta de homens e mulheres em equipas mistas.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Luís Encarnação salientou que estas características estão alinhadas com a política desportiva do município, assente no princípio do “Desporto para Todos”, que procura incentivar a participação da população em atividades físicas, independentemente da idade.

Envelhecimento ativo e convívio entre instituições

Mais do que uma competição desportiva, o torneio constituiu uma oportunidade para promover a atividade física regular, combater o isolamento social e fortalecer os laços entre instituições e comunidades.

A participação de cinco equipas proporcionou momentos de partilha e interação entre os atletas, valorizando o espírito de equipa e a dimensão social da modalidade.

Crédito: CML

O encontro terminou com um almoço de confraternização, que permitiu prolongar o convívio entre os participantes e os representantes das instituições envolvidas.

A organização procurou ainda dar maior visibilidade ao Walking Football, uma modalidade direcionada para a prática desportiva a partir dos 50 anos, destacando o seu contributo para o bem-estar físico, a qualidade de vida e a participação social.

A primeira edição do torneio em Estômbar reforçou, assim, a aposta na promoção de atividades desportivas acessíveis à população mais velha, associando a prática de exercício físico ao convívio e ao envelhecimento ativo.

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Crédito: CML

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Investigação da UAlg revela que a pedra foi decisiva para a sobrevivência dos primeiros humanos nos desertos da Arábia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Jeffrey Rose, do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve (UAlg), concluiu que a disponibilidade de pedra adequada ao fabrico de ferramentas foi determinante para a instalação dos primeiros humanos nos desertos da Península Arábica, contrariando a ideia de que a existência de água doce seria suficiente para determinar os locais de fixação das populações pré-históricas.

O estudo, publicado na revista científica Nature com o título “Stone and water governed early human settlement of the desert”, demonstra que a ocupação humana estava condicionada pela presença simultânea de água e de rochas que pudessem ser utilizadas na produção de instrumentos.

A investigação resulta de trabalhos arqueológicos e geológicos realizados na Península Arábica, incluindo uma expedição de cerca de 1.500 quilómetros pelo Rub’ al Khali, considerado o maior deserto de areia do mundo.

Expedição identificou 55 antigos lagos, mas nenhuma ferramenta de pedra

Durante vários períodos da pré-história, as chuvas de monção transformaram extensas áreas da Península Arábica em paisagens com lagos e pradarias, dando origem ao que os investigadores designam por “Arábia Verde”.

Até agora, os modelos científicos sobre a dispersão do Homo sapiens a partir de África atribuíam à disponibilidade de água o papel principal na escolha dos locais de ocupação humana.

No entanto, esta hipótese ainda não tinha sido testada diretamente no terreno.

Antigo leito de lago no Rub’ al Khali (em cima); superfície coberta de sílex com ferramentas de pedra, Dhofar, Omã (em baixo). Créditos: Rudolf W. Dellmour (em cima); Jeffrey I. Rose (em baixo)

No final de 2023, uma equipa de investigadores percorreu cerca de 1.500 quilómetros pelo deserto de Rub’ al Khali, no sul da Península Arábica, para procurar vestígios de antigos ambientes de água doce e sinais de presença humana.

O geólogo Rudolf Dellmour, da Universidade de Viena e primeiro autor do estudo, examinou 125 locais, tendo identificado vestígios de antigos lagos em 55 deles.

Estes ambientes aquáticos existiram há aproximadamente 122 mil a 67 mil anos, num período em que havia populações humanas instaladas nas margens do deserto.

Apesar da presença de água no passado, os investigadores não encontraram qualquer ferramenta de pedra no interior do território, nem rochas adequadas ao seu fabrico.

A explicação, segundo a equipa científica, está nas características geológicas da região. As rochas que podiam ser trabalhadas para produzir ferramentas encontravam-se à superfície apenas nas margens do deserto, permanecendo enterradas a grande profundidade sob areia e salinas nas restantes áreas.

Mesmo quando os lagos voltaram a formar-se após a última Idade do Gelo, o interior do deserto continuou sem apresentar vestígios de ocupação humana.

Rudolf Dellmour destacou a diversidade de vestígios naturais encontrados durante os trabalhos de campo, contrastando com a ausência de instrumentos produzidos pelos primeiros humanos.

“Onde existiram os antigos lagos, encontrámos conchas de caracóis e de amêijoas de água doce, fragmentos de casca de ovo de avestruz e as galerias de animais que viveram outrora na lama do lago. Se conseguíamos avistar uma concha de caracol do tamanho de uma unha, também teríamos avistado uma ferramenta de pedra. Mas não havia nenhuma”, explicou o investigador.

Modelo científico revela que a água não era suficiente para garantir ocupação humana

Perante os resultados da expedição, a equipa decidiu alargar a investigação a outras regiões da Península Arábica, desenvolvendo um modelo que cruza a disponibilidade de água com a existência de rochas adequadas à produção de ferramentas.

Para isso, os cientistas recorreram a mais de duas décadas de prospeções arqueológicas realizadas em Omã, que permitiram identificar os locais onde existiam matérias-primas utilizáveis.

Os resultados demonstraram que os sítios arqueológicos conhecidos se concentram nas zonas onde os dois recursos estavam disponíveis em simultâneo.

A investigação revelou ainda que mais de metade do território da Arábia com acesso a água se encontra sobre formações geológicas que não disponibilizam pedra adequada ao fabrico de ferramentas.

Os autores comparam a antiga “Arábia Verde” a um arquipélago, no qual as áreas com água e pedra funcionavam como ilhas capazes de atrair populações humanas, separadas por extensões de território onde a água estava presente, mas faltavam materiais para produzir instrumentos.

Esta interpretação sugere que os modelos de ocupação humana baseados exclusivamente nas condições climáticas e na disponibilidade de água poderão sobrestimar as áreas efetivamente acessíveis às populações pré-históricas.

Os investigadores identificaram padrões semelhantes em regiões áridas de África, da Ásia e da América do Norte, admitindo que a dependência de matérias-primas para fabricar ferramentas poderá ter condicionado a expansão humana em diferentes continentes.

Investigador da Universidade do Algarve destaca importância das ferramentas de pedra

Jeffrey Rose, investigador do ICArEHB da Universidade do Algarve, dirige trabalhos de prospeção arqueológica em Omã desde 2002 e concebeu o estudo em colaboração com Rudolf Dellmour.

O investigador reconhece que os resultados obrigam a reconsiderar algumas das hipóteses anteriormente utilizadas para explicar a dispersão dos primeiros humanos pela Península Arábica.

“Todos os que trabalham sobre as primeiras dispersões humanas na Arábia, eu incluído, assumiram que, se encontrássemos a água, encontraríamos as pessoas. O que vinte e cinco anos em Omã acabaram por me ensinar é que as pessoas que dependem de ferramentas de pedra nunca se afastam muito de boa pedra”, esclareceu Jeffrey Rose.

A equipa científica reuniu especialistas de várias instituições internacionais, incluindo investigadores da Universidade do Algarve.

Emily Coco, do ICArEHB, foi responsável pela construção do modelo científico, enquanto Roman Garba, da Academia das Ciências da República Checa, contribuiu para alargar a sua aplicação aos desertos de diferentes regiões do mundo.

Metin Eren e Michelle Bebber, da Universidade Estadual de Kent, desenvolveram a explicação sobre os processos de povoamento de novos territórios pelas primeiras populações humanas.

Participaram também Osama Samawi, do ICArEHB; Mohammed Al Kindi, do Earth Sciences Consultancy Centre, em Mascate; Mathias Harzhauser, do Museu de História Natural de Viena; e Ali Al Mahrooqi, do Ministério do Património e do Turismo de Omã.

Trabalhos arqueológicos não envolveram escavações nem recolha de materiais

A investigação realizada no Rub’ al Khali baseou-se em métodos de observação não invasivos, sem recurso a escavações ou recolha de materiais arqueológicos.

Mapa da água e da pedra na Arábia, com o percurso da expedição (adaptado do artigo) – Adaptado de Dellmour et al., Nature (2026), CC BY 4.0

Os investigadores documentaram as observações através de fotografias e registos de GPS, não tendo recolhido artefactos, sedimentos ou espécimes.

Em Omã, os trabalhos de campo decorreram ao abrigo de licenças atribuídas pelo Ministério do Património e do Turismo.

O modelo desenvolvido pela equipa foi disponibilizado em código aberto, permitindo que outros investigadores o utilizem no estudo de regiões áridas em diferentes partes do mundo.

Investigação do Algarve contou com financiamento europeu

João Cascalheira, diretor do ICArEHB, destacou a importância da investigação para aprofundar o conhecimento sobre a evolução humana e demonstrar o contributo da colaboração entre diferentes áreas científicas.

“Este é o tipo de trabalho para o qual o ICArEHB existe, combinando trabalho de campo de longa duração, geologia e modelação computacional para responder às grandes questões da evolução humana. Dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no Centro apoiaram este estudo, e o modelo aberto que daqui resultou será útil a investigadores muito para além da Arábia”, afirmou.

O estudo foi financiado por dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no ICArEHB da Universidade do Algarve: o projeto DISPERSALS (101052761), coordenado por Nuno Bicho, através de uma Bolsa Avançada, e o FINISTERRA (101045506), coordenado por João Cascalheira, através de uma Bolsa Consolidator.

A publicação em acesso aberto contou com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do projeto UID/04211/2025 do ICArEHB.

A investigação beneficiou ainda de financiamento da Academia das Ciências da República Checa, através do programa Praemium Academiae, da Universidade Estadual de Kent e da Adventure Lab Association, de Viena, além de apoio logístico da Nokian Tyres.

Os resultados publicados na Nature introduzem, assim, uma nova perspetiva sobre a ocupação humana dos territórios desérticos, demonstrando que a disponibilidade de água, embora essencial, não era suficiente para determinar os locais onde as primeiras populações conseguiam estabelecer-se.

O estudo pode ser consultado aqui.

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Poesia sai dos livros e ganha palco em Faro no Festival Calceteiros de Letras

A cidade de Faro vai receber, entre 13 e 15 de novembro, a 10.ª edição do Festival Calceteiros de Letras, uma iniciativa dedicada à poesia e à palavra dita, que este ano contará com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, e de outros artistas ligados à música, à literatura e às artes performativas. Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento decorrerá na sede da associação e no Teatro Municipal de Faro.

Ao longo de três dias, o festival apresenta uma programação que cruza a poesia contemporânea com o teatro, a música, as artes visuais e a joalharia de autor, através de espetáculos, performances e atividades de formação.

A edição comemorativa dos dez anos inclui ainda a estreia de novas criações artísticas e a atribuição do Prémio “Calceteiros de Letras”, destinado a distinguir personalidades ou instituições pelo seu contributo para a poesia e a palavra dita.

Adolfo Luxúria Canibal abre programação do festival

O programa arranca a 13 de novembro, na sede do Ginásio Clube de Faro, com “ESTILHAÇOS”, um projeto que conta com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, conhecido como vocalista da banda Mão Morta.

No dia seguinte, 14 de novembro, será apresentada a performance poética “Os Poetas têm de cumprir a lei!”, primeira criação de Kijota, um dos fundadores do coletivo Calceteiros de Letras.

O espetáculo contará com a participação do poeta e escritor algarvio Rogério Cão, numa proposta artística centrada na expressão poética e performativa.

A programação dessa noite termina com a atuação de “Fundos Perdidos & Napoleão Mira”, um projeto que combina o rock underground com a poesia e o spoken word, explorando diferentes formas de interpretação da palavra.

Oficina de poesia com campeã nacional de Poetry Slam

O festival inclui também uma componente formativa, com a realização da oficina “Poesia Con’Sentidos”, marcada para 14 de novembro.

A atividade será orientada por Rita Bravo, campeã nacional de Poetry Slam em 2025, e terá como tema central a performance e a palavra dita.

Os espetáculos dos dias 13 e 14 de novembro, bem como a oficina, decorrerão na sede do Ginásio Clube de Faro, situada na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar, em Faro.

Teatro Municipal recebe desfile de joalharia e estreia da Lisbon Poetry Orchestra

O último dia do festival, 15 de novembro, será dedicado a propostas que exploram a relação entre a poesia e outras formas de expressão artística, com iniciativas no Teatro Municipal de Faro.

Entre os momentos previstos encontra-se “Corpo Restrito”, um espetáculo que combina poesia e joalharia contemporânea de autor, apresentado através de um desfile com modelos vivos.

Nesta proposta, o corpo humano assume-se como suporte de esculturas experimentais e peças de joalharia criadas por joalheiros, escultores, cenógrafos, designers e artistas plásticos, estabelecendo uma relação entre a criação visual e a expressão poética.

O programa inclui ainda a estreia absoluta de “O Lugar do Silêncio”, pela Lisbon Poetry Orchestra, um coletivo multidisciplinar que reúne músicos e poetas.

O projeto integra Alex Cortez e Filipe Valentim, músicos ligados aos Rádio Macau, e propõe uma abordagem à poesia através da música e da interpretação, com a participação de outros artistas convidados.

Festival termina com entrega do Prémio Calceteiros de Letras

A 10.ª edição termina com a entrega do Prémio “Calceteiros de Letras”, criado para reconhecer uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido pelo seu papel no universo da poesia e da palavra dita.

A distinção integra o encerramento de uma edição que assinala uma década do festival e reúne diferentes linguagens artísticas em torno da expressão poética.

Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento realiza-se de 13 a 15 de novembro, com atividades distribuídas entre a sede da associação, na Rua Ivens, e o Teatro Municipal de Faro.

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