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Carta Aberta à Comunidade Portuguesa: Uma comunidade que dá, prospera

Créditos: MDC Media Group

Zohran Mamdani disse: “Substituam a frieza do individualismo feroz pelo calor de uma visão coletiva.”

O individualismo feroz pode ser uma referência a uma visão narcísica de uma comunidade que pressupõe que, enquanto operar de acordo com um autodiagnóstico que sugere “quem me vai salvar senão eu mesmo?”, mais ninguém importa.

O mundo não pode funcionar com sentimentos autocráticos que apenas servem o individualismo. A sociedade precisa de mentes abertas que vejam aqueles ao seu redor como embaixadores capazes de trazer harmonia a um mundo fraturado, onde retribuir não seja uma obrigação, mas sim uma experiência de harmonização das nossas mentes e da nossa existência.

Hoje, faço um apelo à minha comunidade e a outras: a Magellan Charities precisa da vossa ajuda. Durante demasiado tempo, demasiados de vós permaneceram à margem, assumindo que a construção da comunidade deve ser feita por outros, esquecendo a propagação cultural e substituindo-a por reconhecimento político e medalhas, enquanto outros sugerem que aqueles que tiveram a coragem de dar um passo à frente e se tornar focos de mudança não passam de colonizadores de interesse próprio no meio de uma população que nunca teve a coragem de assumir riscos. É chegada a hora de ser um obstáculo à cobardia que abunda nas comunidades.

Há algo de profundamente errado numa sociedade que consegue falar sem fim sobre progresso e salvação cultural, compaixão e direitos humanos, mas que volta as costas aos idosos que precisam de cuidados, dignidade e compreensão. Vivemos num mundo que celebra o sucesso, o dinheiro e as realizações pessoais, mas que frequentemente se esquece daqueles que passaram a vida a trabalhar para criar famílias e a construir as próprias comunidades de que hoje desfrutamos.

A diáspora portuguesa no Canadá está a atravessar um momento histórico, após 73 anos de introspecção sem sequer o perceber. Aqueles que viram e se preocupam com a mudança da comunidade começaram a fazer um exame de consciência e uma reflexão sobre a atual liderança e sobre a forma como está a ser administrada, para garantir a sobrevivência das alianças que nos trouxeram até aqui. A minha conclusão pessoal é que nos tornamos preguiçosos em relação às nossas obrigações para com os nossos jovens e precisamos de indivíduos corajosos, com ideologias originais, para nos levarem até à próxima geração. A Magellan pode ser um ponto de partida para implementar uma ideologia de mudança, adotando uma responsabilidade moral de cuidado, respeito, ensino e humildade que possa ser bordada no manto que protegerá a nossa identidade como um povo que se importa. O hiperbolismo não tem lugar numa sociedade baseada no cuidado, e o patronato de lideranças falsamente poderosas morrerá como um momento lascivo e temporário, porque o desejo morre com as secreções líquidas.

Não estou zangado com a minha comunidade, apenas desanimado por ver que as pessoas não reconhecem o que é importante na construção comunitária e não contribuem em conformidade. Os nossos idosos não são um fardo; são pessoas com histórias para contar, lições para partilhar e memórias que unem gerações. No entanto, quando ficam frágeis ou dependentes, alguns veem-se sozinhos, esquecidos e tratados como um inconveniente. Esta é uma forma vergonhosa de julgar o valor humano. Se esquecermos aqueles que ajudaram a construir o nosso mundo, que tipo de mundo estamos a deixar para as gerações que se seguem?

No dia 7 de novembro, a Magellan vai realizar um evento maravilhoso para angariar fundos. Precisamos que a comunidade se una e patrocine o evento através da compra de bilhetes. Lembrem-se de que a Magellan é um projeto da comunidade. Não é verdade?

Manuel DaCosta/MS


A Community that Gives, Thrives

Zohran Mamdani said, “Replace the frigidity of rugged individuals with the warmth of a collective vision.”

Rugged individualism can be a reference to a narcissistic view of a community which assumes that as long as it operates in accordance with self-prognosis that suggests “who’s gonna save me but myself?,” than no one else matters.

The world cannot operate with autocratic sentiments that only serve individualism.  Society needs open minds that view those around each other as ambassadors that can bring harmony to a broken world and where giving back is not an obligation but an experience about harmonizing our minds and our existence.  Today, I’m appealing to my community and others that Magellan Charities needs your help.  For too long, too many of you have stayed on the sidelines assuming that community building is to be done by others forgetting cultural propagation and substituting with political recognition and medals while others suggest that those who had the courage to step up and become hamlets for change at self-serving colonizers within a population who never had the courage to become risk takers.  It is now time to become a liability to the cowardice which abound in communities.  There is something deeply wrong with a society that can speak endlessly about progress and cultural salvation, compassion and human rights, yet turns its back on elderly people who need care, dignity and understanding.  We live in a world that celebrates success, money and personal achievement, but too often forgets those who spent their lives working to raise families and building the very communities we enjoy today.  The Portuguese diaspora within Canada is traversing an historical moment in time after 73 years of introspection without even realizing it.  Those of us who have seen and care about the community change have begun to undertake self-examination and reflection on the current leadership and how it’s being administered to ensure survival of the covenants  which have brought us here.  My personal conclusion is that we have become lazy about our obligations to our youth and we need courageous individuals with original ideologies to carry us  to our next generation. ⁷ Magellan can be a stepping stone, which implements an ideology for change, adopting a morality based responsibility of care, respect, teaching and humbleness which can be embroidered into the mantle that will protect our identity as a people that care.  Hyperbolism has no place in a society based on care and patronage by faux powerful leaderships will die as a temporary lascivious moment because lust dies with liquid secretions. I’m not angry with my community, only discouraged that people don’t recognize what’s important in community building and contribute accordingly.  Our elderly are not a burden, they are people with stories to tell, lessons to share and memories that connect generations.  Yet, when they become frail or dependent, some find themselves alone, forgotten and treated as an inconvenience.  This is a shameful way to judge human value.  If we forget those who help build our world, what kind of world are we leaving for the generations to follow?

On November 7th, Magellan is holding a wonderful event to raise funds.  We need the community to come together and sponsor the event by buying tickets.  Remember that Magellan is a community project.  Isn’t it?

Manuel DaCosta/MS

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Um coração português que precisa do coração de todos nós

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Fotos: Magellan/Cindy Da Ponte

Em 2027, a comunidade portuguesa de Toronto vai ver concretizado um sonho de muitos anos: oMagellan Commu-nity Centre. Na Lansdowne Avenue, o novo edifício já se ergue imponente, e será o primeiro lar de idosos do On-tário pensado especificamente para a cultura portuguesa. Um lugar onde os nossos pais e avós poderão envelhecer com dignidade, ser cuidados na sua própria língua, sentar-se à mesa com os sabores de sempre e sentir-se, ver-dadeiramente, em casa.

Mas um projeto desta dimensão não se ergue sozinho. A meta está à vis-ta, e é precisamente nesta retafinal que o apoio da comunidade faz mais diferença.

A Magellan Community Foundation tem sabido mobilizar-nos. No passado que quando a comunidade se junta os resultados aparecem.

O próximo grande momento é a 3.ª Gala Anual “Coração de Portugal”, marcada para 7 de novembro, às 18h00, noUniversal Event Space (6250 Highway 7, Vaughan). Uma noite que a organização apresenta como sendo “deimpacto e de legado”, e não podia haver melhor descrição.

Uma gala é muito mais do que um jantar elegante. É uma das formas mais eficazes de reunir, numa só noite,empresários, famílias, instituições e amigos em torno de uma causa comum. Para as empre-sas, patrocinar oevento é associar o seu nome a um projeto que ficará para gera-ções. Há modalidades para diferentes di-mensões, dos 6.500 aos 100.000 dólares, todas com mesa incluída e visibilidade junto dos convidados, nasredes sociais

Comprar uma mesa para a família ($5,000) ou para os colegas de trabalho, ousimplesmente garantir um lugar ($500), é uma forma direta de contribuir. E ainda seganha uma noite de convívio, música e muita portugalidade. No programa desta-cam-se: o fadista Ricardo Ribeiro e a Yor-kville Essentials Band. O KeynoteSpeaker da noite será Louis de Melo, CEO & Presi-dent of Sinai HealthFoundation.

O apelo é simples: chegou a nos-sa vez de retribuir a quem construiu esta comunidade. Patrocine, compre uma mesa, reserve um lugar ou pas-se a palavra. Para mais informações: gala2026@magellancharities.ca   ou (437) 914-9110. O Magellan será a casa dos nossos. Va-mos construí-la juntos.

Tulia Ferreira: O nosso objetivo é contratar uma equipa 100% fluente em português. É uma meta bastante ambiciosa, mas estamos otimistas, com base no nível de interesse demonstrado até à data, de que seremos capazes de a alcançar.

Precisamos de 420 colaboradores para assegurar os cuidados, serviços e programas da instituição.

Gerir um lar de cuidados prolongados exige uma equipa com verdadeira paixão pelo apoio aos idosos. Iremos precisar de Auxiliares de Geriatria / Apoio Pessoal (Personal Support Workers) para a prestação de cuidados diários, Enfermeiros (Registered Nurses) e Enfermeiros Auxiliares (Registered Practical Nurses) para orientar e liderar o planeamento e prestação de cuidados clínicos, pessoal de Serviços de Alimentação para preparar e servir refeições nutritivas de inspiração portuguesa, equipas de Limpeza (Housekeeping) para garantir um ambiente limpo e seguro, pessoal para a Lavandaria e equipas de Manutenção para monitorizar os sistemas do edifício, a manutenção preventiva e as reparações contínuas.

A Responsive Health Management possui uma vasta experiência na implementação deste modelo de prestação de cuidados e, enquanto nosso parceiro operacional, conduzirá todas as entrevistas.

Natalie Santos. Revista AMAR.

Natalie Santos: O Magellan Centre será um projeto transformador para os cuidados de longa duração em Toronto. Representa um novo modelo de cuidados, centrado na pessoa, mas que integra a identidade cultural, a língua e os valores comunitários como elementos essenciais para envelhecer com dignidade.

Para os nossos seniores portugueses, o centro será um espaço familiar e acolhedor, onde poderão ser cuidados na sua língua, comer os pratos da sua infância e celebrar as suas tradições. Esta abordagem reforça o sentimento de pertença, o que tem um impacto direto no bem-estar mental, emocional e físico.

Mais amplamente, o Magellan Centre estabelece um precedente para cuidados culturalmente sensíveis e personalizados numa cidade cada vez mais diversa. Pode servir de modelo para projetos futuros que respeitem e sirvam as especificidades de cada comunidade.

A minha mensagem é simples: o vosso apoio tem o poder de mudar vidas. O Magellan Centre é mais do que um edifício, é uma resposta compassiva às necessidades dos nossos seniores. É garantir que podem envelhecer num espaço que respeita a sua língua, a sua cultura e a sua dignidade.

Já conseguimos muito graças à generosidade e visão dos nossos apoiantes atuais, mas ainda não chegámos ao fim. Apelamos a todas as pessoas, empresas e instituições que se juntem a nós. Cada doação, cada parceria, leva-nos mais longe.

Agora é o momento de agir e de fazer parte de algo verdadeiramente transformador.

O Lar de Idosos Magellan, destinado à comunidade portuguesa em Toronto, localizado na 640 Lansdowne Ave, no coração da comunidade portuguesa, será facilmente acessível através de transportes públicos.

O projeto prevê a construção de um edifício com 256 camas e 57 unidades de habitação a preços acessíveis. Está também prevista a criação de um centro comunitário, espaços comerciais e outras comodidades que beneficiarão tanto os residentes como a comunidade local.

Para imprimir um infográfico com as informações todas do tema da Capa – Magellan Center, clique AQUI

MB/DG

 

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Associação Cultural do Minho de Toronto celebra 49 anos de história

 

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Créditos: Francisco Pegado

A Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) celebrou, no sábado, 24 de outubro, o seu 49.º aniversário, numa celebração de reencontros, música e orgulho nas raízes minhotas. A festa assinalou quase cinco décadas de dedicação à cultura portuguesa e homenageou todos aqueles que têm ajudado a manter viva a associação.

Sócios, voluntários, familiares e amigos reuniram-se para celebrar a data, num programa que incluiu um jantar, música ao vivo pela cantora Sara Dantas e uma atuação do Rancho da ACMT.

Entre conversas, canções e danças tradicionais, a noite foi também um momento de partilha entre gerações, unidas pela ligação às suas origens.

Para Carlos Gonçalves, presidente da ACMT, este aniversário é uma oportunidade para agradecer a todos os que contribuíram para o percurso da instituição e olhar para o futuro com esperança.

“Ao celebrarmos os 49 anos da ACMT, queremos homenagear e agradecer a todos os sócios, voluntários e dirigentes que deram tanto de si para manter esta associação viva. O nosso sonho é continuar a crescer, ter uma casa própria e garantir que a cultura e as tradições minhotas passam às próximas gerações. Apelo aos jovens da nossa comunidade para que tenham orgulho nas suas raízes e se juntem aos clubes e associações portuguesas. A nossa cultura vive nas pessoas e só terá continuidade se todos fizermos a nossa parte”, destacou.

Olivia Rites, presidente da Mesa da Assembleia, integra a associação desde 2008 e considera este percurso motivo de orgulho “para mim, é uma honra. Aqui somos uma família. São 49 anos de muitas lutas e trabalho, e agradecemos aos voluntários e aos diretores que passaram por esta casa”, afirmou.

Os mais jovens encontram na ACMT uma forma de viver a cultura portuguesa e manter viva a ligação às suas raízes.

Para Cecília Fernandes, a associação representa um sentimento de pertença “a ACMT é cultura, é família e, acima de tudo, é uma honra fazer parte deste clube”.

Rui Guiomar partilha esse orgulho e destaca a importância de dar continuidade às tradições “é uma honra fazer parte da ACMT e poder dar continuidade às nossas tradições”.

Também Emma Moniz encontra na dança uma forma de preservar a sua identidade cultural “faz-me feliz poder dançar e dar continuidade à minha cultura”.

Com o 50.º aniversário no horizonte, a ACMT prepara-se para celebrar, em 2027, meio século de história. Um percurso feito de dedicação, amizade e amor às raízes minhotas, com a esperança de que as novas gerações continuem a dar vida a este legado em Toronto.

FP/MS

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Casa dos Poveiros assinalou 40 anos de história e dedicação à comunidade

Foto: Cindy Da Ponte

A Casa dos Poveiros celebrou 40 anos de existência. Embora não tenha sido organizada uma festa comemorativa, a atual Direção quis assinalar a data e recordar o percurso desta instituição ao longo de quatro décadas.

Para marcar este momento especial, a presidente, Linda Correia, e os restantes membros da Direção promoveram um jantar de convívio dedicado aos diretores e patrocinadores, como forma de agradecer o apoio, a amizade e a dedicação de todos os que continuam a contribuir para a vida da Casa.

O encontro teve lugar no restaurante New Casa Abril, cujos proprietários, também poveiros, se associaram à iniciativa como patrocinadores. Num ambiente familiar e descontraído, houve oportunidade para partilhar a mesa e celebrar os laços que unem esta comunidade.

Para Linda Correia, assinalar os 40 anos da Casa dos Poveiros foi uma forma de reconhecer quem tem estado ao lado da instituição.

“Não podíamos deixar passar esta data em branco. Estes 40 anos representam muito trabalho, dedicação e união. Quisemos agradecer pessoalmente a todos os que nos têm apoiado e que continuam a ajudar a manter viva a nossa Casa”, destacou a presidente.

Linda Correia deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que estiveram presentes e àqueles que, por diferentes motivos, não puderam participar.

O encontro ficou marcado pela gratidão e pelo espírito de união, celebrando quatro décadas de história, tradição poveira e cultura portuguesa junto da comunidade.

Francisco Pegado/MS

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Casa do Futebol Clube do Porto of Toronto celebrates 39 years of history

Créditos: Francisco Pegado

The Casa do Futebol Clube do Porto of Toronto celebrated its 39th anniversary on Saturday, October 24, bringing together members, supporters, and friends for an event marked by blue-and-white pride and the unity of the Portista community.

Known locally as Casa do Porto, the association has served for nearly four decades as a gathering place for FC Porto fans, fostering fellowship, friendship, and strong ties to Portuguese roots through a shared passion for soccer.

Its history dates back to 1987, the year FC Porto lifted the European Champion Clubs’ Cup for the first time after defeating Bayern Munich. Inspired by that historic triumph, a group of supporters decided to establish an official representation of the club in Ontario. The association was officially recognized by FC Porto, becoming, according to its historical records, the club’s fifth official delegation worldwide.

During the celebration, President Paulo Carreiro highlighted the importance of reviving the tradition of celebrating the institution’s anniversary: “Casa do Porto went a long time without celebrating its anniversary, and when I was elected, I promised to bring it back. Today we have a full house of Portistas and beyond. Once again, we are bringing the Porto mystique back,” he stated.

Carreiro also noted that in 2027 the association will reach its 40th anniversary, with plans already underway to prepare a special surprise for supporters. He also reminded attendees that board elections are scheduled for Sunday, November 1, 2026, urging all members to take part.

Gilson Rodrigues, an FC Porto supporter attending the event, highlighted his lifelong devotion to the club, despite growing up in a household supporting a rival team: “I am thrilled to be part of this event. I’ve been a Portista since I was young, and I invite all Porto fans to join Casa do Porto,” he emphasized.

As it marks 39 years, Casa do Porto reaffirms its role within Toronto’s Portuguese community, keeping the blue-and-white spirit alive as it gears up to commemorate four decades of history in 2027.

Francisco Pegado/MS

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Noite Portuguesa celebra tradições e sabores de Portugal em Oshawa

(DR).

O Northern Portugal Cultural Centre (NPCC), em Oshawa, realizou uma “Noite Portuguesa” dedicada à gastronomia, à música e ao folclore, numa celebração da cultura e das tradições portuguesas no Canadá.
O evento reuniu a comunidade em torno de uma ementa tradicional, que incluiu sarrabulho, rojões, febras, frango, batatas, arroz, legumes e salada.

A refeição foi complementada com frutas e diversas sobremesas. À meia-noite, a tradição continuou à mesa com caldo verde e champarrião, proporcionando aos participantes uma experiência marcada pelos sabores e costumes portugueses. A animação musical esteve a cargo da Karma Banda, enquanto o Rancho do Minho de Oshawa levou ao público as danças, os trajes e os ritmos do folclore tradicional, mantendo viva uma das expressões mais emblemáticas da identidade cultural portuguesa.

Fundado em 1983, o Northern Portugal Cultural Centre tem desempenhado um papel importante na preservação e divulgação da herança portuguesa em Oshawa e na região de Durham. A associação nasceu da iniciativa de um grupo de emigrantes que procurou recriar, no Canadá, o espírito e as tradições do Minho, região que continua a marcar a identidade do centro.

Ao longo dos anos, o NPCC alargou a sua representatividade, passando a reunir membros de diferentes regiões de Portugal continental e das ilhas. A diversidade dos seus associados reflete uma comunidade unida pela língua, pelas tradições e pelo orgulho nas suas raízes. Para além dos convívios e das atividades culturais, o centro tem promovido iniciativas de apoio à comunidade, incluindo programas anuais de bolsas de estudo, reforçando a ligação entre gerações.

A Noite Portuguesa do Northern Portugal Cultural Centre integrou-se, assim, no esforço de manter vivas as tradições lusas junto das novas gerações e de partilhar a cultura portuguesa com a comunidade local, num ambiente de confraternização, música e gastronomia.

RMA/MS

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Associação Cultural do Minho de Toronto celebrates 49 years of history

(DR)

On Saturday, October 24, the Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) celebrated its 49th anniversary in an evening marked by reunions, music, and pride in Minho roots. The event commemorated nearly five decades of dedication to Portuguese culture and paid tribute to all those who have helped keep the association vibrant.

Members, volunteers, family, and friends gathered to mark the occasion with a program that featured a celebratory dinner, live music by singer Sara Dantas, and a performance by the ACMT Folk Dance Group (Rancho da ACMT).

Amid conversations, traditional songs, and dances, the evening also offered a moment of intergenerational connection, united by a shared bond to their heritage.

For Carlos Gonçalves, president of ACMT, this anniversary represents an opportunity to thank everyone who has contributed to the organization’s journey and to look toward the future with hope.

“As we celebrate ACMT’s 49th anniversary, we want to honor and thank all the members, volunteers, and leaders who have given so much of themselves to keep this association alive. Our dream is to continue growing, to own our own building, and to ensure that Minho culture and traditions are passed on to future generations. I appeal to the youth of our community to take pride in their roots and join Portuguese clubs and associations. Our culture lives through people, and it will only endure if we all do our part,” he highlighted.

Olivia Rites, President of the General Assembly, has been with the association since 2008 and views this path as a source of pride: “For me, it is an honor. Here, we are a family. It has been 49 years of hard work and perseverance, and we thank the volunteers and directors who have contributed to this house,” she stated.

Younger members find in ACMT a way to experience Portuguese culture and keep the connection to their roots alive.

For Cecília Fernandes, the association represents a sense of belonging: “ACMT is culture, it is family, and above all, it is an honor to be part of this club.”

Rui Guiomar shares this pride, emphasizing the importance of carrying traditions forward: “It is an honor to be part of ACMT and to be able to carry on our traditions.”

Emma Moniz also finds that dancing helps preserve her cultural identity: “It makes me happy to dance and to carry my culture forward.”

With its 50th anniversary on the horizon, ACMT is preparing to celebrate half a century of history in 2027. It is a journey built on dedication, friendship, and love for Minho roots, anchored in the hope that future generations will continue to bring this legacy to life in Toronto.

FP/MS

The content on the Milénio Stadium website is automatically translated using Google Translate.

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Casa do Futebol Clube do Porto de Toronto celebra 39 anos de história

Créditos: Francisco Pegado

A Casa do Futebol Clube do Porto de Toronto celebrou o seu 39.º aniversário no sábado, 24 de outubro, reunindo associados, adeptos e amigos numa festa marcada pelo orgulho azul e branco e pela união da comunidade portista.

Conhecida como Casa do Porto, a associação é, há quase quatro décadas, um ponto de encontro para os adeptos do FC Porto, promovendo o convívio, a amizade e a ligação às raízes portuguesas através da paixão pelo futebol.

A sua história remonta a 1987, ano em que o FC Porto conquistou pela primeira vez a Taça dos Clubes Campeões Europeus, ao vencer o Bayern de Munique. Inspirado por esse feito, um grupo de adeptos decidiu criar uma representação do clube no Ontário. A associação foi reconhecida oficialmente pelo FC Porto, tornando-se, segundo os seus registos históricos, a quinta delegação do clube a nível mundial.

Durante a comemoração, o presidente, Paulo Carreiro, destacou a importância de recuperar a tradição de celebrar o aniversário da instituição “a Casa do Porto esteve sem festejar o seu aniversário por muito tempo e na altura da minha eleição, prometi voltar a fazê-lo. Hoje temos uma casa cheia de portistas e não só. Mais uma vez, estamos a trazer a mística do Porto de volta”, afirmou.

O dirigente adiantou ainda que, em 2027, a associação celebrará 40 anos e pretende preparar uma surpresa para os seus apoiantes. Recordou também que as eleições estão marcadas para domingo, 1 de novembro de 2026, apelando à participação dos membros.

Gilson Rodrigues, adepto do FC Porto presente na festa, destacou a sua paixão pelo clube desde jovem, apesar de ter crescido numa família adepta de outra equipa “estou feliz por participar neste evento. Sou portista desde novo e convido todos os portistas a juntarem-se à Casa do Porto”, salientou.

Ao celebrar 39 anos, a Casa do Porto reafirma o seu papel na comunidade portuguesa de Toronto, mantendo viva a mística azul e branca e preparando-se para assinalar quatro décadas de história em 2027.

Francisco PegadoP/MS

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Uma geração sai à rua…

Estudantes, professores e funcionários públicos participam de um protesto contra o alto custo de vida, alegando enfrentar os mesmos problemas que desencadearam manifestações violentas na França no fim de semana, em Atenas, em 21 de outubro de 2026 – Foto: Aris Messinis/AFP

Por todo o mundo, os jovens estão a sair à rua, a desafiar os governos e a exigir respostas sobre um futuro que sentem estar a fugir-lhes das mãos. De França a Milão, na Itália, as manifestações tornaram-se numa expressão poderosa de frustração face à educação, ao custo de vida, às desigualdades económicas e à liderança política. Mas o que está realmente a motivar estes protestos? Estarão os estudantes a lutar por melhores escolas e por um futuro mais seguro, ou estarão a integrar um movimento mais vasto contra os governos em funções?

A resposta é que ambas as forças estão em jogo, embora nem todos os protestos tenham a mesma origem. Em França, as manifestações estudantis que começaram em setembro de 2026 surgiram de preocupações com o sistema público de ensino do país. Os estudantes queixavam-se da falta de professores, de salas de aula sobrelotadas, do deterioramento do edificado escolar, de horários escolares extensos e da incerteza quanto às suas oportunidades de acesso ao ensino superior. O que começou com disputas sobre recursos e pessoal numa escola em Créteil, nas proximidades de Paris, alastrou-se a estabelecimentos de ensino por todo o país. As redes sociais ajudaram os alunos a partilhar as suas frustrações e incentivaram outros a juntar-se à causa.

Desde então, o movimento expandiu-se para além das salas de aula. Professores, pais, sindicatos e outros membros da comunidade juntaram-se às manifestações, ligando o contencioso na educação a preocupações mais amplas sobre os serviços públicos, o custo de vida e a desigualdade. Para muitos estudantes, a questão não é simplesmente saber se a sua escola tem professores suficientes; é saber se o governo está a investir adequadamente no seu futuro e a dar aos jovens uma oportunidade justa de vencer. As manifestações tornaram-se também num desafio político para o governo do Presidente Emmanuel Macron. A resposta do executivo, incluindo a gestão dos bloqueios e os confrontos com a polícia, transformou-se numa fonte adicional de indignação.

Algumas manifestações mantiveram-se pacíficas, enquanto outras envolveram atos de vandalismo, incêndios e confrontos violentos. Esses incidentes demoveram a clareza do movimento e levantaram dúvidas sobre a segurança pública, a conduta policial e a linha que separa o protesto legítimo do comportamento criminal. O ponto fundamental é que os protestos em França não começaram simplesmente como uma tentativa de derrubar o governo. Começaram com queixas específicas sobre a educação, mas essas reclamações abriram a porta a um debate muito mais amplo sobre o rumo do país.

Em Milão, o cenário é diferente, embora parte da frustração subjacente se sobreponha. As manifestações na Itália reuniram estudantes, grupos de trabalhadores, ativistas anti-guerra e outros contestatários que se opõem às políticas associadas ao governo da Primeira-Ministra Giorgia Meloni. As suas preocupações incluem o aumento do custo de vida, os baixos salários, as prioridades governamentais e as despesas militares. Os protestos em Milão escalaram para confrontos, vandalismo e saques durante as manifestações de outubro. Foram convocados novos protestos em várias cidades italianas, levando as autoridades a reforçar a segurança e a investigar os incidentes relacionados com os distúrbios. Para muitos participantes, a discussão vai além de uma única decisão governamental: diz respeito ao tipo de sociedade em que a Itália se está a transformar, às oportunidades disponíveis para as gerações mais jovens e a saber se os líderes políticos compreendem as pressões financeiras enfrentadas pelos cidadãos comuns. No entanto, é importante não assumir que todos os participantes numa manifestação partilham da mesma motivação. Um estudante que protesta contra a política educativa, um trabalhador que exige salários mais elevados e um ativista anti-guerra podem marchar juntos sem concordarem em todos os pontos.

Por que motivo estão os estudantes a tornar-se numa força tão poderosa?

Os jovens têm vários motivos para sentir necessidade de fazer ouvir a sua voz. O custo da habitação, da educação e dos bens de primeira necessidade torna a independência cada vez mais difícil. Os estudantes temem que, mesmo após concluírem os seus estudos, venham a ter dificuldades em encontrar um emprego estável ou em suportar os custos de uma casa. Os jovens querem acreditar que o trabalho árduo e a educação conduzirão a uma vida melhor. Quando as salas de aula estão sobrelotadas, os serviços públicos se deterioram ou o acesso ao ensino superior parece injusto, essa promessa torna-se mais difícil de confiar.

Existe também um fosso geracional crescente. Alguns jovens acreditam que os líderes políticos respondem mais aos interesses estabelecidos do que às necessidades de quem terá de viver com as consequências das decisões de hoje durante as próximas décadas. Os estudantes conseguem circular vídeos, expor problemas locais e organizar manifestações de forma muito mais rápida do que as gerações anteriores. Uma disputa numa única escola pode tornar-se numa questão nacional em poucos dias. Por fim, muitos jovens sentem que os canais políticos tradicionais não estão a apresentar resultados com a rapidez necessária. Quando petições, consultas públicas ou conversas com responsáveis parecem ineficazes, ir para a rua pode parecer a única forma de atrair atenção.

Isso não significa que todos os jovens partilhem das mesmas convicções políticas. Alguns pretendem um maior investimento público, outros opõem-se a regulamentações e outros querem simplesmente que as instituições funcionem melhor. O ponto de contacto entre eles poderá ser a frustração e não uma ideologia política unificada.

Trata-se de uma rebelião contra o governo?

Esta é talvez a questão mais importante. Em muitos protestos, a oposição à política governamental faz certamente parte da história. Os manifestantes querem que os líderes políticos mude de rumo, reponderem as decisões de despesa ou assumam a responsabilidade por problemas que permanecem sem resolução. Contudo, opor-se a uma política governamental não é necessariamente o mesmo que querer derrubar o governo. Quando as pessoas sentem que as suas preocupações são repetidamente ignoradas, podem deixar de ver um problema como uma falha pontual e passar a questionar as prioridades globais do executivo. Nesse ponto, um protesto sobre escolas ou despesas domésticas pode transformar-se numa expressão mais ampla de insatisfação com o sistema político.

França ilustra quão rapidamente essa transformação pode acontecer. A Itália demonstra como as preocupações com o nível de vida e as decisões governamentais podem trazer diferentes movimentos para as mesmas ruas. Os partidos políticos também podem tentar tirar partido da indignação popular, quer apoiando os manifestantes, quer acusando os seus opositores de incentivar a desordem. Isso pode tornar os protestos mais politizados, mesmo quando as queixas originais surgiram de experiências do dia a dia. A chave está em olhar para o que os manifestantes estão a exigir, em vez de assumir que cada manifestação é puramente uma rebelião antigovernamental.

A grande questão é saber se os governos vão responder com mudanças significativas ou se vão recorrer primariamente ao policiamento e a medidas de ordem pública. Em França, a agitação permanece como um desafio político de vulto. Na Itália, o governo Meloni respondeu aos distúrbios em Milão com reforços de segurança adicionais, enquanto as manifestações continuam a suscitar dúvidas sobre salários, custo de vida e prioridades governamentais. Os governos enfrentam um exercício de equilíbrio complexo: têm de proteger a segurança pública e prevenir a violência, mas têm também de reconhecer que o protesto pacífico é uma forma legítima de os cidadãos exigirem mudança.

As manifestações em França e na Itália revelam uma questão que se estende muito além da Europa: o que acontece quando uma geração começa a acreditar que o sistema não está a funcionar para si? Estes protestos não são exclusivamente para derrubar governos. São sobre educação, segurança económica, igualdade e o desejo de ter uma voz ativa nas decisões que moldam o futuro.

Em última análise, a fasquia destes movimentos não será medida pelo número de ruas bloqueadas ou de detenções efetuadas. Será medida pelo facto de os governos escutarem ou não, de surgirem soluções concretas e de os jovens recuperarem a confiança de que vale a pena investir no seu futuro. Quando os estudantes saem à rua em tão elevado número, os líderes políticos devem reconhecer que estão a ouvir mais do que um simples protesto. Estão a ouvir uma geração a perguntar se alguém no poder está, afinal, a escutar.

Vincent Black/MS

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Está no Ar

Créditos: MDC Media Group/Ai.

Parece óbvio que a atualidade política desta semana representa o “recuo” do extremismo por que tantos esperavam. No Brasil, Flávio começou a sua declaração pós-derrota recorrendo à tática habitual de DT: denunciar fraudes e recusar-se a conceder a vitória, um movimento que não colou com praticamente mais ninguém. Mas havia um plano B: embora a polícia tivesse exigido a entrega do seu passaporte no âmbito de um processo de branqueamento de capitais, ele conseguiu escapar de mansinho e encontra-se agora na Florida. Voou para os braços do seu novo “papai”. De notar também que os estudantes da Sérvia conseguiram derrubar o seu líder extremista, Aleksandar Vucic. Tudo isto sem sequer terem um líder próprio! Traz certamente algum alívio a tantos de nós que esperavam por alguma paz e compreensão, e pelo fim da narrativa do “ou estás connosco, ou estás contra nós” dos últimos anos. Não nos iludamos, porém: qualquer partido tem o seu lado pantanoso e todos eles são íntimos dos mesmos grandes empresários. Mas enquanto o dinheiro continuar a dominar a nossa psique, ao menos que tenhamos uma espécie de social-democracia, onde pelo menos pareça que as coisas são feitas a pensar em todos nós.

Depois, temos a situação a sul da fronteira. Ele fará de tudo para virar a maré a seu favor, mas as coisas só estão a piorar. O volume de dinheiro vindo de bilionários e de organizações conservadoras é perturbador. Estão desesperados por manter nos carris o comboio da boa vida dos últimos anos. Um comboio alimentado pelo espremer de tudo o que podem a pessoas como nós, quer o vejamos, quer não. E a questão do poder: se o Brasil tivesse caído nas mãos de Bolsonaro, DT teria o controlo sobre a maior parte — se não a totalidade — da América do Sul. Fura, bebé, fura. Corta, bebé, corta, com os lucros a irem parar aos cofres dos bilionários, exatamente como fizeram na África. Lula venceu as eleições e DT perde a oportunidade de criar mais um Estado americano na América do Sul, à semelhança do que deu a entender em relação à Venezuela. Ele é uma criança perigosa. O cérebro com que nasceu nem sequer chega perto dos requisitos mínimos para o cargo que ocupa. Estou a ser duro? Escutem as declarações dele à imprensa ou leiam as suas publicações nas redes sociais. É por situações destas que é necessária mais do que uma pessoa para autorizar o uso de armas nucleares. Posto isto, quem sabe o que mais ele tem na manga? Ele não terá sucesso com nenhuma das suas encenações, mas continua a declarar que as eleições foram adulteradas — exceto, obviamente, onde o vencedor foi um conservador. Fico a perguntar-me de que forma estas duas últimas vitórias da “democracia” abalaram DT. Ele deve estar a perguntar-se como vai lidar com tudo isto. Quando questionado sobre como se sairia caso os Democratas levassem a Câmara dos Representantes e o Senado, a maior parte da sua resposta focou-se no seu “forte poder de veto”, embora afirme esperar não ter de chegar a esse ponto.

O dia 3 de novembro será importante para todos nós. Esperemos que marque um ponto de viragem, no qual possamos finalmente focar a nossa atenção na resolução dos nossos problemas globais com inteligência e, quem sabe, com a verdade. Além disso, enquanto estivemos atolados neste pântano, a Inteligência Artificial começou a galopar e os governos estão a deixar acontecer, sem qualquer tipo de regulamentação. Quanto aos ficheiros de Epstein, não sei se alguma vez veremos justiça. Há tubarões de todas as cores a nadar nessa piscina.

Fiquem bem!

Raul Freitas/MS

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Bringing Portuguese people closer to Portugal

JN

I return to the subject of TAP for the second consecutive week because I consider it of utmost importance.

The Portuguese diaspora is not merely—or rather, should not be—a demographic extension of Portugal in the world; it is one of our country’s greatest geopolitical, economic, and cultural assets. For the millions of people living outside the national territory, the connection to Portugal is measured by many factors, but in practice, it is sustained by reliable transport and communication links. It is against this backdrop that TAP Air Portugal transcends its commercial function and assumes a role of sovereignty and national cohesion.

The maintenance of direct and regular air routes between Portugal and the main host regions of our communities must be a national imperative. These routes do not serve only tourism or passengers visiting their families; they guarantee business continuity, diaspora investment in their homeland, return to the country, and the preservation of cultural identity for new generations. Without this link, regions with a dense population of Portuguese residents risk isolation from their home country, left dependent on the financial interests of foreign airlines.

To understand the flag carrier’s current situation and to safeguard this heritage of connectivity, looking back at the recent past is unavoidable. The previous Socialist (PS) Government’s decision to intervene and save TAP during a period of profound global crisis was an act of political courage and strategic vision. By injecting capital and restructuring the company, the State was not merely saving an airline; it was protecting the umbilical cord that binds Portugal to its communities scattered across the globe.

Today, the fruits of that strategic decision are clear. The value generated by that rescue process now allows TAP to partner with one of the most prestigious aviation groups in the world. This integration into the global market does not erase the company’s identity; rather, it strengthens it, conferring a competitive capacity that would be difficult to achieve in isolation.

Even more importantly: this process preserved the strategic position of the Portuguese State in the airline. By maintaining a decisive say in the structure, the State secured crucial bargaining power. It is precisely this influence that today allows—and must demand—that new partners uncompromisingly preserve the routes serving the diaspora.

A country’s sovereignty is also measured by its ability to ensure that its citizens, regardless of where they have chosen to live and work, continue to have an open and direct door back home. TAP is, and must continue to be, the wings of our Communities. Its future, now aligned with major international stages, cannot forget its origins nor its fundamental mission: bringing Portuguese people closer to Portugal.

Vitor Silva/MS

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Teixeira Family Museum: A legacy of memory of Madeiran emigration and the Luso-Venezuelan diaspora

O empresário benemérito Aneclet Teixeira (ao centro), durante uma das frequentes visitas de membros da comunidade luso-venezuelana ao Museu da Família Teixeira. (DR)

The archipelago of Madeira—an insular territory that over the centuries established itself as a unique quay of arrivals and departures in the Atlantic Ocean—occupies an essential place in the history of Portuguese emigration. Marked by the departure of successive generations in search of better living conditions, Madeiran society built a significant migratory heritage both within and outside national borders, deeply tied to Portuguese identity and to the diaspora spread across the globe.

Among the main destinations for Madeiran emigration in the second half of the 20th century, Venezuela stood out unequivocally. This South American nation—which in recent decades has faced a profound structural crisis of an economic, political, and social nature—welcomed thousands of Portuguese citizens, many originating from Madeira, who found opportunities there to rebuild their lives, raise families, and develop business ventures. Today, the Portuguese community and their descendants represent a significant presence in Venezuelan society, with a particularly strong footprint in Caracas and within sectors such as commerce, hospitality, construction, and the restaurant industry.

The journey of this community, marked by hard work, entrepreneurship, adaptability, and the preservation of ties with Portugal, constitutes an important chapter in the contemporary history of Portuguese emigration. It is a legacy worth knowing, studying, and passing on to future generations, recognizing the contribution of Portuguese communities to their host societies and to Portugal’s presence beyond its borders.

It is within this context that the Teixeira Family Museum assumes special significance. Located in Fajã da Murta, in the parish of Faial, municipality of Santana, on the island of Madeira, the museum space was conceived by businessman Aneclet Teixeira de Freitas out of a deep connection to his roots and a desire to honor his parents, Albino Teixeira and Conceição Caires, natives of that Madeiran locality.

In the 1950s, like so many of their compatriots, Albino Teixeira and Conceição Caires left for Venezuela in search of better living conditions and new opportunities for their family. Their story mirrors the experience of countless Portuguese families who, faced with economic hardship and limited future prospects in their homeland, found emigration to be a path toward building a different life.

In the 1960s, at just seven years of age, Aneclet Teixeira joined his parents in Caracas. It was in the Venezuelan capital that he grew up and embarked on a personal and professional journey that would reach remarkable heights. In the early 1980s, he specialized in Orthodox Jewish gastronomy—a field where, combining knowledge, an entrepreneurial spirit, and a remarkable work ethic, he would go on to establish himself.

His professional trajectory, sustained by rigor, dedication, and a sense of opportunity, led to the creation of a significant business enterprise, which includes the well-known Rey David chain of stores in Caracas. His investments also expanded to other parts of Latin America and to Madeira, where he has invested particularly in the hotel and real estate sectors.

However, beyond business success, one of the most meaningful dimensions of Aneclet Teixeira’s journey lies in his connection to his family roots and homeland. Despite the distance, the vicissitudes of life, and the responsibilities inherent in managing major business ventures, he never ceased to honor his parents’ memory and the community from which his family originated.

This bond materialized in the creation of the Teixeira Family Museum, a family tribute project that took on a broader heritage and cultural dimension. By gathering memories, objects, correspondence, and photographs, the museum brings visibility to the experience of an emigrant family while simultaneously evoking the journeys of so many Madeirans who set off for Venezuela throughout the 20th century.

Open to the public with free admission, the venue features a set of elements that contribute to its uniqueness, including a garden with twenty palm trees brought from Egypt, a chapel, a bandstand, and a wine cellar. More than just a place of family remembrance, it serves as a meeting point between individual history and collective memory, where the experiences of one family intersect with the broader history of Madeiran emigration and the Luso-Venezuelan diaspora.

The Teixeira Family Museum plays a relevant role in valuing Madeira’s historical memory and recognizing the contribution of the Luso-Venezuelan community. By preserving the legacy of Albino Teixeira and Conceição Caires, Aneclet Teixeira honors not only his parents, but also all those who, departing from the “Pearl of the Atlantic,” crossed the ocean in search of new opportunities, carrying with them their language, customs, values, and the hope of building a better future.

This symbolic dimension takes on special relevance in an era when preserving the memory of Portuguese communities abroad represents both a cultural and intergenerational challenge. Learning the stories of those who left is also a way of recognizing the diaspora’s role in shaping the contemporary history of Madeira and Portugal, understanding that Madeiran and national identity extends far beyond geographical borders.

Daniel Bastos/MS

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Pedro Nuno Santos, the alleged savior of TAP, and political selective memory Where, after all, does the truth lie?

Wikipedia.

My dear readers, today it is very easy to look up information. In the past, documents were on paper and sometimes moved from one drawer to another. Now, with digitized information, sooner or later a great deal comes to light, much like oil rising to the surface of water.

I would not have a clear conscience if I did not share my opinion on an article I read—written by a great friend of mine—which praised Pedro Nuno Santos as the savior of TAP. I respect differing opinions, as that is one of the rich aspects of democracy. However, I decided to do some research because my memory was telling me that not everything in that analysis was quite right.

I do not intend to offend anyone, least of all my friend. I simply want to recall facts and pose a question: are we forgetting too quickly the responsibilities of those who governed us?

In Portuguese politics, a curious rule seems to exist: when decisions go wrong, the blame belongs to everyone or to the circumstances; when they go well, all the credit goes to a single individual. That is why Pedro Nuno Santos deserves to be analyzed without personal attacks, but also without political whitewashing.

TAP: saving the airline does not mean absolving those who governed it.

The story of TAP did not begin with Pedro Nuno Santos. In 2015, the government of Pedro Passos Coelho finalized the privatization of 61% of its capital, which was partially reversed in 2016 under António Costa. In 2020, during the pandemic, the Socialist government moved toward renationalization under the guardianship of Pedro Nuno Santos.

By the way, did the pandemic justify public intervention? That is a debatable question. But in December 2021, a restructuring plan was announced featuring approximately €3.2 billion in authorized public aid. These were millions of euros coming from taxpayers.

It is legitimate to defend TAP’s strategic importance to Portugal. What is equally legitimate is to ask whether that money was well spent and to demand accountability for the decisions made.

The Alexandra Reis case only reinforced these doubts. The General Inspection of Finance deemed null and void the exit agreement involving a €500,000 compensation package, with the exception of components relating to the employment contract and its respective severance. Pedro Nuno Santos ultimately resigned in December 2022 following the controversy.

TAP may have survived an extraordinary crisis. However, that does not automatically transform the political leader into a hero above critique. Where, then, does that leave us?

Housing: a crisis that was not born yesterday—my friends, do some research on this subject and you will see the truth.

The housing shortage stems from multiple factors, including insufficient construction over the years, a scarcity of supply, the concentration of demand in major cities, real estate investment, and licensing hurdles. Prices also outpaced the incomes of many families.

António Costa’s governments had years to expand public supply, facilitate construction, and establish conditions for a more functional rental market. In 2023, they introduced the Mais Habitação program, but the measures adopted failed to solve the structural problem of the housing shortage.

It would not be fair to attribute all the responsibility to Pedro Nuno Santos or to a single law. However, it is equally unacceptable to forget the years of Socialist governance when evaluating the results. Today’s opposition cannot erase yesterday’s responsibilities.

The NHS (SNS) and immigration: problems do not vanish by decree—and once again I ask you to research this, so you can understand how we arrived at the current chaos.

In the National Health Service, shortages of professionals, organizational difficulties, and long wait times are accumulated problems that demand concrete solutions. In 2023, approximately 1.7 million patients lacked a family doctor, according to data released at the time by the Public Finance Council.

On immigration, the dissolution of SEF (Aliens and Borders Service) was approved in 2021—who was in government and serving as minister then?—with votes in favor from the PS and Bloco de Esquerda. The transition to AIMA in 2023 exposed severe administrative and operational hurdles.

This does not mean that all immigration is uncontrolled. It means, rather, that the State must possess the capacity to manage processes, borders, and public services. Have we already forgotten who made these decisions as well?

My friends, politics cannot function like an altar. Pedro Nuno Santos may have merits, he may have defended legitimate strategic choices, and he may claim credit for achievements. What we cannot accept is for him to be presented as a savior without recalling the costs, the mistakes, and the decisions made under his responsibility.

The same principle applies to José Sócrates, António Costa, or any other leader. We should not condemn anyone simply for belonging to a party, but neither should we absolve governments out of ideological sympathy.

Portugal does not need political saints. It needs leaders who explain their decisions, own up to their mistakes, and answer for the results.

That is why I took some of my time to do research. Not to attack a friend, nor to impose my ideology, but to remind readers that political memory is fundamental. We may hold different opinions, but we must never confuse party loyalty with the truth.

Have a great weekend!

Augusto Bandeira/MS

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Carney, Ford unveil $9B plan to support industries hit by tariff war

(DR)

Prime Minister Mark Carney and Ontario Premier Doug Ford unveiled an $8.7-billion joint plan on Parliament Hill Wednesday to help tariff-affected industries in the province battered by the trade war.

Ford called it “transformative” and said the top priority is to protect manufacturing in a range of industries. A new “joint steel action fund” that includes $3.5 billion in funding from Canada and $1.7 billion from Ontario, spread out over five years, will assist steel companies in expanding the types of products they make.

That comes with a pledge to ramp up protections against foreign steel dumping through stronger border enforcement and other measures. The overall plan also includes $2.5 billion for the automotive sector — with the federal government chipping in $1.5 billion.

Another $1 billion in federal funds spread out across three years will go toward the Ring of Fire mining development in northern Ontario to build out roads. U.S. President Donald Trump’s trade war has dragged on for more than a year-and-a-half, slamming key Canadian sectors, including automotive and steel manufacturing.

Carney said he spoke with Trump Wednesday morning “for quite some time,” and that Canada remains ready to sit down and negotiate with the White House when the administration is ready.

DCN/MS

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Feds investing $1 billion for road to Ring of Fire in Ontario

The federal government will put down $1 billion to help build a controversial road to the Ring of Fire region in northern Ontario, Prime Minister Mark Carney announced. Photo: MARKJCARNEY/X.

The federal government will put down $1 billion to help build a controversial road to the Ring of Fire region in northern Ontario, Prime Minister Mark Carney said Wednesday. 

The region is said to be rich in nickel, chromite, copper and gold and Carney said its development will secure Canada’s critical mineral supply chain.

“Canada is matching Ontario’s $1-billion investment to build road infrastructure to reach the Ring of Fire,” Carney said as he and Premier Doug Ford announced in Ottawa an $8.7-billion joint plan to help Ontario’s tariff-affected industries, including steel and automotive sectors.

The Ring of Fire sits partially in the James Bay lowlands, part of North America’s largest wetland, and is home to a number of remote, fly-in First Nations. Its mineral development has been a major focus for Ford since he took office in 2018.

“We can secure a sovereign supply chain and bolster Canada’s position as a critical minerals leader,” Carney said. “Now, to build those mines, we need roads.”

Earlier this year, Ford announced construction had begun on two of the roads that will eventually connect the provincial highway system to the mining area some 500 kilometres north of Thunder Bay, Ont.

Ford had long called for the federal government to match the province’s $1-billion investment in the road project. Ontario’s previous Liberal government had also asked Ottawa to match that money.

“Last December, I joined the prime minister here in Ottawa to sign an agreement that would eliminate federal duplication for the roads to the Ring of Fire,” Ford said Wednesday.

“Thanks to that agreement, we got shovels in the ground on the roads to the Ring of Fire this summer and are well on our way to unlocking, as the prime minister mentioned, 70,000 jobs and $22 billion in economic activity that will be powered by the Ring of Fire’s critical minerals.”

The province has signed partnerships with three First Nations who want the road, while many others are decidedly against it.

Webequie First Nation and Marten Falls First Nation, both remote fly-in communities, want a road to connect to the provincial highway system as well as the economic opportunities in mining the Ring of Fire. They both say it will lift their communities out of poverty.

Aroland First Nation sits further south and its road will be upgraded to handle greater traffic.

Australian mining giant Wyloo and Juno Corp, a Canadian junior mining company, own the vast majority of stakes claimed in the Ring of Fire. Wyloo has proposed to build several mines up north if the road gets built, including a large underground nickel mine.

However, many other First Nations in northern Ontario are against the proposed road and mines. They say they haven’t been consulted and the development will change their way of life.

Neskantaga First Nation and Attawapiskat First Nation have built a settlement where the proposed road will cross the Attawapiskat River. The Canadian Press visited the region last year, including the settlement, where community members plan to block the road whenever construction crews arrive, years from now.

Sol Mamakwa, the provincial New Democrat who represents the riding of Kiiwetinoong, where the Ring of Fire sits, said he was dismayed by the latest news.

He said First Nations are livid at several pieces of provincial and federal legislation, some that have become law, which propose to speed up approvals of large projects, including mines.

“I’ve talked to enough people on the ground that live on these lands for a long time, they’ll be there to protect them and I stand with the rights holders,” Mamakwa said. “Without the proper, free, prior informed consent … I think that’s going to become an issue.”

Carney said speeding up mine approvals will be imperative, framing it as a way to counter U.S. President Donald Trump’s tariffs on Canadian goods.

But the prime minister said Canada and Ontario are creating “a working group to engage with local Indigenous communities so together we’ll identify opportunities for economic development, conservation and Indigenous protected areas.”

Mamakwa said those words are meaningless.

“It’s just two white men in Ottawa deciding what’s going to happen with our lands,” he said.

“That project will not happen.”

DCN/MS

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Good news around the world

(DR)

Timor-Leste officially receives malaria-free certification

Timor-Leste officially received the certificate recognizing it as a malaria-free country from the World Health Organization (WHO). The handover took place on May 19, 2026, in Geneva, during the 79th World Health Assembly. The ceremony confirmed the announcement made by the WHO in July 2025, bringing an end to more than two decades of national efforts to eliminate one of the world’s most persistent and deadly tropical diseases.

The numbers demonstrate the scale of this achievement. The country recorded over 223,000 cases of malaria in 2006 and has registered no cases of local transmission since 2021. This result is all the more remarkable in a tropical, mountainous territory where the climate favors mosquito breeding year-round.

The journey began shortly after independence. The Ministry of Health established the National Malaria Program in 2003 and, a few years later, introduced rapid diagnostic tests, new effective treatments, and the free distribution of insecticide-treated bed nets to high-risk communities. Beginning in 2009, with support from the Global Fund, the fight against the mosquito was extended nationwide, and diagnostics became available at every local health post.

With this announcement, the WHO now counts 47 countries and one territory certified as malaria-free. Timor-Leste is only the third country in the South-East Asia region to achieve this, following the Maldives and Sri Lanka. It is also the second disease the country has eliminated in less than two years, after lymphatic filariasis in 2024. For one of the world’s youngest and poorest countries, where Portuguese is also spoken, this is a victory that proves public health can transform destinies.

(DR)

Five countries in the Americas eliminate diseases that affected generations

On September 29, the Pan American Health Organization (PAHO) honored five countries and territories in the Americas for major disease elimination achievements over the past year. Between September 2025 and September 2026, all received certification, validation, or verification from the World Health Organization for eliminating at least one communicable disease.

The results are noteworthy. Brazil was validated in December 2025 for eliminating mother-to-child transmission of HIV, becoming the most populous country in the world to reach this milestone. Chile became the first country in the Americas to eliminate leprosy as a public health problem and, in September, became the first in South America to eliminate dog-transmitted rabies. El Salvador eliminated trachoma, an eye infection that can cause blindness, becoming the first Central American country to do so. The Bahamas and the Turks and Caicos Islands also eliminated mother-to-child HIV transmission; Turks and Caicos accomplished the same for hepatitis B, a first for a territory in the region.

Nearly 60% of the countries and territories worldwide recognized for eliminating mother-to-child HIV transmission are in the Americas. PAHO also highlights that eliminating diseases strengthens health systems as a whole by improving surveillance, laboratories, and primary care. The goal is ambitious: to eliminate more than 30 communicable diseases and related conditions in the region by 2030. Behind these figures are millions of children born healthy and communities freed from ancient diseases.

(DR)

Germany breaks record: nearly 60% of electricity comes from renewable sources

The energy transition in Europe’s largest economy has taken another historic step forward. Renewable energy covered a record 58% of Germany’s electricity consumption between January and June 2026—up three percentage points from the previous year—generating 152.2 billion kWh, according to the BDEW and ZSW associations.

The main driver of this progress was offshore wind. Offshore wind power grew by 28%, onshore wind by 7%, and solar by 4%, while lower rainfall caused hydroelectric output to drop by 8%. This data highlights another piece of good news: the diversity of renewable sources allows drops in one sector to be offset by growth in others, making the overall system more resilient.

The significance extends beyond Germany. Just two decades ago, renewables were viewed as an expensive, fringe solution; today they produce more than half the electricity of an industrial nation with over 80 million inhabitants. This means less coal and gas burned, cleaner air, lower CO₂ emissions, and greater energy independence from fossil fuel imports.

The trend is repeating itself elsewhere in Europe. In Ireland, renewables met roughly half of the electricity demand in February, March, and April, with June recording a record amount of solar power on the grid. Germany’s goal is to reach 80% renewable electricity by 2030, and this year’s figures show that progress is being made at a strong pace.

(DR)

A telescope buried in Antarctic ice wins the Nobel Prize in Physics

Belgian-American physicist Francis Halzen has won the 2026 Nobel Prize in Physics for his work on the world’s largest neutrino telescope, capable of detecting “ghost particles” beneath the Antarctic ice. Halzen was born in 1944 in Tienen, Belgium, earned his doctorate in 1969 from the Catholic University of Leuven, and is a professor at the University of Wisconsin–Madison in the United States.

Neutrinos are subatomic particles that pass through almost everything without leaving a trace, including our bodies and the entire planet. That is why they are so difficult to capture. Halzen first proposed using the ice at the South Pole to detect them in 1988. It sounded like a wild idea, but it became a reality: IceCube features 5,160 light sensors buried within a cubic kilometer of Antarctic ice. On rare occasions when a neutrino collides with the ice, it produces a flash of blue light that the sensors record.

Using this instrument, the team discovered high-energy neutrinos originating from beyond the Solar System and managed to pinpoint several of their sources, such as galaxies containing supermassive black holes. The chairman of the Nobel Committee for Physics stated that Halzen’s tenacity and vision paved the way for a new branch of astronomy. Halzen is the first individual winner of the Nobel Prize in Physics since Pierre-Gilles de Gennes in 1991. He stands as an inspiring example of international cooperation and scientific persistence spanning nearly four decades.

MS

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THE SCAPEGOAT

The goat shall carry all their sins upon itself into a desolate land;

and the man shall release the goat in the wilderness.

— Leviticus 16:20-22

 

The expression “scapegoat” originates from religious rituals described in the Old Testament of the Bible, stemming from an ancient Jewish ceremony (Yom Kippur, the Day of Atonement) in which one goat was sacrificed while another bore the sins of all the people and was subsequently released into the desert. The scapegoat has served as a metaphor for collective guilt whenever an innocent group is singled out to bear the responsibility for a failure or crisis affecting an entire community.

As early as the 16th century, Gil Vicente presented a cast of figures representing society of the era in his play Auto da Barca do Inferno (1517)—the nobleman, the friar, the shoemaker, the magistrate, the Jew—highlighting the vices of each to create social satire. The figure of the Jew embodied the rampant antisemitism of the period, thereby reflecting a set of deeply ingrained religious and cultural prejudices within Portuguese society. When entering the scene, the Jew carries a goat, a pejorative symbol for the Jewish people who defend their traditions. Neither the Angel, who commands the Boat of Heaven, nor the Devil, who commands the Boat of Hell, accepts the Jew onto their vessels. The Devil argues that he has no room for the goat, ultimately towing him behind the boat, thus symbolizing the marginalization this group suffered in Portugal. In other words, Gil Vicente uses this character not only to ridicule the hypocrisy of Christian society, but also to critique the stereotypes associated with Jews, such as stubbornness and love of money.

This expression, dating back more than 2,500 years, has solidified over the centuries within our language—which is why I have drawn upon Gil Vicente’s example. Scapegoats, however, have varied across different eras and times. Nowadays, for instance, we have a new scapegoat in Portugal: the immigrant. Today, immigrants are held responsible for every social ill that exists in our society.

When discussing educational issues—PISA results, the shortage of teachers, the lack of operational support staff, the shortage of daycares, or poor conditions in certain schools—we frequently hear political representatives constantly invoke the “open-door policy” that supposedly allowed too many immigrants to enter. When healthcare issues are debated—the closure of maternity wards, hours-long waits in emergency rooms, cancelled surgeries—out comes the allegation once again blaming the increase in NHS (SNS) users on the growth of the immigrant population. We have witnessed demonstrations and tent protests in Lisbon, Porto, and other cities across the country regarding the housing crisis and, astonishingly, those holding government responsibilities wave the specter of immigration as the root cause of the problem.

Without delving into considerations about the demonstrations themselves, I would like to recall that, according to official data, Portugal is the European Union country where housing prices rose the most between 2020 and 2025, and where residents spend the largest portion of their salary to cover housing costs. We know that the housing problem is not unique to Portugal, but rather widespread across all of Europe. However, because I live in Portugal, I believe that instead of manufacturing scapegoats—which in the past have only added more violence to political discourse—good sense should prevail and solutions should be sought to minimize the crisis that do not involve police charges reminiscent of dark times.

In this context, I recall a female voice, that of Natália Correia, when she declared: “When a crisis does not generate great audacity, it is more appropriate to call it an agony.”

Today, the times demand audacity!

Aida Batista/MS

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Nobel premeia a técnica que liga e desliga neurónios com luz

(DR)

O Prémio Nobel da Medicina de 2026 distinguiu uma descoberta que nasceu de uma pergunta aparentemente simples: como é que uma alga microscópica “vê” a luz? Os alemães Peter Hegemann, da Universidade Humboldt de Berlim, e Georg Nagel, da Universidade de Würzburg, descobriram que a alga Chlamydomonas tem uma proteína, a canalrodopsina, que abre uma passagem na membrana da célula quando é atingida pela luz.

O norte-americano Karl Deisseroth, da Universidade de Stanford, percebeu o potencial desta descoberta e desenvolveu a optogenética. A técnica consiste em introduzir o gene desta proteína em neurónios específicos, que passam assim a reagir à luz. Com um feixe de luz, transmitido por uma fibra ótica muito fina, os cientistas conseguem ativar ou desativar grupos de células com enorme precisão, sem afetar as que estão à volta.

A optogenética revolucionou as neurociências. Permitiu perceber que neurónios estão envolvidos na memória, no sono, no movimento ou no medo. Mas o seu impacto pode ir muito além do laboratório. Já estão em curso ensaios clínicos para tentar devolver parte da visão a pessoas com doenças degenerativas da retina, tornando sensíveis à luz as células que sobrevivem. Os investigadores estudam também aplicações no tratamento da doença de Parkinson e da epilepsia.É um bom exemplo de como a investigação básica, mesmo sobre algas, pode mudar a medicina.

MS

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Caminhar meia hora por dia pode travar o Alzheimer

Não são precisos os famosos 10 mil passos diários para proteger o cérebro. A ciência mostra cada vez mais que bastam cerca de 3000 passos, o equivalente a meia hora de caminhada moderada, para atrasar os sinais da doença de Alzheimer.

A conclusão vem de um estudo norte-americano que acompanhou durante nove a onze anos quase 300 idosos que já apresentavam sinais precoces da doença no cérebro. Os participantes usaram pedómetros para registar a atividade física. Nos mais ativos, os sinais de declínio cognitivo foram quase reduzidos para metade.

A caminhada não fez desaparecer as placas de proteína amiloide, que são o alvo da maioria dos medicamentos atuais. Mas esteve associada a uma menor acumulação de outra proteína, a tau, mais diretamente ligada à perda de memória e de autonomia. O efeito mais forte surgiu entre os 5000 e os 7500 passos diários e estabilizou a partir daí. Estes resultados somam-se a outras investigações. Um grande estudo britânico, com mais de 78 mil pessoas, já tinha encontrado um risco de demência 25% menor em quem dava cerca de 3800 passos por dia.

Os cientistas lembram que é preciso cautela. A amostra foi pequena e as pessoas ativas tendem a ter outros hábitos saudáveis. Ainda assim, a mensagem é animadora: um gesto simples, gratuito e ao alcance de quase todos pode fazer diferença na saúde do cérebro.

MS

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Inner Circle: “O reggae é uma música de vida e a internet não substitui o toque humano”

(DR)

Com mais de cinco décadas de carreira, os lendários jamaicanos Inner Circle continuam a provar que a paixão pela música não conhece prazo de validade. Conhecidos mundialmente por êxitos como Bad Boys e Sweat, regressaram a Portugal para mais uma atuação, trazendo consigo uma história marcada por grandes conquistas, perdas profundas e uma fidelidade inabalável às raízes do reggae. Em entrevista, falaram sobre a ligação ao público português, as memórias de uma carreira extraordinária, os desafios da era digital e a importância de preservar a autenticidade na música e nas relações humanas. 

A relação dos Inner Circle com Portugal já conta com vários anos. A banda admite ter perdido a conta às visitas, estimando que esta seja a sexta, a sétima ou talvez a oitava atuação em território nacional. Embora reconheçam uma ligação ainda limitada à cena reggae portuguesa, revelam maior proximidade com o mercado lusófono, nomeadamente com o Brasil e grupos como os Cidade Negra. A afinidade com o sul da Europa explica-se pelas semelhanças culturais e ambientais: o clima, as influências africanas e a energia das pessoas fazem-nos recordar a atmosfera das Caraíbas e da própria Jamaica. Manter a energia e a criatividade ao longo de mais de 50 anos de carreira exige, segundo os músicos, uma receita simples: concentrar-se na música, em vez de perseguir tendências passageiras. 

Para os Inner Circle, o verdadeiro sucesso não se mede pela popularidade instantânea nem pelos números nas redes sociais, mas pela capacidade de uma canção atravessar gerações e continuar a despertar emoções muito depois de desaparecerem as tendências da sua época. Esta convicção foi reforçada por um percurso que os levou a viver momentos marcantes da história do reggae. No final da década de 1970, após assinarem contrato com a Island Records, participaram no histórico concerto One Love Peace, realizado na Jamaica, em 1978, durante um período de fortes tensões políticas e sociais. A música assumiu então um papel agregador, demonstrando a capacidade de aproximar pessoas e promover a paz num ambiente marcado pela divisão e pela violência. A carreira ficou também marcada pela perda prematura de Jacob Miller, o carismático vocalista que morreu em 1980. A sua morte representou um golpe profundo para o grupo, mas o seu espírito resiliente permaneceu como inspiração para continuar. A convicção de que a jornada ainda não tinha terminado ajudou os músicos a regressar ao estúdio e a prosseguir o caminho. Apesar da partida precoce, a obra de Miller continua viva e a conquistar novas gerações. Foi sobretudo na década de 1990 que os Inner Circle consolidaram o seu estatuto internacional. A banda admite nunca ter antecipado a dimensão nem a longevidade do sucesso de Bad Boys e Sweat. Inspirado nos desafios da juventude e na figura de um jovem rebelde à procura do seu lugar no mundo, Bad Boys ganhou maior projeção ao integrar a banda sonora dos filmes protagonizados por Will Smith e Martin Lawrence. Já Sweat, com uma melodia contagiante e uma energia associada à liberdade e ao verão, conquistou públicos em mercados tão distintos como a Alemanha, a Rússia, a Ásia e a América do Sul. O sucesso demonstrou que a música pode ultrapassar barreiras linguísticas e culturais, criando uma ligação emocional universal. Apesar dos êxitos alcançados, os Inner Circle continuam atentos ao futuro da música. 

A Inteligência Artificial é uma das questões que mais reservas lhes suscita. Os músicos questionam a utilização de ferramentas que produzem conteúdos a partir de obras existentes, defendendo que a criação artística exige aprendizagem, dedicação, experiência e sensibilidade humana. Para a banda, a dimensão emocional da música não pode ser reduzida a algoritmos nem substituída pelo processamento de referências anteriores. Também a passagem dos discos de vinil e das cassetes para o streaming e as redes sociais transformou a relação do público com a música. Os músicos recordam uma época em que ouvir um álbum implicava tempo, atenção e descoberta: observar a capa, ler os créditos, conhecer os intérpretes e escutar cada faixa com disponibilidade para absorver a sua essência. 

Hoje, perante a oferta quase inesgotável das plataformas digitais, receiam que as canções se tenham tornado produtos de consumo rápido, facilmente substituídos por novidades. Embora reconheçam as possibilidades da tecnologia, alertam para o risco de se perder uma ligação mais profunda com as obras e os seus criadores. Em defesa da autenticidade, os Inner Circle insistem que a música deve continuar a nascer de experiências, emoções e histórias reais, capazes de criar ligações duradouras. A preocupação com o bem-estar físico e mental também faz parte da sua filosofia de vida, com os músicos a valorizarem uma alimentação vegetariana e hábitos equilibrados para enfrentar décadas de digressões. A mensagem estende-se às relações humanas. Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, a banda defende a importância do convívio presencial, da conversa, do afeto e da proximidade. A tecnologia pode facilitar a comunicação, mas não substitui a presença, o abraço ou a emoção de um encontro. Esta é também uma das mensagens fundamentais do reggae: a importância da união, da partilha e do respeito pelo outro. Mais de meio século depois, os Inner Circle continuam a percorrer os palcos do mundo com a convicção de que a música é muito mais do que entretenimento. É memória, identidade e uma linguagem universal capaz de aproximar gerações e culturas. 

Enquanto Bad Boys e Sweat continuarem a conquistar públicos de diferentes idades, a banda terá a prova de que as canções verdadeiramente especiais não pertencem apenas à época em que nasceram, mas a todos aqueles que continuam a encontrar nelas uma parte da sua própria história.

Paulo Perdiz/MS

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