❌

Reading view

Aquecer a casa é tarefa quase impossível para muitas famílias

O frio e a humidade instalaram-se em todo o território português, começando o ano com um Inverno rigoroso, tornado o aquecimento e conforto das casas uma prioridade de todas as famílias. Porém, essa prioridade parece ser missão impossível para muitos consumidores

Em estimativa, 80% das necessidades energéticas de uma família europeia dizem respeito ao aquecimento do ambiente e de águas sanitárias, pelo que é importante fazer um uso eficiente de equipamentos e escolher equipamentos eficientes para reduzir o consumo e, consequentemente, a sua fatura energética.

O mercado de equipamentos para o aquecimento do ambiente e de águas sanitárias tem evoluído muito ao longo dos últimos anos e são várias as soluções disponíveis.

Os aquecedores portáteis, como os termoventiladores, convectores, emissores e radiadores a óleo, ainda são as soluções de aquecimento para a casa, mais procuradas pelos consumidores portugueses, especialmente por serem as mais baratas. Contudo, por serem pouco eficientes, resultam num aumento das faturas da eletricidade e a sua utilização contínua, provoca emissões de CO2 muito significativas. Neste sentido, devem ser usados pontualmente, como fontes secundárias de aquecimento.

Se ainda assim optar por este tipo de solução de aquecimento, tenha em conta a eficiência destes aparelhos (enumerados do mais eficiente para o menos): Termoventiladores > Convectores > Emissores > Radiadores a óleo.

A EVA – Energy Virtual Assistance, plataforma da DECO dirigida a todos os consumidores de energia, apresenta-lhe lhe algumas opções energeticamente eficientes, as suas vantagens e desvantagens. Estas soluções representam um custo inicial elevado, que pode variar conforme as suas necessidades de aquecimento de ambiente.

O conselho principal que a DECO lhe oferece é o de entrar sempre em contacto com um profissional para o apoiar na escolha e instalação do seu sistema de aquecimento, com o objetivo de conseguir fazer o melhor investimento possível.

Apesar de um valor de investimento elevado, terá uma compensação em vantagens como a poupança de energia, a redução das emissões de CO2 e a poupança na fatura de eletricidade.

Em todo o caso, não deixe também de equacionar outras formas de tornar o seu sistema de aquecimento mais eficiente, como é exemplo a colocação de painéis refletores entre as paredes da sua habitação ou radiadores que distribuem o calor.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

  •  

Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

As grandes tecnológicas mundiais já começaram a reportaram os resultados referentes ao terceiro trimestre. Apesar da expansão dos seus negócios o mercado teve reações distintas. No caso da Meta caiu mais de 6% entre a divulgação dos resultados e o fecho do dia seguinte, a Alphabet (que detém a Google) está a cair nesta altura mais de 11% no dia seguinte aos resultados enquanto que a Microsoft sobe mais de 2%.

Com os resultados surgem também interrogações. Como estão os investidores a encarar os avultados investimentos que as grandes tecnológicas estão a fazer na inteligência artificial (IA)? Existirá uma ‘bolha’? E que efeito sobre as cotadas europeias?

Analistas consultados pelo Jornal Económico (JE) consideram que os resultados permitem perceber que continuam os avultados investimentos na IA e que existe pressão para que esse capital investido se transforme em receita e lucro. E quanto à Europa? As respostas vão desde possíveis pressões nas avaliações das cotadas europeias caso existem dúvida sobre a lucratividade da IA até penalizações ligadas a questões de sentimento e avaliação de risco.

Quanto aos resultados a Meta reportou um crescimento de 26% nas suas receitas e de 264% no seu lucro líquido, para os 64,6 mil milhões de dólares (58 mil milhões de euros) e para os 9,8 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros), respetivamente, no terceiro trimestre, face ao período homólogo.

A Alphabet reportou um crescimento de 25% nas suas receitas para os 127,5 mil milhões de dólares (114,6 mil milhões de euros) e o lucro líquido caiu 25,2% para os 26,1 mil milhões de dólares (23,4 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior.

Já a Microsoft aumentou as suas receitas em 19% para os 92,3 mil milhões de dólares (82,9 mil milhões de euros) e o lucro subiu 32% para os 36,6 mil milhões de dólares (32,9 mil milhões de euros), no primeiro trimestre do ano fiscal (corresponde ao terceiro trimestre do ano civil), face ao período homólogo.

Para o analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, os resultados já conhecidos da Meta, Alphabet e Microsoft “não permitem concluir” se existe uma bolha na inteligência artificial ou se “estamos próximos” de uma eventual correção acentuada [termo que se refere a queda superiores a 10% face a um pico]. “Confirmam a continuidade de um investimento massivo no setor, com pressões cada vez mais visíveis sobre a geração de caixa, mas também mostram que esse investimento está a traduzir-se em receitas”, assinala.

O head of trading do Banco Carregosa, João Queiroz, diz que a principal conclusão é que a discussão “já não passa por saber” se existe procura para a IA, que será “real e crescente”. O verdadeiro desafio está agora sobre a velocidade a que os enormes investimentos em centros de dados (ou data centers), semicondutores e capacidade computacional “se transformarão” em lucros recorrentes.

“O crescimento da cloud (ou nuvem) da Microsoft e a expansão do negócio publicitário da Meta beneficiaram da IA, segundo as respetivas empresas, demonstrando que esta tecnologia já contribui para o aumento das receitas”, adianta. No caso da Alphabet evidencia alguns dos desafios desta transição: “A maior utilização do modo de IA na pesquisa, cuja monetização publicitária ainda está em desenvolvimento, contribuiu para um desempenho dos anúncios abaixo das expectativas, apesar do forte crescimento da cloud”, explica Henrique Valente.

João Queiroz diz que os resultados da Meta “mostram simultaneamente” robustez operacional e uma “crescente exigência” do mercado quanto ao retorno do capital investido. “As receitas cresceram 26% para 64,6 mil milhões de dólares (58 mil milhões de euros), superando as estimativas, e a publicidade continua a beneficiar das melhorias introduzidas pelos modelos de IA“, adianta. “No entanto, os gastos em infraestruturas e centros de dados atingiram níveis máximos, conduzindo a um fluxo de caixa livre negativo no trimestre, algo raro na história recente da empresa”, acrescenta.

“O investimento destas empresas constitui receita para outras, mas a sustentabilidade deste ciclo vai depender da capacidade de gerar retornos que justifiquem os montantes aplicados”, salienta o analista da ActivTrades.

Se os resultados aumentarem as dúvidas sobre a rentabilidade da IA, os investidores “poderão reduzir” a exposição ao setor tecnológico à escala global, o que “pressionaria” também as avaliações das empresas europeias, acrescenta. “Uma deterioração mais acentuada da confiança poderá alargar este efeito de contágio a outros setores, através de uma redução generalizada da exposição ao risco”, alerta.

Pode existir efeito de contágio sobre a Europa?

“Para a Europa, o efeito de contágio, e de alguma forma sistémico, dependerá sobretudo da interpretação que os investidores fizerem da relação entre crescimento e investimento”, assinala o head of trading do Banco Carregosa.

“Num cenário construtivo, estes resultados funcionam como uma validação da procura estrutural por IA, beneficiando empresas europeias relacionadas com a cadeia de valor tecnológica, incluindo fabricantes de equipamento elétrico, operadores de centros de dados, fornecedores industriais e empresas de semicondutores. Nesse contexto, os índices europeus poderiam continuar a acompanhar parcialmente o dinamismo observado nos Estados Unidos”, explica.

Mas se o mercado concluir que os hyperscalers (ou hiperescaladoras) estão a investir a ritmo “demasiado acelerado” face ao retorno obtido, poderá surgir “pressão adicional” sobre os segmentos mais expostos ao tema. “Essa preocupação já se refletiu recentemente em várias empresas associadas ao ciclo de investimento em IA, cujas valorizações corrigiram significativamente apesar de os fundamentos operacionais permanecerem sólidos: enquanto Meta, Microsoft e Alphabet continuam entre as empresas mais valiosas do mundo em capitalização bolsista, os múltiplos permanecem elevados e deixam pouca ou nenhuma margem para desapontamentos”, refere.

“Para as bolsas europeias, o impacto será provavelmente mais uma questão de sentimento e avaliação do risco do que de deterioração fundamental da procura por tecnologia e inteligência artificial. A narrativa passou de “crescer a qualquer custo” para “crescer com rentabilidade”, uma evolução que tende a tornar o mercado mais seletivo, mas não necessariamente mais pessimista e muito dependente do que podem ser os resultados das operações de IPO [ou entradas em bolsa] da Anthropic e eventualmente da OpenAI num futuro próximo”, acrescenta.

  •  

Bolsa de Lisboa abre no verde com Jerónimo Martins a liderar os ganhos

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 29 de outubro com uma valorização de 1,20% para os 9.357,14 pontos. Os principais índices europeus seguem a mesma tendência. O petróleo está a negociar em baixa com o brent a ficar acima dos 110 dólares por barril.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Jerónimo Martins que valoriza 3,59% para os 18,47 euros, depois de ter reportado uma quebra nos lucros superior a 14% até setembro, seguida pelo Banco Comercial Português (BCP) que avança 2,06% para os 1,11 euros, com o reporte de subida nos lucros superior a 12%, e a Sonae avança 1,19% para os 2,12 euros.

No verde está ainda a REN, a EDP, a Ibersol, a Mota-Engil, a NOS, a Altri, os CTT, a Navigator, a EDP Renováveis, a Corticeira Amorim, a Teixeira Duarte, e a Galp Energia.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias abrem no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,21% para os 25.757,00 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,67% para os 7.939,67 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) valoriza 0,25% para os 10.721,50 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,12% para os 1.136,90 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,14% para os 18.667,83 pontos, e o FTSE MIB (Itália) quebra 0,46% para os 49.596,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,01% para os 110,51 dólares e o crude desvaloriza 1,26% para os 101,49 dólares.

O euro quebra 0,09%, face ao dólar, para os 1,11423 dólares e o euro desliza 0,06%, face à libra, para as 0,83663 libras.

  •  

Banco do Japão deverá manter taxas de juro após inflação atingir meta de 2%

O Banco do Japão (BoJ) iniciou hoje 29 de outubro uma reunião de dois dias de política monetária, na qual se espera que conclua que a inflação atingiu o objectivo de 2% e mantenha as taxas de juro de curto prazo em 1,25%.

Segundo destacam órgãos de comunicação locais, como a agência noticiosa japonesa Kyodo, vários analistas não prevêem alterações após a reunião, mas esperam uma nova subida das taxas após outra reunião agendada para 17 e 18 de Dezembro.

Em Setembro, o banco central elevou as taxas de juro para 1,25%, depois de as ter aumentado para 1% em Junho, num contexto marcado pela insistência dos Estados Unidos para que o Japão demonstre aos mercados o compromisso com a sustentabilidade orçamental e com a trajectória de subida das taxas de juro.

Há mais de uma década que o BoJ fixou uma meta de inflação de 2% como parte dos esforços para pôr fim à deflação.

Perante as preocupações com uma eventual aceleração da inflação devido a factores externos, a instituição está agora a concentrar esforços em limitar a subida dos preços em torno deste patamar.

No mercado cambial, o iene manteve-se durante a sessão na faixa superior das 157 unidades por dólar, quase três meses depois de Tóquio e Washington terem realizado uma intervenção conjunta para travar a persistente fraqueza da moeda japonesa, que se encontrava então próxima das 164 unidades por dólar.

A decisão do BoJ será anunciada depois de a Reserva Federal norte-americana (Fed) ter optado esta quarta-feira por manter as taxas de juro inalteradas, entre 3,75% e 4%, em linha com as previsões dos analistas.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) anunciará nas próximas horas a decisão de política monetária, sendo igualmente esperado que mantenha as taxas de juro sem alterações.

  •  

UE e Canadá reúnem-se hoje em Montreal para aprofundar parceria entre blocos

A União Europeia (UE) e o Canadá reúnem-se hoje 29 de outubro, na cidade canadiana de Montreal, para aprofundar a parceria política, económica e estratégica, visando explorar um modelo de associação ao bloco comunitário sem adesão plena.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, representam a UE na 21.ª cimeira bilateral, que decorre hoje e sexta-feira, com a participação do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney.

O encontro deverá assinalar um marco nas relações entre os dois parceiros, que pretendem reforçar a cooperação económica e a segurança, aprofundar os laços entre as populações e coordenar posições na cena internacional.

A UE pretende explorar uma forma de associação do Canadá “mais próxima da adesão” do que qualquer parceria anterior, mas sem entrada formal no bloco comunitário, de acordo com fontes comunitárias.

A proposta de aprofundamento das relações, apoiada pelos Estados-membros, permanece em discussão e deverá ser desenvolvida até à próxima cimeira, em 2027.

A cooperação económica é um dos eixos centrais do encontro, já que em 2025, o comércio de bens e serviços entre a UE e o Canadá atingiu cerca de 130 mil milhões de euros, mais de 80% acima do valor registado em 2016.

Entre as prioridades estão o reforço das cadeias de abastecimento e do acesso às matérias-primas críticas, assim como a possibilidade de aumentar as exportações canadianas de gás natural liquefeito para a Europa.

Prevista está uma “Aliança para o Futuro”, que deverá estabelecer um quadro de prosperidade partilhada e segurança económica, sustentado por novas iniciativas concretas para aprofundar as relações comerciais, reforçar o investimento e estreitar a cooperação em áreas estratégicas.

A agenda da cimeira inclui o comércio, as tecnologias digitais, as matérias-primas críticas, a defesa e a segurança, bem como a cooperação nos domínios da educação, investigação, inovação e juventude.

Na área da defesa, o Canadá é o único país não europeu a participar no instrumento SAFE, dotado de 150 mil milhões de euros para apoiar a produção europeia de equipamento de defesa através de compras conjuntas.

Os dois parceiros deverão também reafirmar o apoio à Ucrânia e o compromisso com o multilateralismo e a ordem internacional baseada em regras.

Os líderes deverão, ainda, avaliar os progressos alcançados desde a última cimeira, em junho de 2025, e emitir uma declaração conjunta no final do encontro.

A relação entre a UE e o Canadá assenta no Acordo de Parceria Estratégica e no Acordo Económico e Comercial Global (CETA), assinado em 2016 e aplicado provisoriamente desde setembro de 2017, que eliminou a maioria dos direitos aduaneiros e facilitou as trocas comerciais.

Na cimeira de junho de 2025, os dois parceiros assinaram uma parceria de segurança e defesa.

O Canadá está também associado ao programa Horizonte Europa, de investigação e inovação da UE, desde 2024, e as duas partes cooperam em matéria de clima, ambiente e transformação digital.

  •  

Património dos mais ricos atinge recorde de 98 biliões de dólares em 2025

A riqueza das pessoas com elevado património atingiu um recorde de 98,3 biliões de dólares (88,3 biliões de euros) em 2025. Mas o crescimento tem sido feito à conta da redução das margens dos bancos privados. Entre 2024 e 2025 caiu de 76 pontos base 73 pontos base, conclui o relatório, ‘Too Rich, Too Thin? Richer Clients, Thinner Margins’ da Anglo-Suisse Capital.

O relatório mostra que Hong Kong ultrapassou a Suíça em riqueza transfronteiriça. “2,95 biliões de dólares (2,65 biliões de euros) contra 2,94 biliões de dólares (2,64 biliões de euros)”, revela. A Anglo-Suisse Capital prevê que a vantagem de Hong Kong aumente em 2026.

Entre as conclusões está que os clientes estão a distribuir o seu dinheiro por mais empresas. “A fatia de clientes que recorre a uma única empresa desceu de 39% para 19%”, adianta. A previsão é que esta quota se “mantenha abaixo de um em cada cinco e que as empresas comprarão clientes em vez de os conquistar”.

Os clientes querem criptomoedas, contudo este tipo de ativos “continuam a estar amplamente ausentes” do setor de private banking. “Dos 270 bancos privados, a informação pública mostra que 19 oferecem criptomoedas diretamente aos clientes, e dez deles utilizam um parceiro. Os Estados Unidos não foram incluídos no censo, mas o Morgan Stanley, o Charles Schwab e o PNC permitem agora aos clientes comprar e manter tokens”. A previsão é que as parcerias “continuarão a ser a principal via e que mais empresas de criptomoedas comprarão bancos licenciados do que bancos comprarão empresas de criptomoedas” e que “pelo menos mais um grande banco privado a oferecer tokens diretamente até ao final de 2027”.

O relatório indica que existem menos bancos privados, mas com uma dimensão maior. “A KPMG contabilizou 79 bancos privados suíços em 2026, contra 156 em 2010. O relatório prevê menos de 75 até ao final de 2027. A KPMG encontrou 32 bancos com rácios custo/receita de 80% ou mais, 18 deles acima dos 90%”, salienta.

E por fim cada bilião em ativos rende menos. “A margem de receitas do setor europeu de private banking caiu de 76 pontos base em 2024 para 73 em 2025”, acrescenta. A previsão é que as margens “continuarão a cair e que os vencedores reduzirão os custos e libertarão o tempo dos consultores” com inteligência artificial (IA).

Ao nível dos mercados privados (private equity) 50 dos 270 bancos privados “oferecem aos clientes negócios diretos ou coinvestimentos e outros 122 oferecem apenas fundos”. Relativamente à IA, o Banco de Singapura “reduziu o tempo para elaborar um relatório de origem da riqueza de 10 dias para uma hora, mas 76% dos bancos privados suíços esperam que a IA não traga poupanças de custos ou traga poupanças mínimas” no próximo ano.

“Os clientes particulares nunca foram tão ricos. No entanto, distribuem o seu dinheiro por mais empresas; os bancos lucram menos com isso. Os bancos avançaram nos mercados privados: 172 dos 270 bancos privados que analisámos oferecem algum acesso, mas apenas 50 oferecem negócios diretos. Há um longo caminho a percorrer. As criptomoedas estão a tornar-se cruciais, não só para conquistar novos clientes, mas também para evitar que os atuais os abandonem. No entanto, apenas 19 destes 270 bancos as oferecem diretamente. A maioria dos bancos não está preparada. A situação económica é mais difícil para as instituições mais pequenas. A Suíça perdeu quase metade dos seus bancos privados desde 2010 e esperamos que a consolidação continue. Todos os conselhos de administração enfrentam a mesma questão: seremos compradores, vendedores ou parceiros?”, disse o CEO da Anglo-Suisse Capital, Charles Hancock.

  •  

Lucro do BNP Paribas cresce 19% e ultrapassa 11.000 milhões de euros até setembro

O grupo bancário francês BNP Paribas obteve um lucro de 11.018 milhões de euros até setembro, mais 19% do que nos primeiros nove meses de 2025, segundo os resultados divulgados hoje 28 de outubro.

O resultado compara com 9.253 milhões de euros obtidos no período homólogo, de acordo com os resultados financeiros publicados no ‘site’ do grupo.

De janeiro a setembro deste ano, o BNP Paribas registou um volume de negócios líquido de 41.904 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 10%.

O custo de risco assumido pela entidade francesa foi de 2.835 milhões de euros, 11% superior ao do mesmo período de 2025.

Entre julho e setembro, registou um lucro líquido de 3.456 milhões de euros, 13,5% acima do resultado do terceiro trimestre de 2025. No mesmo período, o volume de negócios aumentou 9,5%, para 13.757 milhões.

O rácio de CET1, que indica a relação entre os fundos próprios principais de nível 1 e os ativos ponderados pelo risco, situou-se em 12,9% a 30 de setembro de 2026, acima dos requisitos do processo de análise e avaliação para fins de supervisão na zona euro (10,45%).

O rácio financeiro que mede a rentabilidade em relação ao capital próprio tangível (ROTE) situava-se em setembro nos 13,2%, contra os 11,4% do mesmo período do ano passado.

Na informação divulgada ao mercado, o grupo bancário anuncia que vai avançar com um programa de recompra de ações no valor de 1.300 milhões de euros, que terá início em 02 de novembro.

A aquisição ocorrerá “ao abrigo de um contrato com um prestador de serviços de investimento que atua de forma independente, ao qual foi confiada uma instrução irrevogável para adquirir as ações”, refere o banco.

Na informação divulgada ao mercado, o BNP Paribas refere que o dinamismo dos novos negócios digitais e de investidores particulares registou um “aumento de dois dígitos” no resultado antes de impostos no terceiro trimestre, com a instituição de pagamento Nickel, do grupo, a “expandir a sua presença na Europa, com cerca de 13.900 pontos de venda em França, Bélgica, Alemanha, Espanha e Portugal”.

  •  

Lucro da Mapfre sobe 11,5% para 924 milhões de euros até setembro

A Mapfre obteve um lucro líquido de 924 milhões de euros até setembro, mais 11,5% do que período homólogo, com um crescimento em prémios tanto no segmento Vida como no de Não Vida, foi hoje 28 de outubro anunciado.

Em comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV), a seguradora explica que os prémios subiram para 22.800 milhões, mais 2% do que em 2025, com aumentos de 11% no ramo Não Vida e de 5% no de Vida.

A área geográfica da Ibéria melhorou o lucro em 19% para 413 milhões de euros.

Em Espanha e Portugal (Ibéria), os prémios atingiram os 7.891 milhões, um aumento de 0,9%, dos quais Espanha contribuiu com 7.531 milhões (um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior), enquanto Portugal contribuiu com 359 milhões (um aumento de 13,6%).

Os prémios do segmento Não Vida subiram 0,7% com bom desempenho em Saúde e Acidentes (4,1%) e em Automóveis (1,1%), enquanto os Seguros Gerais caíram 2,4% devido à emissão não recorrente de Empresas em 2025.

  •  

“Anthropic reacende entusiasmo na inteligência artificial”, destaca analista da ActivTrades

Anthropic

A divulgação do prospeto S-1, documento que antecede a entrada em bolsa, pela Anthropic, que detém o modelo Claude, na segunda-feira 28 de outubro, está a “reacender o entusiasmo” em torno da inteligência artificial (IA), afirma o analista da ActivTrades, Henrique Valente.

Este entusiasmo está refletido no avanço em 126 pontos do índice bolsista norte-americano Nasdaq na manhã desta quarta-feira 28 de outubro, adianta. “A publicação do prospeto S-1 da Anthropic, em preparação para a sua entrada em bolsa, ajudou a reacender o entusiasmo em torno da inteligência artificial, também alimentado por novos anúncios de financiamento e pelos resultados dos fabricantes de semicondutores”, referiu o analista.

No prospeto, a Anthropic revela que vai entrar em bolsa através do índice bolsista Nasdaq, com o símbolo ANT. Também foi divulgado que a empresa teve um prejuízo de 80,7 mil milhões de dólares (72,4 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, quase o dobro face ao prejuízo de 41,9 mil milhões de dólares (37,6 mil milhões de euros) registado em 2025.

“A nossa receita foi de 16,3 mil milhões de dólares (14,6 mil milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, um aumento em relação aos 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025. O nosso prejuízo operacional foi de 693 milhões de dólares (622,3 milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, uma redução em relação aos 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025”, assinalou.

O documento mostra ainda que no final de setembro a empresa detentora do Claude tinha mais de 11.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 100.000 dólares (89 mil euros) nos últimos doze meses, face aos mais de 950 do período homólogo. “Além disso, à medida que os clientes incorporam o Claude nos seus fluxos de trabalho mais críticos e iniciativas de crescimento, muitos expandem rapidamente as suas implementações para níveis de faturação mais elevados. Em 30 de setembro de 2026, tínhamos mais de 1.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a um milhão de dólares (900 mil euros) nos últimos doze meses e aproximadamente 250 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 10 milhões de dólares (8,9 milhões de euros) nos últimos doze meses”, acrescentou.

A empresa explicou que este crescimento nos clientes é justificado pelo cada vez maior das soluções da Anthropic. “O valor que o Claude oferece aos clientes contribuiu para a nossa taxa de retenção de receitas líquidas de aproximadamente 900% em 30 de setembro de 2026”, assinalou. Foi ainda revelado que a receita aumentou 1.368% em termos homólogos nos três meses que acabaram em 30 de junho de 2026, enquanto que as despesas de computação e infraestruturas aumentaram 300% no mesmo período temporal.

O entusiasmo nos mercados de capital com a Anthropic espalhou-se a outras regiões. “Na Ásia, a SK Hynix e a Samsung Electronics chegaram a subir cerca de 8% esta manhã (28 de outubro). Na Europa, a ASML ganhou 2,8% na sessão de ontem (27 de outubro). Nos Estados Unidos, a Broadcom avançou 4% e a CoreWeave valorizou 7,9%, enquanto o Nasdaq Composite terminou a sessão [de 27 de outubro] com uma subida de aproximadamente 1,2%”, descreveu o analista da ActivTrades Europe.

Agora o foco está na reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para esta quarta-feira 28 de outubro, onde se decidirá o caminho das taxas de juro, acrescentou. “A expectativa dominante é de manutenção das taxas de juro no intervalo de 3,75% a 4,00%, após a subida de setembro. Sem atualização do dot plot nesta reunião, o foco estará no comunicado e na conferência de imprensa de Kevin Warsh, às 18h30. Perante a relutância do presidente da Fed em dar indicações explícitas sobre a trajetória futura das taxas de juro, os investidores procurarão sobretudo perceber se a pausa poderá prolongar-se ou se a persistência da inflação deixa aberta a porta a uma nova subida em dezembro”, conclui Henrique Valente.

  •  

Reserva financeira de Macau atinge recorde antes da criação de novo fundo

A reserva financeira de Macau atingiu um novo máximo em agosto, foi hoje 28 de outubro anunciado, antes de transferir três mil milhões de euros para um novo fundo público e de reforçar o Fundo de Pensões.

Um balanço publicado pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que os ativos da reserva valiam, no final de agosto, 705,6 mil milhões de patacas (78,4 mil milhões de euros).

De acordo com dados do regulador financeiro, desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 38,9 mil milhões de patacas (4,32 mil milhões de euros).

Só em agosto, a reserva ganhou 3,57 mil milhões de patacas (397 milhões de euros), batendo o anterior recorde, 704,3 mil milhões de patacas (78,3 mil milhões de euros), fixado no final de junho.

Macau é a única jurisdição no mundo sem qualquer dívida pública externa e regista regularmente excedentes orçamentais (que são transferidos para uma reserva financeira), com a exceção do período entre 2020 e 2023, devido à pandemia de covid-19.

A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas (5,61 mil milhões de euros) durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os ativos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas (3,97 mil milhões de euros).

O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,85 mil milhões de euros).

A reserva atingiu um novo recorde antes de uma transferência, anunciada em 12 de outubro, de cerca de 15,9 mil milhões de patacas (1,77 mil milhões de euros) para cobrir o défice do sistema de pensões dos trabalhadores da função pública.

Além disso, na sexta-feira, o Governo anunciou que irá investir 11 mil milhões de patacas (1,22 mil milhões de euros) da reserva financeira num novo fundo público para apoiar a diversificação da economia de Macau.

O valor da reserva extraordinária no final de agosto era de 518,4 mil milhões de patacas (57,6 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas (18,2 mil milhões de euros).

Em novembro de 2025, a Assembleia Legislativa (Parlamento de Macau) aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (12,6 mil milhões de euros).

Investimentos subcontratados representam a maior fatia, 303,9 mil milhões de patacas (33,8 mil milhões de euros), da reserva financeira de Macau, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 290,2 mil milhões de patacas (32,3 mil milhões de euros) e títulos de crédito no montante de 109,1 mil milhões de patacas (12,1 mil milhões de euros).

Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas (4,77 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9%, informou em março a AMCM.

  •  

Pelo menos 10 mortos em acidente com comboios em Espanha

Espanha

Pelo menos 10 pessoas morreram hoje 28 de outubro no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.

“Com total certeza este número [de mortos] vai aumentar”, disse a porta-voz do executivo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, em declarações à televisão RTVE.

A colisão ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) e estão no local bombeiros e outros meios de proteção civil e emergência, segundo o serviço de emergências 112.

De acordo com a empresa Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias espanholas, o acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul do país.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, assim como vários ministros, cancelaram a agenda pública de hoje por causa do acidente.

“Segundo os primeiros indícios, um AVE [comboio da Renfe] poderá ter chocado com um comboio Iryo por trás, o que causou o descarrilamento de vagões do Iryo”, disseram fontes do Ministério dos Transportes à agência de notícias EFE.

Em 18 de janeiro, um acidente em Adamuz, Córdova, também com dois comboios de alta velocidade, causou a morte a 47 pessoas e ferimentos em cerca de 120.

Os comboios pertenciam igualmente à Renfe e à Iryo. O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Iryo que tinham descarrilado poucos segundo antes.

  •  

Lítio: Protestos repetem-se hoje contra a mina em Covas do Barroso em Boticas

Opositores à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, mantêm hoje 28 de outubro o protesto contra os trabalhos de prospeção da Savannah para “defender um modo de vida” e mostrar que recusam viver “ao lado de uma mina”.

“É o nosso modo de vida que está em causa. E nós temos toda a legitimidade para não aceitar este projeto. Não queremos, não concordamos, ninguém nos pode obrigar à força a aceitar uma coisa que não queremos”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Esta manhã, cerca de 40 pessoas voltaram a concentrar-se junto ao mesmo local de prospeção e onde estão máquinas da Savannah, em terrenos baldios, abrangidos pela servidão administrativa concedida pelo Governo em maio.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa disse que “não estavam previstos trabalhos no local do protesto, nem terça-feira nem hoje” e que os “trabalhos no terreno seguem um calendário próprio, definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não foi chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realçou ainda a empresa.

A servidão administrativa autorizada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais, segundo os que contestam o projeto mineiro, “a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos”.

A contestação à mina é feita há oito anos e já a 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

“É claro que nos preocupa conviver com uma mina aqui às portas de casa. É o barulho, é o ruído, é toda esta destruição cá nas florestas, nos terrenos agrícolas”, referiu Nélson Gomes, que sublinhou que a exploração mineira “é das atividades que mais impactos têm, quer a nível mundial, social e ambiental”.

Nélson Gomes realçou ainda o impacto sobre a água.

“Cada vez mais, nós neste momento estamos quase no mês de novembro, que já era para ter chovido bastante e continuamos num período de seca. Estamos praticamente há seis meses sem chover, quer dizer, uma região que era abundante em água e neste momento começa a escassear a água”, referiu.

Adiantando anda que, como a exploração mineira precisa de uma quantidade enorme de água, é “uma das preocupações saber onde é que eles vão buscar a água”, porque “este é o recurso mais importante que há”.

Hoje é o segundo dia consecutivo de protesto e, segundo o responsável, “é para continuar”.

“Estamos aqui para isto, é um projeto com o qual não concordámos. Dissemos que íamos lutar até quando pudermos para que este projeto não avance”, frisou.

A empresa, referiu, tem argumentado que a contestação à mina mobiliza um grupo pequeno que não representa a comunidade. Embora reconheça que nem todos são contra o projeto mineiro, o representante referiu: “O que é certo é que ontem [terça-feira] esteve aqui a presidente da Junta de Covas do Barroso, que representa a freguesia e cerca de 180 eleitores, o conselho diretivo representa os compartes, e o presidente da Câmara de Boticas também esteve presente no primeiro bloqueio a 09 de outubro.”

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

  •  

Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje 28 de outubro a dois, a cinco e a 10 anos face a terça-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os da Alemanha e de França no prazo mais longo.

Às 08:40 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,873%, contra 3,856% na terça-feira 27 de outubro.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,450%, contra 3,434%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,163%, contra 3,144% na véspera.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam, para 3,365%, contra 3,358%, assim como de França, para 4,943%, contra 4,922%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 158 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os juros da dívida dos EUA subiam, para 5,006%, contra 4,999% na véspera.

  •  

Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a subir 1,08%

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje 28 de outubro a subir 1,08%, impulsionado pelo renovado otimismo em relação à inteligência artificial (IA), que contribuiu para o fecho em alta de Wall Street na sessão anterior.

O indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, subiu 685,82 pontos, fechando nos 63.954,19 pontos.

O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do segmento principal — as de maior capitalização —, registou uma queda de 0,14%, ou 5,66 pontos, fechando nas 3.991,71 unidades.

O mercado de Tóquio foi também influenciado pelas subidas na Bolsa sul-coreana, com grande peso dos títulos tecnológicos, cujo principal índice, o Kospi, subiu hoje 6,63% após o anúncio de lucros recorde da empresa de chips SK hynix nos resultados trimestrais de setembro.

A fabricante japonesa de memórias Kioxia disparou em Tóquio 13,76%, enquanto a empresa do setor dos semicondutores Disco subiu 5,14%.

O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, considerado um dos principais investidores em IA a nível mundial, registou um crescimento de 4,65%.

O setor automóvel encerrou com resultados mistos. A Toyota, o maior fabricante de veículos do Japão, registou uma queda de 1,64%, e a rival Honda perdeu 1,45%. No entanto, a fabricante Nissan conseguiu valorizar-se em 0,04%.

A Sony, referência no setor da eletrónica e do entretenimento, registou uma queda de 2,78%, enquanto a Fast Retailing, empresa-mãe da popular cadeia de lojas de roupa Uniqlo, perdeu 0,33% na sessão de hoje.

  •  

Visa sobe lucro em 17% no ano fiscal de 2026

A Visa encerrou o ano fiscal de 2026 com uma subida no lucro líquido de 17% para os 23,5 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), face ao ano anterior. O lucro por ação aumentou 21% para os 12,32 dólares (11,08 euros).

As receitas da processadora de pagamentos aumentaram 15% para os 45,9 mil milhões de dólares (41,2 mil milhões de euros).

O volume de pagamentos cresceu 9%, face ao período homólogo. No encerramento do ano fiscal o volume de transações transfronteiriças, excluindo transações intraeuropeias, cresceram 12%, o volume total de transações transfronteiriças aumentaram 13%, e as transações processadas subiram 9%.

Lucro aumenta 18% no trimestre

No quatro trimestre do ano fiscal a empresa subiu a sua receita em 13% para os 12,1 mil milhões de dólares (10,8 mil milhões de euros). O lucro líquido aumentou 18% para os seis mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros). E o lucro por ação cresceu 22% para os 3,19 dólares (2,87 euros).

No quatro trimestre o volume de pagamentos aumentou 9%, o volume de transações transfronteiriças, excluindo transações intraeuropeias, cresceram 14%, o volume total de transações transfronteiriças aumentaram 14%, e as transações processadas subiram 10%.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançámos uma receita líquida recorde de 46 mil milhões de dólares (41,3 mil milhões de euros), um aumento de 15%, o maior crescimento em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e as aquisições. Em 2026, também demonstrámos que, sempre que a tecnologia transforma o comércio, adaptámo-nos, antecipamos as tendências e impulsionámos o seu crescimento como o principal fornecedor de pagamentos de hiperescala a nível global. A base de tudo isto é a confiança, que a Visa proporciona com a sua escala, a sua rede e os seus produtos”, disse o CEO da Visa, Ryan McInerney.

  •  

OpenAI planeia comprar chips da Google

ChatGPT OpenAI

A OpenAI, que detém o modelo de inteligência artificial (IA) ChatGPT, tem planos para adquirir semicondutores de IA à Google, avançou o The Information na terça-feira 27 de outubro, que cita uma fonte familiarizada com o dossier. Já a OpenAI pretende expandir a sua capacidade computacional e diversificar as suas fontes de poder de processamento.

A detentora do ChatGPT está também a desenvolver os seus próprios semicondutores, os Jalapeno, em parceria com a Broadcom, com o objetivo de suportar os seus modelos de IA ainda este ano, refere a publicação Investing.

A Google fechou a sessão de terça-feira 27 de outubro a subir 0,84% e em pré-mercado está a valorizar 1,14%. A Google apresenta esta quarta-feira 28 de outubro os seus resultados referentes ao terceiro trimestre no fecho da sessão.

  •  

Bolsa de Lisboa abre no vermelho com Jerónimo Martins a liderar as perdas

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quarta-feira 28 de outubro com uma quebra de 0,20% para os 9.234,77 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a Jerónimo Martins que quebra 1,71% para 17,81 euros, seguida pela Corticeira Amorim que desvaloriza 1,44% para os 6,85 euros, e a EDP Renováveis que desce 0,88% para os 12,46 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a Navigator, a Mota-Engil, a Galp Energia, os CTT, e a REN.

A negociar no verde está a Teixeira Duarte que sobe 0,35% para os 0,42 euros, seguida pela Sonae que avança 0,23% para os 2,13 euros, e a NOS valoriza 0,20% para os 5,10 euros.

No verde está ainda a Ibersol.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abriram na sua maioria no vermelho. O DAX (Alemanha) valoriza 0,04% para os 25.600,05 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,02% para os 7.888,57 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,23% para os 10.662,19 pontos.

O AEX (Países Baixos) quebra 0,33% para os 1.136,12 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desce 1% para os 18.969,71 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,10% para os 49.577,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 1,37% para os 110,91 dólares e o crude valoriza 1,53% para os 101,43 dólares.

O euro está a cair 0,04%, face ao dólar, para os 1,11256 dólares e o euro sobe 0,09%, face à libra, para as 0,83715 libras.

  •  

DECO: “Um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos”

Arrendamento: Segurança para o senhorio não pode significar insegurança para as famílias – PARTE 1

Para a DECO um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos. Reforçar uma das partes sem proteger a outra não equilibra o mercado: faz exatamente o inverso.

A proposta de lei do Governo altera o regime do arrendamento urbano com um objetivo assumido: reforçar a posição dos proprietários e tornar mais rápidos os mecanismos de cobrança e de despejo. Mas esta reforma chega num momento em que as rendas dos novos contratos subiram mais de 10% num ano, a oferta continua escassa e cada vez mais famílias não conseguem suportar o custo da casa.

A DECO analisa as principais medidas propostas e apresenta as suas preocupações e propostas para a apreciação na especialidade.

Custos de entrada: arrendar pode tornar-se mais caro

A proposta aumenta de dois para três meses o limite da renda que pode ser exigida antecipadamente e elimina o limite específico atualmente previsto para a caução.

A DECO defende a manutenção de limites para a renda antecipada e para a caução, bem como a definição de um limite global para o conjunto das garantias exigidas ao arrendatário.

Incumprimento: uma dificuldade temporária não deve conduzir à perda da habitação

A proposta reduz de três para dois meses o período de mora relevante para efeitos de resolução do contrato.

A DECO defende que, sobretudo nos contratos destinados a habitação permanente, deve existir uma oportunidade real de regularização da dívida antes da resolução do contrato, sempre que exista capacidade de recuperação financeira.

Renovação dos contratos: garantir estabilidade e previsibilidade

A proposta altera os períodos de renovação dos contratos e as regras relativas à oposição à renovação pelo senhorio.

A DECO defende períodos mínimos razoáveis de estabilidade e previsibilidade nos contratos destinados a habitação permanente, permitindo às famílias reorganizar a sua situação habitacional e financeira.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

  •  

Mais de 1.700 anúncios suspeitos removidos das plataformas após saques em França

Plataformas na internet de venda entre particulares removeram mais de 1.700 anúncios e baniram mais de 200 contas suspeitas de revender artigos roubados durante saques a estabelecimentos comerciais, ocorridos à margem das recentes manifestações em França.

O ministro do Comércio, Serge Papin, revelou hoje 28 de outubro que, no total, “1.737 anúncios foram removidos e 237 contas, banidas”, numa entrevista ao jornal Le Parisien.

Vinted, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok foram convocados pelo governo dois dias depois da manifestação de 17 de Outubro, durante a qual 1.161 estabelecimentos comerciais foram saqueados, depredados ou incendiados, segundo um balanço da rede de câmaras de comércio CCI France, divulgado hoje.

Produtos ainda novos em embalagens seladas, sacos da Sephora cheios de produtos novos, maquilhagem da Chanel a ser vendida a preços muito baixos: artigos suspeitos surgiram em grande quantidade nas redes sociais e em sites de revenda logo após o dia 17 de outubro.

As plataformas fizeram cerca de 800 denúncias de utilizadores ou anúncios às autoridades judiciais, segundo Papin, e aproximadamente 500 anúncios ainda estão sob investigação.

Contactada pela agência France-Presse (AFP), a Vinted afirmou adotar uma política de “tolerância zero” para estes casos, sublinhando que colabora “ativamente com as forças de segurança e as autoridades francesas”.

O ‘site’ eBay e a plataforma Leboncoin também garantiram à AFP que contam com equipas dedicadas à moderação.

  •  

Metais preciosos: “Perspetiva de longo prazo continua a ser atrativa”, realça Julius Baer

O Julius Baer, um dos principais grupos bancários privados da Suíça, especializado em gestão de património, referiu esta terça-feira 27 de outubro que os riscos de curto prazo nos metais preciosos “parecem inclinados” para o lado negativo, mas a perspetiva de longo prazo “continua a ser atrativa”. Pelo que mantém a sua visão “construtiva” para o ouro e “neutra” para a prata. No mercado cambial o cenário base é de fraqueza do dólar a longo prazo.

“A pressão sobre os metais preciosos persiste, mas não é claro o que está a levar à queda dos preços. Uma possível causa das vendas pode ser a necessidade de os investidores chineses angariarem dinheiro em resposta à repressão do capital offshore”, referiu o Head Next Generation Research do Julius Baer, Carsten Menke.

“Os preços do ouro caíram para perto dos 4.000 dólares/onça, e a prata rompeu a barreira dos 55 dólares/onça. Embora a trajetória da tendência não tenha mudado significativamente desde o pico dos preços no início do ano, não é claro para nós o que está por detrás da recente queda. Normalmente, existe uma forte correlação entre os preços e os stocks de produtos fisicamente lastreados. A compra destes produtos eleva os preços, e a venda reduz-nos. Dito isto, tem havido uma notável desconexão recentemente, particularmente para o ouro”, referiu.

“As reservas de produtos de ouro lastreados fisicamente aumentaram cerca de 70 toneladas desde o verão, enquanto os preços caíram mais de 13%. Também não observámos vendas significativas por parte de investidores especulativos no mercado de futuros. Além disso, os factores habituais, como um dólar norte-americano mais forte ou rendimentos mais elevados dos títulos do Tesouro dos EUA, têm estado ausentes nos últimos dias”, continua.

Carsten Menke salienta que uma “possível fonte de vendas” poderá ser a dos investidores chineses, que são forçados a angariar capital devido à “repressão” do país ao capital offshore. “O pagamento de impostos pode levar à liquidação de parte das suas posições em metais preciosos, criando uma fonte de pressão vendedora que não é imediatamente visível. Esta é uma tese baseada nas últimas notícias disponíveis, no momento da onda de vendas e na pressão mais ampla sobre os ativos chineses. Teriam estas vendas o potencial de levar os metais preciosos a uma queda duradoura? Provavelmente não”, acrescenta. “No entanto, poderiam alastrar para o mundo ocidental, levando os investidores a desfazerem-se também das suas posições”, reforça.

O Head Next Generation Research do Julius Baer, relativamente ao ouro, defende que uma queda abaixo dos 4.000 dólares/onça “provavelmente desencadearia” algumas vendas. “Os riscos de preço no curto prazo parecem estar inclinados para a baixa, mas ainda vemos um cenário de longo prazo bastante promissor. Tanto o ouro como a prata devem ser sustentados pelas preocupações com o endividamento e o peso das taxas de juro nos Estados Unidos. Embora o ouro também beneficie das compras dos bancos centrais, uma forte fonte estrutural de procura, o mesmo não se aplica à prata. Mantemos a nossa visão construtiva para o ouro e neutra para a prata”, diz.

Cenário base do Julius Baer é de um dólar fraco a longo prazo

Já o economista do Julius Baer, David A. Meier, refere que a política francesa “desencadeou uma forte reprecificação” do euro, que “parece estar interrompida” por agora. “A fraqueza do dólar a longo prazo continua a ser o nosso cenário base, mas o caminho para a recuperação do euro pode ser árduo. O franco suíço continua sustentado pelos riscos da zona euro, no meio de possíveis obstáculos decorrentes de uma reprecificação da taxa de juro suíça”, assinala.

“Na segunda quinzena de setembro, o euro sofreu uma pressão significativa devido às preocupações políticas em França. Um alargamento expressivo dos spreads das obrigações do governo francês em relação às obrigações alemãs refletiu a crescente inquietação com os futuros desenvolvimentos políticos e fiscais”, descreve. “Contudo, apesar da contínua ampliação dos spreads em Outubro, o euro tem-se mantido em grande parte lateralizado, sugerindo que os investidores reagiram decisivamente quando os riscos políticos começaram a ganhar destaque”, refere.

“Os mercados de opções fornecem provas deste ajustamento: as reversões de risco do euro moveram-se acentuadamente a favor da protecção contra quedas, atingindo níveis verificados antes da mudança radical na política orçamental da União Europeia (UE)”, salienta o economista. “Desde então, a procura por hedge adicional diminuiu. Um padrão semelhante é visível nos dados de posicionamento especulativo, sugerindo que os investidores adotaram agora uma postura de cautela”, explica.

Face a este contexto o Julius Baer refere que a sua meta de  1,15 para o par euro/dólar norte-americano a três meses “parece ambiciosa”. A instituição salienta que “continua a esperar uma fraqueza do dólar norte-americano a longo prazo”, mas alerta que uma recuperação do euro “pode agora revelar-se mais difícil”.

As dificuldades do euro foram acompanhadas por uma “força renovada” do franco suíço, sublinha. “No início do ano, o franco passou por um período de menor valorização devido à sua crescente desvantagem em relação às taxas de juro, enquanto a sensibilidade aos preços da energia limitou o seu apelo como porto seguro durante o conflito de Hormuz”, diz.

“No entanto, o franco continua a servir como uma proteção fiável contra riscos específicos da zona euro, como ilustrado pela sua dissociação dos diferenciais de taxas durante os acontecimentos recentes. Olhando para o futuro, o franco poderá desvalorizar modestamente se as expectativas em relação às taxas suíças forem reavaliadas. Esperamos ainda que o Banco Nacional Suíço (SNB) mantenha as taxas até meados do próximo ano, enquanto os mercados ainda antecipam uma normalização mais rápida. Qualquer fraqueza resultante do franco deverá ser menos pronunciada do que a implícita na nossa previsão atual de 0,95 para o par euro/franco suíço a três meses”, conclui.

  •  
❌