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Empresário galego do setor hoteleiro exporta vinhos do Douro para os EUA


Grupo galego Carrís investe no Douro e exporta para os Estados Unidos

Foi a paixão pelo Douro Vinhateiro que levou Juan Viñas, empresário galego do setor hoteleiro e fundador do Grupo Carrís, a comprar uma quinta na região, em 2008, e dedicar-se à viticultura. Quase duas décadas depois, o projeto ganha escala internacional com a criação de uma empresa nos Estados Unidos para importar e distribuir os vinhos Socalcos da Carrís, que produz. A meta é ambiciosa: vender dois milhões de garrafas dentro de cinco anos e tornar-se o maior importador de vinho do Douro no mercado norte-americano.

Juan Viñas começou por ser um apreciador dos vinhos DOC Douro, “fascinado pela casta Touriga Nacional e pela qualidade dos vinhos” da região duriense, como relata enquanto prova uma das referências que já comercializa nos Estados Unidos e que estão à venda em restaurantes de Miami.

Foi em 2008 que comprou a Quinta da Balsa do Douro, na freguesia de Desejosa, em Tabuaço, com 15 hectares de vinha. Encontrou nos donos da vizinha Quinta da Carregosa, que já vai na quinta geração, o conhecimento de que precisava para levar o negócio a bom porto, com enologia de Jorge Alves. “É aqui que é feita a vinificação”, conta o empresário galego, que divide o tempo entre a Florida, onde reside, a quinta em Tabuaço e os hotéis no Porto e em Santiago de Compostela.

Queremos que o vinho do Douro multiplique a sua presença nos Estados Unidos.

Juan Viñas

Dono dos vinhos Socalcos da Carrís

A parceria estende-se também à rede de 140 pequenos viticultores da região duriense que, há vários anos, vendem uvas à Quinta da Carregosa, tanto para “benefício” como para a produção de vinho DOC Douro. “Esta vindima comprámos cerca de 800 mil quilogramas a esses 140 produtores que trabalham connosco há muitos anos”, conta Fernando Carregosa, um dos proprietários.

A aposta em novos mercados internacionais ganha particular relevância numa altura em que o Alto Douro Vinhateiro atravessa uma grave crise com muitos viticultores a enfrentarem dificuldades para escoar a produção. “É muito importante que haja projetos de valorização da uva para o mercado externo”, defende, corroborado por Juan Viñas: “Queremos que o vinho do Douro multiplique a sua presença nos Estados Unidos”.

Juan Viñas, dono da marca Socalcos da Carrís30 outubro, 2026

O investidor considera que os vinhos do Douro têm margem para conquistar espaço naquele mercado, onde a Região Demarcada do Douro é sobretudo conhecida pelo vinho do Porto. A empresa já vende a restaurantes em Miami e está presente em estabelecimentos de referência, enquanto negoceia novas parcerias de distribuição, incluindo com grandes cadeias de retalho. “Vamos começar de fora para voltar para dentro”, resume Juan Viñas a estratégia de internacionalização dos vinhos Socalcos da Carrís.

Agora, o objetivo é reforçar a internacionalização da operação, com a mira apontada para os Estados Unidos, para onde antecipa comercializar cerca de 200 mil garrafas em 2027, duplicar a operação em 2028 e crescer para os dois milhões de vendas num horizonte de cinco anos. Brasil e Espanha estão também entre os mercados prioritários.

A empresa já tem licença de importação nos Estados Unidos e licenças de distribuição na Florida e no Texas. O objetivo é crescer para outros estados, como Geórgia, Nova Iorque e New Jersey, sem ficar inteiramente dependente de intermediários. “Fazemos desde a cepa, a uva até ao copo”, vinca Juan Viñas.

É muito importante que haja projetos de valorização da uva para o mercado externo.

Fernando Carregosa

Quinta da Carregosa

O plano comercial prevê quatro referências centrais: dois vinhos Petit, orientados para as grandes superfícies, e dois Socalcos, destinados sobretudo à restauração.

O perfil dos vinhos tranquilos, frescos e elegantes, procura refletir as características da região, segundo o enólogo Jorge Alves, destacando os solos de xisto, uma particularidade da freguesia Desejosa.

Alargar o portefólio a outras regiões vinícolas portuguesas, como a dos Vinhos Verdes, também está em cima da mesa, devido ao seu “um perfil fresco e leve”, acrescenta Juan Viñas.

Por detrás da parceria deste projeto está uma filosofia que atravessa gerações na família Carregosa. Fernando recorda uma frase da bisavó que resume a forma como encaram o trabalho de cultivo nos socalcos do Douro: “É tudo com muito paixão. Mas também trabalhamos como galegos”.

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Unicorn Factory Lisboa alarga rede de inovação aos 18 municípios da AML


Chama-se Rede Unicorn Factory Área Metropolitana de Lisboa e será apresentada oficialmente no dia 2 de novembro, no Beato Innovation District, para afirmar a região como um território de inovação, empreendedorismo e competitividade internacional. Esta parceria estratégica visa dinamizar o ecossistema empresarial, científico e tecnológico metropolitano nos 18 municípios do território.

Numa iniciativa conjunta da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e da Unicorn Factory Lisboa, a nova rede de empreendedorismo e inovação vai permitir a colaboração e partilha de conhecimento, aproximando recursos e competências nos 18 municípios do território.

O objetivo, explica a AML, passa por “estimular o desenvolvimento de projetos inovadores” assim como “potenciar a capacidade de atração e retenção de talento e investimento”. Na prática, sustenta, será criado um ecossistema metropolitano de inovação, com ambição e projeção internacional.

A AML e a Unicorn Factory Lisboa inspiraram-se em modelos europeus de inovação colaborativa para a criação desta rede que “assenta numa visão integrada do território, em que a diversidade e as complementaridades dos municípios constituem uma vantagem competitiva”, detalha a AML numa nota enviada às redações.

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Fabricante de autoclismos de Aveiro vence prémio de inovação nos Estados Unidos


A fabricante portuguesa de autoclismos OLI venceu o DPHA Product of the Year Award 2026, nos Estados Unidos, na categoria de inovação, com a placa de comando Voronoi, desenvolvida em parceria com a Universidade de Aveiro. A solução alia design inspirado na natureza com materiais de menor impacto ambiental.

Fabricada em BIO ABS, a placa de comando integra 50% de matérias-primas provenientes de fontes renováveis de origem biológica, como plantas, algas e resíduos orgânicos, reduzindo a dependência de recursos fósseis, segundo descreve a empresa de Aveiro, considerada a maior produtora de autoclismos da Europa do Sul.

Com uma capacidade de produção anual de dois milhões de autoclismos e três milhões de mecanismos, a empresa obteve em 2025 um volume de negócios de 69 milhões de euros e exportou 70% da produção. A OLI opera em mais de 80 países dos cinco continentes e “afirma-se como uma referência em soluções integradas para o espaço de banho”.

A Voronoi foi desenvolvida no âmbito do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e resultou da colaboração entre a indústria e a academia.

O prémio foi atribuído pela Decorative Plumbing & Hardware Association (DPHA), uma associação norte-americana ligada aos setores dos equipamentos para casas de banho e cozinhas, canalização decorativa e ferragens.

A empresa considera que esta distinção vem reforçar “o reconhecimento internacional da inovação portuguesa no setor da casa de banho”.

A solução surge inspirada no diagrama matemático de Voronoi, uma estrutura presente em vários padrões da natureza. A placa apresenta uma geometria facetada que cria profundidade e jogos de luz e sombra, “cujos vincos estruturais permitem reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, mantendo a resistência e a durabilidade necessárias para uma utilização diária”, descreve a empresa numa nota enviada às redações.

Disponível em oito tonalidades, inspiradas em elementos da natureza, a Voronoi introduz a cor no polímero, evitando, assim, a utilização de acabamentos metalizados convencionais, que, garante a OLI, são mais poluentes e prejudiciais ao ambiente.

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Lisboa renova videovigilância com 216 câmaras em 16 zonas da cidade


A videovigilância vai manter-se por mais três anos em 16 zonas da cidade de Lisboa, com 216 câmaras, de acordo com um despacho publicado esta quarta-feira em Diário da República.

Apesar de a PSP ter apresentado o pedido fora do prazo legal, o Governo justifica a autorização da renovação da videovigilância com a necessidade de assegurar a continuidade de um sistema considerado “essencial para a prevenção e dissuasão da criminalidade, bem como para a prossecução da atividade policial”.

No despacho, assinado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, pode ler-se que a legislação em vigor determina que os pedidos de renovação sejam apresentados até 60 dias antes do fim da autorização.

A instalação e utilização deste sistema de videovigilância foram autorizadas a 1 de março de 2021. A 21 de novembro de 2023 o Executivo de Luís Montenegro prorrogou a medida por mais três anos.

Já a 14 de setembro deste ano o Governo autorizou a renovação da utilização do sistema de videovigilância no Bairro Alto, constituído por 27 câmaras, por um período de três anos. Este sistema entrou em funcionamento em 22 de maio de 2014 e, desde então, tem sido alvo de “sucessivas renovações por períodos de dois anos” e, posteriormente por um período de três, lê-se no despacho publicado em Diário da República.

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Fileira da horticultura de Odemira quer criar alojamento para 2.000 imigrantes. Vai custar 16 milhões de euros


A Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano (AHSA) quer criar quatro unidades de alojamento coletivo em Odemira, com capacidade para 2.000 trabalhadores imigrantes sazonais. Num investimento de 16 milhões de euros, suportado pelo Estado e investidores privados, o projeto visa responder ao problema de habitação no setor agrícola. Dentro de duas semanas, a associação deverá entregar ao Governo um estudo de viabilidade económica que sustente a proposta e permita avançar com o enquadramento legal necessário.

A proposta surge num contexto de pressão habitacional em Odemira, onde na última década a população duplicou dos cerca de 20 mil para mais de 40 mil habitantes, e grande parte devido…

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Porto já retirou 300 trotinetas da rua, Lisboa prefere medida mais radical. Prioridade às bicicletas


O município do Porto já retirou 300 trotinetas das ruas desde setembro e prepara-se para substituir gradualmente parte da frota em circulação por bicicletas partilhadas. Há vários meses que o Executivo de…

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Porto admite revogar decisão que trocou habitação acessível por dinheiro


Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, na Fábrica2030Hugo Amaral

O presidente da Câmara do Porto admitiu, esta segunda-feira, revogar as sete deliberações sobre zonamento inclusivo, aprovadas na última reunião do executivo, que permitem aos promotores imobiliários pagar compensações financeiras em vez de disponibilizar habitação para arrendamento acessível. O município vai rever o regulamento, propondo obrigar hotéis e unidades de alojamento local a ceder habitação acessível.

A decisão surge depois de o PS ter apontado ilegalidades à aplicação do regime de zonamento inclusivo e de ter formalizado uma queixa junto do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

“O executivo municipal rejeita as acusações formuladas pelo Partido Socialista quanto a qualquer ilegalidade relativa à decisão tomada na última reunião de Câmara, relativa a sete processos em concreto”, lê-se num comunicado enviado às redações pela autarquia da Invicta.

Apesar de rejeitar as acusações e “dada a abordagem alarmista e à gravidade das suspeições elencadas“, o Executivo PSD/CDS/IL “convida” vereadores do PS e do Chega para uma reunião com os serviços municipais, aberta à comunicação social, para esclarecer os processos em causa. E desafia o PS a explicar como a autarquia poderia obrigar os promotores destes sete processos a disponibilizar habitação acessível.

“Caso, no final dessa reunião, o PS continue a insistir que essa alternativa é viável, o presidente da câmara compromete-se a apresentar uma proposta de revogação da deliberação assumida na última reunião” camarária, assegura o Executivo de Pedro Duarte.

O atual regime é um dissuasor que incrementa custos de investimento e construção que, previsivelmente, se repercutem no aumento do preço final da habitação.

Câmara Municipal do Porto

Em paralelo, a Câmara do Porto vai propor alterações ao Regulamento Perequativo de Edificabilidade e de Encargos Urbanísticos (RPEEU), que define os termos do zonamento inclusivo. A proposta será submetida a apreciação na próxima reunião do Executivo, prevista para 3 de novembro.

Uma das principais alterações passa por obrigar hotéis e alojamento local a afetar casas com rendas acessíveis ou área para arrendamento acessível, acabando de substituir essa obrigação pelo pagamento de uma compensação financeira.

Segundo o município, desde a entrada em vigor do regulamento, em 2021, nenhuma habitação foi construída ou destinada ao arrendamento acessível ao abrigo deste mecanismo.

Com esta medida, o município procura “incentivar o reforço da oferta habitacional nesta área da cidade”, defendendo que “o atual regime é um dissuasor que incrementa custos de investimento e construção que, previsivelmente, se repercutem no aumento do preço final da habitação”.

O Executivo de Pedro Duarte é perentório: “As políticas públicas devem fomentar a descida de preços no acesso à habitação, não o inverso”.

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