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Lula diz que pretende fazer pronunciamento à nação na próxima semana

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende fazer um pronunciamento à nação na próxima semana. Em áudio compartilhado no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, o petista disse que aguarda a recuperação da voz e pediu que os apoiadores mantenham a mobilização após as eleições do último domingo (25).

“Na próxima semana, eu pretendo fazer um pronunciamento à nação. Mas também, na próxima semana, eu quero que o meu exército volte a uma atividade plena, porque vocês sabem que eu devo essa eleição ao povo brasileiro”, disse.

Lula também anunciou que pretende participar de uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal, que reúne mais de 10 milhões de seguidores.

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“Na semana que vem, eu quero repetir: estarei fazendo um pronunciamento à nação assim que a minha voz sair”, afirmou.

O pedido de continuidade da mobilização ocorre em meio aos planos do governo de manter o “Exército do Lula” ativo durante o próximo mandato. Como mostrou a CNN, a intenção é usar o canal para mobilizar apoiadores e pressionar parlamentares durante a tramitação de pautas estratégicas no Congresso Nacional.

Logo após vencer Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas, Lula afirmou que pretende ampliar a comunicação digital e a participação popular no quarto mandato.

“Eu ganhei um celular do nosso Rafael Fonteles [governador do Piauí]. E eu vou conversar muito com o povo brasileiro, muitas vezes por dia”, disse.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Em meio a silêncio de Milei, Lula agradece Macri após eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta quinta-feira (29) ao ex-presidente argentino Mauricio Macri após ser parabenizado pela vitória nas eleições do último domingo (25).

Macri felicitou Lula na segunda-feira (26) e desejou que o novo mandato traga “prosperidade e crescimento” para o país e a região. O atual presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não reconheceu o resultado das eleições brasileiras.

Em resposta nesta quinta, Lula afirmou compartilhar com Macri o desejo de que “a região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos” e disse ter saudades dos tempos em que diferenças entre os países eram discutidas de “maneira civilizada e republicana“.

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Veja a mensagem do presidente Lula, nas redes sociais:

Agradeço ao ex-presidente @mauriciomacri pelos cumprimentos e pelos bons votos. Compartilho plenamente o desejo de uma região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos. E lembro com saudades dos tempos em que diferenças circunstanciais entre nossos países se discutiam e se solucionavam de maneira civilizada e republicana.

— Lula (@LulaOficial) October 29, 2026

Como mostrou a CNN, o governo da Argentina não irá emitir um comunicado reconhecendo a vitória de Lula. De acordo com o porta-voz da presidência argentina, Adrián Ravier, o governo tomou “nota do resultado eleitoral do presidente brasileiro”. No entanto, o governo Milei não irá emitir um comunicado reconhecendo a reeleição do mandatário brasileiro.

“Em 2023, quando Milei foi eleito presidente, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente, nem nada. Pelo menos por enquanto, não vamos publicar nenhum comunicado”, afirmou o porta voz.

Diante da insistência da imprensa argentina acerca da necessidade de um comunicado institucional reconhecendo o resultado do pleito brasileiro, o porta-voz insistiu que “não haverá”.

Ravier se refere à postagem de Lula na rede social X após a vitória de Milei nas eleições presidenciais argentinas, há três anos. Na ocasião, o líder brasileiro não parabenizou diretamente Milei, que o havia insultado durante a campanha eleitoral.

“Meus parabéns às instituições argentinas pela condição do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica. Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu o petista.

Na recente campanha eleitoral brasileira, Milei apoiou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), fazendo ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As falas levaram o Itamaraty a rebaixar o nível da relação diplomática entre os países e não enviar o embaixador brasileiro, Júlio Bitelli, novamente a Buenos Aires.

Fuga de Flávio

Nesta quinta-feira, ainda, uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, assessor do presidente Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil pela fronteira.

Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade argentina com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.

Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.

Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly”.

Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados”, segundo o jornal argentino.

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À CNN, defesa cita acordo para Flávio entregar passaporte e relata surpresa

O advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Tracy Reinaldet, afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista à CNN, que havia combinado com o parlamentar a entrega dos passaportes à PF (Polícia Federal), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo Reinaldet, o acordo foi feito em uma reunião para discutir questões técnicas do processo. Na ocasião, ficou acertado que o advogado passaria na casa do senador na terça-feira (27), prazo final para o cumprimento da medida, para buscar os documentos e entregá-los à PF.

“Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o país. A gente debateu as questões técnicas do processo, mas essa possibilidade de deixar o país não foi ventilada”, afirmou à CNN Brasil.

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O advogado disse ter sido surpreendido pela ida do parlamentar aos Estados Unidos e afirmou que soube da viagem pela imprensa. “Eu estou no mesmo nível de conhecimento dos senhores”, declarou.

Na segunda-feira (26), Flávio havia sido intimado a entregar à PF o passaporte brasileiro e quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais. A decisão de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo processo por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No dia seguinte, o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os documentos, descumprindo a determinação. Moraes também havia proibido Flávio de sair do território brasileiro.

Para a defesa, não havia necessidade de descumprir a medida cautelar, pois o Santander, banco que mantém a conta investigada, já teria apresentado informações que contestariam a hipótese da PF.

“A percepção técnica da defesa é que o Santander tinha desconstruído a hipótese investigativa, que não haveria necessidade nenhuma de descumprir medida cautelar”, disse Reinaldet.

Segundo o advogado, o banco afirma nos autos que “o senador não usava essa conta e que não houve nenhuma transferência bancária dessa conta para o Flávio”.

O processo tramita no STF em razão do foro por prerrogativa de função do senador e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e Willer Tomaz.

A principal suspeita da Polícia Federal é de que o parlamentar teria participação econômica e societária em empresas com Tomaz, principalmente na Alcazar Holding. Flávio estaria cadastrado como usuário master de uma conta bancária da empresa.

A investigação identificou movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, montante considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.

A PF também apura possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas e uma casa lotérica no Rio de Janeiro, além de suspeita de fraude em licitação. Willer Tomaz, que atualmente mora nos Estados Unidos, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o INSS.

Reinaldet afirmou que ainda não conseguiu conversar com Flávio após a saída do país e que os próximos passos da defesa não foram definidos.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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À CNN, Tebet diz que centrão terá ganho se fechar aliança com Lula

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que os partidos de centro devem se beneficiar de uma aliança com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O centrão e os partidos de centro vão ver nessa aliança com o governo uma oportunidade de ganha-ganha”, afirmou Tebet.

Segundo ela, o cenário do novo governo Lula deve ser de “frente-ampla”, como um retrato das mobilizações vistas nas ruas durante o segundo turno das eleições presidenciais.

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“Com certeza um cenário de frente ampla, os recados da rua foram muito claros. O presidente Lula falou que ouviu as ruas, entendeu que vai governar com as ruas e a rua é eclética. As ruas mostraram que têm alma democrática e generosa”, disse Tebet.

A ex-ministra aposta que o quarto mandato será integrado por partidos de centro, que vão para além daqueles que formaram a federação que reelegeu o presidente Lula.

Uma aliança do centrão, segundo ela, possibilitaria um centro democrático “se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil”.

“Ganha o governo que precisa de governabilidade e ganha o centro democrático se reerguendo e tentando alijar definitivamente a extrema-direita no Brasil. Acho que eu sou mais otimista e vejo uma janela de oportunidade”, declarou.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Ajuste fiscal é necessário e temos “gordura” para cortar, diz Tebet

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que na gestão do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será necessário fazer “um ajuste fiscal e uma revisão de gastos”. Segundo Tebet, o Brasil é “o país dos desperdícios” e tem “muita gordura para cortar”.

“Os problemas do Brasil cabem dentro do Orçamento brasileiro e é possível e necessário fazer um ajuste fiscal, uma revisão de gastos, revisar gastos, sem tirar um benefício sequer”, declarou em entrevista.

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura apra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, completou.

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Segundo Tebet, as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal. “A janela de oportunidade é agora”, disse.

A ex-ministra avalia que, para além das medidas por parte do governo, também é necessária uma PEC (proposta de emenda a Constituição) sobre “contenção de gastos”, com destaque do que precisa ser reduzido nas contas públicas, sem colocar em cheque os benefícios sociais.

Tebet afirma que a PEC deverá incluir “ajustes finos na regra do arcabouço, renúncias e despesas, fazer os ajustes para ter um superávit de 2% em quatro anos”.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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Fuga de Flávio enfraquece extrema direita no país, diz Tebet à CNN

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a derrota nas eleições brasileiras, enfraquece a extrema direita no Brasil e abre espaço para que “a direita democrática possa se reerguer”.

“[Fuga] enfraquece a extrema-direita do Brasil e abre, ao meu ver, uma janela de oportunidade para que a direita democrática possa se reerguer. E entendo, inclusive, a importância para o governo e para democracia que isso aconteça”, afirmou.

Segundo Tebet, a saída de Flávio do país ultrapassa o campo político e passa a ser um caso de polícia e da Justiça, já que o senador descumpriu medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao partir rumo aos Estados Unidos. Segundo determinação do magistrado, o parlamentar não poderia deixar o país.

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Para ela, quando os partidos de centro – sejam de centro-esquerda ou direita – se “apequenam”, o crescimento do “extremismo” se consolida.

“Quando os partidos de centro – isso é mundial –, sejam de esquerda e de direita democrática, se apequenam, isso dá sorte para o crescimento do extremismo e [faz com que o] jogo seja fora das quatro linhas Constituição”, afirmou Tebet.

A ex-ministra ainda apostou que a extrema-direita devem buscar um novo líder após a fuga do senador.

Flávio foge do Brasil após derrota nas eleições

O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou com a família às 10h25 desta quarta-feira (28) nos Estados Unidos.

A CNN mostrou com exclusividade o momento em que o avião fretado pousou no aeroporto executivo de Miami-Opa Locka (OPF).

Na operação para fugir do Brasil, Flávio passou pela fronteira com a Argentina em Foz de Iguaçu às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde parou no início da manhã para abastecer. Minutos depois, decolou em direção à Flórida.

Na noite de terça-feira, o presidente Donald Trump disse que havia sido informado de que Flávio estaria em território argentino, mas sem saber seu real paradeiro. Ao ser questionado por jornalistas sobre a ida do candidato derrotado aos EUA, ele disse que “aprovaria” a entrada da família no país.

Dois funcionários do governo dos EUA afirmaram à CNN que vistos estão sendo emitidos para o senador, esposa e duas filhas. Um funcionário americano chegou a indicar a Flórida como destino.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

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PF diz que não registrou saída de Flávio em postos migratórios brasileiros

A PF (Polícia Federal) afirmou, em nota nesta quarta-feira (28), que não há registro oficial da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelos postos de controle migratório brasileiros.

A corporação esclareceu que restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, “não caracteriza[m] a condição de foragido” nem autorizam prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

Segundo a PF, os passaportes comum e diplomático do senador foram cancelados após decisão judicial. Também foi inserido um alerta no sistema de controle migratório SONAR. Na manhã de segunda-feira (26), Flávio foi intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas, mas não cumpriu a determinação.

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A PF informou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais. O senador deixou o Brasil na terça-feira (27), pela fronteira com a Argentina, após a derrota nas eleições presidenciais.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a apreensão dos passaportes após o segundo turno, realizado no domingo (25). Naquela data, a PF havia solicitado medidas cautelares ao identificar risco de saída do país. Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em um caso que envolve o advogado Willer Tomaz.

Como mostrou a CNN, a Polícia Federal está elaborando um relatório detalhado sobre o descumprimento da ordem judicial. O documento deverá apontar por onde e quando o senador saiu do Brasil, quem o acompanhou e quem eventualmente o auxiliou, além de reunir informações sobre a origem e o financiamento do jato particular utilizado.

Flávio entrou em território argentino com passaporte italiano.

Leia a nota completa:

A Polícia Federal informa que, no dia 25/10, representou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela adoção de medidas cautelares, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil pelo senador Flávio Bolsonaro, investigado no âmbito da PET nº 16877/DF.

Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados, foi inserido alerta migratório no sistema SONAR e o senador foi intimado na manhã de segunda-feira (26/10) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.

Não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.

A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares.

A Polícia Federal investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais pelo investigado, atuando nos limites da legislação e no cumprimento das determinações judiciais.

Flávio passou a fronteira na noite de terça

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.

A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

Como mostrou a CNN, o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Fontes confirmam destino final

Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil.

Um conselheiro de Donald Trump disse à CNN que o presidente americano aprovou a entrada de Flávio no país.

O avião é um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, ele estava parado no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26) e decolou por volta da 0h20 desta quarta. De acordo com o site de monitoramento de voos Flight Radar, a aeronave pousou em Guayaquil pouco antes das 6h da manhã desta quarta-feira.

Versão oficial muda a cronologia

O comunicado altera a cronologia que vinha sendo apurada ao longo de terça.

À tarde, duas fontes informaram à CNN que Flávio já havia deixado o Brasil a caminho dos Estados Unidos. Mais tarde, uma pessoa a par da situação disse à CNN que o senador já tinha chegado ao país.

Pelo registro oficial argentino, porém, Flávio só deixou o território brasileiro na noite de terça. O horário de entrada na Argentina equivale ao de Brasília, já que os dois países estão no mesmo fuso.

O próprio governo argentino mudou de posição. Durante a terça, o órgão de imigração havia informado que não tinha registro de entrada de Flávio no país.

Um porta-voz do governo de Javier Milei também negou que o senador estivesse na Argentina ou que uma aeronave com as características descritas tivesse decolado para os Estados Unidos.

Passaportes cancelados

A viagem ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de deixar o país. A decisão foi tomada no domingo (25), dia do segundo turno, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT).

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.

Na segunda-feira (26), Flávio disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.

O senador classificou a medida como tentativa de intimidação e afirmou que entregaria os documentos.

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio depois que ele não os entregou no prazo, conforme informou a CNN Brasil, e passou a procurar o senador.

O comunicado argentino não esclarece qual documento Flávio apresentou na fronteira. Cidadãos do Mercosul podem entrar na Argentina apenas com a carteira de identidade.

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Lula deve acolher aliados sem mandato para compor nova Esplanada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve considerar aliados que ficaram sem mandato após as eleições de 2026 e integrantes do governo que abriram mão de candidaturas na montagem da Esplanada dos Ministérios para o quarto mandato, que começa em janeiro de 2027.

Entre eles está o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), que abriu mão de disputar uma vaga no Senado pelo Ceará para assumir a articulação política do governo, em abril deste ano.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (27), Guimarães disse que os integrantes do governo que não disputaram as eleições para permanecer no Executivo estão à disposição do presidente para continuar a “servir o país”.

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Além do ministro-chefe da pasta responsável pela articulação política do governo, também estão nesse grupo Luiz Marinho (PT), do Trabalho e Emprego, que permaneceu no ministério após pedido de Lula, e Waldez Góes (PDT), da Integração e Desenvolvimento Regional, que desistiu de disputar o Senado pelo Amapá.

Outros integrantes do primeiro escalão, como Alexandre Padilha (PT), da Saúde, e Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, também permaneceram no governo e não concorreram no pleito deste ano.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), chegou a ser cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco, mas decidiu continuar à frente da pasta, após pedido de Lula.

A permanência desses auxiliares na nova gestão, entretanto, dependerá das escolhas do presidente e das negociações com os partidos aliados.

Em entrevista à CNN, Guimarães afirmou que a composição do próximo governo deve refletir o resultado eleitoral e as alianças políticas que contribuíram para a reeleição de Lula.

O ministro também defendeu a formação de um governo de frente ampla, com a participação de legendas além do PT, mas ressaltou que os partidos devem assumir compromissos de fidelidade à agenda governista.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, declarou.

Aliados derrotados nas urnas

A composição da nova equipe também deve levar em conta a acomodação de aliados derrotados nas urnas, a preservação de auxiliares que permaneceram no Executivo durante a disputa eleitoral e a ampliação da participação de partidos de centro, considerados importantes para o diálogo com o Congresso Nacional.

Entre os nomes que circulam nos bastidores está o de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife que foi derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco.

Segundo apuração da CNN, ele é cogitado para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pasta anteriormente comandada por seu pai, Eduardo Campos, durante o primeiro mandato de Lula.

Outro partido que pode ganhar espaço é o MDB. A expectativa entre interlocutores do governo é que a ala nordestina da legenda tenha ao menos um ministério.

Os senadores Renan Calheiros e Renan Filho, derrotados nas eleições em Alagoas, aparecem entre os nomes cotados para integrar a próxima gestão.

O movimento também ocorre em meio à tentativa de reaproximação com legendas que se dividiram durante a campanha presidencial. Apesar de setores do MDB terem apoiado Flávio Bolsonaro (PL), o PT deve se reunir com representantes da legenda para discutir sua participação no novo governo.

Disputa por espaço na Esplanada

A acomodação de aliados sem mandato ocorre paralelamente às negociações para ampliar a sustentação do governo no Congresso Nacional.

Além dos nomes ligados ao PT e ao PSB, interlocutores do presidente avaliam a participação de representantes do Centrão em postos estratégicos.

Um dos cargos mencionados nas articulações é o Ministério das Relações Institucionais, responsável pela interlocução com deputados e senadores e atualmente comandado por Guimarães.

O ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) está entre os nomes ventilados para a função.

A possibilidade de mudanças na articulação política evidencia a disputa por espaço na Esplanada e o desafio de conciliar a permanência de auxiliares próximos ao presidente com a entrada de novos aliados.

A formação do novo governo começou a ser discutida após a vitória de Lula no segundo turno. Na segunda-feira (26), o presidente se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em meio às primeiras articulações para o próximo mandato.

As negociações ainda estão em estágio inicial e não há definição oficial sobre a distribuição das pastas.

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Guimarães defende frente ampla e diz que vitória de Lula não é só do PT

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja de “frente ampla”.

Segundo o chefe da pasta, ele espera que o novo governo seja comandado por outras legendas, para além do PT (Partido dos Trabalhadores), com a participação de partidos de centro.

Guimarães afirmou que a definição de novos ministros depende do presidente Lula mas que ele e outros parlamentares que se dispuseram a ficar fora do pleito para seguirem cumprindo mandato estão à disposição para “servir o país”.

Segundo Guimarães, a nova composição ministerial deve refletir as alianças que contribuíram para a reeleição de Lula. O ministro, no entanto, defendeu que a distribuição de cargos seja condicionada à fidelidade das legendas ao governo no Congresso Nacional.

“Eu defendo um governo de frente ampla, e essa frente ampla que incorpore outros sujeitos que não sejam do PT, até porque essa vitória não foi só do PT. É um erro se fizermos isso. Evidentemente, o PT é o partido do presidente, tem um alto grau de protagonismo, mas penso que o novo governo tem que refletir essa nova composição”, afirmou.

O ministro ressaltou que a definição dos integrantes do primeiro escalão caberá exclusivamente ao presidente. Guimarães também destacou que os auxiliares que não disputaram as eleições deste ano permanecem à disposição para continuar no Executivo.

“O novo governo tem que considerar o ambiente da eleição. Quem o presidente Lula vai chamar para ser ministro ou continuar depende dele. Eu não tenho nem opinião formada sobre isso. O que existe é que nós, que não fomos candidatos, estamos para servir o país, como servimos nesse governo”, disse.

Guimarães abriu mão de uma candidatura ao Senado pelo Ceará para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, em abril deste ano, após convite de Lula. Na ocasião, o petista afirmou que a decisão representou a renúncia a um projeto político pessoal.

Outros integrantes do governo também permaneceram no Executivo e não disputaram o pleito, entre eles os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego. Marinho desistiu de concorrer às eleições após pedido do presidente.

Fidelidade dos partidos

Ao defender a ampliação da base governista, Guimarães afirmou que a participação de novas legendas deve ser acompanhada de compromissos com as propostas e políticas implementadas pelo Executivo.

“Defendo a tese de que ele tem que definir a nova composição ministerial trabalhando a ideia de frente ampla, chamando os partidos de centro que estejam dispostos a ajudar o governo, mas estabelecendo o critério de lealdade e fidelidade na relação dos partidos, dos senadores e deputados com o governo”, afirmou.

O ministro fez um alerta às siglas interessadas em integrar a próxima gestão e defendeu que a sustentação política de Lula não seja medida apenas pelo número de partidos que ocupam cargos na Esplanada.

“Para ir para o governo, o partido tem que ter fidelidade”, declarou.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, acrescentou.

As declarações ocorrem em meio às primeiras articulações para a composição do novo governo, que terá início em janeiro de 2027. Após a vitória no segundo turno, Lula começou a discutir a distribuição de cargos e a participação de aliados na próxima gestão.

A formação da nova equipe também deve levar em consideração a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, especialmente após divergências entre o governo e partidos que integraram a base durante o terceiro mandato.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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À CNN, Guimarães diz que governo espera que Trump reconheça vitória de Lula

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o governo brasileiro espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O mandatário estadunidense é, segundo Guimarães, o único chefe de Estado “importante” que ainda não ligou para Lula após a vitória.

“Ele fez uma declaração que respeita e gosta muito do Lula. A nossa expectativa é que ele, a curto prazo, possa reconhecer o resultado, porque todos os chefes de Estado importantes já ligaram para o Lula, inclusive aqueles que possuem configurações políticas diferentes do Lula”, disse Guimarães.

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Até agora, os Estados Unidos não reconheceram oficialmente o resultado da eleição presidencial brasileira. Outros países, como China, França, Espanha, Portugal e Alemanha, reconheceram a votação e parabenizaram Lula.

Segundo Guimarães, a vitória de Lula desafiou às injustiças de Trump, que acenou ao adversário bolsonarista durante e após pleito.

“Aliás, diga-se de passagem, que todos os países da América Latina, o Brasil resistiu a tudo e a todos: às injustiças do Trump, tudo aquilo que ele fez ao Brasil o Brasil deu uma resposta à altura. Temos que comemorar muito porque foi uma eleição atípica”, disse o ministro.

Nesta segunda-feira (26), o presidente Trump afirmou, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, mas destacou que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que se dá bem com o petista.

Questionado por repórteres sobre sua avaliação do pleito, realizado no domingo (25), Trump disse que achou “terrível”. Flávio Bolsonaro (PL), que foi derrotado por Lula, anunciou que não reconhecerá o resultado da votação e que pedirá anulação.

“Não tomei partido, mas a imagem que passou para o mundo foi péssima; é mais uma eleição — e você sabe, eleições precisam ser inquestionáveis ​​—, por isso, para mim, a situação pareceu muito ruim”, adicionou.

“Não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição e ela pareceu tão corrupta”, acrescentou.

Em outro momento, o presidente dos Estados Unidos foi questionado se faria algo a respeito da eleição brasileira, respondendo que não comanda o Brasil e que tem bom relacionamento com Lula.

“Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a forma como a apuração foi feita passou uma impressão muito ruim”, disse.

No domingo (25), dia do segundo turno, Donald Trump Jr., filho do presidente, criticou a extensão do horário de votação no Brasil, que teve fim adiado das 17h para as 19h.

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Guimarães: fuga de Flávio mostra que ele não estava preparado para cargo

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após a derrota nas eleições mostra que ele não estava preparado para o cargo de presidente da República.

“Ele disse que ia respeitar o resultado das urnas e na primeira derrota, o cara vai embora, ele é um frouxo. Ele não tinha predicados para ser presidente de uma nação do tamanho do Brasil”, disse o ministro.

Guimarães relembrou que em sabatina ao final de agosto, antes mesmo do primeiro turno, Flávio afirmou que aceitaria o resultado das urnas e declarou que o ex-senador não cumpriu com a promessa.

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Na ocasião, Flávio afirmou que jamais questionou a questão do processo eleitoral e iria “respeitar o resultado das eleições”. 

Segundo o ministro, ele não acreditou ao receber a notícia de que Flávio teria fugido. Para o chefe das Relações Institucionais, o movimento foi um “desrespeito com quem votou pra ele”.

“Quando essa notícia apareceu, eu considerei que era uma especulação, eu não quis acreditar que aquele fato fosse brasileiro. Recebeu 60 milhões de votos e, de uma hora pra outra, saiu do Brasil, isso é um desrespeito com quem votou pra ele”, afirmou à CNN.

Flávio repete o pai e foge após derrota

Ao deixar o Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) repete o caminho do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos dois meses depois de perder a eleição para o petista, em 2022.

Segundo aliados ouvidos pela CNN, Flávio está fora do Brasil. A saída ocorre após o senador ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2022, Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em 30 de dezembro, dois dias antes do fim de seu mandato. Ainda presidente, ele não participou da cerimônia de posse de Lula nem passou a faixa presidencial ao sucessor.

À época, Bolsonaro ainda não era investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A investigação avançou após os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão e cumpre a pena em prisão domiciliar.

Flávio, por sua vez, é alvo de dois inquéritos da Polícia Federal e ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos, a partir de fevereiro de 2027. Segundo relatos feitos à CNN, o senador dizia a aliados que corria risco de ser preso.

Aliados têm usado para justificar a saída do senador uma fala de Lula durante o debate da Band, no segundo turno. Na ocasião, o presidente disse que Flávio teria problemas ao deixar o mandato e perder a imunidade parlamentar.

“Que você vai perder imunidade, que te prepare, que você vai perder imunidade e você vai ter problema. Porque a sua vida tem muito inquérito, que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”, disse Lula.

O senador foi aconselhado a não deixar o país em uma reunião na tarde de segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha, no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília.

Na avaliação dos aliados moderados, uma eventual prisão do senador logo após a eleição seria ruim para a imagem de Lula no exterior. Por isso, eles acreditavam que nenhuma medida seria tomada contra Flávio.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Veja a votação nas cidades que Lula e Flávio fizeram campanha no 2º turno

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em oito dos 11 locais onde teve compromissos registrados durante a campanha do segundo turno. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente em cinco dos 11 destinos de sua agenda na votação deste domingo (25).

Nas três semanas que separaram o primeiro e o segundo turno, os candidatos fizeram caminhadas, comícios, compareceram em encontros com aliados e participaram de entrevistas e debates. Entre os destinos pelos quais ambos passaram, Lula venceu em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Flávio conquistou a maioria dos votos no Distrito Federal.

A capital fluminense teve uma mudança de liderança entre os turnos. Flávio havia terminado a primeira votação à frente, com 47,88% dos votos válidos. No segundo turno, Lula venceu com 51,54%, o equivalente a 1.898.391 votos.

Por onde Lula passou

Dos 11 locais registrados na agenda do petista, Lula venceu em Natal, São Paulo, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Porto Alegre, São Luís, Juazeiro e Petrolina. Flávio ficou à frente no Distrito Federal, em Ipatinga e em Belo Horizonte.

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Juazeiro, na Bahia, foi o destino em que Lula alcançou seu maior percentual entre os locais visitados: 68,46%. Na cidade vizinha de Petrolina, em Pernambuco, o petista recebeu 67,78%. As duas agendas foram registradas em 20 de outubro.

Em Minas Gerais, o resultado variou entre os três municípios visitados. Lula venceu em Juiz de Fora, com 57,66%, mas perdeu em Ipatinga, onde Flávio teve 62,75%, e em Belo Horizonte, onde o candidato do PL somou 50,80%.

Veja quem venceu em cada local da agenda de Lula:

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Por onde Flávio passou

Flávio venceu no Distrito Federal, em Goiânia, Vitória, Marabá e Manaus. Lula ficou à frente nos outros seis destinos da agenda do adversário: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Capelinha, Salvador e Fortaleza.

O melhor resultado do candidato do PL entre os locais visitados foi em Goiânia, onde recebeu 62,64% dos votos válidos. A capital goiana recebeu compromissos para oficialização do apoio de Ronaldo Caiado e uma reunião com sertanejos.

Além do Rio de Janeiro, o município de Capelinha, em Minas Gerais, registrou uma virada em relação ao primeiro turno. Flávio havia liderado com 48,20%, mas Lula terminou o segundo turno à frente, com 51,11%, ou 12.001 votos válidos.

Nos destinos nordestinos da agenda de Flávio, o petista venceu com 73,24% em Salvador e 60,07% em Fortaleza. A capital baiana foi o local em que Lula obteve seu maior percentual entre as cidades visitadas pelo adversário.

Veja quem venceu em cada local da agenda de Flávio:

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Lula é reeleito no segunto turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio Bolsonaro (PL).

Lula obteve mais de 50% dos votos, segundo divulgação parcial da apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite deste domingo (25).

Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.

Com 100% das urnas apuradas no segundo turno, foram 51,79% dos votos para Lula (64,2 milhões), contra 48,21% de Flávio (59,8 milhões).

No 1º turno, Flávio tinha 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.

Quem é Lula

Aos 80 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa sua sétima eleição ao Palácio do Planalto neste ano com a intenção de garantir a segunda reeleição.

Nascido em Caetés, município de Pernambuco, Lula é o sétimo filho de uma família de oito irmãos. Quando fez sete anos migrou com a família para São Paulo. Alguns anos mais tarde, aos 15, fez um curso técnico de torneiro mecânico.

Sindicalista, o atual chefe do Executivo foi um dos criadores do PT em 1980. Ele foi eleito deputado federal em 1986 e fez parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1987.

Lula disputou sua primeira eleição presidencial em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello (do então PRN). O petista também se candidatou em 1994 e 1998 — mas em ambos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu em primeiro turno.

Em 2002, o petista voltou a disputar o Palácio do Planalto e foi eleito presidente em segundo turno diante de José Serra (PSDB). E em 2006 se reelegeu em disputa diante de seu atual vice, Geraldo Alckmin (então no PSDB). O petista fez sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.

Lula foi preso em 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Naquele ano, Lula teve a candidatura ao Planalto indeferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por entendimento baseado na Lei da Ficha Limpa.

Em 2019, ainda foi condenado pelos mesmos crimes no caso do Sítio de Atibaia. O petista ficou detido por 580 dias.

Em abril de 2021, teve todas as condenações anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) o que o tornou novamente elegível.

Nas últimas eleições gerais, em 2022, Lula chegou ao seu terceiro mandato após derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

*Sob supervisão de João Ker

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