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Quatro pessoas da mesma família morrem em acidente com carreta na BR-163

Quatro pessoas da mesma família morreram em uma colisão dianteira entre uma caminhonete e uma carreta na manhã desta quinta-feira (29) na altura do km 962 em Terra Nova do Norte, Mato Grosso.

As vítimas foram identificadas como Francirene Ferreira de Souza, Benício de Souza Endler, Neusa de Oliveira de Souza e Francisco Ferreira de Souza, pela Prefeitura de Nova Guarita, cidade onde moravam.

Francirene era mãe de Benício, e estava indo com seus pais, Neusa e Francisco, em direção ao município de Sinop para prova de roupas para o seu casamento.

Ainda segundo a Prefeitura, ela já foi funcionária pública e administrava uma padaria na cidade, que decretou luto oficial pelas mortes e solidariedade aos familiares. Veja nota oficial divulgada nas redes sociais do município.

A concessionária Via Brasil, responsável pelo trecho, informou que o acidente aconteceu às 8:09 da manhã. Desde então o trecho segue operando com fluxo parcialmente interrompido, em sistema de ande e pare, até que a remoção dos veículos e os corpos sejam liberados.

Segundo a empresa não há ainda informações sobre a causa, e as circunstâncias do acidente serão apuradas pela perícia técnica.

Tragédia em MG é o maior acidente em rodovias federais desde 2008

 

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‘Ela poderia ter se safado do assassinato’: A ciência perigosa por trás da Rainha do Crime

Antes de Agatha Christie se tornar uma das autoras mais vendidas de todos os tempos, ela trabalhou em uma farmácia em sua cidade natal, Torquay, na Inglaterra, a serviço de alguém a quem ela se referiu em suas memórias apenas como Sr. P.

O Sr. P carregava um pedaço escuro de curare no bolso — um veneno que pode paralisar e matar rapidamente. Ele andava com ele porque o fazia “sentir-se poderoso”, escreveu ela em “Agatha Christie: Uma Autobiografia”. Christie não pôde deixar de notar que, apesar da “aparência angelical” do Sr. P, tais comportamentos poderiam torná-lo um “homem perigoso”.

Em outra ocasião, a mente perspicaz de Christie percebeu um erro que o Sr. P cometeu enquanto lhe mostrava como infundir medicamentos em supositórios, adicionando inadvertidamente 10 vezes a dosagem necessária.

Ao perceber que o Sr. P não daria ouvidos a uma “menininha” que lhe apontasse o erro, Christie teve a ideia genial de derramar o remédio no chão e “pisá-lo com força” para impedir que a droga perigosa fosse colocada nas prateleiras da loja, como ela relatou em suas memórias.

A faísca para os envolventes romances policiais de Christie surgiu nesse ambiente inesperadamente sinistro, enquanto a Primeira Guerra Mundial assolava o mundo. Ao longo de sua vida, ela desenvolveu um profundo conhecimento da ciência dos venenos, o que a ajudou a deixar um legado duradouro no mundo literário e além.

Após deixar a loja do Sr. P, Christie começou a se formar como farmacêutica no hospital de Torquay em 1916. Foi então que a semente de uma história começou a germinar em sua mente. Um livro didático chamado “The Pharmaceutical Pocket Book — for Practitioners & Students” (O Manual de Bolso Farmacêutico — para Profissionais e Estudantes), que ela leu em preparação para seus exames, inspirou a arma do crime em seu romance de estreia de 1920, “The Mysterious Affair at Styles” (O Misterioso Caso de Styles): estricnina, uma neurotoxina antes usada em doses mínimas como estimulante, combinada com outras drogas para matar a vítima.

Agora, os visitantes podem ver seu exemplar pessoal do livro de bolso — com manchas misteriosas e a inscrição “A. Christie” rabiscada no canto superior direito — em uma nova exposição intitulada “ Agatha Christie: Um Mundo de Mistério ”.

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Exemplar do livro didático que Christie usou durante seu treinamento como auxiliar de farmácia na Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

A exposição, que será inaugurada em 30 de outubro na Biblioteca Britânica em Londres, marca a primeira vez que o pequeno livro e muitos dos mais de 200 itens compartilhados por sua família e fundação serão exibidos ao público, afirmou a curadora principal da exposição, Lucy Rowland.

O livro didático foi um dos muitos artefatos que revelaram a quantidade de pesquisa que Christie realizou em seu trabalho — e uma prova tangível de que a autora tinha um profundo conhecimento de medicamentos e misturas químicas mortais, disse Rowland.

As descrições precisas de venenos feitas por Christie, que servem como arma do crime em 41 de seus 66 romances policiais, ainda são válidas hoje em dia.

“Era muito fácil ler Christie na adolescência sem perceber que estava aprendendo ciência”, disse a Dra. Kathryn Harkup, ex-química e autora de “A de Arsênico: Os Venenos de Agatha Christie”. “É a comunicação científica disfarçada em seu auge. A trama, a habilidade técnica necessária para transmitir ideias científicas complexas de uma forma imperceptível — meu Deus, isso é um talento.”

E suas histórias de mistério e assassinato, baseadas em princípios científicos, podem até ter ajudado a solucionar crimes reais: seus primeiros trabalhos com o Sr. P, em particular, inspiraram diretamente obras posteriores que poderiam ter evitado casos de envenenamento.

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Christie aparece vestindo seu uniforme de enfermeira do Destacamento de Auxílio Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

Christie por trás da fachada

Christie continua sendo a rainha indiscutível do crime 50 anos após sua morte — e uma espécie de enigma.

Publicamente, Christie manteve-se humilde, referindo-se a si mesma como uma “máquina de salsichas”, com a expectativa de produzir um sucesso atrás do outro para suas editoras.

“Tudo isso faz parte da construção dessa persona que não ameaça nem assusta o público”, disse a Dra. Jamie Bernthal-Hooker, especialista em Christie e professora visitante de inglês e escrita criativa na Universidade de Suffolk, no Reino Unido. “Mesmo hoje, as pessoas têm medo de mulheres inteligentes e poderosas. Eu gosto de dizer que sua maior criação ficcional foi Agatha Christie.”

Novas pesquisas, como a exposição da Biblioteca Britânica, estão proporcionando novas perspectivas sobre a mulher aventureira que acompanhou as mudanças radicais de sua época, de 1890 a 1976.

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A exposição inclui vislumbres surpreendentes da vida de Christie, incluindo sua paixão pelo surfe • The Christie Archive Trust

“Durante os primeiros 11 anos de sua vida, a Rainha Vitória estava no trono”, disse o Dr. Mark Aldridge, historiador de Agatha Christie e professor associado de história do cinema na Universidade de Southampton Solent, no Reino Unido. “Quando ela começou a escrever seus livros no final da década de 60, presenciou a chegada do homem à Lua. Sempre defendi que, se ela tivesse vivido mais alguns anos e assistido a ‘Guerra nas Estrelas’ em 1977, teria escrito ‘Assassinato no Espaço’, porque adorava novidades.”

Embora Christie não tivesse uma educação formal, sua curiosidade e natureza observadora guiavam sua visão de mundo. Ela também tinha uma imaginação vívida, provavelmente por vir de uma família de contadores de histórias que adoravam viajar, disse seu bisneto James Prichard, presidente e CEO da Agatha Christie Limited, empresa que administra os direitos de suas obras. Literatura, teatro e ópera alimentaram ainda mais seu interesse em criar suas próprias histórias.

Páginas do álbum de fotos de Christie registram sua viagem ao Cairo, Egito, como debutante, entre 1907 e 1908 • The Christie Archive Trust

Antes de se tornar uma autora publicada e trabalhar em farmácia, Christie começou como enfermeira voluntária aos 24 anos, tratando soldados feridos no Hospital da Cruz Vermelha de Torquay em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial. Com o marido lutando na guerra, Christie sentiu-se motivada a ajudar da maneira que pudesse.

Ela teve que aprender na prática, passando rapidamente de enrolar ataduras a cuidar de soldados feridos. Christie admite em suas memórias que se sentiu “envergonhada” por ter desmaiado ao ver sangue e ferimentos na primeira vez que presenciou uma cirurgia, mas isso não se repetiria. Christie aprendeu a se fortalecer e desviava o olhar durante as incisões com bisturi.

Ela gostava tanto de enfermagem que Christie refletiu que, se não tivesse se casado, provavelmente teria se “formado como enfermeira de hospital de verdade” depois da guerra. Em 1916, ela mudou de rumo e passou a aprender a preparar medicamentos para ajudar a farmácia, que estava com falta de pessoal.

As percepções de Christie, fruto de suas ricas experiências de vida, são sutilmente, mas com maestria, entrelaçadas em seus romances e ajudaram a consolidar a autora como uma gênia à frente de seu tempo.

Especificamente, Christie aprimorou sua atenção aos detalhes durante seu extenso treinamento em farmácia para o Exame de Assistente da Sociedade de Boticários em 1917. Certa noite, após acordar em pânico, ela correu de volta para a farmácia do Hospital Torquay, preocupada por ter contaminado acidentalmente uma pomada durante os preparativos da tarde. Ela verificou cada pote de pomada para ter certeza, de acordo com suas memórias.

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Anotações de estudo de Christie para seu exame de farmácia, realizado em 1917 • The Christie Archive Trust

Essa experiência em primeira mão se manifesta em seu romance de estreia, “The Mysterious Affair at Styles”, quando a personagem Cynthia Murdoch, uma voluntária da farmácia, diz: “Se vocês soubessem como é fatalmente fácil envenenar alguém por engano, não fariam piada com isso.”

Caneta envenenada

Christie percebeu que havia uma linha tênue entre a natureza benéfica e prejudicial dos medicamentos. Medir ou misturar um medicamento incorretamente poderia transformar uma cura que salva vidas em uma substância letal, como os visitantes da exposição podem constatar ao percorrerem uma simulação de farmácia.

Em exposição, um poema de 1925 escrito com tinta azul, intitulado “Na Farmácia”, também reflete seus pensamentos sobre esse equilíbrio perigoso: “Aqui há ameaça, assassinato e morte súbita — nestes frascos verdes e azuis”.

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A exposição apresenta frascos de diferentes medicamentos que, na época de Christie, poderiam facilmente ser considerados venenos se usados ​​de forma inadequada ou em altas doses • Grupo do Museu de Ciências

Como escritora de ficção, Christie não era obrigada a ser precisa, mas se esforçava muito para evitar erros em suas obras — e essa expertise transparecia em sua escrita sem floreios adicionais. Outras autoras contemporâneas de romances policiais, como Dorothy L. Sayers, frequentemente incluíam detalhes supérfluos para demonstrar que haviam feito a pesquisa necessária, mas Christie não, disse Harkup.

A crítica ao primeiro romance de Christie que mais a agradou foi publicada no “The Pharmaceutical Journal”, que celebrou seu conhecimento e uso da estricnina, em vez de substâncias fictícias e indetectáveis ​​que eram frequentemente culpadas por crimes em outras histórias. “A senhorita Agatha Christie sabe o que faz”, escreveu o crítico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Christie — que já era uma autora bastante conhecida — voltou a estudar para trabalhar na farmácia do University College London, onde o farmacêutico-chefe Harold Davis sugeriu o uso de tálio como veneno em um de seus romances.

Christie e seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, são vistos a bordo de um barco a vapor no Nilo em 1931 • The Christie Archive Trust

Christie associou a recomendação às suas observações anteriores sobre o Sr. P, que serviu de inspiração para o farmacêutico nefasto em seu romance de 1961, “O Cavalo Pálido”.

A trama gira em torno da ciência versus superstição, disse Aldridge, da Universidade de Southampton Solent, que analisou o livro com o também escritor e podcaster Gray Robert Brown em um podcast e no livro a ser lançado ” The Swinging Christies “. A vítima em “O Cavalo Pálido” parece ter sido amaldiçoada por bruxas, mas, atenção para o spoiler, na verdade é morta lentamente com um veneno incomum: o tálio.

Apelidada de “veneno do envenenador”, essa substância tóxica insípida e inodora age lentamente e imita o potássio no corpo, tornando-a difícil de detectar — até que seja tarde demais.

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Christie auxiliou Mallowan em suas escavações na Síria e no Iraque, aprendendo fotografia para documentar artefatos • The Christie Archive Trust

No livro, duas mulheres brigam e chegam a puxar os cabelos uma da outra. Uma delas perde uma grande quantidade de cabelo pela raiz — e morre pouco depois. É uma pista sobre os acontecimentos sinistros do romance e o culpado: o envenenamento por tálio causa queda de cabelo.

O uso que Christie faz do tálio no romance é tão preciso que lhe é atribuído o mérito de ter salvado a vida de duas pessoas.

Ela recebeu, por exemplo, uma carta em 1975 de uma jovem da América do Sul, que disse que a leitura de “O Cavalo Pálido” a levou a perceber que um conhecido estava sendo envenenado lentamente pela esposa, disse Harkup.

“Mas disto tenho absoluta certeza: se eu não tivesse lido O Cavalo Pálido e, assim, aprendido sobre os efeitos do envenenamento por tálio, X não teria sobrevivido”, diz a carta, citada no livro de Harkup, “A de Arsênico”. “Foi apenas a medicação imediata que o salvou; e os médicos, mesmo que ele tivesse ido ao hospital, não teriam descoberto a tempo qual era o problema.”

Após a morte de Christie, uma enfermeira londrina chamada Marsha Maitland, que também leu o romance, conseguiu identificar os sintomas de envenenamento por tálio em uma criança doente de 19 meses em 1977.

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Christie, vista aos 50 anos, acompanhou as mudanças do mundo ao seu redor • The Christie Archive Trust

A jovem que adoeceu misteriosamente foi levada para Londres, onde Maitland sugeriu que os estranhos sintomas coincidiam com os descritos em “O Cavalo Pálido”. A presença de tálio, um ingrediente de um inseticida usado para matar pragas na casa da criança, foi confirmada por meio de exame de urina — a bebê o havia ingerido acidentalmente. Com o tratamento, a criança se recuperou completamente em quatro meses.

Os médicos que acompanharam o bebê publicaram um artigo sobre o caso ainda naquele ano, que incluía um agradecimento que dizia: “Somos gratos à falecida Agatha Christie por suas excelentes e perspicazes descrições e à enfermeira Maitland por nos manter atualizados sobre a literatura.”

Um gênio discreto

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A máquina de escrever Remington de Christie, de 1937, funcionava como um laptop, permitindo que ela escrevesse a partir de sítios arqueológicos • The Christie Archive Trust

Após a Segunda Guerra Mundial, Christie nunca mais trabalhou em uma farmácia, mas manteve-se atualizada com o mundo da medicina, que mudava rapidamente, por meio da leitura e da comunicação com um impressionante grupo de especialistas. Suas histórias na década de 1960 chegaram a mencionar drogas recreativas cada vez mais populares.

“Ela sabe o que está fazendo. Ela poderia ter se safado do assassinato se quisesse”, disse Aldridge.

Em vez de depender de pistas que são silenciosamente reunidas fora das páginas ou dentro da mente de um detetive como Sherlock Holmes, os leitores de Christie sempre têm à disposição todos os fatos necessários para solucionar o caso.

“Ela sempre joga limpo com seus leitores, só que em um nível diferente do nosso, meros mortais”, disse Harkup. “Você deveria ser capaz de decifrar. Mas provavelmente não vai.”

Seus crimes são higienizados — raramente se mencionam fluidos corporais em suas páginas. Mas o veneno, que tantas vezes serviu como arma letal em seus livros, forneceu a Christie um intrigante arsenal literário para assassinos.

“Sentar, pensar, planejar, adquirir e administrar um veneno, e depois esperar que ele faça efeito, é um nível extra de maldade que, acredito, nos fascina”, disse Harkup.

Na prosa aparentemente simples de Christie, escondem-se indícios de quão profundamente ela compreendia as melhores e piores nuances da natureza humana, explicou a Dra. Michelle Kazmer, reitora da Faculdade de Comunicação e Informação e professora da Escola de Informação da Universidade Estadual da Flórida.

“Agatha Christie tinha muito a dizer sobre os grandes conceitos do que significa ser humano e, de uma forma multifacetada, abordou questões de amor, justiça, bem e mal”, disse Kazmer, que também estudou a obra de Christie.

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De acordo com o Guinness World Records, Christie é reconhecida como a autora mais traduzida de todos os tempos • The Christie Archive Trust

Ao lado de seus cenários de envenenamento cientificamente plausíveis, inúmeros médicos e farmacêuticos aparecem nos romances de Christie — às vezes como vítimas, outras vezes como assassinos — mostrando como seus primeiros contatos com o mundo da medicina nunca saíram de sua mente.

“Você não é bom nessas coisas a menos que tenha algum tipo de interesse”, disse Prichard, bisneto de Christie. “Não acho que ela tenha entrado no hospital no início da Primeira Guerra Mundial sabendo que se interessaria por isso, mas acho que esse interesse cresceu. E permaneceu com ela por toda a vida.”

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MP abre inquérito para apurar xenofobia do jogador do Bahia Willian Jose

O MPBA (Ministério Público da Bahia) instaurou inquérito nesta quarta-feira (28) para investigar prática de xenofobia praticada pelo jogador Willian José, do Esporte Clube Bahia.

A investigação é referente a um vídeo que o atacante repostou do influenciador Emerson Barreto, que atacava os nordestinos após a vitória do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) no segundo turno no último domingo (25).

“Sabe o que essa galerinha do Nordeste quer? Auxílio do Estado. É isso que eles querem. Eles querem a gratidão infinita, porque a peste do Estado só ajudou nos três primeiros anos de governo desse filho da p*””, dizia o influenciador no vídeo, dentre outros xingamentos direcionados à população nordestina.

Willian José se retrata após criticar o Nordeste
Willian José se retrata após criticar o Nordeste • Reprodução/Instagram

Após a repercussão negativa, Willian apagou o conteúdo e veio às redes se defender: “Sou nordestino e moro no Nordeste. Minha família é nordestina! Sei o que nosso povo passa e o quanto luta. Mas sei também o que os políticos fazem com o nosso povo e nos fazem reféns dele”.

O caso é apurado por meio da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do estado.

Segundo apuração da CNN Brasil, o clube do atacante tratou do ocorrido internamente, e declarou que o Bahia, inclusive, historicamente presa pela defesa e valorização do povo nordestino.

Willian também não foi escalado para o confronto com o São Paulo, nesta quarta-feira (28) pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, em decisão do clube após o ocorrido.

A CNN Brasil tenta contato com a assessoria de Willian, mas até o momento não recebeu retorno. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de André Rigue

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Anvisa suspende lote de linguiça defumada por contaminação de bactéria

A Anvisa (Agência nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu, nesta segunda-feira (26), a venda de um lote de linguiça de carne suína defumada da marca KF Embutidos por contaminação bacteriana por Listeria monocytogenes.

O lote afetado foi o 21/08/2026, que teve a sua comercialização, distribuição, propaganda e uso suspensos. Segundo análise microbiológica feita pela agência, o produto apresentou a presença da bactéria, representando risco ou agravo à saúde do consumidor.

A Listeria monocytogenes pode se reproduzir mesmo em ambientes refrigerados e é responsável por causar listeriose, uma infecção alimentar grave. Os principais alimentos em que pode aparecer são leites, queijos e frios fatiados não aquecidos

Desse modo, segundo a resolução 655/2022 da Anvisa, o recolhimento é obrigatório e a empresa tem até 48 horas para comunicar a agência e adotar as medidas sanitárias necessárias.

A KF Embutidos afirmou em nota que as peças do lote suspenso já foram recolhidas e a Anvisa já foi comunicada sobre a ação. A agência confirmou a informação.

Além disso, segundo a responsável técnica da empresa, uma nova avaliação já foi realizada, e o retorno da produção foi autorizado.

Bactéria em água Crystal: Mais de 300 mil garrafas serão recolhidas

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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CNM: Super El Niño já afetou 6,9 milhões de pessoas no Brasil desde julho

O El Niño impactou a vida de 6,9 milhões de brasileiros somente entre 1º de julho e 30 de setembro deste ano. Ao todo, 1.035 municípios de todo o Brasil foram afetados, e os prejuízos chegam a R$ 12,6 bilhões e 25 mortes, segundo um estudo da CNM (Confederação Nacional de Municípios).

Fenômenos climáticos como ondas de calor, secas, vendavais e inundações no período causaram desde a falta de energia ou abastecimento de água até a perda de bens e casas inteiras entre a população.

Segundo o relatório, 87,7 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, com 808 residências totalmente destruídas e quase 50 mil danificadas por esses eventos extremos. Além disso, nos 1.035 municípios que decretaram calamidade pública ou estado de emergência, 25 mortes foram registradas.

Em relação a infraestruturas públicas e obras, o prejuízo financeiro foi de R$ 3,6 bilhões, com destaque para estruturas de abastecimento de água potável concentrando metade do prejuízo total, deixando milhões de pessoas sem recursos básicos pelo país.

Além disso, o levantamento destaca que o setor mais afetado economicamente pelo super El Niño deste ano foi a agricultura, a mais suscetível às mudanças no regime de chuvas e temperaturas mais altas. O setor registrou perda de R$ 5,7 bilhões, devido a casos como diminuição na safra de produtos, demora para o escoamento da produção e perdas de colheitas inteiras.

No entanto, Marijane Lisboa, membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e doutora em Ciências Sociais, destaca que esses impactos vão muito além da questão econômica e afetam de forma muito diferente a população.

“A transformação lenta do nosso semiárido em árido e os incêndios que assolam a Floresta Amazônica nesse instante não podem ser traduzidas em reais imediatamente. Elas terão impactos duradouros na vida, na saúde e na alimentação, principalmente dos povos indígenas e dos pequenos agricultores”, afirma.

Impactos por região

A região que teve os maiores impactos foi o Nordeste, somando R$ 5,7 milhões em perdas devido principalmente pelo agravamento da seca e período de estiagem. No total, 319 municípios dos nove estados da região decretaram Situação de Emergência, afetando cerca de 1,4 milhão de pessoas, e o agronegócio na região teve R$ 3,4 bilhões em prejuízos.

Em seguida aparece o Sudeste, com R$ 4 bilhões. A região sofreu com os ventos, deslizamentos de terra, granizo e inundações, que provocaram danos em 3.054 moradias, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. Minas Gerais foi o estado mais afetado na região, com quase 1 milhão de pessoas impactadas.

O Sul sofreu com as fortes chuvas e tornados, registrando R$ 1,8 bilhões em perdas e cerca de 2,2 milhões de pessoas afetadas no período.

Já na região Norte a falta de chuvas prejudicou a navegação hídrica e afetou o regime de chuvas em todo o país, enquanto no Centro-Oeste os incêndios florestais causados pelo clima seco impactaram a produção e o dia a dia em R$ 175 milhões.

chuva minas gerais
Chuvas e tempestades em Minas Gerais afetaram o estado • Itatiaia

Lisboa frisa que as pessoas mais afetadas são justamente aqueles que menos contribuem para as mudanças climáticas. “Quem paga o maior pato das emissões de gases do efeito estufa produzidos pela exploração e consumo de petróleo, carvão e gás natural por grandes empresas e países são os mais desfavorecidos: povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares e gente pobre das periferias de nossas grandes e ricas cidades”, afirma.

Alerta para El Niño sem precedentes

A Confederação destacou que esses eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes, e que medidas de prevenção e resiliência climática precisam aumentar.

O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do oceano pacífico equatorial. Ele acontece de forma cíclica, em um intervalo de 2 a 7 anos, e de maneira intercalada com períodos neutros e sob o efeito do La Niña, o resfriamento acima da média das águas.

A OMM (Organização Meteorológica Mundial) alertou no último dia 21 que o El Niño atual deve atingir o seu pico ainda este ano, com expectativa de ser um fenômeno sem precedentes e um dos mais fortes da história.

Carros empilhados no túnel do Anhangabaú
Carros ficaram empilhados após Túnel do Vale do Anhangabaú transbordar na tarde de quarta (14) com as fortes chuvas. • CNN Brasil

Ainda de acordo com a agência da ONU (Organização das Nações Unidas), o El Niño deve durar até pelo menos fevereiro do ano que vem, mas os seus efeitos vão ser sentidos por muito mais tempo e vão se espalhar cada vez mais.

1 a cada 3 brasileiros alterou a casa devido a fenômenos climáticos

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Jetour G700: próximo lançamento da marca no Brasil aparece sem camuflagem

Depois de chegar ao Brasil em março e lançar quatro modelos, a chinesa Jetour já prepara o seu próximo lançamento. O SUV G700 tem chegada confirmada ainda para este ano e foi flagrado sem camuflagem pela reportagem da CNN Brasil.

O SUV de visual quadrado é o modelo topo de linha da série G da marca pertencente ao Grupo Chery, e chegará para competir com o Denza B5 no segmento de SUVs off-road premium.

No flagra, é possível comprovar que o modelo contará com pacote de assistentes à condução formado por radar no para-choque, sensores e câmera no topo do para-brisa, além de teto panorâmico e multimídia de 15,6 polegadas.

Câmera de 540 graus, com visualização do assoalho do veículo, também estará presente, mas, pelo menos na versão fotografada, park assist e LIDAR para condução semi-autônoma não estarão disponíveis por aqui.

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Modelo é focado no uso off-road e deve chegar até final de novembro • Vítor Nhoatto/CNN

Motorização e ficha técnica

A unidade na cor branca também não possui emblemas referentes à motorização e às versões que a Jetour irá trazer ao país, mas, de acordo com a marca, o conjunto mecânico será do tipo PHEV (híbrida plug-in) com tração 4×4 inteligente.

Um motor 2.0 turbo a gasolina com 211 cv é somado a um motor elétrico dianteiro de 286 cv e um traseiro com 408 cv, resultando em uma potência combinada de 905 cv e torque de 1.135 Nm.

Esses números são suficientes para levar o jipe de cerca de três toneladas de 0 a 100 km/h entre 4,5 e 4,8 segundos. A bateria é de 34,1 kWh e aceita recargas em corrente contínua (DC) de até 170 kW, se traduzindo em uma autonomia combinada de até 1.400 km segundo o ciclo chinês e no modo elétrico de até 150 km.

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    Jetour G700: SUV off-road está confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNN

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    Jetour G700: SUV off-road está confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNN

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    Jetour G700: SUV off-road está confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNN

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    Jetour G700: SUV off-road está confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNN

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    Jetour G700: SUV off-road está confirmado para o Brasil • Thiago Ventura/CNN

A carroceria é do tipo sobre chassi, tradicional de veículos off-road, compartilhada inclusive pela picape F700, registrada no Brasil esse mês e com lançamento aguardado.

No porte, são 5,19 m de comprimento, 2,05 m de largura e 1,96 m de altura. Os ângulos de ataque e saída são de 35 e 28 graus, respectivamente, com uma distância livre do solo que chega a 230 mm e capacidade de transposição de até 900 mm de água, segundo a marca.

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Modelo flagrado não possui emblemas de motorização e versão, mas ausência de camuflagem indica que lançamento está próximo • Vítor Nhoatto/CNN

Lançamento em breve

A primeira aparição do SUV no Brasil foi no Festival Interlagos, em agosto deste ano, mas a marca optou por trazer primeiro o S08 de sete lugares e mais urbano, lançado em 13 de outubro.

Porém, a marca confirmou a chegada do G700 ainda para 2026, e, segundo concessionário da marca, ouvido pela CNN Brasil, o lançamento foi reprogramado e está planejado para o final de novembro.

Cores, versões disponíveis e configuração de assentos ainda não foram informadas, mas estima-se que o preço fique na faixa entre R$ 430 mil e R$ 550 mil.

Carros eletrificados chegam à marca de 1 milhão de unidades no Brasil

*Sob supervisão de Tamiris Gomes, da CNN Brasil

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Anfíbio de 237 milhões de anos que teria sido o primeiro a viver só no mar é descoberto na China

Uma nova espécie de anfíbio que teria vivido há cerca de 237 milhões de anos foi descoberta na China. Ele seria o primeiro e único até hoje capaz de viver somente no mar graças a adaptações no seu organismo.

Batizada de Gerrothorax maritimus, o animal possuía cerca de 75 centímetros de comprimento e corpo achatado. Dois fósseis foram encontrados na província de Guizhou, na China, segundo estudo a revista científica Nature Ecology & Evolution divulgado nesta segunda-feira (26).

Características únicas

O que torna a espécie única é a sua capacidade de sobreviver de forma permanente no mar, em água salgada, o que nenhum anfíbio consegue fazer devido as suas características fisiológicas.

Todos as espécies de anfíbios descobertos até hoje possuem uma pele macia e permeável, que permite a absorção de água e troca de gases, sem necessidade de abrir a boca para se hidratarem ou respirarem.

Como a água do mar é salgada e consequentemente mais concentrada, nessa troca de líquidos pela pele, rãs e salamandras, por exemplo, desidratam, e precisam voltar a água doce para reequilibrar os seus organismos. No caso do Gerrothorax maritimus, isso era limitado pela sua pele semelhante a uma carapaça, selando essa troca.

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Pele do Gerrothorax maritimus era similar a uma armadura óssea que protegia a água do corpo de ser sugada pela água do mar • Ryosuke Motani

Nesse sentido, outra adaptação é em relação a respiração dele. Como a pele não era permeável, o anfíbio possuía brânquias, segundo os pesquisadores, que foram perdidas ao longo da evolução das espécies atuais.

Ele vivia provavelmente a maior parte do tempo no fundo do mar, camuflado nos sedimentos, e se alimentava por sucção devido a sua boca grande com um arco branquial robusto. Esse método suga as presas, com o tubarão-tapete sendo a espécie mais próxima dele hoje.

Como descobriram que ele vivia no mar

Apesar dos fósseis terem sido encontrados no mar, os cientistas tiveram que confirmar se lá era mesmo seu habitat natural ou se o animal teria sido levado para lá ao longo dos milhões de anos.

Para isso, análises foram realizadas, e a principal prova é a composição química dos ossos, que apresentaram assinatura de estrôncio compatível ao fundo do mar. As rochas em que estavam e os sedimentos ao redor também eram compatíveis, descartando a hipótese que eles teriam sido contaminados por detritos do ambiente.

Os fósseis foram encontrados em uma local a cerca de 30 quilômetros de distância da ilha mais próxima que existia no início do período Triássico Superior, há cerca de 237 milhões de anos, reconstruído pelos pesquisadores.

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Pequenos ossos dos dedos continuaram ligados ao esqueleto, o que indica que realmente o mar era o seu habitat natural e onde o animal morreu • Ryosuke Motani

Além disso, eles estavam próximos a grandes ictiossauros, répteis completamente adaptados à vida no oceano, e os ossos dos dedos permaneciam conectados ao esqueleto, o que costuma não acontecer quando um fóssil é arrastado de um local para o outro.

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Presos por tráfico de drogas usavam câmeras para monitorar ruas em SP

A Polícia Militar prendeu dois homens em flagrante por tráfico de drogas, na manhã desta segunda-feira (26), na comunidade do Boi Malhado, na zona Norte da capital paulista. Na residência usada por eles, a PM encontrou um esquema de monitoramento com câmeras, além de uma réplica de fuzil e 975 porções de drogas.

Segundo os agentes que atenderam a ocorrência, os dois suspeitos correram ao verem viaturas que patrulhavam a região, e um deles teria escondido uma sacola. Quando revistados, foram encontrados R$ 169, uma quantidade de substância semelhante a maconha e anotações com chave Pix e registros de tráfico.

Em seguida, o imóvel usado por eles foi localizado e uma estrutura de monitoramento através de câmeras de segurança espalhadas pelas ruas próximas do local foi encontrada. De acordo com a PM, a estrutura era utilizada para acompanhar a movimentação na comunidade e identificar a chegada de policiais.

 

Foram apreendidos ao todo 975 porções de drogas, sendo 205 tubos com substância similar a cocaína, 166 com material semelhante a crack e mais 604 porções de substância que pareciam maconha.

Além disso, um simulacro de fuzil foi apreendido, junto a 17 celulares, cinco câmeras de segurança, cinco rádios comunicadores, dez fones para rádio, 15 bases de carregamento, um tablet, equipamentos de informática, oito relógios inteligentes e outros objetos.

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Um simulacro de fuzil foi apreendido no local usado pelos suspeitos • Divulgação/SSP
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Um tablet, equipamentos de informática, oito relógios inteligentes e outros objetos foram encontrados também • Divulgaçãp/SSP

Os dois homens foram presos em flagrante e outras duas pessoas que estavam no local foram encaminhadas ao 13º Distrito Policial, mas liberadas depois de serem ouvidas.

Operação da PF mira esquema criminoso envolvendo políticos e policiais no RJ

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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