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La Ahnenerbe nazi realizó más de 200 copias exactas del arte rupestre escandinavo de la Edad del Bronce: ¿para qué servían los moldes?

En la década de 1930, el régimen nazi alemán puso en marcha un ambicioso programa de investigación arqueológica con un objetivo claro: demostrar que la cultura germánica era la más antigua y superior del mundo. Para ello, la organización conocida como Ahnenerbe (Herencia Ancestral) envió dos expediciones a Escandinavia con la misión de hacer moldes […]

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Lábaro cántabro, el estandarte militar que los romanos conocían como “cantabrum”

Como indica su estatuto de autonomía, la bandera de Cantabria está «formada por dos franjas horizontales de igual anchura, blanca la superior y roja la inferior», con el escudo en el centro. Es una enseña que remonta sus orígenes al siglo XVIII, pero de un tiempo a esta parte se ha popularizado otra no oficial […]

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Mais visitantes e nova dinâmica marcaram mais uma edição de sucesso dos Dias Medievais em Castro Marim

O centro histórico, o Castelo e o Forte de São Sebastião foram os protagonistas da 27.ª edição dos Dias Medievais em Castro Marim, que recebeu milhares de visitantes entre os dias 26 e 30 de agosto, marcada por uma nova dinâmica que proporcionou uma viagem única ao passado.

O cenário único de Castro Marim, envolvido na Reserva Natural do Sapal, foi o palco principal deste evento âncora organizado pelo Município, que trouxe muita história e magia durante os cinco dias mais aguardados da agenda cultural da região algarvia, que este ano teve um aumento substancial no número de visitantes.

Reis e rainhas, cavaleiros de armaduras reluzentes, bobos e jograis, comerciantes, monges, damas e nobres e ainda criaturas demoníacas e mágicas deambularam por todo o recinto com as suas animações, naquela que é considerada como uma das maiores e melhores recriações históricas do país, que cada vez mais atrai público estrangeiro.

O Município de Castro Marim apostou no rigor e investiu na segurança e qualidade, que são as bandeiras deste evento, com o reforço da segurança privada, nas equipas de intervenção médica rápida e de socorro com desfibrilhadores, bombeiros e forças de segurança, que contavam com um sistema de comunicação para a proteção de visitantes.

A lateral da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires serviu de palco para o ato de abertura do evento, que contou com a participação da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

A edição deste ano contou com uma nova dinâmica em todo o recinto, com investimento em infraestruturas e decoração, além de novidades na programação e nos grupos de animação que proporcionaram espetáculos únicos e que recolhiam emoções fortes junto do público.

O Castelo de Castro Marim, Património Nacional, mantendo a sua autenticidade, acolheu as representações de mais de 45 artes e ofícios num palco único e inigualável, desde o ferreiro às crianças aprendizes da Tecelã acompanhadas pela geração mais sábia, num cenário vivo.

Além de grandes espetáculos como os torneios medievais a cavalo, com a participação especial da Guarda Nacional Republicana no sábado para uma performance única, que foram diariamente um elemento de atração para os visitantes, estavam patentes as exposições de Instrumentos de Tortura e Punição com uma nova roupagem e a da Primeira Sede da Ordem de Cristo.

O Castelo abrigou ainda os banquetes medievais, que decorreram num espaço exclusivo e à luz misteriosa das tochas, com uma ementa que reuniu as melhores iguarias da época, acompanhadas de performances de grupos de animação, sempre com lotação esgotada muito rapidamente.

Entre os grandes destaques deste ano esteve o tradicional desfile, que ocorreu no primeiro e no último dia do evento, considerado como uma das melhores oportunidades para absorver este universo de imaginação e fantasia, que nesta edição mostrou novidades e a participação mais marcadas das coletividades, associações, clubes locais e Juntas de Freguesia.

A animação continua a ser outra das grandes e fortes apostas dos Dias Medievais em Castro Marim, que se distingue de outros eventos do género graças à exclusividade com alguns dos 30 grupos de animação nacionais e internacionais.

Uma vez que este é considerado um evento para toda a família, a programação incluía espaços e atividades de animação infantil com oficinas, jogos, carrosséis e outras diversões, sendo zonas que exigem um maior resguardo e áreas mais acauteladas, para que os mais pequenos pudessem usufruir das experiências, tanto no Castelo como fora dele, com a participação especial da mascote Marim.

Os Dias Medievais em Castro Marim terão sido um dos primeiros EcoEventos do país, por desde sempre disponibilizar um copo de barro diferente em cada edição, e este ano não foi exceção, pretendendo continuar no futuro, com o objetivo de apelar à máxima redução de resíduos e à utilização de materiais reutilizáveis.

O programa contava com centenas de exibições, num evento que envolveu dezenas de estabelecimentos e associações, figurantes, funcionários da Câmara Municipal de Castro Marim, forças de segurança, artistas, empresas, castromarinenses e muitos outros, que enriquecem e distinguem este evento, tornando-o numa experiência única e inesquecível e um verdadeiro regresso à época mais intrigante e misteriosa da nossa história.

Com o final de mais uma edição de sucesso dos Dias Medievais em Castro Marim, já se começa a pensar na próxima, que certamente trará muitas novidades em 2027 e fica a vontade de fazer mais e melhor a cada edição.

O Município de Castro Marim reconhece e agradece a dedicação e empenho a toda a estrutura da autarquia e a participação ativa da comunidade e das associações, que tornam possível a realização dos Dias Medievais.

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Guerras Sagradas, la lucha de las polis griegas por hacerse con el control del santuario de Delfos

En la mitología griega Delfos estaba considerado el omphalos u obligo del mundo, el útero de la diosa Gea (de hecho, eso significa el nombre original y se supone que los delfines se llaman así por su forma uterina), y aunque era posesión de Apolo, antes había sido compartido por otras divinidades. Su importancia quedaba […]

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Il Vangelo di Pietro

di Matteo Forlani

Nell’inverno del 1886-1887, in una tomba dell’Alto Egitto, gli archeologi francesi trovarono nove pagine del testo che oggi chiamiamo Vangelo di Pietro. Raccontavano una resurrezione che nessuno dei quattro Vangeli canonici aveva mai descritto: Gesù usciva dal sepolcro alto fino al cielo, seguito da una croce capace di camminare e parlare.

Il ritrovamento avvenne nell’antico cimitero di Akhmim, la Panopoli dei Greci. La sepoltura fu attribuita, forse troppo in fretta, a un monaco. Al suo interno c’era un piccolo codice di pergamena che raccoglieva testi ebraici e cristiani. Fra quelle pagine, alcune guardie assistevano a una scena impossibile da dimenticare.

Il cielo si apriva e due figure luminose scendevano accanto alla tomba di Gesù. La pietra posta davanti all’ingresso si spostava da sola. Poco dopo ne uscivano tre uomini dalle proporzioni gigantesche: le teste dei primi due raggiungevano il cielo, quella del terzo lo superava. Dietro di loro avanzava la croce.

Una voce proveniente dall’alto domandava se il messaggio fosse stato annunciato a coloro che dormivano. La croce rispondeva: «Sì».

Il manoscritto non aveva titolo. Il racconto cominciava quando il processo contro Gesù era già in corso e terminava mentre Pietro, Andrea e Levi prendevano le reti e si dirigevano verso il mare. Nelle ultime righe, però, il narratore si presentava come Simon Pietro. Fu questo particolare a permettere agli studiosi di dare un nome al frammento e di collegarlo a un’opera che gli autori cristiani dell’antichità conoscevano, discutevano e talvolta condannavano.

Un vangelo riemerso da una tomba

Urbain Bouriant pubblicò il frammento nel 1892. Era il primo vangelo non canonico riscoperto in epoca moderna in una forma abbastanza estesa da permettere di seguirne la narrazione. Fino a quel momento il Vangelo di Pietro era poco più di un titolo citato da scrittori antichi: un libro perduto del quale sopravvivevano giudizi, sospetti e qualche informazione indiretta.

Lo stesso codice conservava brani del Libro di Enoch, dell’Apocalisse di Pietro e del martirio di Giuliano di Anazarbo. Oggi è custodito presso la Bibliotheca Alexandrina con la sigla BAAM 0522, dopo essere stato conosciuto a lungo come P. Cairo 10759 o, più semplicemente, frammento di Akhmim. La sua collocazione è stata ricostruita da H. A. G. Houghton e Mina Monier in uno studio pubblicato dal Journal of Theological Studies.

Il codice viene datato generalmente al VI o al VII secolo. Il testo copiato sulle sue pagine è molto più antico: un vangelo attribuito a Pietro circolava già verso la fine del II secolo. L’identificazione con il frammento egiziano è largamente accettata, anche se le pagine di Akhmim non riportano alcun titolo e potrebbero appartenere a un’opera più ampia. La scheda della North American Society for the Study of Christian Apocryphal Literature lo indica per questo come il principale manoscritto del Vangelo di Pietro, lasciando aperto il problema della sua estensione originaria.

L’autore non era l’apostolo morto nel I secolo. Qualcuno, diverse generazioni più tardi, scelse la sua voce per conferire autorità al racconto. Non si limitò ad apporre un nome famoso: trasformò Pietro nel testimone che parlava dall’interno della storia e affidava al lettore la propria versione degli ultimi giorni di Gesù.

La Passione secondo un altro Pietro

La prima pagina superstite entra nella vicenda senza preamboli. Ponzio Pilato ha già compiuto il gesto ricordato dal Vangelo di Matteo e si è lavato le mani per dichiararsi estraneo alla condanna. Nel racconto di Akhmim, Erode e i giudici ebrei rifiutano di fare altrettanto. Pilato si alza; Erode impartisce gli ordini per l’esecuzione.

La responsabilità della morte di Gesù viene così spostata dalle autorità romane su Erode e sui capi del popolo. Il testo, tuttavia, distingue fra i dirigenti e la popolazione: dopo la crocifissione, molti comprendono la gravità di quanto è accaduto e manifestano pentimento. Joel Marcus ha letto questa differenza come un possibile indizio di una comunità formata da cristiani di origine ebraica vissuti nella Siria del II secolo. È una proposta affascinante, ma la provenienza del vangelo resta sconosciuta.

Anche Giuseppe d’Arimatea riceve una parte più ampia. Chiede a Pilato il corpo di Gesù prima ancora della crocifissione, ma il governatore deve ottenere il consenso di Erode. Il condannato viene poi rivestito di porpora, fatto sedere su un seggio e circondato da aguzzini che fingono di rendergli omaggio.

Sulla croce Gesù rimane in silenzio e l’autore lo descrive come se non provasse dolore. Uno dei criminali crocifissi al suo fianco protesta contro l’ingiustizia della condanna. Gli esecutori, irritati, decidono di non spezzargli le gambe e ne prolungano l’agonia.

A mezzogiorno l’oscurità avvolge la Giudea. Gli abitanti escono con le lampade, convinti che sia già notte. Le ultime parole di Gesù non coincidono con quelle riportate da Marco e Matteo. Nel testo di Akhmim esclama:

«Potenza mia, potenza, mi hai abbandonato».

Dopo il grido viene «elevato». Il corpo è deposto dalla croce e, quando tocca il terreno, la terra trema. Giuseppe lo lava, lo avvolge in un lenzuolo e lo colloca nel proprio sepolcro.

L’autore sembra ricordare liberamente i quattro Vangeli conosciuti. Pilato proviene soprattutto da Matteo, la cronologia avvicina il testo a Giovanni, altri episodi richiamano Marco e Luca. Molti studiosi vedono in questa mescolanza il lavoro di uno scrittore del II secolo che riorganizzò tradizioni già diffuse. Altri gli attribuiscono materiali indipendenti, forse più antichi. Il rapporto con i Vangeli canonici rimane uno dei problemi centrali della ricerca sul testo.

La notte in cui il sepolcro si aprì

Matteo, Marco, Luca e Giovanni raccontano il ritrovamento della tomba vuota e le apparizioni del risorto. Nessuno di loro mostra il momento esatto in cui Gesù torna in vita. L’autore del Vangelo di Pietro decise di riempire quel silenzio.

Dopo la sepoltura, i capi ebrei chiedono a Pilato di sorvegliare la tomba. Temono che i discepoli possano sottrarre il corpo e annunciare la resurrezione. Il centurione Petronio arriva con alcuni soldati; una grande pietra viene fatta rotolare davanti all’ingresso e sigillata sette volte. Le guardie montano una tenda e iniziano la sorveglianza.

Nella notte fra il sabato e la domenica si ode un grande rumore. I cieli si aprono e due uomini avvolti dalla luce scendono accanto al sepolcro. La pietra si sposta, i due entrano e i soldati svegliano il centurione e gli anziani presenti. Tutti si avvicinano per vedere.

Tre uomini escono dalla tomba. Due sostengono il terzo e sono seguiti da una croce. Le teste dei primi raggiungono il cielo, mentre quella dell’uomo sorretto lo oltrepassa. Il corpo deposto da Giuseppe è diventato una figura cosmica, tanto grande da unire la terra al mondo divino.

Anche la croce ha cambiato natura. Lo strumento dell’esecuzione cammina dietro al risorto e conferma di aver predicato a coloro che dormivano. Non è più un oggetto: diventa testimone e messaggera della vittoria sulla morte.

La scena sembra nascere da una fantasia senza freni. Potrebbe invece essere il risultato di una lettura molto concreta delle Scritture. Deane Galbraith ha collegato il gigante e la croce parlante a un’interpretazione cristologica del Salmo 18 nella versione greca. In quel salmo il sole esce dalla propria dimora come uno sposo e attraversa il cielo simile a un gigante; la voce dei cieli si diffonde su tutta la terra.

Lo scrittore potrebbe aver trasformato quelle immagini poetiche in azioni. Il risorto diventa il gigante che attraversa il firmamento, mentre la voce cosmica viene affidata alla croce. Le parole delle Scritture assumono un corpo, escono dalla tomba e cominciano a muoversi.

Dopo la visione, i soldati corrono da Pilato e dichiarano che Gesù era davvero il figlio di Dio. Il governatore ordina loro di tacere. Soltanto in seguito Maria Maddalena e le altre donne raggiungono il sepolcro, dove incontrano un giovane vestito di luce. Come nel finale originario del Vangelo di Marco, fuggono impaurite. Le autorità hanno visto il prodigio e hanno già deciso di nasconderlo.

Il vescovo che cambiò idea

Verso la fine del II secolo Serapione, vescovo di Antiochia, visitò la comunità cristiana di Rhossus, una città della costa siriana. Qui era scoppiata una controversia intorno a un vangelo attribuito a Pietro. Serapione non conosceva il libro, ma si fidava dei fedeli e ne permise la lettura.

Qualche tempo dopo seppe che l’opera era apprezzata da cristiani vicini al docetismo. Si procurò una copia, la lesse e cambiò giudizio. La sua lettera è sopravvissuta grazie alla Storia ecclesiastica di Eusebio di Cesarea. Il vescovo riconosceva nel libro molti insegnamenti conformi alla fede della Chiesa, insieme ad aggiunte che considerava inaccettabili. Contestava soprattutto l’attribuzione apostolica: Pietro rimaneva un’autorità, ma il suo nome non poteva rendere autentica un’opera successiva. Eusebio conserva anche il racconto dell’iniziale autorizzazione, concessa prima che Serapione avesse esaminato il testo.

Il docetismo, dal verbo greco che significa «sembrare», comprendeva dottrine secondo le quali l’umanità o la sofferenza fisica di Cristo non erano pienamente reali. La descrizione di Gesù silenzioso, come se non provasse dolore, sembrò offrire una conferma. Anche il grido rivolto alla propria «potenza» e l’affermazione che Cristo venne elevato alimentarono il sospetto che la componente divina lo avesse abbandonato prima della morte.

Il frammento consente però una lettura meno netta. Il silenzio può rappresentare la fermezza del martire, mentre l’espressione «come se» non cancella la realtà del dolore. Jerry McCant ha sostenuto che le pagine di Akhmim non bastano a dimostrare una teologia docetista. Serapione potrebbe aver conosciuto sezioni perdute, oppure aver giudicato il modo in cui il libro veniva usato. Potrebbe persino aver letto una versione diversa.

La vicenda racconta qualcosa di più ampio del destino di un singolo vangelo. Alla fine del II secolo, un testo poteva essere letto in una comunità e ignorato in un’altra. Un vescovo poteva autorizzarlo senza conoscerlo, procurarsene una copia e poi intervenire. I confini fra racconto utile, opera sospetta e Scrittura riconosciuta si stavano formando nella pratica, una lettura dopo l’altra.

Perché rimase fuori dal Nuovo Testamento

Quando i vescovi si riunirono a Nicea nel 325, Matteo, Marco, Luca e Giovanni godevano già da oltre un secolo di un riconoscimento molto più ampio rispetto agli altri racconti sulla vita di Gesù. Il concilio discusse soprattutto la natura di Cristo e il rapporto fra il Figlio e il Padre. La scelta dei quattro Vangeli non fu sottoposta a votazione.

La formazione del Nuovo Testamento avvenne gradualmente. Le comunità confrontarono opere diverse e privilegiarono quelle ritenute legate agli apostoli, lette in territori lontani fra loro e compatibili con la fede professata nelle Chiese. Alla fine del II secolo la raccolta dei quattro Vangeli era sostanzialmente stabilita; la discussione su altri libri continuò ancora a lungo. La complessità di questo processo emerge dalla ricostruzione pubblicata nella New Cambridge History of the Bible.

Il Vangelo di Pietro rimase ai margini. Circolava in ambienti limitati, portava il nome di un apostolo che non lo aveva scritto e aveva suscitato dubbi teologici già nel II secolo. Gli mancavano la diffusione e l’autorità raggiunte dai quattro racconti canonici. Più che espulso da una Bibbia ormai definita, non riuscì mai a entrarvi.

La parola «apocrifo» indica qui un’opera rimasta fuori dal canone. Non implica necessariamente un libro segreto, perseguitato o distrutto. Alcuni apocrifi furono combattuti; altri continuarono a essere letti, copiati e utilizzati nella predicazione o nella devozione popolare.

Il codice deposto nella tomba di Akhmim ne offre una prova. Qualcuno, diversi secoli dopo il giudizio di Serapione, considerava ancora quelle pagine abbastanza importanti da conservarle insieme ad altri scritti religiosi.

Che cosa conserva davvero il Vangelo di Pietro

Il frammento di Akhmim non è la cronaca alternativa di un testimone della resurrezione. Il suo valore storico riguarda il mondo cristiano che lo produsse.

Quelle nove pagine mostrano come una comunità del II secolo potesse riprendere una storia ormai conosciuta e darle una forma nuova. L’autore distribuì diversamente le responsabilità della condanna, accentuò i prodigi, trasformò il sepolcro in un luogo osservato dalle autorità e rese visibile ciò che i Vangeli canonici avevano lasciato fuori dalla narrazione.

Il silenzio sul momento esatto della resurrezione non gli bastava. Volle mostrare il cielo aperto, gli angeli discesi sulla terra e un Cristo tanto grande da oltrepassare il firmamento. Perfino la croce dovette uscire dalla tomba e confermare che il messaggio aveva raggiunto il regno dei morti.

Ignoriamo il nome dell’autore, il luogo preciso della composizione e l’ampiezza della sua diffusione. Conosciamo invece l’identità che egli scelse: Pietro, l’apostolo che nei Vangeli aveva rinnegato Gesù e che ora diventava narratore della sua vittoria sulla morte.

Il testo non racconta come avvenne la resurrezione. Racconta come, nel II secolo, alcuni cristiani sentirono il bisogno di vederla accadere.

L'articolo Il Vangelo di Pietro su Vanilla Magazine scritto da Matteo Forlani

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Domiziano II: l’imperatore romano restituito alla storia da due monete

di Matteo Forlani

Per oltre diciassette secoli il suo nome rimase sepolto in un campo dell’Oxfordshire. A riportarlo alla luce, nell’aprile del 2003, fu il segnale di un metal detector.

Brian Malin stava esplorando un terreno nei pressi di Chalgrove, a meno di sedici chilometri da Oxford, quando lo strumento reagì a qualcosa nascosto fra trenta e sessanta centimetri di profondità. Per lui non era un luogo qualunque: nel 1989, appena trenta metri più in là, insieme al fratello Ian aveva già trovato 4.145 monete romane chiuse in due vasi.

Il nuovo recipiente, modellato in una ceramica grigia di produzione locale, sembrava la continuazione di quella scoperta. I due depositi avevano dimensioni e composizione simili; entrambi terminavano con emissioni di Probo del 278-279. Jérôme Mairat ha proposto che appartenessero alla stessa persona, forse qualcuno che aveva preferito dividere i propri risparmi in nascondigli separati. Non possiamo sapere chi fosse né perché non tornò a recuperarli. Resta però difficile considerare casuale la presenza di due fortune quasi gemelle nello stesso campo.

Dentro il secondo vaso c’erano 4.957 monete coniate fra il 251 e il 279. Erano quasi tutte monete radiate di lega povera, rese più brillanti da un velo d’argento ormai in gran parte scomparso. Sette su dieci provenivano dall’Impero delle Gallie; le altre dalle officine controllate dagli imperatori di Roma. Chi aveva raccolto quel denaro, insomma, usava senza distinzione le valute dei due poteri che si contendevano l’Occidente romano.

Quando venne estratto dal terreno, il tesoro non aveva l’aspetto di una cascata di monete. La corrosione aveva saldato i pezzi fra loro e alle pareti del contenitore, formando un blocco compatto. Il vaso arrivò intatto all’Ashmolean Museum e fu poi affidato ai restauratori del British Museum. Per mesi, acqua tiepida e alcol sciolsero il terreno, mentre ultrasuoni e solventi rimossero le incrostazioni. Ogni esemplare venne separato, asciugato, stabilizzato e protetto. Fu un lavoro lento, quasi una seconda esplorazione del tesoro. All’inizio del 2004, da quella massa indistinta comparve un volto che non avrebbe dovuto esserci.

Il pezzo era ben battuto e mostrava pochissimi segni d’usura. Sul diritto si vedeva il busto barbuto di un uomo con la corona radiata, il mantello e la corazza. Intorno al ritratto correva la legenda:

IMP C DOMITIANVS P F AVG

Per esteso significava Imperator Caesar Domitianus Pius Felix Augustus. Il nome era quello di Domiziano, ma non dell’imperatore flavio assassinato nel 96. Lo stile del ritratto e il tipo monetale appartenevano alla seconda metà del III secolo. Gli studiosi lo chiamano Domiziano II soltanto per distinguerlo dal sovrano vissuto quasi duecento anni prima.

Non bastava a raccontare un regno, ma bastava a dimostrare una pretesa. Un uomo chiamato Domitianus aveva assunto il titolo di Augusto, ottenuto l’appoggio necessario per usare una zecca e fatto incidere il proprio nome sul denaro. Le cronache lo avevano dimenticato; il metallo no.

Il falso che non era falso

La scoperta di Chalgrove aveva però un precedente. Il 28 novembre 1900, durante alcuni lavori in un vigneto di Les Cléons, presso Nantes, era emerso un ripostiglio di 1.456 radiati. Fra le monete di Gordiano III, Aureliano e Tetrico ce n’era una intestata a Domiziano. La notizia fu pubblicata l’anno seguente. Proprio l’eccezionalità del ritrovamento, tuttavia, finì per renderlo sospetto.

Nel 1929 l’esemplare entrò nelle collezioni del Musée Dobrée. Poi se ne persero le tracce fra i depositi del museo e per decenni rimase accessibile soltanto attraverso fotografie, disegni e un calco in gesso riprodotto nel Roman Imperial Coinage. Il numismatico Lodovico Laffranchi lo interpretò come una moneta di Tetrico ritoccata; Lawrence Okamura riassunse i dubbi nel titolo di uno studio del 1992, Forging a Usurper in Late Roman Aquitania.

La moneta ricomparve nel 1996 e fu portata a Parigi per essere pulita ed esaminata. Il risultato incrinò l’ipotesi del falso: le lettere di DOMITIANVS erano incorporate in prodotti di corrosione antichi. Nessun falsario moderno poteva averle reincise sopra una legenda precedente senza alterare quelle incrostazioni. Anche il ritratto, pur vicino ai modelli di Vittorino e Tetrico, mostrava caratteristiche proprie.

Poi il presunto falso trovò il proprio gemello.

L’antoniniano inglese era identico per conio a quello di Cléons e persino un poco meglio impresso. Coincidevano il profilo del volto, la posizione delle lettere e le irregolarità più minute. I conii antichi erano incisi a mano: due monete che condividono gli stessi piccoli difetti provengono dalla medesima coppia di matrici, come fogli stampati dallo stesso torchio.

A chiudere la discussione fu soprattutto il contesto. Il nuovo pezzo era ancora saldato a un deposito romano intatto, in mezzo a migliaia di emissioni comuni recuperate in condizioni documentate. Nessuno avrebbe potuto introdurlo in quella massa di corrosione. Domiziano continuava a non avere una biografia, ma da quel momento ebbe un’esistenza storica.

Il vuoto lasciato da Vittorino

Il momento in cui Domiziano tentò la fortuna era uno dei più confusi della storia romana. Nel 260 l’imperatore Valeriano era caduto prigioniero del re sasanide Sapore I. Suo figlio Gallieno si ritrovò solo al comando di un impero attaccato su più fronti e attraversato dalle rivolte degli eserciti.

In Occidente le truppe acclamarono il generale Postumo, che diede forma a quello che oggi chiamiamo Impero delle Gallie. Comprendeva la Gallia e la Britannia, per qualche tempo anche la Hispania. Il nome può trarre in inganno: non era uno Stato nazionale staccatosi da Roma. Postumo e i suoi successori si consideravano imperatori romani, nominavano consoli e governatori, proteggevano le frontiere e battevano moneta come qualunque altro Augusto.

Postumo riuscì a governare per quasi dieci anni. Nel 269 sconfisse il rivale Leliano, ma vietò ai soldati di saccheggiare Magonza e fu ucciso dai suoi stessi uomini. Gli succedette Mario, rimasto al potere per poche settimane o pochi mesi, quindi Vittorino. Nella primavera del 271 anche Vittorino morì assassinato. Per la terza volta in meno di due anni, il trono gallico era disponibile.

Secondo una tradizione tarda e non del tutto affidabile, Victoria, madre di Vittorino, usò denaro e influenza per favorire Tetrico, allora governatore in Aquitania. Ma un imperatore non poteva imporsi nello stesso istante da una provincia all’altra. Nel tempo necessario a Tetrico per raccogliere consensi, guarnigioni e officine monetarie potevano scegliere altri candidati.

Fu con ogni probabilità in quel vuoto che Domiziano fece la sua mossa.

Le monete lo collocano come un concorrente di Tetrico alla guida dell’Impero delle Gallie, non come il sovrano di un regno britannico e neppure come un avversario in grado di minacciare direttamente Aureliano. La città in cui fu proclamato e i reparti che lo sostennero restano sconosciuti. Il suo tentativo, però, superò il fragore di un’acclamazione militare: arrivò fino a un’officina monetaria.

Per battere denaro servivano incisori, metallo, tondelli, incudini, martelli e maestranze abituate a lavorare in serie. Domiziano controllò quell’organizzazione almeno per il tempo necessario a preparare due conii e avviare la produzione. Non era dunque soltanto un nome gridato dai soldati: uomini, strumenti e metallo erano stati messi al servizio della sua candidatura.

La concordia dei soldati

Il pezzo di Chalgrove è un antoniniano di 22 millimetri e 2,07 grammi. La corona radiata indossata dal sovrano identifica la denominazione. Il colore attuale è quello del bronzo, ma all’origine una sottile argentatura copriva la lega povera e faceva apparire la moneta assai più preziosa di quanto fosse davvero.

Dal ritratto non ricaveremo il vero volto di Domiziano. Barba, sguardo fermo, mantello e corazza appartenevano al repertorio con cui gli incisori costruivano l’immagine di un imperatore. Eppure non si limitarono a cambiare il nome su un modello di Tetrico. Il diritto venne preparato appositamente per Domiziano, e il rovescio fu inciso per la stessa emissione. Anche un potere destinato a durare pochissimo volle dunque un’immagine propria.

Sul rovescio compare Concordia, con la coppa delle libagioni in una mano e una cornucopia nell’altra. La legenda CONCORDIA MILITVM significa «la concordia dei soldati». Nessun messaggio poteva essere più opportuno. In un’epoca in cui gli imperatori salivano al potere sulle spalle delle legioni e spesso morivano per mano delle stesse truppe, Domiziano presentava l’esercito come compatto attorno a lui. Forse descriveva una realtà momentanea; forse esprimeva soltanto un desiderio.

I conii conservano anche una traccia del disordine di quei mesi. Il diritto sembra opera dell’incisore legato alla cosiddetta officina II; il rovescio ricorda invece la mano attiva nell’officina I e anticipa alcune monete di Tetrico. Una matrice, o forse lo stesso artigiano, potrebbe essersi spostata fra le due zecche durante la crisi. Persino la sede della coniazione è ancora discussa: il catalogo dell’Ashmolean indica Colonia, mentre MER-RIC assegna l’emissione a Treviri. Sono divergenze che raccontano quanto poco conosciamo ancora dell’organizzazione delle zecche galliche.

Quei piccoli dischi erano il mezzo di comunicazione più capillare di cui disponesse un sovrano. Entravano nelle paghe, passavano di mano nei mercati e viaggiavano insieme agli eserciti. Il ritratto annunciava chi comandava, i titoli ne proclamavano l’autorità e il rovescio spiegava su quale sostegno diceva di fondarsi. Domiziano parlò lo stesso linguaggio degli imperatori che lo avevano preceduto.

I due esemplari sicuramente autentici provengono dalla stessa coppia di conii, un indizio forte di una produzione limitata. Non significa che fossero le uniche matrici: altre monete possono essere state ritirate, rifuse o perdute. Per questo i «quattro giorni di regno» spesso attribuiti a Domiziano sono una formula giornalistica senza fondamento. Possiamo dire che la sua occasione durò poco, non contare i giorni.

Il ritrovamento inglese non prova che Domiziano governasse la Britannia. Il vaso fu sepolto negli anni Ottanta del III secolo, anni dopo l’emissione. L’antoniniano ebbe tempo per attraversare la Manica: documenta il viaggio della moneta, non i confini del suo potere.

Un uomo senza biografia

Una volta accertata l’esistenza di Domiziano, restava da capire chi fosse. Le fonti antiche offrono due possibili tracce, entrambe troppo incerte per trasformarsi in un’identità.

La Historia Augusta attribuisce la vittoria sui Macriani nel 261 a Domitianus, «il più valoroso e attivo» dei comandanti di Aureolo. Aggiunge che si diceva discendente dell’imperatore Domiziano e di Domitilla. Se quel comandante fosse l’uomo delle monete, il tentativo del 271 sarebbe l’ultima tappa di una carriera militare lunga almeno dieci anni, non il gesto improvviso di uno sconosciuto.

La fonte, però, impone prudenza. La Historia Augusta mescola documenti, errori e personaggi inventati ed è stata composta molto tempo dopo i fatti. La discendenza dalla dinastia flavia assomiglia a una genealogia costruita per nobilitare il protagonista. Il racconto può custodire un dato autentico, ma non basta a sovrapporre con sicurezza il generale e il pretendente.

All’inizio del VI secolo Zosimo ricordò invece Epitimio, Urbano e Domiziano come innovatori rapidamente arrestati e puniti durante il regno di Aureliano. Non disse dove avessero agito, quali truppe li sostenessero o quale autorità avessero sfidato. Nome e cronologia possono adattarsi all’usurpatore gallico; la certezza, ancora una volta, resta fuori portata.

La sua fine resta completamente oscura. Potrebbe essere caduto combattendo Tetrico, essere stato abbandonato dalle truppe o essere sopravvissuto abbastanza da subire la punizione di Aureliano. Quando Tetrico consolidò il potere, il rivale era già scomparso dalla scena. Tre anni più tardi anche l’Impero delle Gallie cessò di esistere e le province occidentali tornarono sotto Roma.

Persino il numero ordinale «II» appartiene alla storiografia moderna. Sulle monete compare soltanto DOMITIANVS e nessun contemporaneo lo chiamò «secondo». Un possibile terzo antoniniano proveniente dalla regione bulgara di Vidin è stato attribuito allo stesso pretendente, ma stile, dimensioni e rovescio sono diversi. Finché l’attribuzione resterà discussa, la sua storia continuerà a poggiare sui due esemplari di Cléons e Chalgrove.

Uno rimase dimenticato nel deposito di un museo. L’altro trascorse oltre diciassette secoli dentro un vaso, confuso fra migliaia di pezzi corrosi. Insieme conservano ciò che gli storici antichi non raccontarono: nel 271 un uomo assunse il titolo di Augusto, riuscì per breve tempo a servirsi di una zecca e cercò di prendere il controllo dell’Impero delle Gallie.

Il suo potere scomparve quasi subito. Le due monete sopravvissero abbastanza a lungo da restituirgli un posto nella storia.

L'articolo Domiziano II: l’imperatore romano restituito alla storia da due monete su Vanilla Magazine scritto da Arianna Mecozzi

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Hípaso de Metaponto, el filósofo que murió por demostrar que los Pitagóricos estaban equivocados

A este filósofo griego, seguidor de Pitágoras y maestro de Heráclito, al que inculcó la idea de que el arjé o principio de todas las cosas era el fuego, se le atribuyen -discutiblemente- el descubrimiento de los números irracionales, la construcción de un dodecaedro inscrito en una esfera y varios trabajos sobre acústica. Además fundó […]

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Hallada en Karahantepe una excepcional escultura de 11000 años de antigüedad que representa a un hombre sobre un leopardo

El ministro de Cultura y Turismo de Turquía, Mehmet Nuri Ersoy, ha dado a conocer el descubrimiento de una pieza arqueológica de singular valor durante los trabajos de excavación que se llevan a cabo en el yacimiento de Karahantepe, correspondientes a la campaña de 2026. Se trata de una escultura compuesta, con una altura de […]

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“Famílias Navegadoras”: Visita Orientada e Peddy Paper pela História de Quarteira

O Museu Municipal de Loulé convida as famílias a embarcarem numa viagem pelo património marítimo com a atividade “Famílias Navegadoras”, no próximo dia 28 de agosto, às 18h30.

O evento decorre na Antiga Lota de Quarteira, no âmbito da exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar. 6000 anos de História de Quarteira”.

A iniciativa propõe um fim de tarde dinâmico que cruza cultura, história e lazer. O programa arranca com uma visita orientada projetada para dar a conhecer a evolução do território e da comunidade que moldou a economia e a identidade local ao longo dos séculos. 

A jornada culmina com um peddy paper desafiante, no qual os participantes vestem a pele de verdadeiros exploradores e utilizam o “Diário de Bordo” como mapa para desvendar a exposição de forma envolvente. Trabalhando em equipa, as famílias serão convidadas a desvendar desafios didáticos e de observação enquanto percorrem os quatro núcleos da exposição: «Explorar a Terra», «Explorar o Mar», «Ocupar e Viver» e «Território». 

As vagas são limitadas. Os interessados devem realizar a sua inscrição através do e-mail servicos.educativos@cm-loule.pt ou pelo telefone 289 400 611.

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La Batalla de Navarino, el día que la flota otomana fue borrada del mapa y Grecia consiguió su independencia

«Le he enviado una cinta cuando, en realidad, lo que merecía era una soga». Esta frase se atribuye al rey Jorge IV de Inglaterra y la cinta en cuestión sería la de la Orden del Baño, que acababa de conceder a Edward Codrington, el almirante que había obtenido la victoria en la batalla naval de […]

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12 puntas de flecha neolíticas encontradas en Anatolia llevan raras marcas geométricas cuyo propósito se desconoce

Un equipo de investigadores franceses y turcos ha publicado un exhaustivo análisis de doce puntas de flecha de obsidiana con incisiones intencionales halladas en el yacimiento neolítico de Tepecik-Çiftlik, en la región de Capadocia (Turquía). Estos objetos, que datan de entre el 7100 y el 6100 a.C., representan un fenómeno arqueológico excepcional: son extremadamente raros […]

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Hace 7000 años los últimos cazadores-recolectores se encontraron con los primeros agricultores en un lago de Alemania: esto fue lo que sucedió

Las más de 50.000 piezas de cerámica halladas en el yacimiento de Hüde I, en el lago Dümmer (Baja Sajonia, Alemania), están proporcionando una visión sin precedentes sobre cómo se produjo la transición del estilo de vida cazador-recolector a la agricultura en el norte de Europa. Los investigadores han identificado cerámica procedente de al menos […]

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La tapa posterior de un códice del siglo VIII escondía diez papiros, seis de ellos siguen sin descifrarse porque nadie sabe en que lengua están escritos

En 1919, cuando alguien empezó a examinar con detenimiento la encuadernación de un códice del siglo VIII conservado en el Archivo Capitular de la catedral de Barcelona, descubrió que la tapa posterior escondía algo más que cuero y costuras. Bajo la piel, colocados en pliegues, aparecieron diez fragmentos de papiro. Más de un siglo después, […]

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El Codex Gigas, el mayor manuscrito iluminado medieval fue creado por un solo monje que tardó 30 años en completarlo

En 1648, mientras las tropas suecas saqueaban el castillo de Praga al final de la Guerra de los Treinta Años, alguien cargó entre el botín un volumen que pesaba 75 kilos y necesitaba dos personas para moverlo. Se trataba de un libro, el manuscrito iluminado más grande que se conserva de toda la Edad Media, […]

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Encuentran en República Checa el más antiguo santuario y observatorio astronómico prehistórico del centro de Europa, mil años anterior a Stonehenge

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Amanirenas: la regina di Kush che ottenne da Augusto una pace favorevole

Nel dicembre del 1910, la sabbia di Meroë restituì due occhi ancora aperti.

La missione archeologica guidata da John Garstang stava scavando un piccolo edificio sacro nell’attuale Sudan quando, sotto i gradini dell’ingresso, apparve una testa di bronzo. Era più grande del naturale, pesava circa diciassette chilogrammi e conservava un dettaglio rarissimo: pupille di vetro inserite in anelli metallici e iridi di calcite. Il volto aveva lineamenti regolari, capelli disposti con cura sulla fronte e un’espressione immobile, costruita per comunicare autorità.

Gli archeologi riconobbero Augusto.

La testa dell’imperatore, realizzata probabilmente in Egitto fra il 27 e il 25 a.C., apparteneva in origine a una statua più alta di un uomo. Il corpo era scomparso. La testa era stata trasportata per centinaia di chilometri verso sud e deposta sotto l’accesso di quello che il British Museum descrive come un santuario della Vittoria. La collocazione appare intenzionale: chi entrava nell’edificio passava sopra il volto del sovrano di Roma.

Per quasi duemila anni Augusto rimase sotto i piedi dei suoi nemici.

La storia di quel gesto conduce a una guerra combattuta lungo il Nilo alla fine del I secolo a.C., quando Roma aveva appena trasformato l’Egitto in una provincia. A sud si estendeva il regno di Kush, una potenza africana governata da una donna il cui nome non compare nei resoconti romani. Le iscrizioni locali la chiamano Amanirenas.

Il regno oltre la frontiera egiziana

Quando Ottaviano conquistò l’Egitto, Kush possedeva una storia millenaria. I suoi sovrani avevano dominato l’Egitto nell’VIII e nel VII secolo a.C., fondando la XXV dinastia. Il centro del potere si era poi spostato a Meroë, fra il Nilo e il fiume Atbara: una città di palazzi, templi, officine e necropoli dominate da piramidi dalle pareti ripide.

I siti archeologici dell’isola di Meroë testimoniano l’estensione delle relazioni costruite dal regno. L’architettura univa elementi kushiti, egizi, mediterranei e mediorientali; le officine lavoravano il ferro, mentre carovane e vie fluviali trasportavano oro, avorio, animali, ceramiche e prodotti di lusso. Kush partecipava ai commerci del mondo antico da una posizione autonoma, collegando l’Africa interna alla valle del Nilo e al Mediterraneo.

La regione più contesa era la Bassa Nubia, a sud della prima cateratta. Templi, comunità e funzionari egizi e kushiti occupavano uno spazio nel quale i confini cambiavano senza interrompere i rapporti religiosi ed economici. Meroë e i Tolomei avevano cercato a lungo di controllarlo; Roma voleva ora rendere stabile e redditizia la nuova provincia.

La documentazione kushita presenta una difficoltà particolare. Gli abitanti di Meroë utilizzavano una propria lingua e una propria scrittura. Gli studiosi conoscono il valore fonetico dei segni e riescono quindi a pronunciare molti testi; gran parte del loro significato rimane ancora incerta. Come mostra una recente sintesi sui rapporti fra Meroë e l’Egitto, la storia del regno deve essere ricostruita accostando archeologia, iscrizioni non pienamente comprese e testimonianze scritte dai suoi avversari.

La sovrana che Roma chiamò Candace

Amanirenas regnò negli ultimi decenni del I secolo a.C. Il suo nome appare in iscrizioni meroitiche insieme ai titoli qore e kandake. Il primo indicava la sovranità regale; il secondo designava una donna della famiglia dominante, spesso la madre del re, e in alcuni casi una sovrana capace di governare in prima persona.

Gli autori greci e romani trasformarono quel titolo nel nome proprio “Candace”. Cassio Dione parla di lei come della guida degli “Etiopi”, termine con il quale gli antichi indicavano le popolazioni poste a sud dell’Egitto. Strabone la descrive come una donna virile e cieca da un occhio. Sono poche parole, diventate il nucleo di quasi ogni racconto moderno su Amanirenas.

La veridicità dell’accecamento e la sua causa restano sconosciute. La ferita ricevuta in battaglia appartiene alla ricostruzione moderna. Anche l’aggettivo “virile” rivela lo sguardo di un autore per il quale il comando militare femminile rappresentava un’anomalia. Il racconto di Strabone conserva informazioni preziose, ma le dispone dentro una narrazione favorevole a Roma.

L’identificazione della Candace di Strabone con Amanirenas è molto probabile, ma non esplicita. Le iscrizioni associano la sovrana ad Akinidad, personaggio di rango elevato coinvolto negli eventi. È stato spesso presentato come suo figlio, benché il legame familiare rimanga incerto. Della guerra possediamo nomi e titoli isolati; le decisioni della corte di Meroë restano fuori dalla nostra portata.

Roma arriva alla prima cateratta

Nel 30 a.C., un anno dopo la vittoria di Azio, Ottaviano prese possesso dell’Egitto. La morte di Marco Antonio e Cleopatra chiuse la storia del regno tolemaico e consegnò a Roma una delle regioni più ricche del Mediterraneo. Augusto affidò il governo della provincia a prefetti scelti direttamente da lui, evitando che un senatore potesse impadronirsi delle risorse e del grano egiziano.

La frontiera meridionale richiedeva uomini e fortezze. Nel 25 a.C. il prefetto Elio Gallo portò gran parte delle truppe in Arabia meridionale; la spedizione fallì e lasciò temporaneamente meno protetta la valle del Nilo.

Intanto, in Bassa Nubia cresceva l’opposizione alle richieste fiscali romane. L’esercito kushita avanzò verso nord, forse per sostenere le comunità in rivolta e ristabilire l’influenza di Meroë. Nell’autunno del 25 a.C. attaccò Syene, l’attuale Assuan, Elefantina e File: fece prigionieri, saccheggiò gli insediamenti e abbatté statue del nuovo signore dell’Egitto.

Fra quelle immagini potrebbe essersi trovato il colosso di bronzo al quale apparteneva la testa scoperta nel 1910.

Il volto portato a sud

Augusto comprese presto il valore politico del proprio ritratto. Monete e statue diffusero nell’impero un volto eternamente giovane, riconoscibile per le ciocche ordinate sulla fronte e per un’espressione controllata. Quelle immagini trasformavano un uomo lontano in una presenza quotidiana. Comparivano nelle piazze, nei templi e negli edifici pubblici, rendendo visibile l’autorità romana.

Recidere una testa imperiale significava quindi colpire qualcosa di più di una statua. I Kushiti portarono a sud prigionieri e immagini di Augusto. Molte sarebbero state restituite durante le successive trattative; il bronzo di Meroë rimase nel regno e assunse una funzione nuova.

La sabbia protesse i lineamenti e gli occhi intarsiati, mentre il peso dei passi continuava a gravare sopra la soglia. Il ritratto concepito per affermare il potere di Roma divenne un trofeo. La propaganda imperiale venne utilizzata contro il suo stesso artefice: Augusto continuava a essere riconoscibile, ma la sua posizione comunicava la sconfitta simbolica dell’invasore.

L’identità di chi decise di seppellire la testa resta sconosciuta. Il gesto appartiene comunque alla guerra combattuta durante il regno di Amanirenas e alla rappresentazione kushita di quel conflitto. Nelle decorazioni del santuario comparivano inoltre prigionieri davanti a un sovrano di Meroë; la scena del re vittorioso sui nemici apparteneva a una tradizione figurativa più antica e alla propaganda regale più che alla cronaca certa di una battaglia.

Petronio risale il Nilo

Roma reagì con il nuovo prefetto d’Egitto, Gaio Petronio. Strabone gli attribuisce meno di diecimila fanti e ottocento cavalieri contro trentamila Kushiti: numeri costruiti per esaltare l’efficienza romana e da leggere con cautela. Il dato essenziale è che l’esercito di Meroë fu respinto.

Petronio conquistò Pselchis, presso l’attuale el-Dakka, e avanzò verso Premnis, identificata con Qasr Ibrim. Prigionieri e bottino furono inviati a nord; secondo Strabone, mille catturati raggiunsero Augusto e altri furono venduti come schiavi.

Secondo Strabone e la versione più concisa di Cassio Dione, Petronio avanzò fino a Napata, antico centro regale e religioso vicino alla quarta cateratta, e la distrusse. La notizia celebrava una penetrazione romana impressionante. Alcuni studi recenti ne dubitano: la distanza di oltre settecento chilometri da Qasr Ibrim, il caldo e le difficoltà di rifornimento rendono incerta una marcia tanto rapida. La devastazione di Napata potrebbe essere stata amplificata o collocata nel racconto per dare alla spedizione una conclusione esemplare.

Petronio tornò verso l’Egitto e fortificò Qasr Ibrim con quattrocento uomini e provviste per due anni. Dall’alto di una rupe, la posizione controllava i movimenti sul Nilo. Amanirenas non considerò conclusa la guerra: le forze kushite tentarono di riprendere la fortezza e costrinsero il prefetto a tornare in sua difesa.

Gli scontri principali erano terminati a vantaggio di Roma; Kush restava fuori dal suo dominio.

Gli ambasciatori sull’isola di Samos

Il conflitto terminò lontano dal campo di battaglia. Amanirenas inviò ambasciatori a trattare. Strabone racconta che, quando Petronio ordinò loro di rivolgersi a Cesare, i delegati risposero di non sapere chi fosse né dove trovarlo. Il prefetto fornì una scorta e li fece accompagnare fino all’isola di Samos, dove Augusto si trovava durante il viaggio verso la Siria.

L’aneddoto permette allo scrittore romano di rappresentare i Kushiti come estranei all’ordine imperiale. La sostanza dell’accordo racconta una realtà diversa. Nell’inverno del 21-20 a.C. gli ambasciatori ottennero condizioni molto favorevoli: Roma abbandonò le posizioni più avanzate, limitò la propria zona d’influenza alla parte settentrionale della Bassa Nubia e cancellò gli obblighi economici imposti a Kush.

Strabone scrive che Augusto concesse tutto ciò che gli ambasciatori chiedevano e rinunciò perfino ai tributi. Il linguaggio presenta la pace come un atto di generosità imperiale. Dal punto di vista di Meroë, il risultato aveva un significato concreto: il regno rimaneva indipendente, era esente da tributi e conservava il controllo del proprio territorio centrale.

Anche Roma ottenne ciò di cui aveva bisogno. La frontiera egiziana divenne più stabile e una lunga campagna verso sud non assorbì altre truppe. Nei secoli successivi il confine conobbe tensioni e incursioni, ma fu anche attraversato da mercanti, pellegrini, sacerdoti e funzionari. Templi e culti della Bassa Nubia continuarono a collegare le due sponde politiche.

Le legioni avevano prevalso sul campo. Amanirenas trasformò la resistenza in un successo diplomatico.

La voce incisa a Hamadab

Quattro anni dopo il ritrovamento della testa di Augusto, la missione di Garstang scavò un piccolo tempio a Hamadab, pochi chilometri a sud di Meroë. Ai lati dell’ingresso si trovavano due grandi stele. Una rimase sul posto; l’altra venne trasferita al British Museum.

La stele di Hamadab misura più di due metri e presenta oltre quaranta righe in scrittura meroitica. Nella parte superiore Amanirenas e Akinidad compaiono davanti a divinità, mentre una fascia mostra prigionieri legati. I nomi dei due governanti sono leggibili. Nel testo compare anche la parola Areme, che molti studiosi interpretano come il nome di Roma.

Potrebbe trattarsi della versione kushita della guerra combattuta fra il 25 e il 21-20 a.C. L’ipotesi è affascinante e rimane discussa. La comprensione della lingua meroitica è ancora insufficiente per ottenere una traduzione continua. Possediamo dunque un lungo testo forse dedicato al conflitto, la cui voce ci raggiunge soltanto per frammenti.

Per oltre duemila anni la storia di Amanirenas è dipesa soprattutto da autori legati al mondo romano. Strabone descrisse la sovrana attraverso il genere e il corpo; Cassio Dione ridusse la guerra a una sequenza di vittorie di Petronio. Le iscrizioni restituiscono nomi, titoli e immagini, senza offrirci ancora il racconto che la corte di Meroë voleva tramandare.

La vittoria sotto i piedi

Definire Amanirenas la regina che sconfisse Roma sarebbe semplice e impreciso. Le truppe kushite ottennero un successo iniziale, poi furono battute e persero diverse posizioni. La rappresaglia di Petronio penetrò profondamente nel territorio del regno, anche se l’arrivo a Napata resta discusso. Il costo umano della guerra ricadde sui prigionieri, sugli abitanti ridotti in schiavitù e sulle comunità attraversate dagli eserciti.

Il risultato finale andò oltre le vittorie di Petronio. Kush conservò il proprio governo, evitò il tributo e ottenne una frontiera negoziata. Amanirenas emerge meno come l’eroina solitaria costruita dalla leggenda e più come una sovrana capace di sostenere la guerra, assorbire una sconfitta e riconoscere il momento della diplomazia.

La testa bronzea fu portata a Londra nel 1911. Oggi gli occhi di vetro e calcite continuano a fissare i visitatori del British Museum. La loro eccezionale conservazione dipende dal luogo nel quale il ritratto venne sepolto e dal significato che i Kushiti attribuirono alla sua presenza.

Il volto creato per rendere Augusto presente ai confini dell’impero è arrivato fino a noi perché, oltre quel confine, qualcuno decise di deporlo sotto i propri passi.

L'articolo Amanirenas: la regina di Kush che ottenne da Augusto una pace favorevole su Vanilla Magazine scritto da Matteo Forlani

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