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Despiste mortal na A8 junto às portagens de Loures provoca uma vítima mortal

Bombeiros Loures Um despiste de um automóvel ligeiro junto à zona das portagens da Autoestrada 8 (A8), no concelho de Loures, causou esta madrugada uma vítima mortal.

Bombeiros louresO alerta foi dado pouco depois das 02:30. Segundo o Comando Sub-regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o veículo ligeiro, onde seguia apenas o condutor, despistou-se no sentido Sul-Norte, tendo o homem vindo a falecer no local.

Bombeiros Loures Para o local foram mobilizados 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas. Apesar dos trabalhos de socorro e da operação no local, não foi necessário restringir o trânsito na A8, segundo a Proteção Civil.
Por: Dino Frazão
26 de Agosto de 2026
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Um morto e um ferido ligeiro em despiste de viatura em Cuba

Direitos reservados Uma pessoa morreu e outra sofreu ferimentos ligeiros na sequência do despiste de um veículo ligeiro na Estrada Nacional (EN) 387, junto a Faro do Alentejo, no concelho de Cuba, distrito de Beja.

Direitos reservados Segundo fonte do Comando Sub-Regional do Baixo Alentejo da Proteção Civil à agência Lusa, o acidente ocorreu ao quilómetro 10 da EN 387. Após o despiste, a viatura incendiou-se, sendo que um dos ocupantes conseguiu sair do veículo e o outro acabou por não resistir.
A circulação rodoviária na EN 387 encontra-se cortada em ambos os sentidos junto a Faro do Alentejo. No local estão 14 operacionais apoiados por cinco viaturas do socorro.
26/08/2026
Por: Dino Frazão
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Tacheles #218 ist online
The Sultana Disaster: The Deadliest Maritime Tragedy America Forgot
In the early hours of April 27, 1865, a steamboat packed with nearly two thousand exhausted Union soldiers drifted northward on the Mississippi River. The American Civil War had ended and these soldiers who had survived battlefields, diseases, and some of the Confederacy’s most notorious prison camps were finally going home.
Shortly after 2 a.m., the vessel's boilers exploded with tremendous force throwing men into the river and trapping hundreds beneath collapsing decks. Flames engulfed the wooden steamboat. By the time the disaster was over, more than a thousand people had perished, making the Sultana tragedy the deadliest maritime disaster in American history. Yet unlike the sinking of the Titanic, it remains largely unknown today.

Sultana at Helena, Arkansas, on April 26, 1865, the day before her destruction. Credit: Wikimedia Commons
© Amusing Planet, 2026
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O vício de virar costas
Há gestos que dispensam discurso. Virar costas é um deles — curto, seco, quase elegante na forma, mas brutal no conteúdo. É o equivalente corporal de dizer “não me interessa”, “não respondo”,” não assumo”, “não existes”. E, quando se repete, deixa de ser reação para passar a ser identidade.
Na vida comum, ainda se tolera: há dias em que ninguém tem paciência para o mundo. Mas na política, onde cada gesto é escrutinado, virar costas não é cansaço — é escolha. E, mais do que isso, é mensagem.
Quando, na Assembleia da República, um deputado decide deliberada e literalmente dar as costas, não está apenas a rejeitar quem fala. Está a rejeitar o próprio jogo democrático. Porque a democracia vive do incómodo, do confronto, do contraditório. Quem foge disso não está apenas a evitar uma conversa — está a desrespeitar e a expor a sua incapacidade de a sustentar.
No caso de Pedro Delgado Alves, o problema já não é o gesto. É a recorrência da supremacia arrogante. É o padrão quase coreografado de quem, perante o que não agrada, opta sempre pela mesma saída: virar costas, sair de cena, apagar o momento como se ele nunca tivesse existido. Recordemo-nos do fatídico episódio do atropelamento da cantoneira, por distração e negligência, e não por falha mecânica como foi relatado. O Ministério Público e o tribunal consideraram que o mesmo se deveu a desatenção, não se comprovando avaria. Pedro Delgado Alves foi condenado por crime de ofensa à integridade por negligência, porque dias depois o carro foi enviado para abate, supostamente por se encontrar bastante danificado, mas segundo a juiza, esta decisão inviabilizou a verificação técnica da viatura e impediu que se apurasse a eventual falha no carro. Uma clara tentativa de apagar evidências, de virar as costas à verdade dos factos e de se esquivar às responsabilidades.
É aqui que entramos no território onde a política se cruza com o caráter.
Porque há uma diferença entre errar e fugir. Entre explicar e desaparecer. Entre assumir e virar costas.
Quando a memória pública evoca episódios passados — alguns incómodos, outros controversos — não o faz apenas pelos factos em si, mas pelo fio que os une: a perceção de uma constante evasão. A imagem que se desenha é a de alguém que, perante o embate, não resiste — contorna. Não responde — esquiva-se. Não enfrenta — vira costas.
E isso não é estilo. É sintoma e esteriotipia. .
Sintoma de uma política que prefere a encenação à substância. Onde o gesto substitui o argumento e a fuga se disfarça de dignidade. Mas não há dignidade nenhuma em virar costas ao debate e às responsabilidades. Há apenas silêncio — e o silêncio, em política e na vida comum, raramente é inocente.
No fundo, virar costas é confortável. Evita o risco, protege o ego, poupa trabalho. Mas tem um preço: revela, sem margem para dúvidas, a medida e a pequenez ética de quem o faz.
E essa medida, quando repetida vezes suficientes, deixa de ser circunstancial.
Passa a ser caráter, ou falta dele.
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