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Flávio Bolsonaro e o risco de um presidente com esqueletos no armário

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O Brasil que sai do primeiro turno está flertando com uma crise institucional permanente. Flávio Bolsonaro teve 2,2 milhões de votos a mais que Lula, ficando em 47% dos votos versus 45,1% do atual presidente. Se eleito, Flávio teria uma bancada de 28 nomes no Senado e 121 na Câmara dos Deputados apenas do PL, seu partido, um desempenho histórico. 

Mas Flávio Bolsonaro é um candidato com muitos esqueletos no armário. Está enredado em vários escândalos e corrupção dos quais, hoje, conseguimos ter apenas um vislumbre, mas que vão se aprofundar nos próximos meses. E isso levará necessariamente a um governo maculado por revelações do seu primeiro ao seu último dia. 

A jornalista Flávia de Oliveira chamou a atenção para o fato de que, por conta da ação de André Mendonça de manter sigilo do caso Master, Flávio é o único candidato investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas – e o eleitor não foi informado disso a tempo. 

Mesmo que você esteja acompanhando as notícias, é possível que tenha perdido as revelações mais recentes.  

Pois vamos a elas. 

Primeiro, as rachadinhas, esquema de desvio de verba pública dos mandatos de Jair Bolsonaro e seus filhos através de saques em dinheiro vivo de funcionários, que depois repassavam à família, das quais Flávio sempre foi figura central. O resultado foi demonstrado há alguns anos pelos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy: 51 imóveis dos Bolsonaro foram pagos parcialmente em dinheiro vivo. O processo judicial das rachadinhas foi extinto pelo STJ, que questionou a quebra de sigilo fiscal, mas as evidências existem e podem gerar novas investigações.  

Segundo, vamos ao caso Master. Ainda hoje sabe-se apenas parcialmente sobre a relação entre Flávio e Daniel Vorcaro. Além do financiamento generoso do filme Dark Horse e dos muitos diálogos resgatados do celular de Vorcaro, não sabemos qual o valor real dos depósitos, que tipo de dinheiro criminoso foi usado para o pagamento pela empresa Entre Investimentos, que lavava inclusive dinheiro para o crime organizado, e nem para que fim o dinheiro foi usado nos EUA. Não se sabe, ainda, que outros favores e apoios foram prestados pelo banqueiro para Flávio – com quem ele tinha uma relação de amizade, segundo demonstram os diálogos completos publicados pela revista piauí: são 50 mensagens de Flávio, 46 de Vorcaro e 14 ligações – oito delas atendidas. Sempre se tratando como “irmãos”, Flávio chegou a oferecer a Vorcaro uma reunião com Eduardo Bolsonaro em Dubai em novembro do ano passado: “Tá precisando de algo lá? Peço pra ele te encontrar”. Além disso, jantares, cafés da manhã e muitas ligações organizadas entre os dois. 

A mesma revista revelou, ainda, que Flávio e Vorcaro viajaram para Fort Lauderdale, na Flórida, no feriado prolongado de 1º de maio de 2025, tendo passado 3 dias ao mesmo tempo no balneário, apenas dias depois do primeiro depósito de Vorcaro para o filme Dark Horse. É provável que tenham passado e celebrado juntos em uma das famosas festas de Vorcaro nestes três dias. Ainda não sabemos até onde foi essa relação. 

Terceiro, a ligação próxima com o “Careca de INSS”. Como revelou o ICL, Flávio tem uma empresa de capacetes que está registrada no mesmo lugar de empresas do operador financeiro do esquema que desviava verba dos aposentados e causou prejuízo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Além de usar o mesmo escritório, a empresa de Flávio usava a mesma contabilidade de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, atualmente preso.

Quarto, os indícios de corrupção na gestão de hospitais públicos no Rio de Janeiro, inclusive durante a pandemia de Covid. Em uma reportagem bastante detalhada  aqui na Agência Pública, mostramos como Flávio comandava as decisões administrativas e indicações para a gestão dos hospitais federais durante a epidemia. Há diversos indícios de superfaturamento e má conduta em diversos destes hospitais, segundo investigações do TCU e outros órgãos. Esta história está só no começo.  

Quinto, a figura do advogado Willer Tomáz começa a aparecer como uma sombra sobre o passado de Flávio. O advogado já foi descrito como amigo de Flávio pelo próprio, viajou com ele para um safári na África do Sul e usou o jatinho de Willer em sociedade com Daniel Vorcaro. Willer Tomaz atualmente é investigado pela PF depois de iniciar um processo judicial no qual alega que apostou R$ 6,6 bilhões na bet Blaze por “ludopatia” e tenta recuperar R$ 163 milhões.  

Sexto, possível lobby junto ao ministro do STF Kassio Nunes, um expediente descrito por Rodrigo Rangel na sua reportagem sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio seu na fábrica da Kopenhagen, publicado no site Platô. Nas palavras do jornalista, Flávio era um “resolvedor-geral da República” durante o governo de Jair Bolsonaro e teria recebido mimos por isso, incluindo um rolex de 300 mil reais. Rangel é uma das pessoas em Brasília que tem muito mais documentos sobre a relação de Flávio e o ex-sócio, mas não o único. Dentre o material descrito na reportagem estão notas fiscais, relatos, fotos “impublicáveis” de Flávio em orgias com o ex-sócio, segundo descrito na reportagem. Mais gente tem esses documentos – eles vão acabar vindo à tona.

Se for eleito, Flávio Bolsonaro terá as investigações do caso Master suspensas, segundo análise do Jota. Mas o jornalismo investigativo continuará a fazer o seu papel. 

Temos um presidente maculado por corrupção e escândalos variados antes mesmo de pisar no Palácio do Planalto. Não há bancada forte que segure o impacto disto sobre a opinião pública. Além disso, vale lembrar, a liderança de Flávio é contestada mesmo dentro das fileiras do Bolsonarismo. A bancada eleita tem sua agenda própria e desafetos variados que não vão tardar a aparecer.     

Portanto, esta coluna é um aviso. Se o Brasil eleger Flávio Bolsonaro, não estamos flertando apenas com um governo de viés autoritário, mas com um governo que será maculado por escândalos e turbulências, assombrado por ex-sócios, fotos e vídeos “impublicáveis”, e que para se manter no poder só terá o caminho de chafurdar-se mais ainda na lama e perseguir a imprensa e os oponentes – como fez Trump nos EUA. 

Para quem busca “estabilidade”, “previsibilidade” e “segurança fiscal”: está dado o recado.     

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15 Clay Tablets From Ur Reveal Unknown Places, an Ancient Princess Whose Farm Ran on Its Own Rules, and a Village Inhabited by Prisoners of War

Each of these tablets fits in the palm of a hand. The smallest measures a little over 3 centimetres (1.3 inches) across and the largest 11.5 (4.5 inches), and nearly all of them deal with the least glamorous things a museum can hold: sacks of barley, daily wages, the size of ditches. Read together, though, […]

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‘Mystery meat migrant rappers are calling to hunt me’ – Austrian remigration activist Martin Sellner faces ‘hunting’ threats in new rap video

Austrian remigration activist and CEO of the Institute for Remigration Martin Sellner stated on Sunday that a rap video circulating on Instagram calls for him to be hunted. He contrasted the clip’s availability online with restrictions he says platforms have placed on the accounts of those on the anti-immigration right.

Sellner posted the roughly 26-second clip on X. In the video, several migrant men stand in a graffiti-marked underpass under colored lights and make a number of threats and statements opposed to Germany

Mystery meat migrant rappers are calling to hunt me.

This song is not censored, while we are deplatformed everywhere.

The only thing more embarrassing than their "rap" is, that their corny radical chic is platformed by all media and indirectly funded by state money.

— Martin Sellner (@MartinSellner_) October 4, 2026

English text overlaid on the rap video includes, “Martin Sellner is in danger from today,” “We are shootin’ with AKs” and “I am hunting Martin Sellner.”

In addition, the rappers claim that “Germany has no right to exist,” 

Other on-screen text refers to streets burning and to bombs “like in Dresden ’45.” Dresden was firebombed by the Allies at the end of the Second World War, resulting in at least 25,000 German civilians losing their lives.

In response to the video, Sellner wrote: “Mystery meat migrant rappers are calling to hunt me. This song is not censored, while we are deplatformed everywhere. The only thing more embarrassing than their ‘rap’ is that their corny radical chic is platformed by all media and indirectly funded by state money.”

German criminal law treats certain public threats as offenses independent of whether they are carried out. Artistic freedom may not serve as a defense in this case when the threats are specific, directed at an individual, and describe violent acts.

Section 241 of the German criminal code related to threats penalizes threatening a person with a crime against sexual self-determination, bodily integrity, personal freedom or property of significant value. The penalty rises if the threatened act is a felony or if the threat is made publicly or by distributing content, with maximum terms reaching three years in the aggravated public cases. 

Section 126 penalizes threatening specified serious crimes, including murder, aggravated assault or certain explosives offenses, in a manner capable of disturbing the public peace, with a maximum of three years’ imprisonment.

Austrian law contains a parallel offense of dangerous threat under Section 107 of the Austrian Criminal Code when a person is menaced with death, serious injury or other grave harm in a way that is capable of causing reasonable fear.

In recent years, German public figures and politicians have brought thousands of Germans into court for various statements online that were not direct threats, but instead mere insults. In some cases, these social media users only sharply criticized these politicians. 

Sellner, 37, led the Identitarian Movement of Austria for years and has promoted large-scale returns of migrants. Most recently, he founded the Institute for Remigration. Germany and Switzerland have at times imposed entry bans on him tied to public-order concerns. Some of those measures were later limited or overturned by courts. 

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Escândalo Master pesa na urna para uns e passa batido para outros

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

Em março, 38% dos eleitores disseram à Genial/Quaest que evitariam votar em candidatos envolvidos no maior escândalo bancário da história do país, que envolve Daniel Vorcaro e o Banco Master. O fim do primeiro turno, no entanto, mostrou que a disposição do eleitor se concentrou em alguns desses nomes e passou longe de outros, sem garantia de que essa decisão decorreu do envolvimento direto ou indireto dos candidatos no escândalo. Nenhum dos citados foi condenado, e todos negaram irregularidades.

Lista de políticos ligados ao Banco Master eleitos nas eleições de 2026

Na noite deste domingo, com o Piauí ainda contando votos, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) divulgou uma carta de despedida nas redes sociais. Presidente nacional do PP e ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, ele terminou em terceiro na disputa pela reeleição ao Senado, atrás de Marcelo Castro (MDB) e de Júlio César (PSD). “O povo é soberano em suas escolhas”, escreveu.

Ciro é investigado pela Polícia Federal (PF) por suas relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo a PF, a emenda com a qual ele propôs elevar de 250 mil para 1 milhão de reais a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teria sido redigida pela assessoria do banco. Fotos do celular de Vorcaro, reveladas pela piauí, mostram os dois dançando numa estação de esqui nos Alpes, em janeiro de 2025.

Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira abraçados em viagem aos Alpes franceses
Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira abraçados em viagem aos Alpes franceses

No Maranhão, Weverton Rocha (PDT), cujo nome também foi associado a Vorcaro, ficou em quarto lugar na corrida ao Senado. O inquérito que mais pesa contra ele, porém, é o das fraudes no INSS. Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) perdeu o governo para Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno. Uma consultoria ligada a ele teria recebido R$ 5,4 milhões do Master, e Vorcaro o citou numa proposta de delação que a PF e a PGR recusaram. ACM Neto diz que seus encontros com o banqueiro foram profissionais. João Roma (PL), convocado pela CPI do Crime Organizado para explicar as mudanças no crédito consignado do Auxílio Brasil, também ficou fora do Senado.

Na mesma Bahia, Jaques Wagner (PT), investigado na Operação Compliance Zero por suspeita de ter recebido vantagens negociadas com um ex-sócio de Vorcaro, foi reeleito senador com 3,88 milhões de votos. Ele nega ter atuado em favor do banco.

Também saiu ileso o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Neste domingo, a mesma piauí publicou fotos dele em eventos bancados pelo Master em Londres. Motta pediu ao banco um empréstimo para uma empresa da cunhada e diz que a operação foi regular, e Motta foi reeleito com quase 124 mil votos na Paraíba.

Hugo Motta, Fábio Faria, Daniel Vorcaro e Rodrigo Cunha Mello Salomão em festa
Hugo Motta, Fábio Faria, Daniel Vorcaro e Rodrigo Cunha Mello Salomão em festa

No Rio de Janeiro, Antonio Rueda, presidente do União Brasil, cujo escritório teria recebido R$ 6,4 milhões do Master, foi eleito deputado federal com 155.836 votos. Advogado pernambucano de 51 anos, ele disputou um cargo eletivo pela primeira vez, depois de décadas nos bastidores, e fez campanha pela Baixada Fluminense. O Ministério Público Eleitoral chegou a pedir a impugnação do registro, sob o argumento de que a candidatura teria se beneficiado de uma estrutura política ligada a milícias na região. O TRE-RJ liberou a candidatura em 22 de setembro. Rueda nega irregularidades.

Dois nomes nem chegaram à urna. Ibaneis Rocha (MDB) foi o único político que Vorcaro citou nominalmente em depoimento ao STF. Deixou o governo do Distrito Federal para disputar o Senado e desistiu em julho. “Vou cuidar da minha vida”, disse à Folha. No Rio, Cláudio Castro (PL) abandonou a disputa em maio, depois de buscas da PF ligadas a aplicações do Rioprevidência no banco. A essa altura, o TSE já o havia declarado inelegível em outro processo. Davi Alcolumbre, que a piauí cita entre os frequentadores das festas de Vorcaro, não disputava nada e perdeu mesmo assim, porque seus aliados foram derrotados no Amapá. 

Em São Paulo, o deputado Mario Frias (PL), produtor-executivo de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro bancado em grande parte por Vorcaro, foi eleito por São Paulo com 91 mil votos. Em setembro, ele foi alvo de buscas da PF numa investigação sobre cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares que teriam sido desviadas para o filme.

Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL) foi reeleito deputado federal com mais de 2,6 milhões de votos e tornou-se o deputado mais votado da história do país. Em março, quando a CPI do INSS encontrou seu número entre os contatos do celular de Vorcaro, ele disse que nunca havia se encontrado com o banqueiro e que não se lembrava de ter conversado com ele. Admitiu apenas ter viajado num avião de Vorcaro, sem saber, segundo ele, quem era o dono.

Em setembro, o ICL Notícias revelou áudios enviados por Nikolas ao banqueiro em março de 2025. Neles, o deputado pede a Vorcaro que ajude seu advogado e ex-assessor, Thiago Rodrigues de Faria, a liberar um ativo de mineração que estava parado. Em outra mensagem, desculpa-se por ter criticado, nas redes, um evento em Londres, financiado pelo Master. Nikolas confirmou os áudios. Disse que recebeu o contato do pastor André Valadão em 2023, que conhecia o banqueiro apenas como “Dani” e que nunca recebeu dinheiro dele.

No Distrito Federal, 12 dos 15 deputados distritais que aprovaram, em 2025, a compra do Master pelo BRB foram eleitos neste domingo, segundo o site Amado Mundo: 11 foram reconduzidos à Câmara Legislativa e um, Thiago Manzoni (PL), chegou à Câmara dos Deputados com 90.418 votos.

Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2026 – O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vota na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel.
O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vota na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel

Flávio mentiu 43 vezes sobre relação com Vorcaro 

Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno à frente de Lula, com 47,27% dos votos válidos contra 44,88%. Segundo as investigações, Vorcaro teria pagado cerca de 14 milhões dos 24 milhões de dólares solicitados por Flávio, numa relação que passa pelo financiamento de Dark Horse, filme sobre o pai dele. Flávio nega ter oferecido contrapartida.

A versão do candidato, porém, mudou ao longo da campanha. O levantamento do Aos Fatos, publicado em 24 de setembro, mapeou ao menos 43 declarações enganosas de Flávio sobre o caso, organizadas em cinco estratégias. Em março, quando seu número apareceu entre os contatos do celular de Vorcaro entregues à CPI do INSS, disse que não conhecia o banqueiro. Em maio, quando o Intercept Brasil revelou as mensagens entre os dois, primeiro negou que existissem e, horas depois, admitiu as conversas, mas sem reconhecer irregularidade. Mais recentemente, passou a atacar Alexandre de Moraes, do STF, por ter voado num jatinho ligado a Vorcaro, até que documentos da PF mostrassem que ele próprio viajou na mesma aeronave. Nas mensagens, Flávio chamava o banqueiro de “irmão” e dizia: “estarei contigo sempre”.

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Warum hat Steinmeier in seiner Rede mehr über die AfD als über Deutschland gesprochen?

Die Rede, die Bundespräsident Steinmeier zum Tag der Deutschen Einheit gehalten hat, war wirklich aufschlussreich, denn sie zeigt anschaulich, in welcher Blase die in Deutschland regierenden Eliten leben und wie weit diese Blase vom Leben der normalen Menschen entfernt ist. Wenn ich es zeitlich schaffe, werde ich dazu noch einen ausführlichen Artikel schreiben, denn das […]
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Big Oil fears the evidence of its deliberate climate lies

No one knows how the US Supreme Court will rule in Suncor v. Boulder, the case that will kick off the court’s fall term next week and will likely decide whether the city and county of Boulder, Colorado, will be able to put oil giants ExxonMobil and Suncor Energy on trial for deceiving the public for decades about the climate harms of fossil […]

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New F-16s buy Taiwan time and space against China’s air coercion

Taiwan’s new American-made F-16V Block 70 jets deliver much-needed breathing room against daily Chinese gray-zone coercion, yet surging Chinese stealth numbers and cratered runway risks mean their wartime utility would be sharply contested. Taiwan received its first two new-build Lockheed Martin F-16V Block 70 fighter jets, touching down on October 2 at Taitung’s Chihhang Air […]

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UPDATE Tourist killed by lightning on the island of Rhodes

A 58-year-old tourist was killed by a lightning in southern Rhodes early afternoon on Friday. The woman was walking with her husband in Lothiarika area of Laerma near Lindos in the south part of the island in the eastern Aegean Sea. She was struck by the lightning at 14:45 and died on the spot, local […]

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Sailing ban for ferries due to gale-force winds in the Aegean Sea

Ferries remain docked at several ports in Greece on Friday, October 2, due to gale-force winds reaching 9 and up to 10 Beaufort locally in the Aegean Sea. A sailing ban was imposed at the ports of Rafina and Lavrio in south-eastern Attica on Friday morning, while sailings from the port of Piraeus were also […]

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Greece Weather Warning: RED ALERT for Crete and Dodecanese (MAPs)

Greece’s National Meteorological Service EMY updated its weather warning and upgraded it to Category 5 – RED ALERT. The weather warning regards mainly the island of Crete and the Dodecanese island group and is valid from Friday to Sunday, October 2-4, 2026. According to the weather warning, heavy rainfalls, thunderstorms and gale-force winds up to […]

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The Work

“Who wouldn’t decide to be their most expansive and radiant self?” Ah, but would you pursue that self through a sheet of tempered glass? In this literal tour de force, Katherine Cusumano shadows wrestlers navigating the independent promoters of the Pacific Northwest, granting sensational access to the lives and ambitions behind elaborate personas you’ve never heard of and will almost certainly search YouTube for. Cusumano is note-perfect on the details, taking obvious delight in the gimmicks of each wrestler’s beloved character and relishing the complexity of the choreography, rehearsed in elaborate code. (“Clothesline, crossbody in the corner, clothesline, Superman, Superman, I’m fired up, whoop, sliced bread, Ricky catches, oh shit, real fast.”) Spectacle abounds, but Cusumano rises above it, way up on the turnbuckle, with a heartening consideration of how we understand our own stories, and what we devote to realizing them.

I found myself drawn to this world, to its freakish feats of acrobatics, to its relentless and obsessive blurring of the boundary between reality and story, and, more than anything, to the supreme, sometimes monastic devotion of its competitors. I had been trying for ages to understand competition, ambition, the scaffolding that holds up good-bad, win-lose, and wrestling confounded these binaries. I started talking to Drexl, an old-timer with one foot out the door of his career, who eventually referred me to Amira, an emerging wrestler with an already impressive résumé, and I thought that was so like wrestling, to proffer such perfect narrative symmetry. They agreed—more readily than I’d expected, given how fiercely professional wrestlers have historically protected the secrets of their work—to let me follow them around. Which is how I ended up behind the curtain.

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Rainstorm sweeps across Crete: One dead, floods, infrastructure damages (videos)

A heavy rainstorm has been sweeping across the island of Crete on Thursday with tons of water flooding homes, businesses and agricultural land, damaging roads and bridges, causing the life of one person and putting at risk the lives of thousands. Most affected are the regions of Heraklion, Lasithi and Rethymnon. Thye bad weather is […]

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