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Faro | Município assinalou Dia da Alimentação com iniciativas dirigidas à comunidade escolar

Sessões de educação alimentar, rastreios e abertura do Gabinete de Nutrição no Faro Youth Lab decorreram na passada quinta e sexta-feira, dias 15 e 16 de outubro. O Município de Faro assinalou o Dia Mundial da Alimentação com um conjunto de iniciativas dirigidas a crianças e jovens do concelho, promovendo a literacia alimentar e nutricional, […]

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Faro assinalou Dia da Alimentação junto da comunidade escolar

Sessões de educação alimentar, rastreios e abertura do Gabinete de Nutrição no Faro Youth Lab decorreram na passada quinta e sexta-feira, dias 15 e 16 de outubro

O Município de Faro assinalou o Dia Mundial da Alimentação com um conjunto de iniciativas dirigidas a crianças e jovens do concelho, promovendo a literacia alimentar e nutricional, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e uma maior proximidade dos jovens aos serviços municipais na área da nutrição.

No âmbito das atividades desenvolvidas junto do 1.º ciclo do ensino básico, foram dinamizadas as sessões “O que vai para a barriga? – Vamos alimentar o João!”, dirigidas a alunos dos 1.º e 2.º anos. Através de uma abordagem lúdica e participativa, recorrendo a uma “caixa-mistério” com diferentes alimentos e a um boneco com a barriga visível, foram trabalhados temas como a importância de uma alimentação variada, o consumo de fruta e de produtos hortícolas, a água como bebida principal e a distinção entre alimentos de consumo mais frequente ou de consumo ocasional. No total, esta iniciativa envolveu 12 turmas e cerca de 295 alunos.

As comemorações incluíram ainda atividades no Faro Youth Lab – Espaço Jovem Municipal de Faro, dirigidas a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, com a participação de quatro turmas. Foram realizados rastreios nutricionais e promovidos momentos de sensibilização e esclarecimento sobre alimentação e nutrição, marketing alimentar, leitura de rótulos, mitos alimentares e influência das redes sociais nas escolhas alimentares.

O programa ficou ainda marcado pela abertura do Gabinete de Nutrição, uma nova resposta municipal em funcionamento no Faro Youth Lab e destinada a jovens com idades entre os 14 e os 30 anos, que disponibiliza acompanhamento nutricional gratuito, orientação e esclarecimento de dúvidas relacionadas com a alimentação e os hábitos de vida.

Através desta nova valência, o Município de Faro pretende reforçar a promoção da saúde e da literacia alimentar junto da população jovem, disponibilizando um espaço próximo, acessível e orientado para a adoção de hábitos alimentares mais conscientes e equilibrados.

No conjunto, as iniciativas desenvolvidas no âmbito do Dia Mundial da Alimentação abrangeram 15 turmas e cerca de 375 crianças e jovens, reforçando o compromisso do Município de Faro com a promoção da alimentação saudável e do bem-estar desde as idades mais jovens.

Quem desejar mais informações sobre este novo serviço deverá contactar o Gabinete de Nutrição e o Faro Youth Lab – Espaço Jovem Municipal de Faro, através do email espacojovemfaro@cm-faro.pt  ou do telefone 289 870 884.

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Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

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