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Inverno pode trazer chuva a potes a Portugal: previsões apontam para dezembro e janeiro mais chuvosos do que o habitual

O próximo inverno poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal continental, apesar de as temperaturas também deverem permanecer acima dos valores normais para esta época do ano. As previsões sazonais mais recentes apontam para um cenário de maior precipitação durante dezembro e janeiro, com algumas regiões a poderem registar acumulados significativamente superiores à média.

De acordo com a Meteored, que analisou as projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), o inverno de 2026/2027 deverá apresentar temperaturas médias superiores ao habitual em grande parte do território português.

Embora o inverno astronómico comece apenas a 21 de dezembro, as tendências meteorológicas para os próximos meses começam a revelar um padrão relativamente consistente, marcado por temperaturas mais elevadas e maior probabilidade de precipitação.

Dezembro pode trazer chuva a potes ao Norte e Centro

As projeções para dezembro apontam para temperaturas médias entre 0,5 e 1 grau acima do normal nas regiões do litoral, enquanto algumas zonas do interior poderão apresentar desvios positivos entre 1 e 1,5 graus.

No entanto, é na precipitação que surgem os sinais mais expressivos. Segundo a Meteored, o Norte e o Centro poderão registar quantidades de chuva superiores às habituais, com algumas localidades a acumularem mais 50 milímetros do que a média climatológica.

Este cenário significa que dezembro poderá terminar com um volume de precipitação consideravelmente superior ao normal, embora não implique necessariamente chuva durante todos os dias do mês.

Apesar da tendência para temperaturas mais elevadas, continuam a ser possíveis períodos de frio intenso, geadas e descidas temporárias dos termómetros.

Janeiro poderá ser ainda mais quente em algumas regiões

O primeiro mês de 2027 deverá manter um padrão semelhante ao de dezembro, tanto nas temperaturas como na precipitação.

As projeções indicam que algumas zonas do interior Norte e Centro poderão apresentar temperaturas médias entre 1,5 e 2 graus acima dos valores habituais para janeiro.

Ao mesmo tempo, a precipitação deverá continuar acima da média em grande parte de Portugal continental, novamente com maior expressão nas regiões Norte e Centro.

Em determinadas localidades, os acumulados mensais poderão aproximar-se de valores 50 milímetros superiores ao normal, reforçando a possibilidade de um início de inverno particularmente húmido.

Fevereiro mantém tendência, mas março poderá trazer mudanças

Para fevereiro, as previsões continuam a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação potencialmente mais abundante do que o habitual.

Contudo, à medida que o inverno se aproxima do fim, o cenário poderá começar a alterar-se.

Em março, os desvios positivos da temperatura deverão tornar-se menos acentuados, sobretudo nas regiões Centro e Sul, onde poderão situar-se entre 0,5 e 1 grau acima da média.

Também a precipitação poderá apresentar um comportamento mais irregular, com o Norte a manter maior probabilidade de chuva acima do normal, enquanto outras regiões poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais.

E o Algarve? Inverno poderá ser mais quente do que o habitual

No Algarve, as projeções também apontam para temperaturas médias superiores ao normal durante os meses de inverno, embora os desvios previstos sejam geralmente menos expressivos do que em algumas regiões do interior Norte e Centro.

Quanto à precipitação, o sinal de chuva acima da média é menos acentuado no Sul do país, pelo que ainda não é possível antecipar se o Algarve terá um inverno significativamente mais chuvoso do que o habitual.

A região poderá, ainda assim, ser afetada por períodos de instabilidade e episódios de precipitação intensa, situações que não podem ser identificadas com vários meses de antecedência através de previsões sazonais.

Previsões ainda podem mudar nas próximas semanas

Importa esclarecer que estas projeções representam tendências médias para períodos prolongados e não permitem determinar quando ocorrerão tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa.

Segundo a Meteored, o modelo sazonal SEAS5 utiliza 51 simulações para identificar os cenários meteorológicos mais prováveis, existindo sempre um grau de incerteza que aumenta com a distância temporal.

Assim, embora os dados atuais apontem para um inverno globalmente mais quente e potencialmente mais chuvoso do que o habitual, será necessário acompanhar as próximas atualizações para perceber se esta tendência se mantém.

Para já, dezembro e janeiro destacam-se como os meses com um sinal mais consistente de precipitação acima da média, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.

Leia também: Chuva pode regressar a Portugal continental: IPMA prevê também aguaceiros nas ilhas

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Chuva pode regressar a Portugal continental: IPMA prevê também aguaceiros nas ilhas

A possibilidade de chuva fraca no Minho, para o fim do dia, marca a previsão para sábado, 24 de outubro. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), também estão previstos aguaceiros na Madeira e no grupo Central dos Açores.

No restante Continente, deverá predominar o céu pouco nublado. O instituto aponta ainda para uma pequena descida da temperatura mínima e para a possibilidade de neblina ou nevoeiro durante a manhã em alguns locais do Norte e Centro.

Minho com possibilidade de chuva ao fim do dia

A nebulosidade deverá aumentar no Minho e no Douro Litoral a partir do meio da tarde. A eventual chuva no final do dia surge, porém, apenas na previsão para o Minho.

O vento deverá soprar de norte ou noroeste, até 30 km/h. Na Grande Lisboa, prevê-se céu pouco nublado. No Grande Porto, haverá mais nuvens a partir do fim da tarde e vento fraco.

Madeira com aguaceiros, sobretudo a norte e nas terras altas

Na Madeira, as nuvens deverão alternar com aguaceiros geralmente fracos. A precipitação será mais provável na vertente norte e nas zonas montanhosas da ilha.

O vento soprará de leste ou nordeste, entre 10 e 30 km/h, podendo atingir 40 km/h nas terras altas. Para a região do Funchal, estão igualmente previstos aguaceiros fracos, mas o vento deverá manter-se abaixo dos 15 km/h.

Quanto ao mar, a costa norte terá ondas de norte com 2 a 2,5 metros. Na costa sul, a ondulação deverá rondar um metro, com a temperatura da água entre 22 e 24 ºC.

Aguaceiros fracos no grupo Central dos Açores

Nos Açores, a precipitação prevista para sábado deverá assumir a forma de aguaceiros fracos e pouco frequentes no grupo Central, composto pelas ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial.

Os três grupos do arquipélago deverão ter períodos com muitas nuvens, intercalados com boas abertas. No grupo Ocidental, que inclui Flores e Corvo, o vento de sudoeste poderá atingir 40 km/h, com rajadas até 50 km/h.

As temperaturas máximas previstas são de 24 ºC em Santa Cruz das Flores e na Horta, e de 23 ºC em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada. As mínimas deverão variar entre 18 e 19 ºC nestas localidades. A ondulação ficará entre um e dois metros nos três grupos.

Leia também: Vem aí chuva neste dia: corrente de jato polar traz o mau tempo a Portugal

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Portugal dividido este fim de semana: temperaturas não chegam aos 20 graus no Norte, mas há regiões que podem atingir os 23

O último fim de semana de outubro antes da mudança da hora promete trazer um ambiente mais típico de outono a Portugal Continental, embora as temperaturas não sejam iguais em todas as regiões. Enquanto o Norte continuará a registar valores relativamente baixos, algumas cidades do Sul poderão alcançar os 23 ºC.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, a estabilidade atmosférica deverá manter-se durante sábado e domingo, dias 24 e 25 de outubro, graças à influência do anticiclone. Esta situação surge depois da passagem de uma frente fria associada à depressão Austen, que provocou chuva em vários pontos das regiões Norte e Centro durante a madrugada desta sexta-feira.

Apesar da melhoria das condições meteorológicas, as temperaturas continuarão a apresentar diferenças significativas entre o litoral norte, o interior e o Sul do território continental.

Estas são as cidades onde os termómetros podem chegar aos 23 graus

Segundo a mais recente atualização do modelo europeu ECMWF, citada pela Meteored, Beja deverá destacar-se entre as capitais de distrito com temperaturas mais elevadas ao longo do fim de semana.

No sábado, 24 de outubro, a cidade alentejana poderá atingir uma máxima de 23 ºC, enquanto Lisboa, Santarém e Évora deverão chegar aos 22 ºC. Já Castelo Branco, Portalegre e Faro poderão registar valores próximos dos 21 ºC.

No domingo, 25 de outubro, está prevista uma ligeira subida das temperaturas em algumas regiões. Lisboa, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja poderão alcançar os 23 ºC, enquanto Leiria e Faro deverão ficar pelos 22 ºC.

Coimbra também deverá beneficiar desta subida, com os termómetros a atingirem os 21 ºC. Estes valores mostram que, apesar da chegada do tempo mais fresco, algumas regiões continuarão a registar temperaturas relativamente amenas para a época.

Norte de Portugal continuará com temperaturas abaixo dos 20 graus

O cenário será bastante diferente nas regiões mais a norte do país, onde o ambiente deverá manter-se mais fresco durante grande parte do fim de semana.

No sábado, Viana do Castelo poderá ser a capital de distrito mais fria, com uma temperatura máxima de apenas 15 ºC. Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro deverão registar 17 ºC, enquanto Braga e Guarda poderão chegar aos 18 ºC.

Em Viseu, os termómetros poderão atingir os 19 ºC, aproximando-se dos valores previstos para algumas cidades do Centro.

Já no domingo, a tendência será de uma ligeira recuperação das temperaturas, embora o noroeste do país continue a apresentar os valores mais baixos.

Viana do Castelo deverá registar uma máxima de 16 ºC, enquanto Braga, Porto e Vila Real poderão chegar aos 18 ºC. Bragança e Aveiro deverão atingir os 19 ºC, com Viseu a alcançar os 20 ºC.

Chuva deverá dar tréguas durante o fim de semana

Depois da instabilidade registada durante a madrugada de sexta-feira, a influência do anticiclone deverá favorecer condições meteorológicas mais estáveis em Portugal Continental.

Segundo a Meteored, não são esperadas alterações significativas deste cenário durante o fim de semana, pelo que o tempo deverá apresentar-se mais tranquilo do que nos dias anteriores.

Ainda assim, as diferenças térmicas entre regiões serão evidentes. No domingo, por exemplo, a diferença entre as máximas previstas para Viana do Castelo e Beja poderá chegar aos sete graus, com 16 ºC na cidade minhota e 23 ºC na capital do Baixo Alentejo.

As previsões poderão sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos, pelo que é aconselhável acompanhar a evolução do estado do tempo, sobretudo para quem pretende realizar atividades ao ar livre.

Leia também: Vem aí chuva neste dia: corrente de jato polar traz o mau tempo a Portugal

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Apoios do mau tempo excluem vinhas plantadas ao abrigo do VITIS há menos de 5 anos

VTM

“A exclusão das vinhas em período de compromisso é incompreensível. Esse período destina-se a garantir a manutenção do investimento em condições normais, não a uma calamidade alheia à vontade do beneficiário”, afirmou hoje a Prodouro, associação sediada no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Decorre até 30 de outubro um período excecional de candidaturas ao regime de apoio VITIS 2026/2027, destinado à reestruturação e reconversão da vinha em Portugal continental, com uma dotação financeira de cinco milhões de euros e privilegia viticultores afetados pelo mau tempo verificado entre janeiro e fevereiro.

O presidente da Prodouro, Rui Soares, acrescentou à Lusa que, já no decurso do período de candidaturas, alguns associados deram conta desta situação de “exclusão das parcelas de vinha plantadas ao abrigo do apoio VITIS, há menos de cinco anos, que, por se encontrarem ainda em período de compromisso, não são elegíveis em termos de candidatura a este período excecional”.

“Ora, se nós aceitamos e compreendemos perfeitamente que uma parcela que tenha sido reestruturada há menos de cinco anos não se possa candidatar a um novo período de candidatura para um programa VITIS ‘normal’, não pode haver duplo financiamento para a mesma parcela, já não nos parece razoável que esta regra se aplique a um concurso extraordinário”, salientou.

O responsável defendeu que, num concurso excecional, as regras aplicadas não deveriam ser as de um concurso geral e apontou para um contrassenso com esta exclusão, porque em situações de precipitação intensa, são precisamente as vinhas mais novas as mais vulneráveis, por terem as terras ainda pouco consolidadas, pouco compactadas.

“Ora, não nos parece que isto faça qualquer sentido”, apontou.

Numa exposição remetida hoje ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ao presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico, e ao presidente do conselho diretivo do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP), Luís Souto Barreiros, a Prodouro pede que admitam, a título excecional, as parcelas ainda em período de compromisso com danos declarados às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, “aplicando-se o regime de força maior ao compromisso”.

Pedem ainda que confirmem que as parcelas com menos de 15 anos e danos declarados sejam autorizadas de forma generalizada, excluindo apenas as abrangidas por apoios incompatíveis.

Já em setembro, a Prodouro contestou a área mínima de candidatura que é de 0,3 hectares (3.000 metros quadrados) para este concurso extraordinário, não tendo obtido, até ao momento qualquer resposta à exposição então feita às mesmas entidades.

“As intempéries são muito aleatórias e nós não podemos qualificá-las se são maiores ou se são menores. São o que são. Estar a excluir candidaturas porque não têm uma área mínima de 0,3 hectares como se este fosse um concurso normal, na nossa opinião, não tem sentido”, referiu ainda Rui Soares.

No comunicado de hoje, a Prodouro disse que apurou que as vinhas históricas, na definição do IVV, não estão sujeitas à área mínima de 3.000 metros quadrados, congratulando-se “com esta solução, que reconhece o valor patrimonial dessas vinhas e as especificidades do Douro”.

“Mantém-se, porém, o pedido de esclarecimento sobre a aplicação da área mínima às restantes situações”, frisou a associação, que disse esperar que a “situação seja corrigida a tempo do encerramento das candidaturas”.

o prazo para apresentação de candidaturas à medida B.3.4 — Reestruturação e Conversão de Vinhas – VITIS Continente, campanha 2026/2027, acabava hoje, mas foi prorrogado até dia 30 de outubro.

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Município de Loulé celebra Jornadas Europeias do Património

O Museu Municipal de Loulé volta a convidar o público a participar numa experiência cultural e sensorial memorável. Inserido nas comemorações das Jornadas Europeias do Património, o projeto “Histórias e Sabores” regressa no próximo dia 26 de setembro, pelas 16h00, para celebrar a herança histórica e patrimonial do concelho, unindo a memória da atividade socioeconómica local à excelência da vitivinicultura regional.

Nesta edição, a iniciativa propõe uma viagem no tempo no Polo Museológico dos Frutos Secos, em Loulé, uma antiga unidade fabril de transformação e comercialização desativada na década de 1990. Os participantes terão a oportunidade de desvendar a história desta atividade económica fundamental e a sua importância para Loulé enquanto polo comercial, conhecendo de perto as antigas máquinas de partir amêndoa, triturar alfarroba e outros objetos e materiais de época.

Para elevar a experiência, a jornada será complementada por uma degustação de vinhos regionais, fruto de uma colaboração com a Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA). Nesta edição, o destaque vai para o produtor Vinhas de Nexe, que trará à prova sabores autênticos que refletem a identidade e a tradição vitivinícola da região.

Com este projeto, o Município de Loulé e o seu Museu Municipal reforçam o compromisso em promover a identidade e a memória locais, unindo a valorização do património industrial e cultural à promoção dos produtos endógenos e da gastronomia da região.

A participação nesta iniciativa representa uma oportunidade imperdível, tanto para residentes como para visitantes, de vivenciarem a cultura e a história de Loulé de forma dinâmica, apelativa e envolvente.

Inscrições através dos contactos: atividades.museu@cm-loule.pt ou 289 400 611.

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