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Anvisa proíbe venda de picolé com melatonina e suplemento de proteína

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta segunda (26), recolher e proibir a comercialização de dois produtos alimentícios, um picolé e um suplemento, por conterem ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. 

O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0., fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda, está proibido porque ingredientes do produto, a melatonina e o inositol, foram autorizados apenas para uso em suplementos alimentares e em composto líquido pronto para consumo (inositol). 

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A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto Body Strong Proetein, sabor cacau, da marca Equaliv. fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica. 

O suplemento alimentar contém peptistrong, que é uma proteína de fava hidrolisada, ingrediente que não passou, segundo a Anvisa, por avaliação de segurança para uso em alimentos. 

Na decisão, a Anvisa explica que houve publicidade irregular com a veiculação de alegações terapêuticas de "prevenção de sarcopenia" e "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)". 

Como não houve ausência de regularização sanitária, a Anvisa suspendeu também a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso do produto.

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Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta

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Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Como a vacina é aplicada em duas doses, a proteção completa só é adquirida após a segunda, que deve ser tomada três meses depois da primeira. 

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Os dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, em uma palestra na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada.

Gatti mostrou que mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas em todo o país, sendo 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda. 

Além disso, quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram aplicadas. O diretor do PNI lembrou que, no verão, os casos de dengue costumam subir no Brasil, o que pode ocorrer de forma mais intensa nesta temporada, por causa do El Niño.  

"Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a incidência da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade protegida", complementou. 

Apesar de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, o fornecimento para o público-alvo está garantido, afirmou Gatti.

Além das vacinas entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano, e outras 9 milhões em 2027.

Disponível em todo o país

A vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados pela doença, avançando progressivamente, e já é feita em todo o país. O público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. 

Eder explicou essa decisão durante a palestra. Quando a vacina foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde, os dados que comprovavam sua segurança eram mais robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances de adoecer com gravidade são maiores entre 10 e 14 anos. 

"Olhando para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais, orçamentárias e de segurança".

Vacina do Butantan

O diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Ainda não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.

"Isso não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que compromete", acrescentou Gatti.

O diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como "uma grande esperança para o país".

"É uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as lacunas geradas a partir desse sinal de segurança", explicou o diretor do PNI.

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Pesquisa descobre célula que pode explicar aumento da próstata com a idade

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram um tipo de célula, até então desconhecido, que pode explicar como o aumento benigno da próstata acontece quase sempre em uma região muito específica do órgão.

O aumento da próstata é uma condição chamada de HPB (Hiperplasia Prostática Benigna), que atinge a maioria dos homens com o envelhecimento.

Conforme o órgão cresce, acaba pressionando a uretra, provocando dificuldades para urinar, jato fraco e a necessidade de ir ao banheiro várias vezes durante a noite.

O estudo foi publicado em setembro no The Journal of Pathology e analisou a próstata de forma para entender como esse processo começa.

“Embora a HPB afete milhões de homens em todo o mundo, os cientistas ainda não entendem completamente por que ela se desenvolve principalmente em uma região da próstata conhecida como zona de transição, enquanto outras regiões da glândula permanecem relativamente não afetadas”, diz o autor sênior do estudo, Vasan Yegnasubramanian.

A próstata é dividida em três áreas principais, que podem desenvolver problemas diferentes:

  • Zona Periférica: Fica na parte externa e é onde surge a maioria dos casos de câncer de próstata.
  • Zona de Transição: Fica no centro, ao redor da uretra, e é onde a HPB se desenvolve quase que exclusivamente.
  • Zona Central: Ocupa a região intermediária e raramente apresenta doenças.

A descoberta da “WIF1”

Os pesquisadores utilizaram sequenciamento de RNA de célula única –– tecnologia que permite examinar quais genes estão ativos em células individuais de diferentes regiões da próstata humana –– e analisaram cerca de 130 mil células de dez pacientes.

Ao mapearem as células que revestem o interior da próstata, identificaram um grupo totalmente novo, apelidado de células basais WIF1+.

Os testes confirmaram que essas células estão concentradas quase que exclusivamente na zona de transição, sendo raríssimas nas outras partes da próstata.

A equipe observou que em tecidos de homens com a próstata aumentada, a quantidade dessas células é significativamente maior.

Como elas fazem a próstata crescer?

Os autores do estudo afirmam que as células WIF1+ têm a capacidade de remodelar o tecido ao seu redor e de “conversar” com as células vizinhas.

Em um órgão saudável, elas ajudam a manter o equilíbrio local, no entanto, em pessoas com HPB, elas se multiplicam e reativam sinais de crescimento que fazem a glândula se expandir.

A Universidade afirma que entender a existência dessa população celular abre portas para o futuro e pode ser útil para criar tratamentos mais precisos e específicos, que possam conter o crescimento da próstata ainda antes de causar desconforto aos pacientes.

Crescimento de próstata vs. Câncer de próstata

O crescimento benigno da próstata e o câncer de próstata são condições completamente diferentes, apesar de frequentemente confundidas pela população.

De acordo com o urologista Rafael Coelho, o crescimento benigno da próstata está relacionado ao aumento natural do volume do órgão ao longo da vida, principalmente com o envelhecimento.

Já o câncer de próstata apresenta características completamente diferentes, em que há uma proliferação descontrolada de células da próstata, podendo causar metástase, invadir outros órgãos. É uma doença com potencial letal, segundo o especialista.

Uma diferença crucial entre as duas condições está na manifestação dos sintomas. Enquanto o crescimento benigno causa sintomas urinários evidentes, o câncer de próstata geralmente é assintomático em seus estágios iniciais. Por isso, os especialistas enfatizam a importância dos exames preventivos para diagnosticar o câncer quando ainda está em fase curável.

 

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Isenção do imposto de renda por doença grave ainda é desconhecida por muitos aposentados

Milhares de aposentados, pensionistas e militares da reserva podem ter direito à isenção do imposto de renda da pessoa física (IRPF) em razão de condições graves de saúde, mas desconhecem o benefício previsto na legislação brasileira. Para quem enfrenta despesas com medicamentos, consultas e tratamentos contínuos, a medida pode representar um alívio financeiro importante.

A isenção está prevista na Lei Federal nº 7.713/1988 e contempla determinadas doenças, desde que atendidos os requisitos legais. O benefício, porém, não se estende a todos os rendimentos do contribuinte: em regra, alcança os valores recebidos de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive em situações específicas previstas na legislação.

Segundo a advogada Ana Cristina Coutinho, especialista em direito previdenciário, a falta de informação ainda é um dos principais obstáculos para que os beneficiários busquem esse direito.

"É a falta de conhecimento sobre os próprios direitos. Muitas pessoas chegam ao escritório sem saber que podem ter direito à isenção", relata Ana Cristina. 

Em meio aos desafios impostos por uma condição grave de saúde, conhecer os direitos previstos em lei pode ajudar a reduzir despesas e preservar recursos para o cuidado com a saúde. A informação, nesse contexto, também é uma ferramenta de proteção financeira.

JAILTON JR./JC IMAGEM
"Apesar de a lei existir há quase quatro décadas, o benefício ainda é pouco difundido", destaca a advogada Ana Cristina Coutinho, especialista em direito previdenciário - JAILTON JR./JC IMAGEM

Desconhecimento pode gerar prejuízo financeiro

A especialista conta que já acompanhou casos de pessoas que permaneceram pagando o imposto por anos, mesmo após o diagnóstico de uma doença contemplada pela legislação.

Em um dos episódios relatados pela advogada, uma idosa com paralisia irreversível e incapacitante continuou pagando imposto de renda mensalmente durante 11 anos. Apesar de preencher, segundo a avaliação apresentada pela profissional, os requisitos para a isenção, a contribuinte não havia solicitado o benefício.

Como a recuperação dos valores pagos indevidamente está sujeita, em regra, ao prazo de cinco anos, parte do montante não pôde ser recuperada.

Em outro caso, uma defensora pública aposentada, diagnosticada com doença de Parkinson havia oito anos, conseguiu obter a restituição dos valores referentes aos últimos cinco anos de duas aposentadorias, segundo a advogada. O resultado representou um acréscimo líquido de R$ 18 mil mensais em sua renda.

"Foi um impacto financeiro muito significativo, que permitiu, inclusive, ajudar a custear um tratamento do próprio filho", afirma Ana Cristina.

Os exemplos mostram como a informação sobre os direitos tributários pode fazer diferença no planejamento financeiro de pessoas que convivem com doenças graves.

Quais doenças podem dar direito à isenção?

A legislação prevê a isenção para pessoas diagnosticadas com determinadas condições graves de saúde. Entre elas, estão:

  • Câncer
  • Alienação mental
  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Paralisia irreversível e incapacitante
  • Nefropatia grave
  • Hepatopatia grave
  • Cardiopatia grave
  • Cegueira
  • Aids

A lista legal inclui outras enfermidades, e o enquadramento depende das condições previstas na legislação e das particularidades de cada caso.

Um ponto importante é que a isenção não exige necessariamente que o paciente esteja em estágio terminal ou apresente incapacidade para todas as atividades cotidianas. O que deve ser verificado é se a doença se enquadra nas hipóteses legais e se os demais requisitos para a concessão do benefício estão preenchidos.

Também é importante observar que o diagnóstico, por si só, não significa que todos os rendimentos da pessoa estarão isentos. A regra se aplica aos rendimentos abrangidos pela legislação, e não em geral a salários de quem continua trabalhando ou a outras fontes de renda.

Documentação médica exige atenção

O pedido de isenção precisa ser formalizado junto ao órgão responsável pelo pagamento do benefício ou, conforme o caso, pela via judicial. A documentação médica é um dos elementos centrais da análise.

Laudos, exames e prontuários podem ajudar a demonstrar o diagnóstico e a data em que a condição de saúde foi identificada. Por isso, é importante que os documentos sejam claros, detalhados e coerentes com o quadro clínico do paciente.

A advogada Ana Cristina Coutinho recomenda atenção especial à descrição médica da enfermidade e ao histórico da doença. "A documentação deve registrar, sempre que possível, informações sobre o diagnóstico, a evolução clínica e a data de início da condição", explica.

Esse histórico, de acordo com a advogada, também pode ser relevante para definir a partir de quando a isenção seria devida e avaliar a possibilidade de restituição de valores recolhidos anteriormente.

A terminologia utilizada nos documentos deve refletir a condição efetivamente diagnosticada pelo médico. Não se trata, segundo a especialista, de inserir expressões específicas apenas para obter o benefício, mas de garantir que o relatório descreva de maneira precisa o quadro clínico e permita sua análise à luz da lei.

Segundo explica Ana Cristina, entre os erros mais comuns que levam à negativa, estão falhas na documentação, ausência de laudos completos ou inconsistências na comprovação da data de início da doença. "Outro erro frequente é a falta de orientação adequada, que pode levar à concessão da isenção apenas a partir do pedido, sem retroação", frisa. 

É obrigatório apresentar laudo médico oficial?

Uma dúvida frequente diz respeito à necessidade de apresentar laudo emitido por serviço médico oficial.

De acordo com a Súmula 598 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a apresentação de laudo médico oficial não é indispensável para o reconhecimento judicial da isenção do imposto de renda, desde que o magistrado considere suficientemente demonstrada a doença grave por outros meios de prova.

Na prática, relatórios do médico assistente, exames e prontuários particulares podem ser considerados na avaliação judicial. Isso não significa, entretanto, que qualquer documento garanta a concessão automática do benefício. A suficiência das provas depende da análise do caso concreto, e os procedimentos administrativos podem ter exigências próprias.

Como solicitar a restituição?

Quem pagou imposto de renda sobre rendimentos que deveriam estar isentos pode avaliar a possibilidade de pedir a restituição dos valores recolhidos indevidamente.

Em regra, o prazo para recuperar pagamentos indevidos é de cinco anos, observadas as particularidades de cada situação. A análise considera, entre outros fatores, a data de início da doença, os rendimentos recebidos e o período em que houve cobrança do imposto.

Os valores passíveis de restituição podem ser atualizados pela taxa Selic, conforme as regras tributárias aplicáveis.

A recomendação é reunir laudos médicos, exames, prontuários, comprovantes de aposentadoria ou pensão e declarações de imposto de renda. Com essa documentação, o contribuinte pode procurar o órgão pagador, consultar os canais oficiais da Receita Federal ou buscar orientação jurídica especializada para avaliar os próximos passos.

© MAGNIFIC/BANCO DE IMAGENS

Muitos aposentados e pensionistas desconhecem legislação e pagam imposto por anos, sem saber que poderiam estar isentos
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ULS Algarve assinala Dia Mundial do AVC com rastreios e ações de sensibilização

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve assinala o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado a 29 de outubro, com um conjunto de iniciativas em Faro, Portimão e Lagoa, destinadas a sensibilizar a população para a prevenção do AVC, identificar os fatores de risco e a incentivar para a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Em Faro, a Unidade de AVC, em parceria com o Serviço de Saúde Ocupacional, promove, a 29 de outubro, um rastreio dirigido aos profissionais da ULS Algarve. A iniciativa decorre entre as 9h00 e as 14h00, no hall do edifício principal, e pretende reforçar a importância da vigilância da saúde e da prevenção desta doença.

No Hospital de Portimão, também no dia 29 de outubro, o programa inclui uma exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC, sessões individuais de educação para a saúde sobre prevenção e controlo dos fatores de risco e a atividade ‘Um Minuto no Lugar de Quem Vive um AVC’. Esta última consiste numa experiência de simulação de défices neurológicos, que procura sensibilizar os participantes para algumas das dificuldades enfrentadas pelas pessoas que sofreram um AVC.

As iniciativas prosseguem no dia 30 de outubro, entre as 9h00 e as 12h30, no Mercado Municipal de Portimão, com rastreios de fatores de risco de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e aconselhamento sobre prevenção, hábitos de vida saudáveis e vigilância da saúde. A exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC estará igualmente patente neste espaço.

Em Lagoa, no dia 8 de novembro, entre as 9h00 e as 12h30, o Auditório Carlos do Carmo acolhe uma ação de sensibilização que inclui rastreios de fatores de risco, com avaliação da tensão arterial e da glicemia, uma sessão de educação para a saúde dedicada à prevenção do AVC e a caminhada ‘Todos os minutos contam’.

Com estas iniciativas, a ULS Algarve pretende reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância da prevenção e do controlo dos fatores de risco, contribuindo para a redução do impacto do AVC na população.

O AVC é uma emergência médica em que o reconhecimento dos sinais de alerta e a rapidez na procura de assistência são fundamentais. Perante sinais como desvio da face, falta de força num braço ou alterações na fala deve ligar imediatamente para o 112.

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Município de Mértola leva campanha de vacinação contra a Gripe e Covid-19 a todas as freguesias

Unidade Móvel Médico-Social percorre o concelho com equipas de enfermagem, aproximando a vacinação das populações e facilitando o acesso dos utentes mais idosos e vulneráveis.

O Município de Mértola, através da Unidade Móvel Médico-Social (UMMS), em articulação com a Unidade de Cuidados na Comunidade do Vale do Guadiana, promove, entre 28 de outubro e 30 de novembro, uma Campanha de Vacinação contra a Gripe e a Covid-19 que irá abranger todas as freguesias do concelho.

A iniciativa assume um caráter pioneiro e diferenciador na região, ao apostar num modelo descentralizado de vacinação. Enquanto, regra geral, a vacinação é realizada nos Centros de Saúde e nas farmácias aderentes, em Mértola são os profissionais de saúde que vão ao encontro das populações, através da UMMS, levando equipas de enfermagem às diferentes freguesias do concelho.

Esta resposta de proximidade procura ultrapassar algumas das dificuldades que caracterizam um território de grande dimensão e dispersão geográfica, onde reside uma população significativamente envelhecida e onde as deslocações para acesso a cuidados de saúde podem representar um obstáculo, sobretudo para os cidadãos mais vulneráveis.

Ao levar a vacinação diretamente às comunidades, o Município de Mértola e a Unidade de Cuidados na Comunidade do Vale do Guadiana procuram facilitar o acesso a este importante instrumento de prevenção, promovendo simultaneamente uma resposta mais próxima, acessível, inclusiva e humanizada.

A vacinação constitui uma das principais formas de prevenção da Gripe e da Covid-19, contribuindo para reduzir o risco de doença grave e de complicações associadas, particularmente entre a população mais envelhecida e vulnerável.

Mais do que uma campanha de vacinação, esta iniciativa materializa uma visão de saúde de proximidade, em que são os serviços que procuram chegar às pessoas e adaptar a resposta às características concretas do território.

Com esta aposta pioneira através da Unidade Móvel Médico-Social, o Município de Mértola reforça o seu compromisso com a prevenção, a proximidade e o cuidado, procurando garantir que a distância não seja uma barreira no acesso à saúde.

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Guarda o frango nesta prateleira do frigorífico? Especialistas alertam para risco de contaminação

Guardar o frango no frigorífico parece uma tarefa simples, mas há um erro que muitas pessoas podem cometer sem se aperceberem. Colocar a carne crua na prateleira errada pode favorecer a contaminação de outros alimentos e aumentar o risco de doenças de origem alimentar. Por isso, os especialistas recomendam cuidados específicos na organização do frigorífico.

De acordo com a revista norte-americana Martha Stewart, que reuniu recomendações de especialistas em segurança alimentar, o frango cru pode transportar microrganismos responsáveis por infeções, como a Salmonella. O principal perigo está nos líquidos libertados pela carne, que podem entrar em contacto com alimentos guardados nas proximidades.

Esta é a prateleira mais segura para guardar o frango

Segundo Vanessa Coffman, especialista da organização Stop Foodborne Illness, o local mais indicado para conservar frango cru é a prateleira inferior do frigorífico.

A explicação está relacionada com o risco de contaminação cruzada. Quando o frango é colocado nas prateleiras superiores, os líquidos que eventualmente escapem da embalagem podem escorrer para os alimentos que se encontram por baixo.

Este contacto pode transferir bactérias para produtos que serão consumidos sem passar por qualquer processo de confeção, como frutas, legumes ou refeições já preparadas.

A especialista recomenda ainda que o frigorífico seja mantido a uma temperatura igual ou inferior a 4 ºC, de forma a limitar a multiplicação de microrganismos.

E se o frigorífico tiver gavetas para frutas e legumes?

Atualmente, muitos frigoríficos apresentam gavetas destinadas à conservação de frutas e legumes na zona inferior, o que pode levantar dúvidas sobre o melhor local para guardar carne crua.

Kimberly Baker, especialista em segurança alimentar, explica que, nestas situações, o frango deve ser colocado num recipiente que impeça a saída de líquidos e guardado na prateleira mais baixa disponível.

O objetivo é evitar que eventuais derrames entrem em contacto com outros alimentos ou com as superfícies interiores do eletrodoméstico.

Se a prateleira inferior estiver ocupada, a especialista aconselha a reforçar a proteção da embalagem, colocando o frango num saco hermético e, posteriormente, dentro de um recipiente de plástico ou vidro com tampa.

Esta dupla proteção ajuda a reduzir o risco de contaminação caso a embalagem original apresente alguma fuga.

Descongelar frango exige os mesmos cuidados

As recomendações também se aplicam ao frango congelado que é colocado no frigorífico para descongelar.

Durante este processo, a carne pode libertar líquidos que contêm microrganismos potencialmente perigosos, pelo que deve permanecer num recipiente adequado e afastada de alimentos prontos a consumir.

Segundo Kimberly Baker, o congelamento não elimina necessariamente as bactérias presentes no frango. Embora as temperaturas negativas impeçam ou reduzam significativamente a sua multiplicação, alguns microrganismos podem sobreviver.

Quando a carne descongela e a temperatura aumenta, estes podem voltar a multiplicar-se, sobretudo se o alimento não for conservado corretamente.

Por esse motivo, descongelar frango no frigorífico é uma opção mais segura do que deixá-lo à temperatura ambiente, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de armazenamento.

Há outros cuidados que deve ter antes de cozinhar

Além de escolher a prateleira correta, é importante manter o frango cru separado de outros alimentos, especialmente daqueles que não serão cozinhados.

Os utensílios e superfícies utilizados na preparação da carne devem ser devidamente higienizados, evitando a transferência de bactérias para outros ingredientes.

Também não é aconselhável lavar o frango cru antes de o cozinhar, uma vez que os salpicos de água podem espalhar microrganismos pelo lava-loiça e pelas superfícies próximas.

Por fim, a carne deve ser bem cozinhada, garantindo que atinge uma temperatura interna segura, de aproximadamente 74 ºC.

Assim, guardar o frango na prateleira inferior do frigorífico, dentro de um recipiente bem fechado e a uma temperatura adequada, é uma medida simples que pode ajudar a prevenir problemas de saúde.

Leia também: A água da torneira saiu branca? EPAL esclarece que não há perigos para a saúde

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Carraças obrigam a transferir doentes num hospital em Trás-os-Montes

A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) confirmou hoje a deteção de carraças numa área de internamento, situação que originou uma transferência temporária de doentes e uma intervenção de desinfestação.

Segundo disse a ULSTMAD, com sede em Vila Real, numa resposta por escrito, esta é uma segunda situação de deteção de carraças, sendo que foi feita uma primeira desinfestação “após a qual o problema aparentava estar resolvido”.

A primeira situação aconteceu no início do mês de outubro.

“Perante a identificação de um novo foco, de dimensão reduzida, a ULSTMAD decidiu realizar uma nova intervenção de desinfestação, acompanhada de uma nova transferência temporária dos doentes para outra ala, de forma a garantir a continuidade da prestação de cuidados em condições de segurança”, explicou.

A Unidade Local de Saúde salientou que “não foram identificados doentes afetados por esta ocorrência”.

Adiantou que estão a ser realizadas as cirurgias urgentes/emergentes e que as programadas estão com alguns constrangimentos, referindo que estas serão remarcadas com a maior brevidade possível.

Na informação divulgada, a instituição disse que mantém o acompanhamento da situação e que adotará as medidas adicionais que se revelem necessárias, tendo “como prioridade a segurança e o bem-estar dos doentes e profissionais”.

O conselho de administração da ULSTMAD reafirmou o seu “compromisso com a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde prestados” e garantiu “a adoção das medidas necessárias à resolução da situação”.

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Associação Portuguesa do Sono esclarece mito: afinal lembrar-se dos sonhos não é sinal de que dormiu bem

Acordar de manhã com uma recordação clara dos sonhos da noite anterior pode parecer um sinal de que se dormiu bem. No entanto, esta associação nem sempre corresponde à realidade, uma vez que a capacidade de recordar aquilo com que sonhámos depende de vários mecanismos cerebrais e pode até estar relacionada com interrupções do sono.

A Associação Portuguesa do Sono clarifica que a maioria das pessoas sonha todas as noites, embora muitas não consigam recordar esses episódios ao despertar. A entidade esclarece que lembrar-se dos sonhos não significa necessariamente ter tido uma noite de descanso de qualidade, contrariando uma ideia relativamente comum sobre o funcionamento do sono.

Porque é que algumas pessoas se lembram dos sonhos?

Os sonhos acontecem sobretudo durante a fase REM do sono, caracterizada por movimentos rápidos dos olhos e por uma atividade cerebral intensa. Porém, as experiências vividas durante esta fase tendem a ser esquecidas pouco depois de acontecerem, o que explica por que motivo muitas pessoas acordam sem qualquer recordação daquilo com que sonharam.

Segundo a mesma fonte, a possibilidade de recordar um sonho é maior quando o despertar acontece durante ou pouco depois da fase REM. Nestas circunstâncias, a memória do episódio ainda pode estar disponível, permitindo recuperar imagens, acontecimentos ou emoções que fizeram parte do sonho. Contudo, isso não significa que o sono tenha sido mais reparador.

O cérebro pode contribuir para apagar as memórias dos sonhos

Um estudo publicado na revista científica Science, em 2019, identificou mecanismos cerebrais que poderão ajudar a explicar o esquecimento durante o sono. A investigação demonstrou, em experiências com animais, que determinados neurónios produtores da hormona concentradora de melanina, ativos durante o sono REM, participam em processos de esquecimento associados ao hipocampo.

Esta região do cérebro desempenha um papel importante na formação e consolidação de memórias. A Associação Portuguesa do Sono refere que a atividade daqueles neurónios poderá dificultar o armazenamento de determinadas informações, ajudando a explicar a rapidez com que os sonhos desaparecem da memória. No entanto, o estudo não demonstrou diretamente que este mecanismo seja responsável pelo esquecimento dos sonhos nos seres humanos.

Quem se lembra dos sonhos pode acordar mais vezes durante a noite

Outra investigação, publicada em 2013 na revista Frontiers in Psychology, analisou as diferenças entre pessoas que recordavam frequentemente os sonhos e outras que raramente conseguiam fazê-lo. Os investigadores acompanharam 36 participantes saudáveis e observaram diferenças nos padrões de atividade cerebral e nos períodos em que permaneciam acordados durante a noite.

Os resultados mostraram que os participantes que recordavam os sonhos com maior frequência passavam, em média, cerca de 30 minutos acordados durante o período de sono, enquanto os restantes registavam aproximadamente 14 minutos. Estes dados sugerem uma associação entre os despertares noturnos e a capacidade de recordar sonhos, embora não permitam concluir que todas as pessoas que se lembram deles dormem pior.

Lembrar-se dos sonhos significa que dormimos mal?

Apesar da relação identificada entre os despertares e a memória dos sonhos, recordar o que aconteceu durante a noite não constitui um sinal de problemas de sono. A frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos pode variar e não é suficiente para determinar se o descanso foi adequado ou se existe alguma perturbação.

A Associação Portuguesa do Sono sublinha que “o facto de uma pessoa se lembrar de um sonho não é indicativo de um sono de qualidade”. Assim, tanto quem acorda com memórias detalhadas como quem raramente recorda os sonhos pode ter dormido adequadamente. A investigação disponível aponta para diferentes fatores envolvidos neste fenómeno, sem estabelecer uma relação direta entre a quantidade de sonhos recordados e a qualidade do descanso.

O que se pode concluir sobre a memória dos sonhos?

As investigações ajudam a compreender por que razão algumas pessoas conseguem descrever os sonhos com bastante detalhe, enquanto outras praticamente nunca se lembram deles. O momento do despertar, a atividade de determinadas regiões cerebrais e a existência de interrupções durante a noite estão entre os fatores que podem influenciar essa capacidade.

Por isso, a recordação dos sonhos não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade do sono. O estudo publicado na Frontiers in Psychology identificou uma associação entre maior frequência de recordação e mais tempo acordado durante a noite, mas os próprios resultados não permitem determinar se essa característica corresponde necessariamente a um descanso insuficiente.

Leia também: A água da torneira saiu branca? EPAL esclarece que não há perigos para a saúde

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Burnout pode afetar até 75% dos médicos internos

Revisão na Acta Médica Portuguesa analisou 22 estudos e defende políticas nacionais de prevenção. Em 2023, 84,8% dos internos admitiu fazer horas extra.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

"Estes resultados dizem respeito às intervenções descritas nos estudos e não demonstram que os mesmos efeitos possam ser reproduzidos em todos os serviços", sublinha a revista
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Brasil identifica caso de doença grave causada por frango

O Brasil identificou um novo caso da doença Newcastle, vírus aviário altamente contagioso, em uma criação comercial. O país, que é o maior exportador de frango do mundo, confirmou o segundo caso neste último domingo, 25, em uma unidade em Santa Catarina.O caso foi registrado no município de Coronel Freitas, próximo ao local onde ocorreu o primeiro teste positivo registrado na última semana.O Ministério da Agricultura (Mapa), afirmou na última segunda-feira, 19, ter detectado um episódio da doença numa granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. O caso levou ao fechamento da unidade e à suspensão de qualquer movimentação das aves.Quais regiões já detectaram a Newcastle?O primeiro registro da doença em criação comercial ocorreu em junho de 2024. Na época, o ministério declarou estado de emergência sanitária animal por 60 dias em quatro municípios do estado de Santa Catarina. Entre eles estão: Águas Gerais, Coronel Freitas e Nova Erechim.  O estado é o segundo maior exportador de frango do Brasil e respondeu por cerca de 23% de todos os embarques de 2026 até setembro.A maior compradora do Brasil, a China, e a Arábia Saudita, o quarto maior importador de frango brasileiro, já impuseram algumas restrições às aves de todo o estado de Santa Catarina. Segundo o Ministério da Agricultura, as ações podem limitar o impacto de um novo caso sobre as exportações brasileiras. “Devido à proximidade entre o novo estabelecimento e a propriedade onde foi identificado o primeiro foco, houve apenas um pequeno ajuste na área de restrição, que permanece sob vigilância”, disse em nota.O que é a doença de Newcastle?A doença de Newcastle (DNC) é uma infecção viral aguda e altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres, sendo considerada uma das enfermidades mais importantes da avicultura mundial.É classificada como uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) devido ao seu grande potencial epidêmico e aos graves impactos econômicos que pode causar ao comércio e à exportação de carnes.

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Será um professor um influencer?

Um professor não quer clonar opiniões, quer ajudar a construí-las. Não quer seguidores, quer alunos que o desafiem. Nem leva pela mão: ensina a voar. Onde acaba a influência e começa a inspiração?

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ULS Algarve assinala Dia Mundial do AVC com rastreios e ações de sensibilização

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve assinala o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado a 29 de outubro, com iniciativas em Faro, Portimão e Lagoa.

Em Faro, a Unidade de AVC, em parceria com o Serviço de Saúde Ocupacional, promove um rastreio dirigido aos profissionais da ULS Algarve. A iniciativa decorre entre as 9h e as 14h, no hall do edifício principal.

No Hospital de Portimão, no mesmo dia, o programa inclui uma exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e a atividade «Um Minuto no Lugar de Quem Vive um AVC», uma “experiência de simulação de défices neurológicos”.

As iniciativas prosseguem no dia 30 de outubro, entre as 9h e as 12h30, no Mercado Municipal de Portimão, com rastreios de fatores de risco de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e aconselhamento sobre prevenção, hábitos de vida saudáveis e vigilância da saúde. A exposição do dia anterior estará igualmente patente.

Já em Lagoa, no dia 8 de novembro, entre as 9h e as 12h30, o Auditório Carlos do Carmo recebe uma ação de sensibilização – que também inclui rastreios – e novamente uma sessão de educação para a saúde dedicada à prevenção do AVC, bem como a caminhada «Todos os minutos contam».

O objetivo geral da ULS é “reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância da prevenção e do controlo dos fatores de risco, contribuindo para a redução do impacto do AVC na população”.

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Usa lentes de contacto no banho? Oftalmologistas alertam para infeção grave que pode provocar perda de visão

É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.

Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.

Esta infeção pode provocar danos graves na visão

A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.

Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.

O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.

Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.

Não é apenas no banho que deve ter cuidado

O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.

Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.

Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.

Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.

Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.

Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto

A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.

A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.

Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.

Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.

A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.

Leia também: Júlio chegou a pesar 310 kg e já perdeu 120 kg sem recorrer a cirurgia ou medicamentos: agora foi à China cumprir o sonho do pai

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Utentes gastaram mais em medicamentos do que no ano passado

Despesa média de cada utente foi de 4,71 euros por medicamento, tendo sido dispensadas quase 139 milhões de embalagens entre janeiro e agosto, mais 3,6 milhões do que no período homólogo.

© Getty Images

O encargo médio por embalagem para o SNS foi de 9,79 euros, ou seja, mais do dobro do que o valor suportado pelos utentes
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As cinco formas de aliviar as dores causadas por ficar sentado à secretária o dia inteiro

Se passa longos períodos sentado em frente ao computador, seja por motivos profissionais ou de lazer, é provável que já tenha sentido dores nas costas, tensão nos ombros, fadiga ocular ou sensação de rigidez. Existem, no entanto, várias formas de aliviar parte desse desconforto e de reduzir alguns dos riscos para a saúde associados a períodos prolongados de sedentarismo. Entre as estratégias mais simples estão fazer pausas para caminhar, ajustar o espaço de trabalho, variar de posição e realizar exercícios de mobilidade. Caminhe cinco minutos a cada meia hora Passar muitas horas sentado está associado a vários problemas de saúde,

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Júlio chegou a pesar 310 kg e já perdeu 120 kg sem recorrer a cirurgia ou medicamentos: agora foi à China cumprir o sonho do pai

Com 36 anos, Júlio Mamute chegou a pesar 310 quilos e teve uma fase da vida em que até tomar banho representava um desafio. O brasileiro já perdeu cerca de 120 quilos, sem recorrer a cirurgia ou medicamentos, e viajou até à China para participar numa maratona de 42,195 quilómetros na Grande Muralha, um local que o pai sempre sonhou conhecer.

Natural de Recife, no estado brasileiro de Pernambuco, Júlio pesa atualmente cerca de 190 quilos e tem participado em provas desportivas em diferentes países, incluindo Portugal. De acordo com a agência Lusa, o brasileiro tinha previsto participar na maratona chinesa no passado domingo, 25 de outubro, depois de uma transformação que começou num período em que enfrentava dificuldades para realizar tarefas quotidianas.

Promessa ao pai levou Júlio até à China

A escolha da Grande Muralha da China não aconteceu por acaso. O pai de Júlio, natural do interior de Pernambuco, tinha uma paixão pela geografia e gostava de ensinar ao filho as bandeiras e capitais dos diferentes países. A China e a Austrália estavam entre os destinos que mais desejava conhecer, tendo transmitido esse interesse ao longo da infância do brasileiro.

Segundo a mesma fonte, Júlio chegou a prometer ao pai que um dia fariam uma viagem juntos, mas este morreu pouco depois de o filho iniciar o processo de emagrecimento. A participação na prova chinesa ganhou, por isso, um significado pessoal. “Para mim, ter escolhido aqui a Muralha da China é uma coisa muito afetiva”, explicou à Lusa, reconhecendo que desconhecia a dimensão do desafio que teria pela frente.

Houve um episódio com o sobrinho que mudou tudo

A decisão de transformar a sua vida surgiu depois de um acontecimento familiar. No dia 13 de novembro, data do seu aniversário, nasceu um sobrinho, precisamente à mesma hora em que Júlio tinha nascido. Poucos dias depois, quando tentou visitar a criança para lhe entregar um presente, não conseguiu sair do automóvel devido às dificuldades de mobilidade.

O episódio levou-o a refletir sobre a situação em que se encontrava, depois de ter aumentado cerca de 120 quilos durante dois anos e meio, num período marcado pelo isolamento durante a pandemia. Na entrevista à agência noticiosa recordou que até tomar banho se tinha tornado uma tarefa difícil e que frequentemente precisava de se deitar para recuperar do esforço.

Natação foi o primeiro passo para perder peso

Depois daquele episódio, Júlio decidiu inscrever-se em aulas de hidroginástica e começou gradualmente a recuperar a mobilidade. Mais tarde, passou a praticar natação, chegando a permanecer mais de duas horas por dia na piscina, divididas em duas sessões. “A natação salvou a minha vida”, afirmou, ao recordar a importância que a modalidade teve na sua transformação.

A atividade física também o ajudou a alterar algumas rotinas associadas à compulsão alimentar. Dentro da piscina, não tinha acesso ao telemóvel nem podia encomendar comida, circunstâncias que, segundo explicou, facilitaram a mudança de hábitos. Entretanto, começou a partilhar o percurso nas redes sociais, sobretudo depois de perder o pai e um tio, procurando manter a motivação para continuar.

Conseguiu completar 15 quilómetros quando pesava 220 kg

A participação em provas de atletismo surgiu depois de uma visita à secretaria municipal dos Desportos de São Paulo, onde foi desafiado a inscrever-se na tradicional corrida de São Silvestre. Na altura, Júlio pesava aproximadamente 220 quilos e nunca tinha percorrido mais de seis quilómetros durante os treinos, pelo que completar os 15 quilómetros da competição representava um desafio.

Ao sétimo quilómetro, esteve prestes a desistir e chegou a deitar-se no chão. Contudo, recebeu um vídeo enviado pela irmã e pelo sobrinho, que o incentivaram a continuar. O brasileiro acabou por concluir a prova e, desde então, participou em competições em Portugal, Argentina e Uruguai. A experiência também contribuiu para aumentar a sua presença nas redes sociais, onde começou a documentar as diferentes etapas da transformação.

Próximo objetivo é participar na maratona de Atenas

Além da atividade desportiva, Júlio associou o processo de emagrecimento a uma iniciativa solidária. Segundo contou à Lusa, já distribuiu mais de duas toneladas de alimentos em países como Brasil, Angola e Cabo Verde. Depois da viagem à China, pretende deslocar-se a Barcelona para participar numa corrida ligada aos bombeiros locais e organizar uma nova doação alimentar.

O brasileiro estabeleceu ainda como objetivo perder cerca de 220 quilos relativamente ao peso máximo que atingiu, o que significaria chegar aproximadamente aos 90 quilos. Entre os desafios que pretende concretizar encontra-se a maratona de Atenas, na Grécia, associada às origens históricas desta modalidade. Apesar das dificuldades que encontrou ao longo do percurso, Júlio mantém a intenção de continuar a participar em provas desportivas. “Eu não vou desistir até chegar, até alcançar isso”, garantiu.

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