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Despiste na EN206 provoca dois feridos ligeiros

VTM

Um despiste de um veículo ligeiro de mercadorias, ocorrido hoje, pelas 13h35, na Estrada Nacional 206 (EN206), na localidade de Alvão, concelho de Vila Pouca de Aguiar, provocou dois feridos ligeiros.

Segundo Hugo Silva, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar, as vítimas são dois homens, com 49 e 47 anos de idade, que foram assistidos e estabilizados no local pela equipa dos bombeiros, tendo sido posteriormente transportados para o hospital de Vila Real.

Para o local deslocaram-se os bombeiros de Vila Pouca de Aguiar com três viaturas e nove operacionais, bem como a Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vila Pouca de Aguiar.

As causas do acidente são, para já, desconhecidas e serão alvo de investigação por parte das autoridades competentes.

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Câmara e junta contestam redução do fornecimento de Água das Pedras

VTM

A Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar e a Junta de Freguesia de Bornes de Aguiar contestam a decisão da VMPS — Águas e Turismo, S.A., de limitar o fornecimento gratuito de Água Mineral Natural Gasocarbónica, mais conhecida como Água das Pedras à população local a um grade por mês e por pessoa, exigindo a manutenção das condições anteriormente acordadas.

Num comunicado publicado nas redes sociais, a câmara municipal e a junta de freguesia afirmam que a redução anunciada “põe em causa um compromisso assumido há várias décadas entre a empresa e a comunidade”, entendendo que este se encontra consolidado como um direito da população, na qualidade de contrapartida pela exploração das águas minerais naturais gasocarbónicas.

O protocolo celebrado em 25 de maio de 2021 entre a câmara municipal, a junta de freguesia e a VMPS previa o fornecimento anual de cerca de 200 mil litros de água mineral natural gasosa engarrafada à população local. Segundo a autarquia, este compromisso foi reafirmado num aditamento assinado em 2024, o qual manteve as obrigações anteriormente estabelecidas em vigor.

As entidades consideram inaceitável que a população seja confrontada com uma redução do fornecimento sem uma explicação prévia e devidamente fundamentada, bem como sem discussão com o município. No comunicado, classificam a decisão como unilateral e defendem o cumprimento integral dos compromissos assumidos.

No dia 7 de outubro de 2026, após terem tomado conhecimento da intenção de reduzir o fornecimento, a câmara municipal enviou um ofício à VMPS, manifestando a sua discordância e exigindo a manutenção das condições anteriormente asseguradas. Esta posição foi também comunicada aos vereadores do executivo municipal durante a reunião da câmara realizada no dia seguinte.

Segundo o município, a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar ainda não recebeu qualquer resposta ao ofício enviado à empresa.

A câmara municipal e a junta de freguesia garantem que continuarão a acompanhar a situação e a defender os interesses da população, procurando uma solução que permita manter o fornecimento gratuito de Água das Pedras, conforme acordado. As duas entidades comprometem-se também a manter a comunidade informada sobre os próximos desenvolvimentos.

NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO DE 28 DE OUTUBRO

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Florestas estão a “criar riqueza, valor e emprego”

VTM

Foram 12 as máquinas entregues depois de assinados os protocolos de cedência da maquinaria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os municípios de Alijó, Chaves, Mesão Frio, Mondim de Basto, Montalegre, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

No âmbito do Programa de Mecanização para a Gestão de Combustível, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cujas máquinas têm vindo a ser entregues em cerimónias um pouco por todo o país, os tratores foram disponibilizados para reforçar a capacidade para a realização de operações de gestão de combustível e prevenção de incêndios rurais.

O secretário de Estado das Florestas salientou que são “80 milhões de euros de investimento a ser colocado no terreno”, que abrange diferentes intervenientes do setor, desde os municípios às organizações de produtores, com o objetivo de modernizar os meios e melhorar a capacidade de intervenção. Trata-se de “um investimento em 285 equipamentos de diversas tipologias”, explicou.

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Duas raças e uma história de resistência para preservar o território

VTM

Com percursos distintos, mas marcados por desafios semelhantes, Maronesa e Barrosã continuam presentes em explorações familiares de Trás-os-Montes e do Barroso. A produção de carne, a certificação DOP, a adaptação das explorações e o recurso a novas ferramentas de gestão genética convivem com práticas tradicionais de pastoreio e com uma forte ligação aos lameiros e baldios. Entre a necessidade de modernizar e a preocupação em preservar as características das raças, os criadores procuram encontrar formas de assegurar o futuro de um património que ultrapassa a dimensão económica.

Maronesa

A raça Maronesa conta atualmente com 4350 fêmeas reprodutoras em linha pura e 180 machos reprodutores, mantendo um efetivo estável há cerca de duas décadas. Segundo Paula Teixeira, da Associação de Criadores do Maronês (ACM), a raça está presente em 40 concelhos do país, embora cerca de 70% das explorações se concentrem no seu solar, nas regiões de Alvão-Marão e Padrela-Falperra, sobretudo em Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Mondim de Basto.

Apesar da estabilização, a continuidade da raça enfrenta desafios como o envelhecimento dos criadores, a falta de sucessão geracional, os custos de produção e o abandono rural. “A renovação geracional está muito abaixo do ritmo de envelhecimento dos atuais criadores”, alerta Paula Teixeira, que aponta ainda o acesso à terra e a burocracia como obstáculos à entrada de novos produtores.

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População preocupada com a poluição do rio Corgo

VTM

Promovida no âmbito do projeto CorGO – Community River Action Lab, a sessão juntou representantes de instituições e associações locais para debater o funcionamento da rede de saneamento, o tratamento das águas residuais e as boas práticas ambientais.

O encontro surgiu num contexto de crescente preocupação da população local com episódios recorrentes de poluição.

Sara Barreiro, membro da direção da Associação Cultural e Recreativa Tourencius dos Xudreiros e representante da KALAIKO, revelou que a iniciativa integra o projeto CorGO – Community River Action Lab, iniciado em maio de 2026, que procura mobilizar a população para a proteção e valorização do rio.

Segundo Sara Barreiro, a comunidade “sentiu a necessidade de se juntar para conseguir ganhar mais voz e ser ouvida junto do município e de entidades como a Águas do Norte”. Explicou que a poluição poderá estar associada a diferentes fatores, incluindo problemas na rede de saneamento, nas estações elevatórias e pressões provocadas por atividades industriais.

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