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Ex-presidente da InvestBraga ganha “Prémio Carreira” em galardão nacional

Carlos Oliveira, ex-presidente da InvestBraga, a Agência para a Dinamização Económica do Município de Braga, foi distinguido com o “Prémio Carreira”, no Prémio Navegantes XXI, atribuído em 22 de outubro, no Centro de Congressos de Lisboa.

Formado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, Carlos Oliveira foi presidente da InvestBraga entre 2013 e 2018, e é atualmente presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e ‘chairman’ da TAP Air Portugal.

A distinção foi entregue durante o Portugal Digital Summit 2026, numa edição que reuniu 27 finalistas, selecionados entre mais de 230 nomeações.

Os Prémios ACEPI Navegantes XXI são uma iniciativa de distinção do que “melhor se faz na Economia e Sociedade Digital em Portugal”. Um evento que pretende “reconhecer os profissionais que mais se distinguem no digital, valorizando o mérito, a inovação, a liderança e o impacto no setor”, de acordo com a organização.

A categoria de “Prémio Carreira” visa distinguir a “personalidade com percurso de excelência no setor digital em Portugal”.

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Braga: “Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador”

Helena Trindade, antiga diretora adjunta da instituição, acaba de publicar o livro “Memórias de um Museu, um contributo para a História do Museu Nogueira da Silva”.

Em entrevista a O MINHO diz que esta unidade cultural da Universidade do Minho, sita na Avenida Central, em Braga, foi, durante muitos anos, o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais. A autora realça a importância artística do seu acervo, e as suas vertentes culturais e lembra que estão a ser feitas obras para criação de um auditório.

O MINHO: O que te levou a escrever o livro que vens de publicar sobre o Museu Nogueira da Silva? O que representou o Museu para a cultura de Braga e dos bracarenses, nestes 50 anos?

Helena Trindade: Passados cerca de 50 anos de atividade do Museu Nogueira da Silva pensei ter chegado o momento de registar factos e memórias para que não se esbatam com o passar dos anos.

Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador.

Durante muito tempo foi quase o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais e não só. Desde a abertura da galeria de exposições temporárias em 1979 acolheu ininterruptamente, artistas como Almada Negreiros, Mário Botas, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, Fernando Lanhas, Júlio Pomar, Alberto Peixoto, Julião Sarmento, Ana Vidigal, Gaëtan, Valerio Adami, Rui Vasconcelos, Cristina Lamas e muitos, muitos outros.

Também no final dos anos setenta a criação do Centro de Documentação Fotográfica, com o apoio da ASPA, permitiu acolher importantes arquivos fotográficos para a história da cidade e do país.

Em 2012, inaugurava-se o Espaço Maria Ondina Braga cumprindo o compromisso com a família da escritora que depositou no museu o seu arquivo documental que já motivou e serviu de base a vários colóquios e à reedição da sua obra.

Para além da organização de um programa anual de atividades, o museu foi, ao longo do tempo, um espaço anfitrião para artistas, associações, parceiros e outras entidades apresentarem os seus projetos culturais. Nos anos 80 e 90 a Biblioteca Pública de Braga, em parceria com o Museu, organizava encontros com escritores e jornalistas. Acolheram-se e acolhem-se desde o início os Encontros da Imagem, o Sindicato da Poesia, a Arte Total e muitas outras associações culturais. Com a oferta de um piano ao museu abriram-se as portas a intérpretes de música erudita, à música alternativa, a concertos de jazz, tendo, neste caso, como parceiros a Rádio Universitária e o Conselho Cultural.

O Serviço Educativo, com um programa próprio para as escolas, aproximou e aproxima os mais jovens do Museu, das coleções e das atividades.

Os capítulos do livro

O que contém a obra, quer em termos de escrita quer de fotografia? Como e onde se adquire?

O texto, bastante ilustrado, está organizado em vários capítulos temáticos correspondentes ao mesmo intervalo temporal entre 1975, data do testamento que lhe deu origem e a atualidade. Mas recuamos um pouco mais, à época do doador para percebermos a sua essência – o colecionador e as coleções, dedicando-lhes o capítulo “António Nogueira da Silva a sua Cidade e o seu País”, referindo o contexto em que viveu e as razões da construção do património que quis oferecer à cidade.

Para uma análise sobre as coleções, sua aquisição, organização, tratamento museológico, estudo e criação de conteúdos, organizamos o capítulo “A Construção de uma Coleção”.

Sobre as questões de abertura e relacionamento do museu com os diferentes públicos, traduzidas em estratégias de mediação e programações específicas, refletimos num outro capítulo – “A Função Educativa”.

Como este, outros setores do museu foram tratados com alguma autonomia entrecruzando-se na mesma cronologia – “O Centro de Documentação Fotográfica”, como nasceu e cresceu; “O Edifício uma Cronologia”, as diferentes fases de construção e de adaptação às novas funções e “Memórias de um Museu”, o tema central dedicado à formação do próprio museu já na posse da Universidade do Minho, narrando os acontecimentos e as dinâmicas implementadas por cada diretor. O livro está à venda no Museu Nogueira da Silva.

Aberto desde os anos 80

Pensa que o acervo/espólio artístico do museu é bem conhecido dos bracarenses? O que tem de característico e diferenciador face a outros museus, nomeadamente os da cidade?

O Museu Nogueira da Silva está aberto para usufruto do público desde o início dos anos oitenta, todos o podem visitar e, para nós técnicos, soa sempre a pouco o número de bracarenses que o visitam, que poderiam ser muitos mais.

A coleção do museu dedicada às artes decorativas, à pintura e à escultura, tem peças de importante valor histórico relacionado com a produção e o uso dos objetos. A coleção de porcelana de encomenda da China é uma das mais importantes desta casa, realçando a riqueza cultural dos objetos, produtos das relações de Portugal com os países do Oriente com quem contactou. Outras coleções como a pintura, a gravura, a escultura, a ourivesaria, a tapeçaria, o mobiliário e o vestuário possuem peças de grande valor histórico e patrimonial.

O edifício, com desenho do arquiteto Rodrigues Lima que marcou a arquitetura do Estado Novo, tem como elementos decorativos obras de artistas como António Lino, Fred Kradofler e Jorge Barradas. Foi palco de várias cerimónias e receções, acolhendo figuras de destaque do Estado e da Igreja nos anos cinquenta, sessenta e inícios de setenta do séc. XX.

O jardim, desenhado por Jorge Segurado nos anos sessenta, pontuado por esculturas e fontes oferece um espaço de tranquilidade, onde regularmente se pode ouvir música ou poesia e saborear um chá na cafetaria.

16 mil visitantes por ano

Quantas pessoas o visitam ou frequentam anualmente?

Uma média de cerca de 16.000 visitantes por ano.

Em termos de estrutura humana e de estrutura física ou edificada. É preciso melhorar ou aumentar os recursos humanos e intervir no edifício?

Nos dois últimos anos, na direção de António Gonçalves, o museu viu a sua equipa renovada com quatro novos elementos, e viu fachadas e coberturas do edifício com intervenções de fundo para solucionar problemas de infiltração de água e melhorar as condições ambientais para as coleções e para as pessoas que o frequentam.

Estas obras foram financiadas pelo Programa Norte 2030 que, numa segunda fase, prevê intervenções ao nível do piso térreo para ampliação da Galeria de Exposições, criação de um espaço para o Serviço Educativo e de um auditório.

Doação de Nogueira da Silva

Como definiria o homem que doou a casa e o espólio para a criação do museu com o seu nome?

António Nogueira da Silva foi um benemérito que, como referiu num discurso em fevereiro de 1968 (in Correio do Minho, 7 de fevereiro de 1968), quis enriquecer a cidade com um museu, reunindo “peças antigas e de arte, testemunhos de um passado que são, afinal, pequenas páginas da história do mundo”. Oferecia assim a sua residência e as suas coleções à cidade através de uma doação à Universidade do Minho, para que se cumprisse um “serviço público”.

Sobre Nogueira da Silva, como referi, registei neste livro uma pequena análise sobre o contexto em que viveu e em que construiu o que viria a constituir o tal museu que quis oferecer à cidade.

Quem é Helena Trindade?

Aposentada desde junho de 2023, Maria Helena Carvalhinho Trindade, colabora com o museu em regime de voluntariado desde novembro de 2024.

Possui o Diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Visual (1991/1993) e Mestrado em Estudos da Criança – Comunicação Visual e Expressão Plástica, desenvolvendo a sua tese na área da apreciação artística, A mediação do olhar: estratégias de apreciação artística no Museu Nogueira da Silva (2004/2006) no Instituto de Estudos da Criança/Universidade do Minho.

Professora do Primeiro Ciclo entre 1979 e 1984, foi colocada no Museu Nogueira da Silva, a partir dessa data, para realizar o inventário das coleções, o registo fotográfico e o apoio à Fototeca. Após a conclusão do inventário iniciou a sua atividade técnico-pedagógica criando o Serviço Educativo do Museu, em 1991, ao qual foi atribuído o Prémio de Melhor Serviço Educativo/Animação de Atividades ex aequo, em 1999, pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia).

Simultaneamente apoiou a produção de diferentes exposições realizadas na Galeria da Universidade e dos respetivos catálogos. Também colaborou nas diferentes áreas do Museu, principalmente no que diz respeito à gestão das coleções e à organização e promoção de atividades. 

Foi nomeada Diretora Adjunta do Museu entre 2015 e 2017. 

Publicou diversos artigos em revistas relacionados com a atividade educativa no museu, a imagem fotográfica e o espólio do Museu Nogueira da Silva.

Participou com diversas comunicações em colóquios (entre 2006 e 2014), com temáticas relacionadas com a educação no museu.

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NOS garante que serviço está totalmente normalizado após falhas em Braga

A NOS registou esta tarde uma situação de instabilidade na rede, com queixas concentradas principalmente em Lisboa e no Porto, mas também em Braga, encontrando-se o serviço totalmente normalizado, disse à Lusa fonte oficial da operadora.

De acordo com o portal DownDetector, às 14:50 (hora de Lisboa), foi registado um pico de 2.379 reportes associados a problemas com a NOS.

A maioria dos problemas (59%) dizem respeito ao sinal móvel, 25% relativos à internet móvel e 12% a chamadas de voz.

As falhas foram, sobretudo, reportadas em Lisboa e no Porto, mas também se registaram queixas, por exemplo, em Braga, Aveiro, Coimbra e Faro.

Contactada pela Lusa, fonte da NOS assegurou que o serviço “encontra-se totalmente normalizado. Confirma-se que houve uma situação de instabilidade pontual na rede, que foi de imediato solucionada”.

Tanto a Meo como a Vodafone também registaram falhas durante a tarde, mas em menor número, segundo o ‘site’ DownDetector.  

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Construtora de Braga apoia primeira Trienal de Artes das Universidades Católicas em Angola

A construtora bracarense DST, através da dstangola, é um dos parceiros da ART CUT’26, uma iniciativa internacional que reúne mais de uma centena de artistas e que inaugura, esta quinta-feira, em Luanda, Angola.

A Trienal de Arte das Universidades Católicas é promovida no âmbito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, presidido pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, e envolve 105 artistas, 14 curadores e sete universidades de três continentes, refere a empresa em comunicado hoje enviado a O MINHO.

O apoio do grupo de Braga contempla a realização da exposição em Luanda e a produção de uma obra de arte pública da artista Mónica de Miranda, intitulada Earthworks, que será apresentada na Universidade Católica de Angola.

A instalação, desenvolvida a partir de um projeto apresentado em 2025 na Somerset House, em Londres, Inglaterra, aborda temas como a memória, a ecologia, o território e a relação entre o indivíduo e a comunidade. A participação do dstgroup inclui o apoio técnico e construtivo à produção de estruturas e elementos que integram a obra.

Sob o tema Exercícios de Empatia, a ART CUT’26 pretende promover a reflexão sobre o papel da arte na aproximação entre pessoas, culturas e diferentes formas de pensamento.

Em Luanda, o capítulo da Trienal, intitulado Ubuntu / Humanity, é desenvolvido em colaboração com a Universidade Católica de Angola. Inspirado no conceito africano de Ubuntu, que destaca a interdependência entre as pessoas e a dimensão comunitária da existência, o projeto reúne artistas angolanos e internacionais para refletir sobre identidade, memória, pertença e convivência.

A programação distribui-se por três espaços da capital angolana: a Universidade Católica de Angola, o Palácio de Ferro e o Hotel Globo. O programa inclui exposições, escultura, instalação, cinema, fotografia, vídeo e performance, com a participação de artistas como Mónica de Miranda, Kiluanji Kia Henda, Deborah Stratman, Julianknxx e Sarah Maldoror.

Além das exposições, estão previstas conversas, encontros, visitas comentadas e oficinas, em colaboração com instituições académicas locais, com o objetivo de aproximar a arte dos diferentes públicos e estimular o diálogo com novas gerações de criadores angolanos.

“O projeto, concebido e proposto pelo cardeal Tolentino de Mendonça, entusiasmou-nos por, também em Angola, podermos ajudar todos a interrogarem-se através da arte”, afirma José Teixeira, presidente da DST, citado no comunicado.

O empresário considera que a arte permite encontrar “propósito, sentido e significado” e destaca a sua capacidade de dar a conhecer novas realidades e de proporcionar diferentes formas de liberdade.

A cerimónia inaugural realiza-se às 15:30 de quinta-feira, no polo Palanca da Universidade Católica de Angola, e contará com intervenções de José Teixeira, Nuno Crespo, curador-geral da Trienal, e Maria da Assunção, reitora da instituição. Está também prevista a participação do arcebispo de Luanda, Filomeno do Nascimento Vieira Dias, e do ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau.

A exposição estará patente até 20 de dezembro de 2026. A ART CUT’26 estende-se a oito cidades de três continentes, incluindo Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro, Bogotá, Santiago do Chile, Boston e Milão, e culminará numa apresentação em Veneza, no final de 2027.

A participação nesta iniciativa dá continuidade ao investimento cultural do dstgroup em Angola, onde o grupo tem promovido projetos de valorização da literatura, da língua portuguesa e do acesso ao conhecimento, nomeadamente através do Prémio de Literatura dstangola/Camões.

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Empresa de Braga leva fibra ótica a mais 1.300 casas em Trás-os-Montes

A dstelecom, do Grupo DST, de Braga, está a reforçar a sua rede de fibra ótica multioperador no concelho de Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, região de Trás-os-Montes, com uma operação de expansão que permitirá levar conectividade de última geração, pela primeira vez, a Mazouco, Lagoaça e Fornos, num total de mais de 1.300 casas.

“Com esta intervenção, o concelho passará a contar com cerca de 3.300 casas abrangidas até ao final de 2026, atingindo uma taxa de cobertura de 95%”, salienta a dstelecom, em comunicado enviado hoje a O MINHO.

Segundo a empresa, “esta intervenção vem reforçar a infraestrutura já existente em Ligares e em Freixo de Espada à Cinta, contribuindo para uma cobertura cada vez mais abrangente do território e criando melhores condições de conectividade para famílias e empresas”.

“Acreditamos que o acesso a infraestruturas digitais de qualidade não pode depender do local onde se vive ou trabalha. Ao levarmos fibra ótica a mais 1.300 casas em Freixo de Espada à Cinta, estamos a criar melhores condições para as famílias, para as empresas e para o desenvolvimento económico deste território. É este o nosso compromisso: aproximar o interior das oportunidades do mundo digital”, afirma Ricardo Salgado, CEO da dstelecom, citado no comunicado.

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Terça-feira de chuva no Minho

Esta terça-feira será marcada pela chuva na região do Minho, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De manhã já caem chuviscos, mas a precipitação será mais intensa durante a parte da tarde.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30Sáb, 31
Tempo
Chuva

Parc. nublado

Nuvens altas

Pouco nublado

Pouco nublado
Máx./mín.19° 11°23° 12°22° 11°26° 9°25° 10°
Chuva84%0%0%0%0%
VentoS, fracoSO, fracoNE, fracoNE, fracoNE, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30Sáb, 31
Tempo
Chuva

Parc. nublado

Nuvens altas

Pouco nublado

Pouco nublado
Máx./mín.17° 13°19° 11°18° 10°23° 11°22° 11°
Chuva98%0%0%0%0%
VentoSE, fracoE, fracoE, fracoNE, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 27/10 às 06:31.

Em Braga, a máxima hoje será de 19 graus Celsius e, em Viana do Castelo, de 17ºC.

Mas o IPMA prevê uma significativa subida das temperaturas até ao final da semana. Na sexta-feira, Braga deverá chegar aos 26ºC e Viana do Castelo aos 23ºC.

As mínimas manter-se-ão por volta dos 11ºC.

A chuva também deverá dissipar-se amanhã. Quarta e quinta-feira serão dias com alguma nebulosidade, mas a partir de sexta-feira, o IPMA prevê dias de céu geralmente pouco nublado.

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Prestianni evita naufrágio nos Açores. CR7 pré-convocado

O Benfica venceu o Santa Clara (2-1), mas não se livrou de um valente susto. Prestianni foi decisivo. Ainda, Ronaldo pré-convocado por Jesus para a reta final da fase de grupos da Liga das Nações.

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Associação de Braga recebe prémio internacional da Ucrânia

A Embaixada da Ucrânia em Portugal entregou, na quarta-feira, a Abraão Veloso, presidente do UPE-Centro Social e Cultural Luso-Ucraniano, de Braga, o prémio internacional “Amber Heart” (Coração de Âmbar) do Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia.

“Foi com muita surpresa e orgulho que, no dia 21 de outubro, recebi a distinção em Lisboa, das mãos de Maryna Mykhailenko, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da Ucrânia no país, sendo o primeiro português a recebê-la. Muito obrigado!”, disse a O MINHO.

O dirigente associativo partilha a distinção com a mulher Regina, com os filhos Luísa e Pedro, com o genro Vítor e com a neta Joana que, “no dia a dia, apoiam e estimulam o trabalho desenvolvido em favor do povo ucraniano”.

E acrescentou: “Quero também partilhá-lo com os inúmeros doadores, voluntários e instituições que têm sido absolutamente impecáveis e disponíveis para dinamizar e/ou colaborar nas inúmeras ações de apoio ao povo heroico da Ucrânia”.

Esta partilha – salientou – é naturalmente extensiva a todos os membros dos corpos gerentes da associação, atuais ou passados que, com o seu empenho e dedicação, têm contribuído para este caminho de sucesso.

Além da honra que sente, Abraão Veloso vê a iniciativa ucraniana como sendo “um estímulo no apoio ao povo ucraniano e aos seus militares, traduzido no envio de ambulâncias, de um camião e de equipamento médico, bem como de medicamentos, roupa interior térmica, meias, cobertores, colchões hospitalares, e velas de aquecimento, neste caso fabricadas por voluntários da associação”

Dedicação à Ucrânia

No ato, a embaixada entregou ao presidente da UPE um documento, no qual se lê que o “Coração de Âmbar” é atribuído em reconhecimento da “dedicação excecional ao voluntariado, do altruísmo e do espírito inabalável de amor ao próximo e à pátria”.

E, prosseguindo afirma: “Esta distinção homenageia aqueles que se ergueram em defesa do bem e da justiça, não com armas, mas com o coração aberto, apoiando os militares, as pessoas deslocadas, os feridos, as crianças e todos aqueles que necessitam de ajuda em tempo de guerra”.

Associação de Braga recebe prémio internacional da Ucrânia
Foto: DR

O documento sublinha, ainda, que “simboliza o calor da alma ucraniana, a pureza das intenções e a força da nossa terra, de onde provém o âmbar – uma pedra preciosa que guarda em si a luz do sol e o espírito da nação”.

A concluir lembra que “a verdadeira força reside no coração daqueles que não ficam indiferentes, mas que, com as suas próprias mãos, contribuem para a mudança”.

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Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros ‘stresses’

O motard Leonel Ferraz, que, em abril, partiu de Braga, numa moto Harley Davidson de 1999 (a Papa Léguas), rumo ao Oriente, já está no Japão, depois de uma passagem de um mês pela Coreia do Sul, país que classifica como acolhedor e organizado. “A comida estranha-se, mas depois, entranha-se. E as pessoas são afáveis e acessíveis”, diz, satisfeito pelas vivências coreanas.

Na Rússia, onde veraneou largo tempo, e antes de embarcar para a Coreia, o aventureiro conheceu um viajante coreano que, então, o convidou para ir a sua casa, numa zona rural. “É uma casa tradicional, do século XIX, e fui recebido num ambiente humano muito caloroso, foi fantástico”, disse, salientando que era dia de homenagem da família aos seus antepassados, uma espécie de Dia de Todos os Santos em Portugal.

Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros 'stresses'
Foto: DR
Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros 'stresses'
Foto: DR

No país, e além de ter conhecido a capital Seul e ter percorrido as suas inúmeras montanhas, Leonel foi à zona desmilitarizada entre o Sul e o Norte – delimitada nos anos 50 do século passado após o armistício que congelou a Guerra da Coreia –, numa viagem que tem de ser organizada e acompanhada pelas autoridades locais.

Primeiro stress

Na Coreia, e quando decidiu navegar para o Japão, teve um primeiro stress, no caso relacionado com a necessidade de um documento, um certificado que se compara a um seguro: “Ganhei a simpatia do funcionário que resolveu o assunto, mas conheci um motard australiano que não conseguiu ir ao Japão por causa disso”.

A seguir, já no Japão, teve novo stress, este não burocrático. “Andei, na cidade Hiroshima Kochi, cinco horas às voltas para conseguir estacionar a moto. Acabei, em desespero, por estacioná-la numa espécie de beco e, felizmente, não fui rebocado, o que seria uma chatice dado o rigor das autoridades locais”, sublinha.

Mas, a seguir, teve um momento de felicidade lusitana: “Uma portuguesa, também ela viajante, mas em bicicleta, viu a minha moto e foi procurar-me. Ficámos amigos e ainda nos vamos reencontrar”.

Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros 'stresses'
Foto: DR

Nos dias seguintes, na ilha de Takanaso, andou, deslumbrado pelas montanhas, sempre com o mar no horizonte, e num desses percursos apanhou uma estrada de terra batida, com folhas de árvore no chão, o que, com a chuva que caía, se tornou muito cansativa e perigosa: “Cheguei ao hostel todo partido e com as costas a doer”.

Em termos de ‘hostels’, assinala que a maioria são estruturas para dormir, mas acabou por encontrar uma ao estilo ocidental, com outros viajantes e onde se comia e bebia, tocando e cantando.

Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros 'stresses'
Foto: DR

Sobre o espírito japonês diz que são simpáticos e eficientes, mas pouco afetivos, sobretudo fisicamente: “Tive de ir a um mecânico por causa de uns parafusos. Foi eficiente e resolveu. No fim, dei-lhe um abraço, o que o deixou incomodado e espantado. Expliquei-lhe o seu significado na cultura portuguesa. Ele entendeu e pediu para darmos outro”.

Mas, e como não há bela sem senão, enfrentou novo stress: “Estive quase duas horas parado em Kobe, com três polícias à minha volta. Já me pediram tudo e mais alguma coisa, documentos, informações e sabe-se lá mais o quê”.

Motard de Braga já está no Japão e teve os primeiros 'stresses'
Foto: DR

E acrescenta: “Quando pensava que aquilo já não podia demorar muito mais, eis que me informam que temos que esperar um polícia especializado em trânsito para continuar a inspeção à Papa Léguas. Parece que hoje a minha viagem pelo Japão teve direito a uma paragem obrigatória… e a uma inspeção policial completa”.

Não vai a Tóquio e ruma a Pequim

Superada a inspeção policial, que só parou com o envio, a partir da Coreia, do tal certificado, Leonel seguiu caminho: “Não vou a Tóquio. Aquilo é gigantesco… E, com a dificuldade de estacionar, seria um suplício. Vou continuar aqui, não sei quanto mais tempo, e depois, apanho um ‘ferry’ para a China, rumo ao frio invernal. E daí sigo para o Vietname e para a Malásia”.

Sobre a possibilidade de continuar e dar a volta ao mundo, diz que está quase fora de hipótese: “Pedi ajuda nas redes sociais e consegui dois mil euros. Agradeço, mas não chega”.

Assim, em 2027, está de regresso a Braga.

Recorde-se que o Leonel, com origens na vila de Prado, Vila Verde, vendeu a empresa de táxis que possuía em Braga e arrendou uma pequena quinta que ali possui. Até agora, atravessou a Europa, Turquia incluída, saltou para Geórgia, e atravessou a Rússia até Vladivostok.

Em 2025, fez uma viagem idêntica, mas por 54 países da Europa.

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Festival Literário Utopia está de regresso a Braga para a 4.ª edição

O Festival Literário Utopia realiza-se a partir de 13 de novembro, em Braga, com uma programação dedicada à literatura, ao pensamento e ao encontro entre diferentes linguagens artísticas, foi hoje anunciado.

Esta 4.ª edição do festival prevê uma sessão extra em Guimarães, no dia 23 de novembro, com o escritor e ator brasileiro Lázaro Ramos e o músico Dino d’Santiago, numa conversa sobre língua, identidade e memória.

A programação inclui ações de formação, “iniciativas que promovem o pensamento crítico”, numa parceria com a Associação Portuguesa de Ética e Filosofia, “conversas, apresentações de livros, jantares literários, [e] sessões de literacia financeira”, segundo comunicado da organização enviado à agência Lusa.

O festival é organizado pela consultora editorial The Book Company em parceria com a Câmara de Braga, e, este ano, realça “um crescimento de atividades para os mais novos”, sendo todos os eventos gratuitos exceto os jantares literários, no dia 18, com Fernando Ribeiro e, no dia 20, com João Tordo.

Este ano, o festival prevê organizar 45 eventos na programação infantil, incluindo sessões de histórias, leituras musicadas, apresentações de livros e oficinas criativas. O Utopia conta com o espetáculo conjunto de Sofia Vieira, do projeto Aqui Há Gato, e Rute Cancela, “que procura despertar a curiosidade, estimular a criatividade e cultivar, desde cedo, o gosto pelos livros”.

A abertura oficial está prevista para 13 de novembro, às 21:00, no Auditório do Espaço Vita, o palco central do certame, sendo antecedida por uma conversa na Livraria Centésima Página sobre três títulos de teatro: “Macbeth”, de Shakespeare, “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, e “Casa de Bonecas”.

No dia seguinte, o Muzeu recebe o escritor Onésimo Teotónio Almeida para uma “reflexão livre sobre o ano que passou”, no âmbito do projeto “O que fica do que passa”.

A literacia financeira é uma das novidades da edição deste ano, que a organização apresenta como “a maior de sempre”, reunindo nomes da literatura, do humor e de outras áreas artísticas, entre eles, Teolinda Gersão, Valter Hugo Mãe, Ricardo Araújo Pereira, Maria do Rosário Pedreira ou Salvador Martinha.

Entre outras iniciativas, no dia 21 de novembro realiza-se uma conversa entre os escritores Francisco José Viegas e José Eduardo Agualusa, que parte de uma seleção de entrevistas do arquivo da revista Ler “para revisitar vozes da literatura”, a que se segue outra conversa segundo o mote “A importância de ler mulheres”, com as escritoras Déa Paulino, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão, moderada pela apresentadora televisiva Ana Daniela Soares.

Ainda no dia 21 é apresentado o novo livro de Frederico Lourenço, “A Bíblia para Jovens”, que conta com a participação de Ricardo Araújo Pereira e dos sacerdotes Paulo Terroso e Rui Santiago.

À tarde, a escritora Patrícia Reis entrevista Valter Hugo Mãe, tendo como fio condutor “fotografias pessoais e de arquivo”, revisitando o percurso do autor de “O Século dos Imbecis”, saído este ano. A jornada encerra com um concerto de Manuel Cruz, no Theatro Circo, às 21:00.

No dia 22, às 14:30, no Auditório do Espaço Vita, a jornalista Maria João Costa entrevista o ator, escritor e apresentador brasileiro Lázaro Ramos.

Neste dia está ainda agendada a conversa “Língua geral do esquecimento”, entre os escritores José Eduardo Agualusa, João Tordo e o músico Dino d’Santiago, “para refletir sobre a língua portuguesa enquanto território comum entre diferentes geografias, identidades e memórias”.

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FlixBus liga Braga e Guimarães a famosas termas da região Centro a partir de 1,99 euros

A FlixBus, transportadora ‘low cost’, começou a operar uma nova linha que vai ligar Braga e Guimarães a Vouzela e às Termas de São Pedro do Sul, na região Centro, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a empresa adianta que, com esta nova rota, estende a sua rede doméstica a Vouzela e Termas de São Pedro do Sul, ligando os dois destinos do centro do país a Braga, Guimarães, Porto, Aveiro e Viseu.

“Esta nova linha, que conta para já com dois horários diários (um em cada sentido), permitirá à população de Braga poder viajar até Vouzela ou até às Termas de São Pedro do Sul em pouco mais de três horas, enquanto os passageiros de Guimarães estarão a menos de duas horas de distância destes dois novos destinos da FlixBus”, refere.

Tanto em Vouzela, como nas Termas de São Pedro do Sul, as paragens estão localizadas nos respetivos terminais rodoviários: em Vouzela, na Rua dos Bombeiros Voluntários; nas Termas de São Pedro do Sul, na Avenida Dr. Pinho Bandeira.

Com estes dois novos destinos, a FlixBus passa a contar com 13 novas cidades na sua rede doméstica desde o início de 2026, alargando a sua presença em territórios com menor densidade populacional. No total, a operadora já conta com mais de 100 destinos na sua rede doméstica .

Para Tiago Cavaco Alves, diretor das operações da FlixBus em Portugal, “a chegada a estes dois novos destinos reflete o compromisso estratégico” da operadora em levar a sua “alternativa de transporte a cada vez mais cidades, em particular na região Centro”.

“Uma maior conectividade entre as localidades da região e os principais centros urbanos contribuirá para aproximar territórios, criar novas oportunidades e reforçar a sua atratividade”, defende.

Os bilhetes já se encontram disponíveis na aplicação e ‘site’ da FlixBus, nos pontos de venda Pagaqui e nas agências de viagens parceiras da operadora, com preços a começar em 1,99 euros para as ligações Braga-Vouzela, Braga-Termas de São Pedro do Sul, Guimarães-Vouzela e Guimarães-Termas de São Pedro do Sul.

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“Maior cadeia de retalho tradicional do país” tem nova loja em Braga

O Amanhecer, que se apresenta como “a maior cadeia de retalho tradicional do país”, inaugurou uma nova loja em Braga, foi hoje anunciado.

Trata-se do Mercado da Estação, localizado na Rua Andrade Corvo, 238, em Braga.

André Carvalho identificou na parceria com a rede Amanhecer uma oportunidade para desenvolver o seu negócio e responder às necessidades dos seus vizinhos.

“É com muita satisfação que damos as boas-vindas ao Mercado da Estação na rede Amanhecer. Integrar no nosso projeto negócios familiares e empresários que confiam em nós e que querem crescer connosco é um sinal de confiança nas características diferenciadoras deste projeto, que assenta numa verdadeira parceria, que mantém viva a relação de vizinhança e o atendimento personalizado que sempre diferenciou o retalho tradicional e que contribui para o empreendedorismo e para a dinamização de negócios locais”, afirma Francisco Veiga, diretor de operações do Amanhecer na região Norte, citado em comunicado enviado a O MINHO.

Em 2026 a rede Amanhecer comemora 15 anos. Em 2011, o Recheio Cash & Carry lançou o conceito de lojas de proximidade, numa parceria que assenta na reconversão e adaptação de lojas de comércio tradicional, contribuindo para o desenvolvimento destes negócios e para a promoção do empreendedorismo.

A rede Amanhecer arrancou com duas lojas – uma na zona da Baixa-Chiado e outra em Viana do Castelo. “Hoje é a maior cadeia de retalho tradicional do país, com mais de 750 lojas, distribuídas por todo o país, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira”, salienta o comunicado.

A rede Amanhecer tem por base o conceito de parceria, que consiste num acordo de cooperação comercial com o Recheio, em que os retalhistas continuam a ser os verdadeiros donos do seu negócio ao mesmo tempo que beneficiam do acesso a uma marca própria de grande qualidade, imagem renovada, condições de compra especiais no Recheio e um conjunto de apoios e serviços para desenvolver o seu negócio.

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Vitória-Braga na Taça de Portugal

O Vitória SC vai receber o SC Braga nos 16 avos da Taça de Portugal, acabou de ditar o sorteio.

O dérbi do Minho foi a primeira partida a ser sorteada.

O Gil Vicente vai receber o Olhanense, único representante dos distritais.

O Vianense, da Liga 3, vai receber o Rio Ave, da I Liga.

Os jogos dos 16 avos de final vão ser disputados no fim de semana de 21 e 22 de novembro.

Jogos dos 16 avos

Vitória SC – SC Braga

Torreense – Benfica

FC Porto – Paredes

Sporting – União da Serra

Atlético – Casa Pia

Gil Vicente – Olhanense

Vianense – Rio Ave

Farense – Fátima

Mafra – Arouca

Vitória de Sernache –  Lusitânia de Lourosa 

União de Leiria – Leça

Marítimo – Chaves

Sanjoanense – Académica de Coimbra

Estoril Praia – Felgueiras

AVS – Tondela

Estrela da Amadora – Portimonense

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Canal oficial da Federação Portuguesa de Futebolwww.fpf.pt
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Aluna suspensa por insultar professores no Whatsapp pode ser indemnizada

Stickers e comentários depreciativos saíram do Whatsapp e acabaram nas mãos da direção do Colégio de Braga. Pai queixou-se de violação de privacidade e tribunal deu-lhe razão. Uma estudante foi suspensa durante 12 dias por ter feito comentários depreciativos sobre professores e colegas num grupo privado da rede social WhatsApp.  O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deu razão à aluna, que frequenta o 11.º ano, mas a decisão dividiu os juízes. E o colégio de Braga pode vir a ter de pagar uma indemnização à antiga aluna. O STJ considerou que as mensagens, apesar do seu conteúdo ofensivo, estavam protegidas

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Braga bate recorde de peregrinos para Santiago

O número de peregrinos que partiu este ano de Braga para Santiago é o mais elevado desde que há estatísticas divulgadas pelo Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, em grande parte devido ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.

Apesar de ainda faltarem dois meses para terminar o ano, no sábado, foi atribuída a Compostela 1.259 a um peregrino que partiu da Sé de Braga, mais uma do que as registadas em todo o ano de 2022, que detinha o número mais elevado até agora.

Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 18,4%). “Este saldo explica grande parte do aumento de 10,4% em relação aos 1.140 peregrinos de todo o ano passado”, salienta a entidade responsável pela promoção do Caminho da Geira e dos Arrieiros em comunicado hoje enviado a O MINHO.

A maior parte (61,2%) das partidas de Braga destina-se ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, contra 35,7% do Caminho Central Português, na variante por Braga, uma diferença de 25,5 pontos percentuais. O caminho Miñoto Ribeiro e “outros itinerários” repartem a restante percentagem.

Os portugueses são a esmagadora maioria, com 889 peregrinos (70,6%). Seguem-se os espanhóis (10,8%) e os eslovacos, que passaram de cinco para 46 nos últimos dois anos, uma subida de 820%. Completam os primeiros lugares os peregrinos de Itália (30), do Brasil (24), da Polónia (17) e da Alemanha (15).

A lista inclui este ano mais de 40 nacionalidades de seis continentes. Entre as mais improváveis e distantes estão dois neozelandeses e peregrinos da Austrália, do Japão, da Coreia, do Irão e do Afeganistão. Há ainda três sul-africanos, quatro cabo-verdianos, quatro colombianos e peregrinos do México, da Venezuela, da Argentina e da Ucrânia.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros tem 239 quilómetros e começa na Sé de Braga. Atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço e entra na Galiza pela Portela do Homem. É um dos poucos traçados que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

O itinerário foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, e reconhecido pela Igreja em 2019. Foi depois referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está agora incluído na lista de caminhos culturais que o Governo da Galiza prevê homologar este ano.

Segundo as associações que promovem o percurso, já o fizeram 9.136 peregrinos (1.351 só no ano passado), dos quais 4.049 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.

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Semana começa com sol e máximas de 24 graus no Minho

A semana começa com céu limpo (após dissipada a neblina matinal) e máximas de 24 graus Celsius em Braga, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em Viana do Castelo, a máxima hoje será de 19ºC.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30
Tempo
Pouco nublado

Chuvisco

Pouco nublado

Nuvens altas

Nuvens altas
Máx./mín.24° 8°21° 10°22° 11°26° 8°27° 8°
Chuva0%76%0%0%0%
VentoSO, fracoS, fracoSO, fracoNE, fracoNE, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29Sex, 30
Tempo
Parc. nublado

Chuvisco

Parc. nublado

Nuvens altas

Nuvens altas
Máx./mín.19° 11°17° 12°18° 10°22° 10°24° 11°
Chuva0%80%0%0%0%
VentoE, fracoS, fracoE, fracoE, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 26/10 às 08:31.

Para amanhã, o IPMA prevê alguns períodos de chuviscos durante o dia, mas até ao final da semana não há mais previsão de precipitação.

A quarta-feira será de céu pouco nublado, enquanto a quinta e sexta-feira serão marcadas por céu nublado por nuvens altas.

As mínimas vão andar entre os 8ºC e os 11ºC em Braga e entre os 10ºC e os 12ºC em Viana do Castelo.

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SC Braga conhece hoje primeiro adversário da Taça de Portugal

Os jogos dos 16 avos e dos oitavos de final da Taça de Portugal de futebol vão ficar hoje definidos, num sorteio já com os clubes presentes nas competições europeias de futebol, marcado para as 12:00.

O Torreense, detentor do troféu, FC Porto, Benfica, Sporting e SC Braga entram na competição nesta fase, juntando-se a oito outros clubes da I Liga e nove da II Liga, assim como seis representantes da Liga 3, três do Campeonato de Portugal e um dos distritais.

O Olhanense, presidido pelo antigo treinador Manuel Cajuda, é o único ‘resistente’ das competições regionais, após uma ronda que ditou a ‘queda’ de seis primodivisionários e quatro emblemas da II Liga – juntando-se ao Feirense, que já tinha sido na segunda eliminatória.

Os jogos dos 16 avos de final, que vão ser disputados no fim de semana de 21 e 22 de novembro, serão conhecidos no sorteio com início marcado para as 12:00, na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Na mesma altura, vão também ficar definidos os emparelhamentos para os ‘oitavos’, previstos para entre 15 e 17 de dezembro, em datas sujeitas a alterações mediante a presença das equipas nas competições europeias.

Equipas qualificadas para a quarta eliminatória da Taça de Portugal

– I Liga (12): FC Porto, Benfica, Sporting, SC Braga, Vitória SC, Estrela da Amadora, Rio Ave, Estoril Praia, Marítimo, Casa Pia, Arouca e Gil Vicente.

– II Liga (10): Torreense, Desportivo de Chaves, Farense, Portimonense, AVS, União de Leiria, Académica, Tondela, Lusitânia de Lourosa e Felgueiras.

– Liga 3 (seis): Atlético, Vianense, Leça, Mafra, Vitória de Sernache e Paredes.

– Campeonato de Portugal (três): Sanjoanense, Fátima e União da Serra.

– Distritais (uma): Olhanense.

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“É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós”

Declarações após o jogo Nacional-SC Braga (1-0), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Madeira, no Funchal:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós. Apresentámos uma cara diferente, que não é a nossa e que não pode ser a nossa. Esta camisola, este símbolo, requer muita responsabilidade e, acima de tudo, outra atitude, que nós não tivemos e que vamos ter de passar a ter.

Tivemos muita posse de bola, andámos muito perto da área do adversário, algo também consentido pelo adversário, obviamente, mas não fomos incisivos. Isso refletiu-se em dois ou três remates à baliza do adversário e zero golos, porque faltou exatamente isso. Faltou muito mais incisão e muito mais agressividade no último terço.

Temos de ter muito mais agressividade quando temos a bola, temos de ter muitos mais movimentos com bola, os jogadores que não têm a bola têm de ter outra mobilidade e temos de ser mais incisivos na frente”.

– Bruno Abreu (treinador do Nacional): Sentimento de dever cumprido, essencialmente pela felicidade de ter visto a atitude que os jogadores tiveram. […] Eu já tinha dito que havia muita vontade e que estava com boas sensações, fruto daquilo que via no microciclo semanal. Os jogadores tiveram uma atitude fantástica e acreditaram. Fico feliz por isso. O dever cumprido é pela conquista dos três pontos.

A equipa teve uma atitude fantástica, defendeu muito bem sem estar perto da baliza. Queríamos fechar bem os espaços e poder depois aproveitar algum deslize da equipa do Sporting de Braga. A nossa estratégia assentou nesse aspeto.

“Acho que o mais importante, sem descurar as questões táticas e de organização, tem a ver com a mentalidade e como encaramos o jogo. Independentemente de jogarmos da forma que perspetivamos, eu acho que o importante é a questão mental. E, no fundo, houve algum trabalho nesse sentido”.

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SC Braga perde na Madeira

O Nacional, ainda sob o comando técnico do interino Bruno Abreu, venceu hoje o SC Braga, por 1-0, num jogo da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol em que os madeirenses souberam sofrer.

Un golo de Miguel Baeza, aos 19 minutos, decidiu a partida a favor do emblema insular, que vinha de seis derrotas consecutivas para o campeonato, sendo que os minhotos tiveram muita bola, mas criaram poucos lances de perigo, em partida disputada no Estádio da Madeira, no Funchal.

Com este triunfo, o Nacional ascendeu ao 15.º lugar e ‘respira’ melhor na classificação, fora da zona de despromoção, com sete pontos, tantos como o Casa Pia, 16.º, em zona de disputa de play-off de manutenção, e do Rio Ave, 17.º, em zona de descida direta. 

Por sua vez, o conjunto minhoto, sem vencer há quatro jogos para a Liga, com três derrotas e um empate, segue na nona posição, com 11 pontos, mais longe dos lugares ‘europeus’.

O SC Braga teve sempre mais posse de bola praticamente desde início, contudo, com pouca objetividade, sobretudo nos primeiros 45 minutos, diante de um Nacional sempre confortável a jogar em bloco baixo.

A estratégia teve os efeitos pretendidos e, após um primeiro quarto de hora sem ocasiões a registar, os madeirenses chegaram mesmo à vantagem, na melhor jogada coletiva do primeiro tempo.

Após um lance bem trabalhado pela esquerda, Son Min-kyu encontrou Miguel Baeza solto de marcação à entrada da área, com o espanhol a rematar sem hipóteses para Bernardo Fontes, ao minuto 19.

Em desvantagem, a toada manteve-se e o SC Braga apenas criou uma oportunidade flagrante até ao intervalo, na sequência de um cruzamento bem medida de Gabriel Silva, com Pau Victor, em excelente posição na área, a cabecear ligeiramente ao lado, aos 34.

Após o descanso, Franclim Carvalho procedeu a uma tripla alteração, fazendo entrar João Moutinho, Dorgeles e Gabri Martinez, por Tommy Marquês, Gorby e Gabriel Silva, em claro descontentamento com o desempenho na primeira parte.

As trocas não surtiram o efeito pretendido e demorou até que o SC Braga conseguisse imprimir maior dinâmica num desafio que correu quase sempre de feição para os insulares.

A primeira oportunidade no segundo tempo até surgiu de bola parada, pelo recém-entrado Moutinho, que assumiu a cobrança de um livre direto e ‘atirou’ perto do poste da baliza à guarda de Renato Marín, aos 52.

Empolgados pelo público, os jogadores do Nacional começaram a acreditar cada vez mais e quase fizeram o 2-0, pouco depois, por Stavros Gavriel, num lance de contra-ataque em que Bernardo Fontes foi obrigado a defesa apertada.

Por volta do minuto 70 e numa fase em que os bracarenses praticamente só recorriam a cruzamentos, quase todos sem sucesso, Fran Navarro cabeceou à barra, na melhor oportunidade dos minhotos na etapa complementar.

Os bracarenses foram perdendo discernimento, ao passo que os jogadores ‘alvinegros’ conseguiram gerir as incidências sem problemas de maior, até que o árbitro apitou para o fim, provocando uma enorme ‘explosão’ da alegria nas bancadas, com o regresso do Nacional aos triunfos, seis jogos depois.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador

1-0, Miguel Baeza, 19 minutos.

Equipas

– Nacional: Renato Marin, José Vítor, William Kokolo, Francisco Gonçalves, Matheus Dias, Markus Jensen (Deivison Souza, 68), Chiheb Labidi (Danel Dongmo, 77), Miguel Baeza (Daniel Júnior, 86), Stavros Gavriel, Song Min-kyu (Matchoi Djaló, 68) e Njoya Abdel (Pablo Ruan, 77).

(Suplentes: João Gonçalves, Daniel de la Cruz, Deivison, Ivanildo Fernandes, José Gomes, Matchoi Djaló, Danel Dongmo, Joel Silva, Fernando Nava, Pablo Ruan, Daniel Júnior e Allen Obando).

Treinador: Bruno Abreu.

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Bright Arrey-Mbi (Denis Huseinbasic, 76), Sergio Barcia, Gustaf Lagerbielke, Tommy Marqués (João Moutinho, 46), Gorby Baptiste (Mario Dorgeles, 46), Pau Victor, Gabriel Silva (Gabri Martinez, 46), Ricardo Horta e Jovan Milosevic (Fran Navarro, 62).

(Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Vítor Carvalho, Adrian Bajrami, Adrian Barisic, João Moutinho, Demir Tiknaz, Denis Huseinbasic, Diego Rodrigues, Mario Dorgeles, Fran Navarro e Gabri Martínez).

Treinador: Franclim Carvalho.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Francisco Gonçalves (33), Sergio Barcia (79), Stavros Gavriel (86) e Gustaf Lagerbielke (90+4).

Assistência: 2.071 espetadores.

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