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Trump diz que Venezuela pode se tornar o 51º estado dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (27) que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado norte-americano.

“O país (Venezuela) se tornará próspero e, quem sabe, talvez em breve ele se torne um próspero 51º estado. É possível. Vamos fazer isso acontecer. Vamos torná-lo o 51º estado. E, em vez de um presidente, teremos uma eleição para governador. O que acha? Pois é”, afirmou durante um comício na cidade de Corpus Christi, no Texas.

Trump também afirmou que a Venezuela possui vastas reservas de petróleo e que grandes empresas do setor estão investindo bilhões de dólares no país.

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“Quero agradecer à Venezuela, onde nossa relação se tornou muito, muito boa — excelente, na verdade. Bilhões e bilhões de dólares estão sendo investidos agora, por parte das maiores empresas de petróleo — muitas delas vindas do Texas — em todo o território venezuelano”, afirmou o presidente americano.

Trump fez as declarações diante de um navio ancorado ao largo da costa, o qual, segundo ele, transportava um milhão de barris de petróleo provenientes da Venezuela.

O presidente americano acrescentou que o petróleo venezuelano seria refinado no Texas e afirmou que a carga foi obtida sem custo algum para os contribuintes norte-americanos.

Trump também disse que os preços da gasolina e do diesel cairiam para os consumidores dos EUA, e elogiou os militares norte-americanos pelo que descreveu como uma vitória contra a Venezuela.

Em maio, Trump fez uma publicação retratando o país como 51° estado dos Estados Unidos.

O post, feito na rede social Truth Social, mostrava um mapa com parte da América do Sul, com o país preenchido nas cores da bandeira americana.

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Estados Unidos anuncia que acogerá a Flávio Bolsonaro y a su familia

El Gobierno de Donald Trump anunció este martes que acogerá al senador brasileño Flávio Bolsonaro y a su familia en Estados Unidos después de que este abandonara Brasil tras ser derrotado en las elecciones presidenciales frente a Luiz Inácio Lula da Silva.

"El Departamento de Estado expedirá visados a Flávio Bolsonaro y a sus familiares y les permitirá entrar en Estados Unidos", declaró a la prensa un alto cargo de la Administración bajo condición de anonimato.

El senador ultraderechista podrá entrar en territorio estadounidense pese a que la Policía Federal brasileña canceló este martes sus pasaportes ordinario y diplomático, después de que incumpliera la orden judicial de entregarlos en el marco de una investigación por presunta corrupción.

El anuncio se produjo después de que aliados de Bolsonaro aseguraran que el candidato derrotado había tomado un vuelo con destino a Estados Unidos, según informaron medios brasileños como O Globo y Folha de São Paulo.

El lunes, un día después de perder las elecciones frente a Lula, Flávio Bolsonaro recibió la orden judicial de entregar sus pasaportes en un plazo de 24 horas, además de la prohibición de abandonar el país.

La decisión fue dictada por el juez del Tribunal Supremo Alexandre de Moraes, quien también estuvo a cargo del proceso en el que Jair Bolsonaro, padre de Flávio y expresidente brasileño, fue condenado a 27 años de prisión por intento de golpe de Estado.

Flávio Bolsonaro está siendo investigado por el Supremo en una causa por presunto lavado de dinero, según los diarios O Estado de S. Paulo y O Globo.

El senador perdió la segunda vuelta de las elecciones presidenciales con el 48% de los votos, frente al 52% obtenido por Lula, unos resultados que el dirigente ultraderechista cuestionó durante la noche electoral.

Trump, aliado político de la familia Bolsonaro, afirmó este martes que las elecciones brasileñas fueron "fraudulentas", aunque, al ser preguntado sobre si tomaría alguna medida al respecto, respondió que él no gobierna Brasil.

Eduardo Bolsonaro, hermano de Flávio y exdiputado, permanece en Estados Unidos, donde se ha instalado tras declararse víctima de una persecución judicial.

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Bruno Guimarães perde pênalti, e Arsenal cai para time da Quarta Divisão

O Arsenal está eliminado da Copa da Liga Inglesa. O atual campeão inglês empatou com o Fleetwood em 1 a 1, nesta terça-feira (27), no Highbury, em Fleetwood, no tempo normal, e a decisão se encaminhou para a disputa de pênaltis. Nas cobranças, Bruno Guimarães desperdiçou a batida, e a equipe da League Two (Quarta Divisão Inglesa) avançou ao triunfar por 5 a 3.

Aaron Loupalo-Bi abriu o placar no primeiro tempo, e Viktor Gyokeres empatou para o Arsenal. Max Dowman foi expulso logo no início do segundo tempo, e os Gunners ficaram o resto da partida com um jogador a menos.

Bruno Guimarães custou mais de R$ 500 milhões aos cofres do Arsenal, que o contratou no meio do ano. O meia é titular absoluto da equipe comandada pelo técnico Mikel Arteta, mas nesta terça repetiu o erro que teve com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Em 5 de julho, o meio-campista perdeu um pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo na partida entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final do Mundial, em um lance defendido pelo goleiro Nyland. A equipe brasileira acabou eliminada da competição após derrota por 2 a 1.

Atual segundo colocado da Premier League, com 21 pontos, mesma pontuação do líder Manchester City (os Citizens levam a melhor no critério de saldo de gols, 11 a oito), o Arsenal volta a campo no próximo domingo (1º), contra o Liverpool, às 13h30 (de Brasília), no Anfield, em Liverpool.

A partida é válida pela nona rodada do Campeonato Inglês.

Premier League: clubes podem perder R$ 500 mi com veto a patrocínio de bets

 

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Análise: Netanyahu perdeu maioria, mas caminho de rival é complicado

Com as pesquisas de boca de urna em Israel indicando que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, possuem um caminho claro para obter uma maioria que lhes permita governar, o cenário de coalizões pós-eleição permanece totalmente em aberto.

Um impasse, um governo minoritário, um governo de unidade — ou até mesmo uma nova eleição — são, no momento, possibilidades plausíveis.

As notícias são ruins para Netanyahu. Seu bloco, composto por aliados ultraortodoxos e de extrema-direita, perdeu a maioria, passando de 68 cadeiras para apenas 50. As pesquisas de boca de urna projetam que seu partido, o Likud, manterá uma representação expressiva de 24 cadeiras, permanecendo como a maior legenda.

Ainda assim, o número está bem abaixo das 61 cadeiras necessárias para formar maioria no parlamento, que conta com 120 assentos. Para permanecer no poder, Netanyahu precisa, fundamentalmente, de uma coalizão.

O bloco de oposição detém, no papel, um número expressivo de 70 cadeiras; contudo, a realidade é que ele se encontra fragmentado e dividido, o que dificulta a definição de um caminho a seguir. Os partidos sionistas judaicos somam 52 cadeiras, enquanto os partidos árabes devem conquistar um recorde de 18 assentos — a maior representação árabe já registrada.

O partido Yashar, de Eisenkot, aparece nas projeções como a maior força dentro do bloco de oposição, com 22 cadeiras. No entanto, outros líderes partidários desse mesmo bloco descartaram a possibilidade de um governo que dependa de apoio árabe, o que complica significativamente qualquer tentativa de remover Netanyahu do poder.

A participação recorde do eleitorado árabe parece ser um dos aspectos mais marcantes destas eleições. Os cidadãos palestinos de Israel — que representam cerca de 20% da população do país — tradicionalmente registram taxas de comparecimento às urnas inferiores à média nacional. Na eleição de 2022, a participação árabe foi de 53%; desta vez, estima-se que tenha saltado para mais de 78%.

Esse movimento é interpretado como um voto de protesto contra o governo de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita: o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Por outro lado, a alta taxa de comparecimento eleva a exigência para os partidos menores, que precisarão de um número maior de votos para atingir a cláusula de barreira de 3,25%.

Vale ressaltar que as pesquisas de boca de urna são apenas projeções; o cenário pode sofrer alterações à medida que os votos reais forem contabilizados ao longo da noite.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Imprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

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Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters.

>> Flávio responde a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF); saiba mais

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Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o Infobae, da Argentina, que disse haver uma suspeita de que o senador teria embarcado com a família em um jato particular, em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão, porém, não foi confirmada pelo governo da Argentina.  

O La Nación, também da Argentina, destaca que fontes próximas ao senador afirmaram que os Estados Unidos estariam diretamente envolvidos na fuga.

O periódico diz ainda que, sob o governo de Donald Trump, o país norte-americano tem se tornado o refúgio do clã Bolsonaro e lembra que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também está nos EUA.

O jornal New York Times destacou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil depois de perder as eleições e após a Justiça determinar a apreensão de seu passaporte.

O espanhol El País lembrou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração. O jornal relembra que, em 2022, Jair Bolsonaro também não reconheceu a derrota e que viajou aos Estados Unidos antes da posse de Lula, mas acabou voltando ao Brasil.

O inglês The Guardian afirma que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos e que sua fuga pode selar o destino da extrema-direita brasileira.

O jornal cita que, além de Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. E que o ex-presidente está preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Paradeiro segue incerto

A fuga de Flávio Bolsonaro começou a ser noticiada pela manhã, por jornais argentinos. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação.

Depois, Marinho disse que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que “queria dar um tempo”.

Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
 

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“Não surpreende”, diz democrata da Flórida à CNN sobre fuga de Flávio

A fuga aos Estados Unidos do senador e candidato derrotado a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aos poucos começa a repercutir no meio político americano.

Aliados de Flávio relataram ao analista de Política da CNN Brasil Caio Junqueira que Flávio deve desembarcar no estado da Flórida nesta terça-feira (27), depois de ter recebido endosso do governo Trump para a viagem e uma sinalização para um potencial asilo político.

À CNN Brasil, a deputada estadual da Flórida Anna Eskamani disse que a fuga de Flávio não a surpreende.

“Não tenho nenhuma informação direta, mas, sabendo que o pai dele buscou refúgio aqui, isso não me surpreende”, disse a política democrata.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou para a Flórida no penúltimo dia de seu mandato presidencial, em 2022, depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

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Análise: Comunidade árabe pode definir eleição em Israel

As eleições em Israel registram a maior participação de eleitores da história do país. Segundo Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN, ao CNN 360°, dois fatores principais explicam esse fenômeno: a intensa mobilização dos partidos políticos e o aumento expressivo da participação da comunidade árabe.

Mobilização dos blocos políticos

Américo Martins destaca que tanto o bloco do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quanto a oposição, liderada por Gadi Eisenkot, estão promovendo uma ampla convocação de seus eleitores.

“Essa é uma eleição muito importante, definidora para o futuro de Israel”, afirmou o analista.

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O bloco de Netanyahu conta com o apoio de partidos de ultradireita e ultra-ortodoxos, enquanto a oposição, cujo QG é liderado por Gadi Eisenkot, mobiliza seus apoiadores com o objetivo central de promover uma mudança no poder.

O papel da comunidade árabe

O segundo fator determinante é a participação da comunidade árabe, que representa aproximadamente 20% da população israelense. Historicamente, essa comunidade tem baixa adesão ao processo eleitoral, mas desta vez se mobilizou de forma expressiva.

Um partido árabe e uma coligação de outros três partidos árabes realizaram uma grande movimentação junto à comunidade.

Além disso, a ala mais liberal dos partidos judaicos também incentivou o voto árabe, pois, como explicou Martins, “os votos deles podem ser muito importantes para, eventualmente, retirar Benjamin Netanyahu do poder”.

Diante desse cenário, Netanyahu passou o dia alertando que era “uma questão de vida ou morte” a participação do eleitor de direita e do eleitor ultra-ortodoxo, justamente por conta do alto número de participantes árabes.

O analista ressalta que o voto árabe não necessariamente implicaria a entrada desses partidos no governo, mas poderia se traduzir em apoio parlamentar à oposição.

Cláusula de barreira e formação de coligações

Américo Martins também explica que o aumento geral da participação pode alterar significativamente a distribuição de cadeiras no Knesset, o parlamento israelense, que conta com 120 assentos — sendo necessários 61 para formar maioria.

Com mais votos concentrados nos grandes partidos, como o Likud e o Yesh Atid, partidos menores podem não atingir a cláusula de barreira de 3,25%, e seus votos seriam redistribuídos proporcionalmente entre os demais.

“Nunca na história de Israel um partido sozinho conseguiu uma maioria desse tamanho”, destacou o analista, reforçando que a formação de coligações será inevitável.

Segundo as pesquisas, nem o bloco de Netanyahu nem o de Eisenkot deve alcançar a maioria sozinho, tornando os resultados desta eleição determinantes para o futuro político do país e com reflexos em todo o Oriente Médio.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Departamento de Estado dos EUA diz à CNN que emitirá vistos para Flávio

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, além de permitir a entrada deles no país, segundo confirmou um alto funcionário do órgão à CNN Brasil.

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, afirmou o funcionário.

Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).

Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.

Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.

O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.

O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.

“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.

No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.

“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.

 

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Técnico deixa o comando do Fenerbahçe após derrota e confusão no clássico

O Fenerbahçe comunicou, nesta terça-feira (27), a saída do técnico İsmail Kartal do clube. O treinador deixou o comando da equipe após a derrota para o Galatasaray por 2 a 1, nesta segunda-feira (26), pelo Dérbi Intercontinental, que terminou em confusão generalizada.

İsmail Kartal estava na quarta passagem pela equipe e, em 2026, conseguiu o feito de colocar o Fener na fase de liga da Champions League pela primeira vez desde a temporada 2008/2009. O turco regressou ao clube em junho deste ano e tinha contrato por um ano, até o final do ciclo de competições.

Comunicado oficial do Fenerbahçe

“O nosso treinador, İsmail Kartal, compartilhou com a nossa diretoria a sua decisão de deixar o cargo, e essa decisão foi avaliada em um clima de mútua compreensão e respeito após as reuniões realizadas.

Agradecemos a İsmail Kartal por sua dedicação, pelo esforço demonstrado e pelo seu compromisso com o Fenerbahçe.

Desejamos a ele sucesso em sua trajetória profissional.”

Kamuoyuna Duyuru https://t.co/OBQus4dmii

— Fenerbahçe SK (@Fenerbahce) October 27, 2026

Entenda a confusão no Dérbi Intercontinental

O Galatasaray venceu o Fenerbahçe por 2 a 1, nesta segunda-feira (26), pela oitava rodada do Campeonato Turco. Com o resultado, o Galatasaray garantiu a liderança do campeonato, com 22 pontos, dois a mais que o vice-líder Amed. Já o Fenerbahçe permaneceu com 16 pontos, na quinta colocação.

Vale lembrar que as duas equipes são grandes rivais e protagonizam o Dérbi Intercontinental, considerado um dos clássicos mais intensos e tradicionais do futebol mundial. Os dois clubes são de Istambul, na Turquia, mas cada um está localizado em continentes diferentes. O Galatasaray está situado na parte europeia, enquanto o Fenerbahçe fica na parte asiática da cidade.

Com esse contexto, os jogos entre os times costumam ser marcados por momentos de bastante rivalidade e brigas. No jogo desta segunda, a primeira discussão aconteceu com apenas 20 segundos em campo. Após puxão de Lukaku, do Galatasaray, em Bardakcı, do Fener, os jogadores se estranharam e rolaram até solicitações de cartão à arbitragem.

Entenda a demissão prévia de İsmail Kartal

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Kartal anunciou a saída do Fenerbahçe em 2026. Em 10 de setembro, após o final do duelo entre Fenerbahçe e Roma pela Champions League, finalizado em empate por 1 a 1, a torcida mandante iniciou uma série de protestos contra o técnico Ismail Kartal.

Durante as cobranças, o comandante teria sido atingido por uma garrafa de plástico vinda da arquibancada. O incidente fez com que ele pedisse demissão do cargo antes de iniciar a entrevista coletiva pós jogo.

Momentos após o comunicado de Kartal, Aziz Yıldırım, presidente do Fenerbahçe, também foi até a área de entrevistas do estádio para afirmar que não aceitaria a demissão e que o técnico da equipe seguiria no cargo. O clube ainda informou que o caso seguiria em investigação. Na ocasião, a rescisão de Ismail Kartal não foi oficializada e, até que a situação tivesse atualizações, ele seguiu no cargo.

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Trump volta a dizer que eleições no Brasil pareceram fraudadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas.

“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, disse Trump.

O presidente americano está em meio a uma intensa agenda de campanha pelo país antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente para incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso.

Em discursos que chegam a durar 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, vangloria-se do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.

Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:

O discurso econômico de Trump

No início do mês, Trump afirmou ter feito um “mau trabalho” ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.

No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.

Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a “guerra com o Irã” terminar.

Esse descompasso ficou evidente do lado de fora de um comício de Trump na zona rural do Kansas, onde Chester Daniel, um veterano militar de 90 anos e apoiador de Trump, afirmou que a economia ainda tem “um longo caminho a percorrer” para ajudar os trabalhadores.

“Preços? Altos demais! Nunca voltaremos aos patamares de quando tudo isso começou, mas eles precisam cair bastante”, disse Daniel. “Não sei como esses jovens conseguem sustentar suas famílias.”

Republicanos na defensiva e o mapa dos comícios

O roteiro de viagens de Trump revela o quão difícil será para os republicanos manterem o controle do Congresso, com o presidente sendo forçado a adotar uma postura defensiva, mesmo em redutos conservadores. Trump viajou duas vezes ao Texas em apoio a Ken Paxton, candidato republicano ao Senado; fez campanha para o senador republicano em exercício Roger Marshall, no Kansas; e esteve duas vezes em Ohio em apoio ao senador Jon Husted.

Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul. Ele tem uma visita ao Mississippi programada para segunda-feira (26).

Trata-se de locais onde os republicanos costumam vencer com facilidade — e não de campos de batalha eleitorais onde Trump normalmente dedicaria tempo durante as semanas cruciais que antecedem uma eleição.

Nas pesquisas, Paxton aparece ligeiramente atrás do democrata James Talarico, enquanto Marshall enfrenta um desafio considerável do democrata Adam Hamilton em um estado que não elege um senador democrata há quase um século. Em Ohio, Husted está atrás do ex-senador democrata Sherrod Brown, e, em Iowa, a candidata republicana ao Senado, Ashley Hinson, trava uma disputa acirrada contra o democrata Josh Turek.

Chama a atenção a ausência, até o momento — a menos de duas semanas do dia das Midterms —, de estados como Michigan, Maine, Minnesota e New Hampshire, que também registram disputas acirradas para o Senado. É provável que ele visite alguns desses locais em breve; há uma viagem programada para Michigan no domingo, e ele também mencionou planos de ir ao Maine.

O foco de Trump sobre o tamanho do público nos comícios

Trump transformou o tamanho do público em um tema recorrente de seus comícios durante o ciclo eleitoral de Meio de Mandato, descrevendo arenas lotadas e milhares de pessoas que, segundo ele, teriam ficado do lado de fora — o que ele apresenta como prova de sua popularidade contínua.

No entanto, a adesão real aos eventos de campanha nas últimas semanas tem sido irregular. Alguns comícios atingiram a capacidade máxima, mas sem qualquer sinal da multidão excedente descrita por Trump. Em outros, grandes setores de assentos permaneceram vazios, mesmo em locais de porte modesto.

“Faço isso todas as noites e, não importa aonde eu vá, é sempre a mesma coisa. São multidões enormes”, disse Trump em um comício na Carolina do Norte, na terça-feira. “Temos telões do lado de fora. Milhares e milhares de pessoas. Há algo muito especial acontecendo.”

O local estava lotado, mas não havia sinais de multidões do lado de fora esperando para entrar ou acompanhando o evento pelos telões. Em um comício realizado no dia 7 de outubro em San Antonio, no Texas, Trump afirmou que as filas do lado de fora da arena estendiam-se por duas milhas (aproximadamente 3,2 km), mesmo com grandes áreas vazias no interior do local.

O tamanho do público nem sempre é um indicador preciso de apoio político; contudo, Trump tem utilizado esse dado como um sinal de força, ainda que seu índice de aprovação tenha caído para 31% — o patamar mais baixo de todo o seu mandato presidencial —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada.

Trump não é candidato nas eleições de 3 de novembro. Para os candidatos republicanos, a questão é saber se o entusiasmo que ele desperta entre seus apoiadores pode se converter em votos para eles.

A França como um exemplo nas Eleições de Meio de Mandato

Trump tem usado frequentemente o presidente francês, Emmanuel Macron, como um contraponto em seus discursos de campanha, alegando ter forçado Macron — por meio da ameaça de impor tarifas sobre o champanhe (um produto de exportação francês muito popular) e outros bens — a aumentar os preços de medicamentos prescritos na França.

No entanto, na última semana, aproximadamente, Trump adotou uma nova narrativa sobre a França, apresentando os violentos distúrbios ocorridos no país nas últimas semanas como um alerta do que, segundo ele, poderia acontecer nos EUA caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato. Trump atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios a imigrantes e muçulmanos, seguindo uma estratégia já conhecida que tem marcado sua atuação política há mais de uma década.

“Que diabos aconteceu com a França?”, perguntou Trump a uma multidão em uma arena de competições agropecuárias em Clemson, na Carolina do Sul, na quarta-feira.

Vale notar que os protestos na França ganharam mais destaque nos discursos recentes de Trump do que dois outros grandes problemas de política externa que ele não conseguiu solucionar: a invasão da Ucrânia pela Rússia e sua “guerra” contra o Irã.

“Eles vão acabar, de um jeito ou de outro”, disse Trump sobre os dois conflitos durante o comício em Clemson. Ele não explicou como esses conflitos poderiam terminar, mas queixou-se de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na resolução de conflitos ao redor do mundo.

Trump e o foco no físico

Há muito tempo, Trump demonstra uma fixação pelo físico humano que vai além da metáfora do “corpo político”.

Nesta temporada eleitoral, Trump tem dado atenção especial a Husted, um ex-jogador de futebol americano universitário da Universidade de Dayton, de 59 anos.

Em comícios realizados em Ohio, Kentucky e Carolina do Norte, Trump expressou admiração pelo físico de Husted, chegando a comentar que os glúteos dele parecem “um amontoado de músculos”.

“Depois, olhei para as pernas dele e pensei: ‘Caramba, que pés grandes!’. Em seguida, observei seus ombros e dei um tapinha — cheguei a machucar a mão! Parecia um pedaço de aço. Eu disse: ‘Esse cara é um monstro!'”, relatou Trump.

Na sexta-feira, Trump teceu elogios semelhantes a Robert F. Kennedy Jr., seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, declarando em um comício na Flórida que o político de 72 anos “tem o corpo de alguém de 30 anos”.

Comentários desse tipo são recorrentes no repertório de Trump. Na reta final de sua campanha de 2024, ele aproveitou um discurso em um comício na Pensilvânia para contar uma história grosseira sobre as proezas — para além do golfe — da lenda do esporte Arnold Palmer. Ao longo dos anos, Trump tem focado frequentemente nos atributos físicos das pessoas, chegando, inclusive, a zombar do peso e da aparência de seus oponentes.

Trump considera que até alguns de seus amigos carecem de senso de moda — é o caso de Paxton, conhecido por seu visual desleixado.

“Pode ser que alguns não gostem do jeito que ele se veste”, disse Trump sobre ele durante uma convenção republicana em Dallas, em meados de setembro, acrescentando: “Eu não gosto”.

Isso, contudo, não impediu Trump de fazer campanha para Paxton. Ele retorna ao Texas na terça-feira (27) para participar de mais dois comícios.

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Un exjuez del Supremo francés pone en duda que Le Pen pueda presentarse a las presidenciales

El presidente de la Sala honoraria del Tribunal Supremo francés, Didier Guérin, expresó sus dudas sobre la posibilidad de que la líder ultraderechista Marine Le Pen pueda presentarse a las presidenciales del año próximo tras su condena por desvío de fondos del Parlamento Europeo. En una entrevista que publica este martes Le Monde, Guérin, que presidió la sala de lo criminal del Supremo entre 2014 y 2017 considera que en caso de que prospere el recurso en casación de la sentencia dictada en Apelación contra Le Pen en julio pasado la favorita de los sondeos no podrá concurrir a los comicios de abril-mayo próximo.

Según su tesis, si el Supremo anula el veredicto de Apelación, se aplicará el dictado en primera instancia el 31 de marzo de 2025, que condenaba a la líder ultraderechista a dos años de arresto domiciliario y a cinco de inhabilitación con aplicación preventiva. Le Pen fue condenada por desvío de fondos del Parlamento Europeo, tras haber pagado con fondos de ese organismo destinados a los asistentes parlamentarios a trabajadores del partido e, incluso, empleados domésticos.

El magistrado, uno de los mayores expertos judiciales del país, considera que el recurso al Supremo anula la sentencia en Apelación e impone la de primera instancia, por lo que de facto Le Pen está inhabilitada. Le Pen lanzó su candidatura después de que en segunda instancia el tribunal rebajara la pena a un año de arresto domiciliario y solo 15 meses de inhabilitación, que ya ha cumplido.

Guérin afirma que la jurisprudencia de la instancia a la que pertenece apoya su teoría, en contra de lo que piensan otros juristas, incluido el fiscal jefe del Supremo, Rémy Heitz. El magistrado del Supremo señala que la única posibilidad que tiene Le Pen de presentarse es, paradojicamente, que la instancia rechace los recursos de la sentencia y confirme su condena. En caso de que se retrase la decisión del Supremo más allá del 26 de marzo de 2027, fecha límite de validación de candidaturas para la primera vuelta del 28 de abril, la candidata ultraderechista no podrá optar a su cuarta carrera por el Elíseo, según Guérin.

Le Pen contraataca

Por su parte, Le Pen ha presentado una queja ante el Consejo Superior de la Magistratura francés contra el juez Guérin por sus declaraciones sobre su inelegibilidad, al considerar que vulneran el deber de reserva de los magistrados y contienen valoraciones de carácter político, según un comunicado de sus seis abogados. Los letrados de la dirigente ultraderechista sostienen que su interpretación contradice el derecho vigente sobre la ejecución provisional de las sentencias y los efectos de los recursos judiciales.

También señalan que el fiscal general del Tribunal Supremo ha defendido una posición contraria a la expuesta por Guérin. El comunicado, que Le Pen ha publicado en sus redes sociales, cuestiona además que un magistrado honorario se pronuncie públicamente sobre una decisión judicial propia y considere escenarios políticos futuros, incluida la posibilidad de que se impida su candidatura o se la destituya si resulta elegida.

Por ello, Le Pen ha solicitado al Consejo Superior de la Magistratura que recuerde a Guérin sus obligaciones deontológicas, al considerar que sus declaraciones exceden el ámbito jurídico y pueden comprometer la imagen de la institución judicial.

© EFE

Rassemblement National rally to launch Marine Le Pen's presidential campaign in Orleans
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La UE y Canadá abrirán en Montreal el debate sobre el estatuto de "miembro asociado"

La Unión Europea (UE) y Canadá empezarán a estudiar en la cumbre que celebrarán en Montreal el jueves y el viernes cómo será el estatuto del país norteamericano como "miembro asociado" del club comunitario planteado por la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen. La vigésimo primera cumbre UE-Canadá se celebrará en la ciudad quebequesa el 29 y 30 de octubre y a ella asistirá el presidente del Consejo Europeo, António Costa, además de Von der Leyen y una decena de comisarios europeos en representación de la Unión, así como el primer ministro canadiense, Mark Carney.

Para la UE, la cita será un "hito importante" en las relaciones entre las dos partes y allanará el camino para una asociación política "aún más amplia y profunda" y mayor cooperación. En concreto, se espera que en la cumbre los líderes de la UE y Canadá pongan en marcha una "Alianza para el Futuro", un marco para la prosperidad compartida y la seguridad económica, respaldado por nuevas iniciativas destinadas a fortalecer los lazos entre los pueblos, profundizar las relaciones económicas y reforzar su postura conjunta en la escena mundial.

El orden del día de la cumbre abarcará una amplia gama de temas: desde el comercio, el ámbito digital y las materias primas críticas hasta la defensa y la seguridad, pasando por la cooperación en los ámbitos de la educación, la investigación, la innovación y la juventud.

Estado miembro asociado

En cualquier caso, fuentes comunitarias dijeron que "es evidente" que uno de los temas principales de la cumbre será el debate sobre el planteamiento hecho por Von der Leyen el mes pasado -y acogido favorablemente por Carney- de que Canadá se convierta en el primer Estado miembro asociado de la UE, un estatus que no existe actualmente como categoría definida en los tratados europeos y cuyas implicaciones concretas están por negociar.

"Se trata de un territorio un poco inexplorado, pero creo que lo que queremos es, junto con nuestros Estados miembros, codo con codo, y junto con Canadá durante los próximos 12 meses, tener la ambición, la confianza, la creatividad y la visión para darle forma juntos (...). Es la forma más elevada de colaboración que se pueda imaginar. Por el momento, lo veo, francamente, como algo muy específico de Canadá", indicó un alto funcionario comunitario.

Otras fuentes comunitarias rechazaron que haya países de la UE que no estén a favor de la iniciativa: "No hay ninguna duda por parte de los Estados miembros en cuanto a su ambición respecto a esta relación. Todos los Estados miembros tienen claro que desean la asociación más estrecha posible con Canadá. Así que eso no se discute", dijo.

No obstante, reconocieron que "algunos Estados miembros tienen dudas porque se trata de un terreno inexplorado, y esa es precisamente la labor que habrá que realizar de aquí a la próxima cumbre" que tendrá lugar el año próximo. El alto funcionario enumeró tes pilares para esa membresía: definir más políticas conjuntas en clima, energía, inteligencia artificial, innovación o seguridad; que Canadá participe más en programas de la UE como Horizonte Europa, de investigación, o integrarse plenamente en Erasmus+, y, por último, aproximar más las instituciones de una y otra parte en favor de la gobernanza.

"Se trata de construir una asociación que se acerque más a la adhesión que cualquier otra cosa que hayamos hecho antes. Es claramente una asociación sin adhesión (...), con el objetivo de generar más prosperidad a ambos lados del Atlántico", resumió.

Materias primas críticas

La relación entre Canadá y la UE ya es estrecha en comercio, seguridad, defensa, investigación y cooperación tecnológica. Entre sus principales marcos figura el acuerdo comercial CETA, aplicado de forma provisional desde 2017, además de avances recientes en defensa, comercio digital y programas europeos concretos. Son ya desde hace tiempo socios estratégicos y comparten valores comunes, como la democracia, el compromiso con un orden internacional basado en normas y el comercio libre y justo.

Una de las áreas fundamentales en que la UE ve un "enorme potencial" es la de las materias primas críticas: ya ha habido un aumento significativo de las importaciones en la UE, y pueden aumentar por el "mecanismo de materias primas" comunitario centrado en facilitar la conexión entre proveedores canadienses de esos materiales y compradores europeos.

Otra idea en la que trabajan es en la de un posible almacenamiento conjunto de materias críticas, y la opción de que la UE tenga un acceso prioritario a las reservas canadienses, apuntaron las fuentes comunitarias.

© AP

France EU Canada
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Netanyahu gana las elecciones, pero sin mayoría para gobernar

El Likud, el partido del primer ministro Benjamin Netanyahu, se mantiene como primera fuerza política en Israel, con el 57% de los votos escrutados. Sin embargo, su bloque, integrado por partidos ultraortodoxos y nacionalistas religiosos, perdería la mayoría necesaria para revalidar el mandato. En total, el grupo obtendría 55 escaños, frente a los 49 que lograría la oposición, liderada por Gadi Eisenkot, según los datos del Comité Electoral Central.

La distribución por partidos elaborada por los medios nacionales otorga 27 escaños de la Knéset (Parlamento israelí) al Likud de Netanyahu, seguido de Yashar!, la formación de Eisenkot, con 21. En el bloque del actual mandatario, la distribución sería la siguiente: nueve escaños para Judaísmo Unido de la Torá y siete para Shas, ambos partidos ultraortodoxos; seis para Poder Judío y otros seis para Sionismo Religioso, las formaciones ultranacionalistas lideradas, respectivamente, por Itamar Ben Gvir y Bezalel Smotrich.

Por su parte, el bloque opositor suma, además de los asientos de Eisenkot: once de Beyajad, el partido de los ex primeros ministros Naftali Bénet y Yair Lapid; nueve para la socialdemócrata Los Demócratas y 8 para Israel Beitenu. Los partidos árabes son los únicos excluidos de estos bloques en un principio. La izquierdista Lista Conjunta rondaría los 12 escaños, mientras que el islamista Raam tendría 4.

Yashar! y Juntos, que han hablado de aliarse, apostaron anoche por un gobierno sin Netanyahu: tanto Eisenkot como Bénet prometieron tras los primeros sondeos a pie de urna hacer todo lo posible por formar un gobierno sionista sin Netanyahu. No obstante, al tener el Parlamento 120 escaños y, por tanto, estar la mayoría en los 61, ambos bloques (de no variar) necesitan el apoyo de los partidos árabes para formar un Gobierno estable.

Los partidos árabes celebran el resultado

Las dos formaciones árabes, la Lista Conjunta y Raam, celebraron anoche su elevado resultado en escaños de ambas formaciones gracias a un pico de participación de sus votantes, que vieron como un golpe de efecto al Gobierno. «Es un día histórico», aseguró el presidente de la Lista Conjunta, Yusef Yabarín. «La ciudadanía se ha pronunciado y depositado su confianza en nosotros de manera inequívoca. Nuestro mensaje es claro y contundente: ¡el ‘Gobierno de derramamiento de sangre’ debe marcharse!». El líder de la Lista Conjunta, que engloba los partidos de la izquierda árabes Jadash, Taal y Balad, aseguró que las formaciones árabes se han convertido en una fuerza «que no puede ser ignorada».

El ministro israelí de Seguridad Nacional y líder del partido ultraderechista Poder Judío, Itamar Ben Gvir, pidió esperar a los resultados definitivos. «La noche es joven aún», afirmó Ben Gvir durante su primera intervención tras la publicación de los sondeos.

La participación electoral fue muy elevada y se situó en el 77,7, según la Comisión Central Electoral (CCE), lo que supone un aumento respecto al 70,6% registrada en 2022, la mayor desde 1999.

«Miren, están advertidos. Los índices de participación en el sector árabe del sur, sin ir más lejos, son más altos que en el sector judío. Tienen que salir a votar», insistió el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, pidiendo que «nadie se quede en casa».

«Lo que está en juego, lo que está en la balanza, es la preservación de nuestro Estado judío: un Gobierno de derechas fuerte liderado por el Likud junto con todos nuestros socios, o un Gobierno de izquierdas, con partidos árabes, que acabará con el Estado de Israel», auguró repitiendo el «leitmotiv» de toda su campaña electoral: «Derecha o Palestina».

En respuesta, el partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, acusó a Netanyahu de intentar socavar la confianza en el recuento electoral y sentar las bases para cuestionar el resultado. «Netanyahu está entrando en pánico y ha comenzado a inventar historias y afirmar que están robando las elecciones. Esto no es un accidente. Ya está sentando las bases para cuestionar los resultados de las elecciones», advirtió el partido de Eisenkot en un comunicado.

Yashar instó a sus seguidores a lograr una victoria abrumadora sobre el Likud para no dejar espacio a Netanyahu para disputar el resultado que se conocerá a lo largo de esta madrugada.

El Likud presentó una solicitud formal ante la CCE para ampliar el horario de votación, argumentando que existía una gran congestión en los centros de votación de todo el país. Sin embargo, la máxima autoridad electoral israelí rechazó la petición.

Por su parte, la formación Pueblo de Israel, de Ofer Winter; el partido Poder Judío, del ministro de Seguridad Nacional, Itamar Ben-Gvir; y el partido ultraortodoxo Shas se sumaron a la petición del Likud para extender el horario una hora más. «Nuestros representantes sobre el terreno informan de una aglomeración inusual en los centros de votación», explicó Winter en un comunicado sobre la solicitud. «Esta situación corre el riesgo de impedir que los simpatizantes de los partidos ejerzan su derecho al voto. Debemos garantizar que el mayor número posible de votantes de Pueblo de Israel pueda depositar su papeleta», añadió.

"Robo de elecciones"

Netanyahu, quien busca mantenerse en el poder y hacer frente a la ofensiva de los partidos de la oposición –encabezados por la formación centrista Yashar, liderada por Gadi Eisenkot–, instó a los votantes de derecha a «correr a las urnas», advirtiendo sobre una alta participación en los sectores árabe y de izquierda. Recuperando una controvertida estrategia utilizada en elecciones anteriores, Netanyahu afirmó que «están intentando robarnos las elecciones», difundiendo acusaciones infundadas todavía de fraude electoral, especialmente en el sector árabe.

Netanyahu, con todo, no fue el único líder de partido que alegó fraude o presentó quejas ante la Comisión Electoral Central. Formaciones como Yashar (Juntos) de Naftali Bennett; Pueblo de Israel, Israel Nuestro Hogar, de Avigdor Liberman; Ra’am de Mansour Abbas; y el partido Reservistas-Económico, de Yoaz Hendel, denunciaron presuntas irregularidades, tales como la ausencia o el deterioro de papeletas, además de otros posibles intentos de interferir en la votación.

No obstante, la CEC afirmó que no existen pruebas de una manipulación sistemática de las papeletas y añadió que los casos denunciados de forma individual se están atendiendo de inmediato.

La Policía de Israel informó que tres agentes del partido árabe tradicionalista Ra’am habían sido detenidos bajo sospecha de sobornar a votantes. Un hombre también fue detenido en Tel Aviv tras intentar, al parecer, apuñalar a Yair Golan, líder del partido Demócratas, según informó la formación política. Si bien la Policía confirmó que sus agentes detuvieron a un sospechoso que se acercó a Golan portando un cuchillo, negó que se hubiera producido un intento de apuñalamiento.

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Barcelona é multado após Atlético de Madrid denunciar contato por Álvarez

O Barcelona recebeu uma multa de 602 euros (cerca de US$ 672) da Federação Espanhola de Futebol nesta terça-feira (27), após uma denúncia do Atlético de Madrid sobre o contato do clube catalão com o atacante Julián Álvarez.

O Atlético acusou o Barcelona de abordar o argentino, cujo contrato com o clube madrilenho vai até junho de 2030, sem notificá-lo previamente por escrito.

A punição está prevista no artigo 133 do regulamento da federação. O Atlético também apresentou uma queixa à Fifa, mas a entidade afirmou não ter jurisdição para analisar o caso.

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Para Álvarez, porém, o trabalho para reparar a relação com a torcida tem sido muito mais público.

Julián Álvarez pede desculpas à torcida do Atlético de Madrid

O atacante marcou o gol da vitória do Atlético sobre o Deportivo La Coruña no sábado (24), balançando as redes pela segunda partida consecutiva. Com o resultado, a equipe ficou a dois pontos do Barcelona, líder de LaLiga, antes de o argentino pedir desculpas por manifestar o desejo de defender o rival.

“Foi um erro. Entendo por que os torcedores estão bravos. Se eu fosse torcedor, também estaria. Principalmente considerando o apoio que eles me dão desde que cheguei”, afirmou Álvarez.

O jogador se referia a uma entrevista concedida durante a Copa do Mundo de 2026, na qual declarou que “queria realizar o sonho” de jogar pelo Barcelona. A fala desencadeou uma disputa envolvendo uma possível transferência, que se estendeu por toda a janela de transferências do verão europeu.

Vaiado com frequência pela torcida da casa nesta temporada, Álvarez recebeu aplausos de pé de parte dos torcedores após marcar no sábado. A reação foi um sinal de que a relação entre o atacante e os fãs do Atlético, no Estádio Metropolitano, começa a melhorar.

Iniesta revela querer treinar o Barcelona e pede Bola de Ouro para espanhol

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Netanyahu se adelanta en el recuento en unas elecciones sin un claro ganador en Israel

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Con cerca del 80% de los votos escrutados, el Likud de Beniamin Netanyahu se impone en las elecciones israelíes con 27 escaños, según la proyección del diario israelí Haaretz. Yashar, el partido del exjefe del Ejército Gadi Eisenkot, favorito en las encuestas, se quedaría en 20.

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Boca de urna em Israel mostra oposição ligeiramente à frente de Netanyahu

As pesquisas de boca de urna indicam que não há um vencedor claro nas eleições de Israel, com o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu principal adversário, Gadi Eisenkot, aparentemente sem um caminho definido para a vitória.

Porém, o bloco da oposição liderado por Eisenkot aparece ligeiramente à frente do bloco de Netanyahu nas sondagens feitas após o fechamento das urnas.

Segundo o Canal 12, o bloco de Netanyahu deve conseguir 50 cadeiras. Já o bloco de Eisenkot deve ficar com 52 cadeiras.

Os partidos árabes tiveram um desempenho melhor do que o que as pesquisas mostravam antes das eleições.

A Lista Conjunta conseguirá 10 cadeiras, enquanto o Ra’am sete.

*em atualização 

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Un tribunal iraní condena al aclamado cineasta Jafar Panahi a cinco años de cárcel y confisca sus bienes

Un tribunal de Teherán ha condenado este martes 'in absentia' al cineasta iraní Jafar Panahi a cinco años de cárcel, dos años sin poder salir del país ni publicar en redes sociales, y ha confiscado sus bienes y congelado sus cuentas.

El veredicto continúa la larga batalla legal a la que se enfrenta desde hace años el cineasta, que llegó a pasar tiempo entre rejas por ofensas contra el Estado hasta su liberación en 2010.

El abogado de Panahi, Mostafa Nili, ha asegurado a la agencia semioficial de noticias Isna y al diario reformista 'Etemad' que la sentencia parece estar relacionada con un nuevo caso (son ya tres las causas abiertas contra Panahi) y su cliente no ha sido notificado de la fecha de la audiencia sobre este último procedimiento, informa Europa Press.

Nili tampoco comprende por qué el expediente judicial del caso coloca a Panahi en el extranjero cuando es de dominio público que el cineasta regresó a su país el 10 de abril, en plenas hostilidades de la guerra de Irán.

© EUROPAPRESS

Un tribunal iraní condena al aclamado cineasta Jafar Panahi a cinco años de cárcel y confisca sus bienes
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Urnas fecham em Israel em disputa que vai definir futuro de Netanyahu

As urnas fecharam nesta terça-feira (27) em Israel, após uma eleição parlamentar que pode definir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O premiê tenta permanecer no cargo em meio a críticas de rivais políticos, enquanto as pesquisas pré-eleitorais indicam que seu bloco não deve conquistar a maioria das cadeiras no Parlamento.

O principal adversário, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, também não deve alcançar sozinho o número necessário para formar uma maioria.

Segundo o Comitê Central Eleitoral de Israel, órgão responsável pela organização e apuração do pleito, cerca de 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar. As eleições ocorrem em aproximadamente 12 mil seções eleitorais. O voto é permitido a cidadãos com mais de 18 anos e não é obrigatório no país.

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Esta é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura israelense consegue completar integralmente o período do mandato, sem uma dissolução antecipada. O resultado da votação será determinante para a composição do Knesset, o Parlamento israelense, que possui 120 cadeiras.

A eleição ocorre em meio às consequências do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início à atual guerra no Oriente Médio. Na ocasião, mais de 1.200 pessoas morreram e 251 foram levadas como reféns.

Em resposta ao ataque, o governo de Netanyahu lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Desde o início da guerra, mais de 75 mil pessoas foram mortas no território palestino.

Como funcionam as eleições em Israel? 

Israel funciona com um sistema parlamentarista e, por isso, tem um chefe de Estado e um chefe de governo. A função de chefe de Estado, marcada principalmente por obrigações cerimoniais e formais, é exercida pelo presidente, cargo atualmente ocupado por Isaac Herzog. Já a função de chefe de governo fica a cargo do primeiro-ministro, atualmente Benjamin Netanyahu.

No sistema parlamentarista, a direção dos assuntos de interesse público é atribuída a um gabinete ministerial formado no parlamento e liderado pelo premiê. O parlamento israelense é chamado de Knesset e reúne 120 membros, eleitos a cada quatro anos, em uma única câmara.

A população vota para eleger os integrantes do Knesset, que, por sua vez, escolhem quem será o primeiro-ministro. Para conquistar um assento no Parlamento, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos.

Nenhum partido jamais conquistou os 61 assentos necessários para ter maioria absoluta no Knesset e governar sozinho. Por isso, os governos costumam ser formados por coalizões, frequentemente instáveis.

O voto é facultativo e é um direito garantido a todos os cidadãos israelenses maiores de 18 anos. A votação é feita em cédulas de papel.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, é o principal rival de Netanyahu nas eleições.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

Com uma postura ainda mais linha-dura que a de seu antigo chefe, Lieberman deixou o governo em 2018, acusando o primeiro-ministro de ser brando demais com combatentes palestinos em Gaza. Desde então, tornou-se um dos críticos mais ferrenhos de Netanyahu.

Quais são as principais forças na disputa?

As principais forças que disputam a eleição são o Likud, partido de direita do premiê Benjamin Netanyahu, e o partido de centro Yashar, liderado por Gadi Eisenkot.

Netanyahu e o Likud governam o país desde 2009, com uma breve interrupção entre junho de 2021 e dezembro de 2022. Atualmente, o partido governa por uma coalizão com o partido Sionismo Religioso, do ministro das Finanças Bezalel Smotrich, defensor dos assentamentos na Cisjordânia, e com Poder Judaico, do ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, que propõe expulsar os palestinos de Gaza.

A coalizão também era integrada pelo partido Judaísmo Unido da Torá, que renunciou devido à disputa sobre o recrutamento militar obrigatório de judeus ultraortodoxos.

Analistas apontam que, para conseguir governar e para tentar garantir o apoio dos partidos Haredi e de siglas da ultradireita, Netanyahu fez várias concessões.

Em julho, a coalizão do Likud pressionou pela aprovação da isenção do recrutamento obrigatório para os ultraortodoxos, por exemplo. Já o Partido Sionista Religioso, de Smotrich, conseguiu que o governo aprovasse um pacote de centenas de milhões de dólares para financiar assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Em troca, esses partidos apoiaram várias iniciativas do governo, incluindo uma legislação para limitar a autoridade do procurador-geral e um projeto de lei para reformular as regras de radiodifusão no país.

Mesmo assim, as últimas pesquisas apontam que a coalizão do Likud pode não ter apoio suficiente de partidos sectoriais ou mais à direita para formar maioria.

Já o Yashar foi criado em 2025 pelo ex-chefe do Estado Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, escolhido pelo próprio Netanyahu e agora visto como seu principal concorrente. O filho de Eisenkot foi morto no conflito em Gaza, e o ex-chefe militar que integrava o gabinete de guerra de Netanyahu passou a criticar a conduta do governo por falta de uma estratégia clara.

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot projeta a imagem de um militar de carreira e outsider da política, buscando contrastar com as décadas de Netanyahu no poder. Mas ele não deve suavizar a política regional de Israel: o general foi uma figura central na elaboração da estratégia militar israelense de uso de força massiva, inclusive contra infraestrutura civil, como forma de dissuasão após a guerra do Líbano de 2006, além de ter participado do planejamento estratégico no início da guerra em Gaza.

Em terceiro lugar nas pesquisas aparece o partido Juntos (Beyachad), fundado pelo direitista Naftali Bennett e pelo centrista Yair Lapid.

Os dois formaram uma coalizão improvável em 2022 e interromperam 12 anos seguidos de governo Netanyahu, e agora uniram forças para fundar um partido. Eles apostam em reformas internas, inclusive sobre o serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos, mas também não devem adotar estratégias muito diferentes do atual governo para a segurança nacional e a política externa.

“O que Netanyahu tenta fazer agora é impedir que a oposição consiga mais de 60 parlamentares, a ponto de formar uma coalizão […] Ele também tem o desafio de levar às urnas os eleitores, principalmente os mais moderados, que estão descontentes com o desempenho do governo e com as grandes rupturas sociais causadas por ele”, afirma João Koatz Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e colaborador do Instituto Brasil Israel.

Para a oposição, essa tem sido considerada a eleição mais importante da história de Israel, explica o professor de Sociologia da UFRJ e Coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos, Michel Gherman.

“Ao que tudo indica, o nível de participação deve ser acima do normal entre grupos urbanos, seculares e árabes, que votam menos, normalmente. Já os grupos pró-Netanyahu têm estado menos entusiasmados e demonstrado menos confiança no Parlamento”, diz Gherman.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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João Pedro sofre lesão na coxa e desfalca o Chelsea por semanas

O atacante João Pedro, do Chelsea, deve ficar afastado dos gramados por algumas semanas após sofrer uma lesão na coxa durante um treino, informou o técnico Xabi Alonso nesta terça-feira (27), antes do confronto da equipe contra o Liverpool pela Copa da Liga.

O brasileiro de 25 anos ficou de fora da derrota de sábado para o Tottenham Hotspur após se lesionar durante um treino na sexta-feira.

“Ele sofreu uma lesão na coxa e ficará fora por algumas semanas”, disse Alonso aos repórteres. “Vamos ver quantas; não queremos fazer previsões, mas ele não estará pronto para os próximos jogos.”

João Pedro teve um início de temporada brilhante, marcando cinco gols e dando três assistências em sete partidas em todas as competições.

Alonso reconheceu a perda do jogador da seleção brasileira, mas afirmou que o Chelsea tem elenco suficiente para lidar com sua ausência.

O Chelsea enfrentará o Liverpool na quarta-feira pelas oitavas de final da Copa da Liga e receberá o Manchester United pelo campeonato no sábado.

Ex-Lazio acusado de ter 42 anos aos 17 desabafa sobre boatos

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Los bombardeos de Jordania en Siria tensan la relación por falta de coordinación militar

Los bombardeos efectuados en la noche del lunes por Jordania contra varias posiciones en el sur de Siria supuestamente vinculadas al grupo yihadista Estado Islámico (EI) abrieron una brecha entre ambos países entre acusaciones de falta de coordinación por parte de las autoridades de Amán y un balance con víctimas civiles, entre ellas niños.

El Ministerio de Exteriores sirio reprochó este martes al reino hachemita que llevara a cabo esa acción militar sin coordinación previa, la cual consideró "totalmente inaceptable" y una violación de la soberanía nacional siria. Jordania, por su parte, defendió su operación como una represalia por un atentado ocurrido el pasado viernes en una iglesia del oeste del reino, donde fueron asesinadas nueve personas y unas 40 resultaron heridas, y que atribuyó al EI, si bien la organización no ha reivindicado el ataque hasta el momento.

Desacuerdo en cifras y perfil de víctimas

Las autoridades sirias confirmaron la muerte de siete personas en los bombardeos lanzados por Jordania contra cuatro zonas distintas de la provincia meridional de Deraa, entre ellas tres niños y un anciano de 80 años, mientras que Amán aseguró haber acabado con más de una veintena de yihadistas del grupo Estado Islámico. La televisión jornada Al Mamlaka aclaró posteriormente las circunstancias de la muerte de una mujer y tres menores; según una fuente informada no identificada por la cadena, ella era madre de un integrante del EI y los niños eran sus sobrinos.

De acuerdo con este medio, la mujer y los niños vivían en una tienda de campaña próxima a un edificio abandonado de hormigón, escondite del presunto terrorista que fue atacado por la Real Fuerza Aérea Jordana. "El ataque aéreo tuvo como objetivo el edificio de hormigón y la fuerza de la explosión afectó a quienes se encontraban en la tienda, que no era un objetivo de las fuerzas armadas y no fue atacada", informó.

El ministro de Comunicaciones Gubernamentales y portavoz del Ejecutivo jordano, Mohamed Momani, lamentó en X las "bajas civiles" causadas en estos ataques y afirmó que se tomaron todas las precauciones posibles para evitar dañar a personas inocentes. Además, indicó que llevaron a cabo los ataques después de que se les agotara "la paciencia" ante "los movimientos de estas organizaciones terroristas y sus ataques contra la seguridad nacional".

Tensión diplomática

La operación jordana derivó en una reprimenda por parte del Ministerio de Exteriores sirio, que cargó contra los bombardeos jordanos por no haber sido coordinados de antemano y consideró que algunos "grupos sospechosos" estarían buscando tensar las relaciones con el país vecino, sin ofrecer detalles. Pese a ello, confirmó el establecimiento de un comité conjunto "urgente", tal y como adelantó Amán poco antes, con el objetivo de "monitorear las repercusiones de la operación contra el EI y fortalecer la coordinación en la lucha contra la organización terrorista".

Momani trató de rebajar la tensión con Damasco tras esta acción al asegurar su "orgullo por las relaciones fraternales que unen" a Jordania con Siria, así como "su compromiso de desarrollar estas relaciones en beneficio de ambos países hermanos". No obstante, tras los ataques aéreos, el paso fronterizo de Nasib que une ambos países fue cerrado por las autoridades sirias, que impidieron la entrada de camiones jordanos al país.

© EUROPAPRESS

Siria.- Jordania asegura haber matado a más de 20 miembros de Estado Islámico en sus bombardeos contra Siria
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