❌

Reading view

“A paciência atingiu o limite”: guardas prisionais marcam greve geral entre 17 de novembro e 3 de janeiro

Os guardas prisionais vão avançar com uma greve geral de quase mês e meio. O sindicato afirma que a paralisação deixará pelo menos 70% dos reclusos fechados nas celas durante 22 horas por dia. Em causa estão atrasos na regulamentação do trabalho extraordinário, promoções por concretizar e a falta de formação de chefias

  •  

Finlândia e Noruega levam mensagem de Zelensky a Putin, que recusa reunião imediata com líder ucraniano

Alexander Stubb e Jonas Gahr Støre transmitiram a Moscovo o desejo de Volodymyr Zelensky de se reunir com Vladimir Putin. O Presidente russo respondeu que só aceitará um encontro quando houver um acordo de paz pronto para ser assinado. O contacto marcou também o regresso das conversas diretas entre dirigentes europeus e o Kremlin, interrompidas desde julho de 2025

  •  

Romance “Vindima”, de Miguel Torga, transformado em filme e vai estrear em festival na Argentina

O filme “Vindima”, do realizador Luís Galvão Teles, vai ter estreia mundial em novembro no Festival de Cinema de Mar del Plata, em Buenos Aires, revelou a produtora Fado Filmes.

A longa-metragem, adaptada de um romance de Miguel Torga e com coprodução brasileira, integra a competição internacional do Mar del Plata, estando prevista a presença do realizador e da atriz Laura Dutra.

Inspirado no primeiro e único romance de Miguel Torga, publicado em 1945, o filme retrata um tempo de vindimas no Douro nos anos 1950, seguindo um grupo de trabalhadores, pobres, que “luta pela sobrevivência sob o jugo de um patrão brutal”.

“Numa terra onde impera o silêncio e a opressão, desejos proibidos irão destruir a ordem coletiva e empurrar patrões e trabalhadores para a tragédia e a inevitável mudança”, afirma a produtora na sinopse.

“Vindima” conta com interpretações de Maria de Medeiros, Miguel Borges, José Condessa, Joana Pialgata, Laura Dutra, Ricardo Pereira, Filomena Gigante, Marco d’Almeida, Sandra Faleiro, Diogo Infante e Ruy de Carvalho, entre outros.

Depois de Mar del Plata, “Vindima” integra, em dezembro, a programação do Tribeca Festival Lisboa.

De acordo com o festival argentino, na competição internacional está ainda a coprodução luso-brasileira “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr, e protagonizada pela atriz brasileira Grace Passô, no papel de uma mulher que se confronta com o fanatismo religioso ao regressar ao bairro onde cresceu.

O filme tem produção da Karõ Filmes, da dupla João Salaviza-Renée Nader Messora.

A 41.ª edição do Festival Mar del Plata decorrerá de 05 a 15 de novembro e no júri da competição de curtas-metragens está o programador Miguel Dias, do festival Curtas Vila do Conde.

O conteúdo Romance “Vindima”, de Miguel Torga, transformado em filme e vai estrear em festival na Argentina aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Associação acusa Governo de abandonar mulheres em menopausa

A Associação Portuguesa de Menopausa criticou hoje o desaparecimento das políticas públicas para a menopausa da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2027 do Governo, criticando a “forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres”.

“É uma forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres que não têm como controlar o seu bem-estar, a sua saúde e a sua capacidade. Os efeitos de menopausa afetam até 85% das mulheres – isso está determinado do ponto de vista científico. E essas não têm qualquer proteção do Estado e, pela segunda vez, o Estado nega-lhes essa possibilidade”, sublinhou, em declarações à Lusa, Cristina Mesquita de Oliveira, presidente da Vidas – Associação Portuguesa de Menopausa.

Em 2021, quando a associação foi criada, “pura e simplesmente não existia nenhum documento do Estado, nenhum projeto de lei, nenhum decreto de lei, nenhuma proposta de resolução” sobre menopausa e perimenopausa”, mas o “vazio total” acabou com a lei que aprovou o OE para 2025, explicou.

No documento previam-se “consultas de menopausa nos centros de saúde, comparticipação de todos os medicamentos prescritos e de hidratantes vulvares e vaginais não hormonais”.

O mesmo aconteceu no OE para 2026 mas, alertou a responsável, nada foi feito.

“O Governo incumpriu. O Governo entrou em incumprimento da lei e já era o atual Governo”, lamentou.

A presidente disse que, no início de 2026, a associação promoveu um evento internacional sobre Menopausa e Direitos Humanos, “onde esteve o Governo, a Direção-Geral de Saúde (DGS), a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, três ex-ministros da Saúde e o representante da atual ministra da Saúde”, tendo todos concordado que “é importante que a menopausa seja acolhida nas políticas públicas”.

“Ainda assim, chegamos ao momento em que o Governo apresenta o OE para 2027, e nada aconteceu”, afirmou Cristina Mesquita de Oliveira.

Embora as medidas inscritas nos OE de 2025 e 2026 não tenham tido aplicação prática, a presidente prefere que integrem a lei.

“Por isso, fizemos um périplo por todos os partidos com assento parlamentar, no sentido de darem a conhecer o que é que iriam propor face à ausência de políticas de menopausa no OE de 2027. E sobre quais eram as medidas que estariam disponíveis para propor, de maneira a pressionar o governo para incluir no OE as tais medidas de menopausa”, justificou.

Resultado: “Ainda não obtivemos resposta”, sublinhou, admitindo que ainda está a “decorrer o prazo” de debate do OE.

“Somos a única entidade que defende que todas as mulheres devem ter acesso a políticas de menopausa, consultas, medicamentos com participados e informação para poderem decidir. Não há outra organização institucional, outra organização em Portugal que o faça. Portanto, é muito importante que, para o OE de 2027, possam passar as medidas que já estiveram contempladas nos dois anteriores”, observou.

No contacto com mulheres na perimenopausa e menopausa, a associação constatou que perguntam sobretudo por que motivo “não há consultas de menopausa no Sistema Nacional de Saúde [SNS] e porque é que os medicamentos não são compartilhados, à semelhança de outros medicamentos para outras questões”.

Outra das preocupações da Associação é “a ausência total do Estado a regular uma informação segura e reconhecível a que as mulheres possam aceder para sentirem alguma segurança nas decisões que têm que tomar relativamente à sua saúde e à menopausa”.

O Governo entregou no início do mês a proposta de OE para 2027 na Assembleia da República, estando a votação final global marcada para 24 de novembro.

O conteúdo Associação acusa Governo de abandonar mulheres em menopausa aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Um morto em despiste de carro que caiu no rio Douro

Uma pessoa morreu hoje após a viatura em que seguia se ter despistado na Estrada Nacional (EN) 108, em Rio Mau, Penafiel, e ter caído ao rio Douro, revelou à Lusa fonte da Capitania do Douro.

O alerta foi dado às 15:03, acrescentou fonte do Comando Sub-Regional do Tâmega e Sousa, que revelou que, quando foi retirada do rio, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.

Segundo a fonte da capitania, que pelas 16:00 ainda não tinha informação sobre o género e idade da vítima, foram acionados mergulhadores para tentar encontrar eventuais outras vítimas na viatura despistada.

À mesma hora, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mantinham-se no local 29 operacionais, apoiados por 15 viaturas.

O conteúdo Um morto em despiste de carro que caiu no rio Douro aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Montenegro acusa PS, PCP e BE de quererem tirar “dividendos partidários” da “frustração real”

O primeiro-ministro acusou hoje PS, BE e PCP de quererem tirar “dividendos partidários” da “frustração real” de quem protesta nas ruas contra o custo da habitação e defendeu o novo regime jurídico do arrendamento que o Governo quer implementar.

Na abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República, Luís Montenegro admitiu a existência de uma crise na habitação, mas criticou os partidos que agem como se “tivesse começado hoje”.

“Senhores deputados socialistas, comunistas e bloquistas estão a pensar no seu próprio interesse particular para tirar dividendos partidários da frustração real de muitos cidadãos. Ao mesmo tempo que pretendem também, no seu interesse particular, ocultar a sua responsabilidade direta na atual situação”, criticou.

Montenegro disse não querer centrar o debate no “passa culpas”, mas afirmou querer “dar a oportunidade” a estes partidos de assumirem os seus erros “como a única forma de serem levados a sério para contribuir para soluções no futuro”.

“Se continuarem a destilar demagogia e oportunismo continuarão a não ser solução e continuarão a vossa viagem para a irrelevância política”, vaticinou.

Pelo contrário, acrescentou, o Governo tem primeiro-ministro tem “todo o respeito e compreensão aqueles que estão na rua de boa-fé”, referindo-se às manifestações das últimas semanas pelo direito à habitação.

Na sua intervenção, Montenegro defendeu a política do executivo PSD/CDS-PP em matéria de habitação, incluindo o novo regime jurídico do arrendamento, aprovado na generalidade e que aguarda discussão na especialidade.

“Com a reforma do regime do arrendamento, queremos mais confiança, porque mais confiança são mais casas no mercado de arrendamento”, disse.

O conteúdo Montenegro acusa PS, PCP e BE de quererem tirar “dividendos partidários” da “frustração real” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

PSP divulga vídeo para mostrar agressões aos polícias

A PSP divulgou hoje nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que “a violência não pode ser tolerada”.

“Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo”, escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

A PSP refere também que a missão da polícia “no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade”, acrescentando que privilegia “um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes” e procura “sempre o entendimento e a conciliação entre todos”.

A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos. Mas a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. pic.twitter.com/CXka72VuDi

— PSP – Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) October 27, 2026

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

O conteúdo PSP divulga vídeo para mostrar agressões aos polícias aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Montenegro defende PSP: “Tem sido especialmente cuidadosa e competente”

O primeiro-ministro elogiou hoje a atuação da polícia nas manifestações pelo direito à habitação, dizendo que atuou com proporcionalidade, e defendeu que “a PSP tem sido especialmente cuidadosa e competente” na reposição da normalidade.

Luís Montenegro falava na abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República.

O conteúdo Montenegro defende PSP: “Tem sido especialmente cuidadosa e competente” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou hoje aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE).

A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando que a medida pretende responder à falta de professores de 1.º ciclo que tem deixado muitos alunos sem aulas, em especial na zona de Lisboa.

“Nenhuma estrutura sindical se opôs ao documento, porque estamos entre a espada e a parede: entre alunos sem aulas de todo ou alunos a terem aulas com profissionais que querem ser professores, mas ainda não concluíram a formação pedagógica, optamos pelo mal menor”, explicou.

“Entre a espada e a parede” foi a expressão usada também pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

Ensinar crianças a ler, escrever e contar “exige metodologias muito específicas”, mas “neste momento, não há alternativa”, sublinhou Rosa Maria Sá, do SIPE, no final da reunião que decorreu hoje no ministério.

A responsável do SIPE lembrou que ainda existem professores de 1.º ciclo na lista de recrutamento, mas vivem muito longe das escolas onde são procurados: “Os incentivos para virem trabalhar para regiões onde o nível de vida é muito caro limitam imenso a aceitação dessas escolas”.

O MECI garantiu que esta alteração legislativa, que permitirá aos licenciados dar aulas antes de terem o mestrado e de fazerem o estágio, é uma “medida transitória”, até as escolas formarem os professores necessários.

Manuel Teodósio acrescentou que a tutela se comprometeu a deixar escrito no diploma que será exigido a estes professores fazer a formação pedagógica: “O ministério comprometeu-se a ministrar o mais rapidamente possível as pedagógicas a estes profissionais para obterem a profissionalização”.

A falta de professores nos restantes níveis de ensino levou a tutela a rever os requisitos de formação para permitir que pessoas com formação académica numa área distinta possam dar aulas, como por exemplo um engenheiro dar aulas de Matemática.

Sobre as mudanças agora anunciadas para o 1.º ciclo, a FNE diz ter recebido apenas na segunda-feira a proposta de alteração legislativa e por isso tem agora até sexta-feira para fazer chegar à tutela a sua posição final sobre as mudanças.

O plano do ministério é fazer com que o diploma entre “em vigor o mais rapidamente possível para resolver o problema de alunos sem professores”, disse Manuel Teodósio.

O conteúdo Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Portugal é o quinto país da União Europeia onde mais se morre nas estradas

Portugal foi o quinto país da União Europeia (UE) com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.

Segundo números divulgados hoje pela Comissão Europeia, morreram 578 pessoas em acidentes rodoviários em Portugal em 2025, o que, em termos proporcionais, corresponde a 51 mortes por um milhão de habitantes, a quinta taxa mais elevada entre os 27 Estados-membros.

No entanto, a tendência em Portugal tem sido positiva: quando comparado com os de 2024, estes números representam uma diminuição de 6% e, relativamente a 2019, uma queda de 16% nas mortes nas estradas.

Os únicos países onde a taxa de mortalidade é superior à de Portugal são a Letónia (64 mortes por milhão de habitantes), a Croácia (65), a Roménia (68) e a Bulgária (71).

Em sentido contrário, os Estados-membros onde se registam menos mortes na estrada são a Suécia (19 por milhão de habitantes), a Dinamarca (24), a Estónia (31) e a Irlanda (33).

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que, em 2025, se registaram 19.350 mortes na estrada em toda a União Europeia, menos 580 do que em 2024 (-3%) e 3.400 do que em 2019 (-15%).

“Embora este avanço significativo reforce a posição da UE como uma das regiões mais seguras do mundo em termos de segurança rodoviária, a maioria dos Estados-membros ainda não está no caminho certo para atingir o objetivo da UE de reduzir para metade o número de mortes e feridos graves nas estradas até 2030”, salienta o executivo comunitário.

Segundo a Comissão Europeia, apenas cinco países estão no caminho para atingir essa meta: a Bélgica, a Bulgária, a Dinamarca, a Polónia e a Roménia.

O executivo comunitário refere que, segundo os dados, as pessoas idosas são mais frequentemente vítimas de acidentes rodoviários do que as outras faixas etárias, ocorrendo a maior parte dos acidentes em estradas rurais, fora das zonas urbanas.

A Comissão Europeia destaca ainda que, “por cada vítima mortal de acidente rodoviário, estima-se que cinco pessoas sofram ferimentos graves”.

“Isto significa que cerca de 100 mil pessoas em toda a UE sofrem ferimentos graves em acidentes rodoviários todos os anos, com consequências significativas para o bem-estar físico e psicológico, bem como para a situação socioeconómica das vítimas e das suas famílias”, frisa o executivo.

O conteúdo Portugal é o quinto país da União Europeia onde mais se morre nas estradas aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Administração pública em greve no dia 20 de novembro

A Frente Comum convocou hoje uma greve nacional dos sindicatos da administração pública para o dia 20 de novembro. 

“Reafirmando que não aceitam o empobrecimento, a desvalorização profissional nem a destruição dos serviços públicos, o plenário de sindicatos da Frente Comum delibera avançar com uma greve geral dos trabalhadores da administração pública, no dia 20 de novembro”, lê-se na resolução do plenário que decorreu hoje em frente à Assembleia da República. 

Os sindicalistas exigem a negociação da Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2027, melhores condições de vida e de trabalho, bem como uma administração pública que sirva verdadeiramente as populações. 

Em declarações aos jornalistas, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, disse estar em causa “lutar contra um orçamento que destrói a administração pública” e que está “longe do interesse das populações”. 

“Neste sentido, não nos vemos com outra hipótese, que não seja fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que este orçamento não passe”, afirmou o líder sindical. 

Questionado sobre a escolha do dia para a realização da greve, Sebastião Santana disse ser estratégico por “permitir não ter uma greve de protesto, mas uma greve que pode ter consequências”.

A votação global do Orçamento do Estado (OE) 2027 está agendada para o dia 24 de novembro.  

Para que a greve seja desconvocada, o coordenador da Frente Comum disse ser necessário que o “Governo se sente à mesa, que pegue nas 83 propostas que entregamos no dia 30 de setembro e esteja disposto a negociar, que é tudo o que não fez”. 

“Este governo, pelos vistos, tem medo de quem se manifesta de todas as maneiras”, rematou Sebastião Santana, acrescentando que não está à espera que o anúncio da greve tenha alguma influência na marcação de reuniões. 

O conteúdo Administração pública em greve no dia 20 de novembro aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Seleção de futsal aposta na continuidade para defender título na Finalíssima

A seleção portuguesa de futsal apostou na continuidade do processo para disputar a segunda edição da Finalíssima, na qual defende o título, sem novidades na lista de 14 jogadores que foi hoje anunciada.

O guarda-redes Bernardo Paçó, que tinha sido dispensado do último estágio por lesão, está de regresso aos convocados, que contam apenas com uma saída, do guarda-redes Diogo Basílio (Elétrico), face ao limite estabelecido de 14 eleitos.

“Dar continuidade ao processo foi uma preocupação nossa muito evidente. Nós crescemos e melhorámos ao longo do último estágio, do primeiro para o segundo jogo. Não foi só isso, mas é o momento atual. Tem de ser sempre assim, escolher os 14 que, neste momento, estão melhores para representar o futsal português. A proximidade temporal entre dois estágios terá sempre alguma influência”, realçou o selecionador luso, Jorge Braz, em conferência de imprensa, na Cidade do Futebol.

A equipa das ‘quinas’, que venceu a edição inaugural, em 2022, encara a Espanha, atual campeã europeia, nas meias-finais, em reedição da final do último Europeu, com Brasil e Argentina a defrontarem-se no outro jogo das meias-finais do torneio.

“É uma competição onde estão as quatro atuais melhores seleções do mundo. A expectativa é jogar a final, mas etapa a etapa. Primeiro, nós estamos preocupados com a Espanha. O último encontro entre nós não nos foi favorável. Partimos com a ambição de poder jogar o jogo decisivo, que nos dá a oportunidade de disputar o troféu. Este é o pensamento honesto, claro e transparente”, expressou o treinador.

Entre os futsalistas presentes, o ala Rúben Teixeira, do Sporting, é o único que se irá estrear em fases finais, mas Jorge Braz recusou diferenciar a carga competitiva dos restantes jogos, alertando para as dificuldades do formato reduzido da prova.

“São jogos a eliminar, num período muito curto, com a viagem, a adaptação e uma preparação muito reduzida. Queremos estar no jogo das decisões e as sensações são extremamente positivas. O que conquistámos no passado orgulha-nos muito e orgulha todo o futsal português, mas nada é mais importante do que aquilo que podemos conquistar no futuro. É com esta ambição que nós estaremos a disputar mais um título para o futsal português. Nós vamos com a vontade toda”, salientou.

Os vice-campeões europeus concentram-se no domingo à noite nas instalações da Cidade do Futebol, em Oeiras, tendo viagem marcada logo na manhã seguinte para o Brasil, onde se disputará a Finalíssima, entre os dias 06 e 08 de novembro.

Com jogos marcados para a Arena Niterói, Portugal e Espanha abrem o torneio no dia 06, às 18:30 locais (21:30 em Lisboa), com Brasil e Argentina a defrontarem-se pelas 21:30 (00:30). A final e o jogo de atribuição da medalha de bronze serão no dia 08.

Lista de 14 convocados:

– Guarda-redes: André Correia (Benfica) e Bernardo Paçó (Sporting).

– Universal: Diogo Santos (Sporting).

– Fixos: André Coelho (Benfica) e Tomás Paçó (Sporting).

– Pivôs: Hugo Neves (FF Napoli, Ita) e Rúben Góis (Benfica).

– Alas: Afonso Jesus (Benfica), Pany Varela (Benfica), Kutchy (Benfica), Lúcio Rocha (Benfica), Pauleta (FF Napoli, Ita), Rúben Teixeira (Sporting) e Silvestre Ferreira (Benfica).

O conteúdo Seleção de futsal aposta na continuidade para defender título na Finalíssima aparece primeiro em O MINHO.

  •  

CP alerta para perturbações na circulação a partir de quinta-feira devido à greve

A CP – Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras.

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP vão cumprir a 30 de outubro um dia de greve por melhores condições de trabalho.

“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI, para dia 30 de outubro, preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e no dia seguinte”, lê-se numa nota no ‘site’ da CP.

Os clientes que já compraram bilhete para os serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional ou Regional podem pedir o reembolso total do mesmo ou a sua troca.

Na semana passada, Luís Bravo do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), disse à Lusa que a greve de 24 horas visa a valorização do trabalho e “dignidade das suas condições de vida”, agravada pelo aumento dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e a subida dos preços do gás e da eletricidade.

O SFRCI pede “que a CP e o Governo adotem medidas concretas e eficazes que permitam recuperar o poder de compra perdido, valorizar os trabalhadores ferroviários e garantir condições de vida dignas a quem assegura diariamente o funcionamento de um serviço público essencial ao país”.

Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsídio de deslocação/transporte ainda durante o ano de 2026, com efeitos retroativos a julho, de forma a compensar o aumento extraordinário dos custos de mobilidade.

Por outro lado, reclamam a conclusão das negociações relativas à valorização do trabalho prestado em dias de descanso não compensado, a publicação imediata do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) de todos os acordos salariais e regulamentares atualmente em vigor e a abertura urgente de negociações para a revisão do Acordo de Empresa e do Regulamento de Carreiras.

Os trabalhadores exigem também a publicação em BTE dos aumentos salariais alcançados em 2025 e 2026 e dos diversos acordos bilaterais atualmente em vigor.

Denunciam igualmente que “a imagem e o profissionalismo dos seus trabalhadores perante os passageiros e opinião pública estão a ser injustamente afetados pelos sucessivos atrasos provocados por problemas na infraestrutura ferroviária”.

Por isso, o sindicato quer “a adequação dos horários dos comboios às condições reais da infraestrutura sempre que se verifique, de forma sistemática, a ocorrência de atrasos significativos, evitando a degradação da qualidade do serviço prestado e a exposição injusta de trabalhadores perante os passageiros”.

Os trabalhadores vão assegurar a prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações em todas as vertentes.

O conteúdo CP alerta para perturbações na circulação a partir de quinta-feira devido à greve aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Seguro sobre carga policial nos protestos pela habitação: “Não gostei do que vi”

O Presidente da República apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca a violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

“A cultura portuguesa é uma cultura de diálogo. Não é uma cultura de violência, nem é uma cultura de confronto. Não gostei do que vi nas imagens recentes, designadamente em Lisboa, no passado sábado”, afirmou António José Seguro aos jornalistas, no fim de uma visita à Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), em Lisboa.

“Não gostei do que vi tal como, estou convencido, a maioria dos portugueses, porque não são imagens normais para uma democracia consolidada”, considerou o chefe de Estado, que apelou a que se recorra ao “diálogo como solução para os problemas e nunca a violência”.

Numa declaração aos jornalistas, antes de responder a perguntas, António José Seguro referiu que “desde as sete da manhã desse domingo” tem estado “sempre atento, preocupado, a recolher a informação, a exigir as informações” e que na segunda-feira se reuniu com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e “este foi um dos temas que foi falado”.

“Esse é o papel do Presidente da República”, defendeu.

Interrogado, a seguir, se estava a condenar a atuação da PSP, o chefe de Estado respondeu: “O que eu estou a dizer é que não gostei do que vi porque a violência não faz parte da cultura portuguesa. Quanto à atuação das autoridades, estão a decorrer inquéritos. Os inquéritos devem apurar se houve desvios ao Estado de direito ou não”.

“O Presidente da República deve respeitar esses inquéritos. Deve pedir todas as explicações, deve exigir todas as explicações – foi aquilo que eu fiz – e, naturalmente, deve aguardar pelos resultados. Ninguém julga antes de saber quais são os factos”, argumentou.

O conteúdo Seguro sobre carga policial nos protestos pela habitação: “Não gostei do que vi” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Avaliação bancária da habitação bate recorde de 2.278 euros/m2 em setembro

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.278 euros por metro quadrado em setembro, mais 24 euros do que no mês anterior e 14,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.

O Oeste e Vale do Tejo foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,6%), tendo-se registado a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-3,2%).

Já em comparação com setembro de 2025, a variação mais acentuada aconteceu na Península de Setúbal (18,4%), não se tendo observado qualquer redução.

O conteúdo Avaliação bancária da habitação bate recorde de 2.278 euros/m2 em setembro aparece primeiro em O MINHO.

  •  
❌