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Reeleição de Lula ultrapassa fronteiras e mobiliza o “L” em países europeus

Ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no último domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou um paradigma: tornou-se o primeiro candidato ao Planalto a terminar o primeiro turno da eleição atrás de seu adversário e, ainda assim, superá-lo na segunda rodada do pleito.

Lula garantiu um inédito quarto mandato como presidente ao receber 64.256.232 de votos (51,79% dos válidos). Ao mesmo tempo, seu oponente obteve 59.826.041 (48,21% dos válidos). Na primeira etapa da eleição, no entanto, Flávio havia conquistado 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.

Para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o triunfo de Lula é resultado de uma mobilização civil há muito tempo não vista no campo progressista no país.

De acordo com o cientista político Rafael Cortez, em alguma medida, “a esquerda, quando encontrou a melhor maneira de se organizar, ou lidar com redes sociais e o potencial de mobilização que tem, conseguiu se mobilizar e ir para as ruas depois de um longo período em que as ruas pareciam não ser mais domínio progressista no Brasil“.

A jornalistas, o próprio presidente Lula afirmou que, no segundo turno, “a população assumiu a responsabilidade de dizer que a eleição é uma coisa de quem se preocupa com o país“. Segundo aliados do petista, ele mesmo teria se surpreendido com as mobilizações “orgânicas” que ocorreram nas últimas semanas de campanha.

A reeleição do petista vai na contramão do que acontece na América do Sul, que elegeu nomes da direita como Javier Milei, na Argentina, Santiago Peña, no Paraguai, e Rodrigo Paz, na Bolívia. Ainda segundo Cortez, por essas razões, a vitória de Lula “ultrapassa as fronteiras internacionais“.

“Isso tem a ver com esse problema em comum que as democracias contemporâneas e o setor progressista, em particular, estão enfrentando, e além do fato da vitória do Lula representar uma resistência ao trumpismo, sobretudo pensando no contexto da América do Sul e América Latina“, explica.

O cientista político Mauricio Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, corrobora a ideia no que diz respeito ao impacto internacional da eleição brasileira: “Diante de uma crise global da democracia, o Brasil foi um dos poucos países em que a extrema-direita foi derrotada nas urnas”.

“Neste ano, isso só aconteceu na Hungria e na Sérvia, mas que não têm a mesma expressão política e econômica do Brasil, que é uma das dez maiores economias do mundo“, emendou.

A partir das proporções que tomaram os atos públicos e manifestações realizadas no Brasil em prol de Lula e do ineditismo da virada, líderes políticos internacionais passaram a adotar o sinal do “L”, feito com as mãos e utilizado por manifestantes e eleitores para demonstrar apoio ao candidato petista.

A catalã Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e ativista social, compartilhou nas redes sociais, pouco depois do resultado do segundo turno, um vídeo em que pede para que apoiadores “façam o L”.

Em ato na cidade espanhola, ela declarou: “Vamos levantar o braço com o L de Lula, pela esperança, Palestina livre, por Lula no Brasil, pela esperança e pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras!”.

Na avaliação do professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudtiz, “o gesto de ‘fazer o L’ ultrapassou seu significado original de apoio a Lula e começou a funcionar como um símbolo de identificação política internacional. Entretanto, mais importante que o símbolo, é a experiência de mobilização eleitoral brasileira”.

“A campanha mostrou a capacidade de combinar mobilização da sociedade civil, manifestações de rua e utilização intensiva das redes sociais para ampliar o engajamento político. Essa combinação despertou interesse de movimentos europeus que enfrentam desafios eleitorais semelhantes, especialmente na Espanha e na França“, completou.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, usou as redes sociais para exaltar a vitória de Lula: “Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar!”, escreveu.

¡Gran victoria de @LulaOficial! Lo que ha pasado en Brasil, pasará en España. La remontada del progresismo global acaba de comenzar.

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 26, 2026

O presidente francês, Emmanuel Macron, seguiu os passos do colega espanhol: “A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo“, registrou.

Toutes mes félicitations @LulaOficial pour ta réélection. La France et le Brésil ont beaucoup à construire ensemble. Face aux grands défis de notre temps, renforçons notre partenariat stratégique et faisons vivre l’amitié entre nos deux pays au service d’un monde plus juste.

— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 26, 2026

Gunther ressalta também a dimensão do papel do Brasil no contexto global: “Estamos falando de uma das maiores democracias do mundo, e o resultado de uma eleição presidencial brasileira tem repercussões que ultrapassam a América Latina. A vitória de Lula ganha ainda mais significado por ocorrer em um contexto internacional de crescente polarização política“.

No entanto, ele ressalta que “cada país tem suas próprias condições políticas, econômicas e sociais”.

“O que o resultado brasileiro oferece, neste momento, é uma referência política e uma experiência de mobilização que outros movimentos podem tentar adaptar às suas realidades“, concluiu.

 

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WATCH: Defeated Brazilian candidate Flávio Bolsonaro arrives in U.S. amid investigation

The stunning move came after 48 hours in which Bolsonaro refused to concede to Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva and then threatened to attempt to annul the election result. He is under investigation by Brazil's Supreme Court for alleged corruption, money laundering and tax evasion in two cases.

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Brasil: convulsão social à vista

Lula vence com ajuda do STF e promete transferência de renda. Flávio contesta, Senado bolsonarista pode fazer impeachment. Convulsão social à vista.

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Em 2002, Lula ganhou pela primeira vez a eleição com o slogan “A esperança venceu o medo”. Seus adversários alegavam que Lula seria uma espécie de Che Guevara no poder e faria os investimentos correrem – nada mais distante da realidade, pois o presidente é amado pelos banqueiros. De todo modo, não há contraste maior do que aquele entre a primeira e a última vitória de Lula. Nesta, as magras e pouco convincentes propostas de Lula logo deram lugar a uma campanha do medo. Flávio ia acabar com o Bolsa Família, cortar as aposentadorias e até tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil – coisa que só o Papa tem poder para fazer.

Essa é a versão popularesca da campanha do medo, e é a mais racional. A versão de classe média alegava que os gays iam ser impedidos de existir; as mulheres, de abortar; e a democracia acabaria. Democracia, no caso em tela, é um conceito esotérico de difícil apreensão. Se a maioria do povo brasileiro é contra o aborto – que, em tese, já é proibido no Brasil –, então a coisa democrática é justamente impedir as mulheres de usarem o aborto como método contraceptivo. A vermos o surto histérico de parte da classe média brasileira, fica-se com a impressão de que uma Era de Aquário do Mal poderia começar caso Flávio vencesse as eleições.

As coisas iam muito bem para Flávio até as 13h22 do dia 25 de outubro. Flávio venceu o primeiro turno com uma vantagem de 2.224.965 votos sobre Lula, e tinha esperanças de herdar boa parte dos votos dos quatro candidatos terceira via, que é majoritariamente antipetista. Os três candidatos antipetistas somados tiveram 5.607.483 votos. O escritor de autoajuda Augusto Cury teve 3.448.569 votos, e os institutos de pesquisa indicavam que os votos dele seriam divididos entre Flávio e Lula no segundo turno. Assim, seria razoável esperar que Flávio ganhasse uns 7 milhões de votos no segundo turno. Lula, por outro lado, contava com a redução da abstenção para reverter o quadro. Expectativa pouco ou nada realista.

Até o início da campanha, Lula nada tinha para oferecer ao povo além de um dia extra de descanso para trabalhadores de carteira assinada, a revogação de um imposto que ele mesmo criou e o fim das apostas que ele mesmo regulamentou. Durante a campanha, ele deu o primeiro aumento em três anos ao Bolsa Família, o programa neoliberal de transferência de renda que o transformou num símbolo da esquerda brasileira, e, perguntado sobre o porquê da demora, disse que não sabia que não houve aumento, e quando descobriu, aumentou. O aumento sequer estava previsto no orçamento. Além disso, prometeu um depósito de 5 mil reais para pequenos empreendedores e uma mesada de 400 reais para estudantes universitários – sendo que o país já está com dívida pública alta e juros de 13,75% ao ano.

O estilo lulista de fazer política foi explicitado mais uma vez no último debate presidencial: tudo o que ele promete é transferência de renda, e toda a sua retórica se baseia em divisão social. Lula chegou ao ponto de dizer que só um presidente nascido no Nordeste poderia cuidar da região, pois as pessoas do Sul e do Sudeste desdenham o Nordeste. Toda crítica a um governo que passou quase 20 anos no poder é interpretada como ódio aos pobres. Lula se coloca como um pobre apenas porque nasceu nessa condição, mas é o único pobre do mundo a ganhar de um banqueiro um uísque Macallan de meio milhão de reais (80 mil euros). Perguntado por Flávio se ele gostaria de pedir desculpas aos brasileiros endividados, Lula afirmou que quem tem que pedir desculpas é a elite.

Diante dessa estagnação incontornável e deliberada, o fato político mais relevante da campanha de Flávio talvez tenha sido a adesão de Roberto Mangabeira Unger e de Aldo Rebelo, dois ex-ministros de Lula. Aldo Rebelo, em virtude da questão ambiental, já havia se aproximado muito do bolsonarismo, então sua adesão em 2026 não é uma surpresa. Mangabeira Unger, porém, é um professor de Harvard que sempre foi próximo do PDT, m partido de esquerda que recentemente se tornou satélite do lulismo, mas que até pouco tempo atrás era desenvolvimentista. Para que as figuras políticas de esquerda campeãs do desenvolvimentismo se aliem todas ao bolsonarismo, falta apenas Ciro Gomes, e foi o assessor dele, Gustavo Castañon, que organizou o encontro entre Flávio, Aldo e Mangabeira, tendo este último pegado um avião nos Estados Unidos para este fim.

Às 13h22 do dia 25, porém, o otimismo da campanha de Flávio começou a fazer água porque o PT pediu ao Tribunal Eleitoral que a votação em algumas cidades da Bahia fosse prorrogada até as 19 horas. As eleições no Brasil vão das 8 às 17h do horário de Brasília, e uma rápida apuração das urnas eletrônicas se segue. A razão do pedido era o suposto complô de prefeitos apoiadores de Flávio para tirar os ônibus da rua e impedir os eleitores de votar. No entanto, os ônibus atrasaram em Salvador porque sindicalistas petistas fizeram um “adesivaço”: quando os ônibus ainda estavam na garagem, colaram adesivos do PT, e se os ônibus circulassem assim, isso configuraria crime eleitoral. Como a circulação de ônibus é assunto da prefeitura, foi a prefeitura que reteve os ônibus para tirar os adesivos, mas até as 10h30 o trânsito já havia sido normalizado (fora que as seções eleitorais ficam a uma curta distância do endereço do eleitor na hora do cadastro do título, e pode ser mudada depois caso o eleitor queira).

Salvador é uma área que dá muitos votos ao PT. Assim, a campanha de Flávio também pediu que as chuvas em cidades de direita fossem pretextos para retardar a eleição naqueles locais. Depois o PT foi direto ao Supremo Tribunal Federal pedir que as eleições fossem prorrogadas em todo o país. O sistema inauditável do STF sorteou o ministro Zanin, ex-adovado pessoal de Lula, que concedeu a prorrogação às 17h05, depois de muitas urnas já terem sido fechadas e desligadas – sendo vedada a sua abertura.

Por fim, veio a apuração, que aconteceu numa ordem diversa da habitual (os votos do Nordeste costumam entrar por último, por exemplo, então numa eleição brasileira normal a direita começa bem e vai derretendo no final da apuração). Para espanto generalizado, Lula melhorou de desempenho em todas as regiões do país. Flávio ganhou apenas 3.721.538 novos votos (o razoável era esperar uns 7 milhões da terceira via), e Lula conseguiu ganhar inacreditáveis 10.376.694 novos votos.

Flávio anunciou que vai pedir a anulação do segundo turno, mas é pouco provável que consiga algo, já que o grande problema do Brasil no presente momento é justamente a confiabilidade do Judiciário – que trata questionamentos às urnas como atentado à democracia.

Justamente pelo fato de que o STF é percebido por grande parte da população brasileira como o maior problema do país, Flávio se empenhou em eleger senadores para poder votar impeachment de ministros do Supremo. E conseguiu: ano que vem, o Senado terá 45 senadores bolsonaristas, o que é mais da metade. Dada a insatisfação da população com o Supremo, não é implausível que eles consigam totalizar 54 votos (dois terços do senado) para tirar no mínimo um ministro.

Lula já governa com o apoio do Supremo para ignorar as casas legislativas e censurar a população. Quando a crise econômica vindoura se somar à política (imagine o leitor que a partir do ano que vem as empresas vão pagar o imposto tão logo recebam seus pagamentos da clientela), o Brasil deve passar por uma convulsão social e enfrentar uma onda repressiva. Não será fácil o fim da Nova República. No presente momento, uma criança já pagou com a sua saúde: numa favela carioca dominada pelo tráfico, as vítimas da sociedade comemoraram a vitória de Lula com fogos e tiros, dos quais um atingiu uma menina.

Muitos antissionistas exigem que o Brasil vote em Lula por causa das crianças da Palestina. Pelo jeito, só as crianças palestinas importam; as brasileiras, jamais.

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Bolsonaro leaves Brazil for US after losing to Lula

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro has left the country for the United States after losing Sunday’s presidential election, three sources said, with the US State Department due to grant him and his family entry visas.

Bolsonaro, who has yet to concede to leftist incumbent Luiz Inacio Lula da Silva, left Brazil after refusing to comply with a Supreme Court order to surrender his passports.

The ruling relates to a money laundering probe in which he denies wrongdoing.

The location of Flavio, his wife and two daughters was not immediately clear. One source close to the family said Flavio had landed in Florida, but declined to say where.

“The State Department will issue visas to Flavio Bolsonaro and his family and allow them entry into the United States,” a senior State Department official said.

Bolsonaro’s departure deepens Brazil-US tensions

Bolsonaro’s departure threatens to deepen a rift between the two most populous nations in the Americas. Lula has accused Washington of colluding with the Bolsonaros to put them back in power, and Reuters reported ahead of Sunday’s election on a US State Department campaign to restore them to office.

US President Donald Trump told reporters on Wednesday that he would approve of Flavio Bolsonaro coming to the United States.

“Well, I would approve. I think they’re fine people. The election was very strange, and I thought it was terrible. It’s gotten bad reviews. You look at what happened to their market”, Trump said.

“I think it’s so terrible to see it. I didn’t take sides, you know. I know them both. I know Lula. I know Flavio a little bit. I know the father very well. The father was treated really badly. I thought, but I wasn’t involved. That’s Brazil. It’s a different country”, he said.

Trump has previously alleged Flavio’s father, former President Jair Bolsonaro, was a victim of judicial persecution in Brazil. The elder Bolsonaro also went to the United States after refusing to concede to Lula in 2022, when former US President Joe Biden was in office. He eventually returned but was later given a 27-year sentence for plotting a coup after his supporters stormed government buildings in Brasilia.

Lula, speaking in Brasilia, said he had just heard that Flavio had left the country, and called it shameful, saying he should have stayed in Brazil and proved his innocence.

Bolsonaro had been favored to win Sunday’s presidential election but ended up losing in a shock result.

Supreme Court ordered Bolsonaro to surrender passports

On Monday, he was given 24 hours to surrender his passports, which were canceled after the deadline lapsed, two sources said. In a court ruling seen by Reuters, the Supreme Court cited the risk of Bolsonaro fleeing Brazil and his “significant financial resources” in ordering his passports seized.

Bolsonaro, who loses his immunity from prosecution when his Senate term ends in February, had said on Monday he had no plans to flee.

“I have never thought about leaving the country,” he said. “I will hand over my passports and defend myself against this travesty, which is a clear attempt to intimidate me.”

His departure appeared to have caught his campaign manager off guard.

“We are surprised by the news because, just yesterday, we discussed the need for Flavio — given the 60 million votes he received — to take on this role as leader of the opposition,” Senator Rogerio Marinho told reporters.

Bolsonaro follows father’s path after election defeat

Although Bolsonaro has yet to officially concede defeat — saying on Sunday he would seek the annulment of the result over alleged voter irregularities — his Liberal Party said on Monday it acknowledged Lula’s victory.

It remains unclear how Bolsonaro was able to leave the country while he was facing a 24-hour deadline to hand over his passports. A senior Federal Police official said Bolsonaro had not exited the country via any regular migration point.

Eduardo Bolsonaro, Bolsonaro’s younger brother who lives in the United States, said ahead of the vote that an election loss would require a move.

“If my brother does not win, I’m in favor that he would leave the country,” he told podcaster Steven Crowder this month.

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Trump diz que eleição foi “estranha” e aprovaria entrada de Flávio nos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país e classificou como “terrível” a maneira como o resultado das eleições presidenciais brasileiras foi alcançado.

“Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”, disse Trump ao ser questionado por um repórter na madrugada desta quarta-feira (28).

O presidente americano também voltou a criticar a eleição brasileira, afirmando que o resultado foi obtido de maneira “muito estranha” e que considerou o processo “terrível”.

“A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou.

A afirmação acontece horas após um assessor confirmar à CNN que Trump autorizou a entrada do senador no país após a derrota nas eleições presidenciais.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN e da Reuters)

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Trump autorizou entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, diz fonte

O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.

Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.

Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família, informaram anteriormente duas autoridades americanas à CNN.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Uma pessoa a par da situação disse à CNN, na tarde desta terça-feira (27), que Flávio chegou aos EUA com sua mulher e filhas. Não está claro onde ele desembarcou.

Não se sabe, no momento, se Trump e Bolsonaro conversaram diretamente por telefone antes da partida do político brasileiro.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Lula critica decisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a fuga do senador.

“Fico imaginando o que tem na consciência um cidadão que acabou de perder as eleições e foge do seu país. […] Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, disse o petista.

Lula disse, em celebração do seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada, que “lamenta a falta de respeito de Flávio com seus eleitores e com a democracia”.

O petista disse que permaneceu no país após derrotas para Fernando Collor, em 1989, e para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998. Afirmou ainda que quando acusado, à época da operação Lava Jato, teve convites para deixar o Brasil, mas permaneceu para “provar a inocência”.

“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles, a primeira é a devoção aos Estados Unidos”.

Na celebração, o presidente disse que as plataformas digitais, incluindo a Meta, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra a sua reeleição. Voltou ainda a afirmar que “o Brasil não é quintal de ninguém”.

(Com informações de Jussara Soares e Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Max Saltman, Alayna Treene, Kevin Liptak, Julia Vargas Jones, Jennifer Hansler, da CNN)

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Brazil's Flávio Bolsonaro and his family will get U.S. visas after presidential election loss

A senior State Department official said Tuesday that Flávio Bolsonaro and his family will be granted U.S. visas after his weekend loss to incumbent Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva in a hotly contested race that bucked a trend of conservative electoral results in Latin America.

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Environmentalists celebrate Lula's reelection in Brazil: 'The Amazon can breathe a sigh of relief'

Lula's government recently announced the lowest Amazon deforestation rate on record. However, he faces a Congress dominated by the far right and agribusiness interests, which often back measures weakening environmental protections.

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Bolsonaro’s party recognizes Brazil election result. But he hasn’t conceded

Brazil’s Liberal Party, the party behind presidential candidate Flávio Bolsonaro, on Monday recognized the election results leading to President Luiz Inácio Lula da Silva’s victory, even though the far-right leader has not conceded. Party president Valdemar Costa Neto said in a statement posted on the social platform X that the party recognizes the election results but…

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Flávio Bolsonaro flees Brazil after presidential election loss, reports say

Far-right senator and his family boarded private plane to Ecuador after crossing border to Argentina, Argentina’s government confirms

The far-right senator Flávio Bolsonaro has reportedly fled Brazil and is on his way to the United States after losing Sunday’s presidential election to the leftwing incumbent, Luiz Inácio Lula da Silva, who called the act “shameful”.

A report by the news website Metrópoles, citing people close to the politician’s family, said he was en route to the US. “The plane is in flight,” Metrópoles reported, without making clear where it had departed from.

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© Photograph: Lucas Neves/NurPhoto/Shutterstock

© Photograph: Lucas Neves/NurPhoto/Shutterstock

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Relação com EUA será primeira missão de Lula para o agro, diz professor

A primeira missão do quarto governo Luiz Inácio Lula da Silva em sua política comercial para o agronegócio deverá ser manter a proximidade com os Estados Unidos para evitar o agravamento das disputas tarifárias entre os dois países, segundo Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM. Ao mesmo tempo, o Brasil poderá ampliar o espaço de seus produtos na China e na União Europeia, aproveitando a relação diplomática com esses mercados.

“Essa é a primeira tarefa que temos no governo Lula: de algum modo mantermos proximidade com os EUA para que isso não agrave questões tarifárias que podem prejudicar bastante certos produtos brasileiros”, afirmou Trevisan em entrevista ao CNN Agro News.

Para o professor, a competitividade do agronegócio brasileiro está entre os fatores que ajudam a explicar as medidas comerciais adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. A diplomacia brasileira, segundo ele, deverá demonstrar aos norte-americanos que há espaço para a atuação dos dois países no mercado internacional, sem que o avanço das exportações brasileiras seja interpretado como uma ameaça aos produtores dos Estados Unidos.

“Temos muita força no agro, estamos praticamente capitaneando o mercado em soja, algodão e carne. (…) E eu não tenho dúvida que boa parte das tarifas americanas tem uma razão essencial: a concorrência e eficiência do agro brasileiro. Temos que mostrar para eles que há mercado para todos, que de alguma forma esse ponto possa acalmar essa pressão do presidente Trump em relação às tarifas”, disse.

Trevisan também chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário norte-americano, entre elas o endividamento. Segundo os dados citados pelo professor, os pedidos de falência de empresas do agronegócio nos Estados Unidos cresceram 40% no primeiro semestre de 2026, na comparação com igual período de 2025.

Na avaliação dele, a concorrência com o Brasil pode aumentar a pressão sobre os produtores norte-americanos e, consequentemente, influenciar a política comercial de Washington. Por isso, o governo brasileiro deverá buscar uma interlocução que reduza as tensões e favoreça a revisão de medidas que afetam as exportações nacionais.

Um dos pontos de atenção é a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que permite apurar práticas consideradas desleais e embasar medidas comerciais. Trevisan avalia que a relação entre Lula e Trump poderá contribuir para as negociações. 

O professor mencionou as declarações do presidente norte-americano de que “gosta do presidente Lula”, apesar das desconfianças manifestadas por Trump em relação ao processo eleitoral do Brasil, sem apresentar provas. 

Para o professor, “temos que usar ao máximo” a simpatia pelo líder brasileiro para que seja possível ampliar a presença de produtos brasileiros para além da carne e do café.

A expansão das vendas externas brasileiras aumenta a importância dessas negociações diplomáticas. No primeiro semestre de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 6%, segundo Trevisan.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 169 bilhões em produtos do agronegócio, contra US$ 171 bilhões dos Estados Unidos, conforme os dados citados pelo professor. A diferença de aproximadamente US$ 2 bilhões deixou os dois países próximos no comércio global do setor.

Trevisan avalia que o Brasil poderá superar os norte-americanos em exportações agropecuárias, o que reforçaria a posição brasileira nos mercados internacionais, mas também tornaria a concorrência entre os dois países mais acirrada.

China e União Europeia abrem oportunidades

Além dos Estados Unidos, a China deverá continuar entre as prioridades da política comercial brasileira para o agronegócio. Trevisan avalia que a relação entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, pode facilitar a ampliação das vendas brasileiras ao país asiático.

O professor também destacou os sinais de aproximação de lideranças europeias com o presidente brasileiro após a eleição. Para ele, as manifestações de dirigentes como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao “meu amigo Lula” indicam espaço para aprofundar as relações políticas e comerciais com o bloco.

Nesse contexto, Trevisan citou o acordo entre Mercosul e União Europeia como uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. Segundo números mencionados por ele, as vendas brasileiras ao bloco cresceram 30% no primeiro semestre, em um movimento que o país poderá buscar ampliar.

O Sudeste Asiático também aparece como uma frente de expansão. De acordo com o professor, dados do Banco Central mostram que as vendas brasileiras à região no primeiro semestre superaram as exportações para o Mercosul. Embora a China tenha peso importante nos resultados, ele ressaltou o crescimento das vendas aos demais países do Sudeste Asiático.

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Brazilians defeat the Mother of All Hybrid Wars

By Pepe ESCOBAR

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It don’t mean a thing if it ain’t got that Brazilian swing. The stakes couldn’t be higher: a matter of do or die. So Brazilians hit the streets – and the polling stations – and managed to pull it off.

They did nothing less than tame the Mother of All Hybrid Wars and defeat, even momentarily, a powerful, toxic coalition including the full force of the “Donroe Doctrine” administration; Silicon Valley techno-feudalism, especially deployed by Meta; Wall Street and the Goddess of the Market; the multiple tentacles of Zionism Inc.; the old reactionary elites – and their media; the new bling-bling elites; the evangelical dementia; and last but not least, a mediocre neo-fascist dynasty bent on converting Brazil into an extractivist neo-colony to the benefit of His Master’s Voice.

The – soothing – effect is similar to an Antônio Carlos Jobim bossa nova anthem sung by Frank Sinatra. Yes, Brazil is too big – and too wild – to be anyone’s backyard. And what a turnaround, when it comes to Lula personally: geopolitics hasn’t seen a comeback like this since the Battle of Stalingrad.

We lost: so the election was “rigged”

Election Day dawned in nail-biting territory – but with Flávio Bolsonaro still given an 82% chance of winning, according to DARPA darlings Polymarket. It’s as if the Deep State knew the result in advance – just like in the first round of voting.

Yet in the end Lula won by 4.4 million votes. Not without plenty of drama. Just before the polls closed, a Supreme Court justice – formerly Lula’s personal lawyer during the Car Wash corruption case – extended voting nationwide by two hours. The electoral court should have ruled on this. It didn’t because another Supreme Court justice – Bolsonaro-appointed – was dragging his feet over it.

The extension was vital – because by then it had already been proven that Bolsonarist mayors were deliberately hobbling public transport, especially buses, in Lula strongholds like Salvador in Bahia: a tactic straight from the oligarchic sabotage playbook, used to suppress the popular vote.

The key fact is that both campaigns had asked for a voting extension. And that completely undercuts claims by Bolsonarist and MAGA-linked twats that the election was “rigged.”

Predictably, Flávio Bolsonaro is refusing to concede and wants the election annulled. That won’t happen – according to the same Bolsonaro-appointed justice who was dragging his feet in the first place.

In the second round, Lula increased his vote total by over 10.1 million votes, while Bolsonaro got only 3.6 million more. Add to that a near improbability: there were over 1.8 million fewer (italics mine) null and void ballots compared to the first round – and the overwhelming majority went to Lula.

Several reasons explain the performance by the Comeback Kid – or Grandpa. Starting with massive popular mobilization: abstention fell from 21.08% to 19.21%. Nearly 3 million more people showed up at the polls.

Lula expanded his margins where he was strong – in the Northeast – and reduced his losses in the wealthy Southeast.

Lula’s campaign deployed serious self-correction: instead of focusing on the past – the practical results of his government – he started talking about the dire, present reality: family economics; huge levels of indebtedness; the cost of living; salaries; and even advancing concrete proposals for the next four years.

The digital mobilization campaign was something to watch – complete with a lethal weapon unleashed on WhatsApp: the “Lula’s Army” channel, which went from about 50,000 followers to a whopping 10 million in less than three weeks: a de facto digital infantry. Brazil is one of the most connected nations on the planet.

Spearheaded by newly elected Congressman André Janones, the campaign showed how Lula beat techno-feudalist hegemon Meta at its own game: the strategy will be studied in the annals of political science for generations.

And then there’s Flávio Bolsonaro’s stunning incompetence – a deadly mix of arrogance and ignorance which simply could not be sold as a moderate alternative.

Only two days before the runoff, during the last, crucial debate, Bolsonaro, live, in front of the whole nation and millions of undecided voters, called Lula “the 9 fingers” – mocking his physical disability.

Lula crafted the blowback in real time like a cobra. He recalled how he lost his pinkie at 19 in a metalworking press, a victim of the precarity and lack of safety that millions of workers in Brazil endure: “Something very different from you, Bolsonaro, who has never worked.”

That sealed it: the lost pinkie as the definitive symbol of dignity in the face of privilege.

This is gonna get very ugly

Governing Brazil will be a Sisyphean task for Lula’s fourth term. The Senate (81 seats) is controlled by the extreme right (48 seats): an absolute majority. In Congress, the extreme right has 303 seats (way above the majority at 257), the center has 86 seats, and the left only 124 seats. Any reform, budget, or law will face an Iron Wall.

Arguably the best definition of Lula was once offered by the late great El Comandante, Fidel Castro:

“He was never a leftist extremist, nor did he rise to the status of revolutionary from philosophical positions, but from those of a worker of very humble origin and Christian faith, who worked hard creating surplus value for others.”

Lula, now in his eighties, seems to have recovered that spark. There’s no question he knows very well how this massive defeat for Trump, MAGA and the Donroe Doctrine will force him to summon all of his powers – to organize Brazil while containing the out-of-control fury of the Empire.

Whatever the results in the US midterms next week, Trump will inevitably ramp up sanctions and/or tariffs against Brazil and will continue to pull out all the stops and launch dirty operations to destabilize the country. The CIA and the Deep State are deeply enmeshed in the Brazilian reality and able to unleash an unlimited bag of dirty tricks.

Lula knows: this will get very ugly.

In sum, Lula may be characterized as personifying a Catholic, traditional, Lusophone-mestizo and progressive Brazil.

This is in a frontal clash with the reactionary, evangelical neo-Pentecostal, Anglo-American Zionist axis. After all, neo-Pentecostalists carry the lunatic End Times theology that shaped Anglo-American Christian Zionism.

Flávio Bolsonaro – like all clan members – promised to move Brazil’s embassy to Jerusalem; dismissed BRICS as “highly ideological”; and attacked Lula’s relationship with Iran (also a BRICS member). Flávio, an empty shell, may have lost an election. Yet the infernal machine behind him will never give up.

Original article:  geopoliticsprime.substack.com

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Lula começa a desenhar equipe para o próximo governo

Após a vitória no segundo turno sobre Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília para iniciar as articulações políticas e definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios para a gestão que começa em janeiro de 2027. O Palácio da Alvorada tornou-se o centro das movimentações nos primeiros dias após o resultado das urnas.

Nos bastidores de Brasília, já circulam nomes cotados para os principais ministérios, especialmente aqueles que se aproximaram da campanha petista no segundo turno.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, houve uma mudança de forças no núcleo duro da campanha entre o primeiro e o segundo turno, com destaque para três figuras que são vistas por aliados de Lula como fundamentais para a virada na eleição.

Nomes cotados para os ministérios

Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, é apontado como favorito para assumir o Ministério da Fazenda. Aliados de Lula o descrevem como um nome ao mesmo tempo político e técnico, tendo ocupado a Secretaria de Fazenda do governo do Piauí.

Fonteles já teria sinalizado confiança no vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT), também filiado ao PT, o que abriria caminho para sua ida ao governo federal. A chapa dos dois foi a mais votada no primeiro turno das eleições de 2026 no Brasil.

Camilo Santana (PT-CE), senador e ex-ministro da Educação, aparece como cotado para a Casa Civil — cargo que anteriormente era associado a Fernando Haddad (PT), mas cuja força política agora pende para Santana.

Já André Janones (Rede-MG), deputado reeleito por Minas Gerais, que comandou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de inscritos, é visto por aliados do presidente como alguém com “carta branca” para assumir a Secretaria de Comunicação Social ou a Secretaria Geral, ambas no Palácio do Planalto.

Outros nomes em disputa

João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e candidato derrotado ao governo de Pernambuco, é cogitado para o Ministério de Ciência e Tecnologia. O cargo teria um valor simbólico, já que o pai dele, Eduardo Campos (PSB), ocupou a mesma pasta durante o primeiro mandato de Lula.

Além disso, aliados do presidente avaliam indicar um nome do Centrão para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação com o Congresso Nacional.

O nome de Silvio Costa Filho (Republicanos), que ocupou o Ministério de Portos e Aeroportos no terceiro mandato, está sendo ventilado para essa função — especialmente porque o Congresso eleito em 2026 é considerado mais à direita do que o de 2022.

Articulação com o Congresso e agenda internacional

Na segunda-feira (26) seguinte à eleição, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), respectivamente.

Os dois buscam se reeleger nos comandos de suas Casas legislativas e a articulação com o Executivo é considerada estratégica para a pauta do próximo ano.

Além das tratativas políticas internas, Lula também dedicou parte da segunda-feira (26) à agenda internacional, reunindo-se com o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, e o embaixador Audo Faleiro, também assessor da área diplomática, para planejar compromissos externos dos próximos meses.

O presidente, no entanto, vinha atendendo com cautela os pedidos de telefonemas de líderes internacionais, em razão de uma voz comprometida após a intensa agenda de campanha.

Reação do mercado e movimentação da oposição

O dia seguinte à vitória de Lula foi marcado por forte turbulência nos mercados financeiros. A Bolsa de Valores fechou em queda de 13,88%, aos 176 mil pontos, com acionamento do circuit breaker pela B3, que interrompeu as negociações por 30 minutos.

O dólar subiu 8,36%, cotado a R$ 5,40. A instabilidade foi atribuída à desconfiança dos investidores sobre a condução da política fiscal e o perfil da equipe econômica do quarto mandato. Em declaração à CNN Brasil, Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que o dia foi de “especulações” e garantiu que Lula tem “compromisso com as contas públicas”.

Do lado da oposição, Flávio Bolsonaro declarou que será o líder da oposição ao governo petista. Ele recuou do pedido de anulação do pleito motivado pela extensão do horário de votação, mas anunciou que pedirá a cassação da chapa de Lula por suposto abuso de poder político e econômico.

O PL, partido de Flávio, emitiu nota reconhecendo os resultados, mas cobrou esclarecimentos sobre questionamentos levantados durante o processo eleitoral. Partidos que apoiaram Flávio no segundo turno já sinalizaram reaproximação com Lula na tentativa de manter espaço no governo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Brazil: Social convulsion on the horizon

With economic crisis looming, Brazil faces social convulsion. The New Republic’s end won’t be easy.

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In 2002, Lula won the election for the first time with the slogan “Hope has triumphed over fear.” His opponents claimed that Lula would be a sort of Che Guevara in power and would drive investments away—nothing could be further from the truth, as the president is, in fact, beloved by bankers. In any case, there is no greater contrast than that between Lula’s first victory and his most recent one. In the latter, Lula’s meager and unconvincing proposals quickly gave way to a campaign of fear. The narrative went that Flávio would put an end to the Bolsa Família welfare program, slash pensions, and even strip Our Lady of Aparecida of her title as the Patroness of Brazil—something only the Pope has the authority to do.

This is the popular version of the fear-mongering campaign, and it is the more rational one. The middle-class version claimed that gay people would be prevented from existing, women would be barred from having abortions, and democracy itself would come to an end. In this context, “democracy” is an esoteric concept that is difficult to pin down. Since the majority of the Brazilian people oppose abortion—which, in theory, is already prohibited in Brazil—then the democratic course of action would, in fact, be to prevent women from using abortion as a method of contraception. Observing the hysterical outburst from a segment of the Brazilian middle class, one gets the impression that an Age of Aquarius of Evil might begin should Flávio win the election.

Things were going very well for Flávio until 1:22 PM on October 25th. Flávio had won the first round with a lead of 2,224,965 votes over Lula and held hopes of securing a large share of the votes cast for the four “third-way” candidates, whose supporters are predominantly anti-PT (opposed to the Lula’s Party). Combined, the three anti-PT candidates had garnered 5,607,483 votes. Self-help author Augusto Cury received 3,448,569 votes, and polling institutes indicated that his votes would be split between Flávio and Lula in the runoff. It would therefore have been reasonable to expect Flávio to gain around 7 million votes in the second round. Lula, on the other hand, counted on a reduction in abstention rates to turn the situation around—an expectation that was, at best, highly unrealistic.

Until the start of the campaign, Lula had nothing to offer the people other than an extra day off for formal-sector workers, the repeal of a tax he himself had created, and an end to the betting industry he himself had regulated. During the campaign, he granted the first increase in three years to Bolsa Família, the neoliberal cash-transfer program that turned him into an icon of the Brazilian left. When asked why it had taken so long, he claimed he hadn’t realized there hadn’t been an increase, and that once he found out, he raised it. The increase had not even been accounted for in the budget. Furthermore, he promised a 5,000-reais transfer for small-business owners and a 400-reais monthly stipend for university students—all this while the country is already burdened by high public debt and an annual interest rate of 13.75%.

Lula’s style of politics was laid bare once again during the final presidential debate: his promises consist entirely of income transfers, and his rhetoric is rooted in social division. Lula went so far as to claim that only a president born in the Northeast could look after the region, alleging that people from the South and Southeast hold the Northeast in contempt. Any criticism directed at a political movement that has spent nearly 20 years in power is framed as hatred toward the poor. Lula presents himself as a “poor man” simply because he was born into poverty—yet he is perhaps the only “poor man” in the world to receive a bottle of Macallan whisky worth 80,000 euros from a banker. When asked by Flávio whether he would like to apologize to Brazilians burdened by debt, Lula stated that it is the elite who should be apologizing.

Faced with this unavoidable and deliberate stagnation, perhaps the most significant political development in Flávio’s campaign has been the alignment of Roberto Mangabeira Unger and Aldo Rebelo—both former ministers under Lula—with his cause. Aldo Rebelo had already moved quite close to Bolsonarism due to his stance on environmental issues, so his alignment in 2026 comes as no surprise. Mangabeira Unger, however, is a Harvard professor who has long been associated with the PDT—a left-wing party that, while recently becoming a satellite of Lula, was, until not long ago, rooted in developmentalism. With these prominent left-wing figures—all champions of developmentalism—now aligning themselves with Bolsonarism, only Ciro Gomes is lacking; however, it was his aide, Gustavo Castañon, who organized the meeting between Flávio, Aldo, and Mangabeira—the latter having even flown in from the United States for this purpose.

At 1:22 PM on the 25th, however, the optimism within Flávio’s campaign began to falter when Lula’s PT requested that the Electoral Court extend voting hours in several Bahian cities until 7:00 PM. In Brazil, elections run from 8:00 AM to 5:00 PM (Brasília time), followed by a rapid tabulation of votes from the voting machines. The basis for the request was an alleged conspiracy by mayors supporting Flávio to pull buses off the streets and prevent voters from reaching the polls. In reality, the delay in Salvador occurred because PT-affiliated union members had engaged in a “sticker campaign”—placing PT campaign stickers on buses while they were still in the depot. Operating the buses in that condition would have constituted an electoral offense. Since bus operations fall under the jurisdiction of the municipal government, the city held the vehicles to remove the stickers; by 10:30 AM, however, transit services had returned to normal. (Furthermore, polling stations are located within a short distance of a voter’s registered address—a location that can be updated at the voter’s request.)

Salvador is a stronghold for the PT, yielding a high number of votes for the party. Consequently, Flávio’s campaign also sought to use rainfall in right-leaning municipalities as a pretext to extend voting hours in those areas. Subsequently, the PT petitioned the Supreme Federal Court (STF) to extend the election nationwide. Through the STF’s opaque, non-auditable selection process, the case was assigned to Justice Zanin—formerly Lula’s personal attorney—who granted the extension at 5:05 PM. By that time, many voting machines had already been closed and powered down, and under the rules, they could not be reopened. Finally, the vote count took place—in an order different from the norm (for instance, votes from the Northeast usually come in last; in a typical Brazilian election, the right starts strong but sees its lead melt away as the count progresses). To everyone’s astonishment, Lula’s performance improved in every region of the country. Flávio gained only 3,721,538 additional votes—a modest figure, considering one might have expected around 7 million from the “third way”—while Lula managed to secure an incredible 10,376,694 new votes.

Flávio has announced that he will seek the annulment of the runoff election, though he is unlikely to succeed. The central problem in Brazil today is the credibility of the Judiciary itself, which treats any questioning of the electoral process as an assault on democracy.

Precisely because a large segment of the Brazilian population views the Supreme Federal Court (STF) as the nation’s greatest problem, Flávio focused on electing senators capable of voting for the impeachment of justices. He succeeded: next year, the Senate will include 45 Bolsonarist senators—more than half the chamber. Given the public’s deep dissatisfaction with the Court, it is not implausible that they could reach the 54-vote threshold (two-thirds of the Senate) required to remove at least one justice.

Lula already governs with the backing of the Supreme Court, allowing him to bypass the legislative branches and censor the public. As the looming economic crisis compounds the political one (consider, for example, that starting next year, companies will be required to pay taxes the moment they receive payments from their clients), Brazil is likely to experience social convulsion and face a wave of repression. The end of the New Republic will not be easy. As things stand, one child has already paid with her health: in a Rio de Janeiro slum controlled by drug traffickers, those “victims of society” celebrated Lula’s victory with fireworks and gunfire—one round of which struck a young girl.

Many anti-Zionists demand that Brazil vote for Lula for the sake of the children in Palestine. It would seem that only Palestinian children matter; Brazilian children, apparently, do not.

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Brazil Stock Market Plunges After Shock Left-Wing Election Victory

Brazilian markets have plunged after a shock victory by Left-wing candidate Luiz Inácio Lula da Silva raised fears of fresh economic turmoil for South America’s largest economy.

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Trump queria Flávio e reconciliação EUA-Lula será difícil, diz especialista

Ao WW, Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, avaliou os rumos da relação entre Brasil e Estados Unidos após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista, o jornalista afirmou que o governo do presidente americano, Donald Trump, preferia um resultado diferente nas urnas brasileiras, mas reconheceu que há uma relação cordial entre os dois líderes.

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Trump queria Flávio Bolsonaro eleito

Segundo Winter, o governo Trump desejava claramente um parceiro mais alinhado à sua agenda.

“Eles queriam a eleição do Flávio Bolsonaro“, afirmou o especialista, explicando que o interesse não se limitava à afinidade ideológica.

Para ele, a Casa Branca acredita em iniciativas voltadas ao combate ao crime organizado, que vem crescendo no continente sul-americano e latino-americano ao longo dos últimos dez anos, como o chamado “Escudo das Américas”, entre outras ações.

Relação cordial, mas com cicatrizes

Apesar da preferência pelo candidato derrotado, Winter reconheceu que Trump mantém respeito por Lula.

“O Trump respeita o Lula como ele respeita os líderes de grandes países importantes ao redor do mundo”, declarou.

No entanto, o especialista alertou que cicatrizes deixadas pelo processo político dos últimos 13 anos podem dificultar uma aproximação genuína entre os dois governos.

Reconciliação será difícil

Winter demonstrou ceticismo quanto à capacidade do governo Lula de “pacificar” rapidamente as relações com Washington. Para ele, o governo brasileiro não estará tão pronto para reconciliar e tratar de temas sensíveis como o de terras raras.

“Acho que vai ter que costurar alguma coisa ou talvez essa coisa vai ficar um pouco tensa”, disse o especialista, acrescentando que Brasília pode buscar relações mais próximas com a Europa, a Ásia e talvez o Canadá.

“Acho que o caminho aqui para uma reconciliação entre Washington e Brasília vai ser difícil mesmo”, concluiu Winter.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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