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Zelensky elogia apoio adicional de 10 bilhões de libras do Reino Unido
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que discutiu, nesta quarta-feira (28), com o primeiro-ministro britânico Andy Burnham um pacote de apoio adicional para a Ucrânia, bem como a política de sanções.
“Um passo verdadeiramente forte e muito oportuno — que chega justamente no momento em que a Rússia precisa ver e sentir que a Ucrânia não será deixada sozinha para lidar com os problemas que a Rússia está tão empenhada em intensificar”, disse Zelensky na rede social X, ao comentar um apoio adicional de 10 bilhões de libras (cerca de 71,4 bilhões de reais) anunciado mais cedo, nesta quarta-feira.
Zelensky vai ao Reino Unido para reunião com Burnham sobre apoio na guerra
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou ao Reino Unido na quarta-feira (14) para se reunir com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em Londres, num momento em que o Reino Unido busca reafirmar seu apoio à Ucrânia, inclusive com a promessa de um novo pacote de mísseis terra-ar.
A reunião ocorre em um momento difícil para Zelenskiy.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no fim de semana que ele deveria ser substituído na liderança da Ucrânia, dias depois de fechar um acordo com Moscou para suspender as sanções sobre as exportações russas de diesel.
O Reino Unido afirmou não apoiar o acordo EUA-Rússia sobre o diesel e pediu aos aliados que mantenham a pressão econômica sobre Moscou.
Burnham declarou que o apoio à Ucrânia é vital para garantir a segurança da população britânica e prometeu mais apoio militar.
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Ministro do Reino Unido anuncia bilhões de libras de ajuda às famílias
O ministro das Finanças britânico, John Healey, anunciou medidas de apoio para que as famílias enfrentem as “tempestades econômicas globais”, por meio de subsídios para contas de energia e do congelamento do imposto sobre combustíveis para motoristas.
As medidas fazem parte do primeiro projeto de orçamento do governo do primeiro-ministro Andy Burnham.
Healey disse ao Parlamento nesta quarta-feira (28) que aumentaria os impostos sobre bancos, os jogos de azar e a renda de poupadores e proprietários de imóveis, ao mesmo tempo em que tornaria mais rígidas as regras do imposto sobre valor agregado para plataformas de comércio eletrônico — como Amazon e Temu.
O objetivo dessas ações é financiar o pacote.
Healey afirmou que a economia enfrenta um impacto causado pelo conflito no Golfo Pérsico, bem como pelas tensões comerciais globais e pela guerra na Ucrânia.
“Essas são as tempestades que enfrentamos. Não podemos simplesmente ignorá-las. Precisamos escolher o rumo que vamos seguir para atravessá-las”, disse.
Cerca de 20 milhões de famílias que moram em residências de menor valor receberiam um pagamento de 100 libras para ajudar a compensar o aumento de suas contas de energia, o que custaria 2,6 bilhões de libras, afirmou.
Healey também disse que manteria o congelamento das alíquotas do imposto sobre combustíveis, prorrogando até pelo menos julho o corte temporário de cinco pence introduzido em 2022.
Revisão para baixo da projeção de crescimento em 2027
A economia britânica tem resistido, até o momento, ao choque nos preços da energia causado pela guerra no Irã. No entanto, o aumento da inflação e a perspectiva de taxas de juros mais altas provavelmente desacelerarão a economia no próximo ano.
O PIB (Produto Interno Bruto) está a caminho de crescer 1,2% em 2026, um leve aumento em relação à previsão anterior, de 1,1%, anunciada pelo OBR (Escritório de Responsabilidade Orçamentária) em março.
O OBR agora espera que o PIB cresça 1,0% em 2027, uma queda acentuada em relação à previsão de março, de 1,6%, disse Healey.
A produção econômica deveria crescer 1,6%, 1,8% e 1,7% em 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Essas projeções contrastam com as previsões de crescimento anteriores do órgão de fiscalização orçamentária, que apontavam para 1,6% em 2028 e 1,5% em 2029 e 2030.
Ao assumir o cargo em Downing Street em julho, Burnham prometeu “as maiores mudanças dos últimos 40 anos”, incluindo um papel mais significativo do Estado na economia.
Mas Healey, ex-dirigente sindical, precisa agir com cautela para evitar aumentar a pressão do mercado de títulos sobre o novo governo de Burnham.
As medidas anunciadas antes de seu discurso no Parlamento incluíram a eliminação das taxas fixas nas contas de gás, o que reduziria os custos para a maioria das famílias.
O governo britânico também anunciou reduções nas tarifas de alguns produtos importados, incluindo pepininhos e marmelada.
Mais de 20 bilhões de libras em apoio adicional serão destinados a instituições financeiras estatais para estimular investimentos em inteligência artificial, defesa e energia verde até o início da década de 2030.
Healey afirmou que reduzirá a burocracia para as empresas, a fim de economizar 800 milhões de libras por ano para elas.
Espera-se que o discurso inclua detalhes sobre como o governo planeja dar aos prefeitos regionais mais controle sobre as receitas tributárias, como parte da iniciativa de descentralização promovida por Burnham.
As opções de gastos de Healey estão limitadas pelo aumento nos custos dos empréstimos no Reino Unido e em todo o mundo desde o início da guerra no Irã, o que reduziu a margem para atingir a meta principal de saneamento das finanças públicas.
Ele afirmou que a reserva do governo para atingir sua principal meta fiscal até o final da década caiu de 24 bilhões de libras para 15 bilhões, mas que o governo ainda assim cumprirá seus objetivos fiscais, apesar dos choques causados pela guerra no Irã.
“É para isso que serve uma reserva. Use-a quando precisar. Reconstrua-a quando puder”, disse Healey.
“Portanto, apesar dos desafios globais, este Orçamento nos coloca no caminho certo para eliminar o atual déficit orçamentário e levar as finanças do Reino Unido ao superávit em três anos.”
Após grandes aumentos de impostos e gastos nos dois orçamentos da ex-ministra das Finanças Rachel Reeves, esta quarta-feira foi apresentada como um momento de “estabilidade” para a economia britânica.
A maior esperança de Healey é o fim da guerra no Irã, o que reduziria os gastos do governo com o serviço da dívida pública de 3 trilhões de libras.
Essas despesas já estavam a caminho de consumir mais de 10% dos gastos públicos antes mesmo do início da guerra.
Healey afirmou que os juros da dívida no atual exercício fiscal custariam mais de 14 bilhões de libras.
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Otan deve estar pronta para uma guerra com a Rússia, diz Reino Unido
O ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, afirmou nesta terça-feira (27) que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precisa estar preparada para um cenário de guerra com a Rússia.
Durante uma visita a Varsóvia, capital da Polônia, o ministro disse que a aliança militar não deseja um conflito, mas alertou que as garantias dadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, não são suficientes para afastar essa possibilidade.
“Eu alertei os cidadãos do Reino Unido de que precisamos estar preparados para um cenário em que o Reino Unido e a aliança da Otan se encontrem em guerra com a Rússia. Não porque queiramos uma guerra; não temos desavenças com o povo russo e não desejamos uma guerra com a Rússia”, declarou Streeting.
O ministro ressaltou que a Otan é uma aliança defensiva e justificou a preocupação com as declarações de Putin sobre as intenções de Moscou. Segundo Streeting, as garantias de que a Rússia não pretende provocar uma guerra com a Otan lembram as declarações feitas pelo presidente russo sobre a Ucrânia poucos dias antes da invasão do país.
Streeting também acusou o Kremlin de coordenar o que classificou como “terrorismo patrocinado pelo Estado” contra integrantes da aliança militar. O ministro mencionou as ameaças enfrentadas pela Polônia, incluindo incursões de drones que exigem a mobilização diária das defesas aéreas do país.
“Quando a Polônia fala, o Reino Unido responde. Ouvimos claramente o que a Polônia enfrenta todos os dias na forma daquilo que alguns descrevem como ameaças híbridas da Rússia”, afirmou Streeting. “Prefiro descrever isso de maneira mais direta como terrorismo patrocinado pelo Estado.”
O ministro britânico acrescentou que a Rússia tem colocado à prova não apenas a Polônia, mas também a determinação dos demais integrantes da Otan.
Durante a visita à capital polonesa, Streeting assinou um acordo de cooperação em defesa entre o Reino Unido e a Polônia. Ao lado dele, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, defendeu uma aproximação entre os britânicos e a União Europeia, especialmente no setor de defesa.
A Polônia pretende transformar o atual momento de risco para a Europa em uma oportunidade para ampliar a cooperação na indústria militar. Kosiniak-Kamysz afirmou que os dois países compartilham posições sobre a produção de armamentos e que Varsóvia trabalhará para ampliar a participação britânica em iniciativas da União Europeia voltadas à segurança.
“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que o Reino Unido desempenhe um papel mais significativo e possa participar das iniciativas da União Europeia destinadas a construir segurança”, declarou o ministro polonês.
Kosiniak-Kamysz também destacou a importância da parceria transatlântica com os Estados Unidos. Segundo ele, tanto a Polônia quanto o Reino Unido estão comprometidos com o fortalecimento dessa relação e com o desenvolvimento de capacidades próprias de defesa na Europa.
O ministro polonês afirmou que ampliar a autonomia europeia não significa buscar independência em relação aos Estados Unidos, mas reduzir a dependência daqueles que representam as principais ameaças ao continente. Para ele, a cooperação com Washington continua sendo indispensável.
Com informações da Reuters.
Dois homens são acusados no Reino Unido de ajudar o Irã em incidente na RAF
Dois homens foram denunciados nesta terça-feira (27) com base na Lei de Segurança Nacional (National Security Act) do Reino Unido, na sequência de um incidente de segurança ocorrido no mês passado na base militar da RAF em Fairford.
Os promotores acusam um deles de tentar auxiliar operações de inteligência iranianas em território britânico.
A base da RAF em Fairford vinha sendo utilizada por bombardeiros dos Estados Unidos para realizar ataques contra o Irã; contudo, as aeronaves foram retiradas por motivos de segurança logo após a prisão de cinco homens britânicos nas imediações da base, no sudoeste da Inglaterra, nas primeiras horas do dia 27 de setembro.
As circunstâncias do incidente — que permanecem, em grande parte, sem explicação — atraíram ampla atenção internacional, ocorrendo em um momento de crescente preocupação quanto às implicações, para as nações ocidentais, da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
O primeiro-ministro Andy Burnham declarou, no início deste mês, que as atividades na base da RAF em Fairford teriam sido, provavelmente, coordenadas a partir do Irã — alegação que foi negada pelo embaixador iraniano no Reino Unido.
O cidadão britânico Mohmed Abdulkarim, de 24 anos, foi acusado de adotar condutas que poderiam auxiliar materialmente um serviço de inteligência estrangeiro, no período entre 31 de agosto e 28 de setembro; segundo a polícia, acredita-se que o país em questão seja o Irã.
Nouman Essghir, de 24 anos — que possui dupla cidadania, britânica e iraniana, e foi detido inicialmente nos arredores da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro —, foi acusado de ter entrado, em 22 de agosto, em um local proibido com o objetivo de prejudicar o Reino Unido.
Ambos comparecerão ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, ainda nesta terça-feira.
A polícia informou que outras seis pessoas — quatro das quais são cidadãos britânicos detidos nas proximidades da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro — permanecem em liberdade provisória sob fiança policial.
A decisão de conceder liberdade provisória aos suspeitos, após o que pareceu ser um incidente grave, gerou questionamentos; contudo, a polícia afirmou, nesta terça-feira, que tal medida foi fundamental para viabilizar as acusações contra os dois homens.
“Sabemos que as decisões tomadas durante nossas investigações podem, por vezes, parecer ilógicas para quem observa de fora; mas quero deixar bem claro que sempre existe uma razão ou justificativa sólida por trás delas”, afirmou o comissário-assistente Laurence Taylor, chefe do Departamento Nacional de Polícia Antiterrorismo do Reino Unido.
Nesse caso, esse processo de tomada de decisão resultou em um avanço mais rápido, em evidências mais sólidas e, por fim, na obtenção das acusações que anunciei hoje.
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Homem britânico vende caça da Segunda Guerra Mundial que guardou na própria garagem por mais de 20 anos
Um homem britânico vendeu um avião de caça da Segunda Guerra Mundial por R$ 120 mil após manter o veículo aéreo na própria garagem por mais de 20 anos.
Segundo a casa de leilões Dominic Winter, que vendeu o caça, Peter Arnold construiu uma carreira de sucesso na engenharia automotiva. Em março de 1973, ele resgatou as fuselagens dos Supermarine Seafire e Spitfire, modelos de caça lendários do Reino Unido, de um ferro-velho na cidade de Warrington.
Na época, ele era conhecido como “Sr. Spitfire” por entusiastas, colecionadores de aeronaves e escritores, devido ao seu conhecimento inigualável dos melhores aviões da Supermarine. Ao longo dos anos, seu compromisso em documentar os Spitfires sobreviventes em todo o mundo o levou a registrar cerca de 365 fuselagens de Spitfire e Seafire ainda existentes.
O modelo que ficou guardado na garagem era o Spitfire PK519. Peter gostava de exibi-lo para todos que o visitavam, em um artigo publicado na revista Aeroplane em agosto de 2003, ele comentou: “Eu simplesmente gosto de tê-lo aqui.”
A coleção completa de Peter Arnold foi vendida no começo do mês, no dia 8 de outubro.
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