❌

Reading view

Intelbras tem lucro de R$ 117 milhões no 3° tri, avanço de 19,7%

A empresa de dispositivos eletrônicos Intelbras teve lucro líquido de R$ 177 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 19,7% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço publicado nesta quarta-feira (28).

  • Resultado operacional medido pelo Ebitda cresceu 18,1%, para R$ 170 milhões;
  • Margem Ebitda passa de 14,7% para 14,5%;
  • Receita líquida soma R$1,18 bilhão, crescimento de 4,6%;
  • Analistas esperavam lucro líquido de R$154 mi, Ebitda de R$158 mi e receita de R$1,17 bilhão, segundo a LSEG.
  •  

Alphabet cai após receita abaixo das expectativas e maior consumo de caixa

A Alphabet GOOGL.O, controladora do Google, não atingiu as expectativas de receita de Wall Street nesta quarta-feira (28), devido aos altos gastos com inteligência artificial que aceleraram a queima de caixa, fazendo com que suas ações caíssem cerca de 8% no pregão estendido.

A gigante da tecnologia reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,07 bilhões, em comparação com as expectativas dos analistas de que se aproximaria do ponto de equilíbrio , de acordo com dados compilados pela LSEG.

Isso representou um aumento em relação ao prejuízo de US$ 5,9 bilhões no trimestre anterior e a primeira vez que a empresa registrou prejuízo em seus 22 anos de história como empresa de capital aberto.

Os prejuízos crescentes da Alphabet foram impulsionados por gastos para aumentar a capacidade da nuvem e financiar pesquisas em IA. A empresa reportou um prejuízo operacional de US$ 7,66 bilhões em “atividades de nível Alphabet”, que, segundo ela, refletiu principalmente despesas relacionadas à pesquisa e desenvolvimento em IA.

De acordo com dados da LSEG, a receita total da gigante da tecnologia no terceiro trimestre foi de US$ 127,6 bilhões, ficando abaixo da estimativa dos analistas de US$ 128,2 bilhões.

A queda na receita foi causada pelo principal negócio de publicidade do Google, que registrou US$ 82,01 bilhões em receita, cerca de US$ 1,41 bilhão abaixo das expectativas.

A receita do Google Cloud superou as estimativas e mais que dobrou, atingindo US$ 30,71 bilhões no terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro , mas não foi suficiente para compensar o desempenho da área de publicidade.

A terceira maior provedora de serviços em nuvem do mundo, atrás da Amazon Web Services (AMZN.O) e do Azure da Microsoft (MSFT.O ), continuou a expandir seus compromissos com empresas, apoiada por contratos plurianuais de infraestrutura em nuvem e IA nos setores de cibersegurança, varejo e serviços financeiros.

Os resultados reforçam a posição da Alphabet como principal beneficiária do aumento dos gastos corporativos com IA, atenuando as preocupações dos investidores de que os elevados investimentos em capacidade computacional possam superar os ganhos de receita no curto prazo.

O interesse das empresas por treinamento e inferência de IA baseados em nuvem permaneceu forte ao longo do ano, mantendo a utilização de data centers em alta e pressionando os principais provedores de nuvem a acelerar a implantação de infraestrutura.

Prevê-se que a Alphabet, a Microsoft, a Amazon e a Meta invistam coletivamente bem mais de 700 bilhões de dólares em 2026 para expandir a infraestrutura de data centers de IA, chips e capacidade de rede de alto desempenho.

O desempenho superior do Google Cloud ocorre em um momento em que os provedores de hiperescala enfrentam diferentes graus de restrições de capacidade, posicionando a Alphabet de forma favorável para conquistar participação de mercado entre as empresas que migram cargas de trabalho de IA para a nuvem.

Embora os gargalos de fornecimento de silício avançado e energia para data centers em todo o setor tenham persistido, os investimentos da Alphabet em unidades de processamento de tensores personalizadas, juntamente com GPUs de terceiros, ajudaram a expandir suas capacidades de prestação de serviços.

As iniciativas proprietárias de IA da Alphabet também impulsionaram o crescimento, e a adoção de seu conjunto de modelos Gemini se ampliou em softwares corporativos e plataformas de desenvolvedores no trimestre em questão.

A integração da empresa com o ecossistema da Apple (AAPL.O) para impulsionar recursos de IA baseados em nuvem continuou a apoiar o alcance mais amplo do ecossistema da Alphabet.

  •  

Microsoft tem receita acima do esperado puxada por serviços em nuvem

A Microsoft divulgou nesta quarta-feira (28) receita trimestral com serviços de computação em nuvem acima do esperado pelo mercado, em um sinal de que a aposta em investimentos elevados em inteligência artificial pode estar se pagando.

O fluxo de caixa livre da Microsoft também superou as expectativas em cerca de US$ 10 bilhões no trimestre passado, com investimentos com infraestrutura de IA abaixo das estimativas e crescimento da receita.

As ações da Microsoft subiram cerca de 4% após o fechamento do mercado. No acumulado do ano, o papel acumula valorização de cerca de 9%.

Os resultados também mostram que a Microsoft está lucrando com a demanda corporativa por IA, aliviando os temores de que a tecnologia ameace seu negócio de software e de que a empresa esteja muito exposta à OpenAI, que não gera lucro.

Forte crescimento do Azure

A receita do negócio de computação em nuvem Azure da Microsoft cresceu 48%, para US$ 33,17 bilhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em setembro sobre um ano antes, superando as estimativas da Visible Alpha, de US$ 32,84 bilhões. A receita do Azure foi de US$ 29,4 bilhões no trimestre anterior.

“O relatório do primeiro trimestre da Microsoft foi praticamente impecável para uma empresa desse porte”, disse Jesse Cohen, analista sênior da Investing.com. “Depois que os números da Meta e da Alphabet reavivaram a ansiedade em relação aos gastos com IA, este é o contrapeso.

A demanda ainda excede a oferta, a carteira de pedidos é enorme e os retornos estão finalmente aparecendo nos lucros e na receita geral.”

No mês passado, a Microsoft decidiu divulgar a receita do Azure em dólares, em vez de apenas taxas de crescimento, oferecendo um panorama mais claro de como a divisão se compara aos rivais Amazon Web Services e Google Cloud.

Os investimentos do trimestre foram de US$ 45,2 bilhões, acima dos US$ 34,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A própria projeção da Microsoft para o primeiro trimestre era de US$ 50 bilhões.

A empresa divulgou um fluxo de caixa livre de US$ 18,6 bilhões. Analistas esperavam US$ 8,54 bilhões, de acordo com a Visible Alpha.

Jonathan Neilson, vice-presidente de relações com investidores da Microsoft, atribuiu os gastos de capital abaixo do esperado a atrasos, e não a quaisquer mudanças nos planos da empresa.

“De fato, observamos que algumas entregas de capacidade de terceiros, que esperávamos para o primeiro trimestre, acabaram sendo adiadas”, disse Neilson.

A Microsoft previu investimentos de US$190 bilhões em 2026. A gigante da tecnologia também enfrenta pressão, já que ferramentas de IA autônomas cada vez mais sofisticadas ameaçam seu negócio de software de produtividade.

Alguns analistas, no entanto, acreditam que o sólido balanço patrimonial da Microsoft lhe dá uma vantagem sobre os rivais à medida que os investimentos em IA aumentam.

De acordo com a Truist, os swaps de inadimplência de crédito de 5 anos da empresa – uma medida do risco de inadimplência percebida – continuam sendo os mais baixos entre as gigantes da tecnologia, mesmo com a ampliação dos spreads em grande parte do mercado de IA.

  •  

FedEx projeta lucro acima do esperado após avanço trimestral

A FedEx FDX.N previu lucro anual acima das estimativas nesta quarta-feira (28), após divulgar um aumento de 28% nos lucros do terceiro trimestre, impulsionado por preços mais baixos, maiores volumes e esforços de redução de custos.

A empresa sediada em Memphis prevê um lucro ajustado para 2026 na faixa de US$ 18 a US$ 18,60 por ação, acima da expectativa dos analistas de US$ 17,73 por ação, de acordo com dados compilados pela LSEG.

A FedEx passou a divulgar seus resultados com base no ano civil, em vez do ano fiscal, a partir do último trimestre.

Segundo a empresa, os resultados melhoraram devido ao maior retorno sobre os pacotes, ao aumento do volume de vendas e à redução contínua de custos. Esses fatores foram parcialmente compensados ​​pelo custo da contratação de transporte adicional, pelo aumento dos salários e da remuneração dos funcionários, bem como pelas mudanças nas políticas tarifárias dos EUA.

“Continuamos comprometidos com a execução operacional disciplinada para reduzir nossos custos de atendimento, mantendo o foco no crescimento lucrativo”, disse o CEO Raj Subramaniam.

A FedEx, referência no comércio global, reportou lucro ajustado de US$ 3,74 por ação no terceiro trimestre, um aumento em relação aos US$ 2,93 por ação do ano anterior.

  •  

Consórcio é coisa de brasileiro? A origem e a força de um hábito financeiro

Muito associado à compra de carros e imóveis, o consórcio vai além de uma modalidade de crédito: ele reflete uma forma de organização financeira baseada em disciplina, planejamento e construção gradual de patrimônio. O Head de Produtos do Inter Seguros, Roberto Roque, considera que o consórcio evoluiu junto com as necessidades econômicas e comportamentais da população.

Hoje, com milhões de participantes ativos e presença em diferentes segmentos, o consórcio é visto menos como uma alternativa de crédito e mais como um comportamento financeiro estruturado.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), em 2025, essa modalidade de compra teve 5,16 milhões de cotas vendidas, aumento de 15,0% em relação ao ano anterior. Os créditos comercializados, resultantes dos negócios concretizados, também bateram recorde e o volume ultrapassou R$ 500 bilhões.

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. Ele surgiu no país, no início da década de 1960. A iniciativa começou em Brasília, quando funcionários do Banco do Brasil se organizaram para adquirir veículos por meio de contribuições mensais e sorteios entre participantes. Esse modelo nasceu como uma solução prática em um contexto de escassez de crédito e expansão urbana. Os principais marcos dessa história incluem:

  • 1962: registro do primeiro grupo de consórcio formalizado
  • 1971: regulamentação da atividade no país
  • Consolidação como parte do sistema financeiro nacional nas décadas seguintes

A partir daí, o modelo deixou de ser uma experiência local e se tornou uma estrutura organizada e regulada em todo o Brasil.

Por que o consórcio se tornou tão popular no Brasil?

O crescimento do serviço está diretamente ligado às condições econômicas e ao perfil de consumo do brasileiro ao longo das últimas décadas. De acordo com Roberto Roque, o produto ganhou força porque oferece uma forma de planejamento financeiro acessível, com parcelas previsíveis e sem cobrança de juros sobre o valor do crédito.

O que tornou o consórcio popular no país

Entre os principais fatores que explicam sua popularidade estão:

  • Busca por alternativas ao crédito com juros elevados
  • Desejo de realizar grandes objetivos, como carro e casa própria
  • Facilidade de acesso em diferentes faixas de renda
  • Expansão para novos segmentos, como imóveis e serviços
  • Formação de hábito financeiro de longo prazo

Como consórcio se conecta ao comportamento do brasileiro

O consórcio também ajuda a entender como a população lida com consumo e endividamento. Head de Produtos do Inter Seguros cita a combinação de ambição por conquistas materiais e cautela na hora de assumir dívidas com juros elevados. Esse comportamento se reflete em características como:

  • Preferência por planejamento antes da compra
  • Valorização de parcelas previsíveis no orçamento
  • Evitação de endividamento com juros altos
  • Busca por sensação de progresso financeiro gradual
  • Forte adesão a soluções coletivas e estruturadas

O modelo de consórcio dialoga com essa realidade ao permitir que o consumidor construa um objetivo ao longo do tempo, em vez de assumir uma dívida imediata.

Como ocorreu a evolução do consórcio

Desde sua criação, o consórcio passou por diferentes fases de expansão no Brasil. Inicialmente ligado ao setor automotivo, ele se diversificou ao longo das décadas. Essa evolução ocorreu em diferentes situações como:

  1. Anos 1960: foco em automóveis e caminhões
  2. Décadas seguintes: expansão para motos e eletrodomésticos
  3. Consolidação dos imóveis como principal segmento de crescimento
  4. Ampliação recente para serviços, viagens e educação

Hoje, os principais segmentos de consórcio são:

  • Veículos
  • Carros
  • Motos
  • Mobilidade urbana e frota empresarial

Imóveis

  • Compra de imóveis residenciais
  • Construção e reforma
  • Formação de patrimônio

Serviços

  • Educação
  • Viagens
  • Projetos pessoais

Além disso, a digitalização do setor transformou a experiência do usuário, permitindo contratação e acompanhamento de cotas de forma totalmente online.

Por que o consórcio é vantajoso em cenários de juros altos?

Em períodos de juros elevados, o serviço tende a ganhar ainda mais relevância como ferramenta de planejamento financeiro. Isso acontece porque o consumidor passa a priorizar previsibilidade e organização em vez de crédito imediato com custo mais alto. Entre os principais fatores estão:

  • Parcelas previsíveis ao longo do contrato
  • Ausência de juros sobre o valor do crédito
  • Possibilidade de antecipação via lance
  • Opções mais acessíveis de entrada no sistema
  • Adesão crescente em busca de planejamento de longo prazo

Nesse contexto, o consórcio se consolida como uma alternativa para quem prefere se estruturar financeiramente antes de assumir compromissos maiores.

FAQ – Perguntas frequentes sobre consórcio no Brasil

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. O modelo moderno de consórcio surgiu no Brasil nos anos 1960, em Brasília, como iniciativa de funcionários do Banco do Brasil.

O consórcio é usado em outros países?

Existem modelos semelhantes no exterior, mas o sistema como funciona hoje no Brasil é considerado uma criação brasileira e altamente estruturada.

Por que o consórcio é tão popular no país?

Porque combina planejamento financeiro, parcelas previsíveis e ausência de juros, o que se adapta ao comportamento de consumo do brasileiro.

Quais são os principais usos do consórcio hoje?

Compra de veículos, imóveis e serviços como educação, viagens e reformas.

O consórcio ainda vale a pena com juros altos?

Sim. Em cenários de juros elevados, ele se torna ainda mais atrativo para quem busca planejamento e não tem urgência na aquisição do bem.

  •  

Amazon corta 250 empregos em divisão de dispositivos, diz agência

A Amazon cortou cerca de 250 postos de trabalho nesta quarta-feira (28) em sua unidade de dispositivos e serviços, após semanas de lançamentos de produtos, incluindo novos leitores eletrônicos Kindle e tablets.

A empresa confirmou os cortes após uma consulta da Reuters.

“Tomamos a difícil decisão de eliminar um pequeno número de cargos”, disse um porta-voz, sem dar detalhes.

Os cortes afetaram no máximo 250 postos de trabalho, disse uma pessoa a par do assunto, principalmente na área de desenvolvimento de software.

As demissões ajudarão a empresa a “operar com mais eficiência e se alinhar melhor ao nosso plano de desenvolvimento de produtos”, disse o porta-voz. A Amazon também anunciou nesta quarta-feira um novo despertador e uma moldura digital equipados com a Alexa.

Como é costume na empresa, mensagens de texto e emails foram enviados aos funcionários na madrugada desta quarta-feira.

Uma das mensagens, vista pela Reuters, era de Cherie Robinson, vice-presidente de recursos humanos na área de dispositivos e serviços, informando que a empresa havia passado por “uma revisão completa de nossa estrutura”, o que resultou na necessidade dos cortes.

No início deste mês, a Amazon cortou cerca de 1.000 postos de trabalho em sua divisão principal de varejo. A empresa divulgará seus resultados financeiros do terceiro trimestre após o fechamento do mercado na quinta-feira.

  •  

Incorporadora, construtora, imobiliária e banco: entenda quem faz o quê

Na compra de um imóvel, cada participante tem uma função e responsabilidades específicas. A incorporadora organiza a operação imobiliária, a construtora executa a obra, a imobiliária ou o corretor intermedeia a venda e o banco cuida do financiamento. 

Entender o papel de cada um ajuda o comprador a saber a quem recorrer em caso de dúvidas ou problemas.

A MRV, maior construtora da América Latina, explica em seu blog institucional que essas funções são distintas: enquanto a incorporadora organiza o empreendimento e contrata os serviços necessários para viabilizá-lo, a construtora é responsável pela execução física da obra. A identificação das empresas e das obrigações previstas nos contratos ajuda o comprador a entender a quem recorrer em caso de dúvidas ou problemas.

Na compra de um apartamento da MRV, por exemplo, o consumidor deve identificar no contrato quem figura como vendedor ou incorporador, quem assume as obrigações relativas à construção e quais condições são estabelecidas para o pagamento. 

Os nomes e as funções indicados nos documentos são mais importantes do que presumir que todos os envolvidos respondem por qualquer problema.

Qual é a função de cada participante na compra do imóvel?

Incorporadora: organizar a operação imobiliária

A incorporadora é responsável por estruturar a incorporação imobiliária, que envolve organizar a construção de unidades destinadas à venda e formalizar a operação conforme a legislação. Entre suas atribuições estão providenciar o registro da incorporação e assumir as obrigações que lhe cabem na comercialização e na entrega do imóvel.

A Lei nº 4.591/1964 define o papel do incorporador e estabelece que a incorporação deve ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis antes da negociação das futuras unidades nos termos previstos na lei. 

A legislação também trata das responsabilidades relacionadas ao prazo, ao preço e às condições de entrega.

Quando procurar a incorporadora?

  • Quando houver dúvidas sobre o registro da incorporação ou a documentação da compra.
  • Quando o preço, as condições comerciais ou o prazo de entrega divergirem do contrato.
  • Quando houver questionamentos sobre obrigações assumidas no contrato de compra e venda.

A incorporadora e a construtora podem ser a mesma pessoa jurídica, mas também podem ser empresas diferentes. Por isso, é importante verificar quem aparece nos documentos como responsável por cada obrigação.

Construtora: executar a obra

A construtora é responsável pela execução dos serviços de construção que assume contratualmente. Isso envolve realizar a obra de acordo com os projetos, as especificações técnicas e as obrigações aplicáveis.

Se o imóvel apresentar problemas construtivos, como infiltrações ou falhas de acabamento, o comprador pode acionar o canal de assistência técnica indicado nos documentos de entrega. A identificação da empresa responsável pela obra e das obrigações de cada participante ajuda a direcionar o pedido.

A separação entre incorporadora e construtora, porém, não significa que a primeira esteja automaticamente isenta de responsabilidade por problemas da obra. A análise depende dos contratos, da atuação de cada parte e das normas legais aplicáveis. A própria Lei de Incorporações prevê responsabilidades do incorporador e do construtor, conforme a situação.

Quando procurar a construtora?

  • Para solicitar assistência técnica por possíveis defeitos construtivos.
  • Para esclarecer dúvidas sobre a execução da obra e as especificações técnicas.
  • Para acompanhar o atendimento de uma solicitação relacionada à construção, conforme os canais previstos no contrato.

Imobiliária e corretor: intermediar a negociação

A imobiliária e o corretor de imóveis aproximam compradores e vendedores, apresentam unidades, fornecem informações sobre a oferta e auxiliam na negociação. O trabalho pode incluir visitas, esclarecimento de dúvidas comerciais e encaminhamento de propostas.

O serviço de intermediação não significa que a imobiliária seja responsável pela execução da obra ou pela concessão do financiamento. A responsabilidade por atraso na entrega ou defeitos construtivos não é automaticamente transferida ao corretor apenas porque ele intermediou a venda. 

O comprador também deve conferir se existe cobrança de corretagem, qual é o valor, quem receberá o pagamento e quais condições foram estabelecidas. 

Quando procurar a imobiliária ou o corretor?

  • Para esclarecer informações apresentadas durante a venda.
  • Para solicitar cópia da proposta ou dos documentos usados na negociação.
  • Para tirar dúvidas sobre a comissão de corretagem e a intermediação.

Se a divergência envolver uma promessa feita durante a venda, guarde anúncios, mensagens e propostas. Essas evidências podem ajudar a verificar o que foi informado e por quem.

Banco: analisar e conceder o financiamento

O banco ou outra instituição financeira é responsável pela análise do pedido de crédito e, se aprovado, pela formalização do financiamento imobiliário. As condições do empréstimo — como juros, prazo, sistema de amortização, seguros e encargos — devem estar descritas no contrato de financiamento.

A aprovação não é automática: a instituição avalia a proposta de acordo com seus critérios e as regras aplicáveis. A avaliação do imóvel para fins de financiamento também integra os procedimentos da operação de crédito. O Banco Central orienta o consumidor a conferir as condições financeiras e os custos envolvidos antes de contratar.

Quando procurar o banco?

  • Para saber o andamento da análise de crédito.
  • Para esclarecer dúvidas sobre juros, parcelas, saldo devedor, seguros e tarifas.
  • Para verificar as condições de liberação do financiamento e as obrigações após a assinatura.
  • Para solicitar informações sobre o contrato ou a evolução da dívida.

Uma distinção importante: o banco responde pelas obrigações previstas no contrato de crédito, mas isso não significa que seja responsável pela execução da obra ou pelo prazo de entrega assumido pela incorporadora. 

Quem procurar em cada problema?

Situação

Primeiro contato recomendado

Dúvida sobre registro da incorporação ou documentos da compra

Incorporadora ou vendedor indicado no contrato

Divergência no preço ou nas condições de venda

Parte responsável pela oferta e pelo contrato de compra e venda

Atraso na entrega do imóvel

Incorporadora ou vendedor responsável pela entrega, conforme o contrato

Defeito construtivo ou pedido de assistência técnica

Canal de assistência indicado pela construtora ou responsável contratual

Dúvida sobre corretagem ou informação fornecida durante a venda

Imobiliária ou corretor responsável pela intermediação

Crédito não aprovado ou dúvida sobre parcelas e juros do financiamento

Banco ou instituição financeira

Divergência entre documentos, contratos ou responsabilidades

Solicitar esclarecimentos por escrito a cada parte envolvida e, se necessário, buscar orientação jurídica

Essa divisão é um ponto de partida, não uma regra absoluta para todos os casos. Dependendo da situação, mais de um fornecedor pode ter responsabilidade.

Como identificar quem responde pelo seu imóvel?

Antes de assinar, leia o quadro-resumo e o contrato de compra e venda, confira a razão social e o CNPJ das partes e verifique quem assumiu cada obrigação. Se houver um contrato separado de financiamento, analise-o também: ele estabelece compromissos diferentes daqueles assumidos na compra do imóvel.

Se houver um problema, registre a solicitação por escrito, guarde protocolos, documentos, comprovantes de pagamento e mensagens. Se a empresa acionada não resolver a questão ou houver dúvida sobre quem deve responder, o consumidor pode recorrer ao Procon, à Defensoria Pública ou a um advogado especializado em direito imobiliário.

  •  

Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial da Marabraz

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Marabraz, conhecida pela atuação no segmento de móveis e eletrodomésticos. As dívidas da companhia somam R$ 140,2 milhões.

Ao CNN Money, a rede varejista confirmou que a Justiça aceitou o pedido, protocolado em agosto de 2026, em caráter de urgência, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, por meio do escritório Campana Pacca.

A petição mostrava que, para além dos efeitos da alta persistente do juro, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares.

A rede ressalta que esta é uma etapa importante para sua reorganização financeira, preservação das atividades, manutenção de empregos e pagamento de credores.

“A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a transparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros”, diz em nota.

Pelos parâmetros estabelecidos, a Marabraz tem 15 dias para entregar documentos solicitados pela Justiça.

Além disso, terá stay period de 180 dias, período no qual ficam suspensas todas as execuções, ações de cobrança e constrições de bens contra a empresa em recuperação judicial.

  •  

Airbus mantém metas e aposta em aumento nas entregas até o final do ano

A Airbus AIR.PA manteve suas previsões para o ano inteiro e seus planos de produção nesta quarta-feira (28), após divulgar resultados mistos no terceiro trimestre, deixando os investidores atentos à possibilidade de a empresa atingir sua meta anual de entrega de aeronaves.

A maior fabricante de aviões do mundo manteve sua meta de entregar cerca de 870 aeronaves este ano, o que seria seu maior número de todos os tempos, e deixou inalteradas as metas de produção. Ela precisará de um quarto trimestre recorde para atingir essa marca.

“Todos estarão de olho para ver se eles conseguem atingir a marca de 870, ou se em algum momento de dezembro precisarão indicar que não conseguem atingir esse número”, disse Ronan Murphy, diretor da Alton Aviation Consultancy. “Eles precisam acreditar que ainda podem chegar perto dessa meta.”

A Airbus informou que o lucro operacional ajustado atingiu € 1,77 bilhão (US$ 2 bilhões) nos três meses encerrados em setembro, valor que correspondeu em grande parte à estimativa dos analistas em uma pesquisa realizada pela empresa. A receita caiu 2%, para € 17,47 bilhões, abaixo da estimativa de € 17,91 bilhões.

Tradicionalmente, a Airbus entrega mais aeronaves nos últimos meses do ano, mas já foi obrigada a reduzir as metas de entrega no final do ano devido à escassez de motores e outras restrições na cadeia de suprimentos que interromperam a produção.

A Airbus afirma que essas pressões começaram a diminuir recentemente.

“Em um ambiente geopolítico e operacional complexo, estamos focados na entrega, mantendo um firme compromisso com a qualidade. Nosso plano é claro e nossas equipes estão empenhadas em atingir nossos objetivos”, disse o CEO Guillaume Faury em comunicado.

Murphy alertou que as pressões na cadeia de suprimentos diminuíram, mas não desapareceram.

“Os atrasos diminuíram, mas ainda existem atrasos em relação ao período inicial”, disse Murphy.

O fluxo de caixa livre antes do financiamento de clientes desde janeiro foi negativo em € 1,27 bilhão, refletindo estoques mais altos, visto que a Airbus se preparava para um desempenho de entregas mais forte no final do ano e aumentava a produção para as entregas de fim de ano.

A concorrente Boeing (BA.N) destacou na terça-feira os atrasos na produção e os desafios na cadeia de suprimentos, com a CEO Kelly Ortberg afirmando que a fabricante de aviões americana não atingirá as principais metas de produção e entrega de aeronaves este ano.

A Airbus continua à frente de sua rival americana em entregas neste ano, tendo entregue 547 aeronaves até agora em 2026, em comparação com as 475 da Boeing.

(US$ 1 = 0,8993 euros)

Entenda como novo avião da Airbus pode transformar mapa aéreo do mundo

  •  

BYD abre 30 vagas de jovem aprendiz para fábrica em Camaçari; confira

A BYD anunciou, nesta quarta-feira, a abertura de 30 vagas para o programa de Jovem Aprendiz, focado na formação de novos talentos para o setor automotivo, para sua fábrica em Camaçari, na Bahia.De acordo com a BYD, as oportunidades são para o cargo de operador inspetor de produção automotiva. As inscrições seguem abertas até esta quinta-feira, 29.Quais são os pré-requisitos da vaga de jovem aprendiz da BYD?Para concorrerem às vagas, os candidatos devem atender aos seguintes pré-requisitos:Ensino Médio Completo;Residência e disponibilidade para atuar no município de Camaçari (BA);Conhecimentos básicos no Pacote Office (Word, Excel e PowerPoint).Onde se candidatar para o jovem aprendiz da BYD?Para se inscrever no processo seletivo para jovem aprendiz da BYD, os interessados devem se cadastrar no site oficial do concurso, Leia Também: EMPREGOS & NEGÓCIOS Mais de 200 mil MEIs de Salvador podem ter dívidas perdoadas; veja as regras OPORTUNIDADES Salvador e RMS têm quase mil vagas de trabalho para a Black Friday NEGÓCIOS Comércio online prevê alta de mais de 20% e R$ 13,3 bilhões em vendas Como é o programa de jovem aprendiz da BYD?O programa de jovem aprendiz da montadora chinesa é considerado diferenciado, focado para garantir a capacitação dos participantes, além de prepará-los para a indústria 4.0.Com vagas exclusivas para jovens residentes de Camaçari, a iniciativa oferta uma jornada de quatro horas diárias, com opção de turnos matutino ou vespertino.No início, os aprovados passaram por um curso intensivo de 15 dias de formação teórica no SENAI.Depois disso, a iniciativa adota um formato duplo, dividindo as atividades práticas na linha de produção da BYD com a continuidade dos estudos teóricos."Mais do que preencher vagas, estamos construindo o futuro da mobilidade sustentável no Brasil a partir da base. Capacitar os jovens de Camaçari dentro dos mais altos padrões da indústria global é garantir que o polo automotivo cresça junto com a sua comunidade, gerando emprego, renda e autonomia de verdade para a nossa gente", afirma o Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto do Brasil, Alexandre Baldy.

  •  

Novo CEO afirma que Heineken precisa melhorar, mesmo com alta de vendas

A Heineken precisa de maior responsabilização e de uma cultura de ​desempenho mais sólida para alcançar um ​crescimento consistente, afirmou o presidente-executivo Rafael Oliveira nesta quarta-feira, em sua primeira declaração desde que assumiu o comando da cervejaria holandesa neste mês.

Oliveira sucedeu Dolf van den Brink, que renunciou inesperadamente em janeiro, poucos meses após divulgar uma estratégia renovada e novas ⁠metas para a ​segunda maior cervejaria do mundo, deixando um ponto de ​interrogação sobre seus planos.

A fabricante das marcas Heineken, Tiger e ⁠Sol registrou um crescimento de ⁠mais de 4% tanto na receita quanto nos volumes ​no ‌terceiro trimestre, superando confortavelmente as previsões dos analistas, impulsionada ⁠pela forte demanda na Ásia.

Mas Oliveira, que enfrenta pressão dos investidores para acelerar o crescimento das vendas, melhorar a eficiência e aumentar os ‌retornos, ⁠disse que ‌a empresa nem sempre estava aproveitando as oportunidades de crescimento ou conquistando clientes quando deveria.

“Há mais a ser feito para aprimorar ⁠a execução, acelerar o ritmo ⁠e construir uma cultura de desempenho mais sólida, com maior responsabilização em toda ‌a empresa”, disse ele em comunicado, acrescentando que suas primeiras impressões tinham sido positivas no geral.

Oliveira disse que apresentaria seus planos para a Heineken com mais detalhes quando a empresa divulgar ‌os resultados do ano inteiro, em fevereiro.

Analistas esperavam um crescimento orgânico de volume de 2,9% e um crescimento da ⁠receita de 3,5%.

A cervejaria superou as expectativas em grande parte devido a um forte desempenho na Ásia-Pacífico, onde os volumes aumentaram ​17,3%, impulsionados pelo crescimento no Vietnã e na Índia.

A Heineken também ​afirmou que o crescimento foi impulsionado por suas principais marcas globais e prioridades estratégicas, incluindo cervejas com baixo teor alcoólico ou sem álcool e produtos premium.

  •  

Lucro da Stellantis aumenta à medida que cortes de custos ganham força

A Stellantis divulgou nesta quarta-feira (28) um aumento no lucro operacional do ​terceiro trimestre e afirmou que seu ​programa de corte de custos estava ganhando ritmo, reforçando as expectativas de um quarto trimestre mais sólido e levando as ações da montadora a uma alta de mais de 6%.

O grupo franco-italiano afirmou que seu Programa de Criação de Valor, um plano de redução de custos ⁠e aumento de eficiência ​em todo o grupo lançado este ano pelo presidente-executivo Antonio ​Filosa, estava ganhando força rapidamente, com benefícios visíveis no terceiro trimestre.

“Continuamos ⁠no caminho certo para implementar ⁠pelo menos 40% do total de 6 bilhões de euros ​em ‌ganhos de eficiência até o final deste ano”, disse Filosa em ⁠comunicado.

A fabricante da Fiat e da Jeep disse que espera obter economias no quarto trimestre na “ordem de centenas de milhões de euros”, ou cerca de ‌500 ⁠milhões de ‌euros (US$ 556 milhões), aproximadamente o dobro do valor alcançado no período de julho a setembro.

As ações do grupo, listadas na Bolsa de Milão, registravam ⁠alta de 5,8%.

A Stellantis também confirmou ⁠suas previsões para 2026 e uma meta muito aguardada de retornar à geração de ‌fluxo de caixa positivo em 2027.

No terceiro trimestre, o lucro ajustado antes de juros e impostos da Stellantis subiu para 256 milhões de euros, ante 90 milhões de euros no mesmo período do ‌ano anterior.

Esse valor ficou acima da previsão de 191 milhões de euros de uma pesquisa da Reuters com analistas, que se preparavam ⁠para um trimestre fraco antes de um desempenho mais forte esperado na reta final do ano.

A receita do terceiro trimestre permaneceu praticamente inalterada ​em 37,6 bilhões de euros, com ligeiros aumentos na Europa e na ​América do Sul e uma queda de 3% na América do Norte, que historicamente tem sido o mercado mais lucrativo da Stellantis.

  •  

Unilever alerta para aumentos de preços com efeitos da guerra no Irã

A Unilever prevê que os aumentos de preços se intensifiquem no quarto trimestre e no próximo ano, informou a empresa nesta quarta-feira (28), alinhando-se a outras fabricantes de bens de consumo que já anunciaram que repassarão aos clientes o aumento nos custos relacionado à guerra com o Irã.

Grandes empresas, incluindo a Coca-Cola, a Procter & Gamble, a Nestlé e a Reckitt , alertaram para o risco de novos aumentos de preços no próximo ano para compensar o impacto da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro.

Cada uma dessas empresas aumentou drasticamente os preços durante a pandemia da Covid-19 e nos primeiros meses da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

Desde então, elas passaram anos tentando reconquistar consumidores que se afastaram e passaram a optar por produtos de marca própria mais baratos.

Agora, enfrentam a realidade de ter que aumentar os preços novamente para proteger as margens dos acionistas.

“Definitivamente, esperamos que os preços em 2027 sejam mais altos do que a média de 2026”, disse o presidente-executivo Fernando Fernandez.

“Agora que temos mais clareza sobre isso (o ambiente de custos), estamos acelerando os aumentos de preços.”

“Vamos garantir um bom equilíbrio entre volume e preços em tudo o que fizermos no curto e no médio prazo”, acrescentou.

A Unilever, cujas inovações e foco em marketing ajudaram a empresa a recuperar a demanda após a pandemia, conseguiu este ano repassar parte do aumento nos custos das matérias-primas aos consumidores sem prejudicar os volumes de vendas.

As ações caíam 3,4% na quarta-feira, já que a Unilever também divulgou um crescimento do volume de vendas no terceiro trimestre mais lento do que no segundo trimestre, prejudicado pelo seu negócio de alimentos.

A Unilever divulgou um crescimento subjacente das vendas de 5,2% no trimestre, acima dos 4,8% esperados pelos analistas em um consenso elaborado pela empresa.

A empresa também manteve suas projeções de vendas e margem de lucro para 2026 e afirmou que espera um crescimento subjacente das vendas de cerca de 5% no segundo semestre de 2026.

Ela prevê um crescimento subjacente do volume no ano inteiro de pelo menos 3%, acima da projeção anterior de cerca de 3%, após registrar um crescimento de volume de 2,9% no terceiro trimestre e um aumento de preços de 2,3%.

  •  

Santander Brasil vê cenário macro desafiador, diz CEO

O presidente-executivo do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quarta-feira (28) que o banco trabalhará para melhorar a sua rentabilidade após um resultado abaixo do que busca no terceiro trimestre, enquanto destacou um cenário macroeconômico ainda desafiador, principalmente pelo nível elevado de taxas de juros.

“O banco já avançou na direção de uma carteira com clientes de melhor qualidade e de uma relação melhor, mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital”, afirmou o executivo em videoconferência com analistas sobre o balanço divulgado mais cedo.

“Esse movimento permanece como parte central da nossa estratégia.”

“Principalidade, transacionalidade e melhoria da composição do balanço permanecem como pilares da estratégia do banco. O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, afirmou.

No terceiro trimestre, o Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o ROAE (retorno sobre o patrimônio médio) do banco ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais ano a ano e 0,6 ponto na base trimestral.

Na bolsa paulista, por volta de 11h, as units do banco recuavam 5,14%, a R$ 24,54, em pregão negativo para o setor como um todo. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, caía 2,31%.

  •  

Ter um carro voador na garagem ainda é um sonho distante; entenda por quê

As pessoas desejam carros voadores desde os primórdios da aviação e dos automóveis. A demonstração feita pela Tesla no início deste mês de uma versão “voadora” do seu novo Roadster significa que estamos perto disso?

Se você procura um carro que possa trafegar com segurança em estradas e rodovias e também voar distâncias significativas, então não.

Mas se você quer uma máquina voadora pessoal que opere em altitudes relativamente baixas e percorra a distância da maioria das viagens de carro, isso está mais próximo da realidade.

Bem-vindo ao mundo em rápida expansão das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas pelo acrônimo um tanto complicado de eVTOLs. Elas não podem trafegar em rodovias, e algumas nem mesmo têm rodas.

Mas muitas empresas têm corrido para desenvolver veículos saídos diretamente de filmes e desenhos animados de ficção científica, com algumas já vendendo aeronaves.

“A ideia do “carro voador” capturou a imaginação do público por gerações, e hoje essa empolgação está impulsionando investimentos e inovações reais em todo o setor”, disse Kristina Menton, vice-presidente de voo da Pivotal, uma das empresas que fabricam eVTOLs.

“O apelo é fácil de entender. Por que passar 90 minutos no trânsito quando você poderia passar 20 minutos no céu?”

Os eVTOLs são muito leves em comparação com os carros tradicionais, têm capacidade de carga limitada e geralmente conseguem voar no máximo 100 milhas de uma vez (161 km/h). Eles também não podem operar em estradas.

Mas mesmo sem trafegar pelo asfalto, alguns defensores acreditam que os eVTOLs deveriam ser considerados um automóvel na definição mais estrita da palavra — um veículo capaz de transportar você do ponto A ao ponto B.

Os “carros” voadores podem atrair motoristas que querem evitar “estradas (que são) problemáticas e congestionadas”, disse Rani Plaut, cofundadora e CEO da Air, uma empresa israelense que planeja construir eVTOLs em uma instalação na Flórida.

Uma empresa que afirma estar desenvolvendo um verdadeiro carro voador é a start-up californiana Alef. O CEO Jim Dukhovny disse que a versão inicial, que terá uma velocidade máxima de cerca de 55 mph (88,5 km/h), foi projetada para ser tanto uma aeronave quanto um carro, em vez de adaptar um ou outro.

O veículo de 254 libras (115 quilogramas) usa oito hélices em seu interior para decolar, mas também possui quatro rodas e foi projetado para dirigir.

O “Model A” só pode transportar uma pessoa que pese menos do que o veículo vazio e não conta com equipamentos de segurança padrão, como airbags.

Mas Dukhovny quer que ele seja visto como um carro, não como um eVTOL.

“Os eVTOLs são para o mercado de aviação”, disse ele. “Nossa concorrência é Toyota, Ford, Tesla.”

Mas tentar fazer as duas coisas — operar como carro e como aeronave — enfrenta muitos problemas básicos de engenharia, disse Roger Connor, curador da coleção de voo vertical do Smithsonian”s National Air and Space Museum.

Isso porque as aeronaves são sensíveis ao peso, enquanto os carros precisam de equipamentos pesados.

“Algo que é um híbrido entre os dois vai ser uma aeronave de baixo desempenho e um veículo de baixo desempenho”, disse ele à CNN.

Ainda assim, a Federal Aviation Administration tem incentivado o desenvolvimento de eVTOLs, lançando uma série de programas de testes em 26 estados em março.

“O futuro da aviação chegou — e vai melhorar dramaticamente a forma como pessoas e produtos se movem”, disse o Secretário de Transportes Sean Duffy ao anunciar o programa.

Uma das questões que a FAA está investigando é quem terá permissão para pilotar essas aeronaves.

A expectativa é que seja necessário muito menos treinamento para pilotar um eVTOL do que para pilotar um pequeno avião, helicóptero ou avião de passageiros — talvez apenas alguns dias. Mas isso ainda está em desenvolvimento, disse Connor.

“Ainda não licenciamos ninguém nessas novas categorias de aeronaves”, disse ele à CNN. “Isso é um pouco novo para todos, e é especialmente assim para a FAA, já que as aeronaves não são aviões e não são helicópteros.”

Apesar do interesse da FAA, os eVTOLs ainda estão em grande parte em desenvolvimento. Muito poucos foram construídos e entregues a clientes, e os disponíveis são muito caros.

Versões maiores, ou “táxis aéreos” que transportam alguns passageiros, custarão mais de US$ 1 milhão cada (mais de R$ 5,3 milhões), disse Connor.

As de uso pessoal serão vendidas por menos, mas ainda assim custarão entre US$ 60.000 e US$ 400.000 (até R$ 2,1 milhões) por uma aeronave de dois lugares com alguma autonomia e alcance.

“Por US$ 60.000, você basicamente está comprando um drone sofisticado capaz de carregar cerca de 160 libras (72 quilos) por talvez 10 minutos”, acrescentou.

A Tesla ainda não informou quanto custará uma versão “voadora” do seu Roadster, e nenhuma versão, voadora ou terrestre, estará à venda antes de pelo menos 2028.

Ao contrário da maioria dos eVTOLs, que utilizam hélices, o Roadster usou jatos de ar comprimido para saltar sobre outros carros e se projetar do topo de uma rampa de seis ou sete andares durante a apresentação do produto no início deste mês.

O Roadster também não voou nenhuma distância apreciável, pousando aquém dos próprios 120 pés que os Irmãos Wright alcançaram durante seu primeiro voo em Kitty Hawk, Carolina do Norte, em 1903.

O próprio site da Tesla adverte que o modelo de teste “não está aprovado para uso em vias públicas”.

Ainda assim, a demonstração espetacular fez muitos no setor comemorarem.

“Quando uma empresa com o alcance da Tesla coloca a ideia de pessoas comuns decolando do chão diante de milhões de espectadores, isso amplia a conversa, e o setor se beneficia dessa curiosidade”, disse Menton, da Pivotal.

Mas ela adverte que sua empresa não é uma montadora de carros.

“Nós fabricamos aeronaves, não carros voadores“, disse ela.

Geração Z: 51% dos jovens pretendem comprar carro nos próximos 3 anos

  •  
❌