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Por que aviões ficam dando voltas antes de pousar? Prática deixa voos mais poluentes e custa mais de US$ 2,3 bilhões para a gestão do tráfego aéreo

Viajantes frequentes podem estar familiarizados com a experiência de ver seu avião chegando ao aeroporto e se animar com a perspectiva de esticar as pernas e aterrissar em terra firme, só para se verem presos na aeronave enquanto ela circula no céu por um período que parece interminável.

A manobra não é capricho do piloto, nem necessariamente sinal de pane: na maioria das vezes, ocorre por falhas na gestão do tráfego aéreo.

Nesta terça-feira (27), a ONU (Organização das Nações Unidas) compartilhou um plano para mitigar o problema – e ele envolve medidas que a aviação nacional já aplica, mas com restrições.

Por que aviões voam em círculos?

O cenário é chamado de padrão de espera: quando um avião entra em trajetória circular em um ponto fixo do céu enquanto soluciona um problema mecânico, aguarda melhores condições climáticas para seguir viagem ou espera autorização para aterrissar. Em espaços aéreos muito movimentados, esta autorização pode demorar.

O volume de combustível no tanque da aeronave precisa levar em conta esse período; hoje, as normas de transporte aéreo e aviação civil propõem abastecer o suficiente para manter um padrão de espera de até 45 minutos, além do necessário para completar a rota.

Caso a permissão para pouso demore demais e o combustível fique próximo do nível mínimo de segurança, o piloto deve avisar a torre de segurança para receber prioridade na fila ou mudar a rota para outra pista.

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Quais as consequências dos longos padrões de espera?

Segundo a Icao (Organização da Aviação Civil Internacional) da ONU, as companhias aéreas de todo o mundo transportam cerca de 5,7 milhões de passageiros por dia; o número total pode chegar a 12,4 bilhões até 2050.

Os céus cada vez mais congestionados significam que qualquer emergência ou tempestade pode causar atrasos em milhares de viagens, prejudicando viações e viajantes, além de empresas que dependem do transporte aéreo para suas cargas.

A Eurocontrol, entidade responsável pela navegação aérea na Europa, afirma que só em 2025 os atrasos custaram mais de US$ 2,3 bilhões no continente.

Como solucionar?

A proposta da ONU é baseada nos semáforos de trânsito. O secretário-geral da agência, Juan Carlos Salazar, faz uma comparação com o transporte sobre rodas.

“Se os semáforos funcionarem independentemente, o trânsito vira um caos e há engarrafamentos em todas as esquinas”, afirma. “Se alguém recebe sinal verde em uma rua e é parado na seguinte, o congestionamento aumenta imediatamente.”

Para ele, o mesmo acontece no tráfego aéreo. A solução começaria, então, na origem do trajeto: o aeroporto de partida.

Se um aeroporto sabe que não pode mais receber aeronaves por um determinado período, emite um sinal para que os aviões não pousem. O que deveria acontecer, segundo o representante da Icao, é coordenar com outros aeroportos para que atrasem as decolagens de voos que têm como destino pistas já lotadas.

A proposta parte do princípio de que voos com decolagem atrasada não emitem mais gases de efeito estufa nem queimam mais combustível, como ocorre quando um pouso é suspenso.

Testes deste modelo com apoio da Icao no continente americano já “pouparam mais de 265 mil minutos de tempo de voo em 2026 e mais de US$ 38,9 milhões”, diz a entidade. Também economizaram “cerca de 13.330 toneladas de combustível e evitaram a emissão de 42.160 toneladas de dióxido de carbono, contribuindo para a meta de emissões líquidas zero de carbono na aviação internacional até 2050”.

Sistema não é novidade, mas implementação é parcial

Salazar afirma que Brasil e Colômbia, além de países fora das Américas, já usam este sistema em voos nacionais. Mas os benefícios são limitados pela falta de comunicação entre sistemas de voo internacionais.

Atualmente, muitas informações de tráfego aéreo não são trocadas entre diferentes países “por falta de vontade ou de meios para transmiti-las em tempo real”, diz o secretário. Um voo da Europa para a Oceania, no exemplo selecionado por ele, exigiria a coordenação entre quatro ou cinco regiões.

Outro empecilho é o uso do espaço aéreo em zonas de conflito. Drones e mísseis lançados entre países obrigam companhias aéreas a desviar suas rotas, tornando os trajetos menos previsíveis.

 *Publicado por Juliana Santos.

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Afogamento: Corpo de barraqueiro que sumiu ao tentar salvar turista é encontrado no mar de Boa Viagem

O corpo do barraqueiro Rafael Vitor Correia da Silva, de 28 anos, que estava desaparecido no mar da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) na manhã deste domingo (25). As buscas haviam sido retomadas por volta das 7h e o corpo foi avistado por populares nas proximidades da Padaria Boa Viagem, que acionaram o resgate.

Rafael Vitor trabalhava há cerca de 10 meses na orla e desapareceu por volta das 8h do sábado (24), nas imediações do Terceiro Jardim, próximo ao Posto 5. O incidente ocorreu em um trecho caracterizado por corrente de retorno. O barraqueiro entrou na água ao perceber que um casal de turistas se afogava. O homem conseguiu sair da água por conta própria, mas a mulher continuou em perigo no mar. Há informações extraoficiais, inclusive, que o casal estaria alcoolizado quando se afogou.

De acordo com testemunhas, Rafael tentou socorrer a vítima, mas ficou exausto na tentativa. O surfista Geovane Leite, que corria pela orla, percebeu a situação e conseguiu resgatar a mulher com o auxílio de uma corda. No entanto, ao se voltar para socorrer o barraqueiro, Rafael já havia submergido. Desde o sábado, o Corpo de Bombeiros realizava varreduras na área com apoio de moto aquática, drone e helicóptero.

© Reprodução TV Globo

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco e da Polícia Militar atuaram no resgate do corpo do barraqueiro na Praia de Boa Viagem
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Portimão e Alvor são o destino do próximo passeio sénior

O próximo Passeio Sénior, integrado no projeto “Vida com Ritmo – Programa Mais Vida à Vida”, convida a população sénior do concelho de Olhão a descobrir a história, a cultura e a beleza natural de Portimão e Alvor.

Ao longo de um dia de convívio e descoberta, os participantes terão oportunidade de visitar o Museu de Portimão, instalado nas antigas instalações da Fábrica de Conservas Feu, e conhecer a exposição permanente “Portimão, Território e Identidade”, que dá a conhecer a relação da cidade com o rio Arade, o mar e a indústria conserveira.

Durante a tarde, a visita prossegue pela Ria de Alvor, onde a paisagem natural se cruza com a memória e a tradição piscatória. Entre os pontos de interesse estão a antiga Lota e o histórico Edifício de Socorro a Náufragos, que alberga um barco salva-vidas dos anos 20 do século passado, testemunho da história marítima daquela região.

Dirigido a maiores de 60 anos residentes no concelho de Olhão, o Passeio Sénior realiza-se nas seguintes datas:

– Setembro – 15, 18, 22, 25 e 29;

– Outubro – 2, 6, 9, 13, 16, 20 e 23.

Inscrições:

– 31 de agosto – Junta de Freguesia de Moncarapacho, sede em Moncarapacho;

– 1 de setembro – Junta de Freguesia de Olhão, sala da sede;

– 2 de setembro – Junta de Freguesia de Pechão, sala da sede;

– 3 de setembro – Junta de Freguesia de Quelfes, sala da Patinha e sala da sede;

– 4 de setembro – Junta de Freguesia de Fuseta, Biblioteca na Fuseta.

Uma oportunidade para sair, conviver, conhecer novos lugares e descobrir o património que nos rodeia.

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“Passeios Seniores” 2026 levam são-brasenses à descoberta de Setúbal

Entre novos lugares, sabores e muitos momentos de convívio, cerca de 600 são-brasenses com mais de 60 anos viveram, ao longo dos meses de julho e agosto, mais uma edição dos “Passeios Seniores”, iniciativa promovida do Município de São Brás de Alportel que este ano teve Setúbal como destino.

Durante os passeios, os participantes têm tido oportunidade de conhecer alguns dos espaços que marcam a identidade da região de Setúbal. O programa incluiu visitas ao Convento de Jesus e à sua Igreja, ao Mercado do Livramento, à Leiveira Azulejos de Azeitão e à Fábrica das Tortas de Azeitão, complementadas pela degustação de sabores da gastronomia tradicional local.

Mais do que uma viagem, os “Passeios Seniores” afirmam-se como um momento de encontro e de convívio, proporcionando aos participantes a oportunidade de sair da rotina, conhecer novos lugares e, sobretudo, desfrutar de bons momentos em companhia.

Para a presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro: “os Passeios Seniores são um momento alto da estratégia de promoção do envelhecimento ativo, um adubo para a vida, uma oportunidade para sair da rotina, conhecer novos lugares, criar memórias e, sobretudo, viver bons momentos em companhia, o que é fundamental para a promoção da saúde física e mental. É muito gratificante ver a adesão dos nossos seniores e perceber como esta iniciativa é importante para promover o convívio e o bem-estar”.

A iniciativa integra a estratégia do Município de São Brás de Alportel dirigida à população sénior, contribuindo para a promoção do bem-estar, da socialização, do envelhecimento ativo e da qualidade de vida dos cidadãos mais experientes do concelho.

Com esta iniciativa, o Município reforça a aposta numa comunidade, onde envelhecer com qualidade significa viver com dignidade, continuar a descobrir, participar e viver novas experiências.

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