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Citi e BCA rebaixam recomendação de ativos brasileiros após vitória de Lula

O Citigroup e a BCA Research rebaixaram a recomendação dos ativos brasileiros ​após a vitória eleitoral do presidente ​Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o perfil de risco-retorno para ações, títulos e moeda se deteriorou, à medida que os investidores reavaliam as perspectivas de disciplina fiscal e reformas estruturais sob o novo governo.

Essas avaliações refletem uma mudança mais ampla no posicionamento dos investidores, com estrategistas ⁠alertando que uma política ​fiscal mais flexível, uma dinâmica mais fraca da dívida pública ​e um avanço mais lento nas reformas voltadas para o crescimento ⁠podem pesar sobre os mercados brasileiros, ⁠apesar das restrições impostas por um Congresso mais conservador.

O Citi ​encerrou ‌na segunda-feira (26) suas posições bullish no Brasil após a vitória eleitoral ⁠de Lula, retirando sua recomendação de “overweight” em ações e encerrando sua posição comprada no real.

“Embora os preços possam muito bem cair além dos níveis justos, ‌o ⁠mercado já estava ‌otimista antes disso, o que torna plausível uma queda excessiva. Dado o resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco no Brasil”, afirmou o ⁠Citi.

Os ativos brasileiros despencaram na segunda-feira, ⁠com o real caindo mais de 11% em relação ao dólar e o índice de ‌ações Bovespa registrando uma queda de 13,9% — sua maior queda em um único dia desde março de 2020.

Os investidores esperam que as recentes apostas em uma mudança de governo sejam revertidas.

A BCA Research rebaixou, ‌na segunda-feira, a recomendação do Brasil em relação aos mercados emergentes, afirmando que a vitória de Lula “acaba com a perspectiva de um governo ⁠ortodoxo que promova melhorias estruturais nas contas fiscais e no crescimento potencial do Brasil”.

A BCA rebaixou as ações brasileiras de “neutro” para “underweight”, citando riscos crescentes ​de inadimplência, perspectivas de crescimento mais fracas e pressões inflacionárias decorrentes de ​uma moeda mais fraca.

A empresa também rebaixou os títulos em moeda local e o crédito soberano do Brasil de “overweight” para “underweight”, alertando para a deterioração da dinâmica da dívida.

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Orçamento Participativo de Faro chega à cidade e à comunidade dos Hangares na segunda semana de encontros

Biblioteca Municipal de Faro e Associação de Moradores dos Hangares recebem duas sessões abertas à participação dos cidadãos, nos dias 23 e 24 de outubro

A União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro) dá continuidade, esta semana, aos Encontros de Participação do Orçamento Participativo 2026, com duas sessões que irão decorrer na cidade de Faro e na comunidade dos Hangares, na Ilha da Culatra.

Depois dos primeiros encontros realizados no Patacão e no Areal Gordo, esta segunda semana de participação pretende continuar a aproximar o processo das diferentes comunidades do território, criando oportunidades para os cidadãos apresentarem ideias, debaterem necessidades e contribuírem para a construção de propostas concretas para a freguesia.

O primeiro encontro desta semana realiza-se na quinta-feira, 23 de outubro, às 18h00, na Biblioteca Municipal de Faro. No dia seguinte, sexta-feira, 24 de outubro, às 15h00, a iniciativa chega à Associação de Moradores dos Hangares, na Ilha da Culatra.

Todas as comunidades contam

A realização destes encontros em diferentes pontos do território pretende garantir que a participação cívica chega a públicos e comunidades com realidades e necessidades distintas.

A presença do Orçamento Participativo nos Hangares assume particular importância, permitindo valorizar a participação das comunidades insulares e assegurar que as suas preocupações, ideias e prioridades podem integrar o processo de construção de propostas para a freguesia.

A União das Freguesias de Faro pretende, assim, incentivar uma participação alargada, reconhecendo que o envolvimento dos cidadãos é essencial para identificar necessidades concretas e construir respostas mais próximas das populações.

Debater ideias e construir propostas

Durante os encontros, os participantes serão convidados a integrar grupos de trabalho, partilhar ideias, discutir propostas e identificar possíveis formas de colaboração. Seguir-se-á um momento de plenário, no qual poderão apresentar as suas propostas aos restantes participantes.

Todas as propostas formalizadas nestes encontros serão encaminhadas para a fase de análise técnica, em igualdade com as restantes candidaturas apresentadas no âmbito do Orçamento Participativo.

Podem participar todos os cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos que residam, estudem ou trabalhem no território da União das Freguesias de Faro.

60 mil euros para projetos com impacto na comunidade

A edição de 2026 do Orçamento Participativo dispõe de uma dotação global de 60.000 euros, permitindo financiar projetos até ao valor máximo de 15.000 euros cada.

A apresentação de propostas decorre até 25 de outubro de 2026, através do formulário disponível no site oficial da União das Freguesias de Faro.

Após esta fase, seguir-se-ão a análise técnica, a consulta pública e a votação, que decorrerá entre 15 de dezembro de 2026 e 5 de fevereiro de 2027. Os resultados serão anunciados a 12 de fevereiro de 2027.

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Uma iniciativa em parceria

A edição de 2026 integra uma parceria com o Consórcio CoParticipation, constituído pela One Source, Instituto Pedro Nunes e Oficina. Os encontros são dinamizados por uma equipa da Associação Oficina.

A iniciativa é apoiada por fundos nacionais através do Programa COMPETE 2030 e cofinanciada pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), sob a referência COMPETE2030-FEDER-02208000.

A União das Freguesias de Faro convida todos os cidadãos a participar nestes encontros e a contribuir com ideias que possam fazer a diferença na sua comunidade.

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