Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente eleito do Brasil e ignora derrota




Os partidos árabes em Israel atingiram um número recorde de deputados, com 70% dos votos apurados, podendo não ficar por aqui.
Os partidos árabes atingiram um total de 19 votos até ao momento, ficando com o poder de influenciar futuras maiorias no Knesset, revela o “Haaretz”.
Até agora, a coligação de partidos que apoiam Benjamin Netanyahu obtiveram 54 dos assentos no Parlamento, abaixo dos 61 exigidos para a maioria.
Já o bloco de partidos que apoiam Gadi Eisenkot obtiveram 47 assentos, até agora.
A coligação árabe Joint-List conta com 13 assentos neste momento, sendo o terceiro partido mais votado, apenas atrás do Likud (de Netanyahu) com 27 assentos e do Yashar (de Eisenkot) com 20 assentos. O seu melhor resultado foi em 2020 com 15 assentos.
O seu líder já apelou a uma coligação entre árabes e judeus para derrubar Netanyahu, considerando o atual executivo, um “governo de massacres”, segundo Youssef Jabareen.
O partido árabe UAL (Ra’am) conta atualmente com seis assentos.
No terreno, o líder do Partido Democrata Yair Golan apelou à formação de um governo em coligação com partidos árabes para derrotar Benjamin Netanyahu, mas esta posição tem sido rejeitada por vários dos partidos da coligação de Gadi Eisenkot.
“Não temos futuro aqui se não pararmos de ter medo e se não colocarmos fim ao racismo. Não podemos aceitar a distinção racista de Netanyahu entre votos árabes e judeus”, disse Yair Golan considerando que esta é uma “oportunidade para formar um governo em parceria com os cidadãos árabes de Israel”.
“Quem tentar apagar os votos dos cidadãos árabes está a render-se a Netanyahu e a desistir de Israel”, acrescentou.


O Governo norte-americano concedeu vistos de entrada a Flávio Bolsonaro e à sua família após a fuga do Brasil, revela a “Reuters”.
O candidato pela direita às eleições presidenciais brasileiras fugiu do país para não cumprir com uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar o seu passaporte. Flávio Bolsonaro chegou a garantir que não fugiria do país e que iria ficar para lutar contra a decisão do STF, que criticou duramente.
As autoridades argentinas confirmaram na quarta-feira que Bolsonaro e a sua família tinham entrado no país na terça-feira à noite através de uma fronteira terrestre na província de Misiones com documentos válidos. Depois, apanharam um avião privado rumo ao Equador.
Flávio Bolsonaro está a ser investigado pela justiça brasileira por suspeitas de lavagem de dinheiro e fugas de divisas e também por possíveis irregularidades envolvendo apostas desportivas, segundo a “CNN Brasil”.
Lula da Silva venceu as eleições com 52%, mais de 64 milhões de votos, contra 48% de Flávio Bolsonaro com quase 60 milhões.
Flávio Bolsonaro não concedeu derrota para Lula da Silva e chegou a anunciar que iria procurar anular o resultado devido a irregularidades. Mas o seu Partido Liberal acabou por reconhecer a vitória de Lula na segunda-feira.
“Quando pediram para eu entregar meu passaporte eu entreguei. Ele deveria ter entregue. Mas lamentavelmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira é lamber-botas dos EUA”, criticou o presidente Lula da Silva.
A fuga de Flávio Bolsonaro apanhou de surpresa o seu próprio gestor de campanha. “Estamos surpreendidos porque discutimos a necessidade de Flávio, dados os 60 milhões de votos que recebemos, para assumir o seu papel como líder da oposição”, disse o senador Rogério Marinho.
Donald Trump considerou “terrível” o resultado das eleições brasileiras e garantiu que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA.
A agência noticiosa revela que não é claro neste momento onde estão Bolsonaro e a sua família.
O Departamento de Estado norte-americano confirmou que iria conceder vistos para a sua entrada nos Estados Unidos.
Uma coisa é certa neste momento. A fuga de Bolsonaro vai aprofundar a divisão existente entre as duas maiores nações, em termos de habitantes, do continente americano.
Lula da Silva tem acusado Washington de colidir com os Bolsonaros para regressarem ao poder.
A “Reuters” revelou recentemente uma campanha do Departamento de Estado para promover o regresso dos Bolsonaros ao poder.
“Eu estou sabendo agora que o meu adversário foi embora. Veja, eu perdi eleições para o Collor. Eu fiquei no Brasil. Eu perdi eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes, eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim e ficou no Brasil. Eu fico imaginando que culpa tem na consciência um cidadão que acaba de perder as eleições e foge do seu país. Quando fui acusado tive muito convite para fugir do Brasil, ir para embaixada, eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal para desmascarar meus investigadores. Quem não deve não teme”, disse Lula da Silva na terça-feira.


A vereadora Eduarda Campopiano (PL) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, à deputada estadual mais votada do estado em 2026, publicou um vídeo nas redes sociais após o resultado das eleições, no qual contestou o cenário político e econômico do país. Entre os episódios citados, ela mencionou o caso de uma criança baleada durante uma comemoração no Complexo da Penha, na madrugada seguinte ao pleito.
A parlamentar também fez afirmações sobre supostas oscilações nos mercados financeiros, com menções à alta do dólar, à queda da bolsa e à suspensão de operações por meio de um circuit breaker. Ela citou ainda o cancelamento de um leilão do Tesouro e estimou a dívida pública em mais de R$ 11 trilhões no início do novo mandato de Lula.
Campopiano afirmou que Flávio Bolsonaro pretende contestar judicialmente o resultado do segundo turno. Na avaliação da vereadora, pesquisas eleitorais, levantamentos internos e previsões do Polymarket não anteciparam o desfecho das urnas. Ela também questionou a prorrogação do horário de votação por uma instituição que, segundo seu relato, não era o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foto e Vídeo: Redes Sociais
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Pessoas próximas à família Bolsonaro confirmaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10). Segundo as informações divulgadas, o avião está em voo.
Flávio estava sem dar notícias desde o início da manhã. A última mensagem conhecida foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho, que coordenou sua campanha. Na conversa, Flávio disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não confirmou se havia deixado o Brasil.
Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25/10), teria sido determinada a apreensão dos passaportes do senador pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme o relato original. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça-feira, mas, segundo as informações divulgadas, não o fez. Não há, no relato apresentado, confirmação oficial das circunstâncias da viagem.
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O Supremo Tribunal Federal brasileiro ordenou, esta terça-feira, 27 de outubro, a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano a favor do candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro.
Na decisão proferida pelo juiz Flávio Dino, consultada pela Lusa, o magistrado pede uma investigação sobre o possível destino de recursos com origem dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Dino justifica a instauração do inquérito “para apurar os aspetos penais dos factos delimitados nesta decisão, especialmente a eventual origem, circulação e destino de recursos estrangeiros, bem como a existência de atos de intermediação ou ocultação relacionados a esse fluxo”.
A decisão do magistrado atende aos pedidos do Partido dos Trabalhadores (grupo político de Lula da Silva) e da campanha do outro candidato presidencial Renan Santos (Missão), que reportaram o comportamento da Meta e a publicação de perfis estrangeiros nas redes sociais a favor de Flávio Bolsonaro.
A investigação policial deverá esclarecer ainda o que o magistrado chamou de “manipulações algorítmicas por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas”.
O juiz juntou na sua decisão várias reportagens, factos relatados em processos no âmbito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e até o comunicado do próprio Conselho de Supervisão da Meta, que expressou preocupação com as falhas da empresa e problemas nos perfis ligados à campanha política de Lula da Silva.
Relativamente ao suposto financiamento estrangeiro à campanha do filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a investigação deverá visar as supostas negociações da empresa Rockbridge Network com empresários brasileiros para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro.
Flávio Dino destaca na decisão os valores da Constituição brasileira, que proíbe o financiamento estrangeiro em campanhas eleitorais, considerando que qualquer ingerência ou interferência internacional afeta a soberania do Brasil.
“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de um Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu Dino.
“Sublinho, ainda, a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse económico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros”, acrescentou o magistrado.






