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Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente eleito do Brasil e ignora derrota

Candidato derrotado à presidência da República no último domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, em carta divulgada nesta quarta-feira, 28. Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil Flávio Bolsonaro em carta divulgada Na carta, que foi divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, Flávio cumprimenta lideranças da extrema-direita internacional, como os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, e agradece pela estadia nos Estados Unidos, onde desembarcou na manhã desta quarta, 28, três dias depois da sua derrota nas urnas.“Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, diz trecho da carta.Flávio Bolsonaro ignora derrota e questiona eleiçãoNa mesma carta, Flávio Bolsonaro questiona o resultado das urnas no último domingo, 25, quando saiu derrotado para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil. Em trecho do documento, que vem com o brasão 'Estados Unidos do Brazil', nome diferente da República Federativa do Brasil, nomenclatura oficial do país, Flávio ainda denuncia uma suposta "caça às bruxas". "O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment", diz outro ponto de Flávio. Flávio Bolsonaro se inspira em Guaidó Flávio Bolsonaro ainda citou figuras como Juan Guaidó, que também se autoproclamou presidente da Venezuela, ao justificar sua saída do Brasil, encarada por adversários e até mesmo por aliados como 'fuga'. "Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil", afirma Flávio Bolsonaro. 

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Prefeito de Cairu aciona Justiça Eleitoral contra fake news sobre multa nas Eleições

O prefeito de Cairu, Hildécio Meireles, ingressou com uma representação na 031ª Zona Eleitoral de Valença solicitando direito de resposta e a retificação de uma matéria veiculada pelo portal Voz do Baixo Sul em 25 de outubro de 2026. A publicação vinculou indevidamente o gestor e a administração municipal à aplicação de uma multa de R$ 100 mil determinada pela Justiça Eleitoral durante o segundo turno do pleito.Segundo a peça jurídica apresentada pelo município, a sanção financeira foi imposta exclusivamente à Associação dos Transportadores Marítimos (ASTRAM), entidade privada que opera a travessia entre Valença e as ilhas do arquipélago. A decisão judicial exigia o reestabelecimento imediato do serviço privado após a paralisação das embarcações."A Prefeitura de Cairu não recebeu qualquer multa ou sanção, tendo sido apenas oficiada pela Justiça Eleitoral para manter a operação regular de suas linhas públicas", diz trecho da representação eleitoral encaminhada à 031ª Zona Eleitoral. Foto: Divulgação Frota municipal garantiu transporte de eleitoresA defesa do prefeito destaca que a administração municipal adotou medidas preventivas antes mesmo do comunicado da Justiça. A prefeitura mobilizou frota própria, veículos terrestres e embarcações credenciadas para assegurar o transporte gratuito dos cidadãos no dia da votação.A operação cobriu localidades estratégicas do arquipélago:Cairu (Sede) e Torrinhas;Galeão e Gamboa;Morro de São Paulo e São Sebastião. Leia Também: REFORMA POLÍTICA Hugo Motta anuncia mudança na eleição de deputados; entenda o voto distrital misto ELEIÇÕES Lula cresce votação e vence em todos os bairros de Salvador no 2º turno ATLASATARDE Eleitor de Lula se mobilizou em massa no 2º turno, aponta CEO da AtlasIntel Pedidos de urgência e penalidadeDiante do risco de danos à imagem pública do gestor, a representação pede liminar urgente para a veiculação de uma nota de esclarecimento e a suspensão da matéria contestada até o julgamento do mérito.Em caso de descumprimento da ordem, o pedido requer a aplicação de multa diária de R$ 5 mil ao veículo de imprensa, além da publicação do direito de resposta com o mesmo destaque e formato da veiculação original. Foto: Divulgação

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Israel votou, ninguém ganhou. Resultado histórico dos árabes, que têm a chave do Governo

Netanyahu sem maioria e voto árabe complica alternativa de Eisenkot. Incógnita mantém-se em Israel. A contagem dos votos poderá demorar alguns dias. As eleições legislativas em Israel não deram uma maioria a Benjamin Netanyahu nem ao seu principal adversário, Gadi Eisenkot. O primeiro-ministro mantém o maior partido do país, mas pode perder o poder. A oposição tem deputados suficientes para o afastar, mas ainda está dividida quanto à formação de um novo Governo. Com 84,5% das urnas apuradas, esta quarta-feira, o bloco de Netanyahu tinha uma projeção de 54 lugares no Knesset, o parlamento israelita de 120 deputados. Os partidos

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Israel. Partidos árabes atingem número recorde de assentos

Israel

Os partidos árabes em Israel atingiram um número recorde de deputados, com 70% dos votos apurados, podendo não ficar por aqui.

Os partidos árabes atingiram um total de 19 votos até ao momento, ficando com o poder de influenciar futuras maiorias no Knesset, revela o “Haaretz”.

Até agora, a coligação de partidos que apoiam Benjamin Netanyahu obtiveram 54 dos assentos no Parlamento, abaixo dos 61 exigidos para a maioria.

Já o bloco de partidos que apoiam Gadi Eisenkot obtiveram 47 assentos, até agora.

A coligação árabe Joint-List conta com 13 assentos neste momento, sendo o terceiro partido mais votado, apenas atrás do Likud (de Netanyahu) com 27 assentos e do Yashar (de Eisenkot) com 20 assentos. O seu melhor resultado foi em 2020 com 15 assentos.

O seu líder já apelou a uma coligação entre árabes e judeus para derrubar Netanyahu, considerando o atual executivo, um “governo de massacres”, segundo Youssef Jabareen.

O partido árabe UAL (Ra’am) conta atualmente com seis assentos.

No terreno, o líder do Partido Democrata Yair Golan apelou à formação de um governo em coligação com partidos árabes para derrotar Benjamin Netanyahu, mas esta posição tem sido rejeitada por vários dos partidos da coligação de Gadi Eisenkot.

“Não temos futuro aqui se não pararmos de ter medo e se não colocarmos fim ao racismo. Não podemos aceitar a distinção racista de Netanyahu entre votos árabes e judeus”, disse Yair Golan considerando que esta é uma “oportunidade para formar um governo em parceria com os cidadãos árabes de Israel”.

“Quem tentar apagar os votos dos cidadãos árabes está a render-se a Netanyahu e a desistir de Israel”, acrescentou.

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Lula cresce votação e vence em todos os bairros de Salvador no 2º turno

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou seu desempenho eleitoral em Salvador e venceu em todos os bairros da capital baiana no segundo turno da eleição presidencial de 2026. O petista, que havia ficado atrás de Flávio Bolsonaro (PL) em duas localidades no primeiro turno, reverteu o resultado e terminou a apuração liderando em 100% das áreas contempladas por levantamento do portal A TARDE. O levantamento reuniu dados oficiais de votação de 130 dos 171 bairros de Salvador. Na primeira etapa, Lula obteve 944.358 votos na capital (65,26% dos votos válidos). No segundo turno, a votação do presidente saltou para 1.154.072 votos — alcançando 73,24% da preferência do eleitorado soteropolitano. Ao todo, o crescimento de Lula em Salvador foi de 209.714 votos, representando um salto de 7,98 pontos percentuais entre os dois turnos. Quais são os bairros mais lulistas? Entre os bairros analisados, Ilha de Maré registrou a maior proporção de votos para Lula, com 89,99%. Em seguida aparecem a Ilha dos Frades/Ilha de Santo Antônio, com 86,83%, e Cassange, onde o petista atingiu 85,45%.Bom Juá (82,56%) e Arenoso (82,19%) completam a lista das cinco localidades com maior adesão ao presidente reeleito na capital. Maiores percentuais de votos em Lula por bairro: Ilha de Maré: 89,99%  Ilha dos Frades / Ilha de Santo Antônio: 86,83%  Cassange: 85,45% Bom Juá: 82,56% Arenoso: 82,19% Lula realizou virada em dois bairros Apesar de Lula ter vencido em todas as localidades analisadas no segundo turno, Itaigara e Patamares registraram as menores porcentagens de votação para o petista em Salvador. No Itaigara, Lula obteve 50,06% dos votos válidos, enquanto em Patamares chegou a 51,18%. No primeiro turno, os dois bairros haviam dado vitória a Flávio Bolsonaro, quando o petista marcou 42,7% no Itaigara e 44% em Patamares. A virada consolidou a hegemonia petista em toda a capital na etapa final. Caminho das Árvores (57,10%), Graça (57,66%) e Piatã (58,35%) também figuram entre as localidades com menores percentuais de votos para o presidente reeleito. Menores percentuais de votos em Lula por bairro: Itaigara: 50,06% Patamares: 51,18% Caminho das Árvores: 57,10% Graça: 57,66%  Piatã: 58,35% Qual bairro Lula cresceu mais? O bairro da Roma liderou o crescimento do candidato petista entre o primeiro e o segundo turno, registrando um avanço de 9,8 pontos percentuais. Marechal Rondon aparece na sequência, com alta de 9,6 pontos, seguido por Cajazeiras VII, com 9,5 pontos. Jardim Santo Inácio e Castelo Branco fecham o ranking, ambos com crescimento de 9,4 pontos percentuais. Onde Lula mais cresceu entre o 1º e o 2º turno: Roma: +9,8 pontos percentuais Marechal Rondon: +9,6 pontos percentuais Cajazeiras VII: +9,5 pontos percentuais Jardim Santo Inácio: +9,4 pontos percentuais Castelo Branco: +9,4 pontos percentuais Interaja com o mapa da votação por bairro O portal A TARDE preparou um mapa interativo exclusivo com os percentuais de votação de Lula em Salvador. A ferramenta permite consultar os resultados por localidade e comparar o desempenho do presidente reeleito em cada região do município. Explore o mapa abaixo e confira o resultado detalhado no seu bairro:

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EUA autorizam entrada de Flávio Bolsonaro após fuga do Brasil

O Governo norte-americano concedeu vistos de entrada a Flávio Bolsonaro e à sua família após a fuga do Brasil, revela a “Reuters”.

O candidato pela direita às eleições presidenciais brasileiras fugiu do país para não cumprir com uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar o seu passaporte. Flávio Bolsonaro chegou a garantir que não fugiria do país e que iria ficar para lutar contra a decisão do STF, que criticou duramente.

As autoridades argentinas confirmaram na quarta-feira que Bolsonaro e a sua família tinham entrado no país na terça-feira à noite através de uma fronteira terrestre na província de Misiones com documentos válidos. Depois, apanharam um avião privado rumo ao Equador.

Flávio Bolsonaro está a ser investigado pela justiça brasileira por suspeitas de lavagem de dinheiro e fugas de divisas e também por possíveis irregularidades envolvendo apostas desportivas, segundo a “CNN Brasil”.

Lula da Silva venceu as eleições com 52%, mais de 64 milhões de votos, contra 48% de Flávio Bolsonaro com quase 60 milhões.

Flávio Bolsonaro não concedeu derrota para Lula da Silva e chegou a anunciar que iria procurar anular o resultado devido a irregularidades. Mas o seu Partido Liberal acabou por reconhecer a vitória de Lula na segunda-feira.

“Quando pediram para eu entregar meu passaporte eu entreguei. Ele deveria ter entregue. Mas lamentavelmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira é lamber-botas dos EUA”, criticou o presidente Lula da Silva.

A fuga de Flávio Bolsonaro apanhou de surpresa o seu próprio gestor de campanha. “Estamos surpreendidos porque discutimos a necessidade de Flávio, dados os 60 milhões de votos que recebemos, para assumir o seu papel como líder da oposição”, disse o senador Rogério Marinho.

Donald Trump considerou “terrível” o resultado das eleições brasileiras e garantiu que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA.

A agência noticiosa revela que não é claro neste momento onde estão Bolsonaro e a sua família.

O Departamento de Estado norte-americano confirmou que iria conceder vistos para a sua entrada nos Estados Unidos.

Uma coisa é certa neste momento. A fuga de Bolsonaro vai aprofundar a divisão existente entre as duas maiores nações, em termos de habitantes, do continente americano.

Lula da Silva tem acusado Washington de colidir com os Bolsonaros para regressarem ao poder.

A “Reuters” revelou recentemente uma campanha do Departamento de Estado para promover o regresso dos Bolsonaros ao poder.

“Eu estou sabendo agora que o meu adversário foi embora. Veja, eu perdi eleições para o Collor. Eu fiquei no Brasil. Eu perdi eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes, eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim e ficou no Brasil. Eu fico imaginando que culpa tem na consciência um cidadão que acaba de perder as eleições e foge do seu país. Quando fui acusado tive muito convite para fugir do Brasil, ir para embaixada, eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal para desmascarar meus investigadores. Quem não deve não teme”, disse Lula da Silva na terça-feira.

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Sofreu assédio eleitoral no trabalho? Veja como denunciar

Quem sofreu algum tipo assédio no local de trabalho durante as eleições ainda pode acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar o fato. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, informou que a Justiça seguirá combatendo esse tipo de crime e julgando as denúncias. Até esta segunda-feira, 26, o MPT já havia recebido cerca de 1.937 denúncias de assédio eleitoral em todo o país, segundo dados do balanço oficial consolidados depois do encerramento do segundo turno das eleições. Você sabe o que assédio eleitoral? É considerado assédio eleitoral quando o chefe ou superior hierárquico tenta pressionar o trabalhador para que ele vote ou deixe de votar em determinado candidato. Geralmente, essa condunta acontece quando o chefe se utiliza de alguns artifícios para coagir o funcionário a atender aos seus interesses, seja através de ameaças de demissão ou de fechamento da empresa caso seu candidato não ganhe o pleito. Fazer com que o funcionário grave vídeo de apoio político e fazer promessas de vantagens para induzir o voto também se configura como assédio eleitoral. Os empresário que demitir por questões de orientação política pode ser enquadrado por discriminação na manutenção das relações de trabalho, prática vedada pela Constituição e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).Quem praticar assédio eleitoral pode estar sujeito a penas de reclusão e multa. Podem denunciar trabalhadores CLT, terceirizados, estagiários e servidores públicos. Leia Também: ELEIÇÕES “Não temos notícias do paradeiro”, diz aliado sobre Flávio Bolsonaro INQUÉRITO Dino manda PF investigar apoio dos EUA à campanha de Flávio Bolsonaro ELEIÇÕES 2026 GPS dos ônibus será enviado ao TRE-BA após caos no transporte de Salvador Como denunciar o crimeAs denúncias podem ser feitas ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e aos Ministérios Público (MPT) e Público Eleitoral (MPE) através dos canais próprios dos órgãos. O site No Meu Voto Mando Eu, que faz parte da campanha da Justiça do Trabalho para combater o assédio eleitoral, também está recebendo denúncias.

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“Não temos notícias do paradeiro”, diz aliado sobre Flávio Bolsonaro

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na disputa presidencial, rumo aos Estados Unidos, nesta terça-feira, 27, ainda repercute nos bastidores políticos. Coordenador da sua campanha ao Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou não ter qualquer notícia sobre o paradeiro do aliado.Em coletiva de imprensa, Rogério negou ter conhecimento sobre o plano de saída emergencial de Flávio, e frisou a surpresa do entorno político do parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).Durante sua fala, Rogério Marinho questionou a situação política do país, trazendo à tona a crise entre nomes ligados ao bolsonarismo e o Judiciário. Existe uma situação no Brasil que precisa ser esclarecida e exposta Rogério Marinho Marinho ainda disse não ter nenhuma informação sobre uma suposta ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Flávio pudesse executar seu plano de saída imediata. Leia Também: INQUÉRITO Dino manda PF investigar apoio dos EUA à campanha de Flávio Bolsonaro ELEIÇÕES 2026 Aliados de Flávio Bolsonaro revelam temor após derrota nas eleições CONFIRA LISTA DE RECORDES Lula empilha recordes históricos após ser reeleito para 4º mandato “Ficamos surpresos. Não temos notícias do seu paradeiro [...] Eu não tenho essa notícia de que o Trump tenha falado a respeito de receber o Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos”, disparou Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte.Aliado de Flávio Bolsonaro critica JustiçaNa mesma coletiva, Rogério Marinho reforçou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), após citar o pedido da Polícia Federal ao senador Flávio Bolsonaro, que foi intimado a entregar seus passaportes.De acordo com as primeiras informações, o pedido, de autoria do ministro Alexandre de Moraes, ocorreu ainda no domingo da eleição, 25, logo após a confirmação da derrota de Flávio.“Em uma democracia, é muito estranho que um candidato a presidente da República seja objeto de medida cautelar de um inquérito que caiu por terra. Até compreendo, caso o senador Flávio Bolsonaro tenha saído do Brasil”, afirmou Marinho.Flávio Bolsonaro desembarca nos Estados UnidosO senador Flávio Bolsonaro desembarcou nesta terça-feira, 27, em solo americano, após sua saída de última hora do país. O paradeiro exato do candidato derrotado é o estado da Florida. 

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Vídeo: Eduarda Campopiano questiona resultado eleitoral e prevê nova fase de disputa política

A vereadora Eduarda Campopiano (PL) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, à deputada estadual mais votada do estado em 2026, publicou um vídeo nas redes sociais após o resultado das eleições, no qual contestou o cenário político e econômico do país. Entre os episódios citados, ela mencionou o caso de uma criança baleada durante uma comemoração no Complexo da Penha, na madrugada seguinte ao pleito.

A parlamentar também fez afirmações sobre supostas oscilações nos mercados financeiros, com menções à alta do dólar, à queda da bolsa e à suspensão de operações por meio de um circuit breaker. Ela citou ainda o cancelamento de um leilão do Tesouro e estimou a dívida pública em mais de R$ 11 trilhões no início do novo mandato de Lula.

Campopiano afirmou que Flávio Bolsonaro pretende contestar judicialmente o resultado do segundo turno. Na avaliação da vereadora, pesquisas eleitorais, levantamentos internos e previsões do Polymarket não anteciparam o desfecho das urnas. Ela também questionou a prorrogação do horário de votação por uma instituição que, segundo seu relato, não era o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil para os EUA

A Polícia Federal garante que Bolsonaro não passou por nenhum posto de fronteira. Ainda não se sabe como saiu nem se os EUA o deixam entrar com o passaporte cancelado. O senador brasileiro Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos depois de ter perdido as presidenciais de domingo e de se ter recusado a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal para entregar os passaportes, disseram duas fontes. A embaixada dos EUA no Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O advogado de Bolsonaro também não respondeu. Segundo a Reuters, não é ainda claro  para onde

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Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos após derrota eleitoral

Pessoas próximas à família Bolsonaro confirmaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10). Segundo as informações divulgadas, o avião está em voo.

Flávio estava sem dar notícias desde o início da manhã. A última mensagem conhecida foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho, que coordenou sua campanha. Na conversa, Flávio disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não confirmou se havia deixado o Brasil.

Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25/10), teria sido determinada a apreensão dos passaportes do senador pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme o relato original. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça-feira, mas, segundo as informações divulgadas, não o fez. Não há, no relato apresentado, confirmação oficial das circunstâncias da viagem.

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Justiça ordena investigação sobre suposto financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal brasileiro ordenou, esta terça-feira, 27 de outubro, a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano a favor do candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro.

Na decisão proferida pelo juiz Flávio Dino, consultada pela Lusa, o magistrado pede uma investigação sobre o possível destino de recursos com origem dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Dino justifica a instauração do inquérito “para apurar os aspetos penais dos factos delimitados nesta decisão, especialmente a eventual origem, circulação e destino de recursos estrangeiros, bem como a existência de atos de intermediação ou ocultação relacionados a esse fluxo”.

A decisão do magistrado atende aos pedidos do Partido dos Trabalhadores (grupo político de Lula da Silva) e da campanha do outro candidato presidencial Renan Santos (Missão), que reportaram o comportamento da Meta e a publicação de perfis estrangeiros nas redes sociais a favor de Flávio Bolsonaro.

A investigação policial deverá esclarecer ainda o que o magistrado chamou de “manipulações algorítmicas por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas”.

O juiz juntou na sua decisão várias reportagens, factos relatados em processos no âmbito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e até o comunicado do próprio Conselho de Supervisão da Meta, que expressou preocupação com as falhas da empresa e problemas nos perfis ligados à campanha política de Lula da Silva.

Relativamente ao suposto financiamento estrangeiro à campanha do filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a investigação deverá visar as supostas negociações da empresa Rockbridge Network com empresários brasileiros para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro.

Flávio Dino destaca na decisão os valores da Constituição brasileira, que proíbe o financiamento estrangeiro em campanhas eleitorais, considerando que qualquer ingerência ou interferência internacional afeta a soberania do Brasil.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de um Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu Dino.

“Sublinho, ainda, a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse económico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros”, acrescentou o magistrado.

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Aliados de Flávio Bolsonaro revelam temor após derrota nas eleições

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) temem que ele passe a ser alvo de medidas judiciais após perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno, no último domingo, 25.Nos bastidores, conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, interlocutores do parlamentar demonstrariam preocupação com a possibilidade de um pedido de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).Flávio diz ter sido intimado pela PFA apreensão teria aumentado na tarde de segunda-feira, 26, depois que Flávio publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes.Segundo o senador, a determinação teria partido do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. De acordo com a versão apresentada pelo parlamentar, a ordem teria sido expedida na noite de domingo, 25, após a confirmação do resultado eleitoral. Aliados teriam sugerido que senador deixasse o paísAinda conforme o relato da coluna, aliados ouvidos na manhã de segunda-feira, 26, teriam aconselhado Flávio a deixar o Brasil o quanto antes, diante do receio de que fosse expedido um mandado de prisão.Na ocasião, também circulavam notícias sobre iniciativas de lideranças de esquerda junto ao Supremo para solicitar a suspensão ou a apreensão do passaporte do senador.Na semana anterior, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) havia defendido publicamente que o irmão deixasse o país caso perdesse a eleição, sob o argumento de evitar uma eventual prisão.Senador não anunciou intenção de deixar o BrasilFlávio, porém, não havia anunciado intenção de deixar o Brasil. Segundo aliados citados pela coluna, o senador ainda tentava compreender os fatores que levaram à vitória de Lula no segundo turno.Até o momento descrito no relato, o STF e a Polícia Federal não haviam se pronunciado sobre a suposta determinação para entrega dos passaportes.

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Não votou? Veja como justificar ausência nas eleições e não ser punido

Quem não votar e não justificar a ausência nas eleições pode ter alguns direitos civis suspensos pela Justiça Eleitoral. O voto é obrigatório no Brasil para quem tem entre 18 e 70 anos.O eleitor terá 60 dias após a eleição para justificar a ausência. Isso pode ser feito pelo e-Título, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou em qualquer cartório eleitoral.Em 2026, é possível apresentar justificativa dentro dos seguintes prazos:até 3 de dezembro de 2026 (ausência no primeiro turno);até 8 de janeiro de 2027 (ausência no segundo turno).A Justiça Eleitoral exige alguns documentos, como uma declaração do trabalho ou atestado médico.Importante destacar que o procedimento precisará ser repetido para cada turno de ausência. Veja o passo a passo de como justificar ausência depois da eleiçãoPelo e-Título, o eleitor deve abrir o aplicativo e acessar a opção “Mais opções”, na parte inferior da tela. Depois, é necessário selecionar “Justificativa de Ausência” e “Nova Justificativa” para iniciar o pedido.Quem fizer o pedido depois da votação deverá informar o turno em que faltou e anexar um comprovante da ausência. O procedimento também pode ser realizado pelo e-Título, na opção “Justificativa de Ausência”. A documentação será analisada pela Justiça Eleitoral.Pela internet, o procedimento é feito no Autoatendimento Eleitoral - Título Net, disponível no site do TSE. O eleitor deve selecionar “Justificar ausência”, preencher os dados pessoais, escolher o turno, informar o motivo da falta e anexar os documentos comprobatórios. Ao finalizar, receberá um número de protocolo para acompanhar a solicitação.Presencialmente, o eleitor deve preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). No dia da votação, o formulário pode ser entregue em uma mesa receptora de votos ou justificativas, acompanhado de documento oficial com foto.Após a eleição, o pedido pode ser apresentado em qualquer cartório eleitoral, com documentos que comprovem o motivo da ausência.O envio da justificativa após a votação não significa aprovação automática. A Justiça Eleitoral analisará os documentos apresentados. Se o pedido for aceito, a ausência será registrada no histórico eleitoral. Caso seja negado, o eleitor deverá pagar a multa correspondente.Direitos que podem ser suspensos se a pessoa não justificarQuem não votar e nem justificar a ausência no dia da eleição pode sofrer as seguintes consequências:Ficar impedido de requisitar carteira de identidade e passaporte;Não poderá se inscrever e fazer a prova para concursos públicos – caso já aprovado, não poderá tomar posse;Não poderá participar de concorrência pública da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;Não poderá receber vencimentos, salário, proventos ou remuneração de emprego ou função pública, paraestatal ou autárquica (Isso também vale para funções desempenhadas em fundações governamentais, institutos, empresas ou sociedades de qualquer natureza mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviços delegados);Conseguir empréstimos em autarquias, caixas econômicas federais ou estaduais, sociedades de economia mista, institutos e caixas de previdência social, assim como estabelecimentos cujo crédito é mantido pelo governo;Obter certidão de quitação eleitoral;Conseguir qualquer documento em repartições diplomáticas;Realizar qualquer ato para o qual seja exigida quitação do serviço militar ou imposto de renda.Caso o eleitor deixe de votar em três eleições consecutivas e não justifique ou regularize sua situação, sua inscrição junto à Justiça Eleitoral é cancelada.

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Mobilização dos petistas do Nordeste garante a reação de Lula no 2º turno

O Nordeste foi decisivo para a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A região garantiu ao petista uma vantagem de quase 14 milhões de votos sobre o adversário neste domingo, 25, consolidando-se como a principal base eleitoral da reeleição deste ano.Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula intensificou a estratégia de comunicação nas redes sociais e a mobilização política no Nordeste. O alerta havia sido aceso pelos resultados da primeira etapa: em comparação com 2022, o petista perdeu votos em seis dos nove estados nordestinos.Com o encerramento das disputas pelos governos estaduais, lideranças petistas da Bahia, do Ceará e do Piauí foram convocadas para reforçar a articulação regional. O senador eleito Rui Costa (BA), o senador Camilo Santana (CE) e o governador reeleito Rafael Fonteles (PI) assumiram a linha de frente da mobilização, em um movimento que acompanhou o crescimento da votação de Lula.Entre os dias 4 e 25 de outubro, o petista passou de 21.494.584 para 24.450.432 votos no Nordeste, um aumento de aproximadamente 2,95 milhões. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de 10.398.973 para 10.796.736 votos, crescimento de cerca de 398 mil. Para se ter ideia, da vantagem nacional do presidente reeleito contra Flávio de 4,4 milhões de votos, 57,73% foi construída no Nordeste.Tratando sobre os estados “lulistas”, em termos proporcionais, o Piauí registrou o maior percentual de votos válidos para Lula no país, com 75,9%. A Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro, também se destacou, destinando 71,3% dos votos válidos ao presidente. Trio nordestino ganha força no PT nacionalCamilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles ampliaram sua participação na coordenação da campanha durante o segundo turno, após a vantagem de Flávio Bolsonaro na primeira etapa. Segundo aliados, o trio contribuiu para uma nova dinâmica na candidatura, combinando planejamento estratégico e mobilização nas ruas.Camilo, que havia articulado a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará no primeiro turno, passou a coordenar a elaboração de propostas e a produção de conteúdos para a comunicação nacional. O senador também adotou uma rotina de coletivas diárias para apresentar atualizações sobre a campanha.Ex-governador do Ceará por dois mandatos e ex-ministro da Educação, Camilo desponta, segundo avaliações de aliados, como um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil no quarto mandato de Lula. Camilo Santana e Lula - Foto: Tiago Moura | Flickr Rafael Fonteles, por sua vez, atuou na estratégia de comunicação e na preparação do presidente para os debates televisivos. De acordo com interlocutores da campanha, o governador defendeu mudanças na linguagem pública de Lula e maior presença em formatos digitais, como vídeos gravados no estilo selfie.Fonteles também teria alertado o presidente sobre a necessidade de rever a comunicação para enfrentar a vantagem do adversário. Atualmente ele é cotado para ser ministro da Fazenda. Rafael Fonteles e Lula - Foto: Divulgação Graças a Deus, este país ainda tem um povo como o nordestino, onde eu tive mais de 70% dos votos nas eleições. Obrigado, Camilo Santana. Obrigado, Rafael Lula em discurso após ser reeleito presidente Bahia reforça protagonismo na campanhaRui Costa também saiu fortalecido na articulação interna do PT. O senador eleito acompanhou Lula em agendas decisivas do segundo turno pelo país, incluindo os atos de encerramento da campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.Ex-ministro da Casa Civil, Rui manteve interlocução com prefeitos e governadores para apresentar investimentos federais e mobilizar apoiadores nas diferentes regiões. Atualmente, ele é ventilado como possível comandante do Ministério de Infraestrutura.Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito no primeiro turno, manteve a campanha em favor de Lula durante outubro. O petista organizou carreatas no interior e articulou com deputados da base aliada a continuidade das mobilizações até o encerramento da votação. Rui Costa, Jerônimo, Lula e senador Jaques Wagner (PT) - Foto: © Ricardo Stuckert A importância do PT da Bahia na estratégia também se refletiu na participação do ex-secretário estadual de Cultura Bruno Monteiro na comunicação da campanha presidencial. A exoneração de Monteiro para assumir a função foi publicada no Diário Oficial do Estado em 10 de outubro. Em julho, ele já havia se afastado da pasta para coordenar a comunicação da campanha de Jerônimo.PT nordestino busca ampliar influênciaO desempenho eleitoral do Nordeste pode ampliar o peso político das lideranças da região nas decisões nacionais do PT. A articulação de Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Camilo Santana e Rafael Fonteles ganhou destaque na estratégia que levou à vitória de Lula.O resultado reforça a influência eleitoral nordestina na sustentação do projeto petista e abre espaço para que lideranças da região ampliem sua participação na condução do partido e do próximo governo federal.

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Lula empilha recordes históricos após ser reeleito para 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou a eleição de 2026 acumulando uma série de recordes eleitorais inéditos no país. Reeleito para um quarto mandato, o petista recebeu 64.256.232 votos no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), superou sua própria marca de 2022 e tornou-se o primeiro político eleito quatro vezes para a Presidência da República no Brasil pelo voto popular. O resultado também marcou uma virada inédita no segundo turno desde a redemocratização.Um levantamento do Instituto Lula aponta o petista como o presidente mais votado da história da humanidade, considerando a soma de todos os votos recebidos nas sete eleições presidenciais que disputou. Ao todo, o petista acumulou 305.363.778 votos, segundo a metodologia apresentada no estudo.O cálculo reúne as votações de diferentes pleitos e soma tanto as disputas de primeiro quanto de segundo turno. Na comparação apresentada pelo levantamento, o presidente russo Vladimir Putin aparece na segunda posição global, com cerca de 267,5 milhões de votos acumulados em cinco eleições entre 2000 e 2024.  Maior votação já recebida por um presidenciável no BrasilLula também quebrou o recorde nacional de votação absoluta em uma eleição presidencial. Com 64.256.232 votos obtidos no segundo turno de 2026, superou sua marca anterior, registrada em 2022, quando recebeu 60.345.999 votos ao derrotar Jair Bolsonaro (PL).O desempenho de 2026 representa um acréscimo de quase 3,91 milhões de votos em relação ao pleito de quatro anos atrás. O resultado consolidou a maior votação absoluta já registrada por um candidato ao Palácio do Planalto na história do país.Primeiro presidente eleito quatro vezesCom as vitórias obtidas em 2002, 2006, 2022 e 2026, Lula tornou-se o único presidente eleito por quatro vezes diretas pelo voto popular. O feito o coloca à frente de nomes que venceram duas eleições diretas, como Fernando Henrique Cardoso, e diferencia sua trajetória política da de Getúlio Vargas.Vargas governou o Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, somando aproximadamente 18 anos e seis meses no poder, em períodos que incluíram governos provisório e ditatorial. Ele foi confirmado presidente pela Assembleia Constituinte em 1934 e retornou ao cargo após vencer o pleito direto de 1950. Lula, por sua vez, deve alcançar 16 anos na Presidência da República ao concluir o quarto mandato, em janeiro de 2031.Virada inédita A eleição de 2026 também entrou para a história por registrar uma virada inédita desde a redemocratização. Lula encerrou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, mas reverteu o cenário na segunda etapa e garantiu a reeleição.No primeiro turno, Flávio liderou com 56.104.503 votos, contra 53.879.538 de Lula. Já no segundo turno, o petista alcançou 64.256.232 votos, enquanto Flávio encerrou a disputa com 59.826.041 votos, conforme dados finais da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença final ultrapassou 4,4 milhões de votos a favor do presidente reeleito.A trajetória eleitoral do presidente inclui ainda a vitória sobre um mandatário em exercício. Em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição.Presidente eleito mais velho da históriaLula amplia também a marca de presidente mais velho a tomar posse no Brasil. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista assumirá o quarto mandato em 5 de janeiro de 2027, aos 81 anos.O recorde anterior já pertencia ao próprio presidente: em janeiro de 2023, ele tomou posse para o terceiro mandato aos 77 anos. Ao concluir o novo período de governo, em janeiro de 2031, Lula terá 85 anos. Uma curiosidade é que o petista também é o chefe de Estado mais velho do mundo.Candidaturas à PresidênciaLula passa a ser o político que mais vezes disputou o Palácio do Planalto desde a redemocratização. O petista concorreu nos pleitos de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026.Com a sétima candidatura, superou José Maria Eymael, que disputou seis eleições presidenciais até 2022 e não concorreu neste ano. O retrospecto de Lula reúne quatro vitórias (2002, 2006, 2022 e 2026) e três derrotas (1989, 1994 e 1998).Posse inéditaO novo mandato trará uma alteração histórica no calendário republicano. Lula será o primeiro presidente brasileiro a tomar posse em 5 de janeiro, em substituição ao tradicional 1º de janeiro.A mudança foi introduzida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, que alterou as datas de posse do presidente e do vice-presidente da República a partir do mandato iniciado em 2027. A medida visa também desvincular a cerimônia presidencial da posse dos governadores, agendada para 6 de janeiro.

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Lula quebra próprio recorde e recebe maior votação da história

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o próprio recorde de votação e alcançou a maior quantidade de votos já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. Com 99,99% das seções eleitorais totalizadas neste domingo (25), o petista recebeu mais de 64,2 milhões de votos válidos, venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026 e garantiu um quarto mandato presidencial.O recorde anterior também pertencia a Lula, que recebeu 60.345.999 votos no segundo turno das eleições de 2022, quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o petista obteve 50,90% dos votos válidos.Com a nova vitória, Lula ultrapassa a própria marca em mais de 3,9 milhões de votos. O resultado de 2026 representa a maior votação nominal já registrada em uma eleição presidencial brasileira.Marcos históricos da eleição de LulaA eleição de 2026 também marcou uma virada inédita na disputa presidencial desde a redemocratização. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula reverteu o resultado e venceu a disputa no segundo turno.Na primeira etapa do pleito, o petista recebeu 53.879.538 votos, o equivalente a 45,16% dos votos válidos. No segundo turno, com a apuração praticamente concluída, ultrapassou a marca de 64 milhões de votos. Queda na abstençãoO segundo turno também registrou redução na abstenção em comparação com o primeiro turno, quando mais de 33 milhões de eleitores deixaram de votar.Neste domingo, a taxa de abstenção passou de 21,08% para 19,21% do eleitorado, uma redução de 1,87 ponto percentual.Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354.Quais eleições Lula já venceu?Lula já havia sido eleito presidente em 2002 e 2006, quando derrotou, respectivamente, José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSB), então adversário e atual vice-presidente. Em 2002, recebeu 52.793.364 votos no segundo turno. Quatro anos depois, foi reeleito com 58.295.042 votos.Em 2022, o petista voltou à Presidência ao vencer Jair Bolsonaro. Com a vitória de 2026, Lula chega ao quarto mandato presidencial, ampliando o próprio recorde de votação.

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Filho de Daniela Mercury mobilizou 40 carros para ajudar eleitores em Salvador

Em meio às dificuldades enfrentadas por eleitores de Salvador devido à redução da circulação de ônibus no domingo, 25, durante o segundo turno das eleições presidenciais, uma ação solidária reuniu cerca de 40 carros para ajudar a população a chegar aos locais de votação. A iniciativa contou com a organização de Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, e mobilizou mais de mil pessoas por meio de um grupo de WhatsApp.Em entrevista ao portal A TARDE, Gabriel revelou que a ação começou de maneira modesta, com apenas cinco voluntários, mas ganhou força após a divulgação de um card nas redes sociais. Além das caronas gratuitas, a iniciativa arrecadou doações para custear combustível e viagens por aplicativo, principalmente para idosos, gestantes e pessoas que não tinham condições de pagar pelo transporte."Eu já estava super feliz com cinco pessoas, só que as pessoas começaram a replicar o card e o grupo começou a crescer muito rapidamente. No final, eu não sei te dizer exatamente quantos carros foram, mas foram por volta de 40 carros", contou.De cinco voluntários a mais de mil participantesA mobilização foi organizada por meio do grupo Transporte Solidário, criado a partir do Estação Vira Voto, movimento do qual Gabriel participava e que já realizava ações em pontos de Salvador, principalmente na Estação da Lapa.Segundo ele, a iniciativa de oferecer caronas já existia antes dos problemas registrados no transporte público, mas ganhou uma dimensão inesperada diante das dificuldades enfrentadas pelos eleitores. "O crescimento ocorreu após a divulgação de materiais nas redes sociais, que passaram a ser compartilhados por pessoas interessadas em ajudar. [...] Mais de mil pessoas dentro do grupo, mais de 40 carros rodando por Salvador e a gente o tempo inteiro atualizando onde tinham mais pessoas", relatou.Segundo ele, a organização funcionou em tempo real. Enquanto alguns voluntários ofereciam seus veículos, outros informavam quais pontos de ônibus estavam lotados e quais regiões já haviam recebido atendimento. Com isso, os motoristas eram direcionados aos locais de maior necessidade."Por questões de segurança, os participantes também eram orientados a circular em duplas, com motoristas e acompanhantes, já que transportavam pessoas desconhecidas. A mobilização chegou a contar com vans, ampliando a capacidade de atendimento". Gabriel, no entanto, afirmou não ter um levantamento exato do número de eleitores beneficiados, uma vez que os voluntários realizavam os deslocamentos de maneira independente, mas estima mais de 600 pessoas utilizando o serviço.Doações ajudaram a pagar Uber e combustívelAlém das caronas oferecidas por voluntários, a iniciativa contou com uma rede de apoio financeiro. Gabriel ficou responsável por administrar as doações recebidas por Pix e distribuir os recursos conforme as necessidades apresentadas.Parte do dinheiro foi destinada ao abastecimento dos veículos particulares. Outra parcela foi utilizada para pagar corridas por aplicativo, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade."A gente começou, eu comecei pagando Uber para mulher grávida, com filho, idosos, pessoas que realmente não tinham condição, pessoas que estavam nos pontos e que iam desistir. Quando alguém solicitava ajuda para utilizar um aplicativo de transporte, a equipe verificava o valor estimado da viagem e repassava o dinheiro necessário, inclusive para o retorno", contou.  Card de divulgação para a ação - Foto: Divulgação Caronas eram oferecidas independentemente do votoEmbora a iniciativa tenha surgido a partir de um grupo de mobilização política, Gabriel fez questão de esclarecer que o Transporte Solidário funcionava de maneira independente e não condicionava o atendimento à preferência eleitoral dos passageiros.Segundo ele, a orientação era expressa desde o início e foi elaborada com acompanhamento jurídico para evitar possíveis irregularidades eleitorais. "Independente do voto, não existia esse tipo de abordagem", ressaltou.O organizador explicou ainda que o grupo responsável pelas caronas acabou se tornando uma ação paralela ao movimento político original, justamente por ter uma finalidade diferente. "A gente queria, na verdade, é isso, o que a gente mais queria é que as pessoas pudessem votar", disse.Mobilização deve continuar após as eleiçõesCom o encerramento da disputa presidencial, Gabriel pretende manter as atividades do movimento Estação Vira Voto, que passou a se chamar Estação Brasil. A proposta agora é ampliar as ações voltadas à educação política e ao incentivo à participação da população em debates e atividades cívicas.Segundo o entrevistado, a mobilização já ultrapassou os limites de Salvador, com a criação de grupos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. "Agora a gente vai se voltar muito pra questão da educação política. Eu acho que é uma coisa que falta muito, letramento político", explicou.Gabriel também destacou que o objetivo é promover ações práticas e compartilhar informações verificadas, em vez de transformar os grupos em espaços de encaminhamento indiscriminado de notícias.Influenciadores também aderiram ao movimento Além de Gabriel Mercury, outros influenciadores e personalidades de Salvador também se mobilizaram para ajudar eleitores que enfrentaram dificuldades de deslocamento na capital baiana. Entre eles estão: Lore Rufis;Belle Daltro; Alesson;Guituber; pastor Sargento IsidórioTodos eles participaram de iniciativas oferecendo caronas para que a população conseguisse chegar aos locais de votação.

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PL abandona Flávio Bolsonaro e reconhece vitória de Lula nas eleições

O Partido Liberal (PL) reconheceu a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo, 25. A nota foi assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e publicada nas redes sociais nesta segunda-feira, 26.No texto, o partido afirma que reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas "questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos". Ao longo da nota, Valdemar também cita que “medidas eleitoreiras” adotadas por Lula influenciaram na virada do presidente entre o primeiro e segundo turno."Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", disse Valdemar em nota. Flávio não reconheceu derrotaApós a confirmação do resultado na noite deste domingo, Flávio não reconheceu a vitória de Lula e disse que vai pedir a anulação das eleições. Com 51,79% dos votos, Lula foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República."É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo", disse.Em um vídeo divulgado nesta segunda, Flávio também afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente Lula."O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo", declarou.

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