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Trump aprova ida de Flávio aos EUA e diz que senador estava na Argentina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) estava na Argentina e disse que autorizaria a entrada do ex-candidato à Presidência do Brasil em território americano.

Como mostrou a CNN, pouco depois, a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, confirmou na mesma madrugada que Flávio entrou no território argentino pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador.

“Ouvi dizer que ele está na Argentina. Não sei onde ele está… ouvi dizer que é na Argentina”, disse Trump o ser questionado por um repórter na madrugada desta quarta-feira.

Na sequência, Trump afirmou que “teria aprovado” a entrada de Flávio nos Estados Unidos. “Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas”.

O presidente americano também criticou as eleições brasileiras. “A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou.

A CNN noticiou na terça-feira que o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Fontes dizem que destino final são os EUA

Apesar do destino declarado no plano de voo, fontes ouvidas pela CNN afirmam que o objetivo final de Flávio são os Estados Unidos. Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil.

O avião é um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, ele estava parado no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26). De acordo com o site de monitoramento de voos Flight Radar, a aeronave pousou em Guayaquil pouco antes das 6h da manhã desta quarta-feira.

Há divergências sobre quem estava a bordo da aeronave. O comunicado oficial menciona apenas os quatro integrantes da família. A imprensa local chegou a relatar tanto que Flávio seria o único passageiro quanto que oito pessoas estariam no voo.

Fuga de Flávio

A decisão do senador acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira.

Ainda na manhã desta terça-feira, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

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Fuga de Flávio Bolsonaro abre disputa por liderança da direita no Brasil

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois de perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil.

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.

Alguns aliados, porém, ponderam que, mesmo que Tarcísio se consolide como principal líder da oposição, o protagonismo no dia a dia deverá ser dividido com deputados e senadores.

Na avaliação desse grupo, é no Congresso que a oposição terá os instrumentos mais imediatos para enfrentar o governo Lula, seja na votação de projetos, na instalação de CPIs ou na pressão sobre a agenda econômica.

Por governar São Paulo, Tarcísio teria uma atuação mais voltada ao debate nacional e à articulação política, enquanto as bancadas da direita na Câmara e no Senado ficariam com o embate direto com o Planalto.

Como noticiado pela CNN, Flávio entrou na Argentina por via terrestre na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas, e embarcou em um voo privado com destino ao Equador. A expectativa é que siga para os Estados Unidos.

No mesmo dia, Tarcísio publicou um vídeo em que reconheceu a vitória de Lula, mas fez cobranças ao governo.

“Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos. O uso da máquina, programas lançados fora do prazo, a interferência do Judiciário. Tudo isso marcou esta eleição e precisa deixar lições”, afirmou.

O governador também disse que o país segue “fraturado e dividido” e que as promessas de campanha “precisam ser examinadas com rigor, porque a conta sempre chega para o contribuinte”.

No vídeo, ele agradeceu a Flávio pela “caminhada” na campanha, mas não comentou a saída do senador do país.

Voz da oposição

Segundo apuração da analista de política da CNN Jussara Soares, alguns aliados do clã Bolsonaro e pessoas próximas a Tarcísio avaliam que a fuga de Flávio fortalece o governador como principal voz de oposição a Lula.

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e os filhos Flávio e Eduardo fora do país, esses interlocutores consideram Tarcísio mais articulado do que os integrantes da família que seguem no Brasil.

Eleito senador por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro é descrito por aliados como alguém que não gosta da articulação política e sempre atuou nos bastidores. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, tem o respaldo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mas enfrenta resistência dos filhos do ex-presidente e de parte do bolsonarismo.

Pesa também a favor de Tarcísio o fato de ter sido reeleito em primeiro turno no maior estado do país e de ter atuado como um dos principais conselheiros de Flávio no segundo turno. Ele esteve entre os aliados que orientaram o senador a não contestar o resultado das urnas e a não deixar o país.

Entre os governadores de direita eleitos neste ano, como Sergio Moro (PL), no Paraná, e Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro, a avaliação é que nenhum tem a mesma estatura para liderar a oposição.

Projeto para 2030

Segundo o analista de política da CNN Caio Junqueira, Tarcísio sinalizou a interlocutores, já desde a noite de domingo (25), que pretende trabalhar para liderar a oposição, com vistas à disputa presidencial de 2030.

O governador lembrou que estará livre para concorrer ao fim do segundo mandato, mas ponderou que outros nomes da direita devem surgir até lá e que sua candidatura dependerá dos resultados à frente do governo paulista.

Na avaliação de Tarcísio, a oposição sempre foi desorganizada e individualista e precisa agora atuar como um time, com uma agenda centrada em economia, custo de vida e segurança pública, temas da campanha de Flávio.

O governador tem dito a aliados que o novo mandato de Lula começa com uma crise fiscal contratada e que, se o presidente cumprir todas as promessas de campanha, as contas públicas não fecham.

Se não cumprir, avalia, será acusado de estelionato eleitoral. Tarcísio pretende se posicionar como porta-voz dos setores produtivos de São Paulo nos debates econômicos nacionais.

Ainda segundo os relatos, Tarcísio não tem planos de deixar o Republicanos rumo ao PL. O partido, que apoiou Flávio desde o primeiro turno, tem uma ala próxima ao governo Lula.

Direita não bolsonarista

A derrota de Flávio já havia reacendido o debate sobre o futuro do bolsonarismo. Partidos do centrão e alas moderadas da direita, inclusive no PL, defendem que é hora de se descolar do sobrenome Bolsonaro.

Para o analista de política da CNN Pedro Venceslau, a fuga do senador abriu uma janela para a direita não bolsonarista.

Além de Tarcísio, que o centrão quer projetar nacionalmente, o dirigente do Missão, Renan Santos, já admitiu que pode disputar novamente a Presidência em 2030.

Aliados avaliam que o sentimento antibolsonarista pesou nas duas últimas eleições presidenciais, em que um membro da família Bolsonaro perdeu para Lula.

*Com informações de Pedro Venceslau, Jussara Soares, Caio Junqueira e Teo Cury

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Argentina diz que Flávio entrou no país na noite de terça e voou ao Equador

O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde pousou na manhã desta quarta-feira (28).

O mesmo avião decolou com destino a Miami com previsão de pouso para 10h39, no horário de Brasília, no aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport (OPF), como mostra o site Flightaware.

Segundo apuração da TN (Todo Noticias), afiliada da CNN na Argentina, esse é o avião que transportou Flávio Bolsonaro e sua família até o Equador.

Flávio passou a fronteira na noite de terça

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas, Carolina e Luiza.

La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 hs del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro y Luiza Figueira Bolsonaro, quienes lo hicieron con documentación hábil de viaje sin ningún impedimento legal para el ingreso al país, asimismo los tránsitos fueron registrados por la autoridad de aplicación sin incidentes. Por su parte, a las 23:30 hs, la comitiva ingresante abordó un vuelo privado despachado por la compañía Baires Fly S.A con destino a la ciudad de Guayaquil, Ecuador, según se informó en el plan de vuelo.

— Migraciones (@Migraciones_AR) October 28, 2026


A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

Como mostrou a CNN, o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Fontes dizem que destino final são os EUA

Site FlightRadar mostra percurso do avião em que estaria Flávio Bolsonaro e a família dele
Site FlightRadar mostra percurso do avião em que estaria Flávio Bolsonaro e a família dele • Reprodução/Flightradar

Apesar do destino declarado no plano de voo, fontes ouvidas pela CNN afirmam que o objetivo final de Flávio são os Estados Unidos.

Uma fonte brasileira próxima ao senador disse à CNN que ele temia ser preso no Brasil.

Um conselheiro de Donald Trump disse à CNN que o presidente americano aprovou a entrada de Flávio no país.

Dois funcionários do governo dos EUA afirmaram à CNN que vistos estão sendo emitidos para o senador e a família. Um funcionário americano chegou a indicar a Flórida como destino, mas depois disse que o local exato de chegada não estava claro.

O avião é um Gulfstream G400 de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, ele estava parado no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26) e decolou por volta da 0h20 desta quarta. De acordo com o site de monitoramento de voos Flight Radar, a aeronave pousou em Guayaquil pouco antes das 6h da manhã desta quarta-feira.

Há divergências sobre quem estava a bordo. O comunicado oficial menciona apenas os quatro integrantes da família. A imprensa local chegou a relatar tanto que Flávio seria o único passageiro quanto que oito pessoas estariam no voo.

Versão oficial muda a cronologia

O comunicado altera a cronologia que vinha sendo apurada ao longo de terça.

À tarde, duas fontes informaram à CNN que Flávio já havia deixado o Brasil a caminho dos Estados Unidos. Mais tarde, uma pessoa a par da situação disse à CNN que o senador já tinha chegado ao país.

Pelo registro oficial argentino, porém, Flávio só deixou o território brasileiro na noite de terça. O horário de entrada na Argentina equivale ao de Brasília, já que os dois países estão no mesmo fuso.

O próprio governo argentino mudou de posição. Durante a terça, o órgão de imigração havia informado que não tinha registro de entrada de Flávio no país.

Um porta-voz do governo de Javier Milei também negou que o senador estivesse na Argentina ou que uma aeronave com as características descritas tivesse decolado para os Estados Unidos.

Passaportes cancelados

A viagem ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de deixar o país. A decisão foi tomada no domingo (25), dia do segundo turno, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT).

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.

Na segunda-feira (26), Flávio disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.

O senador classificou a medida como tentativa de intimidação e afirmou que entregaria os documentos.

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio depois que ele não os entregou no prazo, conforme informou a CNN Brasil, e passou a procurar o senador.

O comunicado argentino não esclarece qual documento Flávio apresentou na fronteira. Cidadãos do Mercosul podem entrar na Argentina apenas com a carteira de identidade.

Pedido de investigação na Argentina

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú questionando a entrada do senador no país. Ela pediu a preservação das imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado.

Pagano pediu que sejam apurados possível tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento de deveres por funcionários públicos.

A CNN procurou a defesa de Flávio Bolsonaro, o PL e a Polícia Federal e aguarda retorno. Flávio nega qualquer irregularidade.

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Ataque dos EUA a embarcação no Pacífico Oriental mata cinco pessoas

Os militares dos Estados Unidos afirmaram na terça-feira (27) que cinco pessoas morreram em um ataque a uma embarcação no Pacífico Oriental. A ação é a mais recente de uma série de ofensivas que Washington diz ter como alvo “narcoterroristas”, mas que especialistas em direitos humanos condenam como execuções extrajudiciais.

O Comando Sul dos EUA afirmou, em publicação no X, que realizou um “ataque cinético letal contra uma embarcação de alta velocidade que operava em rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”.

O comando citou o que chamou de “informações de inteligência confirmadas” para alegar que a embarcação estava envolvida no tráfico de drogas, mas não forneceu mais detalhes.

On October 27, under the direction of #SOUTHCOM, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal, kinetic strike on a go-fast vessel operating along established narco-trafficking routes in the Eastern Pacific. Confirmed intelligence revealed the vessel’s active involvement in narco-trafficking. The operation killed five narco-terrorists. @DeptofWar @SecWar

— U.S. Southern Command (@Southcom) October 27, 2026


Segundo os militares, cinco pessoas morreram na ação, descritas pelo comando como “narcoterroristas”.

 

O governo do presidente americano, Donald Trump, afirma que as embarcações atacadas desde setembro de 2025 transportavam drogas.

Os ataques dos EUA contra embarcações desse tipo no Caribe e no Pacífico Oriental já mataram mais de 230 pessoas.

A Human Rights Watch, a Anistia Internacional e especialistas independentes da ONU classificaram as ofensivas como execuções extrajudiciais ilegais. Já a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) descreveu as alegações do governo Trump contra os alvos como “afirmações sem fundamento destinadas a disseminar o medo”.

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Presidente da China, Xi Jinping parabeniza Lula pela reeleição, diz agência

O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição à presidência do Brasil, informou a agência de notícias estatal Xi Nhua.

Como mostrou a CNN, Lula foi reeleito no segundo turno das eleições no Brasil no domingo (25). Em virada inédita, o petista obteve 51,79% dos votos (64,2 milhões), contra 48,21% de Flávio (59,8 milhões).

Na segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, mas destacou que gosta Lula e que se dá bem com o chefe do Executivo.

“Não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição e ela pareceu tão corrupta”, acrescentou Trump.

Em outro momento, o presidente dos Estados Unidos foi questionado se faria algo a respeito da eleição brasileira, respondendo que não comanda o Brasil e que tem bom relacionamento com Lula.

“Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a forma como a apuração foi feita passou uma impressão muito ruim”, disse.

*Em atualização. Com informações da Reuters

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Eleições em Israel: Herzog vota em pleito decisivo após período de crise

O presidente israelense Isaac Herzog chegou a uma seção eleitoral em Jerusalém na manhã desta terça-feira (27) para votar nas eleições parlamentares.

As pesquisas de opinião mostram uma disputa acirrada entre o partido Likud, de Netanyahu, e seus aliados de direita, e uma aliança rival liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e linha-dura na área de segurança, com apoiadores na direita e no centro.

A eleição ocorre após um dos períodos mais turbulentos de Israel desde a sua criação em 1948, marcado pelo trauma dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, pela subsequente ofensiva militar de Israel em Gaza e por profundas divisões internas sobre as políticas do governo de direita de Netanyahu.

“Michal e eu estamos muito orgulhosos de estar aqui hoje, enquanto milhões de israelenses vão às urnas votar e tomar seus destinos em suas próprias mãos em uma democracia verdadeira, orgulhosa e digna”, disse Herzog.

Na sequência, o presidente exaltou a democracia no país. “Esta é a história de Israel, um país incrível e uma nação incrível indo votar e decidindo qual é o nosso futuro e para onde estamos caminhando.”

Como mostrou a CNN, os israelenses vão às urnas nesta terça-feira em uma eleição decisiva para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada.

As seções eleitorais abriram às 7h no horário local (2h no horário de Brasília), e os eleitores compareceram de forma constante ao longo da manhã. A votação está prevista para terminar às 22h (17h em Brasília).

O voto em Israel é para maiores de 18 anos e não é obrigatório. Segundo o Comitê Central Eleitoral do país, órgão governamental encarregado da organização e apuração das eleições, 7,3 milhões de eleitores estão registrados e aptos a votar nas cerca de 12 mil seções eleitorais.

Como funcionam as eleições em Israel? 

Israel funciona com um sistema parlamentarista e, por isso, tem um chefe de Estado e um chefe de governo. A função de chefe de Estado, marcada principalmente por obrigações cerimoniais e formais, é exercida pelo presidente, cargo atualmente ocupado por Isaac Herzog. Já a função de chefe de governo fica a cargo do primeiro-ministro, atualmente Benjamin Netanyahu.

No sistema parlamentarista, a direção dos assuntos de interesse público é atribuída a um gabinete ministerial formado no parlamento e liderado pelo premiê. O parlamento israelense é chamado de Knesset e reúne 120 membros, eleitos a cada quatro anos, em uma única câmara.

A população vota para eleger os integrantes do Knesset, que, por sua vez, escolhem quem será o primeiro-ministro. Para conquistar um assento no Parlamento, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos.

Nenhum partido jamais conquistou os 61 assentos necessários para ter maioria absoluta no Knesset e governar sozinho. Por isso, os governos costumam ser formados por coalizões, frequentemente instáveis.

O voto é facultativo e é um direito garantido a todos os cidadãos israelenses maiores de 18 anos. A votação é feita em cédulas de papel.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, é o principal rival de Netanyahu nas eleições.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

Com uma postura ainda mais linha-dura que a de seu antigo chefe, Lieberman deixou o governo em 2018, acusando o primeiro-ministro de ser brando demais com combatentes palestinos em Gaza. Desde então, tornou-se um dos críticos mais ferrenhos de Netanyahu.

*Com informações de Andreea Popescu, da Reuters

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

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Restrição eleitoral termina e eleitores voltam a poder ser presos hoje

Após restrição durante o período eleitoral, eleitores voltam a poder ser presos ou detidos a partir desta terça-feira (27), a partir das 17h. O horário marca o término do prazo de 48 horas contado do encerramento da votação do segundo turno, realizado no domingo (25).

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e busca evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitoras e eleitores no pleito.

A regra estabelece que, nos cinco dias anteriores ao segundo turno das eleições e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em três situações previstas em lei:

  • Flagrante delito;
  • Sentença criminal condenatória por crime inafiançável;
  • Desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

Neste ano, a restrição começou na última terça-feira (20). A regra busca evitar que prisões sejam usadas para impedir o exercício do direito ao voto.

Proteção a candidatos

Além dos eleitores, a proteção prevista no Código Eleitoral também se aplica às candidatas e aos candidatos que disputam o 2º turno.

Segundo o TSE, 15 dias antes da votação, eles não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito. A mesma garantia se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.

A medida para estes grupos também termina nesta terça-feira, às 17h.

721 ocorrências e 59 prisões em flagrante no 2º turno

Como a CNN mostrou, o esquema de segurança do segundo turno das Eleições 2026 registrou 721 ocorrências em todo o país até às 21h de domingo (25), segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foram registrados 59 prisões em flagrante até o momento e 169 pessoas conduzidas à delegacia por crimes eleitorais.

O balanço aponta cinco bloqueios em vias, dez veículos e uma arma de fogo apreendidos e 864 materiais de campanha eleitoral recolhidos.

Minas Gerais foi o estado com mais ocorrências (93), seguido por Rio Grande do Sul (61) e Goiás (57).

Balanço da Polícia Federal

A Polícia Federal também divulgou um balanço das ocorrências registradas durante o segundo turno das eleições.

Segundo o levantamento, 41 pessoas foram conduzidas e há 11 ocorrências em andamento de possíveis flagrantes de crimes eleitorais. Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a violação do sigilo do voto.

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Urnas são abertas em Israel e Netanyahu enfrenta disputa decisiva

Os israelenses vão às urnas nesta terça-feira (27) em uma eleição decisiva para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Os eleitores avaliam sua liderança após os ataques liderados pelo Hamas em 2023, as guerras em Gaza e contra o Irã e o crescente isolamento internacional de Israel.

As seções eleitorais abriram às 7h no horário local (2h no horário de Brasília), e os eleitores compareceram de forma constante ao longo da manhã. A votação está prevista para terminar às 22h (17h em Brasília).

As pesquisas de opinião apontam uma disputa acirrada entre o partido Likud, de Netanyahu, e seus aliados de direita, e uma aliança rival liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e defensor de uma linha dura em questões de segurança, que conta com apoiadores tanto na direita quanto no centro político.

A eleição ocorre após um dos períodos mais turbulentos da história de Israel desde sua fundação, em 1948. O cenário foi marcado pelo trauma dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, pela subsequente ofensiva militar israelense em Gaza e por profundas divisões internas em torno das políticas do governo de direita de Netanyahu.

Discurso de medo às vésperas das eleições

Como mostrou a CNN, nos últimos dias de campanha antes das eleições desta terça-feira, Netanyahu publicou uma série de mensagens alarmistas que apelam ao medo e provocaram críticas, além de preocupações econômicas.

No domingo, o primeiro-ministro publicou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra uma bomba atômica caindo sobre Tel Aviv. Na publicação, ele alertou que um Irã nuclear representa uma “ameaça existencial real e tangível” para Israel.

Netanyahu citou o comentarista de direita Yuval Bloomberg, que questionou, de forma retórica e dramática: “Se duas bombas atômicas caírem no centro do país, quem vai se importar com todas essas tempestades falsas?”.

A mensagem contradiz declarações do próprio Netanyahu ao fim da guerra de 12 dias contra o Irã, em junho de 2025. Na ocasião, ele afirmou que Israel havia “eliminado” a ameaça existencial representada pelas armas nucleares e pelos mísseis balísticos iranianos, em uma vitória que “perdurará por gerações”. Em março de 2026, durante a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, ele declarou que o país já “não pode mais ameaçar nossa existência”.

Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar, condenou a publicação sobre a ameaça nuclear, classificando-a como “mais um vídeo para assustar”. Ele acusou o premiê de recorrer à “histeria, mentiras e disseminação do medo” e de “ameaçar os cidadãos israelenses com destruição em massa” após não atingir os objetivos da guerra contra o Irã.

Yair Golan, líder do partido de esquerda Democratas, escreveu no X: “O homem e seu entorno perderam o controle. A pressão está aumentando”.

A publicação sobre o Irã não é a única declaração recente de Netanyahu sob escrutínio. Em uma entrevista concedida durante o fim de semana ao Channel 10, com foco na economia, ele abordou a crescente onda de sanções internacionais contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

Netanyahu afirmou que Israel deveria se preparar para possíveis sanções internacionais contra seu sistema bancário e desenvolver “uma economia capaz de contorná-las”. Segundo ele, criptomoedas e blockchain estão entre as alternativas consideradas, e ele pediu a elaboração de um plano para lidar com a situação.

A entrevista provocou duras críticas de economistas e levou até mesmo o Banco de Israel a emitir uma rara contestação pública. A instituição rejeitou a proposta, afirmando que “as criptomoedas não podem servir como meio de contornar sanções”.

Adversários de Netanyahu interpretaram a proposta como uma evidência de que ele espera que Israel fique economicamente isolado, em vez de trabalhar para evitar esse cenário.

*Com informações de Tal Shalev, da CNN

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Israel detém egípcio após entrada irregular pelo sul do país

As Forças Armadas de Israel informaram nesta terça-feira (27) que detiveram um civil egípcio durante a noite, após ele atravessar uma cerca na fronteira entre o Egito e Israel, nas proximidades de Nitzana.

Segundo os militares, o homem foi encaminhado às forças de segurança para prestar esclarecimentos. A corporação não forneceu detalhes adicionais.

“Durante a noite, observações do IDF identificaram um cidadão egípcio que cruzou a cerca de fronteira do território egípcio para o território do país na área do setor de Nitzana“, escreveram em comunicado.

במהלך הלילה תצפיות צה״ל זיהו אזרח מצרי שחצה את גדר הגבול משטח מצרים לשטח הארץ באיזור גזרת ניצנה. לאחר הזיהוי, הכוחות קפצו לנקודה, עצרו אותו והוא נלקח להמשך תחקור על ידי כוחות הביטחון. צה״ל רואה בחומרה את האירוע וממשיך להיות במוכנות גבוהה בהגנה בגזרה. האירוע מתוחקר

— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) October 27, 2026


“O IDF vê o incidente com gravidade e continua em alta prontidão na defesa do setor. O incidente está sob investigação”, concluíram.

O contrabando de drogas e armas ocorre na fronteira entre Egito e Israel, países vizinhos que assinaram um tratado de paz em 1979, após décadas de guerra. No entanto, os laços culturais e populares entre os dois países são limitados e marcados pela desconfiança.

*Com informações da Reuters

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Bombardeios da Jordânia na Síria deixam sete mortos após ataque a igreja

A Defesa Civil da Síria informou que equipes de emergência atenderam, na noite de segunda-feira (26), quatro locais atingidos por ataques aéreos jordanianos nas áreas rurais das províncias de Daraa e Sweida.

Sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher, morreram, e outras três ficaram feridas nos ataques jordanianos, acrescentou o órgão em seu relatório preliminar.

A Jordânia afirmou que sua Força Aérea atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após concluir que os suspeitos responsáveis pelo ataque mortal a uma igreja no reino na semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” que atuam no país vizinho.

Pouco depois dos ataques, a Síria fechou nesta terça-feira (27) a passagem de fronteira de Nassib, na divisa com a Jordânia, suspendendo o tráfego de passageiros e de mercadorias nos dois sentidos, informou a Autoridade Geral Síria para Passagens de Fronteira e Alfândegas em comunicado.

Nassib é a única passagem de fronteira entre a Jordânia e a Síria destinada ao transporte de passageiros e de mercadorias.

As Forças Armadas jordanianas disseram que a operação foi realizada em coordenação com Damasco. O governo sírio apresentou uma versão contraditória, afirmando ter aberto uma investigação sobre os ataques jordanianos e ressaltando, em comunicado, a importância da coordenação operacional e de segurança nas áreas de fronteira.

Damasco informou à Jordânia sua “total objeção” aos ataques realizados sem coordenação prévia, afirmou o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado.

Ataques a “esconderijos de militantes” na Síria

A Jordânia afirmou na segunda-feira que sua Força Aérea atacou o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após concluir que os suspeitos responsáveis pelo ataque a uma igreja no reino na semana passada tinham ligações com “grupos terroristas” que atuam no país vizinho.

Mais cedo, autoridades de alto escalão da área de segurança do governo disseram que as forças de segurança jordanianas prenderam dois irmãos e o cunhado deles após uma troca de tiros. A operação ocorreu no âmbito das investigações sobre a violência na igreja, que deixou nove mortos.

“Se Deus quiser, eles representam apenas a si mesmos”, afirmou o diretor de Segurança Pública da Jordânia, major-general Obeidallah al-Maaytah.

Esse tipo de violência é raro na Jordânia, aliada dos Estados Unidos e considerada relativamente estável no Oriente Médio. O ataque de sexta-feira (23) contra a minoria cristã levou o rei Abdullah a ordenar que as forças de segurança respondessem com “mão de ferro”.

Em entrevista coletiva, al-Maaytah e o ministro do Interior, Mazen al-Faraya, disseram que o país não tolerará o terrorismo extremista.

“O caso ainda não foi encerrado; as investigações continuam. Até o momento, não há indícios de ligações entre eles e outras células”, acrescentou al-Faraya.

Ataque a igreja

O ataque de sexta-feira ocorreu durante um funeral em uma igreja ortodoxa grega na vila de Hamoud, a cerca de 120 quilômetros a sudoeste da capital, Amã. Além dos nove mortos, a ação também deixou pelo menos 34 feridos.

Testemunhas disseram que homens armados abriram fogo por vários minutos. Os suspeitos, que moravam perto de Hamoud, serão levados à Justiça, afirmaram as autoridades de segurança. Os três foram identificados durante a entrevista coletiva.

Imagens de vídeo da Reuters mostraram um edifício com marcas de tiros após a troca de disparos na vila de al-Judayyda, na província de Karak.

A Diretoria de Segurança Pública da Jordânia informou, em comunicado divulgado pela imprensa estatal, que as forças de segurança localizaram os suspeitos escondidos em uma casa abandonada. Eles se recusaram a se render e atacaram os agentes, que revidaram e prenderam os três após feri-los.

Nenhum agente de segurança ficou ferido. As forças de segurança encontraram diversas armas de fogo e munições em posse dos suspeitos.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque à igreja.

Parceira dos Estados Unidos no combate ao extremismo, a Jordânia já impediu anteriormente planos de grupos militantes islâmicos. As autoridades de segurança não mencionaram nenhum grupo islâmico durante a entrevista coletiva.

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