❌

Reading view

Israel kills six Palestinians in Gaza on eve of announcement of election results

The Israeli military intensified its deadly attacks on Palestinians in different parts of the Gaza Strip in the last 24 hours that preceded the announcement of the Knesset election results, which are expected by the morning of Friday, October 30.

Read more: Israel’s elections: all roads lead to genocide

At least six Palestinians were killed and dozens of others wounded in Israeli strikes that targeted different areas of the war-torn enclave.

The fatalities include four government employees, who were killed in an Israeli strike on the Ministry of Economy in the Al-Mawasi area, west of the southern city of Rafah. Thirty others were wounded in the same offensive. 

The Gaza-based government media office condemned the assault in a statement published on Telegram, describing it as “a new crime and a horrific massacre that targeted a group of civilian public-sector employees.”

It added that “targeting government teams and civilian public employees is part of the organized crime that the Israeli occupation has practiced, and a malicious exposed attempt to push towards chaos and disorder by undermining the work of government crews and institutions, which seek to maintain the stability and safety of society.”

Meanwhile, two people were killed and several others were wounded when an Israeli drone struck a civilian vehicle near the entrance to the Al-Maghazi refugee camp, in the central Deir al-Balah Governorate.

The latest deaths take the toll of people killed by Israel in Gaza since the US-brokered ceasefire deal was reached in October 2025 to more than 1,574 people, with 5,867 others wounded, according to Gaza’s Health Ministry.

The ministry also reported that at least 74,570 people have been killed since Israel started its genocidal aggression on the besieged strip in October 2023.

  •  

Como Israel pode sair do impasse eleitoral e formar um novo governo?

As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.

Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.

Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.

Outra eleição

Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.

Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.

Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.

Governo de unidade

O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.

Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.

No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.

Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.

Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.

A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.

Governo de minoria de Eisenkot

Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.

A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.

Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.

Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.

Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.

O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.

Netanyahu com maioria para um governo de direita

A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.

Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.

Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

  •  

La guerra contro l’Iran e il “terribile potere del denaro”

Netanyahu sta dicendo a Trump che ora deve portare a termine l’opera di distruzione dell’Iran

Segue nostro Telegram.

Il «Grande Progetto» volto a «mantenere [la civiltà occidentale] al vertice del mondo» (come ha affermato il Segretario di Stato statunitense Marco Rubio) richiede che gli strumenti per garantire l’obbedienza siano di due tipi: La creazione di un fervore rivoluzionario distruttivo dal basso (oggi definito «cambio di regime»); e, in secondo luogo, l’uso di ciò che Theodore Herzl, in una famosa frase, definì «il terribile potere del denaro di esercitare una pressione irresistibile sulla politica internazionale», al fine di cooptare gli strati dominanti in una rete di potere che promuovesse il «progetto» del Grande Disegno.Questo è ciò che stiamo osservando nella guerra di Trump contro l’Iran.

L’attacco israelo-americano del giugno 2025 era principalmente un attacco di decapitazione volto a neutralizzare sia la leadership politica che quella militare dell’Iran, mentre elementi armati addestrati dal Mossad, il MEK e i separatisti baluchi tra gli altri sarebbero stati infiltrati in Iran per fomentare la rivoluzione dalla base. A quel tempo, il figlio dell’ex Scià – in modo poco plausibile – veniva presentato ai media occidentali come il futuro leader dell’Iran.

Non ha funzionato. E ora Netanyahu sta sostenendo che Israele disponga di «nuove prove» del fatto che l’Iran si stia orientando verso la produzione di un componente bellico nell’ambito del proprio programma nucleare. Sta dicendo a Trump che ora deve portare a termine l’opera di distruzione dell’Iran. E per motivare ulteriormente Trump, il principale quotidiano israeliano Ma’ariv riporta che Israele ha trasmesso direttamente alla Casa Bianca i sondaggi del Likud, secondo cui Netanyahu potrebbe vincere le elezioni israeliane del 27 ottobre. Secondo l’articolo, queste informazioni del Likud (che contraddicono la maggior parte degli altri sondaggi israeliani) hanno spinto Trump a esprimere il proprio pieno sostegno elettorale a Netanyahu.

Allo stesso tempo, i miliardari filosionisti stanno esercitando il «terribile potere del denaro» su Trump: «Non accetteremo nulla di meno della sconfitta dell’Iran. Se continuerà a cercare un accordo, le ritireremo il nostro sostegno finanziario».

Alti funzionari della sicurezza israeliani, sia in carica che in pensione, confutano tuttavia la necessità di un attacco imminente all’Iran e l’affermazione di Netanyahu relativa a nuove prove che l’Iran si stia muovendo verso l’arma nucleare –il Capo di Stato Maggiore delle Forze di Difesa Israeliane (IDF) Zamir ha dichiarato al Canale 13 israeliano: «Non vediamo la necessità di attaccare l’Iran prima delle elezioni»; Il principale stratega militare israeliano Udi Evental ha messo in guardia: «Una guerra per ostacolare le elezioni e la democrazia, non per ostacolare il programma nucleare dell’Iran. Netanyahu, che si sospetta sia immerso fino al collo in considerazioni politiche e personali estranee alla questione, non è idoneo a prendere una decisione del genere. Non glielo si deve permettere».

Che esistano o meno prove del genere non ha davvero importanza. Probabilmente non esistono. L’affermazione costituisce semplicemente il pretesto con cui si sta esortando gli Stati Uniti ad agire per ‘portare a termine l’opera’ contro l’Iran. Come sempre, Netanyahu ha dichiarato negli ultimi giorni: «L’Iran sta ancora una volta cercando di sviluppare le sue armi di morte… C’è un solo modo per eliminare questa minaccia una volta per tutte: rovesciare il regime in Iran, e questa è la mia direttiva all’IDF, al Mossad e alle agenzie di sicurezza».Un alto funzionario iraniano ha dichiarato a Drop Site che l’attuale valutazione dei servizi segreti interni di Teheran indica un’elevata probabilità che possano iniziare bombardamenti su larga scala – anche prima delle elezioni israeliane di martedì.

Il punto è che all’Iran non interessa chi vincerà le elezioni di medio termine, né chi conquisterà la presidenza degli Stati Uniti nel 2028. Per la leadership iraniana è tutto uguale. Comprendono bene il concetto del «Grande Disegno» (come potrebbero non farlo?).In Iran è ben chiaro che il Paese è impegnato in una lunga guerra contro l’intero blocco atlantista: Israele, i suoi servizi di intelligence, i suoi arsenali, i suoi satelliti, la sua industria militare e la sua macchina mediatica. Non importa se alla Casa Bianca ci sia un repubblicano o un democratico. Gli alti funzionari iraniani ritengono che entrambi i partiti siano stati comprati dal terribile potere sionista del denaro.

Comprendere il «Progetto» significa comprendere che la classe dei finanziatori sionisti non si accontenterà mai di un «accordo o compromesso». Essi sostengono con certezza che l’Iran alla fine verrebbe meno a qualsiasi acconsentimento ipotizzato alle richieste statunitensi. Gli israeliani e i loro alleati della classe dei finanziatori semplicemente non credono (e lo ripetono incessantemente) che l’Iran accetterebbe mai di sottomettersi a Israele, né di accettare il dominio politico e culturale degli Stati Uniti. Potrebbero avere ragione. Perché? Semplicemente perché l’Iran possiede una civiltà profonda, che affonda le sue radici in un complesso di credenze e pratiche specificamente persiano-iraniane risalenti al secondo millennio a.C.: il mazdeismo, una cosmologia del dramma divino, rappresentata dalla lotta continua tra Luce e Oscurità.

Il rinomato studioso, il professor Henri Corbin, ha sostenuto che «l’Iran era situato in una posizione centrale… non essendo solo una nazione o un impero, ma un universo spirituale». Egli concepiva quindi l’Iran come una forza mediatrice, sia geograficamente che metafisicamente.

Per millenni, gli iraniani hanno percepito il mondo come dotato di una chiara dimensione metafisica – e di una storia. È quindi improbabile che possano essere attratti da un atteggiamento materialistico e nichilista di stampo occidentale. Gli Stati civilizzatori, siano essi l’Iran o la Russia, che abbracciano valori contrari non soccomberebbero mai al «Grande Disegno». Di conseguenza, devono essere distrutti.

Cosa significa questa storia metafisica? Significa che l’Iran si sta preparando alla guerra, non a un «accordo». Mohsen Rezaei, segretario del Consiglio Supremo di Sicurezza Nazionale iraniano e rappresentante personale della Guida Suprema, l’Ayatollah Mojtaba Khamenei, ha affermato che, «Se la domanda è se l’Iran abbia ancora la capacità di proseguire le operazioni con missili e droni [in caso di attacco], la risposta è “sì” … Gli Stati Uniti dispongono di risorse preziose nella regione. In caso di guerra, anche cavi, centri dati e strutture di intelligenza artificiale potrebbero rientrare nel raggio d’azione. Se il conflitto dovesse riprendere, avremo un piano più ampio». «Tutti devono comprendere che un’azione contro l’Iran comporta un costo».

Alti funzionari iraniani ritengono che la guerra sia imminente. L’Iran dispone di piani di ampia portata (in caso di attacco) che coinvolgono anche l’Arabia Saudita e la sua leadership, ha lasciato intendere un alto funzionario iraniano. Karl Miller (dal campo) afferma che, a questo proposito, un quarto della produzione petrolifera saudita è già stato distrutto e che i danni causati dagli attacchi di rappresaglia di AnsarAllah interessano l’intera catena produttiva saudita – «dalla testa di pozzo alla stazione di servizio» – e che l’Arabia Saudita sta colmando il deficit attingendo alle proprie riserve.

Il rapporto di Miller, citato da Larry Johnson, avverte che,«se i canali di esportazione dell’Arabia Saudita dovessero chiudersi, il suo petrolio non avrebbe altra destinazione se non le proprie raffinerie, le proprie centrali elettriche e i propri serbatoi di stoccaggio. Una volta che lo stoccaggio fosse pieno, si raggiungerebbe all’incirca il limite massimo di produzione che l’Arabia Saudita potrebbe mantenere. Se Ras Tanura e Yanbu venissero chiusi contemporaneamente, il Regno sarebbe costretto a chiudere la maggior parte dei propri giacimenti petroliferi. Questo è esattamente lo scenario che la campagna di Ansar Allah contro l’oleodotto, il Mar Rosso e i terminali del Golfo è volta a provocare». «Qualsiasi nuova campagna americana o israeliana contro l’Iran si abbatterà su un sistema energetico saudita che non dispone più di margini per assorbirla», osserva Larry Johnson.

Qualsiasi nuovo attacco all’Iran, per estensione, significherà la fine del Golfo così come lo conosciamo, la fine del petrodollaro e la fine del Golfo come principale fornitore di liquidità per Wall Street e il mondo della tecnologia.

Ciononostante, secondo quanto riferito, Trump avrebbe affermato che gli Stati Uniti non stanno attualmente negoziando con l’Iran e che qualcosa accadrà «molto presto».

Forse. (Ma con Trump tutto si riduce a speculazioni). Se però sta bluffando, non funzionerà, e la sua umiliazione sarà ancora più profonda.

Un uomo che conosce Trump meglio di molti altri (avendo scritto quattro libri su di lui), Michael Wolff, sostiene che se i Democratici vinceranno nelle elezioni di medio termine del 3 novembre –

«Cercheranno di far capire al mondo che è “un nuovo giorno”. Trump, dal canto suo, cercherà di far capire al mondo che è ancora lui a controllare la scena. Ci sarà una serie di eventi di questo tipo (come una presunta invasione di Cuba, ad esempio) di portata superiore a qualsiasi cosa possiamo immaginare. Non si mostrerà umile. Il concetto di umiltà non esiste nell’animo di Donald Trump. Pertanto, farà esattamente il contrario».

«Non ritirarsi, ma attaccare».

  •  

To build new coalition amid deadlock, Eisenkot, Netanyahu and others may need to break key pledges

With both blocs short of a 61-seat majority, their leaders and respective allies must decide which divisive issues are worth prioritizing, and which promises are worth reneging on
  •  

Eisenkot vows to advance draft law, Oct. 7 inquiry despite slim coalition prospects

Golan meets Eisenkot, Lapid and Mansour Abbas in coalition push; Ra'am leader says minority government unlikely; Liberman keeps distance from opposition partners; opposition chiefs vow fraud probe won't delay new Knesset
  •  

Netanyahu accused of smearing Arab voters to hold on to power

Prime minister claims Arab Israeli parties used foreign backing to steal elections, in which his coalition lost its majority

Benjamin Netanyahu has been accused of using smear tactics to cling to power, after he claimed that Arab Israeli parties had used foreign backing to “steal” Tuesday’s election, in which the prime minister’s coalition lost its parliamentary majority.

Netanyahu and his allies called on the internal security service, Shin Bet, to investigate alleged vote buying and other irregularities in Palestinian communities in Israel, supposedly funded by foreign money.

Continue reading...

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

  •  

Arab parties pan ‘racist’ campaign as PM claims alleged foreign influence plot ‘stole’ election

Qatar reportedly implicated, but Likud statement doesn't name Gulf state; Eisenkot says allegations must not delay Knesset's swearing-in; Herzog: 'We must avoid tarnishing an entire community'
  •  

Maioria de 61 cadeiras gera governo fraco em Israel, diz especialista

A formação de um governo com apenas 61 cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, é viável, mas resulta em uma administração extremamente frágil e suscetível a colapsos. A avaliação é de Samuel Feldberg, diretor acadêmico da StandWithUs Brasil, em entrevista à CNN.

Segundo Feldberg, a margem mínima de 61 cadeiras torna o governo vulnerável a qualquer dissidência interna. “Qualquer um que acorda com dor de barriga e decide não apoiar o governo, o governo cai”, afirmou.

Ele citou como exemplo o governo anterior, derrubado por uma discussão sobre a permissão de determinados alimentos nos hospitais durante a Páscoa Judaica. “Não foi nenhuma questão nuclear do Irã ou relação com os Estados Unidos ou entrega da Cisjordânia para os palestinos — uma questão alimentar, trivial, diária derrubou o governo”, destacou.

Fragilidade estrutural do sistema parlamentar israelense

Para Feldberg, um governo verdadeiramente estável em Israel precisaria de ao menos 65 ou 66 cadeiras. Ele também ressaltou que o presidente israelense não dispõe de instrumentos de coerção para influenciar o processo de formação de coalizão.

“O presidente tem que decidir para quem ele dá o mandato para formar a coalizão, mas ele não consegue trazer as partes para uma negociação e obrigá-los a formar um governo de coalizão”, explicou.

O especialista também mencionou a possibilidade de manobras legislativas após a posse dos novos membros do parlamento.

Segundo ele, a oposição, que inclui partidos árabes, poderia assumir o controle da presidência do parlamento — responsável por definir as pautas — e eventualmente legislar para impedir que candidatos sob investigação ou julgamento participem de processos eleitorais. “Isso eliminaria Netanyahu do processo eleitoral se houvesse novas eleições”, afirmou Feldberg.

O papel de Lieberman no cenário político israelense

Feldberg também traçou um perfil do ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, descrito como uma “raposa política” com longa trajetória no parlamento e no governo israelense.

De acordo com o especialista, Lieberman surgiu como representante dos imigrantes que chegaram da União Soviética após seu desmembramento, no início da década de 1990, consolidando-se posteriormente como uma figura da direita israelense — sem, contudo, ser associado à extrema direita.

“Ele não tem nada a ver com Ben-Gvir ou com Smotrich, mas tem posições muito firmes na direita israelense”, disse.

A plataforma eleitoral de Lieberman, segundo Feldberg, sempre foi historicamente radical contra a população árabe em Israel. Sua proposta mais controversa prevê a troca de territórios com os palestinos, mantendo os assentamentos na Cisjordânia, mas entregando a um eventual Estado palestino áreas israelenses habitadas predominantemente por árabes.

“Diminui a população árabe em Israel, entregando território onde vive predominantemente a população árabe”, explicou. A proposta nunca foi aprovada nem cogitada seriamente. Vale lembrar que a população árabe israelense representa cerca de 20% do total — o equivalente, em termos proporcionais, a mais de 40 milhões de eleitores no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Election committee chief instructs Shin Bet to probe suspicion of foreign influence on vote

Security agency said to provide Sohlberg with info on possible Qatari campaign to sway Arab vote; Likud decries 'stolen' election, Eisenkot warns against delay in swearing in Knesset
  •  

Israele al bivio: l’autogol dell’opposizione fa il gioco di Netanyahu. E ora l’attacco all’Iran è più vicino

Scrivo questo post con grande rammarico, ma con una netta consapevolezza del quadro politico israeliano all’indomani di queste elezioni. Pare che una grande fetta dell’elettorato viva consapevolmente accettando la minaccia di un isolamento internazionale, di sanzioni economiche, di un conflitto perenne e di ben sei o sette fronti aperti con i paesi vicini o lontani. Altrimenti l’esito di questo voto non sarebbe spiegabile.

Benjamin Netanyahu – il principale responsabile, come primo ministro, della sciagura del 7 ottobre e del massacro compiuto da Hamas; colui che ha rifiutato qualsiasi commissione d’inchiesta; colui che a due o tre giorni dalle urne ha proposto come soluzione economica il passaggio a un’economia basata sulle criptovalute; colui che alla vigilia del voto ha diffuso un’immagine creata dall’intelligenza artificiale che mostrava Tel Aviv sotto una bomba atomica iraniana – questo leader politico non solo non ha perso il suo potere, ma ha riscosso un ampio consenso.

Che cosa possiamo dedurre da questo esito? A mio avviso, che molti israeliani non comprendono la reale posizione internazionale del proprio paese e, con il loro voto, finiscono per attirare sanzioni, minacce e guerre. Dopo il risultato di martedì notte, Netanyahu si sentirà autorizzato dal suo popolo – che è anche il mio – a sferrare all’Iran quello che definirà un “attacco preventivo”. Se a questo aggiungiamo l’incertezza del quadro politico americano, vediamo come ancora una volta il Medio Oriente rischi di incendiarsi.

L’elettorato di Netanyahu è un fenomeno peculiare. Stanotte, mentre seguivo l’evoluzione dei dati dagli exit poll fino ai risultati reali, mi è tornato in mente un evento storico traumatico che tutti i lettori conoscono bene. Netanyahu vinse le elezioni per la prima volta dopo l’assassinio di Yitzhak Rabin: si candidò contro Shimon Peres, premio Nobel e statista di caratura mondiale, riuscendo a prevalere a pochi mesi dall’uccisione di Rabin per mano di un terrorista dell’ultradestra.

Perché collego quell’evento al voto di oggi? Perché l’elettorato di Netanyahu ragiona esattamente come la tifoseria di una squadra di calcio: non c’è un’analisi razionale sull’operato del governo, sull’andamento dell’economia, sulla sicurezza reale dei cittadini, sulla qualità del sistema scolastico o sulle pensioni. Nonostante negli ultimi quattro anni tutti questi ambiti abbiano registrato fallimenti, gli elettori non valutano questi aspetti: tifano per Netanyahu a prescindere dal piano politico.

La prova è semplice: solo tre o quattro giorni fa, Netanyahu ha ammesso apertamente che Israele rischia le sanzioni e che gli Stati Uniti stanno cambiando atteggiamento, sostenendo che tali sanzioni si potrebbero aggirare con le criptovalute. Poi ha agitato la minaccia dell’atomica iraniana, dimenticando che solo sei mesi fa dichiarava che gli attacchi preventivi avevano già distrutto ogni capacità nucleare dell’Iran. La logica e la verità sono diventate del tutto opzionali per questo elettorato.

Nella giornata di giovedì terminerà lo scrutinio delle elezioni israeliane. Nel momento in cui scrivo si sta verificando l’esito delle ultime 400.000 buste, ma non è un motivo per sperare in un cambiamento per come lo avevamo immaginato. Adesso il blocco di Netanyahu ha 53% e il blocco di Eisenkot ha 48. I dati ufficiali definitivi non cambieranno questo esito: nelle campagne precedenti le “doppie buste” (il sistema per il voto a distanza o fuori sede) hanno sempre mostrato una leggera tendenza verso la destra.

La parola cambiamento è tornata molto in queste settimane. Se veramente le forze democratiche, che nella società israeliane credono in uno Stato democratico e liberale, vogliono operare un reale cambiamento, allora devono invitare i partiti arabi – che sono i grandi vincitori di quest’ultima tornata elettorale – a governare insieme con il blocco di Eisenkot. Vorrei aggiungere, come israeliano che vive fuori del suo paese, nella cosiddetta “diaspora”, che se nell’establishment occidentale qualcuno avesse osato dire sugli ebrei le cose che i partiti legittimi di governo, ma anche di opposizione, dicono degli arabi israeliani, allora tutti noi ebrei della diaspora grideremmo all’antisemitismo: è ora di finirla con questa retorica e andare verso il cambiamento perché a mio avviso è l’unica strada per il futuro di Israele. Scelte diverse porteranno a un paese boicottato, invischiato in guerre continue con i suoi vicini, senza più alcuna prospettiva di pace.

Ma c’è un’altra questione che va analizzata con pari durezza: anche il cosiddetto “blocco del cambiamento” – i partiti di Gadi Eisenkot, Naftali Bennett, Yair Lapid e Avigdor Lieberman – ha commesso un errore politico gravissimo e imperdonabile. Rifiutando a più riprese qualsiasi ipotesi di governo con i partiti arabi, hanno ceduto a pregiudizi ideologici e compiuto un autogol strategico clamoroso. Nel tentativo di escludere dall’esecutivo i rappresentanti del 20% della popolazione israeliana, hanno finito per fare il gioco di Netanyahu. Se i partiti che intendono fermarlo si alleassero con i partiti arabi israeliani, avrebbero i numeri per bloccare la formazione di un nuovo governo di destra o di estrema destra.

Il modo in cui è stata trattata la popolazione araba israeliana in questi ultimi anni è intollerabile: un clima di aperto disprezzo e ostilità. La violenza e gli omicidi all’interno di questa comunità hanno raggiunto livelli mai visti prima. E il ministro della Sicurezza Nazionale, Itamar Ben-Gvir, ha agito deliberatamente in questa direzione, considerando gli arabi israeliani come quinte colonne o collaboratori dei palestinesi. Ogni giorno si assiste a incursioni nei territori e ad azioni alimentate da frange estremiste armate.

Tutto ciò è gravissimo. I partiti arabi hanno ottenuto un’alta affluenza perché i cittadini sono usciti a votare per rispondere alle offese di Ben-Gvir. Rifiutarsi di collaborare con loro solo perché arabi è di una cecità politica inaccettabile per uno Stato che ospita una minoranza così consistente. Gli israeliani devono decidere se vogliono vivere in un paese in cui tutte le rappresentanze politiche legittime possono governare, o se intendono affermare che il 20% della popolazione ha diritto di voto ma non di governo. Agli occhi del mondo, questo è l’ennesimo segnale di una società discriminatoria con venature di apartheid — una deriva che non aiuta Israele e che, al contrario, aumenta i rischi per le comunità ebraiche in tutto il mondo.

L’atteggiamento verso la popolazione araba mi sdegna profondamente anche per un motivo molto concreto, legato al sistema sanitario: oltre il 20% dei medici e degli infermieri negli ospedali israeliani sono arabi, così come quasi il 50% dei farmacisti. Sono loro a curare i nostri anziani, i nostri genitori e i nostri figli, e lo fanno con immensa dedizione.

Una società che affida la propria salute a questi professionisti e poi nega valore politico al loro voto si macchia di un’ipocrisia inaccettabile, riducendoli a semplici servitori utili nel momento del bisogno. E così facendo, ci si consegna nuovamente nelle mani di Netanyahu e dell’estrema destra.

Tuttavia, temo che nei prossimi giorni Netanyahu possa ritenere legittimato un attacco all’Iran. E il capo di Stato Maggiore Eyal Zamir, che prima delle elezioni aveva sollevato forti perplessità evidenziando come l’azione non fosse dettata da reali esigenze di sicurezza nazionale, si troverà ora nell’impossibilità di frenarlo, poiché il voto popolare viene usato per legittimare l’ennesima escalation. A Netanyahu poco importa se l’intelligence americana conferma che non ci sono movimenti o minacce imminenti nei siti nucleari iraniani: gli basterà appagare le aspettative della sua tifoseria elettorale.

L'articolo Israele al bivio: l’autogol dell’opposizione fa il gioco di Netanyahu. E ora l’attacco all’Iran è più vicino proviene da Il Fatto Quotidiano.

  •  

Israele, dal Likud accuse di “brogli” e la Commissione chiede di indagare su presunte interferenze del Qatar. La replica delle liste arabe: “Vogliono ribaltare l’esito del voto”

Meno di due giorni dopo la chiusura dei seggi, in Israele è il momento delle trattative e dei veleni. In un contesto ricco di incognite e di insidie. Ieri, a scrutini avanzati, il premier Benjamin Netanyahu e le forze di estrema destra avevano lanciato accuse di brogli elettorali contro i partiti arabi, vera rivelazione di queste legislative. Oggi il presidente della Commissione elettorale centrale, il giudice della Corte Suprema Noam Sohlberg, ha chiesto al capo dello Shin Bet, David Zini, di indagare su presunte interferenze straniere e corruzione elettorale.

“Sono stato informato di gravi sospetti riguardanti un’influenza indebita sulle elezioni, esercitata attraverso finanziamenti provenienti da entità straniere che agiscono contro gli interessi di Israele“, ha affermato Sohlberg, sottolineando di “non poter confermare la fondatezza di tali sospetti”. Tuttavia, ha aggiunto, “ritengo che, trattandosi di entità straniere, vi sia l’obbligo di condurre un’indagine approfondita“. I risultati dell’indagine devono essere presentati entro una settimana, ha chiesto il capo della Cec allo Shin Bet.

Secondo il quotidiano Yedioth Ahronoth, lo Shin Bet ha avviato un’indagine con il sospetto di un coinvolgimento del Qatar. Secondo i sospetti, il Qatar avrebbe trasferito “somme di denaro molto ingenti” per influenzare i risultati delle elezioni che si sono svolte martedì.

Il quadro uscito dal voto del 27 ottobre per rinnovare la Knesset è uno stallo in cui nessuna coalizione detiene i 61 seggi per governare, con il blocco di Benjamin Netanyahu in vantaggio (53 seggi) su quello dell’opposizione guidato da Gadi Eisenkot (fermo a 48). Ma il dato più rilevante è il boom delle liste arabe, che questa volta hanno abbandonato il tradizionale boicottaggio e mobilitato gli elettori nella speranza di archiviare il governo Netanyahu. Uno strategia che li ha portati a raddoppiare i seggi, conquistandone 19. Il loro appoggio consentirebbe quindi al blocco anti-Bibi di formare un esecutivo.

Questa opzione, sebbene difficile da percorrere a causa delle resistenze di alcuni esponenti della coalizione, lascerebbe fuori dai giochi l’attuale premier. Ed è per questo che l’estrema destra, con il Likud in testa, già ieri ha scatenato tutta la potenza di fuoco della sua macchina politica. Netanyahu ha parlato di un “governo pericoloso” qualora fossero state coinvolte le forze arabe. Mentre il suo partito ha accusato di “brogli” ed elezioni rubate da chi “sostiene il terrorismo”.

I media israeliani riferiscono che il Likud ha trasmesso alla Commissione elettorale centrale del materiale che, secondo il partito, comprenderebbe “registrazioni dirette di persone appartenenti alla comunità araba che avrebbero ammesso di aver corrotto elettori mediante buoni carburante e denaro contante”. Il dito viene puntato anche in questo caso su presunti finanziamenti arrivati da Turchia e Qatar. “Si tratta si tratta di un attacco alla democrazia volto a portare alla presa di controllo della Knesset da parte di potenze straniere, all’islamizzazione di Israele e al rovesciamento del governo di destra, al fine di provocare la ritirata e la sconfitta dell’Idf su tutti i fronti, in primis l’Iran” sostiene il partito guidato da Netanyahu che ha già soprannominato la vicenda Ra’amgate (dal nome del partito Ra’am).

”In Israele, la parte sconfitta costruisce una calunnia razzista e incita le forze di sicurezza a usare la forza per ribaltare il verdetto popolare” ha replicato su X Sami Abou Shahadeh, leader di Balad, uno dei partiti arabi che formano la Lista Unita. ”Non dobbiamo permettere all’estrema destra di rubare le elezioni o di trascinare il Paese verso una nuova tornata elettorale basandosi su accuse inventate e deliranti”, ha aggiunto in merito alle contestazioni del Likud sulla presunta corruzione elettorale.

Nel frattempo, sono stati arrestati 4 sospettati nell’ambito dell’inchiesta sul presunto pagamento di denaro in cambio di voti a favore del partito Ra’am, dopo i tre arresti avvenuti il 27 ottobre.

Una fonte della sicurezza interna ha specificato alla tv pubblica israeliana Kan che l’indagine per presunta corruzione elettorale era stata avviata prima delle elezioni: “Si tratta di un’indagine aperta nelle ultime due settimane sulla base di informazioni di intelligence attendibili. Sappiamo che c’è qualcosa che non va e stiamo indagando seriamente per fare piena luce sulla questione. Nei prossimi giorni la situazione si chiarirà” ha dichiarato all’emittente.

Il leader del Blocco del cambiamento, Eisenkot, ha detto di essere “in contatto con le autorità competenti” e di ricevere “aggiornamenti in merito ai sospetti di interferenze straniere nelle elezioni”. Allo stesso tempo ha messo in guardia dalla strumentalizzazione politica. “Non si deve permettere a esponenti politici di sfruttare questa situazione per influenzare la data dell’insediamento della 26ma Knesset, il Parlamento israeliano”. Sulla stessa linea il presidente israeliano Isaac Herzog che ha chiesto di “non infangare un’intera comunità che ha cercato di esercitare il proprio diritto di voto e di prendere parte attiva alla democrazia”.

Intanto, sul fronte del conteggio dei voti c’è ancora una variabile da considerare, anche se nelle previsioni non dovrebbe essere determinante: le cosiddette “doppie buste“, con le preferenze di militari, detenuti, diplomatici in servizio all’estero e ad elettori impossibilitati a votare nel seggio. Sono stimate tra le 430mila e 480mila e finora ne sono state scrutinate meno di 30mila. Tra queste schede il partito del premier è in testa, seguito dal movimento Yashar di Eisenkot. Secondo la Commissione elettorale lo spoglio dei voti potrebbe essere terminato entro questo pomeriggio.

L'articolo Israele, dal Likud accuse di “brogli” e la Commissione chiede di indagare su presunte interferenze del Qatar. La replica delle liste arabe: “Vogliono ribaltare l’esito del voto” proviene da Il Fatto Quotidiano.

  •  

Israel: Netanyahu deve permanecer como interino após eleição inconclusiva

Benjamin Netanyahu parecia destinado a permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que um apoio inesperadamente forte entre os eleitores judeus deixou seus oponentes com poucas perspectivas aparentes de destituí-lo, apesar de seu bloco de direita ter perdido a maioria parlamentar.

Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.

Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.

Os resultados ainda podem mudar à medida que a contagem continua, mas o bloco de Eisenkot, formado por partidos anti-Netanyahu — que vão da centro-esquerda à direita —, ficou aquém das pesquisas pré-eleitorais, que previam uma disputa acirrada.

Netanyahu permaneceria como primeiro-ministro interino durante quaisquer negociações de coalizão e, potencialmente, até uma nova eleição no ano que vem. Embora um governo interino enfrente algumas restrições, especialistas afirmam que ele mantém poderes, inclusive sobre a guerra com o Irã.

Guy Lurie, pesquisador do Instituto da Democracia de Israel, afirmou que um governo interino tem formalmente os mesmos poderes que um governo regular, mas também “um dever de moderação” e menos discricionariedade em algumas áreas.

Luta pela segurança

Netanyahu, dirigindo-se aos fiéis de seu partido, o Likud, após as 3h da manhã (horário local), pediu a formação de “um governo nacional forte e de direita”.

Ele destacou os sucessos militares de Israel e levantou a possibilidade de uma nova ação militar conjunta contra o Irã ao lado de seu aliado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que os dois países tinham uma “oportunidade histórica única” de eliminar o que chamou de ameaça iraniana “de uma vez por todas”.

Trump, que havia exortado os eleitores israelenses a manterem Netanyahu no poder para que os dois líderes pudessem “concluir o trabalho” no Irã, disse que Netanyahu se saiu “muito bem” e afirmou que seu apoio “o ajudou muito”.

A eleição em Israel repercutiu no restante do Oriente Médio.

Em Teerã, faixas com imagens do líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, lembraram aos iranianos os ataques dos EUA e de Israel lançados em fevereiro, que deram início à guerra. Logo à direita, havia um cartaz do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que foi morto por ordem de Netanyahu no Líbano.

“Eu realmente vejo a possibilidade de um ataque”, disse Abdollah Karimi, cidadão iraniano de 50 anos.

A frustração também era palpável no Egito, o primeiro país árabe a firmar paz com Israel em 1979.

Outhman Selim, um advogado de 62 anos, disse que suas esperanças de que uma derrota de Netanyahu afastasse o país da extrema-direita haviam sido frustradas.

Eisenkot reconheceu que Netanyahu continua como primeiro-ministro interino, mas alertou que ele poderia usar a segurança para fins políticos.

“Apelo aos chefes das forças de segurança e do serviço público: Netanyahu é um primeiro-ministro interino, sem mandato nem a confiança do povo”, disse ele. “Mantenham-se firmes diante de qualquer tentativa de desafiá-los.”

O gabinete de Netanyahu já havia rejeitado acusações de que ele estaria usando o conflito com o Irã para obter ganhos políticos e não respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta quarta-feira.

A perspectiva de um governo interino sem maioria parlamentar pesou sobre os mercados israelenses. O shekel se desvalorizou cerca de 1,6%. Os principais índices de referência da bolsa de Tel Aviv caíram mais de 3% .

Mudança decisiva

O resultado ressaltou a guinada para a direita entre os judeus israelenses durante os anos em que Netanyahu foi a figura política dominante do país. A centro-esquerda, que dominou Israel durante a primeira metade de sua história, foi reduzida a uma pequena minoria.

Quase todos os partidos judeus agora compartilham da rejeição de Netanyahu a um eventual Estado palestino independente, base dos esforços de paz endossados internacionalmente desde a década de 1990.

A eleição foi a primeira em Israel desde que combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas e fizeram 251 reféns em ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, que mergulharam o país em guerras em Gaza, no Líbano e no Irã.

A guerra em Gaza, que arrasou o território e matou 74 mil palestinos, segundo as autoridades de saúde de Gaza, deixou Israel cada vez mais isolado no cenário mundial.

O próprio Netanyahu é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, em Haia, por acusações de crimes de guerra que ele considera absurdas, e enfrenta acusações de corrupção em Israel que rejeita como uma conspiração do establishment.

A participação eleitoral chegou a 77,7%, a mais alta em mais de duas décadas, e foi particularmente alta entre os israelenses de ascendência palestina, que representam mais de um quinto da população. Muitos foram motivados pelo que consideram racismo aberto por parte do gabinete de Netanyahu, que inclui um líder partidário condenado por incitar o ódio racial contra os árabes.

A sede da Lista Conjunta, uma aliança de vários partidos árabes, explodiu em assobios e aplausos quando as pesquisas de boca de urna foram divulgadas. “Rejeitamos a ocupação e o racismo, e permaneceremos aqui”, disse a candidata da Lista Conjunta Faten Gattas.

A coalizão que derrubou Netanyahu pela última vez contou com um pequeno partido árabe, mas o fraco desempenho de Eisenkot significa que a oposição agora precisaria do apoio da própria Lista Conjunta. A maioria dos líderes judeus tem evitado alianças formais com partidos árabes desde a fundação de Israel.

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

 

  •  

Eleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo?

As eleições em Israel terminaram sem um vencedor claro. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria.

Mas a política israelense gira em torno da formação de coalizões, e não de qual partido é o maior. Com isso, o caminho de Netanyahu para permanecer no poder está indefinido, mas a oposição também enfrenta dificuldades para chegar ao governo.

Os partidos contrários ao premiê estão fragmentados e divididos entre direita, esquerda e centro, além de separados entre partidos judeus e árabes.

O Yashar, de Eisenkot, é a maior legenda da oposição. Mas o caminho para que ele chegue ao poder passaria pela cooperação com os partidos árabes — algo que nem todos os líderes partidários da oposição estão dispostos a aceitar.

A contagem final dos votos é esperada até 30 de outubro, e os resultados oficiais da eleição são formalmente publicados uma semana após o pleito, no dia 4 de novembro.

Com isso, os partidos terão de negociar entre si e tentar chegar a uma coalizão que tenha maioria no Congresso.

Como acontecem as negociações pós-eleição em Israel?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Esse candidato não precisa necessariamente ser o líder do maior partido, mas aquele que, a critério do presidente, tiver mais chances de reunir uma coalização com a maioria de 61 cadeiras.

Assim, vencer a eleição de Israel não depende apenas dos votos e das cadeiras conquistadas, mas também da capacidade de construir — e manter — uma coalizão viável.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

Como nenhum dos lados tem uma maioria clara, um impasse parece um resultado plausível.

Herzog poderá tentar convencer Netanyahu e Eisenkot a formarem um governo de união nacional entre os dois maiores partidos, mas não está claro se esse arranjo seria sequer possível.

O premiê tem um longo histórico de romper acordos com políticos com quem firmou entendimentos semelhantes, e o líder opositor descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro.

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

  •  

Israel election deadlock: Four possible paths to a new government

Israel’s election this week was indecisive and there is no clear winner poised to form a government. Benjamin Netanyahu remains in office as caretaker prime minister, but faces a parliament stacked with an opposition majority vying to oust him.

Here are some scenarios that could follow:

Could Israel face another election?

After the formal final election results are published next week, Israel’s President Isaac Herzog begins consultations with party representatives and then taps the candidate whom he deems to have the best chance to form a government.

If the candidate fails, another can try and if that candidate fails, the Knesset can nominate another. There is a deadline for the process of around 100 days. If no one succeeds, another election is held.

Herzog said on Wednesday that everything must be done to avoid another election and urged the parties to come with an open mind to the consultations with him.

Could Netanyahu form a unity government?

Netanyahu’s Likud party, emerging as the largest in the Knesset, forms a coalition that would likely include centrist and right-wing opposition parties such as Gadi Eisenkot’s Yashar, the second-largest party, Avigdor Lieberman’s Israel Our Home and Naftali Bennett’s Together faction.

That grouping would secure 66 seats, a majority in the 120-seat parliament.

However, this option appears remote at this point because it would mean Netanyahu would likely have to abandon his natural political allies, the far-right and ultra-Orthodox Jewish parties. Further, the opposition parties would have to break their main election pledge to their voters: unseating Netanyahu.

Still, if neither camp is able to form a government at the end of weeks of protracted negotiations, a unity government may emerge as a last option.

Renewed fighting with Iran, or other players, could also push the sides together.

Could Eisenkot lead a minority government?

If Herzog taps Eisenkot first, he could try to form a government with Yashar’s natural allies — Together, The Democrats and Israel Our Home — propped up by Israel’s two Arab parties, even if they are not members of this government: Ra’am and the Joint List.

Eisenkot’s camp would number 48 seats, according to the latest vote tally, with the Arab parties numbering 19 seats that together reach a 67-seat majority.

But even if Eisenkot reverses his campaign pledge not to have Arab parties in government and accepts their support, it would be a hard sell to many Israelis whose attitudes toward Israel’s Arab minority have hardened further since the October 7, 2023 Hamas attack.

Netanyahu has focused his campaign on delegitimizing support from Arab parties, who surged to record heights in Tuesday’s election, and for now, only The Democrats, a centre-left party, has come out publicly calling for their inclusion.

Both Arab parties have signalled that they are prepared to cooperate with Eisenkot’s camp.

Ra’am joined Bennett’s government ​in 2021, the first time an independent Arab party entered an Israeli coalition. That government collapsed after 18 months.

Could Netanyahu rebuild a right-wing majority?

Netanyahu’s coalition has fallen from its original 64 seats to 53, according to the latest election results. But Israel’s longest-serving leader is viewed as one of its most skilled politicians and he could split the opposition by peeling away members of its parties and bringing them over to his side.

He has managed to do this before, including as opposition head in the run-up to the 2022 election, which he won. But the coalition he was battling at the time had a far narrower lead and he did not need too many defectors to destabilize his political rivals.

  •  

Netanyahu trata de desacreditar el resultado electoral

Noam Sohlberg, el juez del Tribunal Supremo que preside el Comité Central Electoral, ha pedido este jueves a los servicios secretos en Israel y los territorios palestinos ocupados, Shin Bet, investigar “graves sospechas” de injerencia extranjera en las elecciones legislativas celebradas el martes. No menciona países concretos, pero la sospecha —sobre la que no se han difundido pruebas— es de financiación catarí en apoyo de un partido árabe, Ra’am. El anuncio ha dado gasolina a Benjamín Netanyahu que, con el escrutinio completado, pierde la mayoría de Gobierno. La ha utilizado para sembrar dudas sobre el resultado y deslegitimar un posible pacto entre las formaciones judías y árabes de oposición que lo desbancaría del poder. Tras escuchar de primera mano la información en que se basa, los líderes de la oposición sospechan de una nueva estratagema del primer ministro. Apenas han pasado 48 horas desde la jornada electoral y ya se habla de una nueva convocatoria.

Seguir leyendo

© Chris McGrath (Getty Images)

Un hombre vota en en las elecciones israelíes en Bnei Brak, cerca de Tel Aviv, este martes.
  •  

Dos bloques alejados de la mayoría, con los partidos árabes como llave: ¿Cuál será el próximo gobierno de Israel?

El primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu, y el líder de la oposición, Gadi Eisenkot

Los israelíes han votado. ¿Ahora qué? Cuando se confirmen los resultados oficiales de las elecciones, se abrirá una nueva etapa, aún más delicada que la electoral. Es en este momento cuando el juego de alianzas se pone en marcha, y cada escaño cuenta. Ninguno de los bloques alcanza la mayoría parlamentaria y, en medio, los partidos árabes, que han logrado un resultado histórico. Ahora mismo todas las opciones están abiertas, pero queda claro que Israel se enfrenta a semanas decisivas.

Con el escrutinio casi finalizado, el partido ganador de estas elecciones es el Likud de Benjamín Netanyahu. Las encuestas daban a su rival, el general Gadi Eisenkot, como vencedor en estos comicios. Sin embargo, las predicciones han errado. Aun así, no se puede decir que el primer ministro salga victorioso. Su coalición ha pasado de tener 64 a 53 diputados, muy lejos de la absoluta de 61.

"Para quienes temen o se oponen a Netanyahu, la vida esta mañana debería ser más fácil y feliz que hace una semana", escribe Nadav Eyal, profesor en la Escuela de Asuntos Internacionales y Públicos de la Universidad de Columbia. Pero la coalición antigubernamental tampoco ha logrado unos resultados que le permita expulsar al primer ministro del gobierno, al menos no por sus propios medios. En su caso, 13 escaños separan a sus 48 diputados de la mayoría.

Quienes sí están de celebración son la Lista Conjunta y Ra'am. Los partidos árabes, que representan a la población palestina con ciudadanía israelí, han obtenido un resultado histórico, logrando meter 19 representantes en la Knesset (Parlamento). "Estas elecciones han sido un punto de inflexión para ellos", reflexiona en conversación con El Independiente Rosa Meneses, subdirectora del Centro de Estudios Árabes Contemporáneos (CEARC).

Las opciones de Bibi

Con los resultados electorales en la mano, el presidente israelí, Isaac Herzog, tendrá que encargar a un candidato la formación de gobierno. Lo hará después de mantener una serie de consultas con los representantes de los partidos. Como en el sistema español, lo más habitual es pedírselo al líder de la formación más votada. Pero, ¿puede formar gobierno Netanyahu?

Si se mira solo a sus aliados oficiales, entonces la respuesta es no. Ninguno de los otros partidos que integran la coalición, Otzma Yehudit, Judaísmo Unido de la Torá y Sionismo Religioso –una amalgama de formaciones ultraconservadoras y ortodoxas–, ha obtenido más de siete escaños. Sin embargo, el primer ministro podría intentar negociar con los que hasta ahora eran sus adversarios.

En los últimos días, algunas voces han sugerido que una salida al bloqueo sería un "gobierno de unidad" encabezado por Netanyahu junto a sus rivales. Una opción que Donald Trump "analizará", según él mismo ha asegurado en una entrevista con el portal Axios. Más allá de los deseos del presidente norteamericano, los líderes de la oposición han descartado esta posibilidad.

"La realidad política de Israel dista mucho de ese ideal", ha asegurado en un artículo de opinión el director del Times of Israel, David Horovitz. El periodista subraya que el general Eisenkot no accederá a formar parte de un gobierno que no establezca una comisión estatal de investigación sobre los fallos durante el 7 de octubre. Su hijo y dos de sus sobrinos murieron en la guerra de Gaza. "Y es impensable que Netanyahu, quien se ha resistido a dicha investigación durante tres largos años, cambie de postura", añade en su análisis.

Otra opción es que Netanyahu intente seducir a los partidos árabes. Por descabellada que parezca, ya lo intentó tras las elecciones de 2021. Pero esta posibilidad se presenta remota. De hecho, el Likud ha acusado a estos grupos de "robar las elecciones" y ha pedido una investigación sobre posibles irregularidades en algunos colegios electorales de zonas árabes, después de la alta participación en estas localidades. No es una buena estrategia para tejer alianzas.

Una oportunidad para el cambio

Si Netanyahu no logra reunir los apoyos necesarios, se abrirá una oportunidad para la oposición, el denominado "bloque del cambio". Pero ellos también necesitan a los partidos árabes, y no queda claro que quieran tenderles la mano. De momento solo Yair Golan, líder de Los Demócratas –la única fuerza de izquierdas que ha entrado a la Knesset–, es el único que ha abogado abiertamente por pactar con estas formaciones.

El resto de líderes opositores se muestran más reacios. Eisenkot ha descartado gobernar con ellos alegando la falta de valores compartidos y ha condicionado la colaboración a que los partidos árabes reconozcan a Israel como un Estado judío. También Naftali Bennett (Juntos) y Avigdor Lieberman (Israel Beitenu) también rechazan pactar con ellos, aunque en 2021 firmaron un acuerdo de coalición con Ra'am, uno de los partidos árabes, por lo que quizás cambien de parecer.

En este sentido, Rosa Meneses subraya que los resultados demuestran que los palestinos con ciudadanía israelí "quieren ejercer su voz en las urnas y no pueden estar fuera de la política". Todo ello a pesar del intento de impedirles concurrir a las elecciones, que el Tribunal Supremo israelí acabó anulando.

Por ello, la subdirectora del CEARC cree que un hipotético gobierno del cambio dependerá de si los partidos de la oposición "cambian de actitud" hacia las formaciones árabes.

La repetición electoral en el horizonte

Si se llega a una situación de punto muerto en la que ninguna de las coaliciones logra formar gobierno, Israel se verá encaminado a una repetición electoral. Meneses no la descarta: "Ahora mismo no hay ningún bloque que cuente con alianzas claras para hacerse con una mayoría fuerte". Pero, dada la alta polarización en la sociedad israelí, es improbable que una nueva cita cambie significativamente el resultado de estos últimos comicios.

También es posible que se forme un gobierno, pero no lo suficientemente fuerte. "La fragmentación en el Parlamento y el crecimiento de los partidos árabes, que antes eran una fuerza más modesta pero ahora van a tener más representatividad, pueden crear gobiernos inestables", explica la experta. Un escenario que no es insólito para Israel, donde entre los años 2019 y 2022 hubo cuatro primeros ministros y se celebraron cinco citas electorales.

La situación actual recuerda a aquella etapa. "Esto seguro nos llevará a un periodo como los anteriores de mayor inestabilidad", sentencia la subdirectora del CEARC.

A priori, nadie en Israel quiere que se repitan las elecciones. El presidente Herzog ha señalado que se debe hacer "todo lo posible" para evitar esta repetición. Sin embargo, este escenario sí beneficiaría a un persona. Hasta la formación de un nuevo gobierno, se prolongará la permanencia de Netanyahu en el poder.

  •  

Israel Election Deadlock Clouds Prospects for New Government

Israel election results leave Benjamin Netanyahu and Gadi Eisenkot facing coalition negotiations in the Knesset.

Arab parties could hold the balance of power as rival blocs fall short of a majority, leaving coalition talks or fresh elections on the table.


Israel faces difficult negotiations to form its next government after parliamentary election results left rival blocs short of a majority, with Arab parties potentially holding the key to breaking the deadlock.

RELATED: Israel Kills Four Palestinians in Gaza Despite Ceasefire

With 88.6% of the vote counted, Prime Minister Benjamin Netanyahu’s bloc held 53 seats in the 120-member Knesset, compared with 48 for the opposition camp led by centrist Gadi Eisenkot. Arab parties won a combined 19 seats, leaving neither side with the 61 needed for an absolute majority.

The Central Elections Committee is expected to publish the final results on Friday, after counting between 430,000 and 480,000 double-envelope ballots cast by military personnel, diplomatic staff, prisoners and people who are ill.

Once the results are official, President Isaac Herzog will ask the candidate he considers best placed to assemble a majority to form a government. The designated candidate will initially have 28 days to build a coalition, with the option of a 14-day extension.

The negotiations could be protracted. Netanyahu took 58 days to form his current cabinet after the November 2022 election, and the latest results leave both camps facing obstacles to securing the support needed to govern.

Eisenkot has a relative advantage in seeking coalition partners, as smaller right-wing parties failed to clear the threshold required to enter parliament, limiting Netanyahu’s options for gaining additional seats.

Arab parties could prove decisive in the negotiations. Raam, led by Mansour Abbas, has signaled its willingness to open talks with Eisenkot’s bloc, while the Joint List has proposed providing a parliamentary “safety net” to any coalition that removes Netanyahu from power.

Opposition leaders have nevertheless been reluctant to enter formal agreements with Arab parties, given hostility toward such arrangements among substantial sections of the electorate. During the campaign, Netanyahu used the prospect of cooperation between his rivals and Arab parties to attack the opposition, describing it as an alliance of the “left and the Muslim Brotherhood” that would undermine state security.

Yair Golan, leader of the Democrats and the only Zionist political figure openly willing to include Arab parties in a governing arrangement, has convened talks with Eisenkot and Yair Lapid to discuss possible alliances.

Avigdor Lieberman, leader of Yisrael Beiteinu, has taken a different approach. He opposes both a minority government dependent on Arab parties and a cabinet headed by Netanyahu, preferring instead a national unity arrangement in which Eisenkot joins the incumbent prime minister.

Eisenkot has advocated a “Zionist mobilization government” as an alternative. In a social media post following the release of the initial projections, he wrote: “There are still long days of work ahead of us, but we are focused on the important task entrusted to us: bringing change to Israel and establishing a Zionist mobilization government.”

National unity or another election

A national unity government bringing together parties with a Zionist profile, while excluding Arab and ultra-religious parties, has been floated as another way out of the deadlock. A poll published in mid-October found that 55% of respondents preferred such an arrangement to holding another election.

The proposal faces significant political resistance. In 2020, Netanyahu and centrist Benny Gantz agreed to rotate the premiership under a power-sharing deal that collapsed after a year. Local media have reported behind-the-scenes efforts by Herzog to bring Netanyahu and Eisenkot closer, but the opposition has framed the election as a referendum on Netanyahu’s leadership.

If coalition talks fail, Israel could be forced to hold another election, repeating a cycle of political instability that saw four national votes between April 2019 and March 2021.

Alternative arrangements, including a minority government supported by individual lawmakers, could avert an immediate return to the polls. Until a new administration is formed, Netanyahu will remain in office in a caretaker capacity.

  •  
❌