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Soja encerra semana em Chicago pressionada por safra dos EUA

O contrato futuro da soja para entrega em janeiro encerrou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a US$ 12,34 por bushel na bolsa de Chicago, com desvalorização de 0,04%.

Segundo análise da Granar, após quatro sessões consecutivas de perdas, os preços apresentaram uma recuperação moderada durante o pregão, apoiados por operações de hedge realizadas por investidores. Apesar disso, os fundamentos de mercado continuam pressionados pelo avanço da colheita recorde nos Estados Unidos e pela entrada da nova safra no mercado.

A fraqueza das cotações do farelo de soja ao longo da semana, em meio ao bom desempenho das vendas argentinas e à maior competitividade das exportações brasileiras, reduziu o suporte aos preços da oleaginosa norte-americana. A desvalorização do real frente ao dólar favorece os embarques brasileiros e amplia a concorrência com o produto dos Estados Unidos.

No cenário comercial, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou duas novas vendas de soja da safra 2026/2027 para destinos não informados, nos volumes de 165,15 mil toneladas e 132 mil toneladas, respectivamente.

As operações alimentaram especulações sobre uma possível participação da China na demanda. No entanto, a ausência de confirmação oficial de novas compras pelo país asiático mantém os operadores cautelosos, especialmente diante da expectativa de retomada dos negócios entre os dois países e da importância do mercado chinês para as exportações norte-americanas.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão com desvalorização de 0,78% na bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,47 por bushel.

Segundo análise da Granar, os preços do cereal seguem em trajetória negativa e caminham para completar a quinta semana consecutiva de perdas. Um dos principais fatores de pressão é a chegada da segunda maior safra de milho da história dos Estados Unidos, com a colheita ganhando ritmo nas principais regiões produtoras.

Os trabalhos no campo avançaram à medida que a colheita da soja, que havia recebido prioridade dos agricultores, se aproxima da conclusão. Com mais milho disponível no mercado, as perspectivas de oferta elevada aumentam a pressão sobre os contratos futuros.

Outro fator que limita uma possível recuperação das cotações é a perda de competitividade das exportações norte-americanas. A desvalorização do real frente ao dólar e a valorização da moeda norte-americana em relação ao euro tornam o cereal dos Estados Unidos menos competitivo diante de fornecedores de outras origens.

Apesar do cenário predominantemente negativo, a Granar não descarta movimentos de recuperação. Uma possível proteção cambial por parte dos fundos de investimento pode favorecer uma mudança de posicionamento no mercado, especialmente após a forte liquidação de contratos registrada nas semanas anteriores.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com desvalorização de 0,04%, negociado a US$ 6,03 por bushel.

Segundo análise da Granar, os preços do cereal nos mercados norte-americanos seguem em trajetória negativa e caminham para completar a nona semana consecutiva de perdas. O movimento é influenciado principalmente pela liquidação de posições por grandes fundos de investimento, que continuam reduzindo sua exposição ao mercado.

Entre os fatores que também pressionam as cotações está a valorização do dólar em relação ao euro. O movimento reduz a competitividade do trigo norte-americano no comércio internacional e favorece a comercialização do cereal produzido pela União Europeia. Além disso, o início da colheita no Hemisfério Sul amplia a atenção dos investidores sobre a entrada de novos volumes no mercado.

No cenário geopolítico, as negociações diplomáticas para um possível cessar-fogo no Mar Negro e a autorização do governo russo para a circulação de embarcações no Mar de Azov, suspensa desde 10 de julho, também estão no radar dos operadores.

Apesar das iniciativas diplomáticas, as tensões entre Rússia e Ucrânia permanecem. Segundo informações divulgadas pela Rússia nesta sexta-feira, a Ucrânia realizou um ataque com drones contra a refinaria de petróleo de Novokuybyshevsk, na região de Samara. Relatos locais apontaram explosões e um incêndio nas instalações, consideradas importantes para a produção de gasolina, diesel e combustível de aviação.

Trigo mais caro pressiona moinhos e padarias; veja como fica preço do pão

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CJ Selecta fecha crédito verde de R$ 155 mi para compra de soja certificada

A CJ Selecta, controlada desde 2017 pelo grupo sul-coreano CJ CheilJedang, fechou um financiamento de US$ 30 milhões, ou cerca de R$ 155 milhões, com o Bradesco para a compra de soja certificada. A operação, estruturada como um PPE (Pré-Pagamento à Exportação) Verde, estabelece critérios de rastreabilidade e sustentabilidade para a utilização dos recursos.

O financiamento está vinculado à aquisição de matéria-prima que atenda a padrões socioambientais verificáveis. Isso significa que a empresa precisa comprovar a origem da soja comprada e demonstrar que os fornecedores seguem critérios reconhecidos de sustentabilidade.

A operação faz parte da estratégia da CJ Selecta de ampliar o controle sobre a origem dos grãos utilizados em suas fábricas, afirmou a companhia em comunicado. Em 2025, 99,63% do volume de soja adquirido pela companhia teve a origem rastreada até o nível da propriedade rural, por meio do CAR (Cadastro Ambiental Rural). O registro permite identificar e delimitar os imóveis rurais.

No mesmo período, todo o volume de soja não geneticamente modificada comprado pela empresa recebeu certificação ProTerra, que estabelece requisitos relacionados à sustentabilidade da produção agrícola e à responsabilidade socioambiental da cadeia de fornecimento.

“A rastreabilidade da soja é um fator estratégico para a competitividade da cadeia e para o acesso a mercados cada vez mais exigentes em relação à origem da matéria-prima e às práticas socioambientais adotadas em sua produção”, afirmou o CEO da CJ Selecta, Alessandro Reis. 

Segundo o CEO da CJ Selecta, Alessandro Reis, o monitoramento combina análise geográfica das propriedades, avaliação socioambiental dos fornecedores e certificações independentes. O objetivo é verificar a procedência da matéria-prima e atender às exigências dos mercados consumidores.

“A aplicação de critérios verificáveis permite ampliar a transparência sobre a origem da soja e fortalecer os mecanismos de controle ao longo da cadeia de fornecimento. Ao combinar o rastreamento até a fazenda com certificações independentes, a CJ Selecta busca assegurar maior consistência na verificação da procedência e das práticas associadas à matéria-prima”, disse o executivo.

A soja é a principal matéria-prima utilizada pela companhia na fabricação de ingredientes destinados a segmentos como nutrição animal, alimentação, biocombustíveis e fertilizantes. Entre as principais produtoras e exportadoras globais de concentrado proteico de soja, a companhia também fabrica óleo, lecitina, etanol, fertilizantes e outros coprodutos, aproveitando a matéria-prima em diferentes etapas do processo industrial.

Critérios para o financiamento

O financiamento foi estruturado com base em um documento elaborado pela própria companhia, chamado Framework de Finanças Verdes. Ele estabelece quais atividades podem receber os recursos e como a empresa deve acompanhar e prestar contas sobre sua utilização.

Entre as atividades consideradas elegíveis estão agricultura regenerativa, adaptação às mudanças climáticas, geração de energia renovável, gestão da água, prevenção da poluição e economia circular.

O documento passou por uma avaliação independente da S&P Global Ratings, que verificou seu alinhamento aos princípios internacionais para emissão de títulos e concessão de empréstimos verdes, estabelecidos pela ICMA (International Capital Market Association).

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Açúcar fecha em queda em Nova York e acumula perda de 4% na semana

O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,56%.

Segundo análise da Barchart, os preços recuaram após atingirem, na quinta-feira, a máxima das últimas quatro sessões. O mercado repercutiu os dados divulgados de exportações do Brasil, que apontaram uma desaceleração no processamento da cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro.

No período, as usinas brasileiras moeram 32 milhões de toneladas de cana, queda de 18% em relação às 39 milhões de toneladas registradas em igual intervalo do ano passado. A produção de açúcar também recuou, com 2,15 milhões de toneladas, volume 23% inferior ao observado na primeira metade de outubro de 2025.

As condições climáticas seguem no radar dos investidores. As chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño têm interrompido a colheita e atrasado as operações de moagem nas regiões produtoras do Brasil. Na quinta-feira, a StoneX informou que as previsões meteorológicas para os próximos sete dias indicavam a continuidade das dificuldades operacionais nas usinas.

Apesar de uma recuperação pontual no meio da semana, a pressão voltou a predominar na sessão de sexta-feira. Com isso, o açúcar negociado em Nova York acumulou desvalorização de 4% na semana, em meio às preocupações com a competitividade e o ritmo das vendas brasileiras ao mercado externo.

Outro fator que influenciou as cotações foi o comportamento do real frente ao dólar. De acordo com a Barchart, a moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 8% na semana, após uma queda expressiva no início do período. A recuperação parcial do câmbio não foi suficiente para reverter as perdas, mantendo no radar dos investidores os possíveis impactos sobre a oferta brasileira no mercado internacional.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão negociado a US$ 5.453 por tonelada na bolsa de Nova York, com leve desvalorização de 0,05%.

Segundo análise da Barchart, os preços atingiram uma nova mínima de um mês, prolongando o movimento de vendas observado nas últimas duas semanas. O mercado segue pressionado pelas preocupações com a possibilidade de aumento da oferta brasileira no comércio internacional.

Um dos fatores no radar dos investidores é a desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira acumula queda de 8% na semana, movimento que pode estimular os exportadores nacionais a ampliar as vendas externas. Com o câmbio desfavorável, os produtores e comerciantes conseguem receber mais reais pela conversão das receitas obtidas em dólares.

Embora o Brasil tenha participação menor no mercado global de cacau em comparação com os principais produtores da África Ocidental e o Equador, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores mundiais. Estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau) indicam que a produção brasileira representa aproximadamente 4% a 5% da oferta global.

Com isso, mesmo com uma participação limitada no comércio internacional, o ritmo das vendas brasileiras permanece no radar do mercado, especialmente em um cenário de pressão sobre as cotações e maior atenção dos investidores ao comportamento do câmbio.

Café

O contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou o pregão negociado a US$ 2,87 por libra-peso na bolsa de Nova York, com valorização de 0,61%.

Segundo análise da Barchart, os preços registraram uma recuperação moderada após atingirem, na quinta-feira, a menor cotação em um mês. O avanço devolveu parte das perdas acumuladas nas últimas duas semanas, período em que o mercado foi pressionado pelas preocupações com o aumento da oferta brasileira no mercado internacional.

O movimento está relacionado ao comportamento do real frente ao dólar. A moeda brasileira chegou a acumular desvalorização de 9% na segunda-feira, após o resultado das eleições presidenciais do fim de semana. Embora tenha recuperado parte das perdas, o real ainda registra queda de 8% na semana, segundo a análise.

A desvalorização cambial aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado externo e pode estimular os exportadores a ampliar as vendas. Isso ocorre porque, com o dólar mais valorizado, os vendedores conseguem obter mais reais na conversão das receitas recebidas em moeda estrangeira.

Apesar da alta registrada nesta sexta-feira, o mercado segue atento ao câmbio e ao ritmo das exportações brasileiras, fatores que podem influenciar a disponibilidade global do grão e o comportamento das cotações em Nova York.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou o dia cotado a 77,83 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com desvalorização de 0,85% em relação ao pregão anterior.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na bolsa de Nova York em queda de 3,32%, cotado a US$ 1,32 por libra-peso.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=531694

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Sabores do campo revelam um Brasil artesanal

A cachaça carrega características da cana, do alambique e das escolhas feitas durante a produção. No caso do azeite, a variedade das azeitonas, o cultivo e a extração interferem no resultado. Já o doce de leite parte de ingredientes conhecidos, mas muda de acordo com a receita e o modo de fazer.

Em pequenas e médias propriedades rurais, técnicas, receitas e conhecimento acumulado dão características próprias a alimentos e bebidas que chegam à mesa dos brasileiros.

Cachaça de alambique, azeite e doce de leite foram as três categorias da edição de 2026 do Prêmio CNA Brasil Artesanal. Criada para valorizar alimentos e bebidas produzidos por pequenos e médios produtores rurais, a iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reconhece a qualidade e a identidade da produção artesanal brasileira.

Neste ano, 370 amostras participaram do concurso: 170 cachaças de alambique, 115 doces de leite e 85 azeites. Até chegar aos premiados, os produtos passaram por duas etapas de avaliação, uma com especialistas e outra aberta aos consumidores.

A cerimônia de premiação ocorreu em 15 de outubro, em Brasília, e reconheceu 30 produtos de seis estados. Os três primeiros colocados de cada modalidade receberam certificados, prêmios em dinheiro e os Selos Ouro, Prata e Bronze.

 

Primeiro, o produto. Depois, o rótulo

As amostras foram apresentadas sem identificação das marcas, para que os especialistas avaliassem suas características. A história dos produtos também esteve entre os aspectos considerados pelo concurso.

Na cachaça de alambique e no doce de leite, os finalistas foram conhecidos em maio e seguiram para o júri popular em 26 de junho. As cachaças foram avaliadas durante a PecBrasil, em Fortaleza (CE), e os doces de leite, na Expovitis, em Brasília.

Entre as cachaças amarelas, o primeiro lugar ficou com a Cachaça Cana da Terra Extra Premium, produzida por Antônio Abrão Bastos, em Alexânia (GO). A vencedora da categoria de cachaças brancas foi a Cachaça Durvalina, de João Alves, de Igarapé (MG).

Na disputa dos azeites, o Mantikir Summit Premium, de Herbert Silva Sales, produzido em Santo Antônio do Pinhal (SP), conquistou o primeiro lugar entre os blends, elaborados com diferentes variedades de azeitonas. Já o Alto das Oliveiras, de José Martins de Siqueira Filho, de Delfim Moreira (MG), venceu entre os monovarietais, feitos com uma única variedade.

Minas Gerais também levou os dois primeiros lugares do concurso de doce de leite. Na categoria pastoso, venceu o Dona Marlene, produzido por Raphaela Nayara, em Nova União. Entre os doces em barra, o campeão foi o Alferes do Tacho, de Leonardo de Souza Chagas, de São João del Rei.

 

Quem está por trás dos produtos

A fabricação de cachaça está na família de Antônio Abrão Bastos há cinco gerações. Para o produtor de Alexânia (GO), o prêmio reconhece o trabalho familiar e a importância da bebida para a cultura e o turismo brasileiros.

Em Santo Antônio do Pinhal, no interior paulista, Herbert Silva Sales conquistou o reconhecimento ainda na quarta safra da marca Mantikir. O resultado veio após os desafios enfrentados para desenvolver um azeite de qualidade e competir com produtores já estabelecidos no setor.

Em Delfim Moreira (MG), José Martins de Siqueira Filho participou do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, que o incentivou a inscrever seu azeite no concurso.

Entre os fabricantes de doce de leite, Raphaela Nayara compartilhou o reconhecimento com a equipe envolvida na produção do Dona Marlene. Leonardo de Souza Chagas, responsável pelo Alferes do Tacho, recebeu a premiação como incentivo para continuar aperfeiçoando a receita.

Criado em 2019, o Prêmio CNA Brasil Artesanal já contemplou produtos como queijos, geleias, chocolates, salames, azeites, vinhos, cafés especiais e mel. A edição de 2026 reuniu produtores de diferentes regiões do país e deu visibilidade a receitas e técnicas desenvolvidas em pequenas e médias propriedades rurais.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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Márquez y Martín se juegan el Mundial de MotoGP: fecha y dónde ver el GP de Malasia

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El Mundial de MotoGP aterriza en Sepang con el título abierto y una incógnita que puede marcar el desenlace de la temporada: cómo responderá Jorge Martín tras su lesión en Australia. El Gran Premio de Malasia, que se disputa del 30 de octubre al 1 de noviembre, enfrenta a Marc Márquez y a su principal perseguidor en otro fin de semana decisivo. Las carreras podrán seguirse en directo en DAZN, que ahora tiene en marcha una oferta exclusiva en el Plan Motor, para que puedas ver la emoción del final del campeonato.

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Descubre los planes de Disney+: desde Premium, el más completo, hasta el estándar y con anuncios

Disney+

Noviembre trae mantita, tardes frías y ganas de maratón. Y Disney+ llega con los deberes hechos: estrenos como La Emperatriz divorciada, un catálogo que va de Disney a Marvel, de Pixar a Star Wars, y tres planes para elegir. Pero si hay uno que merece mirarse con lupa es el plan Premium, ¡el más completo!

Prémium, el plan estrella de Disney+, y sus dos alternativas

Disney+

El plan Premium de Disney+ ofrece hasta 4 reproducciones simultáneas (el doble que en los otros planes), descargas en hasta 10 dispositivos, sin interrupciones publicitarias, vídeo 4K UHD con HDR y audio Dolby Atmos. Es ideal para una tele grande, para compartir con toda la familia y para disfrutar de series y películas con la mejor calidad. Eso sí, la mayoría del contenido en Dolby Atmos está en inglés. Este plan cuesta 15,99 €/mes.

Si puedes prescindir del 4K, el plan Disney+ Estándar (10,99 €/mes) es una buena alternativa: Full HD, audio 5.1, 2 reproducciones simultáneas y descargas en hasta 10 dispositivos. Y también está la opción de contratar el plan Disney+ Estándar con anuncios (6,99 €/mes), el más económico, con Full HD y 2 reproducciones, además de publicidad antes o después de la reproducción.

Si quieres ahorrar, fíjate en los planes de ahorro de 6 meses que bajan el plan Prémium a 11,99 € al mes, el Estándar a 8,99 € y el plan con anuncios a 5,99 €. Y el plan anual de Prémium cuesta 159,90 €, mientras que el de Estándar cuesta 109,90 €. Ten en cuenta que cuando vence el periodo de ahorro, se renueva al precio normal, ¡cuidado con eso! Otro puto a favor de Disney+ es que no tiene permanencia, puedes cancelar cuando quieras.

Entre los estrenos recientes están VisionQuest, Las Kardashian y Oasis: Don’t Look Back In Anger, y en noviembre llega La Emperatriz divorciada. Sin olvidar el catálogo de Hulu, con series como Paradise o Alien: Planeta Tierra. Todo disponible para TV, móvil, tablet, ordenador y consola.

Sea para un maratón en pareja, en familia o a solas, hay un plan de Disney+ para ti, pero si el objetivo es sacar el máximo a cada estreno, el plan Premium es la mejor opción. Si es para compartir con tu pareja y no necesitáis 4K, Estándar es el equilibrio perfecto. Y si el presupuesto manda y no te importa la publicidad, Estándar con anuncios será siempre un buen aliado. ¿Con cuál vas a empezar a disfrutar de Disney+?

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Dónde ver el Barça - Valencia Basket: día y hora del partido de Euroliga en el Palau Blaugrana

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El Palau Blaugrana se prepara para otro pulso de máxima exigencia. El Barça recibe a un Valencia Basket que está firmando un gran arranque europeo y que quiere trasladar su buen momento a una pista donde ya ha rozado la victoria esta temporada. Una cita para disfrutar del baloncesto continental en Movistar Plus, por 9,99 euros al mes, sin permanencias y sin necesidad de tener como operador de móvil y fibra a Movistar.

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Una ‘rave’ entre turbinas o una fiesta argentina de disfraces: cómo celebrar la ‘castanyada’ en Barcelona

Imagen de una fiesta Bresh.

Si uno tiene ganas de disfrazarse y quemar los panellets y las castañas, la oferta para salir a bailar es infinita. La sala Razzmatazz une sus dos fiestas más exitosas (Mandanga y el Dirty) para organizar su Razzlloween; en Apolo pinchará el histórico DJ de techno Óscar Mulero y en La Paloma se podrá bailar funk, soul y música disco con el DJ británico Kirollus. Pero este fin de semana la oferta se extiende a la tarde y a espacios poco habituales, como una rave techno en las Tres Xemeneies de Sant Adrià del Besòs o ediciones especiales y más multitudinarias de fiestas icónicas de la ciudad como la queer Churros con Chocolate o la argentina Bresh.

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Quando a IA deixa de ser uma ferramenta e começa a mudar o negócio

Experimentar e transformar são coisas diferentes. Uma equipa automatiza relatórios, outra cria um assistente para clientes e outra testa agentes de IA. Cada iniciativa pode gerar valor, mas a sua soma não é, por si só, uma estratégia de IA.

A adoção da IA nas organizações tende a evoluir por etapas. Primeiro, transforma tarefas: a análise fica mais rápida, o conteúdo mais barato e o trabalho administrativo mais simples. Depois, transforma workflows: as tarefas recombinam-se, as responsabilidades alteram-se, e as pessoas passam a supervisionar processos parcialmente executados por máquinas. A terceira etapa é a estratégica: a IA muda a forma como os clientes pesquisam, escolhem e compram e, com isso, o modelo de negócio pode começar a mudar.

O retalho é um bom exemplo. Durante décadas, empresas como a Amazon ganharam força ao reunir descoberta, comparação, transação e entrega. Os agentes de IA podem voltar a separá-las. Imaginemos um consumidor a pedir a um agente de IA: “Encontra-me os melhores ténis de corrida até 150 euros, compara as opções e compra o melhor par.” O retalhista continua a ter o produto e a assegurar a entrega, mas outro ator passa a influenciar o momento mais valioso: decidir o que comprar. Isto já tem peso económico: o tráfego enviado por IA para retalhistas cresce rapidamente, e a própria Amazon já investe fortemente em compras com agentes.

A questão vai além do uso interno nas empresas: os líderes têm de perceber como a IA pode mudar a relação com os clientes, que atividades se tornam commodities e onde estará a vantagem competitiva.

Escalar a IA exige, por isso, responder a três perguntas: onde pode a IA melhorar a eficiência hoje? Que workflows devemos redesenhar a seguir? E que partes do modelo de negócio poderá a IA transformar amanhã?

Aqui a conversa passa da tecnologia para a estratégia. Os líderes têm de decidir que capacidades querem manter internamente, e quais “comprar”, onde o julgamento humano continua a ser indispensável, e que posições no seu ecosystem não podem perder.

As competências também contam. Saber escrever prompts já não chega: é preciso saber quando confiar na IA, quando a questionar e como combiná-la com o julgamento humano. Enquanto Diretor Académico do The Lisbon MBA Católica|Nova, vejo-o refletido no ensino da gestão: a IA deve servir não só para aumentar a produtividade, mas para desafiar os alunos, enquanto líderes, a questionar resultados, comparar alternativas e justificar melhor as suas decisões. Compreender a tecnologia é importante, mas a sua maior responsabilidade será redesenhar organizações e decidir onde a IA deve, ou não, transformar o negócio.

É também, por isso, que o número de projetos-piloto deixa de ser uma boa medida de maturidade, se não for acompanhado de uma estratégia clara. A vantagem duradoura não será das organizações com mais pilotos, mas das que avançarem deliberadamente das ferramentas para os processos e destes para as escolhas de modelo de negócio.

As ferramentas continuarão a mudar. A verdadeira tarefa estratégica é perceber o que deve mudar com elas, e o que deve permanecer distintivamente seu.

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Prepárate para recoger setas: cestas de mimbre y 8 accesorios

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Llega el otoño y, un año más, me embriaga esa necesidad de reconectar con la naturaleza. Salir a recolectar setas es una actividad que me recuerda a cuando era niño y me escapaba al bosque con mis abuelos, antes de llegar a casa horas después con la cesta llena. Estimado lector, no sé si lo has hecho alguna vez... Pero sin duda es una experiencia total al aire libre, sobre todo si vas acompañado de seres queridos. Conectas con la naturaleza, te llevas a casa alimentos saludables para cocinar de recetas deliciosas y, de paso, pasas un rato divertido. ¿Acaso no nos merecemos huir de las pantallas de vez en cuando? Eso sí, si vas al bosque debes ir preparado. Aquí te explicamos cómo...

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The North Face 'regala' las mochilas perfectas para viajar, hacer senderismo o ir a trabajar: modernas y con descuentos de hasta el 39%

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The North Face siempre nos brinda las mejores prendas para el invierno. La chaqueta impermeable Aconcagua, los pantalones largos Reaxion 2.0 o las zapatillas Altamesa son algunos de sus piezas más destacadas. Además, también cuenta con una serie de mochilas que sirven para cualquier ocasión, como son la Borealis o la Jester.

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“Se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis”, garante Galp

Caiu por terra o negócio entre a Galp e os espanhóis da Moeve, mas a companhia acredita que os “méritos estratégicos” da operação continuam intactos.

“Após um longo processo de negociação não chegámos a um acordo comercial, contudo, os méritos da transação persistem, ou seja, a escala, a competitividade, o foco numa operação de retalho fazem sentido quando olhamos para o futuro destes negócios de ‘downstream’. A nossa história de investimento vai-se manter inalterada com foco no ‘upstream'”, segundo o co-CEO João Diogo Marques da Silva em declarações ao Jornal Económico.

A Galp afundou hoje quase 11% em bolsa com a ação a cair para cerca de 20,5 euros, com os investidores a reagirem negativamente à não concretização do negócio.

Apesar da intenção em avançar com nova operação, não existe nenhum prazo definido para o efeito, com a companhia a admitir a possibilidade de segregar negócios para poder gerir parcerias estratégicas de forma separada.

“Em alguns aspetos, termos os nossos negócios estruturados de uma forma que nos permita dar mais visibilidade ao valor que acrescentam cada um deles individualmente, pode vir a ser positivo”, disse, por sua vez, a co-CEO Maria João Carioca ao JE.

“Não estamos, neste momento, com uma linha temporal já ativa para uma outra opção. Acreditamos na lógica industrial de uma operação com estas características. É sempre na última hora que se negoceiam os aspetos comerciais, as avaliações, a componente mais financeira, e foi neste momento que se chegou à conclusão que não conseguíamos avançar. Agora seria muito estranho se nós, de repente, deixássemos de ver mérito estratégico, que continuamos a ver e, continuando a ver, se surgir uma operação com contornos semelhantes, vamos estar disponíveis e queremos estar preparados para olhar para ela da melhor forma possível. É só isso que estamos a dizer: não mudamos de ideias, vemos mérito e queremos estar preparados para colher o valor desse mérito, desta vez não conseguimos colher o valor para avançar”, segundo Maria João Carioca ao JE.

A questão da refinaria de Sines – que iria passar para uma sociedade controlada a 80% pelos espanhóis da Moeve e 20% pela Galp – foi sempre o tema mais sensível do negócio, especialmente depois de a refinaria ter sido absolutamente crucial para Portugal enfrentar a maior crise energética de sempre, com mais de dois terços do gasóleo e combustível para aviação consumidos em Portugal terem origem em Sines.

Mais. Este é um bom momento para o Governo apoiar o movimento de descarbonização da refinaria de Sines, para garantir a competitividade da infraestrutura.

“Ao longo destas conversas com o Governo, demos ainda mais visibilidade à importância de termos um enquadramento fiscal estável e um enquadramento regulatório bem definido e transparente, que tenha também em conta os incentivos adequados. Ou seja, se quisermos alavancar ainda mais o nosso ativo para futuro com investimentos adicionais, sem dúvida que é absolutamente essencial ter um enquadramento fiscal estável e um incentivo adequado. Caso contrário, ele vai competir com outros ativos fora de Portugal”.

Este assunto é tanto mais importante quando falamos de refinação, que é um setor ou uma atividade extremamente intensiva em termos de capital sujeita a ciclos bastante longos”, disse ao JE o co-CEO João Diogo Marques da Silva.

Questionados se a guerra no Médio Oriente e a crise energética, e o facto de o Governo ter imposto “linhas vermelhas” para não colocar entraves ao negócio, tiveram impacto na decisão de não avançar com o negócio, os gestores rejeitaram essa possibilidade.

“Nenhum negócio funciona em abstrato e portanto sim, ao longo deste período em que estivemos em conversas com a Moeve, muitas coisas evoluíram e o negócio teve um desempenho muito positivo durante este ano. Portanto, não estávamos a olhar apenas para os resultados deste ano ou dos últimos seis meses ou dos últimos três. Estávamos a olhar para o todo, para os planos de investimento futuro, para a capacidade de sustentar esses planos de investimento, para os vários negócios que tínhamos neste portefólio, para a escala que íamos trazer a esses negócios. O contexto é muito específico, mas sendo importante, não foi o determinante. Para chegarmos ao fim, precisamos de ter uma partilha de valor que assegurasse que capturávamos o valor do nosso negócio”, segundo Maria João Carioca.

No caso do Governo, João Diogo Marques da Silva destaca que “houve um diálogo fluido e construtivo e que as preocupações do Governo foram sempre consideradas no âmbito das conversações”.

Mas “não vamos atribuir a essas conversações qualquer tipo de influência ou responsabilidade no desfecho desta transação”.

O desfecho da transação tem puramente a ver com os termos comerciais em que esta transação foi negociada e com a não criação de valor, do ponto de vista de longo prazo sustentável, para os nossos acionistas. E é com esses critérios de investimento que nós tomamos todas as nossas decisões de portefólio. E essa foi a razão do desfecho”, segundo o gestor.

“Havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que temos”, diz Governo

O Governo disse hoje ver com “bons olhos” o compromisso da Galp com o investimento na refinaria de Sines após o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

“Acompanhámos muito de perto [o processo de fusão]. É importante as refinarias terem massa crítica para poderem investir na descarbonização. Mas havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que ainda temos”, disse a ministra do Ambiente e da Energia esta segunda-feira, 26 de outubro.

“No comunicado da Galp é dito que há uma aposta em continuar a investir em produtos verdes: hidrogénio verde, biocombustíveis, vimos isso com muitos bons olhos”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.

“Também nos agrada que a Galp continua apostada em separar o retalho da refinaria, em criar uma empresa só para a refinaria. Pensamos que será útil, permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria, isso continua. Iremos acompanhar os desenvolvimentos futuros”, segundo a governante em declarações à margem do encontro dos autarcas pelo Clima e Energia em Torres Vedras.

A ministra apontou que “foi uma decisão da Galp devido às negociações com a Moeve… se calhar, não terá correspondido ao que esperavam. É dito que estão abertos a outras parcerias, teremos que estar atentos a futuras parcerias”.

Questionada sobre a taxa sobre os lucros extraordinários derivados à guerra no Médio Oriente, a ministra recordou que existe um projeto-lei no Parlamento.

“Mostra que foi uma decisão correta do Governo. Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação [de guerra]. Até por uma questão de justiça social devem ser taxadas. O ministro das Finanças teve essa decisão, esperemos que passe em breve na Assembleia da República”, respondeu Maria da Graça Carvalho.

Lucros da Galp disparam mais de 50% para 1,5 mil milhões

Os lucros da Galp dispararam 54% no terceiro trimestre para 1.494 milhões de euros. Já nos primeiros nove meses subiram 68% para 682 milhões de euros, revelou a companhia na segunda-feira.

O resultado foi impactado pela produção de petróleo e de gás no Brasil, com as exportações a triplicarem para 640 milhões de euros nos primeiros nove meses.

Já o investimento em descarbonização em projetos de hidrogénio verde e biocombustíveis avançados na refinaria de Sines atingiu 960 milhões de euros, a par da compra de centrais eólicas em Espanha.

A produção de petróleo e gás no Brasil atingiu um novo recorde: 131 mil barris diários à boleia da subida da produção no campo Bacalhau, onde o consórcio da Galp conta com a mais recente unidade flutuante de produção.

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¿Sin ideas para Halloween? 7 máscaras aterradoras para sembrar el pánico sin gastarte un dineral en disfraces completos

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Siempre digo que hay dos formas de llegar a Halloween: con el disfraz decidido desde septiembre o abriendo el armario unas horas antes de la fiesta, a ver si aparece algo más inquietante que la ropa pendiente de planchar. Si este año te ves en el segundo grupo, respira: no hace falta vestirse de pies a cabeza ni pasar la tarde siguiendo un tutorial de maquillaje. A veces, la diferencia entre salir como cualquier otro sábado y provocar un pequeño sobresalto está en lo que te pones en la cara.

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Como o agro e o interior podem explicar diminuição de votos para Lula

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O domingo do primeiro turno terminou com uma surpresa, ao menos para quem acompanhava a maioria das pesquisas eleitorais e também para os próprios candidatos. “Confesso que estava convencido de que iria ganhar no primeiro turno”, disse Lula ontem. O atual presidente marcou 3,3 milhões de votos a menos do que no primeiro turno de 2022, enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu 5 milhões de votos a mais que seu pai, Jair.

O resultado pode ser explicado por vários fatores: como a Agência Pública mostrou, escândalos políticos podem ter favorecido o desejo “antissistema” que – apesar de ser uma grande contradição –, é usado politicamente por Flávio e bolsonaristas. O caso do Master, inclusive, não foi capaz de impedir que muitos políticos diretamente citados nas investigações e vazamentos ligados ao banco conseguissem se reeleger. Isso inclui o próprio Flávio, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas em relação ao financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai. Flávio pediu dinheiro diretamente para Daniel Vorcaro, trocou dezenas de mensagens com o ex-banqueiro e marcou encontros com ele.

Além dos escândalos políticos, outras variáveis ajudam a entender a diminuição de votos de Lula e o crescimento de Flávio, e elas ficam evidentes no próprio mapa do Brasil. Levantamento de dados feito pelo cientista político Marco Antonio Faganello, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV/CEPESP), mostra que Lula perdeu mais votos em municípios que não são capitais, e essa perda é ainda mais gritante em cidades menores onde a participação do agro na economia é grande. “Onde o agro está em mais de 50% no PIB (Produto Interno Bruto), no conjunto, Lula perdeu 8% dos votos em relação a 2022”, aponta.

A análise de Faganello mostra que municípios pequenos do interior, com alto PIB per capita, proporção de moradores que se declaram brancos e jovens mais alta e com grande atividade agropecuária estão onde Lula mais perdeu votos proporcionalmente a 2022. É esse o tipo de perfil de vários municípios de Goiás, estado onde a diminuição dos votos para Lula foi a mais significativa na proporção com 2022.

O pesquisador também aponta que o Nordeste, apesar de ser um reduto tradicional de Lula e não ter registrado uma queda significativa nos votos para o atual presidente, foi onde Flávio mais avançou. “A direita cresceu nos nove estados do Nordeste. Flávio superou o resultado de Bolsonaro em 98% dos 1.794 municípios da região. No Nordeste, Lula perdeu poucos votos, mas a direita cresceu em todos os estados: de 27% para 30,9% dos votos válidos”, detalha.

Na entrevista, Faganello também avalia como a abstenção, apesar de ter sido recorde, não parece ter impactado a perda de votos de Lula no Brasil como um todo, com exceção de Salvador, onde a ausência de eleitores impactou a votação do petista. Além disso, para o pesquisador, a proporção de evangélicos entre a população pode não explicar essa mudança. Contudo, Faganello ressalta que ainda há dados que o Tribunal Superior Eleitoral deve divulgar que podem detalhar esses aspectos.

Confira os principais trechos da entrevista aqui.

Marco Antonio Faganello é cientista político e pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV/CEPESP)
Marco Antonio Faganello é cientista político e pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV/CEPESP)

Na sua análise, você conclui que Lula teve menos votos em 2026 em relação ao primeiro turno de 2022 em 98% dos municípios do Brasil. Mas isso aconteceu diferente nas cidades pequenas e nas capitais e também a partir de outros fatores, como atividade agropecuária. Você pode explicar melhor essa diferença?

Estamos falando em votação proporcional, isto é, no quanto os votos que foram para o Lula em 2022 aumentaram ou diminuíram em 2026, proporcionalmente. Os dados mostram que essa queda foi maior sobretudo nos pequenos municípios e nos municípios ligados ao agro, além de ter um recorte por região do país. São esses os três principais fatores: tamanho, agro e região.

Sobre o tamanho dos municípios, quanto menor, mais Lula perdeu votos em relação a 2022. Nos municípios com até 5 mil habitantes, ele perde cerca de 7% [comparando 2026 a 2022]. Nos com mais de 500 mil habitantes, ele perde só 1%.

É importante ressaltar que isso é uma faceta, porque se você olha pra outro lado, em números absolutos, esse contingente de municípios pequenos não contribui tanto para a diminuição dos votos do Lula.

Se você aumentar esse grupo para municípios com até 50 mil habitantes, você chega a 50% da perda de votos que Lula teve entre 2022 e 2026. Já por outro lado, o Flávio ganhou votos nesses mesmos municípios em que o Lula perdeu. Ou seja, o voto que o Lula perdeu foi pro Flávio. Os demais candidatos desidrataram demais, não chegaram a influenciar essa conta.

Gráfico mostra onde Lula perdeu votos no primeiro turno das eleições 2026
Gráfico mostra onde Lula perdeu votos no primeiro turno das eleições 2026

Explique mais sobre esse recorte da presença do agro nos municípios. Você comparou a porcentagem da participação da atividade agropecuária no PIB municipal? Você pode citar alguns exemplos?

Isso, eu peguei a porcentagem da atividade agropecuária no PIB municipal. Para se ter uma ideia, em municípios onde essa porcentagem está em menos de 5% do PIB, Lula perdeu 2% no conjunto de votos. Mas onde o agro está em mais de 50% no PIB, no conjunto, Lula perdeu 8% dos votos em relação a 2022. Esses municípios pegam só 2% da população brasileira.

É interessante que, cruzando porte [da cidade] e agro, você vê que, nos municípios bem pequenos, de até 5 mil habitantes e que têm mais de 50% de PIB no agro, Lula perdeu 9% dos votos. Já entre os pequenos que têm menos de 5% do PIB no agro, Lula perdeu bem menos votos, menos de 4%. E essa perda de votos do Lula foi para o Flávio, não virou abstenção.

Isso levanta a hipótese de uma afinidade ideológica forte em municípios muito pequenos e com alta participação do agro. Uma pergunta ainda a se fazer é porque isso não pesou tanto em 2022 quanto em 2026.

E como a diferença entre as regiões do país e dos estados entra nessa conta?

No Sul e no Centro-Oeste foram onde aconteceram as maiores perdas de votos para Lula. Mas existe uma queda generalizada no país: parece que o que foi conquistado em 2022 se perdeu.

Foram 3 milhões de votos a menos que no primeiro turno de 2022. Não é uma flutuação gigantesca, mas nas últimas eleições é isso que tem acontecido, uma proporção de votos menor, que fica no meio, que fica flutuando. E quem decide a eleição são justamente essas pequenas flutuações.

E sobre a abstenção? Você aponta que ela não teve efeito na perda de votos para Lula. Por que?

A abstenção aparece como algo generalizado no país. Onde você teve mais abstenção, Lula não perdeu mais votos. A abstenção não parece ter relação nem com agro, nem com região do país. Ela bateu recorde em números absolutos, mas não foi uma variável que ajude a explicar a perda de votos de Lula.

Na sua análise, você aponta que o fator da religião evangélica não pesou nessa diminuição de votos do Lula. Por quê? E outros fatores, como entraram?

A porcentagem de evangélicos na população dos municípios não aponta uma mudança significativa de 2026 para 2022, Lula nem perdeu nem ganhou votos nas cidades a partir desse recorte – ele já não tinha [esses votos].

Já quanto mais jovem a população do município, mais o Lula perdeu votos. Quanto mais branca, também, e renda per capita do município também influencia. Quanto maior a renda, mais o Lula perdeu.

E teve uma diferença muito gritante entre capital e interior: Lula quase não perdeu nada na maioria das capitais, mas bastante em cidades que não são capitais.

Então dá pra dizer que entre os municípios onde o Lula mais perdeu votos existe um perfil comum? Municípios com grande participação do agro na economia, com população mais branca, mais jovem e com PIB per capita maior?

Sim.

E o contrário, onde o Flávio ganhou votos em relação a Jair?

O PL [votos para Flávio] ganhou 5 milhões em relação a 2022, em todo o país. E desse total de ganhos que o Flávio teve em 2026, 32% vieram do Nordeste. Foi onde ele mais avançou.

A direita cresceu nos nove estados do Nordeste. Flávio superou o resultado de Bolsonaro em 98% dos 1.794 municípios da região. No Nordeste, Lula perdeu poucos votos, mas a direita cresceu em todos os estados: de 27% para 30,9% dos votos válidos (mais 1,6 milhão de votos). O maior ganho, em pontos percentuais, foi no Ceará e no Maranhão.

Gráfico mostra onde Lula perdeu votos no primeiro turno das eleições 2026
Gráfico mostra onde Flávio Bolsonaro ganhou votos no primeiro turno das eleições 2026

Você também aponta que o Lula cresceu em 102 municípios – há algum padrão nestas cidades?

Lula ganha mais percentualmente em municípios de regiões variadas, Sobral, no Ceará; Macapá, no Amapá; Belém, no Pará; Niterói, no Rio de Janeiro; Aracaju, em Sergipe; Recife, em Pernambuco; Santos, em São Paulo; Rio Branco, no Acre; Fortaleza, no Ceará; e até na cidade do Rio de Janeiro. No geral são cidades grandes e médias.

Já Lula perdeu mais em várias cidades de Goiás, ali perto de Rio Verde. Depois em municípios do Tocantins e do Rio Grande do Sul.

Olha que curioso: Lula perde mais [votos proporcionalmente] na Bahia, com 3,6%, que em São Paulo, 3% [entre 2026 e 2022].

Na Bahia, Salvador concentrou 38% da perda de votos de Lula no estado, mas só 6% do ganho da direita: em Salvador, Lula perdeu votos sobretudo porque menos gente votou. No interior, a direita cresceu com mais eleitores indo às urnas.

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