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Más de 2.000 identificados y un dispositivo policial sin precedentes anulan la amenaza de Blocus en las calles

Los agentes han realizado registros preventivos en Barcelona y otras ciudades como Madrid, han cerrado accesos a la red de transporte y la Embajada de EEUU ha pedido a sus ciudadanos evitar las aglomeraciones Leer

Los agentes han realizado registros preventivos en Barcelona y otras ciudades como Madrid, han cerrado accesos a la red de transporte y la Embajada de EEUU ha pedido a sus ciudadanos evitar las aglomeraciones
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Golpe policial a Blocus ante un sábado de máxima alerta: blindaje de comercios en las grandes ciudades por temor a disturbios

Las distintas fuerzas y cuerpos de seguridad detienen a una decena de miembros, entre ellos a su líder, en vísperas de las convocatorias de este Halloween Leer

Las distintas fuerzas y cuerpos de seguridad detienen a una decena de miembros, entre ellos a su líder, en vísperas de las convocatorias de este Halloween
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¡Más madera que (quizá) es la guerra!: así se han blindado los comercios

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En la flamante tienda de Lego del paseo de Gràcia, un joven muy simpático con tupé amarillo y en las manos la mascota de la tienda, un dragón que recuerda al del Parc Güell hecho con las piezas montables, anima a los clientes a ir entrando en uno de los comercios que abre más pronto, a las 9,30 horas, en este bulevar del lujo que esta mañana ha amanecido convertido en un taller de carpintería. Son los últimos trabajos para proteger las grandes cristaleras que ocultan el interior. 

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Feira de São Martinho regressa a Portimão com dez dias de diversão e tradição

O Parque de Feiras e Exposições de Portimão volta a receber, entre 6 e 15 de novembro, a Feira de São Martinho, que celebra a sua 363.ª edição com diversões para diferentes idades, gastronomia tradicional, comércio e uma mostra automóvel. O programa inclui ainda dois dias temáticos, com preços especiais nos espaços aderentes, destinados aos jovens e às famílias.

Com origens que remontam a 1662, o certame é considerado um dos acontecimentos mais tradicionais da cidade, mantendo ao longo dos séculos a ligação ao comércio, à gastronomia e ao convívio popular.

A edição deste ano volta a reunir atrações que fazem parte da história da feira, desde os carrosséis e carrinhos de choque até às bancas de produtos tradicionais, procurando atrair visitantes de diferentes gerações.

Farturas, castanhas assadas e carrosséis regressam ao Parque de Feiras

A gastronomia volta a ocupar um lugar de destaque na Feira de São Martinho, com bares e tasquinhas onde os visitantes poderão encontrar farturas, pão com chouriço, castanhas assadas, frutos secos, batatas-doces e polvo assado, entre outros petiscos.

Para os mais novos, não faltarão opções como algodão-doce, gomas e pipocas, numa oferta que acompanha as diversões instaladas no recinto.

O comércio tradicional também estará representado, com bancas dedicadas à venda de artigos para o lar, incluindo alguidares, atoalhados e utensílios de cozinha, além de vestuário e calçado.

Na zona central do Parque de Feiras e Exposições, os visitantes encontrarão os habituais equipamentos de diversão, com destaque para os carrinhos de choque e os carrosséis adaptados a diferentes faixas etárias.

Dia da Juventude e Dia da Família terão preços especiais

À semelhança de anos anteriores, a organização volta a promover duas datas temáticas, durante as quais os espaços aderentes disponibilizarão preços especiais.

O primeiro momento está marcado para 11 de novembro, Dia da Juventude, com condições destinadas às crianças e aos jovens.

Já o último dia da feira, 15 de novembro, será dedicado às famílias, que poderão beneficiar das condições especiais previstas pelos operadores aderentes.

Mostra automóvel apresenta veículos novos e usados no Portimão Arena

A programação inclui também uma exposição de marcas automóveis, com veículos novos e usados, instalada no Portimão Arena.

A mostra poderá ser visitada em diferentes horários ao longo do certame: dias 6 e 7 de novembro, das 16:00 às 24:00; 8 a 12 de novembro, das 16:00 às 23:00; 13 e 14 de novembro, das 16:00 às 24:00 e 15 de novembro, das 16:00 às 22:00.

A exposição complementa a oferta comercial e recreativa da Feira de São Martinho, proporcionando aos visitantes a possibilidade de conhecer diferentes marcas e modelos de automóveis.

Feira de São Martinho terá horários alargados até à 01:00

A 363.ª edição da Feira de São Martinho funcionará com horários distintos ao longo dos dez dias de realização.

No dia de abertura, 6 de novembro, o recinto estará aberto entre as 16:00 e a 01:00. No dia seguinte, 7 de novembro, poderá ser visitado das 10:00 à 01:00.

Entre 8 e 12 de novembro, a feira funcionará das 10:00 às 24:00, enquanto nos dias 13 e 14 voltará a prolongar-se até à 01:00, abrindo às 10:00.

No último dia, 15 de novembro, o certame estará aberto entre as 10:00 e as 24:00.

Acessos ao recinto e transportes públicos

Durante o período de funcionamento da feira, a entrada sul do Parque de Feiras e Exposições, através da ligação à zona ribeirinha de Portimão, junto à ponte ferroviária, estará acessível aos visitantes.

Nesta zona existem também diversos espaços de estacionamento para quem se deslocar de automóvel.

A entrada norte continuará a permitir o acesso ao recinto a partir do Largo Gil Eanes e da zona das Cardosas.

Os visitantes poderão igualmente utilizar os transportes urbanos Vai e Vem, que dispõem de paragens nas Cardosas, no Parque de Feiras e Exposições e no Largo do Dique.

Os horários e restantes informações sobre a rede de transportes podem ser consultados aqui.

Montagem da feira condiciona passagem de peões e ciclistas

A realização do evento implicará alterações temporárias à circulação de peões e ciclistas no Parque de Feiras e Exposições, particularmente na ligação pedonal e ciclável à zona ribeirinha da cidade.

Devido aos trabalhos de montagem das estruturas, a passagem habitual ficará interditada entre 28 de outubro e 6 de novembro.

Após o encerramento do certame, a circulação voltará a estar condicionada entre 16 e 19 de novembro, período destinado à desmontagem dos equipamentos.

Durante os dias da feira, os condicionamentos de circulação acompanharão os horários de funcionamento do recinto.

No dia 6 de novembro, aplicar-se-ão entre as 16:00 e a 01:00. Nos dias 7, 13 e 14, decorrerão das 10:00 à 01:00, enquanto de 8 a 12 de novembro e no dia 15 estarão em vigor das 10:00 às 24:00.

Mercado mensal e Feira das Velharias sofrem alterações

A realização da Feira de São Martinho terá também consequências no calendário habitual dos mercados de Portimão.

O mercado mensal não se realizará em novembro, regressando apenas no dia 7 de dezembro.

Também a tradicional Feira das Velharias ficará suspensa durante o mês de novembro, estando previsto o seu regresso nos dias 6 e 20 de dezembro.

Com dez dias de programação, a Feira de São Martinho regressa ao Parque de Feiras e Exposições de Portimão, mantendo uma tradição com mais de três séculos e meio de história, marcada pelo comércio popular, pela gastronomia e pelas diversões.

Leia também: Mundial de Vela traz 450 jovens atletas a Vilamoura em dezembro

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Papel das mulheres na agricultura em destaque num encontro em Alte

A Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, no concelho de Loulé, vai promover, no dia 3 de dezembro, um encontro dedicado ao papel das mulheres na agricultura e no desenvolvimento local, com o objetivo de valorizar o seu contributo para o setor agrícola, incentivar a igualdade de oportunidades e debater os desafios enfrentados pelas comunidades rurais.

A iniciativa, intitulada “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local”, insere-se no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pelas Nações Unidas para 2026.

Com participação gratuita, o evento pretende reunir agricultores, investigadores, técnicos, dirigentes, estudantes e membros da comunidade, proporcionando um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre a importância das mulheres na agricultura e na sustentabilidade dos territórios rurais.

Encontro pretende valorizar o papel das mulheres na agricultura

O Ano Internacional da Mulher Agricultora procura dar maior visibilidade ao contributo feminino nos sistemas agroalimentares, desde a produção até à comercialização dos produtos, reconhecendo uma participação que, segundo os promotores, continua a ser frequentemente pouco valorizada.

Neste contexto, o encontro organizado pela Escola Profissional de Alte pretende contribuir para a redução das desigualdades de género na agricultura e para a melhoria das condições de vida das mulheres que trabalham nos territórios rurais.

Um dos objetivos passa também por incentivar a permanência e a fixação de mulheres no setor agrícola, especialmente das gerações mais jovens, reconhecendo o seu papel no desenvolvimento económico e social das comunidades locais.

A iniciativa procurará ainda destacar a importância das mulheres na preservação dos saberes tradicionais, na transmissão de conhecimentos entre gerações e na construção de comunidades rurais mais sustentáveis.

Programa inclui testemunhos, debates e visita à Quinta do Freixo

O encontro contará com comunicações, testemunhos na primeira pessoa e momentos de debate, permitindo conhecer diferentes experiências e perspetivas sobre a participação feminina na agricultura.

Através destas intervenções, os participantes terão oportunidade de refletir sobre os desafios atuais do setor, a valorização do trabalho das mulheres e a importância da inovação para o desenvolvimento dos territórios rurais.

O programa pretende também promover o diálogo entre tradição e modernização da atividade agrícola, explorando a relação entre os conhecimentos locais, a inovação e as práticas de desenvolvimento sustentável.

As atividades culminarão com uma visita à Quinta do Freixo, integrada no programa do encontro.

Participação gratuita mediante inscrição

O “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local” realiza-se no dia 3 de dezembro de 2026, na Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, situada na freguesia de Alte, no concelho de Loulé.

A participação é gratuita, sendo possível efetuar a inscrição aqui.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização através do site ou do telefone 289 478 100.

Com esta iniciativa, a Escola Profissional de Alte pretende contribuir para uma maior valorização do trabalho das mulheres na agricultura, promovendo a reflexão sobre a igualdade de oportunidades, a preservação dos conhecimentos locais e o futuro das comunidades rurais do Algarve.

O programa pode ser consultado aqui.

Leia também: Ciclista de Tavira conclui volta ao mundo em bicicleta e tem receção emocionante no regresso a casa

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Poesias do Mundo leva talento algarvio e internacional ao coração de Marrocos

A iniciativa algarvia Poesias do Mundo, criada por Tápê e sediada em Loulé, vai participar, pela segunda vez, no Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan, em Marrocos, que decorre entre 3 e 8 de novembro. A delegação reunirá poetas e artistas de várias nacionalidades, numa iniciativa dedicada ao intercâmbio cultural e ao diálogo entre a poesia, a literatura e outras formas de expressão artística.

A participação acontece na segunda edição do festival, organizado pela SARAYA – Associação para a Criatividade, de Tétouan, entidade com a qual o projeto algarvio mantém uma parceria.

O encontro pretende aproximar criadores de diferentes países e promover a circulação internacional da poesia e da literatura, através de uma programação que valoriza a diversidade cultural e artística.

Poetas portugueses, espanhóis e marroquinos integram delegação

O projeto Poesias do Mundo estará representado pelo seu criador, Tápê, que se deslocará a Marrocos acompanhado por um grupo de poetas e artistas de diferentes origens.

Entre os participantes encontra-se Raquel Zarazaga, poeta espanhola e coordenadora do projeto para a língua espanhola, bem como Anas Fathouni, poeta e tradutor marroquino, responsável pela coordenação do Poesias do Mundo em Marrocos.

A delegação inclui ainda John E. Contreiras, poeta luso-venezuelano, e Nero, poeta algarvio, reforçando a presença de criadores ligados a Portugal e, em particular, à região do Algarve.

Também está prevista a participação de Francisca Cortés Espinosa, poeta espanhola e diretora do Poetry Slam Jerez de la Frontera, iniciativa ligada à expressão e apresentação pública de poesia.

O grupo contará igualmente com os artistas italianos Salila Rade e Bianco Scaravaggi, o poeta espanhol Miguel Parra-Uribe e o poeta haitiano Olgens Cenejuste.

A diversidade de nacionalidades e percursos artísticos constitui uma das características da participação do projeto algarvio, que procura estabelecer relações culturais entre criadores de diferentes países.

Festival reúne cerca de uma dezena de poetas e artistas marroquinos

A participação do Poesias do Mundo inclui ainda cerca de uma dezena de poetas e artistas de Marrocos, entre os quais Abdel Karim Bentato, Iliass Ben Abdennour, Najat el Malki e Abdu Maimoni.

A presença destes criadores pretende reforçar o intercâmbio cultural e artístico entre os participantes, promovendo o contacto entre diferentes tradições literárias e linguagens artísticas.

A colaboração com a SARAYA – Associação para a Criatividade assume particular importância neste contexto, permitindo dar continuidade às relações estabelecidas entre o projeto sediado em Loulé e os agentes culturais de Tétouan.

Esta será a segunda participação do Poesias do Mundo no festival, numa colaboração que procura ampliar a divulgação internacional do trabalho desenvolvido pelos seus membros.

Cinema e literatura cruzam diferentes culturas em Tétouan

O Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan apresenta-se como um espaço de encontro entre diferentes formas de criação artística, associando a linguagem cinematográfica à literatura e à poesia.

A iniciativa procura incentivar o diálogo entre artistas de várias nacionalidades, proporcionando oportunidades de partilha de experiências, contacto entre culturas e divulgação de projetos artísticos.

A participação do Poesias do Mundo insere-se nesta dimensão internacional, reunindo criadores ligados à Península Ibérica, a Marrocos e a outros países.

Com sede em Loulé, o projeto algarvio volta, assim, a estar representado num evento internacional dedicado à literatura e às artes, contribuindo para divulgar o trabalho dos seus participantes e reforçar as ligações culturais entre o Algarve e Marrocos.

A segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan realiza-se entre os dias 3 e 8 de novembro de 2026, sob organização da SARAYA – Associação para a Criatividade.

Leia também: Algarve em Resistência exige demissão de Montenegro após intervenção nas acampadas

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Hepatite C: é possível curar, mas é preciso diagnosticar | Por Francisco Silva

Hoje, a hepatite C é uma das poucas doenças crónicas que se cura com comprimidos, em 8 a 24 semanas e com taxas de sucesso superiores a 95%. Ainda assim, continua a matar: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 47 milhões vivem com infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) e, em 2024, morreram aproximadamente 239 mil pessoas, sobretudo por cirrose e cancro do fígado.

O problema? O silêncio: a hepatite C raramente dá sintomas durante anos, por vezes décadas, e muitas pessoas só descobrem a infeção quando o fígado já está gravemente doente.

Portugal tem uma história de que se pode orgulhar. Desde 2015, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) trata todas as pessoas com hepatite C, independentemente do estadio de doença. Segundo o Programa Nacional para as Hepatites Virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), até julho de 2025 tinham sido autorizados mais de 36 mil tratamentos, com taxa de cura acima de 97%. Os resultados vêem-se: menos mortes, menos internamentos, menos complicações, menos novas infeções.  Quem se trata, deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.

Mas curar quem está diagnosticado não basta. Para eliminar a hepatite C como problema de saúde pública até 2030, meta da OMS, é preciso encontrar quem ainda não sabe que está infetado. Estimava-se que cerca de 40 mil portugueses tem a infeção por diagnosticar.

Quem deve fazer o teste? O vírus passa de uma pessoa para outra pelo sangue. O teste deve ser feito, pelo menos uma vez na vida, e em especial em quem já usou drogas injetáveis (mesmo que tenha sido há muitos anos e só uma vez), quem esteve preso, quem recebeu sangue ou fez cirurgias antes de julho de 1992, e quem partilhou lâminas ou fez tatuagens e piercings sem condições de segurança ou higiene. O teste é uma análise ao sangue – há testes de rastreio rápidos ou a análises pode ser pedida pelo seu médico de família.

Há uma barreira que nenhum medicamento resolve: o estigma. O receio do julgamento adia o teste e, com ele, a cura. Importa lembrar que a hepatite C não escolhe idade, classe social ou profissão e que, uma vez curada, a pessoa deixa de transmitir o vírus a outras.

Em outubro assinalamos o Dia Internacional de Consciencialização para a Hepatite C, e o Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna deixa um apelo: fale com o seu médico e faça o teste. Pode ser o primeiro passo para a cura.

Leia também: O cancro do pulmão não tira férias: o peso invisível da doença | Por Filipa Macedo

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El hechizo de Casa Bonay y su Bodega

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Una de las celebraciones postergadas en Barcelona durante esta semana de luto nacional ha sido la del décimo aniversario de Hotel Casa Bonay (Avda. de Les Corts Catalanes, 700), donde preparaban una gran fiesta para el jueves. Cuando visitamos su Bodega Bonay, en plenos preparativos, nos explicaba Giacomo Hassan, chef al frente de ese espacio y de toda la propuesta gastronómica del hotel desde hace siete años, que cocinaría junto a los amigos que le precedieron en los mismos fogones, Estanis Carenzo y los hermanos Colombo, en el hotel que capitanea con un gran acierto Inés Miró-Sans. Más allá de la anécdota de ese encuentro en el que también iban a compartir fogones con otros colegas de restaurantes con los que han colaborado en algún momento, la iniciativa muestra algo tan poco frecuente en el ámbito de la restauración como que alguien regrese con ilusión a las cocinas en las que ya no oficia. Ahí está el hechizo de Casa Bonay, que funciona como un pequeño pueblo al que uno quiere regresar, y que ha evolucionado con la convivencia de espacios y profesionales interesantes que buscan sinergias. Y eso les ha dado una clientela asidua no solo de turistas sino también de barceloneses que acuden a un lugar donde saben que siempre se organizan encuentros interesantes.

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Newsletter Comer |Vuelve el salpicón de marisco

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El cebiche sigue de moda y esta próxima semana los grandes chefs del planeta que acudirán a Lima para la presentación del nuevo ránking de los mejores restaurantes del mundo The World's 50 Best Restaurants lo comerán en esta ciudad andina desde donde se ha extendido por todo el planeta. Quizás esa conquista tuvo que ver con que nuestro salpicón de mariscos quedase relegado a las marisquerías y los bares de toda la vida.

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Claudia Hampton, la insobornable reportera de guerra con la que Penelope Lively consiguió el Booker

Claudia Hampton, la insobornable reportera de guerra con la que Penelope Lively consiguió el Booker

Impedimenta recupera la novela con la que la prestigiosa escritora británica nacida en El Cairo fue galardonada en 1987

Síndrome de Estocolmo en un internado católico: ‘Helada en mayo’, la novela de Antonia White sobre un colegio de monjas

Si por algo se ha caracterizado la editorial Impedimenta desde sus inicios, es por dar a conocer al lector español a un nutrido grupo de escritoras británicas nacidas en el siglo XX que permanecían inéditas en nuestra lengua o bien habían pasado desapercibidas. Algunas, como Stella Gibbons (La granja de Robert Poste) o Penelope Fitzgerald (La librería), se convirtieron en long-sellers, el tesoro más codiciado para un editor; otras, por su parte, quizá no destacaron tanto, pero sumaron valor al catálogo como Elizabeth Bowen, Iris Murdoch, Margaret Drabble o Penelope Mortimer.

Penelope Lively (El Cairo, 1933) se incorporó a la lista en 2019 con su Vida en el jardín (2018), un libro a caballo entre las memorias y la meditación filosófica; y ahora llega la que se considera su obra maestra, Moon Tiger (1987), novela que le valió el prestigioso premio Booker y que se presenta con una nueva traducción de Leonor Saro. Contraseña ya la había editado hace unos años, con traducción de Pepa Linares; en catalán, L’Altra hizo lo propio con una traducción de Josefina Caball. No es, por lo tanto, la primera vez que se edita en España; pero quizá sea, con suerte, el momento en el que, al fin, se lea.

Claudia Hampton, una anciana escritora de divulgación histórica, periodista y reportera de guerra, nos habla desde su lecho de muerte en el hospital. Consciente de que le queda poco tiempo, y con el arrojo del que ha hecho gala toda su vida, escribe unas memorias, que son a la vez un relato personal y una crónica de la historia reciente, antes y después de la Segunda Guerra Mundial. Pero Claudia no es una narradora cualquiera: la edad, la enfermedad, hacen mella en su facultad de recordar, por lo que va entrelazando escenas de forma en apariencia errática, sin seguir un orden cronológico que facilite la lectura.

Y esa es su gracia: el uso magistral del punto de vista, una primera persona que navega entre el pasado y el presente siguiendo las sinuosidades de la memoria, de una memoria aún más mermada que la de un adulto en pleno estado de salud. Porque, como ella dice, la vida no la recordamos, sino que la imaginamos; estamos hechos de lenguaje, nosotros mismos nos construimos, construimos nuestro relato vital, y por extensión el del pasado colectivo, a través de las palabras, del hilo frágil del recuerdo. La memoria es tramposa, inventa, filtra, engrandece y omite, de manera consciente o inconsciente, y corresponde al lector la tarea de completar las omisiones, de leer entre líneas.

Moon Tiger es, por encima de todo, una honda reflexión sobre el lenguaje, tanto por las cavilaciones de la propia protagonista –cuando se detiene, por ejemplo, a recordar cómo su hija aprendió a hablar– como por la forma discontinua de la novela, entre fragmentos que saltan del hospital, donde disfruta sacando de quicio a las enfermeras, al pasado, ese pasado en el que desempeñó una profesión ligada a la exploración del legado y al modo en el que este se comunica. No es una simpática comedia de costumbres, ese género que dominan los ingleses, aunque tenga un humor socarrón muy sabroso; sino una novela de estilo, una novela de voz.

La historia de una mujer impenitente

Esa voz es la de una mujer de quien se podría decir, si no se hubiera convertido en un aborrecible lugar común, que vivió adelantada a su tiempo, adelantada incluso a muchas mujeres más jóvenes. Es, para empezar, una mujer culta, y todavía no ha olvidado todo: en su discurso se asoma esa sofisticación intelectual que tanto cultivó, que contrasta con sus exabruptos de vieja. A lo largo de los años, trabajó para labrarse una carrera, para ser independiente. En su biografía hay vivencias atípicas para una mujer; con todo, no se libró de los retos propios de su género, como encontrar el equilibrio entre su rol en el hogar, como madre, como amante, y su reputación profesional.

Porque, por fría que pueda parecer a ratos, su vida personal fue tan apasionante como su trayectoria como historiadora y cronista bélica. En su niñez, rivalizaba con su hermano, Gordon, solo un año mayor que ella; estaban unidos, unidos como esa telaraña que se pega a la piel, a veces como un colchón confortable, a veces como una capa de arena de la que es imposible limpiarse del todo. Y, a la vez, eran rivales, competían en el estudio; en ese mundo infantil al margen de otros niños se incentivaron el uno al otro, vivieron el uno para el otro, hasta que la entrada en la universidad los separó.

La brillantez de Claudia la llevó a cubrir la guerra desde el desierto de Egipto, paisaje que la autora conoce bien porque vivió allí hasta 1945, cuando, tras el divorcio de sus padres, fue enviada a un internado inglés. Lively, que se crio en buena medida con una institutriz, tuvo una infancia solitaria pero libre, en una casa con jardín a las afueras de la ciudad, estudiando en casa. Hija de un gerente que trabajaba para un banco egipcio, sus padres mantuvieron una relación distante, que no propiciaba el ambiente hogareño; de esa carencia, no obstante, la pequeña aprendió a desarrollar la imaginación.

Ese no es el único rasgo que la autora comparte con su protagonista: ambas se formaron en Historia, un aprendizaje que determina todo cuanto hacen después, al dotarlas de una perspectiva que entiende la historia como un proceso en reconstrucción permanente, del que nosotros, nuestra sociedad, nuestro presente, somos el fruto; de ahí que la memoria, la memoria de lo grande y de lo minúsculo, sea inseparable de la vida. Volviendo a la protagonista, en Egipto Claudia también conoce al que será su gran amor; y el amor, en tiempos de guerra, adquiere una intensidad adicional.

Los vaivenes del amor y la maternidad

Por mucho que se trate de una narración en primera persona, el elenco de secundarios tiene entidad propia; la novela brilla por su fino análisis de personajes, siempre bajo la mirada cáustica de Claudia. Está Jasper, su marido, a quien se refiere con ese tono tan desafecto con el que se piensa en un ex: “El sexo fue largo y memorable; la discusión, también”. O Lisa, su hija, con la que, por supuesto, no tuvo una relación fácil. Claudia, tan exigente consigo misma, mujer que rompió barreras, que sabe lo que es tener que esforzarse para labrarse un camino independiente, se frustra ante Lisa y su generación, que le parece más conformista. Y no obstante, al mismo tiempo –porque la maternidad está llena de contradicciones–, se siente aliviada porque no sea tan ambiciosa como ella: así sufrirá menos, quizá. La distancia, la frialdad entre ambas, es otro mal enquistado.

Mención aparte merece Sylvia, la cuñada de Claudia –es subrayable que introduzca la relación entre cuñadas, tan poco explorada en la ficción, a pesar de esa tensión inherente en la incorporación de un desconocido a la dinámica familiar–, que ahora la visita en el hospital. Claudia la tacha de mujer anodina, aborrece que se resignara a ser un ama de casa por el trabajo de su marido. Sin embargo, en cierto modo, Sylvia es lo más parecido que tiene a una hermana: no se parecen, incluso son polos opuestos en trayectorias y caracteres, pero el rol que asume la cuñada (de acompañarla, de velar por ella), junto con los momentos compartidos, las unen aunque sea de manera involuntaria.

La mirada de la anciana que echa la vista atrás cuando ya no tiene nada que perder tiene el descaro de quien ha decidido no callarse nada, no reprimirse; y con ello nos divierte, nos hace cómplices, no porque busque la risa, sino porque tiene un humor corrosivo del que suelta verdades sin compasión. Esta perspectiva ofrece, además, la evolución de las relaciones a lo largo del tiempo; por ejemplo, expresa su extrañeza al tratar con su hija cuando esta ya no es que sea adulta, es que se ha convertido en una mujer madura, y se hace raro, para una madre, conocer a su descendiente así, de vuelta de todo a su vez.

Más lúcida de lo que parece en un principio, la narradora teje su colección de recuerdos con mordacidad y sin hipocresía en una novela inteligente cuya voz narrativa es difícil de olvidar. Penelope Lively la escribió mediada la cincuentena, cuando era una escritora más que reconocida tanto por su literatura infantil y juvenil como por sus títulos para el público adulto. Parece mentira, con una carrera tan pródiga, que las traducciones hayan escaseado tanto. Ojalá esta recuperación de Moon Tiger sea, para muchos lectores, una puerta de entrada a un universo literario del que ya no quieran salir jamás.

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“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da UE”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da EU?”

A DECO INFORMA… 

A partir de 1 de novembro de 2026, as pequenas encomendas provenientes de países fora da União Europeia passam a estar sujeitas a uma taxa de tratamento aduaneiro de dois euros. A medida pretende reforçar a fiscalização dos produtos vendidos online e proteger os consumidores.

A DECO considera que a nova taxa de tratamento de encomendas pode contribuir para melhorar o controlo dos produtos que entram no mercado europeu, mas alerta que a sua eficácia depende da aplicação das receitas no reforço dos meios das autoridades aduaneiras.

O aumento das pequenas encomendas provenientes de plataformas de comércio eletrónico de fora da União Europeia dificulta a fiscalização do cumprimento das regras europeias de segurança. Os riscos incluem brinquedos que podem provocar asfixia, vestuário com substâncias químicas nocivas e equipamentos elétricos suscetíveis de causar choques ou incêndios.

Uma análise a 162 produtos adquiridos nas plataformas Temu e Shein revelou que 69% não cumpriam os requisitos aplicáveis e foram considerados potencialmente perigosos. Testes distintos a produtos da Temu identificaram taxas de desconformidade de até 96%.

A taxa de tratamento de dois euros complementa o direito aduaneiro de três euros, em vigor desde 1 de julho de 2026 para pequenas encomendas de valor inferior a 150 euros. Enquanto o direito aduaneiro incide sobre as importações de baixo valor, a nova taxa pretende financiar o tratamento das encomendas e a verificação da segurança dos produtos.

A DECO defende que estes encargos devem ser suportados pelos importadores, alertando para o risco de serem transferidos para os consumidores. O preço total deve ser apresentado antecipadamente, antes da conclusão da compra.

Reforçar a fiscalização

Para a DECO, o sucesso da medida depende da utilização efetiva das receitas no reforço dos recursos das autoridades aduaneiras. Só com meios adequados será possível intensificar os controlos, impedir a entrada de produtos que não cumprem as normas europeias e proteger a saúde e a segurança dos consumidores, independentemente da origem dos artigos ou do canal de venda.

Leia também: “30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

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Empresa com centro de formação em Portimão entra no top 50 europeu do Financial Times

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“Este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

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Faro recebe exposição de pintura de José Passos Silva dedicada à memória e ao envelhecimento

José Passos Silva apresenta em Faro uma exposição de pintura a óleo dedicada à representação da figura humana idosa, explorando temas como a memória, a experiência de vida e a condição humana. A mostra está patente na Janela Imobiliária, na Rua Francisco Barreto, até 30 de novembro, com entrada gratuita.

A exposição foi inaugurada no dia 29 de outubro no âmbito da iniciativa cultural “Chá das Cinco”, numa sessão que, segundo a organização, reuniu numerosos convidados e amigos do artista, proporcionando um momento de encontro em torno das artes plásticas.

As obras apresentadas situam-se entre o realismo e o surrealismo, tendo como elemento central a representação de pessoas idosas. Através desta abordagem, José Passos Silva procura explorar diferentes dimensões da experiência humana, com particular atenção à memória e ao percurso de vida.

Da carreira bancária à dedicação à pintura

Nascido em 1948, José Passos Silva descobriu a sua vocação para a pintura depois de uma longa carreira profissional no setor bancário.

Atualmente, dedica-se à criação artística e ao ensino da pintura na Universidade do Algarve da Terceira Idade, partilhando os seus conhecimentos e experiência com os alunos desta instituição.

A exposição agora apresentada em Faro reúne trabalhos a óleo que refletem o interesse do artista pela figura humana, numa abordagem que cruza elementos realistas e surrealistas.

Exposição pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro

A iniciativa integra a programação cultural “Chá das Cinco”, promovida pela Janela Imobiliária, empresa que desenvolve a sua atividade essencialmente no Algarve e que procura dinamizar o contacto da comunidade com diferentes expressões artísticas.

Com 22 anos de experiência no setor imobiliário, a empresa tem vindo a promover iniciativas culturais e sociais, disponibilizando o seu espaço para a realização de encontros e exposições.

A mostra de José Passos Silva pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 13:00 e das 14:30 às 16:00, nas instalações da Janela Imobiliária, situadas na Rua Francisco Barreto, n.º 10, em Faro.

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PSP celebra 139 anos em Tavira e reforça cooperação com a Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Tavira e a Polícia de Segurança Pública (PSP) formalizaram, esta sexta-feira, 30 de outubro, o protocolo “Tavira + Segura”, destinado a reforçar a cooperação nas áreas do comércio, serviços e ocupação do espaço público. O acordo foi celebrado durante a cerimónia comemorativa do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro da PSP, realizada no Teatro Municipal António Pinheiro.

A sessão solene incluiu a prestação de honras policiais, intervenções institucionais, a imposição de medalhas e a entrega de louvores, assinalando mais um aniversário da instituição policial no distrito de Faro.

Protocolo prevê ações conjuntas de fiscalização e sensibilização

O protocolo “Tavira + Segura” estabelece uma parceria entre o município e a PSP, com o objetivo de promover uma atuação coordenada na fiscalização das atividades comerciais, dos serviços e da utilização do espaço público.

A cooperação contempla a realização de ações conjuntas de fiscalização e sensibilização, destinadas a assegurar o cumprimento das normas em vigor e a promover uma utilização mais organizada e responsável dos espaços públicos.

De acordo com a autarquia, esta articulação institucional pretende contribuir para o reforço da segurança no concelho, através de uma intervenção concertada entre as duas entidades.

As comemorações estenderam-se também à Praça da República, onde a população teve oportunidade de conhecer alguns dos meios e equipamentos utilizados pela PSP no desempenho das suas funções.

O programa incluiu uma demonstração do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial de Polícia, que deu a conhecer ao público algumas das capacidades operacionais desta unidade especializada.

Concerto da Banda Sinfónica da PSP encerra comemorações em novembro

As celebrações do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro tiveram início a 29 de outubro e prolongam-se até 13 de novembro, integrando iniciativas institucionais e culturais destinadas a promover a proximidade entre a PSP e a comunidade.

O encerramento está marcado para as 21:00 de 13 de novembro, com um concerto da Banda Sinfónica da PSP, sob a direção do maestro Comissário Pedro Ferreira, no Teatro Municipal António Pinheiro.

A entrada será gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete no local, a partir de 11 de novembro.

A escolha de Tavira para acolher as comemorações está também associada à ligação histórica da Polícia de Segurança Pública à cidade.

Conforme recorda a própria instituição, os primeiros registos da existência de um posto policial em Tavira remontam a 1949, assinalando uma presença com mais de sete décadas no concelho.

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Mundial de natação para atletas com Síndrome de Down arranca em Albufeira com Portugal a ambicionar medalhas

Albufeira recebe, a partir desta sexta-feira, 30 de outubro, o 12.º Campeonato do Mundo de natação para atletas com Síndrome de Down, uma competição em que Portugal participa com 11 nadadores e alimenta a expectativa de conquistar várias medalhas e estabelecer novos recordes.

O presidente da Federação Portuguesa de Natação, Miguel Arrobas, manifestou confiança no desempenho da equipa nacional, durante a apresentação do campeonato, realizada nas Piscinas Municipais de Albufeira, no distrito de Faro, em declarações à Agência Lusa.

“Queremos que haja um bom lote de medalhas e com certeza vai haver. Tenho a expectativa de haver portugueses a bater recordes e isso é muito possível”, afirmou o dirigente.

A competição contará com cerca de 180 atletas provenientes de 24 países, que começaram já a chegar a Albufeira. Entre os representantes portugueses destacam-se Vicente Pereira e Matilde Gaspar, apontados como duas das principais esperanças nacionais na conquista de medalhas.

Atletas portugueses querem conquistar medalhas e bater recordes

Para a atleta da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), que participará nas provas de 50, 100 e 200 metros bruços, 800 e 1500 metros livres e 400 metros estilos, é um “grande orgulho” disputar um Mundial em Portugal.

“Significa muito para mim, porque temos aqui os colegas e a família a apoiar. Os meus treinos foram muito intensos e gosto muito de estar aqui”, disse.

O ‘colega’ de seleção Vicente Pereira traçou objetivos bem claros: “Ganhar medalhas e bater recordes”.

Em declarações à Lusa, o nadador, que já ganhou 17 títulos de campeão mundial, não escondeu também o sonho “de cantar o hino nacional no pódio”.

“É ainda mais espetacular por ser em Portugal e queremos todos evoluir muito”, disse.

Federação defende inclusão para atletas com Síndrome de Down nos Paralímpicos

Estes Mundiais também representam, na opinião do presidente da Federação Portuguesa de Natação, “mais um passo” na defesa de uma “bandeira”, a inclusão da natação para atletas com Síndrome de Down nas modalidades paralímpicas.

“Queremos que estes nadadores tenham iguais oportunidades a outros níveis como por exemplo os Paralímpicos. É uma luta que assumimos, com a Down Syndrome International Swimming Organisation. Sabemos que é difícil, que demorará o seu tempo, mas nós estamos cá”, referiu.

A 12.ª edição deste Campeonato do Mundo, que termina em 6 de novembro, faz parte também da programação de eventos de Albufeira como Cidade Europeia do Desporto de 2026.

Na natação adaptada para pessoas com Síndrome de Down, os atletas competem divididos em duas classes, consoante o grau da doença, de origem genética e da área da deficiência intelectual.

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Músicos de Faro recusam mudança de instalações e exigem reparação do edifício municipal

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) de Faro contestou as informações divulgadas sobre a situação da sua sede e rejeitou a solução alternativa apresentada pela Câmara Municipal, defendendo que a prioridade deve passar pela realização de obras no edifício que ocupa desde 2014.

Numa carta aberta dirigida ao presidente da autarquia, António Pina, a instituição considera que o relatório da Proteção Civil não determina o encerramento das instalações e apela a uma solução conjunta para os problemas identificados.

A posição foi aprovada numa assembleia de sócios realizada a 29 de outubro, na sequência das notícias divulgadas sobre as condições de segurança do imóvel, propriedade do município. A associação considera que as informações tornadas públicas provocaram preocupação entre sócios, utentes e pais dos alunos, prejudicando o normal funcionamento das suas atividades.

A eleição dos órgãos sociais para o biénio 2027-2029 está marcada para 13 de dezembro e, segundo a associação, “constituirá um importante passo para o reforço da ARCM, para o desenvolvimento do seu projecto associativo e superação dos desafios presentes e futuros”.

Na carta, que será igualmente enviada aos grupos municipais representados na Assembleia Municipal, a ARCM questiona se o relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na posse do presidente da Câmara corresponde ao documento disponibilizado à instituição.

Associação contesta interpretação do relatório da Proteção Civil

A ARCM sustenta que as conclusões da ANEPC apontam para a necessidade de uma intervenção urgente e articulada entre o município, enquanto proprietário do edifício, e a associação, ao abrigo das responsabilidades assumidas no contrato de comodato.

Entre os pontos destacados na carta aberta, a instituição cita uma passagem do relatório que estabelece que “caso se revele necessário, deverá ainda ser ponderada a suspensão temporária das atividades até à reposição das condições de segurança e salubridade das instalações”.

Para a associação, esta recomendação não equivale a uma determinação de encerramento, uma vez que a eventual suspensão das atividades surge condicionada à necessidade de garantir a segurança dos utilizadores.

“Em momento algum determina o encerramento da instituição, ao contrário do que tem sido transmitido na imprensa”, refere a Assembleia de Sócios da ARCM.

A instituição defende, por isso, que a resposta aos problemas identificados deve resultar de uma colaboração entre as duas entidades, tendo em conta as responsabilidades de cada uma na manutenção e conservação do imóvel.

ARCM responsabiliza município pela conservação do edifício

A associação recorda que ocupa as atuais instalações desde 2014, altura em que, segundo afirma, o edifício se encontrava num estado de degradação acentuado, situação que considera documentada através de fotografias e registos em vídeo.

Ao longo dos últimos 12 anos, a ARCM assegura ter realizado diversas intervenções com recurso ao trabalho e aos meios financeiros próprios, procurando melhorar as condições de segurança e funcionamento do espaço.

A instituição afirma, contudo, que durante esse período não foi efetuada qualquer intervenção pelo município, apesar das condições em que o edifício se encontrava quando lhe foi disponibilizado.

Na carta, a Assembleia de Sócios recorda que o relatório da ANEPC também identifica responsabilidades da autarquia enquanto proprietária, nomeadamente ao abrigo do artigo 89.º do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), relativo ao dever de conservação dos imóveis.

A ARCM salienta que já iniciou trabalhos para corrigir algumas das situações identificadas pela Proteção Civil, dentro das suas competências e possibilidades financeiras.

Contudo, sustenta que os problemas assinalados pela ANEPC estão localizados no primeiro piso do edifício e resultam de infiltrações provenientes do telhado, cuja reparação considera ser da responsabilidade do proprietário.

Segundo a associação, já tinha sido apresentado um orçamento para essa intervenção ao anterior executivo municipal, documento que voltou a ser entregue, em mão, na última reunião com a direção da ARCM.

A instituição alerta ainda que, caso a cobertura não seja reparada, os trabalhos de melhoria entretanto realizados poderão sofrer novos danos.

Espaço alternativo apresentado pela autarquia é rejeitado pelos sócios

A Assembleia de Sócios analisou igualmente a solução de instalações alternativas apresentada pelo presidente da Câmara de Faro, tanto na comunicação social como na Assembleia Municipal, no Dia da Cidade, e no programa da RTP1 “Portugal em Rede”, emitido a 14 de outubro.

A proposta foi rejeitada por se tratar, segundo a associação, de um imóvel privado cuja utilização estaria limitada no tempo, situação que considera incompatível com a estabilidade necessária ao desenvolvimento das suas atividades.

A ARCM recorda os seus 36 anos de existência, durante os quais enfrentou sucessivas mudanças de instalações, que, segundo a instituição, condicionaram o funcionamento e o crescimento do projeto associativo.

Os sócios consideram também que o espaço apresentado não dispõe das condições necessárias para acolher todas as atividades desenvolvidas pela associação.

“A ARCM não aceita perder valências nem comprometer a continuidade das suas atividades”, sublinha a Assembleia de Sócios.

Outro dos argumentos apresentados prende-se com a utilização de recursos públicos. A associação questiona a opção de investir verbas municipais na adaptação de um imóvel privado quando, no seu entender, esses recursos poderiam ser aplicados na recuperação de um edifício pertencente à autarquia.

Para a ARCM, essa solução permitiria não apenas resolver os problemas de segurança identificados pela ANEPC, mas também criar condições para acolher outras associações com necessidades semelhantes.

Na parte final da carta aberta, a Assembleia de Sócios apela ao diálogo e à cooperação institucional, considerando urgente que a Câmara Municipal de Faro e a associação encontrem uma solução conjunta para as deficiências identificadas no imóvel.

O objetivo, sustenta a instituição, é assegurar as condições necessárias à continuidade das atividades culturais, recreativas e formativas que desenvolve junto da comunidade.

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Ministra rejeita “jogos políticos” e promete resolver embargo à dessalinizadora de Albufeira

Maria da Graça Carvalho assegurou esta sexta-feira que o Governo tudo fará para ultrapassar o embargo anunciado pela Câmara Municipal de Albufeira às obras da dessalinizadora do Algarve, rejeitando qualquer interferência política que possa comprometer a concretização de soluções para os problemas da região.

“Eu não desisto de resolver os problemas do Algarve e não contem comigo para jogos e joguinhos políticos que atrasam a resolução dos problemas do Algarve”, declarou a ministra do Ambiente, em reação à decisão anunciada pelo presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina.

Em declarações aos jornalistas, em Faro, a governante revelou ter tomado conhecimento da decisão através de um vídeo divulgado pelo autarca nas redes sociais, no qual este justificou o embargo com uma alegada violação do Plano Diretor Municipal (PDM) de Albufeira.

Ministra admite que a maior parte das obras poderá prosseguir

Maria da Graça Carvalho considerou positivo o facto de Rui Cristina ter afirmado que não se opõe à construção da dessalinizadora, embora tenha ressalvado que ainda está a analisar os fundamentos e o alcance da decisão anunciada pelo município.

“O embargo é um embargo ao terreno. Eu ainda tenho de analisar bem, porque soube quando já vinha em viagem [para Faro]”, explicou.

De acordo com a ministra, uma primeira avaliação efetuada pelos juristas que acompanharam o processo indica que o embargo incide sobre o terreno e não diretamente sobre a execução dos trabalhos.

Nesse sentido, a governante admitiu que “as obras, na sua maior parte, podem continuar”, embora a situação ainda esteja a ser analisada pelo Governo.

Governo garante que dispõe de mecanismos para reagir ao embargo

Maria da Graça Carvalho assegurou que o executivo irá avaliar os contornos jurídicos da decisão e recorrer, caso seja necessário, aos mecanismos legais disponíveis para garantir o prosseguimento do projeto.

“Mesmo que fosse um embargo, nós tínhamos como reagir, como sempre reagimos em todos os embargos e providências cautelares que nos têm imposto e que temos ganho sempre e resolvido sempre”, afirmou.

As declarações da ministra surgem no mesmo dia em que Rui Cristina anunciou, através das redes sociais, o embargo das obras da dessalinizadora de Albufeira, invocando o incumprimento das regras urbanísticas previstas no Plano Diretor Municipal.

O presidente da Câmara de Albufeira esclareceu que não se opõe à construção da infraestrutura, mas exige alterações ao projeto, nomeadamente o prolongamento do emissário e a realização da descarga de salmoura a maior profundidade e a uma distância superior da costa.

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Telmo Pinto destaca avanços na habitação, educação e serviços no primeiro ano à frente da Câmara de Loulé

A habitação, a educação, a modernização dos serviços municipais e o reforço das infraestruturas estão entre as principais áreas destacadas por Telmo Pinto no balanço do primeiro ano como presidente da Câmara Municipal de Loulé. O autarca salienta a entrega de 171 casas em 2026, a preparação de novos equipamentos escolares e a implementação de medidas destinadas a melhorar a resposta do município às necessidades da população.

Num balanço divulgado esta sexta-feira, 30 de outubro, Telmo Pinto sublinha o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 12 meses, num concelho que conta atualmente com cerca de 94 mil habitantes, mais 24 mil do que em 2011, e onde o crescimento populacional tem aumentado a pressão sobre a habitação, as escolas, os serviços de saúde e as redes de transportes.

O presidente da autarquia começa por agradecer o empenho da equipa do executivo, dos trabalhadores municipais, das instituições locais e dos munícipes, considerando que o contacto direto com a população e com o tecido empresarial tem sido determinante para identificar os principais problemas do território.

“Contem comigo para manter a mesma energia e exigência nos próximos anos”, afirma Telmo Pinto.

O autarca reconhece, contudo, que o primeiro ano de mandato ficou marcado pela necessidade de ultrapassar dificuldades administrativas, nomeadamente a existência de processos pendentes, instrumentos de ordenamento territorial desatualizados e procedimentos considerados excessivamente burocráticos.

“Encontrámos regras desatualizadas, processos parados e planos esquecidos na gaveta. Não ficámos à espera: arregaçámos as mangas. Planear não é perder tempo, é ganhar futuro. E isso já se vê nas chaves que entregamos às famílias e nas obras que estão a sair do papel”, sustenta.

Entre as medidas adotadas, a Câmara destaca a introdução de software com inteligência artificial nos serviços de Urbanismo, a desmaterialização de processos, a criação de novas plataformas digitais e a realização de reuniões semanais entre os setores do Urbanismo e das Obras.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) passou também a integrar as prioridades do executivo, num contexto em que o Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROT), aprovado em 2007, é considerado desatualizado.

Habitação é prioridade com 171 casas entregues e 942 respostas em curso

A habitação assume particular destaque no balanço apresentado por Telmo Pinto. De acordo com os dados divulgados pela autarquia, foram entregues 171 casas em 2026, das quais 36 no passado dia 27 de outubro.

O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações no espaço de um ano, o que representa um crescimento de 43,6%. Em comparação, em 2019 existiam 234 fogos municipais.

Entre os projetos concretizados encontram-se a primeira fase da urbanização da CLONA, com 64 habitações, e a primeira fase do Bairro Municipal Frederico Ulrich, com 18.

A Câmara refere ainda a existência de 942 respostas habitacionais em curso, distribuídas pelo concelho, e a atribuição de casas a professores, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e jovens.

O programa municipal de apoio ao arrendamento abrangeu, por sua vez, mais de 65 famílias ao longo deste ano.

Perante a pressão habitacional sentida no Algarve, o município apresentou igualmente ao Governo uma proposta de criação de um regime excecional para enfrentar a crise na região, acompanhada da reivindicação de uma revisão urgente do PROT Algarve e de uma linha de financiamento destinada aos territórios sujeitos a maior pressão.

Novas escolas, equipamentos desportivos e investimentos na cultura

Na educação, o executivo aponta como prioridades a preparação da reconstrução da Escola Secundária Dra. Laura Ayres, em Quarteira, e da Escola Básica António de Sousa Agostinho, em Almancil.

Estão também previstas a construção da nova Escola Básica do Morgadinho e de uma escola EB 2,3 na zona de Quarteira/Vilamoura, além de várias intervenções de ampliação de estabelecimentos de ensino.

No âmbito da melhoria das condições escolares, foram distribuídas 294 ventoinhas, estando em desenvolvimento um programa de climatização do parque escolar. A segurança foi igualmente reforçada com a contratação de mais nove vigilantes.

O programa Férias para Todos passou a abranger o ensino pré-escolar, aumentando de 1.982 para 2.534 participantes. O número de monitores subiu de 20 para 43.

A autarquia destaca ainda a futura entrada em funcionamento da Creche do Forte Novo, com capacidade para 128 crianças, o alargamento das bolsas para estudantes do ensino superior e o reforço das respostas do Centro de Recursos Educativos para a Inclusão, que passou a apoiar 30 pessoas com necessidades específicas.

Foi igualmente reativado o Conselho Municipal de Juventude e está prevista a criação de três lares, em Loulé, Vale Judeu e Barranco Velho, através de parcerias com instituições de solidariedade social.

No desporto, o balanço contempla intervenções em diversos equipamentos municipais. O Campo de Futebol de Boliqueime deverá receber um relvado sintético com certificação internacional, novos balneários, bancada e estacionamento.

Em Almancil, estão previstos melhoramentos no estádio municipal, um novo campo de futebol e piscinas municipais com 10 pistas de 25 metros.

A Câmara destaca também intervenções nos campos desportivos de Loulé e Quarteira, no Estádio Municipal n.º 1, na Pista Bexiga Peres e no Pavilhão Carlos Gravata.

Na cultura, encontram-se em preparação vários projetos, incluindo o Centro de Educação e Cultura de Quarteira, cuja empreitada deverá ser lançada em 2027, a reabilitação do Casino Velho, o Quarteirão Cultural de Loulé e as ampliações do Cineteatro Louletano e do Conservatório de Música Francisco Rosado.

A Estratégia Municipal de Cultura 2034, a criação do Conselho Municipal de Cultura e a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028 integram igualmente as prioridades anunciadas pelo município.

O executivo valoriza ainda o reconhecimento do Geoparque Algarvensis pela UNESCO e o desenvolvimento de um plano de gestão integrada das cinco áreas protegidas do concelho, abrangendo Rocha da Pena, Nave do Barão, Fonte Benémola, Gruta de Vale Telheiro e Foz do Almargem e Trafal.

No turismo, está a ser criado o Conselho Municipal de Turismo, enquanto a realização de eventos como o Rally Raid, o Portugal Invitational e a Maratona do Algarve integra a estratégia municipal. O IRONMAN e o Dakar são igualmente apontados no balanço como acontecimentos previstos para 2027.

Segurança, saúde e mobilidade entre os desafios dos próximos anos

A segurança constitui outra das áreas destacadas no primeiro ano de mandato. Em articulação com o Governo, a Câmara está a desenvolver o processo de criação da Polícia Municipal e a preparar o reforço dos sistemas de videovigilância no concelho.

Além da instalação de câmaras em Vilamoura, estão em preparação procedimentos para implementar sistemas semelhantes em Loulé, Quarteira e Almancil.

A videovigilância das áreas florestais encontra-se em fase de conclusão, enquanto decorrem diligências para garantir a presença da GNR em Boliqueime e acolher, em permanência, uma companhia da Força Especial de Proteção Civil.

Foi ainda constituído o Centro Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Na saúde, o município destaca a abertura da Extensão de Saúde da Tôr e da Unidade de Saúde Familiar Soberana, bem como a requalificação em curso do Centro de Saúde de Loulé e o apoio ao futuro Hospital Central do Algarve.

Quanto às infraestruturas básicas, estão em execução 88 quilómetros de redes de abastecimento de água e saneamento, destinadas a melhorar o acesso a estes serviços, incluindo em zonas onde ainda não existiam.

Na mobilidade, está previsto o aumento da frota de autocarros elétricos de quatro para 14 veículos, com reforço das frequências, horários e áreas servidas em Loulé, Quarteira e Almancil.

O município anuncia também a disponibilização de 490 bicicletas partilhadas a partir de janeiro e a preparação de um serviço de transportes flexíveis a pedido para o interior do concelho, complementar ao projeto Táxi Sénior.

A expansão da fibra ótica às zonas do interior e o reforço das competências das juntas de freguesia, incluindo as estruturas de apoio às freguesias autónomas de Benafim, Querença e Tôr, completam o conjunto de medidas apresentadas.

No plano regional, Telmo Pinto defende uma participação mais ativa de Loulé na procura de soluções para problemas comuns ao Algarve, nomeadamente nas áreas da habitação, proteção costeira, valorização dos resíduos e ordenamento territorial.

“O primeiro ano foi de arrumar a casa e de semear. Os próximos serão de colher. Queremos que Loulé seja o motor de um Algarve que não vive só do verão: com casas para quem cá trabalha, com saúde, escolas e cultura todo o ano, e com uma voz forte junto do país. Vamos continuar a fazê-lo como começámos, perto das pessoas. Loulé não espera. Loulé lidera”, conclui o presidente da Câmara Municipal de Loulé.

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Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

A Câmara Municipal de Albufeira determinou o embargo das obras da dessalinizadora do Algarve, anunciou hoje o presidente da autarquia, Rui Cristina, que invoca uma violação do Plano Diretor Municipal (PDM) e exige alterações ao projeto.

A decisão foi divulgada pelo autarca através das redes sociais, onde fundamentou a suspensão dos trabalhos no “incumprimento das regras urbanísticas” em vigor no concelho de Albufeira, no distrito de Faro.

Num vídeo publicado numa rede social, Rui Cristina justificou a medida, afirmando: “Embargámos as obras da dessalinizadora de Albufeira por violação do Plano Diretor Municipal (PDM)”.

Apesar da decisão, o presidente da autarquia esclareceu que não se opõe à construção da infraestrutura, defendendo, contudo, que o projeto avance “com respeito pela lei, pelo ambiente e por quem vive no concelho”.

Autarca exige alterações para proteger o mar e as praias de Albufeira

“As regras que exigimos aos cidadãos também têm de ser cumpridas pelo Estado”, afirmou, acrescentando que a proteção do mar e das praias de Albufeira deve estar assegurada.

Entre as alterações que exige ao projeto, Rui Cristina destacou o prolongamento do emissário e a realização da descarga de salmoura a maior profundidade e mais longe da costa.

“Como presidente da Câmara, defender Albufeira é a minha obrigação. E não abdico dela”, concluiu o autarca.

Obra representa investimento superior a 50 milhões de euros

A revelação foi feita no mesmo dia em que a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, se encontra no Algarve para presidir à assinatura de um contrato de cooperação para o estudo do tratamento de resíduos na região.

A construção da dessalinizadora do Algarve, em Albufeira, está a decorrer em várias frentes, tanto em terra como no mar, e a fase principal da obra deverá prolongar-se até ao início de 2028, segundo a Águas do Algarve, promotora da obra.

A dessalinizadora representa um investimento superior a 50 milhões de euros e, embora estivesse inicialmente previsto o financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi posteriormente enquadrado nos programas Portugal 2030 e Sustentável 2030.

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Vox se reúne con el Cercle d'Economia y Foment para trasladar su programa económico

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El secretario general de Vox, Ignacio Garriga, y José María Figaredo, portavoz de economía y energía de esta formación, han trasladado durante la mañana de hoy el programa económico con el que concurren a las elecciones del 29-N al empresariado catalán. En encuentros por separado celebrados en Barcelona, se han reunido con  el presidente de Foment, Josep Sánchez Llibre, y con la junta del Cercle d´Economia, que encabeza  Teresa Garcia-Milà.

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