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Fernando Pessanha contesta ideia de uma Arenilha desabitada antes da vila pombalina

A ocupação de Santo António de Arenilha antes da construção da vila pombalina está no centro do novo livro de Fernando Pessanha, apresentado a 24 de outubro, em Vila Real de Santo António. Com base em fontes documentais, o historiador contestou a ideia de que não existiam população nem estruturas organizativas no local onde começou a ser construída a nova vila, em 1774.

A sessão, promovida pela Câmara Municipal para assinalar o Dia do Exército, esgotou a lotação do salão nobre da Capitania do Porto ainda antes do início da cerimónia, levando parte do público a acompanhar a apresentação a partir do átrio. A iniciativa integrou as comemorações dos 250 anos das festividades da fundação de Vila Real de Santo António.

Cartas e mapas sustentam leitura de continuidade histórica

Ao longo de cerca de 45 minutos, Fernando Pessanha percorreu a história do extremo sudeste algarvio entre a Guerra Fantástica de 1762 e a Grande Batalha do Guadiana de 1801, tendo como fio condutor o percurso do oficial de infantaria Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas.

Governador do termo de Santo António de Arenilha e, posteriormente, primeiro governador da nova vila pombalina, o militar é a figura central da obra O “Inteligente, pratico, activo e zeloso dos interesses de S. Magde” Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, 1.º governador da “Nova Vila de Santo António de Arenilha” / Vila Real de Santo António.

Recorrendo a correspondência e documentação cartográfica, o autor defendeu uma continuidade histórica que remonta à fundação da vila original e sede de concelho, em 1513. Nesta leitura, a construção iniciada em 1774, conhecida a partir de 1775 como Vila Real de Santo António, não representa o início da ocupação humana daquele território.

O investigador reconheceu, contudo, uma mudança de modelo político e organizativo, expressa na arquitetura e no urbanismo iluminista do século XVIII.

Obra prefaciada pelo historiador António Ventura

Fernando Pessanha é técnico superior da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e investigador da Universidade Nova de Lisboa e da Academia de Marinha. O livro conta com prefácio de António Ventura, historiador e catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Entre os presentes na apresentação estiveram António Fragoso de Almeida, vice-reitor da Universidade do Algarve, e Pedro Albuquerque, docente de arqueologia da Universidade de Sevilha.

Guitarra portuguesa abriu a cerimónia

A sessão começou com um momento de guitarra portuguesa por Filipe Santos. Seguiram-se as boas-vindas do primeiro-tenente Domingos, adjunto do capitão do porto, às instalações da Marinha Portuguesa.

O vereador do Património Material e Imaterial, Fernando Horta, destacou a importância da iniciativa para a identidade histórica, cultural e patrimonial do concelho.

No encerramento, o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Palma de Araújo, felicitou Fernando Pessanha pelo trabalho de investigação e salientou a adesão do público a uma sessão dedicada à história do extremo sudeste algarvio.

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Quarant’anni di vino italiano dentro una guida

Cinquanta vini premiati con i Tre Bicchieri costano meno di quindici euro in enoteca, cinque si comprano addirittura con meno di dieci. Nella quarantesima edizione di Vini d’Italia del Gambero Rosso, questi numeri meritano attenzione quanto i riconoscimenti alle grandi cantine: riportano la discussione sulla qualità al momento in cui una bottiglia viene scelta, pagata e portata a tavola. Come ha sottolineato sul palco José Rallo di Donnafugata, premiata con altre cantine come icona del vino italiano, il tema dell’ampliamento del target rimane centrale: «Oggi dobbiamo cercare nuovi consumatori e aprire nuovi mercati». Come rimane centrale il ruolo della comunicazione: «Senza il sostegno del Gambero Rosso non saremmo stati così ben rappresentati nel mondo» sottolinea Camilla Lunelli, produttrice trentina di Ferrari anch’essa premiata come icona del vino.

La guida 2027 recensisce 2.614 produttori e oltre 23.000 vini, contro i cinquecento e i millecinquecento della prima edizione, datata 1988. Il confronto misura l’ampliamento del lavoro editoriale e della porzione di Italia vinicola raccontata. A curare il volume sono con grande competenza e preparazione Giuseppe Carrus e Marco Sabellico, con William Pregentelli vice curatore; la selezione passa attraverso degustazioni alla cieca e successive fasi di confronto tra commissioni.

Il premio Tre Bicchieri va alle bottiglie che nell’anno si sono distinte, ma la Guida prevede tanti altri riconoscimenti. Il premio Cantina dell’anno va a Tommasi Family Estates. Il Montepulciano d’Abruzzo Marina Cvetic S. Martino Rosso Riserva 2022 di Masciarelli è il Rosso dell’anno; l’Etna Bianco Arrigo 2023 di Alta Mora il Bianco; il Franciacorta Non Dosato 33 Riserva 2018 di Ferghettina conquista il riconoscimento per le bollicine. Al Lambrusco di Sorbara Leclisse 2025 di Paltrinieri va quello per il rosato, mentre il Collio Picolit 2020 di Pighin è il Vino da meditazione dell’anno. Il Chianti Classico Sacello 2023 di Arillo in Terrabianca ottiene il premio Miglior acquisto.

I Tre Bicchieri sono complessivamente 540: Toscana e Piemonte ne raccolgono rispettivamente cento e ottantadue, seguite dal Veneto con quarantanove. Questa geografia dei premi si accompagna, nel racconto dei curatori, a un lavoro sempre più preciso sulle differenze territoriali: aree, versanti e singole vigne per il Sangiovese toscano; accanto ai nebbioli piemontesi, l’Alta Langa e i bianchi, dal Timorasso al Gavi. La freschezza della Barbera e la fragranza dei rossi della costa toscana entrano nella lettura di un gusto che cerca anche scorrevolezza.

Una seconda indicazione arriva dai 194 Tre Bicchieri Verdi, attribuiti a vini di aziende che seguono i canoni della viticoltura biologica o biodinamica certificata, un’informazione utile sul metodo produttivo, da affiancare al giudizio dell’assaggio. Il premio specifico per la Vitivinicoltura Sostenibile va invece a Benvenuto, a Francavilla Angitola, in Calabria.

Tra i tredici Premi Speciali c’è anche il Progetto solidale, assegnato a Cascina Clarabella, cooperativa sociale della Franciacorta che lavora all’inserimento professionale di persone con disturbi psichiatrici. Questo riconoscimento invita a considerare il valore etico di una cantina, anche attraverso il lavoro che genera e le persone che riesce a coinvolgere.

Cantina Kurtatsch è la cooperativa dell’anno; Saraja, nata in Gallura, la cantina emergente. Francesca e Davide Bonzano di Castello di Uviglie sono i Giovani produttori dell’anno, mentre Davide e Riccardo Sobrino di Cascina delle Rose, a Barbaresco, ricevono il premio Vignaioli dell’anno. Storie diverse per dimensioni e organizzazione, che restituiscono una filiera nella quale convivono impresa familiare, cooperazione e nuove iniziative.

L’anniversario assegna ad Antinori il titolo di Cantina dei quarant’anni e a Josko Gravner quello di Vignaiolo dei quarant’anni. Il volume recupera i Tre Bicchieri della prima edizione e seleziona cinquanta Vini Rari, legati anche a vigne storiche, recuperi varietali e produzioni limitate, premiandoli per il coraggio di queste piccole realtà che cercano di fare la differenza pur con piccolissimi numeri e produzioni di nicchia: uno dei vini rari 2027 è quello prodotto da Andrea Moser, enologo e consulente di Gastronomika. A questa memoria si affianca il lancio di Gambero AI, presentato come uno strumento per interrogare il patrimonio degli assaggi. La sfida, per una guida arrivata a quarant’anni, passa anche da qui: rendere consultabile in maniera pratica ed efficiente tanta esperienza quando il lettore deve scegliere una bottiglia.

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Adegas de Silves transformam-se em palcos de jazz entre novembro e maio

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa a 6 de novembro e percorre várias quintas de Silves, com concertos, provas de vinho e gastronomia local. Os bilhetes, com um custo de 35 euros, começam a ser vendidos a 22 de outubro, às 16:00.

O Município de Silves prepara a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, um ciclo de concertos que decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes espaços de produção vitivinícola do concelho. A iniciativa combina música ao vivo, provas de vinhos e gastronomia, proporcionando ao público uma experiência cultural ligada à tradição e à identidade local.

A programação arranca nos dias 6 e 7 de novembro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com atuações da Feel Good Band, dando início a uma temporada que percorrerá várias adegas e quintas do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Silves, o evento procura aproximar os visitantes dos produtores locais e proporcionar um contacto mais direto com os músicos, através de espetáculos realizados em espaços diferentes das salas de concerto convencionais.

Bilhetes custam 35 euros e incluem provas de vinho, tapas e visitas culturais

Os ingressos para as primeiras sessões estarão disponíveis a partir das 16:00 de quinta-feira, 22 de outubro, através da plataforma BOL e dos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e quiosques Serveasy.

Cada bilhete tem um custo de 35 euros e destina-se exclusivamente a maiores de 18 anos.

Além do acesso ao concerto, o ingresso inclui provas de vinho e tapas, a oferta de uma garrafa de vinho e um voucher para visitar o Castelo de Silves e o Museu Municipal de Arqueologia.

A iniciativa pretende, desta forma, proporcionar uma experiência que vai além da música, associando os espetáculos à descoberta dos vinhos produzidos no concelho e à valorização do património histórico e cultural de Silves.

Programação reúne diferentes estilos e formações de jazz

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas apresenta um conjunto diversificado de artistas e projetos musicais, abrangendo diferentes linguagens do jazz e sonoridades próximas deste género.

Depois da abertura com a Feel Good Band, na Quinta João Clara, o ciclo prossegue nos dias 27 e 28 de novembro, com os Low Tech Groove, na Cabrita Wines, em Silves.

Em dezembro, nos dias 4 e 5, a Quinta do Francês, em Odelouca, recebe os Scooby 4 Tet.

Já em janeiro de 2027, a programação contempla as atuações dos Betty and the Boopers, nos dias 8 e 9, na Quinta do Barradas, em Silves, e do Sonic Bloom Jazz Collective, nos dias 29 e 30, na Quinta do Malaca, em Real Picadeira, Pêra.

O mês de fevereiro fica marcado pela participação do Silves Filarmónica Combo, no espaço Dito Cujo, na Casa Islâmica, em Silves.

Em março, o Sofia Moreira Quarteto atua nos dias 5 e 6, na Herdade Barranco do Vale, em São Bartolomeu de Messines, seguindo-se os Diga Diga Doo’s, nos dias 19 e 20, na Paxa Wines, em Silves.

Concertos prolongam-se até maio de 2027

A programação de abril começa nos dias 9 e 10, com o Al Guitar Duo, no Barranco Longo, no Algoz.

Nos dias 23 e 24 de abril, a Quinta do Rogel, em Silves, recebe o Jaime Almeida Trio, dando continuidade ao ciclo de concertos em espaços ligados à produção de vinho.

Em maio, estão previstas as atuações do Marta Santa Maria Trio, nos dias 7 e 8, na Patuá Wine, em Silves, e da OJA, no dia 15, na Quinta dos Sentidos.

O programa anunciado termina nos dias 21 e 22 de maio, com os Funky Noise, no Convento do Paraíso, em Silves.

Entre os projetos musicais referidos pelo município para esta edição encontra-se ainda The Invisible Tuba, embora o programa divulgado não indique a data ou o local da respetiva atuação.

Jazz nas Adegas celebra dez edições de ligação entre música e património vitivinícola

Ao longo de dez edições, o Jazz nas Adegas tem levado a música a espaços de produção de vinho, contribuindo para diversificar a programação cultural do concelho e proporcionar novas experiências aos visitantes.

O Município de Silves considera que esta iniciativa permite valorizar os produtores vitivinícolas e dar maior visibilidade aos produtos locais, estabelecendo uma ligação entre a cultura, o turismo e a atividade económica.

A realização dos concertos em adegas e quintas pretende também promover o contacto entre artistas, produtores e público, num ambiente de proximidade que constitui uma das características do evento.

A edição de 2026/2027 volta a contar com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação do projeto à comunidade educativa.

Com o regresso do Jazz nas Adegas, a Câmara Municipal de Silves pretende continuar a valorizar o património vitivinícola e a criação artística, associando a música à promoção da identidade cultural e económica do concelho.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800, extensão 2743, ou do endereço eletrónico turismo@cm-silves.pt.

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Halloween transforma Alte numa aldeia de bruxas, música e diversão

A aldeia de Alte, no concelho de Loulé, volta a celebrar o Halloween no próximo dia 31 de outubro, com uma programação que inclui música, espetáculos temáticos e animação de rua, distribuídos por três palcos.

A festa começa às 21:00 e prolonga-se até às 03:00, convidando o público a participar numa noite marcada pelos disfarces e pelo ambiente característico desta celebração.

A iniciativa é organizada pela Juventude Altense e pela Casa do Povo de Alte, com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e do Município de Loulé.

Ao longo da noite, diferentes espaços da aldeia acolhem atuações musicais e momentos de entretenimento, numa programação que procura envolver visitantes de várias idades.

Três palcos recebem música e espetáculos temáticos

O Palco das Trevas recebe as atuações de Tiago Horror Show e de Christian F & CarlosGloriaSax, que integram a programação musical desta edição.

Já o Palco das Almas contará com a presença de Emanuel e Tânia, que se juntam às celebrações da noite de Halloween.

No Palco da Bruxa, o programa inclui animação e insufláveis, bem como animação de rua a cargo do Grupo Mané Anima.

Este espaço recebe ainda o espetáculo “Cavaleiros das Trevas”, acompanhado pelo grupo RHAKATTA, numa das propostas temáticas previstas para a noite.

Queima da Bruxa promete ser um dos momentos de destaque

Entre os momentos anunciados pela organização encontra-se a Queima da Bruxa, integrada nas celebrações de Halloween em Alte.

O público é convidado a participar com disfarces alusivos à ocasião, contribuindo para o ambiente festivo que deverá marcar as ruas da aldeia durante a noite de 31 de outubro.

A programação prolonga-se até às 03:00, reunindo música, animação e espetáculos distribuídos pelos três palcos.

Para acompanhar eventuais novidades sobre o programa, os interessados podem consultar a página de Instagram da Juventude Altense, ou a página de Facebook Halloween Alte.

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Agricultura, natureza e tradição juntam-se na Festa na Horta em Tavira

A Horta Comunitária da Amendoeira, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), recebe, a 22 de novembro, a segunda edição da Festa na Horta, uma iniciativa que pretende aproximar a população das hortas comunitárias e sensibilizar para a agricultura sustentável, a biodiversidade e a alimentação saudável. O evento decorre entre as 09:00 e as 18:00, com entrada gratuita e um programa dirigido a diferentes faixas etárias.

Organizada pela Associação Ecotopia Activa, no âmbito do programa municipal Equinócios 2026, promovido pelo Município de Tavira, a iniciativa procura valorizar as hortas comunitárias enquanto espaços de aprendizagem, convívio e partilha de conhecimentos, em sintonia com os princípios da Dieta Mediterrânica.

Ao longo do dia, os participantes poderão conhecer melhor o funcionamento destes espaços, contactar com práticas agrícolas sustentáveis e participar em atividades que promovem a ligação entre a comunidade e o território.

Oficinas, visita guiada e piquenique comunitário

O programa começa às 09:00, com uma visita guiada às coleções fruteiras do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, seguindo-se várias atividades destinadas a públicos de diferentes idades.

Entre as propostas previstas encontram-se a oficina infantil “Músicas na Horta”, dinamizada por Ana Pi, uma Oficina de Cozinha Solar e uma Oficina de Biofertilizantes, ambas orientadas por Ângela Rosa.

Às 13:00, realiza-se um Piquenique Comunitário, integrado nas comemorações do centenário do Posto Agrário de Tavira, proporcionando um momento de encontro e convívio entre os participantes.

Durante a tarde, terá lugar um Concurso de Hortícolas, que conta com o apoio das empresas A Loja da Maria e Sementes Vivas, destinado a valorizar os produtos cultivados nas hortas.

A animação musical está marcada para as 16:00, com uma atuação do acordeonista Silvino Campos. O programa prossegue às 17:30, com uma Troca de Sementes, terminando às 18:00.

Participação gratuita com inscrições antecipadas

A entrada na Festa na Horta é gratuita, assim como a participação nas atividades, embora a maioria exija inscrição prévia.

Os interessados podem inscrever-se através do endereço eletrónico ecotopiaactiva@gmail.com ou do formulário de inscrição disponível online.

No caso do Concurso de Hortícolas, é necessária uma pré-inscrição específica, que deverá ser efetuada até às 24:00 de 21 de novembro. Os participantes devem consultar antecipadamente o regulamento do concurso.

A organização recomenda ainda que, durante a visita, o público circule pelos caminhos comuns, respeite os talhões cultivados e siga as indicações disponibilizadas no local, de modo a preservar o espaço comunitário.

A segunda edição da Festa na Horta realiza-se na Horta Comunitária da Amendoeira, situada no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no Largo de Santo Amaro.

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Appena scoprì che la moglie lo tradiva, Clifford Dibdin andò a scegliere una rivoltella che facesse al caso suo

Da un racconto apocrifo di Horace Walpole. Appena scoprì che la moglie lo tradiva, Clifford Dibdin si recò da Blackmore, in St. James Street, a scegliere una rivoltella che facesse al caso suo. “Ucciderò prima lei, poi l’amante e poi me stesso”. Già si figurava i tre cadaveri insanguinati, i crani bucati con le cervella sul tappeto, il chiasso, la turba degli sfaccendati, l’autopsia. Con l’acredine dell’uomo offeso, s’immaginava l’orrore dei parenti e della gente, l’agonia della fedifraga e dell’amante, i titoli delle gazzette a lettere cubitali.

Il commesso del negozio, piccolo e storto e con un occhio solo, gli mostrava delle rivoltelle e, sorridendo rispettosamente, diceva: “Le consiglierei questa splendida Smith & Wesson, milord. Colpisce a 600 passi. Ha lo scatto forte e sicuro e passa da parte a parte moglie e amante. Per quanto riguarda il suicidio, poi, non conosco miglior sistema. Ne vendiamo ogni giorno una decina. Richiamo la sua attenzione sulla finezza delle guarnizioni”.

“Che venditore eccezionale!” pensò Dibdin. “Diresti quasi che si tirerebbe volentieri una palla in fronte, se possedesse una rivoltella come quella”. Quindi gli chiese: “Quanto costa?” “6 sterline, milord”. “Uhm. Troppo cara”. “In tal caso, milord, le mostrerò un altro modello. Abbiamo un vasto assortimento di pistole per tutte le tasche. Questa Webley, per esempio. Costa solo due sterline, ma…” il commesso fece una smorfia di disprezzo “…è un modello già vecchio. Lo comprano solo poeti, proletari e psicopatici. Che spesso coincidono. Uccidere la moglie con una Webley è reputato un segno di cattivo gusto. Il bon-ton riconosce solo la Smith & Wesson”.

“Non devo né uccidere, né uccidermi” mentì accigliato Dibdin. “La compero per la casa di campagna, per far paura ai ladri…” “Per far paura ai ladri” disse il commesso “la Webley non serve perché ha uno sparo leggero e sordo. Le proporrei invece un revolver Tranter, molto apprezzato da ufficiali e poliziotti. Costa solo tre sterline. Oppure una Adams a doppia azione. Una pressione del grilletto arma il cane e lo rilascia, facendo partire il colpo”. Il commesso, girandosi e rigirandosi con grazia senza cessare di ciarlare, gli mostrò un mucchio di rivoltelle. Con maggior compiacenza e maggior suggestione, però, guardava la Smith & Wesson.

Dibdin la prese in mano e si mise a fissarla, immerso nei suoi pensieri. Immaginò le teste spappolate, il sangue che scorreva a fiumi sul tappeto, la traditrice morente che agitava le gambe nelle contrazioni pre-agoniche. Ma per la sua anima indignata questo era troppo poco. Bisognava pensare a qualcosa di più spaventoso. “Ammazzerò lui e poi me, ma lei la lascerò vivere”, pensò. “Voglio che si consumi per il rimorso e per il disprezzo della gente. Per una natura nervosa come la sua sarà molto più terribile della morte…”

Immaginò quindi il proprio funerale. Si vide disteso sul cataletto con un ironico sorriso sulle labbra. Vide lei, pallida, tormentata dai rimorsi, che seguiva la bara come Niobe senza potersi sottrarre agli sguardi di disprezzo della folla indignata. “Mi accorgo, milord, che le piace questa Smith & Wesson” disse il commesso interrompendo le sue fantasticherie. “Se le sembra cara, mi permetta: la ribasserò di 10 scellini. Consideri le tariffe doganali: aumentano ogni ora! Oggi certe armi possono acquistarle solo i ricchi. Ai poveri sono rimaste le copie che fabbricano in Belgio e che i rigattieri vendono a 15 scellini. Dio ce ne scampi! Chi spara alla moglie con una rivoltella belga rischia di colpirsi le scapole!”.

Dibdin cominciò a sentirsi a disagio al pensiero che sarebbe morto senza vedere i tormenti dell’infedele. La vendetta è piacevole quando c’è la possibilità di vederne gli effetti. “No, farò così: ucciderò lui, andrò al suo funerale e dopo mi ucciderò…” Ma lo avrebbero arrestato prima dei funerali, togliendogli l’arma. “Allora ucciderò lui, mi arresteranno, e io svelerò alle autorità e alla società la bassezza della condotta di mia moglie. Se mi uccido, lei falsa com’è potrebbe accusarmi, la società giustificherebbe la sua condotta e io diventerei lo zimbello di tutti. Se rimango vivo, finirò in tribunale, ma lei dovrà figurare in qualità di teste. Immagino la sua confusione, la sua vergogna quando la interrogherà il mio difensore! Le simpatie dei giudici, del pubblico e della stampa saranno certo dalla mia parte…”.

Intanto il commesso continuava a cicalare: “Tutte queste marche impallidiscono di fronte alla Smith & Wesson. Giorni fa, probabilmente l’ha letto sui giornali, un ufficiale ha comprato da noi una rivoltella come quella che lei ha in mano. Sparò contro l’amante della moglie: la palla lo passò da parte a parte, forò una lampada di bronzo, scheggiò il pianoforte e, di rimbalzo, contuse la consorte. Un effetto splendido che fa onore alla nostra ditta. Ora l’ufficiale è in carcere, lo condanneranno senz’altro ai lavori forzati: i tribunali sono sempre dalla parte dell’amante. E sa perché? È molto semplice, milord: anche i giudici, i giurati, il procuratore generale e gli stessi difensori vanno a letto con le mogli altrui. Il nostro commercio peggiora di anno in anno perché i mariti si rassegnano alla loro condizione di cornuti, temendo il tribunale e i lavori forzati!”.

“Se andrò ai lavori forzati mia moglie potrà risposarsi. Trionferà!” rifletté Dibdin. “Farò così: lascerò viva lei, io non mi ucciderò e… non ucciderò neanche lui. Ci vuole qualcosa di più sensato, di più moderno. Li bollerò col mio disprezzo e solleverò uno scandalo con la causa di divorzio!” Il commesso tolse da una scansia una nuova dozzina di rivoltelle: “Richiamo la sua attenzione, milord, sul meccanismo del castello di questa Colt… “.

A Dibdin, dopo la sua risoluzione, un revolver non era più necessario, ma non voleva deludere il commesso che aveva faticato davanti a lui, si era entusiasmato, aveva sorriso, aveva perduto il suo tempo… Sentì insomma la necessità di comprare qualcosa. Ma cosa? Scrutò gli scaffali del negozio cercando un articolo a buon mercato. Pagò infine due scellini e uscì dal negozio con in mano un richiamo per cuculi, tutto soddisfatto.

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