Lula prevails in Brazil but Flávio Bolsonaro refuses to concede


O grande desafio do governo Lula será estancar a sangria com o mercado financeiro. A avaliação é do cientista político e sócio da Arko Advice, Lucas de Aragão, em entrevista ao Hora H desta segunda-feira (26).
Para ele, a recuperação da credibilidade econômica exigirá uma série de medidas que vão além da simples escolha de um nome para o Ministério da Fazenda.
“Acho que está entre o Geraldo Alckmin e o Rafael Fonteles, talvez com uma leve vantagem em direção ao Alckmin. Também não pode se descartar um nome do próprio mercado, apesar de achar que esse cenário é menos provável”, afirmou.
Aragão destacou que a reconstrução da credibilidade com o mercado precisa ocorrer em etapas. Para ele, a escolha de um novo nome para a Fazenda seria apenas o primeiro passo. “Não tem bala de prata nessa reconstrução de credibilidade”, disse.
O especialista lembrou que tanto Fernando Haddad quanto Dario Durigan foram vistos como ministros que tiveram suas visões atropeladas pela política, especialmente pelo próprio Lula e pela Casa Civil, e que houve tensões constantes entre a Fazenda e a Casa Civil ao longo do governo.
Para que a recuperação seja efetiva, seria necessário, além de um nome de credibilidade, uma mudança de postura do próprio Lula e um conjunto de propostas econômicas consistentes.
“Não vai adiantar um ministro da Fazenda que, individualmente, tenha boa vontade do mercado se ele não conseguir impor algumas agendas que são amargas e não conversam com as propostas de campanha”, alertou Aragão.
Aragão também chamou a atenção para a necessidade de o governo construir pontes com o Centrão para garantir governabilidade mínima.
Segundo ele, ignorar esse bloco político seria uma estratégia “um pouco suicida” do ponto de vista das possibilidades legislativas. “O Centrão vai ser o fiador de qualquer mínima governabilidade desse governo”, afirmou.
O especialista citou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e a derrota de Lula na indicação de Jorge Messias ao STF para lembrar que governos que tentaram ignorar o Centrão enfrentaram consequências como falta de governabilidade e derrotas legislativas.
Para Aragão, tanto na Câmara quanto no Senado será necessário um nome que dialogue com esse bloco. “Alguns nomes fora do PT podem ajudar nesse diálogo”, acrescentou.

© Bruno Kelly/Reuters

© Rodrigo Paiva/Getty Images
Jojo Todynho usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (26) para conversar com seus seguidores sobre o resultado das eleições 2026. Apoiadora assumida de Flávio Bolsonaro (PL), a influenciadora pediu reconciliação entre petistas e bolsonaristas após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em stories de seu perfil no Instagram, a campeã de ‘A Fazenda 12’ reconheceu a decisão das urnas e destacou que o resultado faz parte do processo democrático. “Pega o seu telefone, liga para aquela pessoa que vocês brigaram por política, sem necessidade. Porque está todo mundo de pé desde as cinco da manhã indo agilizar sua vida. Cabeça erguida sempre, sem desanimar. Não adianta querer se matar, faltar com respeito. Acabou”, iniciou ela.
“Graças a Deus, voltamos à programação normal. É isso, gente. Isso se chama democracia. O povo fez uma escolha. Claro que a gente queria outro tipo de escolha, porque cada um tem o direito de exercer aquilo que acredita, aquilo que é posicionado”, declarou.
Por fim, Jojo Todynho desejou um bom mandato de Lula. “Segue o baile, vamos torcer para que nosso país tome um rumo diferente, para que as coisas aconteçam sendo bom para todo mundo. O foco agora é cada um cuidar de si, como sempre foi e torcermos juntos para que as coisas melhorem. Tem que ser bom para todo mundo”, concluiu.
Após vitória de Lula, Jojo Todynho pede fim de brigas: “Isso é democracia” https://t.co/VuIzd9ZwyZ— Disseram (@disseramoficial) October 26, 2026
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Buenos Aires, 26 oct (Prensa Latina) La resonante victoria de Luiz Inacio Lula Da Silva en el balotaje presidencial retumbó en los círculos de poder de la ultraderecha que vio cómo su ola conservadora quedó frenada en Brasil, consideran hoy analistas políticos argentinos.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes comum e diplomático e que está impedido de deixar o Brasil. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, um dia depois de ele perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Flávio, a intimação ocorreu pela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que recebeu prazo de 24 horas para entregar os documentos.
O parlamentar relacionou a determinação a declarações feitas por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria sugerido que ele deixasse o país em caso de derrota eleitoral. Flávio negou ter manifestado intenção de sair do Brasil e questionou a atuação das autoridades.
“Eu nunca falei isso, isso é motivo para tirar meu passaporte?”, afirmou no vídeo. O senador também perguntou se a medida teria sido adotada caso tivesse vencido a disputa presidencial.
Apesar das críticas, Flávio declarou que entregará os documentos e que pretende se defender da decisão. Até a divulgação das primeiras informações, a Polícia Federal e o Supremo não haviam se manifestado publicamente sobre o caso, segundo relatos da imprensa.
Além de questionar a medida envolvendo os passaportes, Flávio anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula. Ele acusa o presidente reeleito de abuso de poder político e econômico e voltou a criticar a decisão que permitiu a extensão do horário de votação em parte das seções eleitorais no domingo (25).
A ampliação do horário foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin após relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, especialmente em Salvador e São Paulo, devido à oferta insuficiente de transporte público. A campanha de Flávio também havia solicitado a prorrogação da votação em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando condições climáticas adversas.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citados pela imprensa, indicam que 34.330 votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a aproximadamente 0,03% do total contabilizado.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não prejudicou a totalização dos votos. O tribunal confirmou a vitória de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio terminou a disputa com 59.826.041 votos, ou 48,21%.
Flávio também é alvo de investigações no STF. Entre os casos mencionados em reportagens estão apurações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e suspeitas envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
O material relacionado ao longa-metragem envolve recursos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Já o caso que envolve Tomaz inclui suspeitas de irregularidades financeiras e investigações sobre fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As apurações tratam de suspeitas que ainda precisam ser examinadas pelas autoridades competentes. A existência de investigação não representa, por si só, comprovação de crime.
Enquanto contesta as decisões judiciais e anuncia medidas contra o resultado eleitoral, Flávio afirma que cumprirá a determinação de entregar os passaportes. O desdobramento do caso depende de informações oficiais sobre a decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.
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Brasilia, 26 oct (Prensa Latina) El senador brasileño Flávio Bolsonaro afirmó hoy que fue notificado por la Policía Federal (PF) de una orden para entregar sus pasaportes y de una prohibición para salir del país.
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Essa mudança de datas foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. Trata-se de uma novidade na rotina da democracia brasileira. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro. Antes de 1988, os chefes do Executivo tinham o evento de início de mandato no dia 15 de março.
Na Câmara e no Senado, a data de posse dos novos senadores e deputados permanece inalterada: 1º de fevereiro. Na ocasião, os parlamentares eleitos prestam o compromisso regimental, sem discurso dos presentes. Neste mesmo dia, acontece a eleição das Mesas de cada Casa para mandato de dois anos.
Flávio Bolsonaro denuncia di essere stato fermato dalla Polizia federale brasiliana, che gli avrebbe ordinato di consegnare i passaporti e gli avrebbe vietato di lasciare il Paese. Il senatore, sconfitto alle presidenziali da Luiz Inácio Lula da Silva, ha raccontato l’episodio sui social. Intanto Donald Trump mette in dubbio la regolarità delle elezioni, definendole apparentemente truccate, senza presentare prove.
Flávio Bolsonaro sostiene di non poter più lasciare il Brasile. Il senatore, sconfitto da Luiz Inácio Lula da Silva alle elezioni presidenziali, ha denunciato sui social di aver ricevuto dalla Polizia federale l’ordine di consegnare i propri passaporti e il divieto di espatrio. Secondo il suo racconto, gli agenti lo avrebbero fermato mentre usciva dall’abitazione del padre, l’ex presidente Jair Bolsonaro, agli arresti domiciliari.
“Stamattina sono andato a trovare mio padre, che come sapete è agli arresti domiciliari. E mentre stavo uscendo, la Polizia Federale di Lula era alla sua porta, in mezzo alla strada. Mi hanno ordinato di consegnare i passaporti e mi hanno anche proibito di lasciare il Paese”, ha raccontato il senatore in un video pubblicato sui social.
La richiesta di consegnare i documenti arriva all’indomani della sconfitta elettorale contro Lula, riconfermato alla guida del Paese. Flávio Bolsonaro ha riferito di aver ricevuto l’intimazione dagli agenti, ma dal suo racconto non emerge che i passaporti fossero già stati materialmente ritirati.
Nel frattempo, anche Donald Trump interviene sulle presidenziali brasiliane, contestando la regolarità del voto. Il presidente degli Stati Uniti ha sostenuto che le elezioni gli siano sembrate truccate, senza tuttavia fornire prove di irregolarità.
“Le elezioni hanno dato un’impressione pessima”, ha dichiarato Trump prima di partire per il Mississippi, dove era atteso per un comizio. Il presidente americano ha affermato di non aver sostenuto nessuno dei due candidati, ma di considerare il processo elettorale sospetto. Nonostante le critiche, Trump ha espresso apprezzamento per il presidente brasiliano. “Mi piace Lula, vado d’accordo”, ha dichiarato, tornando però a contestare il voto, da lui definito segnato da pratiche “estremamente corrotte”.
“A mio avviso è stato uno spettacolo terribile”, ha aggiunto il presidente americano.
Le dichiarazioni di Trump arrivano mentre Flávio Bolsonaro contesta la sconfitta e denuncia il provvedimento che, secondo quanto riferito dal senatore, gli impedirebbe di lasciare il Brasile.
L'articolo Elezioni in Brasile, Bolsonaro Jr: “Mi hanno ordinato di consegnare i passaporti e mi hanno anche proibito di lasciare il Paese” proviene da Affaritaliani.it.

O mercado financeiro aguarda com expectativa novos anúncios do governo em relação às contas públicas. Para Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, as medidas discutidas até o momento vão na direção correta, mas ainda são insuficientes diante dos desafios fiscais que se apresentam.
“Vão na direção correta, mas precisa mais coisa, até porque foram feitas promessas na campanha, como por exemplo o passe livre no final de semana, coisas que precisam entrar no orçamento“, afirmou Zeina Latif.
Para ela, é necessário um anúncio robusto e tempestivo, especialmente diante de uma dinâmica de mercado que considera muito preocupante.
Zeina Latif destacou que o momento exige uma postura clara e rápida.
“Nós estamos vendo uma dinâmica de mercado muito preocupante, mercado muito sem parâmetros. Tem reunião do Copom [Comitê de Política Monetária] na semana que vem, alguns já discutindo alta de juros”, observou.
Segundo ela, é fundamental que haja uma sinalização forte das intenções e dos planos do governo para interromper a dinâmica negativa nos preços dos ativos, que, em suas palavras, “machucam sim a economia”.
Questionada sobre o arcabouço fiscal, Zeina Latif reconheceu que o instrumento apresenta problemas, mas defendeu ajustes em vez de uma reformulação completa.
“É muito mais uma questão de fazer ajustes do que tentar uma fórmula nova”, disse. Para a especialista, o mais importante não é o formato das regras, mas a credibilidade na sua execução.
“Não adianta você apertar as regras do jogo e aí, com o tempo, perceber que o governo não tem nem capacidade política, nem intenção, nem convicção do que é preciso ser feito”, alertou.
Ao analisar a possibilidade de cortes de gastos, Zeina Latif ressaltou que o orçamento da União está praticamente todo comprometido, com uma margem de manobra em despesas não obrigatórias ou discricionárias de não mais que 5%.
“Não existe uma dificuldade técnica aqui, a dificuldade é muito mais política”, afirmou. Ela explicou que o verdadeiro desafio está em conter o crescimento das despesas obrigatórias, muitas delas de caráter constitucional, e que o diagnóstico do que precisa ser feito já existe dentro da máquina pública.
Sobre a expectativa do governo de alcançar superávit no ano seguinte, Zeina Latif apontou que há muito ceticismo no mercado em relação a essa meta. “Tem muito ceticismo em relação a isso, sempre as dúvidas em relação às estimativas de receita e despesa”, disse.
Com a necessidade de aprovação do orçamento e da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), ela avaliou que os próximos passos serão testes concretos para a gestão fiscal.
“Esse timing não pode ser perdido para tentar dar uma sinalização um pouco mais contundente do que vão ser os próximos anos na gestão fiscal. Esse é o momento de dar o sinal”, concluiu.
Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco
O resultado do segundo turno neste domingo, uma virada inédita do presidente Luíz Inácio Lula da Silva, demonstra que a política, como a conhecíamos, acabou de vez.
O resultado foi fruto de uma mobilização cidadã como nunca se viu desde que as redes sociais se tornaram onipresentes na vida dos brasileiros. A campanha digital, mobilizada especialmente por meio de um canal no WhatsApp que concentrou 5% da população — 1 em cada 10 eleitores de Lula — demonstrou que, na era digital, a política se faz com mobilização e participação. Este engajamento conseguiu dominar a conversa digital, saiu das redes e foi para as conversas no bar, em filas de supermercado. Conseguiu superar o boicote descarado da Meta, Big Tech que tem maior controle sobre a esfera de debate público no Brasil — são 110 milhões de usuários no Facebook, 130 milhões no Instagram e 160 milhões no WhatsApp. Foi também a mobilização da sociedade civil que levou essa empresa a ser questionada pela ONU, intimada pelo TSE e investigada pelo Ministério Público Federal.
Os jornalistas investigativos — em especial os de veículos independentes — trabalharam obstinadamente, incansavelmente. Do caso Dark Horse às ligações de Flávio com o Careca do INSS, foi graças ao trabalho de nossos colegas que o público foi informado sobre o passado do candidato do PL, fatos de interesse público fundamentais para o cidadão decidir seu voto.
Aqui na Agência Pública, revelamos as suspeitas de corrupção e omissão nos hospitais federais do Rio que eram o “feudo” de Flávio Bolsonaro durante o governo do seu pai; detalhamos laços do amigo de Flávio, Willer Tomaz, com o Careca do INSS; levantamos o estilo de vida de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos EUA, descobrimos uma empresa que Eduardo abriu com o passaporte Italiano no Bahrein, apuramos as medidas da Meta para prejudicar postagens da campanha de Lula. Mostramos como o assunto que mais afeta os brasileiros — a segurança pública — impacta nossas vidas. Revelamos mensagens inéditas que evidenciam como Daniel Vorcaro, do Banco Master, mantém uma relação umbilical com figuras da direita brasileira, e também da imprensa. Foi nosso jornalismo que revelou ao Brasil a história da professora Vânia de Souza Borges, que perdeu seu filho, Rafael Borges, para o vício em Bets, no especial Jogo Perigoso: o Brasil das Bets. No meio da campanha eleitoral, Vânia foi pessoalmente pedir ao presidente Lula a proibição das Bets – e foi atendida.
Nosso trabalho resultou em ataques, intimidação e assédio digitais. Também enfrentamos o boicote da Meta — tanto pela redução do alcance do Instagram quanto pela censura descarada de pelo menos um post que denunciamos na véspera do segundo turno. Mesmo assim, as revelações que apuramos voaram: foram amplamente republicadas, embasaram episódios da série documental do Youtube Revelando, viraram postagens de influenciadores e memes.
André Janones transformou uma de nossas matérias em uma “missão” do Canal Exército do Lula, comandando a tropa a pesquisar a frase “FLÁVIO BOLSONARO ESQUEMA PANDEMIA”. O primeiro resultado a aparecer foi a investigação da Agência Pública. No último domingo, antes da votação, no debate da TV Bandeirantes, o caso virou um questionamento ao candidato do PL em rede nacional.
Neste momento, a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar a derrota e as denúncias de “golpe” por parte de nomes importantes da extrema direita vão fortalecer a narrativa de perseguição, de fraudes nas urnas e de uma suposta “ditadura”. Figuras como Nikolas Ferreira, Pablo Marçal e Eduardo Bolsonaro já começaram a dizer que a ampliação do período de votação constitui “roubo”. Os contra-ataques à eleição popular serão fortalecidos, ainda, pelo controle do Senado e da Câmara Federal, onde o partido PL obteve a maior bancada desde 1990. É uma bancada empenhada em desconstruir avanços como a proibição das bets, o fim da escala 6 x 1, a proteção do meio ambiente e dos direitos dos indígenas e a regulação das Big Techs.
O contexto pós-eleitoral se complica ainda mais porque o repuxo bolsonarista insere-se em um movimento global de forças antidemocráticas que querem matar justamente o tipo de mobilização cidadã que se viu no Brasil. Os EUA e seus aliados mais próximos no continente — como a Argentina de Milei — não reconheceram, até o momento, a eleição de Lula.
Neste contexto, nosso jornalismo será ainda mais necessário. Nosso compromisso é seguir investindo no jornalismo investigativo, ampliar nossa presença no Youtube para participar cada vez mais do debate que ocorre em vídeos nas telas de todos os brasileiros, além de fortalecer as redes de colaboração internacionais que distribuem nossos conteúdos e ampliam a vigilância sobre a democracia brasileira. Sabemos que o jornalismo cada vez mais faz parte de uma disputa que não se esgota na votação. Defender a democracia é, neste novo contexto, uma tarefa cotidiana que continuará a impulsionar nosso trabalho ao lado da sociedade civil e de movimentos organizados.
Há muito trabalho a ser feito. Vamos a ele.
A direção
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou, na madrugada desta segunda-feira (26/10), um vídeo em inglês nas redes sociais em que pede à comunidade internacional que não reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, ele afirma, sem apresentar provas, que houve fraude no processo eleitoral e defende o cancelamento do pleito. “Não reconheçam estas eleições. Precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional”, declarou.
Eduardo sustenta que a virada de Lula entre o primeiro e o segundo turno seria “estatisticamente impossível”. Ele cita a soma dos votos de candidatos derrotados no primeiro turno e afirma que o petista não teria como ter ampliado sua votação na proporção registrada. O ex-deputado questiona ainda a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário de votação em duas horas.
O argumento de Eduardo, no entanto, não menciona o aumento no comparecimento de eleitores entre os dois turnos. A abstenção caiu de 33,4 milhões no primeiro turno para 30,5 milhões no segundo, o que significa que mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram neste domingo, ante 125 milhões na primeira etapa. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.
A Justiça Eleitoral negou as acusações e classificou a informação como falsa. O TSE esclareceu que fiscais do PL acompanharam normalmente o Teste de Integridade das Urnas e a totalização dos votos, com registros que comprovam a presença dos representantes. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu o respeito ao resultado das urnas e afirmou que a democracia exige o reconhecimento da vontade manifestada pelos eleitores.
A publicação de Eduardo ocorre após seu irmão, Flávio Bolsonaro, afirmar que não reconhece a derrota e anunciar que pedirá a anulação da eleição. Flávio criticou a prorrogação do horário de votação, mas não citou que a própria campanha do PL também solicitou a extensão em cinco estados. Os presidentes do STF, do TSE, do Senado e da Câmara já reconheceram o resultado.
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An emergence in working-class turnout delivered Lula a historic fourth presidential term, and that outcome signals a shift in climate policy and Latin American integration.
The 2026 Brazilian presidential election ended in a runoff, determining the leadership of Latin America’s largest nation for the next four years.
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According to official data released by the Superior Electoral Court (TSE), incumbent President Luiz Inácio Lula da Silva of the Workers’ Party (PT) secured a fourth non-consecutive term after defeating Senator Flávio Bolsonaro of the Liberal Party.
The TSE’s final official count showed that Lula da Silva received 64,256,232 votes, representing 51.79 percent of the total valid votes. Flávio Bolsonaro garnered 59,826,041 votes, accounting for 48.21 percent of the valid ballots cast.
Voter turnout and participation figures underscored the civic engagement across the country, with total reporting reaching 100 percent of polling stations nationwide.
This electoral result marks a significant political milestone, occurring against a backdrop of intense political polarization in Brazil and the growing political influence of the far right across Latin America.
Lula’s victory sparked a wave of strong emotion in Brazil’s streets, eliciting a wide range of reactions, both positive and negative, to the outcome. In this in-depth article, we explore the discourse that has emerged following the confirmation of Lula da Silva’s win, which secures him a fourth term in office.
El triunfo electoral de Lula en Brasil redefine el tablero geopolítico y la correlación de fuerzas en América Latina.
— Jorgepkafruny (@JorgePKafruny) October 26, 2026
¿Crees que la victoria de Lula puede cambiar el equilibrio político de la región?#Brasil2026 #Geopolítica #Lula pic.twitter.com/PCI6imtkpM
The text reads, “Lula’s electoral victory in Brazil redefines the geopolitical landscape and the balance of power in Latin America. Do you think Lula’s win could shift the political equilibrium in the region?”
Domestic Mobilization and National Reactions to the Election Outcome
Brazil’s highest electoral authority, the Superior Electoral Court (TSE), announced the results of the presidential election runoff held this Sunday, October 25.
Following the official declaration, various reactions emerged within Brazil, reflecting the country’s political landscape.
Social organizations, trade union federations, and grassroots community networks gathered in major urban centers, including São Paulo, Rio de Janeiro, and Belo Horizonte, to await the election outcome.
Once the results were known, union leaders and civil society representatives emphasized that these elections, and Lula’s victory, demonstrate public support for the social welfare programs, minimum wage adjustments, expansion of public housing, and labor protections established during the current administration.
National media outlets highlighted the narrow electoral margin between the two candidates and its implications for the executive power exercise.
Market analysts noted that investor attention will focus on fiscal discipline targets, the management of public spending, and upcoming ministerial appointments for the new presidential term.
Is important to highlight that civic mobilization during the three-week interval between the first and second rounds played a decisive role in shaping voter participation.
Campaign committees focused on reducing voter abstention in metropolitan suburbs and organizing localized voter outreach efforts. Youth organizations and community groups conducted door-to-door awareness campaigns, while labor unions like the Unified Workers’ Central (Central Única dos Trabalhadores) coordinated transportation logistics to facilitate polling access for working-class voters in distant municipal sectors.
The national reaction also reflected broader debates regarding institutional stability and social cohesion. Differences emerged among religious organizations; even before the elections, the Catholic Church had issued statements noting that Flávio Bolsonaro’s proposals diverged from the Church’s social doctrine. Conversely, evangelical leaders have supported the claims of the defeated candidate by calling for the election results to be annulled.
BRAZIL ERUPTS AS LULA DEFEATS BOLSONARO
— Sovereign Media (@sov_media) October 26, 2026
Brazil’s leftist President Luiz Inácio Lula da Silva staged a remarkable political comeback, defeating far-right candidate Flávio Bolsonaro to secure a historic fourth term, sparking mass celebrations nationwide.
With 100% of votes… pic.twitter.com/RI9moOsdcX
Flávio Bolsonaro Response and Political Posture of Conservative Forces
In the immediate aftermath of the vote tabulation, Flávio Bolsonaro addressed his supporters and members of the press regarding the election results.
Bolsonaro and his campaign team requested that the TSE review procedures for voting hours at polling stations and the transmission of digital vote tallies in certain municipalities.
Candidate Flávio refused to acknowledge the election results that declared Lula the winner, stating: “It is impossible to recognize the outcome of these elections given the circumstances under which these events took place. We are going to request their annulment.”
Political analysts note that this post-election reaction aligns with common strategies used by conservative political groups in the region. Rather than immediately accepting the preliminary results, opposition leaders signaled their intention to maintain rigorous scrutiny over electoral authorities and administrative procedures.
Furthermore, Liberal Party representatives said that they will form an organized opposition bloc in the National Congress to oversee government actions, exercise legislative oversight, and challenge proposed changes to public policy throughout the legislative term.
🇧🇷 Lula's victory. A good day for socialists and not so good for capitalists.
— Evaluator. (@_AfricanSoil) October 26, 2026
80 years old and will be serving his last term as President. In 2022, after months in prison, he returned and won. He wins again after losing the 1st round in early October.
"A cat with nine… pic.twitter.com/bta9c5mNHT
The Executive Victory Address and Focus on Institutional Integrity
President Luiz Inácio Lula da Silva delivered his victory address in São Paulo before supporters, party leaders, and domestic and international news agencies.
Lula’s speech outlined the strategic direction for his upcoming presidential term, focusing on national unity, poverty alleviation, re-industrialization, and democratic institutions’ preservation.
A central focus of the president’s address was digital communication, social media platform operations, and election administration. President Lula highlighted the impact of algorithmic distribution networks and automated messaging systems during political campaigns, asserting that digital platforms must adhere to national legal frameworks to prevent the spread of disinformation.
Lula said: “Brazil is no one’s backyard. We will change the way we run this country; we will make people participate more in the decision-making process.”
In his speech, President Lula emphasized the urgency of implementing updated regulatory guidelines for foreign technology companies operating within Brazil.
Lula stated that national sovereignty encompasses digital infrastructure, data protection, and the integrity of public communication channels.
The administration announced plans to work within the National Congress and regulatory bodies to draft legal frameworks addressing content moderation standards, corporate transparency, and digital network accountability during future democratic processes.
China takes note of the announcement by Brazil’s Superior Electoral Court of President Lula’s runoff victory @LulaOficial and extends congratulations. China stands ready to work with Brazil to advance the building of the China-Brazil community with a shared future. pic.twitter.com/1ClWUSx61b
— CHINA MFA Spokesperson 中国外交部发言人 (@MFA_China) October 26, 2026
International Reactions and Global Perspectives
International leaders and foreign governments issued statements following the announcement of the TSE election results. Despite the rejection of the results by Flávio Bolsonaro, leaders from Latin America, North America, and Europe weighed in on the outcome.
Mexican President Claudia Sheinbaum congratulated President Lula and the people of Brazil. Meanwhile, Uruguayan President Yamandú Orsi spoke with Lula by phone to congratulate him on the democratic process.
Even presidents with openly right-wing leanings, such as Noboa in Ecuador, Fujimori in Peru, and Kast in Chile, commented on the results and congratulated Brazil on Lula’s victory.
A common theme among these different heads of state was their emphasis on the importance of regional cooperation, economic integration through platforms like CELAC, and a shared vision regarding environmental sustainability.
In the United States, lawmakers such as Senator Bernie Sanders celebrated the election result, describing it as a reaffirmation of democratic governance and citizen participation in the hemisphere.
Meanwhile, Europe and Asia also reacted to the election result. French President Macron congratulated Lula on his fourth electoral victory and urged the deepening of the bilateral partnership between the two nations.
Spanish Prime Minister Sánchez described the win as a great victory via his social media channels, while Costa, the president of the European Council, spoke with Lula by phone to reaffirm the bloc’s ties with Brazil.
Additionally, a spokesperson for China’s Ministry of Foreign Affairs expressed Beijing’s full readiness to foster mutual development. Russian President Putin also sent his warmest congratulations via an official statement.
The Celebrations in Brazil for Lula's Victory are MASSIVE
— Ryan Rozbiani (@RyanRozbiani) October 26, 2026
There are THOUSANDS on the streets celebrating these Presidential Elections Results
Bolsonaro says it was rigged. Doesnt looks like it buddy https://t.co/B9s80uhDNE pic.twitter.com/TKYBjRI3w0
Legislative Challenges and Regional Implications for Latin America
President Lula’s fourth term will be shaped by institutional dynamics and broader regional shifts. Domestically, the executive branch faces a conservative-majority National Congress, where conservative and center-right coalitions hold substantial parliamentary seats.
Pushing forward key agenda items, such as tax reform, social welfare expansion, fiscal adjustments, and climate conservation policies, will require building broad legislative alliances across party lines.
For their part, followers and supporters of Lula da Silva have announced that they will be monitoring the promises Lula made during his campaign, such as safeguarding the Family Allowance (Bolsa Família) program, strengthening food security, and increasing the real minimum wage.
Regionally, Lula’s victory consolidates left-of-center leadership in two of Latin America’s largest economies, Brazil and Mexico. This alignment provides institutional support for regional integration efforts, sustainable development initiatives in the Amazon basin, and coordinated strategies on international trade and environmental governance.
The election outcome signals sustained continuity for progressive policy frameworks while requiring pragmatic negotiation to navigate economic constraints and political polarization both domestically and internationally.
Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – Instituto Tricontinental – La Base América Latina – Diario Red – TeleSUR – Al Jazeera

Flávio Bolsonaro também cresceu na maior parte dos estados, mas com menor diferença entre os dois turnos. Em seis estados, o candidato recuou mais de 52,3 mil votos. São eles: Maranhão, Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Tocantins.
O segundo foi Minas Gerais, com mais de 1,1 milhão conquistados em menos de um mês. Minas também foi o único estado em que Lula virou o resultado, uma vez que Flávio Bolsonaro tinha terminado o primeiro turno à frente, com 5,7 milhões de votos contra 5,1 milhões de votos para o petista. No segundo turno, Lula avançou para 6,3 milhões de votos no estado, contra 6,2 milhões de votos de Flávio.
O crescimento de Lula no Rio de Janeiro, reduto político de Flávio Bolsonaro, também chama a atenção. Entre os dois turnos, o candidato do PT cresceu mais de 872 mil votos, enquanto Flávio Bolsonaro avançou pouco mais de 202 mil votos.
Os estados onde o petista cresceu menos, em números absolutos, foram Roraima, Acre e Amapá, onde o presidente somou, respectivamente, pouco mais de 9 mil votos, 9,7 mil e 10,4 mil.
Confira mais detalhes sobre a radiografia dos votos no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
*texto ampliado às 14h15

O periódico francês Le Monde classificou a vitória de Lula como “nada menos do que um milagre, considerando o quanto as pesquisas apontavam o contrário”. O diário ressaltou a intensa mobilização nas ruas e nas redes sociais como o principal motor da virada.
Além do engajamento popular, o Le Monde enfatizou a rejeição à volta da extrema direita ao Palácio do Planalto:
“O fantasma do retorno a uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada aos Estados Unidos de Donald Trump, levou os brasileiros a comparecerem em massa para dar à esquerda uma nova chance. Essa vitória decisiva mostra que o compromisso com a democracia, a soberania nacional, a proteção da Amazônia e a justiça social continua muito vivo entre os 214 milhões de cidadãos brasileiros.”
Para o britânico The Guardian, o resultado representou uma derrota direta para a Casa Branca, definindo Trump como “o aliado internacional mais importante do clã Bolsonaro”.
“O presidente dos EUA esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile e Javier Milei na Argentina.”
A britânica BBC ponderou que, superada a comemoração, o presidente reeleito enfrentará um Congresso conservador e um eleitorado dividido.
“Apesar de os apoiadores de Lula estarem eufóricos com a sua vitória, os resultados mostram que o país permanece profundamente dividido, com mais de 48% dos eleitores escolhendo Bolsonaro. Além do desafio de unir um país tão profundamente polarizado, Lula terá que governar ao lado do Congresso mais alinhado à extrema direita da era democrática.”
A rede britânica sublinhou ainda que a reeleição de Lula destoa do avanço de governos conservadores no continente. Atualmente, entre os 20 países da América Latina, apenas México, Guatemala, Nicarágua, Cuba, Guiana e Suriname possuem gestões alinhadas à esquerda.
Segundo a emissora, manter a região sob a órbita de governos alinhados é prioridade para a Casa Branca, que busca assegurar acordos de segurança e conter o avanço econômico de Pequim no Hemisfério Ocidental:
“O Brasil, rico em petróleo e detentor da segunda maior reserva mundial de minerais de terras raras, é o único grande país da América do Sul que não é governado por um líder de direita, sendo Lula amplamente visto como amigável à China.”
Na agência internacional de notícias Reuters, análise assinada pelo jornalista Brendan O'Boyle indica que a gestão fiscal e a resistência do Legislativo serão os maiores testes do novo mandato.
“As promessas de Lula para garantir que os aumentos do salário mínimo permaneçam acima da inflação estão entre as propostas que entram em conflito com a crescente pressão para manter a dívida pública sob controle. Assessores de Lula também sinalizaram que ele continuará pressionando para reduzir incentivos fiscais, mas os parlamentares têm resistido repetidamente a medidas que aumentam a carga tributária efetiva.”
O artigo conclui que o petista também enfrentará barreiras para aprovar indicações a postos estratégicos em órgãos reguladores, no Banco Central e no Supremo Tribunal Federal (STF):
“O Congresso provavelmente bloqueará ou desacelerará as nomeações de Lula para cargos-chave, dizem analistas. Pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, o Poder Executivo estará claramente em desacordo com o Senado.”
No Japão, o jornal Japan Times, classificou a vitória de Lula nas urnas como “chocante” e chamou o mandatário brasileiro de “presidente icônico da classe trabalhadora brasileira”.
Mais líderes estrangeiros também se manifestaram nesta segunda-feira sobre a vitória do presidente Lula. A China divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. “A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, parabenizou o vencedor das eleições do Brasil. “Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.
Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também publicou um comunicado se dirigindo a Lula: “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Os mais de 64 milhões de votos de Lula superam o recorde que já pertencia a ele, ao vencer a eleição de 2022 no segundo turno com mais de 60 milhões de votos, impedindo a reeleição de Jair Bolsonaro.
2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 64.256.232 votos
2022
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 60.345.999 votos
2006
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 58.295.042 votos
2018
Jair Bolsonaro (PSL): 57.797.847 votos
2010
Dilma Rousseff (PT): 55.752.529 votos
2014
Dilma Rousseff (PT): 54.501.118 votos
2002
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 52.793.364 votos
1998
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 35.936.916 votos
1989
Fernando Collor (PRN): 35.090.206 votos
1994
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 34.377.829 votos
Das dez eleições presidenciais após a redemocratização, apenas 1994 e 1998 foram decididas no primeiro turno.
Os números resultantes das urnas mostram crescimento do eleitorado brasileiro. Em 1989, o país tinha pouco mais de 82 milhões de eleitores. O contingente cresceu ano a ano até alcançar mais de 158 milhões em 2026.
Como houve o aumento do eleitorado, o recorde de votos recebidos por Lula nesse domingo não representa a maior vitória em termos de votos válidos. Lula conquistou 51,79% da preferência do eleitorado. O recorde pertence à primeira eleição do petista, em 2002, quando derrotou José Serra (PSDB) com 61,27% dos votos válidos.
2002
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 61,27%
2006
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 60,83%
2010
Dilma Rousseff (PT): 56,05%
2018
Jair Bolsonaro (PSL): 55,13%
1994
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 54,28%
1998
Fernando Henrique Cardoso (PSDB): 53,06%
1989
Fernando Collor (PRN): 53,03%
2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 51,79%
2014
Dilma Rousseff (PT): 51,64%
2022
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 50,90%
O próximo mandato de Lula começa em 5 de janeiro de 2027.

© Amanda Perobelli/Reuters
Terremoto finanziario in Brasile all’indomani della vittoria elettorale di Luiz Inácio Lula da Silva. La Borsa di San Paolo è arrivata a perdere circa il 17%, costringendo la B3 ad attivare il meccanismo automatico di sospensione delle contrattazioni. Non accadeva dal marzo 2020, durante la pandemia di Covid-19.
La rielezione di Luiz Inácio Lula da Silva scatena una brusca reazione dei mercati finanziari brasiliani. Lunedì 26 ottobre, all’indomani del voto, l’indice Ibovespa, principale riferimento della Borsa di San Paolo, è arrivato a perdere circa il 17%, provocando una delle sedute più difficili degli ultimi anni.
La B3, società che gestisce la Borsa brasiliana, ha attivato il cosiddetto circuit breaker, il meccanismo automatico che interrompe temporaneamente le contrattazioni quando il mercato registra ribassi particolarmente pronunciati. Il primo stop è scattato dopo una perdita del 10% rispetto alla chiusura precedente, con una sospensione iniziale di 30 minuti.
Alla ripresa delle operazioni, le vendite hanno continuato a colpire i titoli brasiliani, portando l’Ibovespa a sfiorare il -17%. Il meccanismo di emergenza non veniva attivato dal marzo 2020, quando la pandemia di coronavirus aveva provocato fortissime oscillazioni sui mercati internazionali. Durante la sospensione vengono temporaneamente interrotte le negoziazioni di azioni, alcuni strumenti derivati e titoli a reddito fisso privati. La misura serve a consentire agli operatori di riassorbire almeno in parte le forti oscillazioni dei prezzi prima della ripresa degli scambi. Il crollo arriva dopo la vittoria di Lula alle elezioni presidenziali di domenica 25 ottobre, un risultato che ha sorpreso una parte degli investitori e innescato una forte ondata di vendite sugli asset brasiliani.
Il ribasso di circa il 17% rappresenta il livello raggiunto dall’indice durante la seduta di lunedì, non un dato definitivo di chiusura.
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