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Vídeo: Eduarda Campopiano questiona resultado eleitoral e prevê nova fase de disputa política

A vereadora Eduarda Campopiano (PL) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, à deputada estadual mais votada do estado em 2026, publicou um vídeo nas redes sociais após o resultado das eleições, no qual contestou o cenário político e econômico do país. Entre os episódios citados, ela mencionou o caso de uma criança baleada durante uma comemoração no Complexo da Penha, na madrugada seguinte ao pleito.

A parlamentar também fez afirmações sobre supostas oscilações nos mercados financeiros, com menções à alta do dólar, à queda da bolsa e à suspensão de operações por meio de um circuit breaker. Ela citou ainda o cancelamento de um leilão do Tesouro e estimou a dívida pública em mais de R$ 11 trilhões no início do novo mandato de Lula.

Campopiano afirmou que Flávio Bolsonaro pretende contestar judicialmente o resultado do segundo turno. Na avaliação da vereadora, pesquisas eleitorais, levantamentos internos e previsões do Polymarket não anteciparam o desfecho das urnas. Ela também questionou a prorrogação do horário de votação por uma instituição que, segundo seu relato, não era o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil para os EUA

A Polícia Federal garante que Bolsonaro não passou por nenhum posto de fronteira. Ainda não se sabe como saiu nem se os EUA o deixam entrar com o passaporte cancelado. O senador brasileiro Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos depois de ter perdido as presidenciais de domingo e de se ter recusado a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal para entregar os passaportes, disseram duas fontes. A embaixada dos EUA no Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O advogado de Bolsonaro também não respondeu. Segundo a Reuters, não é ainda claro  para onde

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Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos após derrota eleitoral

Pessoas próximas à família Bolsonaro confirmaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10). Segundo as informações divulgadas, o avião está em voo.

Flávio estava sem dar notícias desde o início da manhã. A última mensagem conhecida foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho, que coordenou sua campanha. Na conversa, Flávio disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não confirmou se havia deixado o Brasil.

Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25/10), teria sido determinada a apreensão dos passaportes do senador pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme o relato original. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça-feira, mas, segundo as informações divulgadas, não o fez. Não há, no relato apresentado, confirmação oficial das circunstâncias da viagem.

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Justiça ordena investigação sobre suposto financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal brasileiro ordenou, esta terça-feira, 27 de outubro, a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano a favor do candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro.

Na decisão proferida pelo juiz Flávio Dino, consultada pela Lusa, o magistrado pede uma investigação sobre o possível destino de recursos com origem dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Dino justifica a instauração do inquérito “para apurar os aspetos penais dos factos delimitados nesta decisão, especialmente a eventual origem, circulação e destino de recursos estrangeiros, bem como a existência de atos de intermediação ou ocultação relacionados a esse fluxo”.

A decisão do magistrado atende aos pedidos do Partido dos Trabalhadores (grupo político de Lula da Silva) e da campanha do outro candidato presidencial Renan Santos (Missão), que reportaram o comportamento da Meta e a publicação de perfis estrangeiros nas redes sociais a favor de Flávio Bolsonaro.

A investigação policial deverá esclarecer ainda o que o magistrado chamou de “manipulações algorítmicas por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas”.

O juiz juntou na sua decisão várias reportagens, factos relatados em processos no âmbito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e até o comunicado do próprio Conselho de Supervisão da Meta, que expressou preocupação com as falhas da empresa e problemas nos perfis ligados à campanha política de Lula da Silva.

Relativamente ao suposto financiamento estrangeiro à campanha do filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a investigação deverá visar as supostas negociações da empresa Rockbridge Network com empresários brasileiros para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro.

Flávio Dino destaca na decisão os valores da Constituição brasileira, que proíbe o financiamento estrangeiro em campanhas eleitorais, considerando que qualquer ingerência ou interferência internacional afeta a soberania do Brasil.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de um Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu Dino.

“Sublinho, ainda, a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse económico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros”, acrescentou o magistrado.

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Aliados de Flávio Bolsonaro revelam temor após derrota nas eleições

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) temem que ele passe a ser alvo de medidas judiciais após perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno, no último domingo, 25.Nos bastidores, conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, interlocutores do parlamentar demonstrariam preocupação com a possibilidade de um pedido de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).Flávio diz ter sido intimado pela PFA apreensão teria aumentado na tarde de segunda-feira, 26, depois que Flávio publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes.Segundo o senador, a determinação teria partido do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. De acordo com a versão apresentada pelo parlamentar, a ordem teria sido expedida na noite de domingo, 25, após a confirmação do resultado eleitoral. Aliados teriam sugerido que senador deixasse o paísAinda conforme o relato da coluna, aliados ouvidos na manhã de segunda-feira, 26, teriam aconselhado Flávio a deixar o Brasil o quanto antes, diante do receio de que fosse expedido um mandado de prisão.Na ocasião, também circulavam notícias sobre iniciativas de lideranças de esquerda junto ao Supremo para solicitar a suspensão ou a apreensão do passaporte do senador.Na semana anterior, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) havia defendido publicamente que o irmão deixasse o país caso perdesse a eleição, sob o argumento de evitar uma eventual prisão.Senador não anunciou intenção de deixar o BrasilFlávio, porém, não havia anunciado intenção de deixar o Brasil. Segundo aliados citados pela coluna, o senador ainda tentava compreender os fatores que levaram à vitória de Lula no segundo turno.Até o momento descrito no relato, o STF e a Polícia Federal não haviam se pronunciado sobre a suposta determinação para entrega dos passaportes.

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Não votou? Veja como justificar ausência nas eleições e não ser punido

Quem não votar e não justificar a ausência nas eleições pode ter alguns direitos civis suspensos pela Justiça Eleitoral. O voto é obrigatório no Brasil para quem tem entre 18 e 70 anos.O eleitor terá 60 dias após a eleição para justificar a ausência. Isso pode ser feito pelo e-Título, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou em qualquer cartório eleitoral.Em 2026, é possível apresentar justificativa dentro dos seguintes prazos:até 3 de dezembro de 2026 (ausência no primeiro turno);até 8 de janeiro de 2027 (ausência no segundo turno).A Justiça Eleitoral exige alguns documentos, como uma declaração do trabalho ou atestado médico.Importante destacar que o procedimento precisará ser repetido para cada turno de ausência. Veja o passo a passo de como justificar ausência depois da eleiçãoPelo e-Título, o eleitor deve abrir o aplicativo e acessar a opção “Mais opções”, na parte inferior da tela. Depois, é necessário selecionar “Justificativa de Ausência” e “Nova Justificativa” para iniciar o pedido.Quem fizer o pedido depois da votação deverá informar o turno em que faltou e anexar um comprovante da ausência. O procedimento também pode ser realizado pelo e-Título, na opção “Justificativa de Ausência”. A documentação será analisada pela Justiça Eleitoral.Pela internet, o procedimento é feito no Autoatendimento Eleitoral - Título Net, disponível no site do TSE. O eleitor deve selecionar “Justificar ausência”, preencher os dados pessoais, escolher o turno, informar o motivo da falta e anexar os documentos comprobatórios. Ao finalizar, receberá um número de protocolo para acompanhar a solicitação.Presencialmente, o eleitor deve preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). No dia da votação, o formulário pode ser entregue em uma mesa receptora de votos ou justificativas, acompanhado de documento oficial com foto.Após a eleição, o pedido pode ser apresentado em qualquer cartório eleitoral, com documentos que comprovem o motivo da ausência.O envio da justificativa após a votação não significa aprovação automática. A Justiça Eleitoral analisará os documentos apresentados. Se o pedido for aceito, a ausência será registrada no histórico eleitoral. Caso seja negado, o eleitor deverá pagar a multa correspondente.Direitos que podem ser suspensos se a pessoa não justificarQuem não votar e nem justificar a ausência no dia da eleição pode sofrer as seguintes consequências:Ficar impedido de requisitar carteira de identidade e passaporte;Não poderá se inscrever e fazer a prova para concursos públicos – caso já aprovado, não poderá tomar posse;Não poderá participar de concorrência pública da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;Não poderá receber vencimentos, salário, proventos ou remuneração de emprego ou função pública, paraestatal ou autárquica (Isso também vale para funções desempenhadas em fundações governamentais, institutos, empresas ou sociedades de qualquer natureza mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviços delegados);Conseguir empréstimos em autarquias, caixas econômicas federais ou estaduais, sociedades de economia mista, institutos e caixas de previdência social, assim como estabelecimentos cujo crédito é mantido pelo governo;Obter certidão de quitação eleitoral;Conseguir qualquer documento em repartições diplomáticas;Realizar qualquer ato para o qual seja exigida quitação do serviço militar ou imposto de renda.Caso o eleitor deixe de votar em três eleições consecutivas e não justifique ou regularize sua situação, sua inscrição junto à Justiça Eleitoral é cancelada.

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Mobilização dos petistas do Nordeste garante a reação de Lula no 2º turno

O Nordeste foi decisivo para a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A região garantiu ao petista uma vantagem de quase 14 milhões de votos sobre o adversário neste domingo, 25, consolidando-se como a principal base eleitoral da reeleição deste ano.Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula intensificou a estratégia de comunicação nas redes sociais e a mobilização política no Nordeste. O alerta havia sido aceso pelos resultados da primeira etapa: em comparação com 2022, o petista perdeu votos em seis dos nove estados nordestinos.Com o encerramento das disputas pelos governos estaduais, lideranças petistas da Bahia, do Ceará e do Piauí foram convocadas para reforçar a articulação regional. O senador eleito Rui Costa (BA), o senador Camilo Santana (CE) e o governador reeleito Rafael Fonteles (PI) assumiram a linha de frente da mobilização, em um movimento que acompanhou o crescimento da votação de Lula.Entre os dias 4 e 25 de outubro, o petista passou de 21.494.584 para 24.450.432 votos no Nordeste, um aumento de aproximadamente 2,95 milhões. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou de 10.398.973 para 10.796.736 votos, crescimento de cerca de 398 mil. Para se ter ideia, da vantagem nacional do presidente reeleito contra Flávio de 4,4 milhões de votos, 57,73% foi construída no Nordeste.Tratando sobre os estados “lulistas”, em termos proporcionais, o Piauí registrou o maior percentual de votos válidos para Lula no país, com 75,9%. A Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro, também se destacou, destinando 71,3% dos votos válidos ao presidente. Trio nordestino ganha força no PT nacionalCamilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles ampliaram sua participação na coordenação da campanha durante o segundo turno, após a vantagem de Flávio Bolsonaro na primeira etapa. Segundo aliados, o trio contribuiu para uma nova dinâmica na candidatura, combinando planejamento estratégico e mobilização nas ruas.Camilo, que havia articulado a reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará no primeiro turno, passou a coordenar a elaboração de propostas e a produção de conteúdos para a comunicação nacional. O senador também adotou uma rotina de coletivas diárias para apresentar atualizações sobre a campanha.Ex-governador do Ceará por dois mandatos e ex-ministro da Educação, Camilo desponta, segundo avaliações de aliados, como um dos nomes cotados para assumir a Casa Civil no quarto mandato de Lula. Camilo Santana e Lula - Foto: Tiago Moura | Flickr Rafael Fonteles, por sua vez, atuou na estratégia de comunicação e na preparação do presidente para os debates televisivos. De acordo com interlocutores da campanha, o governador defendeu mudanças na linguagem pública de Lula e maior presença em formatos digitais, como vídeos gravados no estilo selfie.Fonteles também teria alertado o presidente sobre a necessidade de rever a comunicação para enfrentar a vantagem do adversário. Atualmente ele é cotado para ser ministro da Fazenda. Rafael Fonteles e Lula - Foto: Divulgação Graças a Deus, este país ainda tem um povo como o nordestino, onde eu tive mais de 70% dos votos nas eleições. Obrigado, Camilo Santana. Obrigado, Rafael Lula em discurso após ser reeleito presidente Bahia reforça protagonismo na campanhaRui Costa também saiu fortalecido na articulação interna do PT. O senador eleito acompanhou Lula em agendas decisivas do segundo turno pelo país, incluindo os atos de encerramento da campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.Ex-ministro da Casa Civil, Rui manteve interlocução com prefeitos e governadores para apresentar investimentos federais e mobilizar apoiadores nas diferentes regiões. Atualmente, ele é ventilado como possível comandante do Ministério de Infraestrutura.Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito no primeiro turno, manteve a campanha em favor de Lula durante outubro. O petista organizou carreatas no interior e articulou com deputados da base aliada a continuidade das mobilizações até o encerramento da votação. Rui Costa, Jerônimo, Lula e senador Jaques Wagner (PT) - Foto: © Ricardo Stuckert A importância do PT da Bahia na estratégia também se refletiu na participação do ex-secretário estadual de Cultura Bruno Monteiro na comunicação da campanha presidencial. A exoneração de Monteiro para assumir a função foi publicada no Diário Oficial do Estado em 10 de outubro. Em julho, ele já havia se afastado da pasta para coordenar a comunicação da campanha de Jerônimo.PT nordestino busca ampliar influênciaO desempenho eleitoral do Nordeste pode ampliar o peso político das lideranças da região nas decisões nacionais do PT. A articulação de Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Camilo Santana e Rafael Fonteles ganhou destaque na estratégia que levou à vitória de Lula.O resultado reforça a influência eleitoral nordestina na sustentação do projeto petista e abre espaço para que lideranças da região ampliem sua participação na condução do partido e do próximo governo federal.

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Lula empilha recordes históricos após ser reeleito para 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou a eleição de 2026 acumulando uma série de recordes eleitorais inéditos no país. Reeleito para um quarto mandato, o petista recebeu 64.256.232 votos no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), superou sua própria marca de 2022 e tornou-se o primeiro político eleito quatro vezes para a Presidência da República no Brasil pelo voto popular. O resultado também marcou uma virada inédita no segundo turno desde a redemocratização.Um levantamento do Instituto Lula aponta o petista como o presidente mais votado da história da humanidade, considerando a soma de todos os votos recebidos nas sete eleições presidenciais que disputou. Ao todo, o petista acumulou 305.363.778 votos, segundo a metodologia apresentada no estudo.O cálculo reúne as votações de diferentes pleitos e soma tanto as disputas de primeiro quanto de segundo turno. Na comparação apresentada pelo levantamento, o presidente russo Vladimir Putin aparece na segunda posição global, com cerca de 267,5 milhões de votos acumulados em cinco eleições entre 2000 e 2024.  Maior votação já recebida por um presidenciável no BrasilLula também quebrou o recorde nacional de votação absoluta em uma eleição presidencial. Com 64.256.232 votos obtidos no segundo turno de 2026, superou sua marca anterior, registrada em 2022, quando recebeu 60.345.999 votos ao derrotar Jair Bolsonaro (PL).O desempenho de 2026 representa um acréscimo de quase 3,91 milhões de votos em relação ao pleito de quatro anos atrás. O resultado consolidou a maior votação absoluta já registrada por um candidato ao Palácio do Planalto na história do país.Primeiro presidente eleito quatro vezesCom as vitórias obtidas em 2002, 2006, 2022 e 2026, Lula tornou-se o único presidente eleito por quatro vezes diretas pelo voto popular. O feito o coloca à frente de nomes que venceram duas eleições diretas, como Fernando Henrique Cardoso, e diferencia sua trajetória política da de Getúlio Vargas.Vargas governou o Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, somando aproximadamente 18 anos e seis meses no poder, em períodos que incluíram governos provisório e ditatorial. Ele foi confirmado presidente pela Assembleia Constituinte em 1934 e retornou ao cargo após vencer o pleito direto de 1950. Lula, por sua vez, deve alcançar 16 anos na Presidência da República ao concluir o quarto mandato, em janeiro de 2031.Virada inédita A eleição de 2026 também entrou para a história por registrar uma virada inédita desde a redemocratização. Lula encerrou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, mas reverteu o cenário na segunda etapa e garantiu a reeleição.No primeiro turno, Flávio liderou com 56.104.503 votos, contra 53.879.538 de Lula. Já no segundo turno, o petista alcançou 64.256.232 votos, enquanto Flávio encerrou a disputa com 59.826.041 votos, conforme dados finais da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença final ultrapassou 4,4 milhões de votos a favor do presidente reeleito.A trajetória eleitoral do presidente inclui ainda a vitória sobre um mandatário em exercício. Em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição.Presidente eleito mais velho da históriaLula amplia também a marca de presidente mais velho a tomar posse no Brasil. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista assumirá o quarto mandato em 5 de janeiro de 2027, aos 81 anos.O recorde anterior já pertencia ao próprio presidente: em janeiro de 2023, ele tomou posse para o terceiro mandato aos 77 anos. Ao concluir o novo período de governo, em janeiro de 2031, Lula terá 85 anos. Uma curiosidade é que o petista também é o chefe de Estado mais velho do mundo.Candidaturas à PresidênciaLula passa a ser o político que mais vezes disputou o Palácio do Planalto desde a redemocratização. O petista concorreu nos pleitos de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026.Com a sétima candidatura, superou José Maria Eymael, que disputou seis eleições presidenciais até 2022 e não concorreu neste ano. O retrospecto de Lula reúne quatro vitórias (2002, 2006, 2022 e 2026) e três derrotas (1989, 1994 e 1998).Posse inéditaO novo mandato trará uma alteração histórica no calendário republicano. Lula será o primeiro presidente brasileiro a tomar posse em 5 de janeiro, em substituição ao tradicional 1º de janeiro.A mudança foi introduzida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, que alterou as datas de posse do presidente e do vice-presidente da República a partir do mandato iniciado em 2027. A medida visa também desvincular a cerimônia presidencial da posse dos governadores, agendada para 6 de janeiro.

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Lula quebra próprio recorde e recebe maior votação da história

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o próprio recorde de votação e alcançou a maior quantidade de votos já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. Com 99,99% das seções eleitorais totalizadas neste domingo (25), o petista recebeu mais de 64,2 milhões de votos válidos, venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026 e garantiu um quarto mandato presidencial.O recorde anterior também pertencia a Lula, que recebeu 60.345.999 votos no segundo turno das eleições de 2022, quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o petista obteve 50,90% dos votos válidos.Com a nova vitória, Lula ultrapassa a própria marca em mais de 3,9 milhões de votos. O resultado de 2026 representa a maior votação nominal já registrada em uma eleição presidencial brasileira.Marcos históricos da eleição de LulaA eleição de 2026 também marcou uma virada inédita na disputa presidencial desde a redemocratização. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula reverteu o resultado e venceu a disputa no segundo turno.Na primeira etapa do pleito, o petista recebeu 53.879.538 votos, o equivalente a 45,16% dos votos válidos. No segundo turno, com a apuração praticamente concluída, ultrapassou a marca de 64 milhões de votos. Queda na abstençãoO segundo turno também registrou redução na abstenção em comparação com o primeiro turno, quando mais de 33 milhões de eleitores deixaram de votar.Neste domingo, a taxa de abstenção passou de 21,08% para 19,21% do eleitorado, uma redução de 1,87 ponto percentual.Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354.Quais eleições Lula já venceu?Lula já havia sido eleito presidente em 2002 e 2006, quando derrotou, respectivamente, José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSB), então adversário e atual vice-presidente. Em 2002, recebeu 52.793.364 votos no segundo turno. Quatro anos depois, foi reeleito com 58.295.042 votos.Em 2022, o petista voltou à Presidência ao vencer Jair Bolsonaro. Com a vitória de 2026, Lula chega ao quarto mandato presidencial, ampliando o próprio recorde de votação.

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Filho de Daniela Mercury mobilizou 40 carros para ajudar eleitores em Salvador

Em meio às dificuldades enfrentadas por eleitores de Salvador devido à redução da circulação de ônibus no domingo, 25, durante o segundo turno das eleições presidenciais, uma ação solidária reuniu cerca de 40 carros para ajudar a população a chegar aos locais de votação. A iniciativa contou com a organização de Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, e mobilizou mais de mil pessoas por meio de um grupo de WhatsApp.Em entrevista ao portal A TARDE, Gabriel revelou que a ação começou de maneira modesta, com apenas cinco voluntários, mas ganhou força após a divulgação de um card nas redes sociais. Além das caronas gratuitas, a iniciativa arrecadou doações para custear combustível e viagens por aplicativo, principalmente para idosos, gestantes e pessoas que não tinham condições de pagar pelo transporte."Eu já estava super feliz com cinco pessoas, só que as pessoas começaram a replicar o card e o grupo começou a crescer muito rapidamente. No final, eu não sei te dizer exatamente quantos carros foram, mas foram por volta de 40 carros", contou.De cinco voluntários a mais de mil participantesA mobilização foi organizada por meio do grupo Transporte Solidário, criado a partir do Estação Vira Voto, movimento do qual Gabriel participava e que já realizava ações em pontos de Salvador, principalmente na Estação da Lapa.Segundo ele, a iniciativa de oferecer caronas já existia antes dos problemas registrados no transporte público, mas ganhou uma dimensão inesperada diante das dificuldades enfrentadas pelos eleitores. "O crescimento ocorreu após a divulgação de materiais nas redes sociais, que passaram a ser compartilhados por pessoas interessadas em ajudar. [...] Mais de mil pessoas dentro do grupo, mais de 40 carros rodando por Salvador e a gente o tempo inteiro atualizando onde tinham mais pessoas", relatou.Segundo ele, a organização funcionou em tempo real. Enquanto alguns voluntários ofereciam seus veículos, outros informavam quais pontos de ônibus estavam lotados e quais regiões já haviam recebido atendimento. Com isso, os motoristas eram direcionados aos locais de maior necessidade."Por questões de segurança, os participantes também eram orientados a circular em duplas, com motoristas e acompanhantes, já que transportavam pessoas desconhecidas. A mobilização chegou a contar com vans, ampliando a capacidade de atendimento". Gabriel, no entanto, afirmou não ter um levantamento exato do número de eleitores beneficiados, uma vez que os voluntários realizavam os deslocamentos de maneira independente, mas estima mais de 600 pessoas utilizando o serviço.Doações ajudaram a pagar Uber e combustívelAlém das caronas oferecidas por voluntários, a iniciativa contou com uma rede de apoio financeiro. Gabriel ficou responsável por administrar as doações recebidas por Pix e distribuir os recursos conforme as necessidades apresentadas.Parte do dinheiro foi destinada ao abastecimento dos veículos particulares. Outra parcela foi utilizada para pagar corridas por aplicativo, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade."A gente começou, eu comecei pagando Uber para mulher grávida, com filho, idosos, pessoas que realmente não tinham condição, pessoas que estavam nos pontos e que iam desistir. Quando alguém solicitava ajuda para utilizar um aplicativo de transporte, a equipe verificava o valor estimado da viagem e repassava o dinheiro necessário, inclusive para o retorno", contou.  Card de divulgação para a ação - Foto: Divulgação Caronas eram oferecidas independentemente do votoEmbora a iniciativa tenha surgido a partir de um grupo de mobilização política, Gabriel fez questão de esclarecer que o Transporte Solidário funcionava de maneira independente e não condicionava o atendimento à preferência eleitoral dos passageiros.Segundo ele, a orientação era expressa desde o início e foi elaborada com acompanhamento jurídico para evitar possíveis irregularidades eleitorais. "Independente do voto, não existia esse tipo de abordagem", ressaltou.O organizador explicou ainda que o grupo responsável pelas caronas acabou se tornando uma ação paralela ao movimento político original, justamente por ter uma finalidade diferente. "A gente queria, na verdade, é isso, o que a gente mais queria é que as pessoas pudessem votar", disse.Mobilização deve continuar após as eleiçõesCom o encerramento da disputa presidencial, Gabriel pretende manter as atividades do movimento Estação Vira Voto, que passou a se chamar Estação Brasil. A proposta agora é ampliar as ações voltadas à educação política e ao incentivo à participação da população em debates e atividades cívicas.Segundo o entrevistado, a mobilização já ultrapassou os limites de Salvador, com a criação de grupos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. "Agora a gente vai se voltar muito pra questão da educação política. Eu acho que é uma coisa que falta muito, letramento político", explicou.Gabriel também destacou que o objetivo é promover ações práticas e compartilhar informações verificadas, em vez de transformar os grupos em espaços de encaminhamento indiscriminado de notícias.Influenciadores também aderiram ao movimento Além de Gabriel Mercury, outros influenciadores e personalidades de Salvador também se mobilizaram para ajudar eleitores que enfrentaram dificuldades de deslocamento na capital baiana. Entre eles estão: Lore Rufis;Belle Daltro; Alesson;Guituber; pastor Sargento IsidórioTodos eles participaram de iniciativas oferecendo caronas para que a população conseguisse chegar aos locais de votação.

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PL abandona Flávio Bolsonaro e reconhece vitória de Lula nas eleições

O Partido Liberal (PL) reconheceu a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo, 25. A nota foi assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e publicada nas redes sociais nesta segunda-feira, 26.No texto, o partido afirma que reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas "questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos". Ao longo da nota, Valdemar também cita que “medidas eleitoreiras” adotadas por Lula influenciaram na virada do presidente entre o primeiro e segundo turno."Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", disse Valdemar em nota. Flávio não reconheceu derrotaApós a confirmação do resultado na noite deste domingo, Flávio não reconheceu a vitória de Lula e disse que vai pedir a anulação das eleições. Com 51,79% dos votos, Lula foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República."É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo", disse.Em um vídeo divulgado nesta segunda, Flávio também afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente Lula."O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo", declarou.

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