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Bloco de Esquerda exige investimento “urgente” na UMinho para travar degradação das instalações em Braga

O Bloco de Esquerda (BE) exige ao Governo e à Reitoria da Universidade do Minho “respostas concretas” para resolver a degradação das instalações da instituição, com particular incidência no campus de Gualtar, em Braga.

O partido apela que se crie um “plano urgente de reabilitação das infraestruturas, financiamento público adequado e medidas que garantam residências universitárias dignas, seguras e economicamente acessíveis”.

“É igualmente fundamental assegurar a acessibilidade de todos os espaços e a transparência quanto às intervenções previstas e aos respetivos prazos”, acrescenta.

O BE lembra que mais de mil estudantes da UMinho denunciaram publicamente a degradação das instalações da instituição, nomeadamente infiltrações, tetos falsos deteriorados, humidade persistente, equipamentos em risco de queda, instalações sanitárias inoperacionais e falhas de acessibilidade, no campus de Braga.

“Uma realidade inaceitável numa instituição pública de ensino superior, que compromete a segurança, o bem-estar e as condições de aprendizagem da comunidade académica”, frisa o BE, que enviou ontem um conjunto de questões ao Governo, por intermédio do deputado Fabian Figueiredo.

Para o BE, a situação torna-se “ainda mais grave perante os aumentos das mensalidades das residências universitárias dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), que, em alguns casos, ultrapassaram os 60%”.

“É inaceitável exigir aos estudantes que paguem mais por alojamentos que não garantem condições dignas. Num contexto de crise habitacional e de dificuldades económicas crescentes, estes aumentos agravam as desigualdades e colocam mais obstáculos ao acesso e à permanência no ensino superior”, refere.

Para o Bloco de Esquerda, esta realidade “não pode ser dissociada do subfinanciamento crónico do ensino superior público, que tem contribuído para o adiamento de obras essenciais de conservação e reabilitação”.

“O Governo não pode continuar a ignorar os problemas estruturais das instituições, nem transferir para os estudantes os custos de uma falta de investimento que compromete os seus direitos (…) Os estudantes não podem continuar a pagar a fatura do subfinanciamento do ensino superior. Garantir condições dignas para estudar e viver não é um luxo: é uma responsabilidade pública e uma condição essencial para um ensino superior verdadeiramente inclusivo e acessível a todos”, conclui.

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Empresa de Braga leva fibra ótica a mais de 3.000 casas no Parque Natural do Douro Internacional

As localidades de Mazouco, Lagoaça e Fornos, em Freixo de Espada à Cinta, situadas em território do Parque Natural do Douro Internacional, vão receber pela primeira vez a expansão da rede de fibra ótica, que deverá incluir até final de 2026 cerca de 3.300 casas no global, foi hoje divulgado.

“A operação deverá elevar para cerca de 3.300 o número de casas abrangidas no concelho até ao final de 2026, correspondendo a uma cobertura de 95%. A rede já se encontra disponível em Freixo de Espada à Cinta e Ligares”, pode ler-se numa nota publicada na página oficial da ‘dstelecom’, a empresa de Braga responsável por esta expansão.

Já o presidente executivo (CEO) da empresa, Ricardo Salgado, citado na mesma nota, disse acreditar que o acesso a infraestruturas digitais de qualidade não pode depender do local onde se vive ou trabalha”, defendendo que “o investimento “contribui para aproximar o interior das oportunidades proporcionadas pela economia digital”.

Segundo esta empresa com sede em Braga, “a expansão insere-se na estratégia de reforço das infraestruturas digitais no interior do país, procurando reduzir as desigualdades de acesso à conectividade e melhorar as condições para o desenvolvimento económico e social dos territórios de menor densidade populacional”.

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Deputado pede mais conservadores e melhor internet nas conservatórias de Braga

O deputado eleito por Braga, Joaquim Barbosa, do PSD, alertou o Governo na Assembleia da República para a necessidade de o Instituto de Registos e Notariado aumentar a velocidade da internet nas conservatórias de Braga, como estímulo à produtividade, bem como de colocação de mais uma conservadora em cada conservatória e mais oficiais de registo.

O parlamentar chamou, ainda, a atenção – na última audição regimental com a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice – “para a urgência em recentrar a atividade das Conservatórias nas suas funções essenciais e analisar as condições informáticas no que diz respeito à rede e aos meios informáticos”.

“O governo está a efetuar uma reforma profunda do setor com a colocação de 107 novos conservadores a somar a mais 30 até fevereiro de 2027, com o reforço de 153 Oficiais de Registos e processos de recrutamento para mais 485 destes profissionais, bem como a valorização das suas carreiras, melhoria dos meios operacionais e informáticos e o plano de recuperação que, até agora, ultrapassou mais de 26 mil apresentações”, afirmou a O MINHO.

Conservatórias “estranguladas”

Joaquim Barbosa aproveitou as férias parlamentares para se reunir com os Conservadores dos registos civil, predial, comercial e automóvel e com alguns notários do concelho de Braga: “Face ao estrangulamento da atividade das Conservatórias no país quis conhecer em concreto a situação de Braga. Os problemas graves dos registos públicos em Portugal afetam também gravemente a dinâmica empresarial bracarense com prejuízo para criação de empresas e também para a qualidade de vida e desenvolvimento da vida das famílias em termos económicos financeiros e sociais”, anota.

A concluir, garante que irá, assim, enquanto deputado, continuar a acompanhar o investimento no Instituto de Registos e Notariado e a sua repercussão na nossa cidade, sabendo que a função do Estado nos registos públicos é decisiva para o desenvolvimento das empresas, para a criação de emprego e para o progresso da vida das pessoas”.

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SC Braga vai “dar uma grande resposta” frente ao Famalicão

O treinador Franclim Carvalho recusou hoje estar preocupado com o momento do SC Braga, mas quer uma resposta na receção ao Famalicão, na quinta-feira, nos quartos de final da Taça da Liga de futebol.

No domingo, o SC Braga voltou a perder, diante do Nacional (1-0), na nona jornada da I Liga, registando a terceira derrota seguida no campeonato, isto após o triunfo ‘europeu’ diante dos belgas do Gent (2-0), na quinta-feira passada, na segunda jornada da Liga Conferência, que marcou a estreia do técnico à frente dos minhotos.

Franclim Carvalho assumiu a “desilusão” após o jogo na Madeira e alertou diversas vezes na conferência de imprensa de antevisão da receção aos famalicenses para a “responsabilidade” que significa vestir a “camisola do SC Braga”.

https://www.youtube.com/watch?v=riVRHU2X6jA

“Disse aos jogadores que fomos bafejados pela sorte porque, três dias depois, temos um jogo e é o momento ideal para dar uma resposta. É uma competição e um adversário diferentes, um jogo em casa. Precisamos dos adeptos, que sabemos que estão desiludidos, num jogo a eliminar, naquele que é o segundo objetivo da época depois de termos entrado na fase de liga da Liga Conferência. Queremos estar na decisão da competição”, disse.

Questionado sobre se, além de insatisfeito e desiludido, está também preocupado com o rendimento da equipa, considerou que a equipa não pode “ficar em bicos de pés depois de um bom jogo”, como aconteceu com os belgas, e “entrar em depressão após uma prestação abaixo do que é exigido”, como sucedeu na Madeira.

“Sabemos que estivemos muito abaixo da nossa capacidade e do que esta camisola exige. Não estou preocupado, mas ciente do muito trabalho que temos pela frente. Vamos dar uma grande resposta amanhã [quinta-feira]”, frisou.

Franclim Carvalho centrou todas as atenções para o jogo com o Famalicão e para a presença na ‘final four’, notando que, em três jogos na Taça da Liga, o SC Braga pode ganhar um troféu: “Estamos com fome e queremos que o jogo chegue rápido”.

O treinador rejeitou ainda ‘fantasmas’ do passado, mas frisou que “o ser humano é de hábitos”.

“Temos que compreender isso. A equipa não pode ser a minha cara com seis treinos e ao terceiro jogo. Todas as pessoas têm as suas ideias. Disse-lhes que faziam muitas coisas bem e não vamos cortar com tudo do passado, mas queremos dar o nosso cunho”, afirmou.

Franclim Carvalho desvalorizou as declarações de Victor Gómez no final da partida com os insulares, considerando que “falta vontade de ganhar jogos”.

“Este é um momento duro para quem está lá dentro, porque nós também sofremos. No fim de um jogo como aquele, é normal que se digam coisas muito a quente. Mas, é um pensamento comum a todos. Se cada um der mais um pouco, estaremos mais perto de ganhar”, comentou.

SC Braga e Famalicão defrontam-se a partir das 18:45 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que será arbitrado por João Gonçalves, da Associação de Futebol do Porto.

O vencedor irá defrontar nas meias-finais o Sporting, que na terça-feira eliminou o Marítimo (2-1).

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Ricardo Silva quer “escrever a história” do Famalicão na Taça da Liga

O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, assumiu hoje a ambição de “escrever a história” do clube na Taça da Liga de futebol, na antevisão da visita ao SC Braga, dos quartos de final.

“Podemos abrir caminho a poder disputar um título. Esse seria o sonho. Por isso, queremos muito continuar em frente nesta prova”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa.

Ricardo Silva apontou o apuramento para a final a quatro como uma oportunidade para o conjunto famalicense se aproximar da conquista de “algo ímpar”, mas antecipou “um jogo muito difícil” diante dos bracarenses.

“É um clube dito grande, quase. Pelo menos assim eles se intitulam. E tem obrigações”, observou, considerando que o adversário procurará “dar uma resposta forte” ao último encontro (derrota por 1-0 no reduto do Nacional, para a I Liga).

Ainda assim, o treinador mostrou-se confiante na capacidade da sua equipa para discutir a eliminatória, perspetivando um jogo com os dois conjuntos empenhados em seguir em frente na competição.

Depois da vitória por 4-0 na visita ao Rio Ave, para a nona jornada da I Liga, Ricardo Silva confirmou que fará alterações na equipa inicial, mas garantiu que o Famalicão entrará em campo “com 11 titulares”.

“Qualquer jogador que eu tivesse escolhido para iniciar a partida era um titular”, afirmou, referindo-se ao encontro de Vila do Conde e explicando que o trabalho desenvolvido pelo grupo lhe dá tranquilidade para mudar o ‘onze’.

O técnico rejeitou também que o momento do adversário represente, por si só, uma vantagem para os famalicenses.

“Quando a bola rola, é o que os jogadores têm na cabeça e isso é que faz a diferença”, sustentou.

A indefinição sobre o comando técnico do Famalicão foi outro dos temas da conferência, com Ricardo Silva a reiterar que não tem uma decisão tomada sobre a vontade de assumir definitivamente o cargo, após a saída de Carlos Carvalhal, anunciada pelo clube em 19 de outubro.

“Eu sei que faz parte das minhas funções conduzir a equipa até que a direção tome uma decisão. Seja ela qual for”, afirmou.

O treinador garantiu que ficará satisfeito se os responsáveis contratarem outro técnico e regressar às funções anteriores, admitindo sentir igualmente felicidade pelo reconhecimento caso seja escolhido para continuar.

“Se eles disserem que o nosso conforto és tu, então aí eu tenho que pensar a sério nas coisas e tentar perceber se eu serei ou não a pessoa certa para eles”, explicou.

O Famalicão visita o SC Braga na quinta-feira, às 18:45, no Estádio Municipal de Braga, nos quartos de final da Taça da Liga. As duas equipas voltam a encontrar-se no mesmo recinto no domingo, para a 10.ª jornada da I Liga.

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Braga: Chega defende “solução definitiva” para posto da GNR e programa de apoio a artistas

O vereador do Chega na Câmara de Braga, Filipe Aguiar, apresentou, esta semana, ao executivo municipal os contributos do partido para o Plano e Orçamento Municipal de 2027, através de um documento estruturado em “cinco grandes áreas” consideradas “fundamentais para o futuro do concelho”: Urbanismo, Educação, Cultura, Saúde e Segurança.

Em comunicado, o partido salienta que as propostas agora apresentadas integram o programa eleitoral com que se apresentou nas eleições autárquicas de 2025.

“Estas propostas não nasceram agora. Fazem parte do compromisso que assumimos com os bracarenses nas eleições autárquicas de 2025. Entendemos que um programa eleitoral não deve ficar fechado numa gaveta depois das eleições; deve servir de orientação ao longo de todo o mandato. É por isso que, em cada Orçamento Municipal, procuramos apresentar medidas concretas que permitam implementar, de forma gradual e responsável, aquilo que defendemos para Braga”, afirma Filipe Aguiar.

“Enquanto outros se limitam a reagir aos acontecimentos ou apresentam propostas avulsas, o Chega trabalha com uma estratégia para o concelho. Estas cinco áreas representam prioridades para melhorar a qualidade de vida dos bracarenses e preparar Braga para o futuro, sempre com rigor na gestão dos recursos públicos e proximidade às necessidades reais da população”, acrescenta o vereador.

Na área do Urbanismo, o Chega propõe a criação da Plataforma Municipal de Cadastro Inteligente de Braga, “um instrumento inovador que permitirá conhecer melhor o território, apoiar o planeamento urbano, melhorar a gestão do património municipal e reforçar a transparência através da disponibilização gradual de informação geográfica de interesse público”.

Na Educação, o partido defende a concretização da recomendação já aprovada por unanimidade em reunião de Câmara, assumindo plenamente a Ludoteca da Estufa como equipamento municipal de educação não formal e inovação social, garantindo a sua requalificação, programação permanente e valorização enquanto espaço de aprendizagem, criatividade e convívio entre gerações.

Na Cultura, o Chega propõe a criação do programa “Orgulho Bracarense”, destinado a apoiar artistas, artesãos e grupos culturais ligados à identidade de Braga e do Minho, promovendo a transmissão de saberes, a renovação das tradições e a valorização da criação artística local.

Na área da Saúde, o partido apresenta uma solução para dotar o rastreio do cancro da mama de instalações fixas e dignas, assegurando melhores condições de privacidade, conforto e atendimento às utentes, bem como melhores condições de trabalho para os profissionais envolvidos.

Já na Segurança, o Chega reafirma uma prioridade que tem vindo a defender desde o início do mandato: “Encontrar uma solução definitiva para as instalações da Guarda Nacional Republicana em Braga, onde parte dos militares continua, há mais de uma década, a trabalhar em estruturas provisórias. O partido considera que a dignidade das forças de segurança é também uma questão de respeito pelos cidadãos e de qualidade do serviço público”.

Para Filipe Aguiar, estas propostas refletem uma forma diferente de encarar a governação municipal: “Braga precisa de olhar para o futuro com ambição, mas também com planeamento, rigor e prioridades bem definidas. Apresentámos propostas concretas, exequíveis e pensadas para melhorar a vida dos bracarenses, reforçando áreas essenciais como a educação, a cultura, a saúde, a segurança e o conhecimento do território”.

O vereador acrescenta que o Chega pretende afirmar-se como uma força política de propostas e de soluções: “Enquanto outros apresentam medidas pontuais, o Chega apresenta uma visão estratégica para o concelho. Queremos uma Braga mais organizada, mais transparente, mais segura, que valorize a sua identidade e que coloque os recursos municipais ao serviço das pessoas”.

O CHEGA considera que estas cinco áreas constituem prioridades estratégicas para o desenvolvimento equilibrado de Braga e manifesta “disponibilidade para colaborar na concretização das medidas que venham a ser acolhidas pelo executivo municipal”.

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Braga: PS propõe 200 casas por ano e seis linhas noturnas de autocarros

O Partido Socialista (PS) de Braga apresentou oito propostas para o Orçamento Municipal de 2027, com medidas nas áreas da habitação, mobilidade, saúde, apoio aos idosos, creches e requalificação das escolas. Entre as principais sugestões estão a construção de até 200 habitações acessíveis por ano, a criação de seis linhas de transporte público noturno e o reforço das ligações de autocarro às freguesias periféricas.

No âmbito da habitação, os socialistas defendem a criação de um programa municipal de construção modular em terrenos do Município e das freguesias, com o objetivo de disponibilizar entre 150 e 200 casas por ano. Pelo menos 30% das habitações seriam reservadas a jovens até aos 35 anos.

O partido propõe também a criação de um Gabinete Municipal de Apoio ao Cooperativismo Habitacional, com cedência de terrenos municipais e apoio técnico e jurídico à constituição de cooperativas. A meta passa por criar pelo menos cinco cooperativas habitacionais e desenvolver 300 novas habitações.

Na área da mobilidade, o PS sugere a criação de oito novas ligações dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) às freguesias periféricas, com frequências máximas de 30 minutos. Defende ainda a implementação de uma coroa tarifária única para todo o concelho, eliminando as diferenças de preço entre o centro e a periferia.

Outra das medidas passa pela criação de pelo menos seis linhas de transporte público noturno, com funcionamento até às 04:00, para assegurar ligações entre polos universitários, hospitalares e zonas industriais.

Centros de convívio para idosos e saúde de proximidade

O combate ao isolamento dos idosos é outra das prioridades identificadas pelos socialistas. A proposta prevê a criação de centros de convívio sénior, em parceria com as juntas de freguesia, de forma a assegurar a cobertura de todo o concelho.

Os espaços deverão disponibilizar atividades regulares nas áreas da saúde, atividade física, formação digital e cultura, com o objetivo de abranger mais de 10 mil idosos.

O PS propõe igualmente a criação de uma Unidade Móvel Municipal de Saúde, através de uma frota de carrinhas que percorram regularmente as freguesias, com especial atenção às zonas mais envelhecidas.

A medida integra ainda a garantia de refeições diárias e acesso a banhos para pessoas em situação de maior vulnerabilidade, através de parcerias com entidades locais.

Mais creches e escolas requalificadas

O PS propõe também o reforço da resposta à primeira infância, defendendo a realização de um diagnóstico municipal sobre a oferta e a procura de vagas em creches, com identificação das necessidades de cada freguesia para os próximos cinco anos.

Entre as medidas sugeridas estão a criação de um fundo municipal de apoio ao investimento em creches, a disponibilização de terrenos e edifícios municipais para novos equipamentos e a criação de incentivos ao investimento privado e cooperativo.

Na educação, os socialistas propõem o programa “Escolas com Futuro”, destinado à requalificação e modernização das escolas básicas e jardins de infância da rede pública.

A iniciativa prevê um levantamento técnico do estado de conservação dos edifícios, a identificação das intervenções prioritárias e a respetiva estimativa financeira. As obras deverão abranger, entre outras áreas, coberturas, infiltrações, sistemas de aquecimento e climatização, acessibilidades e espaços exteriores.

O programa contempla ainda a publicação de um relatório anual de monitorização das intervenções.

“Estas oito propostas não esgotam o programa do PS para Braga. Esgotam, isso
sim, o conjunto de medidas que, à data em que escrevemos, consideramos fundamentais
para o Orçamento Municipal de 2027 – pela urgência a que respondem, pela viabilidade
financeira que apresentam, pela escala municipal em que se inscrevem”, defendem os vereadores Pedro Sousa e Martinha Rocha.

“Não as apresentamos para marcar território. Apresentamo-las para melhorar Braga. E para
que ninguém, em consciência, as possa rejeitar sem explicar, perante os Bracarenses, por
que razão as rejeita. O PS mantém-se, como sempre se manteve, disponível para o diálogo, para a
negociação, para a construção de pontes com todas as forças políticas representadas no
Executivo e na Assembleia Municipal. Espera, em contrapartida, que a disponibilidade seja
recíproca. E que esta cidade, que a todos nos excede, continue a ser maior do que as nossas
diferenças”, concluem os socialistas.

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Braga: Movimento independente pede reforço da habitação pública, avaliação das ciclovias e ‘tram-train’

O movimento independente Amar e Servir Braga propõe que o Orçamento e Plano de Atividades do Município para 2027 assegure meios para promover habitação pública, iniciar o processo da rede ‘tram-train’ como forma de incrementar a mobilidade coletiva e avaliar e corrigir a rede ciclável. Os contributos incluem também ruas escolares, manutenção do espaço público, reforço das respostas de creche e investimento na cultura.

“Queremos que o orçamento responda às dificuldades que as pessoas sentem: encontrar casa, deslocar-se, levar os filhos à escola e utilizar o espaço público com segurança. Apresentamos propostas concretas e queremos que cada compromisso tenha responsáveis, financiamento e calendário”, afirma Ricardo Silva, citado em comunicado.

Na habitação, o movimento defende que a BragaHabit disponha de terrenos, financiamento plurianual e capacidade técnica para promover a construção de habitação pública, através de um programa com operações e metas verificáveis.

Na mobilidade, o Amar e Servir Braga propõe iniciar formalmente o processo da rede ‘tram-train’, com financiamento para estudos, articulação com o Governo e os municípios envolvidos, avaliação dos custos e definição de uma primeira fase de investimento.

Os contributos incluem três projetos-piloto de ruas escolares, um dos quais na Rua Beato Miguel de Carvalho, junto à EB de São Victor e à Escola Secundária Carlos Amarante, e a preparação de um sistema de bicicletas públicas elétricas, com docas e integração nos TUB.

Nas restantes áreas, o Amar e Servir Braga defende manutenção permanente do espaço público, com meios e responsabilidades definidos, mais respostas de creche e conservação continuada de Sete Fontes e dos espaços verdes do Picoto, Ponte e Camélias. Nestes contributos, preveem-se melhores respostas de apoio social, sobretudo à infância e à terceira idade.

Para Ricardo Silva, a resposta municipal deve permitir acompanhar o percurso de cada proposta: “Os Bracarenses devem poder saber o que foi acolhido, que meios foram atribuídos e o que foi concretizado, porque quem concretiza não deve ter medo da transparência, pelo que é fulcral que os bracarenses possam acompanhar as métricas objetivas e não se deixem guiar somente por anúncios do que se pretende fazer. É esse acompanhamento que faremos ao longo de 2027″.

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Comandante da Proteção Civil do Cávado deixa o cargo no fim do mês

O major Manuel Moreira deixará no final deste mês o Comando da Subregião do Cávado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, sediada em Braga, para regressar à GNR.

A sua comissão de serviço de três anos, na Proteção Civil, tinha terminado há nove meses, mas manteve-se em funções, por conveniência de serviço, a pedido dos altos responsáveis da ANEPC.

O trabalho do major Manuel Moreira ficou marcado pelo evitar do grande fogo florestal de Lindoso, Ponte da Barca, de agosto de 2025, tivesse atingido e entrado na Portela do Homem.

As Matas de Cabril, de Palheiros e de Albergaria, as “joias da coroa” do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foram poupadas à destruição, com o fogo descontrolado desde Ponte da Barca.

Com o objetivo de testar o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil de Braga, em 12 de abril de 2025, notabilizou-se por liderar a organização do maior exercício de sempre no distrito de Braga, o Gallus Exercitium em Barcelos, uma organização com cerca de mil participantes.

Manuel Moreira, major de infantaria, de 41 anos de idade, natural de Valongo, foi o responsável pelos resgates no Gerês, quando não existia Posto de Montanha, em articulação com Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro e com a Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa.

O major Manuel Moreira, ainda com a patente de capitão, foi o precursor do primeiro socorro transfronteiriço Minho/Galiza, quando interveio no socorro a um grave acidente de viação em Lobios, na Estrada Número 312, a partir da Portela do Homem, concelho de Terras de Bouro.

Com 15 anos de experiência na área da proteção civil, onde se especializou, começou já neste setor a comandar, no Minho, o Grupo de Intervenção de Proteção e de Socorro (GIPS) da GNR, que passou a constituir depois Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).

Apesar dos autarcas da região e da Comissão Distrital de Braga da Proteção Civil pretenderem a sua continuidade, Manuel Moreira entendeu ser a hora de voltar à GNR, a sua origem, tendo sido enaltecido por escrito por comandantes de corpos de bombeiros do distrito de Braga.

Até porque, tudo o indica, será brevemente promovido ao posto de tenente-coronel, podendo o oficial superior ficar colocado agora numa das unidades territoriais da GNR na zona do Minho.

Com a cessação de funções do major, marcada para o último dia deste mês, o Comando da Proteção Civil do Cávado recairá agora no segundo-comandante Sub-Regional, o licenciado Bruno Silva, que assumirá assim as suas funções, de forma interina.

Carreira ligada à proteção civil

O major Manuel António da Silva Moreira iniciou a carreira em 2009 como adjunto do Núcleo de Educação Física e Desportos, da GNR, ingressando em 2012 no Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), atualmente UEPS da GNR, assumindo antes funções no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez e ainda no Centro de Meios Aéreos de Baltar, em Paredes.

Em 2015 assumiu o comando da 4.ª Companhia do GIPS, em Braga, tendo sido o responsável desta força nos distritos de Viana do Castelo e Braga, para o desenvolvimento do ataque inicial terrestre e helitransportado aos incêndios rurais, bem como busca e resgate em ambiente de montanha em toda a área do Parque Nacional Peneda-Gerês, a ação com que mais se destacou.

Desde 2018 e até 2021 exerceu funções de comandante da Companhia 11, atual Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), pelo que é desde então responsável desta força para a primeira intervenção em incêndios rurais e as demais missões de proteção e socorro, tendo nesse período como a área de responsabilidade os distritos de Braga, Viana do Castelo e Porto.

Manuel Moreira possui um mestrado em Ciências Militares (Especialidade Segurança), pela Academia Militar, e também pós-graduação em Medical Response to Major Incidents, este pelo European Society for Trauma and Emergency Surgery e igualmente uma pós-graduação em Ciências Militares e Policiais, pelo Instituto Universitário Militar, entre diversas formações.

No dia 27 de setembro de 2024, recebeu um voto de louvor da Assembleia Municipal de Vila Verde, onde foi enaltecida a sua prontidão e disponibilidade constante na mobilização de meios e recursos, particularmente nos fogos florestais que afetaram sempre o concelho de Vila Verde.

“O major Manuel Moreira no exercício das suas funções, distinguiu-se por uma postura ética irrepreensível, capacidade de coordenação exemplar e um relacionamento assente no respeito e proximidade, profissionalismo, dedicação e dinamismo constituem qualidades amplamente reconhecidas pelas mais diversas entidades da Subregião do Cávado”, segundo refere o louvor.

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Manchester United. Scholes pede a Bruno que vá para a Arábia

A lenda do clube Paul Scholes deixou duras críticas a Bruno Fernandes na sequência das polémica que envolve o técnico Michael Carrick. Ainda, o regresso às vitórias do Sporting (com direito a susto).

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