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Governo nomeia professora da UMinho para liderar Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua

29 October 2026 at 14:47

A professora catedrática Assunção Flores, que preside ao Instituto de Educação da Universidade do Minho, foi nomeada, pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, presidente do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).

Em comunicado, a academia minhota explica que este organismo é responsável pelo planeamento estratégico e pela definição das orientações técnico-pedagógicas da formação contínua e especializada de docentes. “Assumo este cargo com sentido de responsabilidade, ciente dos desafios que a formação de professores atualmente enfrenta”, diz Assunção Flores, que investiga há três décadas nas áreas da formação, do desenvolvimento profissional dos professores, do currículo e da avaliação.

Criado em 1994 e com sede em Braga, o CCPFC é responsável pela acreditação de entidades formadoras, formadores, ações de formação contínua de professores e cursos de formação especializada em Portugal, além de produzir pareceres e relatórios e de participar na avaliação do sistema nacional de formação contínua.

“O seu papel é particularmente relevante para os docentes dos ensinos básico e secundário, já que a formação contínua está associada ao seu desenvolvimento profissional e à progressão na carreira. Esta entidade foi já presidida por nomes como Sérgio Machado dos Santos, João Formosinho, João Lopes e Rui Trindade”, salienta o comunicado.

Assunção Flores é licenciada em Ensino de Português-Francês e mestre em Educação pela UMinho, e doutorada em Educação pela Universidade de Nottingham (Reino Unido). É membro da direção da Rede Europeia de Políticas de Formação de Professores e do Fórum Internacional para o Desenvolvimento dos Formadores de Professores. Foi membro do Conselho Geral do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) e é, desde 2022, conselheira no Conselho Nacional de Educação (CNE), onde coordena a Comissão Especializada Permanente “Docentes e outros profissionais da educação”.

Tem sido consultora/avaliadora de projetos científicos em vários países, como Bélgica, Finlândia e Noruega. Foi visiting scholar nas universidades de Cambridge, Glasgow e Londres, e a única portuguesa a presidir ao Conselho Internacional de Educação para o Ensino (ICET) e à Associação Internacional de Estudo dos Professores e do Ensino (ISATT).

Na UMinho, liderou ainda o Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) e vários projetos financiados.

Com mais de 300 publicações, integra o top 2% de cientistas mais influentes do mundo e soma diversos prémios, como da Associação Americana de Investigação em Educação.

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Bloco de Esquerda exige investimento “urgente” na UMinho para travar degradação das instalações em Braga

28 October 2026 at 21:27

O Bloco de Esquerda (BE) exige ao Governo e à Reitoria da Universidade do Minho “respostas concretas” para resolver a degradação das instalações da instituição, com particular incidência no campus de Gualtar, em Braga.

O partido apela que se crie um “plano urgente de reabilitação das infraestruturas, financiamento público adequado e medidas que garantam residências universitárias dignas, seguras e economicamente acessíveis”.

“É igualmente fundamental assegurar a acessibilidade de todos os espaços e a transparência quanto às intervenções previstas e aos respetivos prazos”, acrescenta.

O BE lembra que mais de mil estudantes da UMinho denunciaram publicamente a degradação das instalações da instituição, nomeadamente infiltrações, tetos falsos deteriorados, humidade persistente, equipamentos em risco de queda, instalações sanitárias inoperacionais e falhas de acessibilidade, no campus de Braga.

“Uma realidade inaceitável numa instituição pública de ensino superior, que compromete a segurança, o bem-estar e as condições de aprendizagem da comunidade académica”, frisa o BE, que enviou ontem um conjunto de questões ao Governo, por intermédio do deputado Fabian Figueiredo.

Para o BE, a situação torna-se “ainda mais grave perante os aumentos das mensalidades das residências universitárias dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), que, em alguns casos, ultrapassaram os 60%”.

“É inaceitável exigir aos estudantes que paguem mais por alojamentos que não garantem condições dignas. Num contexto de crise habitacional e de dificuldades económicas crescentes, estes aumentos agravam as desigualdades e colocam mais obstáculos ao acesso e à permanência no ensino superior”, refere.

Para o Bloco de Esquerda, esta realidade “não pode ser dissociada do subfinanciamento crónico do ensino superior público, que tem contribuído para o adiamento de obras essenciais de conservação e reabilitação”.

“O Governo não pode continuar a ignorar os problemas estruturais das instituições, nem transferir para os estudantes os custos de uma falta de investimento que compromete os seus direitos (…) Os estudantes não podem continuar a pagar a fatura do subfinanciamento do ensino superior. Garantir condições dignas para estudar e viver não é um luxo: é uma responsabilidade pública e uma condição essencial para um ensino superior verdadeiramente inclusivo e acessível a todos”, conclui.

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Revestimentos naturais substituem plásticos de origem fóssil em embalagens

28 October 2026 at 12:46
revestimentos

O Centro de Engenharia Biológica da UMinho (CEB) desenvolveu revestimentos naturais que melhoram a resistência do papel, permitindo criar embalagens capazes de substituir plásticos de origem fóssil.

Estas soluções melhoram o desempenho dos materiais celulósicos, tornando-os mais aptos para aplicações que exigem proteção contra humidade, gorduras ou gases.

O trabalho integrou o Projeto From Fossil to Forest, que reuniu entidades do sistema científico e tecnológico e empresas do setor para criar embalagens e produtos à base de celulose — o biopolímero natural mais abundante do planeta —, promovendo alternativas renováveis e de menor impacto ambiental.

O CEB explica que para alcançar este objetivo, foram concebidos e caracterizados diferentes revestimentos biopoliméricos, cuja aplicação foi inicialmente testada à escala laboratorial nas suas instalações. Posteriormente, as soluções mais promissoras foram validadas em escala piloto e industrial, permitindo demonstrar a sua viabilidade em contexto produtivo.

“Esta transição da investigação laboratorial para a aplicação industrial constituiu uma das etapas mais relevantes do Pacto de Inovação”, afirma a instituição, revelando também que o processo envolveu a adaptação e otimização das formulações desenvolvidas para assegurar o seu desempenho ao longo das diferentes fases de produção, incluindo em condições reais de fabrico.

As novas soluções vão contribuir para a redução da dependência de matérias-primas fósseis e ajudar a diminuir a pegada carbónica associada às embalagens, promover modelos de economia circular e reduzir a acumulação de resíduos plásticos no ambiente.

De referir ainda o alinhamento do From Fossil to Forest com os objetivos do European Green Deal, apoiando uma bioeconomia assente em recursos renováveis.

O trabalho permitiu a obtenção de protótipos funcionais e deu origem a resultados com potencial de valorização tecnológica.

Entre os avanços alcançados, destaca-se a preparação de um pedido de patente associado a uma formulação de revestimento desenvolvida pela UMinho, bem como a produção de novos conhecimentos científicos que darão origem a publicações especializadas.

A longo prazo, os resultados obtidos no âmbito do projeto poderão acelerar a adoção de soluções de embalagem mais sustentáveis em diversos setores industriais, contribuindo para reduzir a utilização de plásticos convencionais sem comprometer o desempenho dos materiais.

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