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CBS: Fiesp vê gasto de R$ 100 bi com valor do TCU e pede mudança no Senado

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou a alíquota de referência de 11,34% para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), proposta pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para 2027.

Em posicionamento assinado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, a federação afirma que o percentual contraria a premissa de manutenção da carga tributária prevista na reforma tributária e pede que o Senado Federal reveja o cálculo.

O TCU propôs uma alíquota de referência de 11,3468%, arredondada para 11,3%, que será encaminhada ao Senado. A Casa terá até 15 de dezembro para definir o percentual por meio de resolução. Caso não o faça dentro do prazo, prevalecerá o cálculo do tribunal.

A CBS foi criada pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais incidentes sobre bens e serviços. A contribuição faz parte do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, modelo também que será composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal.

Segundo o TCU, o cálculo busca manter o nível de arrecadação dos tributos substituídos, sem aumentar ou reduzir as receitas públicas. A metodologia foi encaminhada pela Receita Federal e analisada pelo tribunal.

Fiesp estima impacto de mais de R$ 100 bilhões

Na avaliação da Fiesp, a alíquota proposta está acima do nível necessário para preservar a carga tributária. A entidade afirma que estudos técnicos, incluindo os elaborados pela própria federação, apontavam um percentual próximo de 9% para a CBS.

No comunicado, a federação estima que a decisão pode retirar mais de R$ 100 bilhões da economia em tributos adicionais já em 2027.

A entidade também avalia que a soma das alíquotas da CBS e do IBS pode levar o IVA dual a superar 30%, o que, segundo a Fiesp, colocaria o Brasil na posição de país com a maior tributação sobre o consumo do mundo.

A federação argumenta que uma carga tributária mais elevada pode prejudicar a produção, os investimentos e o emprego.

Para a entidade, o ajuste das contas públicas deve priorizar o controle dos gastos do governo, em vez do aumento da arrecadação sobre empresas e setores produtivos.

“Esperamos o bom senso do Senado Federal para corrigir essa distorção”, afirma Paulo Skaf no posicionamento.

Senado terá palavra final sobre alíquota

A proposta do TCU ainda precisa passar pela definição do Senado. A alíquota de referência da CBS será estabelecida anualmente durante o período de transição da reforma tributária, até a implementação integral do novo sistema, prevista para 2033.

Para 2027, o governo estima arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS, segundo o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual).

A reforma prevê a substituição gradual de tributos atuais por CBS e IBS, com o objetivo de simplificar o sistema.

Enquanto o TCU afirma que o cálculo busca preservar a arrecadação dos tributos substituídos, a Fiesp questiona o percentual proposto e defende uma alíquota menor.

A definição do Senado será decisiva para estabelecer a referência da contribuição em 2027.

Pix: pagamento de aproximação ganha espaço no comércio físico

 

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Intelbras tem lucro de R$ 117 milhões no 3° tri, avanço de 19,7%

A empresa de dispositivos eletrônicos Intelbras teve lucro líquido de R$ 177 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 19,7% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço publicado nesta quarta-feira (28).

  • Resultado operacional medido pelo Ebitda cresceu 18,1%, para R$ 170 milhões;
  • Margem Ebitda passa de 14,7% para 14,5%;
  • Receita líquida soma R$1,18 bilhão, crescimento de 4,6%;
  • Analistas esperavam lucro líquido de R$154 mi, Ebitda de R$158 mi e receita de R$1,17 bilhão, segundo a LSEG.
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Alphabet cai após receita abaixo das expectativas e maior consumo de caixa

A Alphabet GOOGL.O, controladora do Google, não atingiu as expectativas de receita de Wall Street nesta quarta-feira (28), devido aos altos gastos com inteligência artificial que aceleraram a queima de caixa, fazendo com que suas ações caíssem cerca de 8% no pregão estendido.

A gigante da tecnologia reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,07 bilhões, em comparação com as expectativas dos analistas de que se aproximaria do ponto de equilíbrio , de acordo com dados compilados pela LSEG.

Isso representou um aumento em relação ao prejuízo de US$ 5,9 bilhões no trimestre anterior e a primeira vez que a empresa registrou prejuízo em seus 22 anos de história como empresa de capital aberto.

Os prejuízos crescentes da Alphabet foram impulsionados por gastos para aumentar a capacidade da nuvem e financiar pesquisas em IA. A empresa reportou um prejuízo operacional de US$ 7,66 bilhões em “atividades de nível Alphabet”, que, segundo ela, refletiu principalmente despesas relacionadas à pesquisa e desenvolvimento em IA.

De acordo com dados da LSEG, a receita total da gigante da tecnologia no terceiro trimestre foi de US$ 127,6 bilhões, ficando abaixo da estimativa dos analistas de US$ 128,2 bilhões.

A queda na receita foi causada pelo principal negócio de publicidade do Google, que registrou US$ 82,01 bilhões em receita, cerca de US$ 1,41 bilhão abaixo das expectativas.

A receita do Google Cloud superou as estimativas e mais que dobrou, atingindo US$ 30,71 bilhões no terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro , mas não foi suficiente para compensar o desempenho da área de publicidade.

A terceira maior provedora de serviços em nuvem do mundo, atrás da Amazon Web Services (AMZN.O) e do Azure da Microsoft (MSFT.O ), continuou a expandir seus compromissos com empresas, apoiada por contratos plurianuais de infraestrutura em nuvem e IA nos setores de cibersegurança, varejo e serviços financeiros.

Os resultados reforçam a posição da Alphabet como principal beneficiária do aumento dos gastos corporativos com IA, atenuando as preocupações dos investidores de que os elevados investimentos em capacidade computacional possam superar os ganhos de receita no curto prazo.

O interesse das empresas por treinamento e inferência de IA baseados em nuvem permaneceu forte ao longo do ano, mantendo a utilização de data centers em alta e pressionando os principais provedores de nuvem a acelerar a implantação de infraestrutura.

Prevê-se que a Alphabet, a Microsoft, a Amazon e a Meta invistam coletivamente bem mais de 700 bilhões de dólares em 2026 para expandir a infraestrutura de data centers de IA, chips e capacidade de rede de alto desempenho.

O desempenho superior do Google Cloud ocorre em um momento em que os provedores de hiperescala enfrentam diferentes graus de restrições de capacidade, posicionando a Alphabet de forma favorável para conquistar participação de mercado entre as empresas que migram cargas de trabalho de IA para a nuvem.

Embora os gargalos de fornecimento de silício avançado e energia para data centers em todo o setor tenham persistido, os investimentos da Alphabet em unidades de processamento de tensores personalizadas, juntamente com GPUs de terceiros, ajudaram a expandir suas capacidades de prestação de serviços.

As iniciativas proprietárias de IA da Alphabet também impulsionaram o crescimento, e a adoção de seu conjunto de modelos Gemini se ampliou em softwares corporativos e plataformas de desenvolvedores no trimestre em questão.

A integração da empresa com o ecossistema da Apple (AAPL.O) para impulsionar recursos de IA baseados em nuvem continuou a apoiar o alcance mais amplo do ecossistema da Alphabet.

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Motiva registra lucro de R$ 750 milhões no 3º tri; avanço de 9,8% em um ano

A Motiva teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 9,8% sobre o resultado positivo de um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (28) pela maior companhia de concessões rodoviárias do país ao mercado.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões, aumento de 13,4% sobre o apurado um ano antes, com a margem passando se mantendo praticamente estável, a 66,2%.

Analistas, em média, esperavam que a Motiva apresentasse lucro de R$ 627 milhões no terceiro trimestre e Ebitda de R$ 2,6 bilhões, segundo dados da LSEG.

Os números do trimestre incluem início da cobrança de pedágio em concessões rodoviárias da companhia no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e foram beneficiados por uma base de comparação mais fraca com o mesmo período do ano passado diante do início em abril da gestão da rodovia Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais.

A receita líquida ajustada da Motiva cresceu 13,6% no terceiro trimestre sobre um ano antes, para R$ 3,8 bilhões, ante expectativas do mercado de faturamento de R$ 4,44 bilhões, segundo a LSEG.

A Motiva afirmou que a receita do trimestre foi apoiada ainda por “desempenho operacional na plataforma de Trilhos e por reajustes tarifários”. A companhia citou que conseguiu elevar receitas complementares em 23% no período, para R$ 92 milhões.

A companhia terminou setembro com alavancagem financeira ajustada de 3,2 vezes ante 3,6 vezes reportados no mesmo período do ano passado.

CNT: Das 10 melhores rodovias do país, 9 são da iniciativa privada

 

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Microsoft tem receita acima do esperado puxada por serviços em nuvem

A Microsoft divulgou nesta quarta-feira (28) receita trimestral com serviços de computação em nuvem acima do esperado pelo mercado, em um sinal de que a aposta em investimentos elevados em inteligência artificial pode estar se pagando.

O fluxo de caixa livre da Microsoft também superou as expectativas em cerca de US$ 10 bilhões no trimestre passado, com investimentos com infraestrutura de IA abaixo das estimativas e crescimento da receita.

As ações da Microsoft subiram cerca de 4% após o fechamento do mercado. No acumulado do ano, o papel acumula valorização de cerca de 9%.

Os resultados também mostram que a Microsoft está lucrando com a demanda corporativa por IA, aliviando os temores de que a tecnologia ameace seu negócio de software e de que a empresa esteja muito exposta à OpenAI, que não gera lucro.

Forte crescimento do Azure

A receita do negócio de computação em nuvem Azure da Microsoft cresceu 48%, para US$ 33,17 bilhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em setembro sobre um ano antes, superando as estimativas da Visible Alpha, de US$ 32,84 bilhões. A receita do Azure foi de US$ 29,4 bilhões no trimestre anterior.

“O relatório do primeiro trimestre da Microsoft foi praticamente impecável para uma empresa desse porte”, disse Jesse Cohen, analista sênior da Investing.com. “Depois que os números da Meta e da Alphabet reavivaram a ansiedade em relação aos gastos com IA, este é o contrapeso.

A demanda ainda excede a oferta, a carteira de pedidos é enorme e os retornos estão finalmente aparecendo nos lucros e na receita geral.”

No mês passado, a Microsoft decidiu divulgar a receita do Azure em dólares, em vez de apenas taxas de crescimento, oferecendo um panorama mais claro de como a divisão se compara aos rivais Amazon Web Services e Google Cloud.

Os investimentos do trimestre foram de US$ 45,2 bilhões, acima dos US$ 34,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A própria projeção da Microsoft para o primeiro trimestre era de US$ 50 bilhões.

A empresa divulgou um fluxo de caixa livre de US$ 18,6 bilhões. Analistas esperavam US$ 8,54 bilhões, de acordo com a Visible Alpha.

Jonathan Neilson, vice-presidente de relações com investidores da Microsoft, atribuiu os gastos de capital abaixo do esperado a atrasos, e não a quaisquer mudanças nos planos da empresa.

“De fato, observamos que algumas entregas de capacidade de terceiros, que esperávamos para o primeiro trimestre, acabaram sendo adiadas”, disse Neilson.

A Microsoft previu investimentos de US$190 bilhões em 2026. A gigante da tecnologia também enfrenta pressão, já que ferramentas de IA autônomas cada vez mais sofisticadas ameaçam seu negócio de software de produtividade.

Alguns analistas, no entanto, acreditam que o sólido balanço patrimonial da Microsoft lhe dá uma vantagem sobre os rivais à medida que os investimentos em IA aumentam.

De acordo com a Truist, os swaps de inadimplência de crédito de 5 anos da empresa – uma medida do risco de inadimplência percebida – continuam sendo os mais baixos entre as gigantes da tecnologia, mesmo com a ampliação dos spreads em grande parte do mercado de IA.

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Ações da Minerva caem 9,40% com pressão dos juros e riscos nas exportações

As ações das indústrias frigoríficas tiveram desempenho misto no pregão desta quarta-feira (28), com queda expressiva da Minerva e recuo dos papéis da JBS, enquanto a MBRF encerrou em alta.

O mercado acompanhou a volatilidade do dólar e dos juros, além de fatores específicos que afetam as operações das companhias, como a suspensão de exportações de carne bovina à China em uma unidade da MBRF e os possíveis impactos da doença de Newcastle sobre os embarques de carne de frango.

A Minerva (BEEF3) liderou as perdas do grupo, com desvalorização de 9,40%, a R$ 2,89 por ação, ante R$ 3,19 no fechamento anterior. Segundo Luca Vello, analista da Genial Investimentos, embora fosse esperado que o setor exportador de proteínas se beneficiasse de um dólar mais baixo após o cenário eleitoral, fatores negativos específicos e a exposição das empresas ao endividamento pesaram sobre os ativos.

O analista destacou que companhias com dívidas elevadas e compromissos atrelados ao CDI tendem a sofrer maior pressão em um ambiente de juros altos.

As BDRs da JBS (JBSS32), negociadas na B3, recuaram 1,70%, encerrando o dia a R$ 63,58. Já a MBRF (MBRF3) fechou em alta de 1,47%, a R$ 16,53, após oscilar entre a mínima de R$ 15,59 e a máxima de R$ 16,63 durante a sessão.

Para Raphael Galo, head de agronegócio e mercado de capitais da A7 Capital, a volatilidade cambial e as oscilações dos juros seguem entre os principais fatores de influência sobre as operações das empresas.

No caso da MBRF, o analista também apontou a aversão ao risco no mercado acionário após as eleições e os efeitos de notícias relacionadas ao setor de proteínas. Entre elas estão a suspensão das exportações de carne bovina para a China pela unidade de Promissão (SP) e o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina, que pode afetar os volumes exportados de carne de frango.

O desempenho das ações ocorreu em um dia de valorização dos contratos futuros do boi gordo na B3, que voltaram a superar os R$ 400 por arroba em alguns vencimentos.

O movimento evidencia que a alta das cotações da pecuária não se traduz necessariamente em valorização dos papéis dos frigoríficos, cujos resultados também dependem dos custos de aquisição de animais, das margens de processamento, do câmbio, do custo da dívida e das condições de acesso aos mercados internacionais.

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Neoenergia vende de participação em hidrelétrica a fundos da Itaú Asset

A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, anunciou nesta quarta-feira (28) um acordo para vender sua participação remanescente de 25% na hidrelétrica de Dardanelos, em Mato Grosso, a uma sociedade detida por fundos geridos pela Itaú Asset Management. A operação deve antecipar cerca de R$ 400 milhões em caixa para a companhia.

O acordo prevê também a quitação integral de um empréstimo de R$ 265,8 milhões concedido à Hidro Participações pela Elektro Renováveis do Brasil, subsidiária integral da Neoenergia. Tanto o preço das ações quanto o valor do empréstimo estão sujeitos a correção monetária e outras atualizações desde 2 de abril de 2026 até o fechamento da operação.

A participação remanescente havia sido mantida após a venda de 75% do empreendimento à francesa EDF power solutions, anunciada em 21 de novembro de 2025 e concluída em 2 de abril deste ano. A EDF permanece como sócia majoritária e assumiu a responsabilidade pela operação e manutenção da hidrelétrica com a conclusão daquela aquisição.

Na negociação anunciada no ano passado, o valor atribuído à totalidade do empreendimento foi de R$ 2,51 bilhões. A avaliação seguia o critério de enterprise value, que considera também o endividamento líquido do negócio.

A participação remanescente da Neoenergia era indireta, por meio da EDF Brasil Hidro Participações, sociedade que detém a Energética Águas da Pedra, empresa responsável pela usina.

A saída de Dardanelos ocorre em meio à estratégia de rotação de ativos da Neoenergia. Ao anunciar o acordo com a EDF, a companhia afirmou que a operação contribuiria para fortalecer o caixa, reduzir a alavancagem e simplificar sua estrutura.

No encerramento de setembro, a alavancagem da Neoenergia, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, estava em 3,44 vezes. O indicador recuou em relação às 3,48 vezes de junho, mas ficou acima das 3,41 vezes registradas em dezembro de 2025.

A dívida líquida somava R$ 52,23 bilhões, alta de 7% sobre os R$ 48,74 bilhões do fim do ano passado. Segundo o balanço do terceiro trimestre, o aumento foi explicado principalmente pelos investimentos nos projetos de redes.

Dardanelos está localizada no rio Aripuanã, no município de mesmo nome, no norte de Mato Grosso, e entrou em operação comercial em 20 de agosto de 2011. A usina tem cinco unidades geradoras, sendo quatro de 58 megawatts e uma de 29 megawatts, que somam 261 MW de capacidade instalada.

O empreendimento opera a fio d’água, aproveitando o fluxo do rio para gerar eletricidade, e possui reservatório de 0,24 quilômetro quadrado. Segundo a EDF, a capacidade da hidrelétrica equivale ao abastecimento de aproximadamente 1,4 milhão de pessoas.

De acordo com a Neoenergia, Dardanelos mantém contratos de venda de energia com um conjunto de 24 distribuidoras brasileiras. A EDF assumiu a responsabilidade pela operação e manutenção da usina quando concluiu a aquisição da participação majoritária, em abril.

Eólica offshore pode ser “nova energia hidrelétrica” do Brasil, diz estudo do Banco Mundial

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FedEx projeta lucro acima do esperado após avanço trimestral

A FedEx FDX.N previu lucro anual acima das estimativas nesta quarta-feira (28), após divulgar um aumento de 28% nos lucros do terceiro trimestre, impulsionado por preços mais baixos, maiores volumes e esforços de redução de custos.

A empresa sediada em Memphis prevê um lucro ajustado para 2026 na faixa de US$ 18 a US$ 18,60 por ação, acima da expectativa dos analistas de US$ 17,73 por ação, de acordo com dados compilados pela LSEG.

A FedEx passou a divulgar seus resultados com base no ano civil, em vez do ano fiscal, a partir do último trimestre.

Segundo a empresa, os resultados melhoraram devido ao maior retorno sobre os pacotes, ao aumento do volume de vendas e à redução contínua de custos. Esses fatores foram parcialmente compensados ​​pelo custo da contratação de transporte adicional, pelo aumento dos salários e da remuneração dos funcionários, bem como pelas mudanças nas políticas tarifárias dos EUA.

“Continuamos comprometidos com a execução operacional disciplinada para reduzir nossos custos de atendimento, mantendo o foco no crescimento lucrativo”, disse o CEO Raj Subramaniam.

A FedEx, referência no comércio global, reportou lucro ajustado de US$ 3,74 por ação no terceiro trimestre, um aumento em relação aos US$ 2,93 por ação do ano anterior.

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Budget 2026: Healey hikes taxes on banks and landlords to fund £100 handouts to 20m households

Few surprises as chancellor uses low-key speech blaming ‘global economic storms’ for stoking energy prices and cost of living crisis

John Healey raised taxes on banks and landlords to fund a £100 winter handout for 20 million families as official forecasts made clear there is no end in sight for the cost of living crisis.

In his first budget, the chancellor blamed “global economic storms” for the grim outlook, as the war in Iran drives up oil and gas prices.

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© Photograph: House of Commons/AFP/Getty Images

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Wall Street fecha em alta após Fed manter taxa básica de juros

Os índices de ações dos EUA avançaram na quarta-feira (28) depois que o Fed (Federal Reserve dos EUA) manteve sua principal taxa de juros inalterada, como amplamente esperado, transferindo a probabilidade de um aumento da taxa para sua próxima reunião de política monetária em dezembro.

Em comunicado complementar, o Fed revisou para cima sua avaliação da economia, reconhecendo, porém, que a inflação “permanece elevada”. Na coletiva de imprensa que se seguiu à divulgação, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que o banco central deixou clara sua disposição e prontidão para agir.

Segundo a ferramenta FedWatch da CME, os mercados financeiros estão precificando uma probabilidade de 87,4% de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros na reunião de dezembro do Fed, acima dos 78,3% registrados na terça-feira.

As previsões de aumento das taxas de juros podem ser influenciadas por dados esperados para quinta-feira, incluindo o relatório de Despesas de Consumo Pessoal do Departamento de Comércio – que inclui o indicador de inflação preferido do banco central – e uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) terceiro trimestre.

A Microsoft e a Alphabet devem divulgar seus resultados trimestrais após o fechamento dos mercados.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 subiu 25,43 pontos, ou 0,33%, fechando em 7.748,03 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 83,42 pontos, ou 0,32%, para 26.561,24. O Dow Jones Industrial Average teve alta de 126,21 pontos, ou 0,24%, para 52.503,78.

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Mercado precifica 60,9% de chance de BC interromper queda de juros

Os investidores passaram a apostar majoritariamente que o BC (Banco Central) deve interromper o ciclo de corte da taxa básica de juros, a Selic, em sua próxima reunião. O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne pela penúltima vez no ano entre terça-feira (3) e quarta-feira (4) da semana que vem.

Até sexta-feira (23), os contratos de opção de Copom negociados na B3 apuravam aposta majoritária (76%) em um novo corte de 0,25 ponto percentual pelo colegiado de diretores do BC. Eram 17,5% os que contavam com a possibilidade de manutenção.

As expectativas viraram na segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato. Na segunda, 63,1% das posições montadas acreditavam que os cortes da Selic seriam interrompidos já na reunião de novembro. Na terça-feira (27), as apostas estavam em 60,9%.

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A B3 disponibiliza os dados referentes ao fechamento do pregão sempre no dia útil seguinte.

O resultado inesperado das eleições presidenciais e a forte deterioração dos ativos financeiros na segunda-feira levou gestores e economistas ouvidos pelo CNN Money a discutirem a possibilidade de a autoridade monetária não somente interromper os cortes, como endurecer a taxa de juros em resposta ao cenário fiscal pior e à disparada do dólar em relação ao real.

A expectativa gerada em torno de Flávio Bolsonaro (PL) era movida pela esperança dos investidores em uma política fiscal mais rígida. Com Lula, espera-se continuidade de uma economia pautada no impulso com gastos públicos.

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TCU aprova acordo para devolução de trecho da Transnordestina

O TCU (Tribunal de Contas da União) anunciou nesta quarta-feira (28) que aprovou com mudanças um acordo para devolução de mais de 3 mil quilômetros de ferrovias e pagamento de indenização de R$ 1,785 bilhão à União pela FTL (Ferrovia Transnordestina Logística), uma empresa do grupo CSN.

O acordo prevê devolução à União de 3.014 quilômetros de ferrovias sem operação e o reconhecimento da indenização devida pela FTL, afirmou o TCU, citando que o pagamento e o cumprimento das principais obrigações previstas no acordo dependem da futura prorrogação da concessão, prevista para 2028.

“O Tribunal recomendou a assinatura do acordo, visto que ele é mais vantajoso do que uma longa disputa judicial”, afirmou o TCU em comunicado à imprensa.

O acordo foi acertado pela FTL com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A FTL foi contratada em 1997 para a exploração de serviço de transporte ferroviário de carga na ferrovia Transnordestina, afirmou o TCU.

Além da devolução dos trechos e da indenização, a empresa assumirá obrigações de desativação da infraestrutura, regularização ambiental e fundiária e mapeamento geográfico, além de investimentos de R$136,28 milhões para reduzir conflitos entre a ferrovia e as áreas urbanas, afirmou o tribunal.

Na decisão, o tribunal incluiu no acordo a proibição de uso dos recursos da indenização e da conversão de multas para pagamento de serviços de manutenção que já eram obrigação da FTL.

O TCU também cobra cronograma detalhado das obras e dos gastos e criação de penalidades proporcionais à gravidade dos descumprimentos.

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Warsh, do Fed, diz que economia dos EUA não está superaquecida

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (28) que a economia dos Estados Unidos não está superaquecida, apesar de algumas pressões sobre a demanda decorrentes do boom nos investimentos em IA (inteligência artificial), acrescentando que o objetivo do Fed “não é colocar areia na engrenagem” da economia.

Warsh disse em uma coletiva de imprensa, após o Fed manter as taxas inalteradas, que a economia dos EUA está “seguindo na direção certa”.

“A economia está aquecida demais? Está crescendo forte demais? Essa não é a opinião da maioria dos meus colegas”, disse Warsh, acrescentando que é difícil determinar o crescimento potencial. Ele afirmou não acreditar que o crescimento em si esteja causando inflação e dificultando o trabalho do Fed.

“Minha avaliação é que temos observado uma melhora na produtividade. Não podemos medi-la com precisão. Acho que grande parte dessa mudança na produtividade antecede tudo o que estamos discutindo sobre superinteligência, mas a produtividade vem aumentando na economia, por mais imperfeita que seja a medição.”

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Juros futuros sobem com pressão do cenário político e dos Treasuries

Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ​ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se ​firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.

Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste ⁠de 14,381% da véspera. Já a taxa ​do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante ​14,907%.

Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à ⁠vitória de Lula sobre Flávio, o favorito da ⁠Faria Lima, na disputa eleitoral. Por trás do movimento está o receio de que, ​com ‌Lula no Planalto, haja mais dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.

Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com ⁠as taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva.

Nesta quarta-feira as taxas alternaram altas e baixas mais cedo, mas no fim da manhã ganharam um impulso do avanço dos Treasuries antes da decisão sobre ‌juros ⁠do Fed (Federal Reserve).

Operador ouvido ‌pela Reuters afirmou que o mercado também pressionava para que o Tesouro Nacional promovesse nova operação de recompra de títulos, assim como ocorreu na segunda e na terça-feira, para segurar as taxas. No entanto, o Tesouro ficou fora ⁠dos negócios.

Ao mesmo tempo, as atenções seguiram voltadas para a ⁠fuga de Flávio para os EUA. O avião que transportava o senador e sua família chegou pela manhã em Miami.

Investigado em inquéritos ‌no STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio descumpriu a ordem para entregar seus passaportes e saiu do país dois dias depois de perder a eleição para Lula.

Profissionais ouvidos pela Reuters ao longo do dia citaram a preocupação de que a fuga de Flávio possa aprofundar os atritos entre Brasil e EUA, impactando a economia brasileira – ‌incluindo o câmbio e as taxas de juros.

À tarde, o Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, como era largamente esperado, com o Fomc (Comitê Federal de ⁠Mercado Aberto) dizendo que aguardará a coleta de mais informações para decidir o rumo da política monetária dos EUA.

Os rendimentos dos Treasuries demonstraram volatilidade após a decisão do Fed e durante a entrevista coletiva do chair da ​instituição, Kevin Warsh, enquanto no Brasil as taxas dos DIs se mantiveram em alta.

Após a máxima de 15,310% (+40 pontos-base) ​às 11h41, em meio ao noticiário sobre a fuga de Flávio, a taxa do DI para janeiro de 2035 fechou a sessão regular em 15,12%, já após a decisão do Fed.

No exterior, às 16h35 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – ‌subia 5 pontos-base, a 5,04%.

Entenda por que os juros caem nos EUA e sobem no Brasil

 

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Petróleo sobe com tensões no Iêmen e ataque a refinaria na Arábia Saudita

Os preços do petróleo subiram cerca de 1% nesta quarta-feira (28), devido a novas preocupações com possíveis interrupções adicionais no abastecimento de energia no Oriente Médio, decorrentes da continuidade dos combates no Iêmen, de um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita e do temor de que os Estados Unidos possam atacar o Irã após as eleições de meio de mandato, na próxima semana.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,44, ou 1%, fechando a US$ 115,32 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiu US$ 2,88, ou 3%, fechando a US$ 102,78.

Esse aumento nos preços levou o Brent de volta à zona de sobrecompra pela quarta vez em cinco dias.

Os houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira, segundo as forças governamentais iemenitas, depois que o grupo alinhado ao Irã alertou a população para evacuar as instalações à medida que os combates se intensificavam no país empobrecido, envolvido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram na terça-feira  ter atingido a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita com um míssil, intensificando seus ataques contra o segundo maior produtor mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA. As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque à instalação, com capacidade de 550 mil barris por dia.

“Os futuros do petróleo mais uma vez estão precificando uma redução na oferta no curto prazo, diante das notícias de que os EUA provavelmente retomarão as operações militares em breve, o que poderia ser mais intenso do que no passado, considerando os últimos ataques à Arábia Saudita e a outros aliados do Oriente Médio”, afirmou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, em uma nota.

Nas últimas semanas, vários analistas afirmaram que novos ataques dos EUA ao Irã poderiam ocorrer em algum momento após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.

Na esperança de pôr fim ao conflito, que já dura oito meses, mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra com os EUA e Israel, disse uma autoridade a par das negociações.

Uma alta autoridade iraniana, no entanto, afirmou que Doha havia apenas apresentado ideias inaceitáveis que não constituíam uma oferta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que Teerã continuava dando uma chance para que a diplomacia tivesse sucesso e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias proposto por Teerã fosse concluído em menos de uma semana, caso fosse implementado.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado a mediação para pôr fim à guerra, que interrompeu o transporte marítimo global e o abastecimento de petróleo e se espalhou para a Arábia Saudita e o Iêmen.

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Amazon corta 250 empregos em divisão de dispositivos, diz agência

A Amazon cortou cerca de 250 postos de trabalho nesta quarta-feira (28) em sua unidade de dispositivos e serviços, após semanas de lançamentos de produtos, incluindo novos leitores eletrônicos Kindle e tablets.

A empresa confirmou os cortes após uma consulta da Reuters.

“Tomamos a difícil decisão de eliminar um pequeno número de cargos”, disse um porta-voz, sem dar detalhes.

Os cortes afetaram no máximo 250 postos de trabalho, disse uma pessoa a par do assunto, principalmente na área de desenvolvimento de software.

As demissões ajudarão a empresa a “operar com mais eficiência e se alinhar melhor ao nosso plano de desenvolvimento de produtos”, disse o porta-voz. A Amazon também anunciou nesta quarta-feira um novo despertador e uma moldura digital equipados com a Alexa.

Como é costume na empresa, mensagens de texto e emails foram enviados aos funcionários na madrugada desta quarta-feira.

Uma das mensagens, vista pela Reuters, era de Cherie Robinson, vice-presidente de recursos humanos na área de dispositivos e serviços, informando que a empresa havia passado por “uma revisão completa de nossa estrutura”, o que resultou na necessidade dos cortes.

No início deste mês, a Amazon cortou cerca de 1.000 postos de trabalho em sua divisão principal de varejo. A empresa divulgará seus resultados financeiros do terceiro trimestre após o fechamento do mercado na quinta-feira.

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Brasil pode ter menos renúncias fiscais, diz Tebet à CNN

A redução das renúncias fiscais do país é um dos principais caminhos defendidos por Simonte Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, para ajustar as contas públicas.

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura pra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, pontuou em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28).

“Trocar gastos ruins por gastos bons. Tirar políticas públicas que não são mais eficientes para comportar outras políticas públicas que foram prometidas e ninguém vai cometer estelionato eleitoral.”

Além de “ajustes finos” em cima de benefícios tributários e isenções considerados ineficientes, a ex-ministra apontou para a necessidade de se rever determinadas despesas e as regras do arcabouço fiscal adotado em 2023 pelo governo Lula.

A ex-ministra do Orçamento avaliou que, fazendo os ajustes necessários, o país pode atingir um superávit fiscal de valor equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em quatro anos.

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Kevin Warsh anuncia mudanças na condução de reuniões do Fed

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou nesta quarta-feira (28) uma mudança na forma como o banco central utilizará seu calendário de reuniões para avaliar melhor as principais questões que o banco central norte-americano enfrenta.

“Acreditamos que oito reuniões por ano seja o número adequado para o Fomc, mas, em 2027, uma reunião se concentrará exclusivamente na estratégia geral de política monetária, sem a previsão de votação sobre a taxa de juros nem de declaração de política monetária”, afirmou Warsh em coletiva de imprensa.

“As demais serão reuniões regulares do Fomc para definição de política monetária, e espero que, em 2028, tenhamos duas reuniões dedicadas a discussões sobre estratégia e seis… para a definição da política monetária.”

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Venda de máquinas cai 21,6% no ano, mas mostra recuperação em setembro

A receita líquida da venda de máquinas agrícolas somou R$ 5,2 milhões em setembro, o que representa uma queda de 15,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Em relação a agosto, houve um aumento de 8,2%, segundo a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

No ano, a queda é ainda mais pronunciada, de 21,6%, com um total de vendas acumulado de R$ 41,5 milhões.

O desempenho ocorre em um cenário de restrição ao investimento dos produtores rurais, marcado pelo endividamento e pelo custo elevado do financiamento. Esses fatores têm limitado a renovação do parque de máquinas agrícolas e pressionado as vendas no mercado brasileiro. Entretanto, a expectativa da Abimaq é uma estabilidade e um leve crescimento daqui para frente.

Mais cedo, a Abac, que representa o setor de consórcios, divulgou que a movimentação do setor chegou a R$ 17,57 bilhões em créditos comercializados de janeiro a setembro de 2026, queda de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações avançam

Enquanto o mercado doméstico permanece enfraquecido, as exportações de máquinas e equipamentos agrícolas apresentam desempenho positivo. Em setembro, as exportações alcançaram US$ 161,69 milhões, alta de 21,2% em relação a agosto e de 8,4% na comparação anual.

Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações totalizaram US$ 1,312 bilhão, 12,1% acima do mesmo período de 2025.

Importações recuam no acumulado

As importações de máquinas e implementos agrícolas somaram US$ 902,6 milhões de janeiro a setembro, queda de 4,2% na comparação com os nove primeiros meses de 2025.

Somente em setembro, as compras externas totalizaram US$ 91,71 milhões, recuo de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar do aumento de 1,6% ante agosto.

Com exportações de US$ 161,69 milhões e importações de US$ 91,71 milhões em setembro, o segmento registrou superávit comercial de US$ 69,98 milhões no mês.

Tratores e colheitadeiras

Em unidades, foram comercializados 7.159 tratores em setembro de 2026, 1,28% abaixo dos 7.252 tratores negociados em agosto de 2026. Do total, 3.577 foram vendidos para o usuário final, 7,6% acima do mês anterior, porém 32,5% menos do que setembro de 2025.

Outros 3.140 foram comercializados para fábricas, 8,7% menos do que em agosto de 2026 e 48,4% menos do que setembro de 2025.

Os 442 tratores restantes foram destinados à exportação, que registrou queda de 9,4% em comparação a agosto de 2026, e queda de 12,6% em relação a setembro de 2025.

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