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Acidente/Elevador: Câmara de Lisboa considera “vergonhosas” afirmações da Fidelidade

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By: Lusa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) considerou esta quarta-feira “vergonhosas” e “lamentáveis” as afirmações da Fidelidade, seguradora da Carris, no processo de indemnização à família de uma das vítimas do acidente do elevador da Glória.

“As informações que nós ouvimos, pelo menos através da comunicação social sobre a seguradora, são vergonhosas, são lamentáveis, não se percebe e, portanto, notifiquei a seguradora, notifiquei no sentido que informei daquilo que é o nosso desconforto sobre afirmações dessa índole”, afirmou Carlos Moedas (PSD) na reunião pública de vereadores que está a decorrer nos Paços do Concelho.

O vereador do BE Ricardo Moreira (em substituição de Carolina Serrão) tinha questionado a liderança PSD/CDS-PP/IL sobre excertos retirados do processo de indemnização à família de uma vítima mortal do descarrilamento do elevador, em setembro do ano passado, em que a Fidelidade argumenta que “porque o acidente foi tão rápido, nem sequer lhes custou nada, não sofreram”, disse o bloquista.

“É uma indignidade, senhor presidente, não deixe estas vítimas sozinhas, lute por elas, tal como nós, não abandone as vítimas do elevador da Glória”, pediu Ricardo Moreira.

Também Pedro Anastácio, do PS, considerou que, “além da total falta de empatia e da crueldade que representam as declarações por parte da seguradora”, há uma questão “muito mais grave”, uma vez que “foi afirmado que era conhecida a falta de segurança do elevador e que [o descarrilamento] não era um evento imprevisível”.

“É dito que os utilizadores bem sabiam do risco, e mais, que toda a gente sabia e, se todos sabiam, a Câmara, por maioria de razão, também sabia”, salientou o socialista, defendendo que a argumentação da Fidelidade “torna a Câmara Municipal de Lisboa, a Carris, e aqui não vale a pena haver confusões porque é uma empresa 100% detida pelo município de Lisboa, e em particular o senhor presidente da Câmara, corresponsável pelo acidente”.

“Se assim é, e se toda a gente sabia, a Câmara não podia ignorar, como fez, e tinha uma obrigação de tomar medidas de impedir a circulação e nada disto foi feito”, vincou.

Carlos Moedas considerou “triste e, de certa forma, doloroso ver a que a política chegou e a politização de uma tragédia”.

“Essa politização de uma tragédia tem sido aqui uma opção política, uma estratégia do Partido Socialista, e isso é muito triste, porque afeta a vida de todos”, acusou o social-democrata.

Antes, também o vice-presidente da CML, Gonçalo Reis (PSD), tinha classificado as afirmações da Fidelidade como “lamentáveis”.

“O nosso desejo e a orientação, se é possível nós darmos orientação a uma seguradora, é que seja diligente, rápida e que não haja nenhuma restrição da parte da Câmara Municipal em termos de assinar os acordos”, afirmou o vice-presidente.

A Fidelidade rejeitou esta quarta-feira que esteja a recusar indemnizar as vítimas do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, e lamentou que “algumas expressões” retiradas de peças processuais “possam ter causado sofrimento acrescido”.

Gonçalo Reis manifestou ainda a solidariedade da CML para com as vítimas do acidente de esta quarta-feira com dois comboios de alta velocidade em Espanha, bem como para com as famílias, os profissionais do setor ferroviário e as equipas de emergência.

“Nós temos de trazer confiança às infraestruturas e aos temas de transportes”, rematou.

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O Ministro da Educação, o Presidente da ASF e outros governantes vão às escolas ensinar a poupar


No dia 30 de outubro, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira vão às escolas do Ensino Básico e Secundário para dar aulas sobre poupança e gestão de dinheiro. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em parceria com o Banco de Portugal, a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Esta é a segunda edição do programa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” e, além da poupança, a iniciativa aborda temas como o orçamento familiar, a fiscalidade, os sistemas e produtos financeiros e o empreendedorismo.

Entre os participantes estão o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que dará uma aula na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, e o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que estará na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja. Também os presidentes da ASF, Gabriel Bernardino, e da CMVM, Luís Laginha de Sousa, dinamizarão sessões no Cadaval e na Moita, respetivamente. A iniciativa conta ainda com secretários de Estado das áreas do Ensino Superior, do Orçamento e dos Assuntos Fiscais.

A par dos dirigentes governamentais e reguladores, o projeto conta com a participação de estudantes e docentes universitários de Finanças, Economia, Gestão e Contabilidade. Em articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, estudantes e docentes universitários vão partilhar conhecimentos e experiências com os alunos. As parcerias poderão prolongar-se ao longo do ano letivo, através de novas aulas e atividades.

De acordo com o MECI, a aprendizagem vai ser adaptada aos diferentes níveis de ensino. No 1.º ciclo, será abordada a importância e os objetivos da poupança, enquanto que no 2.º ciclo os alunos vão aprender formas de aplicação e remuneração das poupanças e a importância do planeamento financeiro. No 3.º ciclo, serão abordadas a diversificação dos investimentos para reduzir riscos e a proteção contra fraudes financeiras e digitais. Já no Ensino Secundário, os alunos vão comparar diferentes produtos financeiros e os riscos associados.

Os conteúdos incluem ainda a abordagem, de forma parcial, da tomada de decisões que envolvam ganhos e perdas, a distinção entre necessidades e desejos e entre rendimentos e despesas, o planeamento da poupança e dos investimentos a médio e longo prazo, e os comportamentos de proteção contra fraudes financeiras e digitais.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada em 2025, que reforçou a importância da literacia financeira e levou à inclusão obrigatória desta dimensão na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em todos os anos de escolaridade.

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Morreu o CEO da Aon Re, Andrew Laing


O CEO de resseguro da Aon para o Reino Unido, Andrew Laing, morreu, anunciou a empresa na quinta-feira.

A Aon anunciou a morte de Andrew Laing, CEO da Aon Re Reino Unido.

Laing tinha assumido o cargo dedicado ao negócio de resseguro no Reino Unido em março de 2026. Trabalhava na Aon há mais de 40 anos e era também CEO da divisão global de resseguro facultativo da empresa desde 2016.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Aon afirma: “Estamos profundamente consternados com a perda de Andrew Laing, que liderava o negócio de soluções de resseguro da Aon no Reino Unido”.

“Quem conheceu Andrew recordar-se-á de muito mais do que das suas conquistas profissionais. Era dedicado à família, um colega de confiança, um mentor generoso e um amigo leal e estimado por muitos”, explica a Aon, que não adiantou a causa de morte.

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Lucro da Mapfre sobe 11,5% para 924 milhões de euros até setembro

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By: Lusa

A Mapfre obteve um lucro líquido de 924 milhões de euros até setembro, mais 11,5% do que período homólogo, com um crescimento em prémios tanto no segmento Vida como no de Não Vida, foi esta quarta-feira anunciado.

Em comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV), a seguradora explica que os prémios subiram para 22.800 milhões, mais 2% do que em 2025, com aumentos de 11% no ramo Não Vida e de 5% no de Vida.

A área geográfica da Ibéria melhorou o lucro em 19% para 413 milhões de euros.

Em Espanha e Portugal (Ibéria), os prémios atingiram os 7.891 milhões, um aumento de 0,9%, dos quais Espanha contribuiu com 7.531 milhões (um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior), enquanto Portugal contribuiu com 359 milhões (um aumento de 13,6%).

Os prémios do segmento Não Vida subiram 0,7% com bom desempenho em Saúde e Acidentes (4,1%) e em Automóveis (1,1%), enquanto os Seguros Gerais caíram 2,4% devido à emissão não recorrente de Empresas em 2025.

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Elevador da Glória. Fidelidade nega “recusar indemnizar” as vítimas e as famílias


A Fidelidade rejeitou “categoricamente que esteja a recusar indemnizar” as famílias e as vítimas do acidente do Elevador da Glória, depois de na passada segunda-feira ser noticiado que a seguradora contestava o valor da indemnização e que defendia que o Elevador não podia ser visto como um meio de transporte “altamente confiável” à data do acidente. A seguradora veio agora afirmar em comunicado que a distância entre os valores pedidos e as propostas apresentadas não se traduz numa recusa de pagamento.

A Fidelidade indicou ainda que já suportou diretamente ou assumiu a responsabilidade pelo pagamento de cerca de 2,5 milhões de euros em despesas e indemnizações associadas ao acidente.

Explica que “apresentou uma proposta de várias centenas de milhares de euros, fundamentada nos critérios legais e jurisprudenciais aplicáveis e validada pela Comissão Técnica Independente”, frisando que “a divergência entre o montante proposto e o reclamado não constitui uma recusa de indemnizar“.

A companhia criticou a tentativa de inflacionar os montantes, sustentando que “uma vida não pode valer mais, nem menos, em função da atenção mediática que a sua perda suscite“. No mesmo esclarecimento, detalhou que os valores invocados para a perda do direito à vida correspondem apenas a uma parcela do cálculo indemnizatório, ao qual se somam outros danos patrimoniais e não patrimoniais.

Das 16 vítimas mortais, a seguradora avança que quatro processos fecharam em acordo definitivo com as famílias, oito mantêm-se em fase negocial, dois processos estão dependentes de documentação, um processo seguiu para a via judicial, e um processo está a ser processado como acidente de trabalho, com pensões provisórias ativas.

No caso dos 24 feridos, a Fidelidade refere que mantém a assistência médica e que a fixação final das compensações depende da consolidação clínica das lesões de cada sinistrado.

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Lucro da Mapfre sobe 11,5% para 924 milhões de euros até setembro

A Mapfre obteve um lucro líquido de 924 milhões de euros até setembro, mais 11,5% do que período homólogo, com um crescimento em prémios tanto no segmento Vida como no de Não Vida, foi hoje 28 de outubro anunciado.

Em comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV), a seguradora explica que os prémios subiram para 22.800 milhões, mais 2% do que em 2025, com aumentos de 11% no ramo Não Vida e de 5% no de Vida.

A área geográfica da Ibéria melhorou o lucro em 19% para 413 milhões de euros.

Em Espanha e Portugal (Ibéria), os prémios atingiram os 7.891 milhões, um aumento de 0,9%, dos quais Espanha contribuiu com 7.531 milhões (um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior), enquanto Portugal contribuiu com 359 milhões (um aumento de 13,6%).

Os prémios do segmento Não Vida subiram 0,7% com bom desempenho em Saúde e Acidentes (4,1%) e em Automóveis (1,1%), enquanto os Seguros Gerais caíram 2,4% devido à emissão não recorrente de Empresas em 2025.

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7ª Conferência ECOseguros vai ser já amanhã


É já amanhã, quinta-feira, dia 29 de outubro, que vai ter lugar a 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027. Vai juntar, no Centro Cultural de Belém a partir das 08h30, reguladores, seguradores, mediadores e prestadores de serviços para debater os principais desafios da atividade seguradora, da distribuição e da gestão da poupança à cibersegurança, aos grandes riscos e à sinistralidade na saúde.

Ainda se pode inscrever aqui.

A mudança tecnológica, o aparecimento de novos riscos e a transformação das necessidades dos clientes são os eixos centrais do encontro, que pretende analisar as tendências com impacto no setor segurador e as suas implicações para os negócios nos próximos anos. A supervisão, a inovação, os modelos de distribuição e a capacidade de resposta das seguradoras estarão entre os temas em discussão. Inscreva-se gratuitamente na conferência.

A sessão de abertura começa às 09h00, com António Costa, diretor do ECO.

Dez minutos depois, às 09h10, João Silva Lopes, secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, fará a abertura oficial dos trabalhos.

O programa prossegue às 09h40 com Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), numa conversa dedicada à supervisão.

Às 10h10, Nuno Esteves, partner da EY Portugal para os serviços financeiros e responsável pela área de seguros, apresenta “Perspetivas para a Indústria Seguradora: Entre a Disrupção e a Criação de Valor”, numa análise às mudanças que estão a moldar o setor e às oportunidades de criação de valor.

Longevidade, poupança e novos canais de distribuição

A evolução demográfica, a proteção financeira a longo prazo e os desafios da subscrição no ramo Vida estarão em debate às 11h00. Na mesa-redonda dedicada à longevidade e à gestão da poupança participam Gonçalo Castro Pereira, vice-presidente da Gama Life, Isabel Castelo Branco, CEO do BPI Vida e Pensões, Luiz Ferraz, CEO da Prévoir, e Marta Graça Ferreira, presidente do conselho de administração da Real Vida Seguros. O painel abordará as respostas do setor às novas necessidades de proteção e poupança de longo prazo.

A distribuição de seguros será o tema seguinte, às 11h40, com o painel “Quem Vai Vender Seguros? O Ecossistema da Distribuição”. Ana Teixeira, CEO da Mudey, e Ricardo Neves, responsável pelas parcerias e canais alternativos da Zurich, vão discutir a evolução dos canais comerciais e a forma como os diferentes intervenientes se posicionam na relação com os clientes.

Os grandes riscos, o resseguro e as alterações climáticas estarão no centro de um dos principais painéis da conferência, marcado para as 12h00. Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, Pedro Carvalho, CEO da Generali Tranquilidade e José Galamba de Oliveira, presidente da APS, vão debater os desafios colocados pela evolução dos riscos e pelas alterações climáticas. A discussão incidirá também sobre a gestão e a transferência de riscos e sobre a importância do resseguro para a capacidade de resposta da indústria seguradora.

A inteligência artificial estará em destaque às 12h50, no painel “IA: Leap Jump na Melhoria da Jornada do Segurado?”. Gonçalo Marques dos Santos, responsável pela experiência do cliente do Grupo GBI, Henrique Guerreiro, engagement lead da Frank, Luís Vieira, diretor de Processos e Análise de Negócio da Glassdrive Portugal, e Nuno Sousa, senior director de serviços financeiros da Claranet Portugal, vão – com moderação de João Veiga – CEO da Elysian Consulting – debater a utilização desta tecnologia na melhoria da experiência dos segurados e na transformação dos processos de negócio.

Ameaças digitais, alterações climáticas e custos na saúde

A agenda da tarde arranca às 14h30 com uma entrevista a Luís Menezes, CEO do Grupo Ageas Portugal, realizada por António Costa, diretor do ECO.

Segue-se, às 15h00, o debate “Cibersegurança Avançada, Guerra Digital e Lacunas de Proteção”. Jorge Libório, partner da EY e responsável pela área de cibersegurança, e Ricardo Azevedo, diretor técnico da Innovarisk, vão analisar a evolução das ameaças digitais e as necessidades de proteção das organizações perante uma exposição crescente aos riscos cibernéticos.

Às 15h40, Nuno Martins, presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), participa numa conversa dedicada ao setor da mediação.

O último painel de debate começa às 16h30 e será dedicado à “Sinistralidade na Saúde e Ecossistemas de Bem-Estar”. José Pedro Inácio, CEO da Advancecare, Rui Dinis, CEO da Planicare, e Rui Meireles, diretor de Seguros de Pessoas da MDS Portugal, vão analisar a evolução da sinistralidade na saúde e os modelos de articulação entre seguros, prestação de cuidados e soluções de bem-estar.

Vinte e um parceiros a apoiar a 7ª Conferência

A 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027 conta com o apoio de 21 empresas ligadas à atividade seguradora: AdvanceCare, BPI Vida e Pensões, Caravela Seguros, Claranet Portugal, Cleva, EY, Fidelidade, Frank, GamaLife, GAPSA, Generali Tranquilidade, Glassdrive, Grupo Ageas Portugal, Grupo GBI, Innovarisk, MDS, Mudey, Planicare, Prévoir, Real Vida Seguros e Zurich.

Inscreva-se aqui ainda hoje .

 

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Metade dos portugueses desconhece como são pagas as reformas. Muitos acham que Estado guarda os seus descontos


Só 48,5% dos portugueses sabem que as pensões pagas hoje saem dos descontos de quem está a trabalhar. Os restantes dividem-se entre quem julga que cada pessoa recebe o que acumulou ao longo da carreira (27,8%), quem aponta os impostos de todos os contribuintes (17,7%) e quem não sabe responder (6%).

Os reformados, que são um em cada quatro inquiridos, aparecem na cauda do conhecimento sobre o funcionamento do sistema, quando comparados com os restantes perfis. Os dados são de um inquérito sobre poupança para a reforma da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), divulgado na terça-feira, que teve como amostra 801 pessoas com 18 ou mais anos, entre 10 de dezembro de 2025 e 13 de fevereiro.

No sistema Previdencial da Segurança Social, o dinheiro que cada trabalhador desconta não fica numa conta com o seu nome, mas segue para pagar as pensões do mês, no modelo de repartição. Era isso que dizia a resposta certa do inquérito, “pelas contribuições das pessoas que estão atualmente a trabalhar”.

A função de substituição de rendimento do sistema público será menor no futuro, reforçando a importância da poupança complementar para garantir níveis de vida adequados após a reforma.

Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF)

Observatório Poupança Reforma 2026

A Conceptualização do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma, relatório da NOVA IMS encomendado pela ASF, descreve esse modelo como um mecanismo assente num “contrato social implícito entre gerações, em que a sustentabilidade financeira depende da relação entre contribuintes ativos e beneficiários”.

No regime geral dos trabalhadores por conta de outrem, a Taxa Social Única é de 34,75% da remuneração ilíquida, com 11% a cargo do trabalhador e 23,75% do empregador. As contribuições são retidas na fonte e entregues à Segurança Social, que as usa para pagar as pensões em curso, sem ficarem registadas numa conta individual. A ideia contrária está presente em 27,8% das respostas ao inquérito.

Numa pergunta sobre a longevidade, os inquiridos mostram mais certezas: 69,6% reconhecem que, com o aumento da esperança média de vida, a idade normal de reforma sobe, contra 13% que veem as duas variáveis sem relação e 9% que esperam uma descida.

A idade normal de acesso à pensão de velhice está indexada à esperança de vida desde 2015 e fixa-se em 66 anos e 9 meses em 2026, segundo o Observatório. Entre os que descontam e ainda não se reformaram, 61,4% esperam aceder à pensão sem penalizações entre os 66 e os 70 anos.

A compreensão do funcionamento do sistema de pensões (incluindo o financiamento das pensões públicas e os fatores que influenciam a idade de reforma) revela-se determinante para a qualidade do planeamento a longo prazo.

Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF)

Observatório Poupança Reforma 2026

O índice de dependência de idosos deverá chegar a 68,6% em 2050, acima dos 55,2% projetados para a média da União Europeia, indica o Observatório.

As projeções da Comissão Europeia citadas no relatório indicam que a taxa de substituição bruta do salário passa de 69,4% em 2022 para 38,9% em 2070, depois de um máximo de 94% em 2041. Em 2024, a pensão média anual da Segurança Social foi de 7.665 euros, 11,7% abaixo do limiar de risco de pobreza, fixado em 8.679 euros.

O relatório conclui que “a função de substituição de rendimento do sistema público será menor no futuro, reforçando a importância da poupança complementar para garantir níveis de vida adequados após a reforma”. O comportamento dos portugueses ainda não acompanha esta leitura. Em 2023, 80,9% esperavam financiar a reforma sobretudo com os descontos para a Segurança Social e só 11,3% previam recorrer a produtos de pensões individuais, de acordo com o Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa citado pelo Observatório.

No inquérito deste ano, 28% dos inquiridos têm pelo menos um produto de poupança para a reforma e os atuais trabalhadores dão 5 pontos em 10 à confiança no rendimento que terão. Os reformados são, aliás, o grupo com menor conhecimento do sistema de pensões, e 61% dizem que o nível de vida desceu depois de se reformarem.

O Observatório sublinha que “a compreensão do funcionamento do sistema de pensões (incluindo o financiamento das pensões públicas e os fatores que influenciam a idade de reforma) revela-se determinante para a qualidade do planeamento a longo prazo”.

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