❌

Reading view

Tempestade pode afetar comparecimento às urnas em eleições nos EUA

Uma tempestade chuvosa deve avançar pelo centro dos Estados Unidos no dia das Eleições de Meio de Mandato e pode influenciar o comparecimento dos eleitores em disputas importantes da região.

Ainda não é possível determinar exatamente quais estados terão chuva na próxima terça-feira. Há dúvidas sobre a localização e a intensidade da tempestade, algo normal em uma previsão feita com quase uma semana de antecedência.

A previsão deve ficar mais clara até o fim de semana. Por enquanto, Iowa, Kansas, Michigan, Ohio e Texas podem enfrentar condições chuvosas.

A chuva pode influenciar o comparecimento às urnas nesses estados e em outras regiões do centro dos Estados Unidos, entre os eleitores que ainda não votaram antecipadamente. Mais de 35 milhões de pessoas já votaram por meio do voto antecipado.

Diversos estudos constataram que a chuva e outras condições meteorológicas adversas tendem a reduzir o comparecimento dos eleitores, enquanto o tempo ensolarado costuma ter o efeito contrário.

Cenário meteorológico

A ameaça de chuva na terça-feira pode se estender de partes da região dos Grandes Lagos e do Meio-Oeste Superior até a costa oeste do Golfo do México. No entanto, a localização exata da tempestade fará a diferença entre tempo seco, chuva intensa ou pancadas isoladas.

Rajadas de vento podem acompanhar a chuva no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies. Também há possibilidade de tempestades fortes na parte sul do sistema meteorológico.

O tempo deve permanecer seco antes e depois da passagem da tempestade em grande parte da Costa Leste e no Oeste do país. A exceção são áreas costeiras da região do Meio-Atlântico e do Sudeste, onde ainda não é possível descartar completamente pancadas de chuva isoladas.

Uma coisa parece certa na previsão: não será necessário usar roupas muito quentes. As temperaturas máximas em grande parte da metade leste do país devem ficar entre 5 e 15 graus Fahrenheit acima da média. Apenas o Sudoeste deve registrar temperaturas um pouco abaixo da média.

A seguir, a previsão para alguns dos estados com disputas importantes nas eleições de meio de mandato. As condições ainda podem mudar à medida que houver mais certeza sobre a trajetória da tempestade, até o fim de semana.

Previsão para estados com disputas importantes

  • Geórgia: tempo provavelmente seco, com máximas entre 21 °C e 28 °C.
  • Iowa: há grande possibilidade de chuva durante pelo menos parte do dia, embora as pancadas possam deixar o estado até o início da manhã. As máximas devem ficar entre 10 °C e 17 °C.
  • Kansas: há boa possibilidade de chuva em partes do estado, mas ainda não está definido onde e em que volume. As máximas devem ficar entre 10 °C e 21 °C.
  • Maine: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Michigan: os modelos meteorológicos apresentam cenários bastante diferentes. Alguns indicam chuva generalizada em grande parte do estado, enquanto outros preveem apenas pancadas isoladas no oeste de Michigan ou na Península Superior. As máximas devem variar entre 4 °C e 12 °C na Península Superior e chegar a cerca de 16 °C nas áreas ao sul da Península Inferior.
  • New Hampshire: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Carolina do Norte: tempo provavelmente seco, com máximas em torno de 21 °C a 28 °C.
  • Ohio: a maioria dos modelos meteorológicos mantém a chuva a oeste do estado, mas ainda é cedo para descartar tempo chuvoso. As máximas devem chegar a cerca de 16 °C a 21 °C.
  • Texas: a metade leste do estado, especialmente nas áreas ao longo e a leste da rodovia interestadual 35, tem a maior probabilidade de chuva. Também há possibilidade de tempestades. As máximas devem variar entre cerca de 27 °C a 32 °C perto da costa e 16 °C a 21 °C na região do Panhandle, no noroeste do estado.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

  •  

Medvédev sigue con accionar indetenible en Abierto de Viena

Viena, 28 oct (Prensa Latina) El tenista ruso Daniil Medvédev, tercer cabeza de serie, siguió hoy con su accionar indetenible en el Abierto de Viena, tras doblegar al español Daniel Mérida en los octavos de final por 7-6 (7/5) y 6-1.

The post Medvédev sigue con accionar indetenible en Abierto de Viena first appeared on Noticias Prensa Latina.

  •  

Novas pesquisas reforçam perspectivas dos democratas no Senado dos EUA

Novas pesquisas confirmam a ampliação do mapa de disputas em que os democratas têm chances de conquistar cadeiras no Senado nas Eleições de Meio de Mandato de 2026, nos Estados Unidos.

Os levantamentos do The New York Times em parceria com o Siena College — os primeiros estudos de alta qualidade em alguns desses estados — mostram os democratas com uma oportunidade concreta de conquistar uma cadeira na Carolina do Sul e, possivelmente, outra na Flórida. Já a pesquisa em Minnesota indica que as esperanças republicanas de uma vitória improvável no estado podem ter sido frustradas.

Os resultados de uma única pesquisa estadual não devem ser supervalorizados. Apesar do avanço dos democratas, muitas disputas estão dentro da margem de erro. Ainda assim, diante da escassez de levantamentos nesses três estados e da importância de cada disputa neste ano, os novos dados merecem uma análise mais detalhada.

Carolina do Sul

O principal destaque é o empate entre a senadora republicana Darline Graham, que assumiu o cargo por nomeação, e a democrata Annie Andrews, ambas com 48% entre os eleitores propensos a votar na Carolina do Sul.

É a primeira pesquisa pública de alta qualidade no estado e indica que a disputa não é apenas potencialmente vencível para os democratas, mas está praticamente empatada. O resultado chama a atenção em um estado que Donald Trump venceu por 18 pontos percentuais em 2024.

O cenário surge depois de outra pesquisa do The New York Times/Siena apontar empate técnico no Kansas, estado vencido por Trump por 16 pontos.

Há uma explicação clara para a competitividade na Carolina do Sul: os republicanos escolheram uma candidata apoiada por Trump que enfrenta questionamentos importantes sobre sua qualificação para o cargo.

Entre os eleitores propensos a votar, Andrews, que é médica, tem vantagem de 13 pontos percentuais sobre Graham na avaliação de quem possui a experiência adequada para ser uma senadora eficaz. Já Graham, irmã do falecido senador republicano Lindsey Graham, até então pouco conhecida, registra desvantagem de sete pontos nesse quesito.

Entre os eleitores independentes, 59% afirmam que Andrews tem a experiência necessária, ante 31% que dizem o mesmo sobre Graham.

Enquanto 62% dos democratas concordam enfaticamente que Andrews tem a experiência adequada, apenas 35% dos republicanos demonstram o mesmo grau de concordância em relação a Graham.

É uma avaliação bastante negativa para Graham, inclusive dentro de seu próprio partido.

Esses números ajudam a explicar por que Andrews lidera entre os independentes por 57% a 37% e ainda recebe 7% das intenções de voto dos eleitores republicanos propensos a votar.

Os dados indicam ainda que as tentativas dos republicanos de retratar Andrews como extremista não surtiram, até agora, o efeito esperado. A estratégia se concentrou principalmente em declarações anteriores dela sobre direitos de pessoas trans e no uso de um termo pejorativo contra pessoas trans para atacá-la. Apenas 39% dos eleitores propensos a votar nesse estado conservador consideram Andrews muito à esquerda.

Ainda não há pesquisas de alta qualidade em outros estados tradicionalmente republicanos onde o partido pode enfrentar dificuldades, como Nebraska e até mesmo Mississippi, onde Trump esteve na segunda-feira. Mas os levantamentos do The New York Times/Siena no Kansas e na Carolina do Sul mostram que os democratas têm várias oportunidades de conquistar cadeiras.

Minnesota

Outro destaque é uma pesquisa que indica que os democratas não têm tantos motivos para se preocupar em Minnesota. Até agora, os dados disponíveis, ainda limitados, sugeriam que o estado — onde Kamala Harris venceu por quatro pontos percentuais — poderia representar um problema para o partido.

O levantamento do The New York Times/Siena mostra a vice-governadora democrata Peggy Flanagan à frente da republicana Michele Tafoya, ex-comentarista esportiva de televisão, por 54% a 40%.

A pesquisa indica que os eleitores têm preocupações reais de que Flanagan seja muito à esquerda. Até mesmo 17% de seus próprios apoiadores compartilham dessa avaliação. Ela conquista poucos votos entre os republicanos, ao contrário de vários outros candidatos democratas ao Senado, e não é especialmente popular.

Ainda assim, os dados sugerem que o eleitorado pode ser favorável demais aos democratas para que esses fatores comprometam sua vantagem.

Os democratas lideram por 18 pontos percentuais na disputa genérica para o Senado no estado, e 57% dos eleitores propensos a votar têm uma opinião fortemente desfavorável sobre Trump.

Mesmo que Minnesota não se mostre tão favorável aos democratas quanto a pesquisa indica, Tafoya parece enfrentar uma disputa difícil em um ano que pode ser positivo para o partido. Flanagan também lidera entre os independentes por dois dígitos, com 54% contra 39%.

Flórida

Uma terceira pesquisa parece confirmar que a Flórida — estado que se tornou cada vez mais republicano durante a era Trump — é um objetivo secundário para os democratas.

O levantamento mostra a senadora republicana Ashley Moody à frente da deputada estadual democrata Angie Nixon por seis pontos percentuais, com 50% contra 44%. Na semana anterior, uma pesquisa da Universidade do Norte da Flórida havia apontado uma vantagem semelhante para Moody, de 49% a 45%.

Os republicanos podem comemorar o fato de a vantagem continuar fora da margem de erro.

Ainda assim, a disputa é competitiva. Embora a Flórida tenha sido amplamente descartada como objetivo pelos democratas após a escolha de Nixon, integrante da organização Socialistas Democráticos da América, apenas 37% dos eleitores propensos a votar a consideram muito à esquerda. Entre os independentes, Nixon lidera por 52% a 38%.

Parece difícil para Nixon superar a desvantagem em um estado que tem se inclinado cada vez mais aos republicanos. Mas, no mínimo, a pesquisa do The New York Times/Siena indica que a disputa pelo governo estadual está aberta.

O levantamento mostra o deputado republicano Byron Donalds com 48% e o ex-deputado democrata David Jolly com 44%. A diferença de quatro pontos percentuais está muito próxima da margem de erro da pesquisa, de 3,9 pontos.

Mesmo perder a disputa pelo governo da Flórida representaria um revés importante para os republicanos.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

  •  

Trump diz que EUA permitiram entrada de Flávio, mas que não vai se envolver

O presidente Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (28) que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após ele ter deixado o Brasil depois de perder a eleição presidencial.

De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio.

“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou o presidente.

Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio informou que o político temia ser preso no Brasil. Ele é alvo de investigações por supostos atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Como vocês sabem, não tomei partido na eleição. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto. Achei que ele e sua família foram tratados de forma muito injusta”, adicionou.

A CNN noticiou, ainda nesta quarta-feira, que Flávio havia chegado aos EUA. Imagens mostraram o senador desembarcando de um avião no aeroporto de Opa-locka, em Miami, acompanhado de sua esposa e duas filhas. Posteriormente, a família foi fotografada deixando o aeroporto, protegida por guarda-chuvas.

Na segunda-feira, Trump alegou, sem apresentar provas, que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada, para ser sincero”, declarando aos repórteres que o processo foi “tão corrupto, tão terrível”.

Segundo um assessor relatou à CNN, integrantes do governo Trump sabiam, já na segunda-feira, que Flávio Bolsonaro tinha um prazo de cerca de 24 horas para entregar seu passaporte.

Eles deixaram claro ao candidato derrotado que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição no segundo turno, no domingo (25), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

*com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN

  •  

Guerra contra Irán ha costado 47.000 millones al contribuyente, según datos del Pentágono

A pocos días de las elecciones de medio mandato, el creciente costo económico de la guerra y la amenaza de la Administración Trump sobre nuevos ataques ponen contra las cuerdas a los republicanos en el Congreso.
  •  

Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Logo Agência Brasil

Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

Notícias relacionadas:

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

  •  

Flávio recua em carta com teor golpista e se diz “líder do Brasil”

Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase.

Na carta, Flávio confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição do exterior.

Flávio foi derrotado no segundo turno, no domingo (25), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu. A carta não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.

Um dos argumentos da carta é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h. Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.

Ou seja, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para Lula, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os dois candidatos. No primeiro turno, sem nenhuma prorrogação, 3,7 milhões de eleitores votaram depois das 17h por estarem na fila, como prevê o Código Eleitoral.

O crescimento de Lula entre os turnos também tem explicação aritmética. No primeiro turno, cerca de 9,3 milhões de votos válidos foram para outros candidatos. No segundo, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, e o número de votos válidos aumentou em cerca de 4,8 milhões. Esses 14,1 milhões de votos foram divididos entre os finalistas: Lula ganhou 10,4 milhões, e Flávio, 3,7 milhões.

A prorrogação foi pedida pela coligação de Lula, depois de problemas na circulação de ônibus em várias cidades. A campanha de Flávio também havia pedido ao TSE para estender o horário em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, alegando que as condições do tempo prejudicaram o comparecimento. A carta não menciona esse pedido.

Resultado proclamado por indicado de Jair Bolsonaro

O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF em 2020 por Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, afirmou o ministro após a divulgação do resultado.

Aliados de Flávio reconheceram a derrota. O PL, partido do senador, afirmou em nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto que reconhece o resultado proclamado pelo TSE. O candidato a vice na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), fez o mesmo na terça-feira (27), em vídeo nas redes sociais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que fez campanha para Flávio, reconheceu a vitória de Lula em vídeo divulgado também na terça-feira. “A eleição passou”, disse, ao defender que a direita se organize para fazer oposição. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o do União Brasil, Antonio Rueda, também cumprimentaram Lula.

Estratégia Guaidó

Na carta, ao se declarar presidente eleito do exterior, Flávio se aproximou do roteiro adotado pelo venezuelano Juan Guaidó, citado nominalmente no texto. A retirada da expressão na republicação afasta a autoproclamação formal, mas a carta mantém a tese de fraude e a promessa de liderar a oposição de fora do país.

Em janeiro de 2019, Guaidó, então presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se proclamou presidente interino do país, alegando que a reeleição de Nicolás Maduro havia sido fraudulenta. Ele foi reconhecido pelos Estados Unidos, no primeiro governo Trump, e por dezenas de outros países. Montou uma estrutura paralela de governo, mas nunca chegou a controlar o Estado.

A própria oposição venezuelana extinguiu o “governo interino” no fim de 2022, e Guaidó deixou o país no ano seguinte.

Há diferenças entre os casos brasileiro e venezuelano. Guaidó atuava de dentro da Venezuela, apoiado em um cargo institucional e em uma eleição contestada por observadores internacionais. Flávio está fora do país, deixou para trás uma decisão judicial que o proibia de sair e contesta um resultado reconhecido pelo próprio partido e pelos principais aliados.

A carta reforça a comparação ao listar outros líderes que atuaram do exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Edmundo González e María Corina Machado. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu Flávio.

O apoio de Washington, decisivo no caso venezuelano, até agora se limitou à acolhida em território americano pelo governo Trump.

Passaportes e inquérito

A carta também ataca o ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente. Flávio diz que, “sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral”, o juiz “pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal, no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Na terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador, que já havia deixado o país.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, afirma Flávio no texto.

Recado aos aliados

No trecho final, Flávio se dirige a senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger e cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer”, escreveu.

Ele promete se dirigir regularmente à população e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”. O mandato de Flávio no Senado termina em fevereiro de 2027.

  •  

Flávio Bolsonaro pode assistir de camarote derrota de Trump nas eleições dos EUA

Na terça-feira, 3 de novembro, até 200 milhões de eleitores registrados poderão ir às urnas nos Estados Unidos para votar em todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 33 senadores, 36 dos 50 governadores, além de integrantes de legislaturas estaduais e locais. As pesquisas indicam que Donald Trump e o Partido Republicano têm grandes chances de sofrer uma derrota acachapante, perdendo o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, do Senado. O apoio ao presidente está em queda em todas as questões. Segundo a revista The Economist, apenas 34% dos entrevistados aprovam a presidência de Trump, enquanto 61% se opõem às suas políticas.

Analistas políticos estão divididos sobre se ocorrerá uma “onda azul” (cor associada aos Democratas pelos veículos de imprensa desde as eleições de 2000) ou um verdadeiro tsunami eleitoral, ainda mais poderoso. De qualquer forma, a possível perda do controle democrata da Câmara — e, talvez, do Senado — deixará Trump vulnerável a investigações parlamentares voltadas a limitar seu poder excessivo e a retomar atribuições e responsabilidades que o Congresso, sob controle republicano, havia cedido ao Poder Executivo.

Trump entra na última semana da temporada eleitoral deste ano em posição extremamente fragilizada. A insistente retórica do presidente dos EUA de que a economia vive seu melhor momento — e de que as dificuldades financeiras, em especial o acentuado aumento do custo de vida, não passam de uma farsa do Partido Democrata — não parece convencer os eleitores. Os preços da gasolina e do diesel permanecem altíssimos, e o custo dos alimentos e de itens de consumo básico exerce pressão real sobre o orçamento das famílias. Até mesmo muitos de seus apoiadores republicanos, que se opõem ao envolvimento dos EUA em “guerras sem fim”, estão perdendo a confiança nas promessas de Trump de que o fim do conflito com o Irã estaria próximo.

Fora isso, Trump parece apostar todas as cartas em interferir com as eleições brasileiras ao recepcionar Flávio Bolsonaro — candidato derrotado e fugido do Brasil, que um dia antes havia dito que não deixaria o país.

O Futuro das Relações entre Brasil e Estados Unidos

Uma das grandes mudanças que podem acontecer nos EUA, caso os republicanos percam as eleições de novembro, são os contrapontos em relação à postura dos Estados Unidos com o Brasil.

Trump, que recebe o candidato derrotado Flávio Bolsonaro, ainda não reconheceu oficialmente o resultado das eleições, e já discursou alegando fraude nas eleições brasileiras, sem provas, claro. Steve Bannon endossou o apelo de que o Brasil se tornou uma ditadura que merece sanções severas por parte dos Estados Unidos.

Do outro lado, membros do Congresso dos EUA enviaram prontamente mensagens de felicitações ao presidente Lula. Publicações nas redes sociais refletiram as opiniões de democratas de todo o espectro político — desde figuras social-democratas conhecidas, como o deputado estadual de Nova York Zohran Mamdani, o senador por Vermont Bernie Sanders e a deputada federal por Nova York Alexandria Ocasio-Cortez, até membros mais moderados do Congresso.

A derrota de Flávio Bolsonaro representou uma perda contundente para Trump, que implementou uma série de medidas fiscais, políticas e (provavelmente) clandestinas para ajudar seu aliado brasileiro a vencer. Em uma região atualmente dominada por governos de direita, o Brasil — ao lado do México e do Uruguai — continuará na linha de frente da resistência às tentativas de Trump de impor uma dominação neocolonial sobre a América Latina e o Caribe. A vitória de virada de Lula elevou o Brasil à condição de referência internacional na luta contra a extrema direita.

Caso os republicanos percam as próximas eleições legislativas e para governos estaduais, isso significará que os democratas no Congresso, que defenderam a democracia brasileira em 2022 e 2026, poderão desempenhar um papel importante ao garantir que aqueles que minaram a democracia não utilizem os Estados Unidos tão livremente como plataforma para atacar o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Rejeição às políticas de imigração

Na campanha presidencial de 2024, o discurso anti-imigrante e xenófobo de Trump — que incluiu alegações falsas de que refugiados haitianos estariam “comendo nossos gatos e cachorros” — foi um dos muitos fatores que levaram os republicanos à conquista da Casa Branca e ao controle do Congresso.

No entanto, uma pesquisa recente com 30 mil americanos em todos os cinquenta estados revelou que apenas 37% aprovam as políticas de imigração do presidente. Nessa amostra, 11% dos democratas apoiam as medidas da Casa Branca, enquanto entre os republicanos o apoio cai para 78%. Uma pesquisa de setembro, conduzida pela rede conservadora Fox, indicou que 53% dos eleitores registrados consideram que Trump “foi longe demais” nas operações em larga escala do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para deter trabalhadores sem documentação — mão de obra que constitui a base dos setores de serviços e da agricultura.

As mortes, tanto de cidadãos quanto de imigrantes, causadas por agentes mascarados, provocaram indignação em todo o país, desencadeando protestos em massa contra o uso excessivo de força pelo governo na detenção de pessoas supostamente em situação irregular.

Temendo uma derrota eleitoral iminente na próxima semana, Trump insiste que seus oponentes venceram eleições especiais recentes porque o Partido Democrata permitiu que imigrantes não cidadãos participassem do processo eleitoral. O Departamento de Justiça afirma ter compilado listas de pessoas em diferentes estados que estão registradas ilegalmente para votar e exige uma intervenção federal para evitar fraudes eleitorais.

Porém, autoridades locais responsáveis pela condução das eleições nos cinquenta estados constataram que um número extremamente reduzido de eleitores inelegíveis chegou a votar. Por exemplo, este ano, o governo dos EUA alegou que 16 mil não cidadãos estavam registrados para votar em Nevada, mas enviou apenas 185 nomes às autoridades eleitorais estaduais. Após revisarem os registros de eleitores do estado, verificaram que todos os 185 eram, na verdade, cidadãos americanos elegíveis.

O secretário de Estado da Geórgia, que supervisiona o processo eleitoral, informou que, nos últimos 30 anos, seu órgão identificou apenas 432 possíveis não cidadãos. Caso algum deles tenha votado, tratar-se-ia de um número infinitesimalmente pequeno, se comparado às centenas de milhões de votos computados nas últimas três décadas.

Ainda assim, Trump continua a propagar essa inverdade para semear, na mente de seus apoiadores, dúvidas sobre a legitimidade de qualquer eleição que ele — ou seus aliados — venha a perder.

Oposição a uma guerra sem fim contra o Irã

Historicamente, os cidadãos americanos tendem a se unir em torno do presidente nas fases iniciais de conflitos no exterior, à medida que o patriotismo cresce, acompanhado do apoio às tropas americanas enviadas ao combate. Durante a Guerra do Vietnã, foram necessários anos para que uma oposição de massa influenciasse a opinião pública. Da mesma forma, no início, a maioria dos americanos apoiou a invasão do Afeganistão — após os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York — bem como as duas guerras no Iraque. Com o tempo, o sentimento público mudou, passando a se opor a essas incursões militares.

Esse não é o caso em relação à guerra contra o Irã. A ausência de objetivos claramente definidos para o conflito, somada à disparada descontrolada dos preços dos combustíveis, fez com que a opinião pública se voltasse contra o conflito desde o início. Uma pesquisa da CNN, realizada em setembro, revelou que o apoio à guerra entre os eleitores republicanos caiu de 73% para 60%. Em todo o país, os agricultores — que, nos últimos anos, têm tido a tendência de votar no Partido Republicano — estão sofrendo com os preços elevados do diesel, que afetam o plantio, a colheita e o transporte de produtos agrícolas; isso, por sua vez, tem provocado um aumento significativo nos preços dos alimentos.

As tarifas de Trump abalam a economia dos EUA

As políticas tarifárias erráticas da Casa Branca também desestabilizaram a economia. O conflito de Trump com o Canadá — um dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos — gerou caos em estados que dependem do comércio entre os dois países, afetando, em particular, empresas e mercados localizados ao longo da fronteira. Trump descartou o acordo comercial negociado com o México e o Canadá durante seu primeiro mandato, provocando graves transtornos para empresas do setor manufatureiro que fornecem componentes para a produção de bens.

Alguns mercados de exportação de alimentos foram encerrados, e muitos importadores de produtos estrangeiros viram-se obrigados a aumentar os preços para arcar com as tarifas de importação.

Paralelamente, Trump mente recorrentemente ao público ao afirmar que é o país exportador que paga as tarifas, quando, na realidade, é o importador ou o consumidor final que arca com esses custos adicionais.

Disputas-chave no Senado para acompanhar

Nas eleições presidenciais de 2024, especialistas observaram que homens negros, latinos e pessoas com menos de 30 anos migraram para o Partido Republicano. Com base nessa suposta tendência, legislaturas estaduais controladas pelos republicanos começaram a redesenhar os distritos eleitorais para favorecer seu partido, garantindo cerca de uma dúzia de distritos adicionais considerados “seguros” para seus candidatos.

Contudo, a estratégia saiu pela culatra. Pesquisas recentes indicam que esses três grupos demográficos, desiludidos com as políticas de Trump, abandonaram os republicanos e, provavelmente, ajudarão a eleger mais democratas para o Congresso, contribuindo para que o partido conquiste o controle da Câmara dos Representantes.

Nesse contexto — e diante da provável derrota dos republicanos na Câmara —, as disputas pelo Senado tornaram-se o foco da campanha de Trump na reta final das eleições. Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam garantir a reeleição de senadores em estados com eleitorado dividido e, simultaneamente, conquistar vitórias em estados atualmente representados por republicanos.

As disputas na Geórgia e na Carolina do Norte parecem estar claramente inclinadas a favor do Partido Democrata. Em Michigan, o candidato democrata Abdul El-Sayed — médico de saúde pública e muçulmano, filho de pais egípcios — também protagoniza uma disputa acirrada. Seu oponente republicano tem proferido insultos racistas e antimuçulmanos contra ele, além de acusações de que ele seria um “socialista radical”, na tentativa de desacreditar sua candidatura. El-Sayed, que lidera as pesquisas com 6% de vantagem — assim como quase todos os candidatos democratas —, manteve-se fiel ao seu discurso, denunciando o alto custo de vida e a guerra no Irã.

Outra disputa importante para o Senado que merece atenção ocorre no Texas, onde o seminarista protestante progressista James Tallarico — capaz de debater com brilhantismo interpretações da Bíblia diante de oponentes republicanos conservadores — mantém uma leve vantagem. Há décadas, o estado não elege um democrata para o Senado.

Com eleitores ansiosos para votar contra Trump, os democratas também encontraram novas oportunidades de vencer eleições senatoriais em estados tradicionalmente conservadores: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska e Ohio. Em 2024, Trump venceu nesses estados por uma margem de dois dígitos. O foco dele nesses estados, que são redutos republicanos sólidos, revela o quanto o partido está na defensiva. New Hampshire e Maine são outros dois estados em que os candidatos democratas estão empatados com seus oponentes republicanos ou apresentam uma leve vantagem.

Em suma, se os democratas tiverem sorte — ou se ocorrer uma “tsunami azul” —, Trump poderá enfrentar uma maioria hostil no Congresso no próximo ano.

  •  

Lula é orientado a ignorar Trump sobre Flávio e eleição

O presidente Lula (PT) foi orientado por sua equipe a ignorar politicamente as declarações de Donald Trump sobre a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e sobre o não reconhecimento da vitória eleitoral brasileira. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco, no CNN 360°.

Segundo auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem, a postura recomendada ao petista é de silêncio e cautela, ao menos por enquanto. A avaliação interna é de que toda a situação desgasta mais a família Bolsonaro e o poder do bolsonarismo do que o próprio governo.

Análise dos auxiliares de Lula

Três pontos norteiam a avaliação da equipe do presidente. O primeiro é que não é novidade que bolsonaristas sejam protegidos nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem são citados como exemplos.

O segundo é que as declarações de Trump são consideradas, nas palavras dos auxiliares, “chororô de perdedor”, embora sejam vistas como ambíguas, já que Trump afirmou gostar de Lula, deixando uma porta aberta para o relacionamento bilateral. O terceiro ponto é que Lula não deve “entrar nessa agenda de perdedores”.

A orientação passada a Lula é a de aguardar os desdobramentos da situação da família Bolsonaro nos Estados Unidos e também o resultado das eleições de meio de mandato americanas, momento em que Trump “deve passar por um momento de aflição, para dizer o mínimo”, segundo as fontes.

Caso o governo decida agir, a “caixa de ferramentas” disponível inclui uma nota do Itamaraty, uma nota da Presidência ou falas do próprio Lula. Por ora, contudo, a recomendação é que Lula se mantenha “magnânimo, soberano, como o vencedor”, sem dar palco à crise.

Entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA

Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, no CNN 360°, Flávio Bolsonaro entrou no território dos Estados Unidos usando seu passaporte diplomático — documento ao qual tem direito como senador, mas que havia sido cancelado pela Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Registros públicos disponíveis no site da US Customs and Border Protection indicam a entrada de Flávio nos Estados Unidos, e o número do documento apontado pelas autoridades americanas é o mesmo atribuído ao senador na lista oficial de controles de passaportes diplomáticos do Senado Federal.

O passaporte diplomático de Flávio foi emitido em fevereiro de 2023 e teria validade até 31 de julho de 2027, mas o STF determinou o cancelamento após o descumprimento de decisão judicial de entrega dos documentos.

Trump se envolve diretamente no caso

Trump se manifestou publicamente sobre o caso, afirmando que aprovaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Na mesma fala, questionou as eleições brasileiras pela pelo menos quarta vez desde o domingo (25), descrevendo-as como “terríveis” e “muito estranhas”.

Fontes do Departamento de Estado americano disseram à agência Reuters que os Estados Unidos garantiram vistos a Flávio Bolsonaro, à sua esposa e às suas filhas.

O envolvimento direto de Trump no caso chamou a atenção de analistas políticos americanos, que apontam similaridades entre a narrativa de questionamento eleitoral adotada pela família Bolsonaro no Brasil e a do próprio Trump nos Estados Unidos. Segundo esses analistas, ao defender a família Bolsonaro, Trump também legitima sua própria narrativa de contestação dos resultados eleitorais americanos de 2020.

Congressistas democratas reagiram ao caso, acusando Trump de agir com “dois pesos e duas medidas”: enquanto nega asilo a refugiados que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti, estaria abrindo as portas do país a um candidato derrotado em eleições no Brasil que descumpriu ordens judiciais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Morre juiz dos EUA que era responsável pelo julgamento de Maduro e esposa

Alvin Hellerstein, o juiz federal dos Estados Unidos que estava supervisionando o julgamento de Nicolás Maduro desde sua captura pelas forças norte-americanas em janeiro, faleceu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos.

Um porta-voz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York confirmou a morte e informou que os casos que estavam sob a responsabilidade de Hellerstein serão redistribuídos de forma aleatória.

O juiz presidiu inúmeros casos de grande repercussão ao longo de seus quase 30 anos na magistratura.

Há duas semanas, Hellerstein supervisionou uma audiência do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e da então primeira-dama, Cilia Flore, acusados ​​de torturar cidadãos norte-americanos e outras pessoas com o objetivo de se manterem no poder, acusações que eles refutam.

Durante a audiência, o juiz interrompeu Maduro, que, em vez de responder se se declarava culpado ou inocente das acusações, começou a proferir um discurso a respeito das denúncias.

Juiz comandou casos de grande repercussão nos EUA

Hellerstein foi nomeado juiz em 1998 pelo presidente Bill Clinton.

Em 2011, passou para a categoria de juiz com status de sênior (juiz em situação de aposentadoria parcial), o que implicava uma carga de trabalho reduzida. No entanto, isso não impediu que alguns dos casos de maior repercussão na mídia caíssem em suas mãos.

Em agosto, Hellerstein rejeitou uma tentativa do presidente Donald Trump de transferir para a esfera federal o processo judicial estadual contra ele, relacionado a pagamentos feitos a uma estrela de filmes adultos para comprar seu silêncio.

O juiz determinou que esses pagamentos e reembolsos — que levaram à condenação de Trump por 34 acusações estaduais de falsificação de registros comerciais — não constituíam atos oficiais. Trump recorreu da decisão.

Além disso, ele interveio para ordenar a libertação de Michael Cohen, que foi adversário de Trump, permitindo que cumprisse o restante de sua pena em prisão domiciliar, após concluir que a administração havia tomado represálias contra o ex-advogado pessoal de Trump devido à publicação de um livro revelador.

O juiz também presidiu os litígios sobre as indenizações destinadas às equipes de resposta a emergências e a outras pessoas afetadas pelos atentados de 11 de setembro.

Quem é Nicolás Maduro, ditador da Venezuela

 

  •  

Warsh, do Fed, diz que economia dos EUA não está superaquecida

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (28) que a economia dos Estados Unidos não está superaquecida, apesar de algumas pressões sobre a demanda decorrentes do boom nos investimentos em IA (inteligência artificial), acrescentando que o objetivo do Fed “não é colocar areia na engrenagem” da economia.

Warsh disse em uma coletiva de imprensa, após o Fed manter as taxas inalteradas, que a economia dos EUA está “seguindo na direção certa”.

“A economia está aquecida demais? Está crescendo forte demais? Essa não é a opinião da maioria dos meus colegas”, disse Warsh, acrescentando que é difícil determinar o crescimento potencial. Ele afirmou não acreditar que o crescimento em si esteja causando inflação e dificultando o trabalho do Fed.

“Minha avaliação é que temos observado uma melhora na produtividade. Não podemos medi-la com precisão. Acho que grande parte dessa mudança na produtividade antecede tudo o que estamos discutindo sobre superinteligência, mas a produtividade vem aumentando na economia, por mais imperfeita que seja a medição.”

  •  

Juros futuros sobem com pressão do cenário político e dos Treasuries

Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ​ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se ​firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.

Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste ⁠de 14,381% da véspera. Já a taxa ​do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante ​14,907%.

Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à ⁠vitória de Lula sobre Flávio, o favorito da ⁠Faria Lima, na disputa eleitoral. Por trás do movimento está o receio de que, ​com ‌Lula no Planalto, haja mais dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.

Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com ⁠as taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva.

Nesta quarta-feira as taxas alternaram altas e baixas mais cedo, mas no fim da manhã ganharam um impulso do avanço dos Treasuries antes da decisão sobre ‌juros ⁠do Fed (Federal Reserve).

Operador ouvido ‌pela Reuters afirmou que o mercado também pressionava para que o Tesouro Nacional promovesse nova operação de recompra de títulos, assim como ocorreu na segunda e na terça-feira, para segurar as taxas. No entanto, o Tesouro ficou fora ⁠dos negócios.

Ao mesmo tempo, as atenções seguiram voltadas para a ⁠fuga de Flávio para os EUA. O avião que transportava o senador e sua família chegou pela manhã em Miami.

Investigado em inquéritos ‌no STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio descumpriu a ordem para entregar seus passaportes e saiu do país dois dias depois de perder a eleição para Lula.

Profissionais ouvidos pela Reuters ao longo do dia citaram a preocupação de que a fuga de Flávio possa aprofundar os atritos entre Brasil e EUA, impactando a economia brasileira – ‌incluindo o câmbio e as taxas de juros.

À tarde, o Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, como era largamente esperado, com o Fomc (Comitê Federal de ⁠Mercado Aberto) dizendo que aguardará a coleta de mais informações para decidir o rumo da política monetária dos EUA.

Os rendimentos dos Treasuries demonstraram volatilidade após a decisão do Fed e durante a entrevista coletiva do chair da ​instituição, Kevin Warsh, enquanto no Brasil as taxas dos DIs se mantiveram em alta.

Após a máxima de 15,310% (+40 pontos-base) ​às 11h41, em meio ao noticiário sobre a fuga de Flávio, a taxa do DI para janeiro de 2035 fechou a sessão regular em 15,12%, já após a decisão do Fed.

No exterior, às 16h35 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – ‌subia 5 pontos-base, a 5,04%.

Entenda por que os juros caem nos EUA e sobem no Brasil

 

  •  

Japón sube a segundo puesto en Mundial de luchas Astana 2026

Astana, 28 oct (Prensa Latina) El equipo de Japón subió hoy al segundo puesto del medallero en el Campeonato Mundial de luchas Astana 2026, con la coronación de Yui Susaki en los 50 kilogramos (kg) de la competición femenina.

The post Japón sube a segundo puesto en Mundial de luchas Astana 2026 first appeared on Noticias Prensa Latina.

  •  

Waltz advierte que cualquier agresión a un diplomático estadounidense tendrá consecuencias (VIDEO)

El embajador de EEUU ante la ONU, Mike Waltz, advirtió que cualquier agresión a un diplomático estadounidense tendrá consecuencias, luego de que un miembro de la delegación cubana empujara a un representante de su país para impedirle filmar.

  •  

Entenda por que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido

Apesar do cancelamento de seus passaportes comum e diplomático, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), acompanhado de sua esposa e das duas filhas.

Como mostrou a CNN Brasil, o ex-candidato a presidente utilizou um passaporte italiano para ingressar na Argentina e, depois, o passaporte diplomático para dar entrada nos EUA.

A PF (Polícia Federal) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), no último domingo (25), a adoção de medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de saída do país e a restrição de contato com outros investigados.

O pedido se deu no âmbito do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Segundo a PF, após a decisão judicial, os passaportes emitidos no Brasil foram cancelados e o senador foi intimado a entregar documentos de outras nacionalidade em até 24 horas. A determinação não foi cumprida.

Apesar disso, a corporação afirma que a “existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”.

Especialistas em direito penal consultados pela CNN Brasil explicam que o senador não pode ser considerado foragido, porque ele não é alvo de pedido de prisão.

“Ele evidentemente não cumpriu uma determinação judicial e está inadimplente, mas isto não significa que ele esteja foragido”, afirma a advogada Marina Coelho Araújo, doutora em direito penal.

A professora de direito penal da FGV (Fundação Getulio Vargas) Luisa Ferreira referenda a explicação, mas destaca que o o não cumprimento da determinação judicial poderia resultar em um decreto de prisão preventiva.

“Só foge, só é foragido alguém que tenha uma prisão preventiva decretada e foge do país. A notícia que nós temos todos é a de que há uma determinação de entrega de passaporte e que não teria sido cumprida por Flávio Bolsonaro”, diz.

“Isso pode ensejar a decretação da prisão preventiva, porque existe nas nas nossas regras de processo penal uma norma que indica que, se a pessoa descumpre uma medida cautelar, pode ser decretada a prisão”, completa.

O professor de direito constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense) Gustavo Sampaio pondera, entretanto, que devido ao cargo de senador, Flávio só poderia ser preso em flagrante ou após uma sentença transitada em julgado.

“Em caso de crimes graves, mesmo não sendo flagranciais delitivos e mesmo não sendo inafiançáveis, houve decretos de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, mas não é a regra constitucional”, explica.

Além do inquérito envolvendo o advogado Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro é alvo de outras duas investigações.

O primeiro inquérito apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse“, produção que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O segundo inquérito investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação tem origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, em 3 de janeiro deste ano.

Na postagem, feita na plataforma X, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O caso foi encaminhado ao STF para apuração da conduta do parlamentar.

 

  •  

PF investiga circunstâncias da fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Logo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (28), que está investigando as circunstâncias da fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O senador desobedeceu decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático.

Em nota, a corporação afirma que atua nos limites da lei e que "a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”.

Notícias relacionadas:

Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da própria PF, pouco após Flávio ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República, realizado no último domingo (25).

Flávio é investigado em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Fuga

Segundo a PF, o parlamentar cruzou, na terça-feira (27), a fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, com a esposa e as duas filhas do casal.

Em nota, a PF informou que não encontrou registros oficiais de que, na fuga, Flávio tenha passado por qualquer posto de controle migratório brasileiro.

O órgão também assegurou que, ainda no domingo, dia do segundo turno, solicitou ao STF que autorizasse a adoção de medidas cautelares, com o intuito de impedir a fuga do senador.

A decisão do ministro do STF foi tomada depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer, em uma transmissão nas redes sociais, que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial, para liderar a oposição brasileira do exterior.

Eduardo está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. 

O ex-deputado foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Restrições

A Polícia Federal solicitou ordens restritivas como a apreensão dos passaportes de Flávio, as proibições de que deixasse o país e de que mantivesse contato com outros investigados no âmbito da Petição nº 16877/DF, do STF. O pedido foi atendido pelo ministro Alexandre de Moraes

O caso trata das suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e é relatado por Moraes. Um dos alvos da investigação é o advogado e empresário Willer Tomaz, de quem Flávio é próximo. O senador e o advogado negam qualquer irregularidade.

Ainda de acordo com a PF, após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático de Flávio emitidos pelo Brasil foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema Sonar, uma das ferramentas brasileiras para controlar a passagem de pessoas pelos postos de fronteira.

  •  

Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições nos EUA

O presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente democrata Barack Obama intensificam a campanha nesta quarta-feira (28), na última semana antes das Eleições de Meio de Mandato, marcadas para 3 de novembro.

Os dois visitam Ohio e Geórgia, estados com disputas decisivas para definir qual partido controlará o Congresso americano nos próximos dois anos.

A reta final da campanha ocorre em meio à queda da aprovação pública de Trump e à insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã. O cenário ameaça as maiorias republicanas no Senado e na Câmara dos Representantes.

Trump participará de um evento com o senador Jon Husted, de Ohio, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown. A disputa está entre as mais acirradas e pode influenciar a manutenção da vantagem republicana de 53 a 47 cadeiras no Senado.

Obama, por sua vez, tem agenda com o senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que enfrenta o deputado republicano Mike Collins. O estado tem registrado disputas federais competitivas nos últimos ciclos eleitorais. As três eleições mais recentes para o Senado na Geórgia foram decididas em segundo turno. Desta vez, analistas independentes consideram que Ossoff está em posição favorável para manter a cadeira.

Obama manteve um perfil público relativamente discreto até a semana passada, quando voltou à campanha com discursos contundentes contra seu sucessor.

Disputa pelo Congresso

Os americanos votam antecipadamente há semanas. Mais de 36,4 milhões de cédulas já haviam sido registradas, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. Nas eleições de meio de mandato de 2022, durante o governo do democrata Joe Biden, 45,9 milhões de pessoas votaram antecipadamente.

Analistas independentes consideram que os democratas têm boas chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado é vista como mais difícil, já que o partido precisa conquistar cadeiras em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como Ohio, Iowa ou Alasca, para alcançar as 51 necessárias para controlar a Casa.

“Só acho que o Partido Republicano perdeu contato com a realidade. Eles não entendem o que realmente está acontecendo, e parece que quebraram as promessas feitas às pessoas”, afirmou Joshua Brazezicke, de 26 anos, administrador de imóveis da Pensilvânia que recentemente mudou seu registro eleitoral de independente para democrata. O estado tem quatro disputas competitivas para a Câmara, que podem ter papel decisivo na definição da maioria.

Em Michigan, o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed disputam uma cadeira no Senado que ficará vaga com a saída do senador democrata Gary Peters. As duas campanhas recorrem a aliados conhecidos para mobilizar apoiadores e aumentar a participação eleitoral.

Rogers fez campanha com o senador republicano Ted Cruz, do Texas, em uma série de quatro paradas de ônibus que terminou em Imlay City, a nordeste de Detroit. El-Sayed tinha um evento de mobilização previsto para a noite com Peters e a também senadora democrata por Michigan Elissa Slotkin, na região de Downriver, a sudoeste de Detroit.

Embora as médias das pesquisas deem uma pequena vantagem a El-Sayed, o estrategista republicano Dennis Lennox avalia que Rogers continua bem posicionado. Ele atribui parte dessa condição à estrutura de mobilização da campanha, que, segundo ele, os republicanos não tinham no estado havia mais de uma década. Lennox citou a afirmação da campanha de Rogers de que, somados os grupos aliados, foram feitas visitas a mais de 7 milhões de residências.

“Pela primeira vez desde o ciclo de 2014, há de fato uma campanha real em Michigan”, disse Lennox à Reuters. “Mala direta, mensagens de texto, paradas de ônibus. Em uma disputa decidida por um ou dois pontos, essas coisas fazem diferença.”

Ações do governo e questionamentos eleitorais

Nas últimas semanas, Trump adotou medidas para tentar aliviar os preços da energia e prometeu bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de americanos. Ele busca mobilizar apoiadores do movimento MAGA em áreas rurais desses estados, incluindo eleitores que o apoiam, mas nem sempre participam das eleições de meio de mandato.

Trump, que afirma falsamente que sua derrota na eleição de 2020 foi resultado de fraude generalizada, voltou ao poder e passou a usar a estrutura do governo federal para investigar suas alegações de que um grande número de pessoas vota ilegalmente nos Estados Unidos.

Segundo a Reuters, a administração Trump emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais em pelo menos 12 estados, exigindo registros de dezenas de milhares de eleitores.

Na terça-feira, um juiz demonstrou ceticismo em relação ao pedido do Departamento de Justiça para impedir a Califórnia de contabilizar votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores registrados que o governo alega serem não cidadãos.

Separadamente, o sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos continuava fora do ar mais de 24 horas depois de ter sido desligado na noite de segunda-feira para conter uma violação de segurança.

A comissão informou que trabalha para resolver o problema. A interrupção impediu responsáveis pelas finanças de campanhas de apresentar relatórios de gastos dentro do prazo, deixando os eleitores sem informações atualizadas sobre quem financia as campanhas e para onde vai o dinheiro.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

  •  

Muere Alvin Hellerstein, el juez del caso contra Nicolás Maduro y Cilia Flores en Nueva York

El juez federal Alvin K. Hellerstein, quien encabezaba el proceso penal contra Nicolás Maduro y Cilia Flores en Estados Unidos, falleció a los 92 años, un hecho que obliga ahora a reorganizar el expediente mientras se mantiene, por el momento, la fecha de inicio del juicio para junio de 2027.

  •  

Cidadania italiana pode ser obstáculo a eventual asilo de Flávio nos EUA

A cidadania italiana do senador Flávio Bolsonaro (PL) pode representar um obstáculo a um eventual pedido de asilo político nos Estados Unidos. A CNN Brasil consultou advogados especialistas em imigração sobre as possibilidades do candidato derrotado à Presidência.

Flávio chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), três dias após perder o segundo turno da eleição presidencial. Segundo relatos de aliados, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de asilo.

O Departamento de Estado dos EUA confirmou à CNN Brasil a emissão de vistos para o senador e sua família, mas esclareceu que a autorização de entrada no país não equivale à concessão de asilo.

Segundo a advogada de imigração Caroline Azevedo, da Visa Finder, a dupla nacionalidade pode pesar contra o pedido.

Flávio tem cidadania italiana desde 2023. Em 9 de outubro, o Board of Immigration Appeals (BIA), instância administrativa de recursos em matéria migratória nos EUA, publicou uma decisão que estabelece uma presunção contrária à concessão de asilo a cidadãos da União Europeia, ressalvadas circunstâncias extraordinárias.

O entendimento, conhecido como Matter of B-S-A-N-, considera, entre outros fatores, que cidadãos europeus têm direito de residir legalmente nos demais países do bloco. Na avaliação da advogada, a possibilidade de viver na Itália pode dificultar a demonstração de que Flávio necessita de proteção nos Estados Unidos.

A legislação americana também prevê que pessoas com mais de uma nacionalidade, em determinadas circunstâncias, demonstrem que não podem obter proteção em nenhum dos países dos quais são cidadãs. A regra foi estabelecida em precedente de 2013, conhecido como Matter of B-R-.

Há, porém, uma ressalva jurídica: em 2022, um tribunal federal de apelações com jurisdição sobre Nova York, Connecticut e Vermont decidiu que, para ser considerado refugiado, um requerente com dupla nacionalidade precisa demonstrar perseguição em apenas um dos países de sua nacionalidade. Essa decisão não tem aplicação nacional e não afasta automaticamente o entendimento mais recente sobre cidadãos da União Europeia.

O precedente de outubro também não impede que Flávio apresente um pedido de asilo, nem determina que ele seja necessariamente negado. A decisão cria uma presunção contrária à concessão, que pode ser superada nas circunstâncias previstas no entendimento. A análise dependerá dos fundamentos apresentados, das provas e da interpretação das autoridades migratórias americanas.

A eventual negativa de asilo também não implica deportação automática. Flávio e família conseguiram vistos americanos. Não há informações sobre qual classificação dos documentos.

Flávio obteve cidadania italiana em 2023, por descendência, assim como os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro. A nacionalidade voltou ao centro das atenções após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a entrega dos passaportes do senador. Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, Flávio utilizou o documento italiano durante o deslocamento para o exterior.

  •  
❌