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Ainda faltam mais de duas semanas, mas Festival de Teatro de Viana do Castelo já tem espetáculos esgotados

O Festival de Teatro de Viana do Castelo, que decorre de 13 a 21 de novembro, já tem espetáculos esgotados e outros prestes a esgotar.

O certame realiza-se no Teatro Municipal Sá de Miranda, que vai acolher, este ano, dez espetáculos ao longo de nove dias, a par de um programa paralelo de formação e criação artística.

Entre as sessões que já esgotaram a totalidade dos bilhetes disponíveis, encontram-se as duas apresentações de “Entrelinhas”, de Tiago Rodrigues e Tonán Quito.

Perto da lotação completa, estão “Veneno”, encenado e interpretado por Albano Jerónimo, agendado para 16 de novembro, às 21:30, e “Ensaio Sobre a Lucidez”, encenação de José Carlos Garcia, pela Companhia de Teatro do Chapitô, no dia 17 de novembro, à mesma hora. Este último espetáculo pode também ser visto a 18 de novembro, às 11:00 e às 15:30.

Para a peça infanto-juvenil “Só Eu É Que Não tenho!”, dia 21 de novembro, também já restam poucos lugares. 

O Festival de Teatro de Viana do Castelo abre a 13 de novembro, às 21:30, com a estreia de “A Menina”, nova criação do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, no ano em que a companhia vianense assinala 35 anos de atividade contínua. A peça é encenada por Rita Lello, a partir da obra de August Strindberg. 

Os destaques da programação incluem ainda “Os Lusíadas”, com o ator António Fonseca, pela Companhia Nacional de Espectáculos; “Dolce Far Niente”, de Lucía Satta, coprodução da companhia Desattada e do Centro Dramático Galego em estreia em Portugal; “O Tamanho das Coisas”, da Terra Amarela, com direção de Marco Paiva; “O Despertar das Borboletas”, pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana; e “Esta Noite Improvisa-se com Bergman”, de Mónica Calle, espetáculo que encerra o Festival a 21 de novembro, às 19:00.

Além da programação artística, o Festival integra uma Oficina de Escrita, orientada por Alex Cassal, uma Aula Magistral de Interpretação com Albano Jerónimo e uma Residência Artística conduzida por Mónica Calle com a comunidade, que culminará no espetáculo de encerramento.

A acessibilidade mantém-se como uma das marcas distintivas do evento. Todas as récitas contam com legendagem em português e inglês, tradução simultânea para Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição. O reconhecimento de palco está disponível mediante inscrição prévia. As habituais conversas pós-espetáculo promovem o encontro entre artistas e espetadores.

Criado em 2017 pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Festival de Teatro de Viana do Castelo já acolheu mais de uma centena de produções nacionais e internacionais desde a sua origem, afirmando-se como um espaço de encontro entre criação artística, participação cidadã, inclusão e acesso à cultura.

Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda e através da plataforma BOL. O bilhete normal tem o valor de 10 euros, o bilhete social/grupo custa cinco euros e o passe geral, também de 10 euros, permite adquirir bilhetes para os espetáculos por 3 euros cada, mediante disponibilidade da sala.

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Empresa de Braga leva fibra ótica a mais de 3.000 casas no Parque Natural do Douro Internacional

As localidades de Mazouco, Lagoaça e Fornos, em Freixo de Espada à Cinta, situadas em território do Parque Natural do Douro Internacional, vão receber pela primeira vez a expansão da rede de fibra ótica, que deverá incluir até final de 2026 cerca de 3.300 casas no global, foi hoje divulgado.

“A operação deverá elevar para cerca de 3.300 o número de casas abrangidas no concelho até ao final de 2026, correspondendo a uma cobertura de 95%. A rede já se encontra disponível em Freixo de Espada à Cinta e Ligares”, pode ler-se numa nota publicada na página oficial da ‘dstelecom’, a empresa de Braga responsável por esta expansão.

Já o presidente executivo (CEO) da empresa, Ricardo Salgado, citado na mesma nota, disse acreditar que o acesso a infraestruturas digitais de qualidade não pode depender do local onde se vive ou trabalha”, defendendo que “o investimento “contribui para aproximar o interior das oportunidades proporcionadas pela economia digital”.

Segundo esta empresa com sede em Braga, “a expansão insere-se na estratégia de reforço das infraestruturas digitais no interior do país, procurando reduzir as desigualdades de acesso à conectividade e melhorar as condições para o desenvolvimento económico e social dos territórios de menor densidade populacional”.

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Investidor norte-americano assume presidência da SAD do Moreirense

O norte-americano Ryan Caswell é o novo presidente da SAD do Moreirense, substituindo o compatriota Tim Bezbatchenko, informaram hoje os minhotos, da I Liga portuguesa de futebol, em nota no site oficial.

Membro do conselho de administração do fundo Black Knight Football Club (BKFC), que detém a maioria do capital da SAD dos ‘cónegos’ desde junho de 2025 – a percentagem é de 66,67% -, Caswell esteve diretamente envolvido nos processos de aquisição e investimento dos clubes do grupo, no caso os ingleses do Bournemouth, os franceses do Lorient, os escoceses do Hibernian e os neozelandeses do Auckland FC.

“Ryan Caswell dará continuidade ao trabalho de desenvolvimento do projeto desportivo e institucional do clube, em estreita articulação com a sua estrutura diretiva e os restantes clubes do grupo. A sua intervenção estará ligada à estratégia global, à gestão financeira, ao desenvolvimento de infraestruturas e à promoção de sinergias entre as diferentes estruturas do BKFC”, refere o comunicado.

Ligado às áreas do investimento e das finanças corporativas há mais de 20 anos, o norte-americano é, desde maio de 2025, diretor executivo da Cannae Holdings, uma empresa de investimento com sede em Las Vegas, com ligação a Bill Foley, fundador do BKFC em 2022, tendo ainda trabalhado na Trasimene Capital, na BofA Securities e na Bear Stearns.

“A Moreirense Futebol Clube – Futebol, SAD deseja a Ryan Caswell os maiores sucessos no início deste novo ciclo, reafirmando a ambição de continuar a desenvolver um projeto sólido e sustentável, fiel à identidade do clube e às suas aspirações desportivas e institucionais”, completa a nota.

A direção executiva da SAD mantém-se a cargo de Pedro Magalhães, filho de Vítor Magalhães, o presidente do clube e da SAD até os sócios aprovarem a venda da maioria do capital ao BKFC na assembleia geral extraordinária de 31 de maio de 2025.

Na sequência dessa decisão, o fundo norte-americano investiu 10 ME em infraestruturas, que estão a ser expandidas, fruto da construção da academia e do projeto para um novo estádio, e 5,8 ME na equipa principal de futebol.

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Sindicato denuncia assédio laboral em lar de Viana do Castelo

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) anunciou hoje uma ação pública para quinta-feira para denunciar assédio laboral a 12 funcionárias do lar do Centro Paroquial e Social de Barroselas, em Viana do Castelo.

Contactada pela agência Lusa, a coordenadora da delegação de Viana do Castelo do CESP, Carmen Carvalho, afirmou que “as trabalhadoras do lar têm passado por algumas situações muito complicadas a nível de direitos laborais e de alguma pressão psicológica”.

“O nosso propósito amanhã [quinta-feira] é exatamente mostrar à população o que não está bem. A nova direção tomou posse há cerca de um ou dois meses e, em cerca de ano e meio, já caíram quatro direções. A nossa missão é mostrar à população o descontentamento e a frustração das trabalhadoras”, apontou Carmen Carvalho.

A ação pública está agendada para as 16:30 junto ao Centro Paroquial e Social – Casa São Pedro, em Barroselas.

O caso foi denunciado publicamente em setembro pelo ex-presidente do conselho fiscal do Centro Paroquial e Social de Barroselas Ricardo Barbosa que participou ao Ministério Público (MP) alegadas irregularidades no lar de idosos.

Ricardo Barbosa disse ter “fortes indícios de gestão danosa, assédio laboral, contratação fraudulenta, falta de funcionários, insuficiência de prestação de cuidados adequados aos idosos e violação consecutiva dos estatutos da instituição”, presidida pelo pároco da freguesia.

Segundo a coordenadora do CESP, os casos de “insuficiência de trabalhadores e falta de condições adequadas” ficaram patentes “em julho e agosto quando as trabalhadoras sofreram oito alterações da escala do horário”.

“Uma delas apanhou uma falta injustificada porque lhe alteraram o horário e ela estava de folga, não soube da alteração, não compareceu ao trabalho”, especificou.

O sindicato avançou com uma queixa junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que, em agosto, enviou o relatório das inspeções feitas na instituição.

“O relatório identifica medidas a tomar por parte da direção do lar, mas até hoje nada mudou”, destacou.

A coordenadora do CESP referiu que a taxa de absentismo entre as funcionárias é “muito grande” por estarem “constantemente de baixa”.

“Não aguentam a sobrecarga de trabalho. A instituição também não consegue contratar mais trabalhadores por ser um meio pequeno”, explicou.

Além do respeito pela legislação laboral e medidas que garantam condições de trabalho dignas, o sindicato reclama “cuidados seguros e de qualidade” para os idosos.

“A situação do lar é impensável e requer uma intervenção urgente. Sem trabalhadores suficientes não há condições para cuidar dos idosos com dignidade e segurança”, sustentou.

Carmen Carvalho adiantou que o sindicato reuniu-se com o Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo e foi informado de que continua a decorrer uma investigação.

“Ainda esta semana estiveram lá novamente”, contou.

O sindicato reuniu-se duas vezes com a direção, presidida pelo pároco da freguesia, mas sem resultados.

“O senhor padre não tem respostas”, observou.

Por se tratar de “uma instituição canónica o bispo de Viana do Castelo é o último árbitro na sua gestão”, atirou.

Em setembro, a Lusa contactou a Diocese de Viana do Castelo que disse ter ouvido, “em várias ocasiões, todas as partes envolvidas neste processo com vista à resolução da situação e ao restabelecimento do normal funcionamento da instituição”.

Sobre as denúncias apresentadas, a diocese referiu “respeitar a liberdade dos seus autores e a autonomia das instituições competentes, confiando que os procedimentos em curso contribuam para o cabal esclarecimento dos factos e para o apuramento da verdade”.

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Fernando Pimenta alerta para a importância de pedir ajuda psicológica “sem medo”

O canoísta olímpico Fernando Pimenta, de Ponte de Lima, alertou hoje para a importância de não ter medo de pedir ajuda para salvaguardar a saúde mental, seja no desporto, ou em outra profissão, principalmente nas que estão sujeitas a maior pressão.

“Ainda hoje estou frustrado e triste porque sei que tinha todas as condições para ter trazido o ouro [na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Paris2024] e por dois erros que cometi na regata, não trouxe. A minha mulher já não me podia ouvir e liguei à minha psicóloga, que me disse para me focar na próxima competição”, admitiu Fernando Pimenta.

O atleta falava do decorrer de uma conversa na quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD).

E, perante uma plateia com dezenas de elementos de segurança – Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR) –, afirmou que, “quem está sujeito a uma grande pressão, principalmente em determinados momentos, deve procurar ajuda psicológica sem medo”.

“Quando tenho uma prova marcada ninguém me pergunta se estou bem, se estou doente ou se me morreu alguém. Estás bem, vais. Não estás bem, vais”, relatou.

O atleta olímpico deixou ainda o aviso da “necessidade de tempo de recolhimento sozinho, para ajudar no bem-estar mental”, seja antes ou depois da prova, ou em outros momentos que sejam necessários.

“Às vezes, temos de criar uma bolha e viver nela durante determinado tempo, como por exemplo durante uma competição, para não nos deixarmos afetar por algo que aconteça na nossa família, por exemplo”, indicou.

Questionado sobre o fim da carreira na alta competição, Fernando Pimenta admitiu que já pensou nisso, mas “ainda nada está definido, porque se tivesse parado em Paris, como muita gente sugeriu, não teria conquistado os títulos mundiais” que se seguiram.

Ainda assim, deixou claro que, depois de deixar a alta competição, “gostaria de contribuir de uma forma muito direta no desenvolvimento do desporto no país”, não só na canoagem, mas “no desporto no geral”.

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SC Braga vai “dar uma grande resposta” frente ao Famalicão

O treinador Franclim Carvalho recusou hoje estar preocupado com o momento do SC Braga, mas quer uma resposta na receção ao Famalicão, na quinta-feira, nos quartos de final da Taça da Liga de futebol.

No domingo, o SC Braga voltou a perder, diante do Nacional (1-0), na nona jornada da I Liga, registando a terceira derrota seguida no campeonato, isto após o triunfo ‘europeu’ diante dos belgas do Gent (2-0), na quinta-feira passada, na segunda jornada da Liga Conferência, que marcou a estreia do técnico à frente dos minhotos.

Franclim Carvalho assumiu a “desilusão” após o jogo na Madeira e alertou diversas vezes na conferência de imprensa de antevisão da receção aos famalicenses para a “responsabilidade” que significa vestir a “camisola do SC Braga”.

https://www.youtube.com/watch?v=riVRHU2X6jA

“Disse aos jogadores que fomos bafejados pela sorte porque, três dias depois, temos um jogo e é o momento ideal para dar uma resposta. É uma competição e um adversário diferentes, um jogo em casa. Precisamos dos adeptos, que sabemos que estão desiludidos, num jogo a eliminar, naquele que é o segundo objetivo da época depois de termos entrado na fase de liga da Liga Conferência. Queremos estar na decisão da competição”, disse.

Questionado sobre se, além de insatisfeito e desiludido, está também preocupado com o rendimento da equipa, considerou que a equipa não pode “ficar em bicos de pés depois de um bom jogo”, como aconteceu com os belgas, e “entrar em depressão após uma prestação abaixo do que é exigido”, como sucedeu na Madeira.

“Sabemos que estivemos muito abaixo da nossa capacidade e do que esta camisola exige. Não estou preocupado, mas ciente do muito trabalho que temos pela frente. Vamos dar uma grande resposta amanhã [quinta-feira]”, frisou.

Franclim Carvalho centrou todas as atenções para o jogo com o Famalicão e para a presença na ‘final four’, notando que, em três jogos na Taça da Liga, o SC Braga pode ganhar um troféu: “Estamos com fome e queremos que o jogo chegue rápido”.

O treinador rejeitou ainda ‘fantasmas’ do passado, mas frisou que “o ser humano é de hábitos”.

“Temos que compreender isso. A equipa não pode ser a minha cara com seis treinos e ao terceiro jogo. Todas as pessoas têm as suas ideias. Disse-lhes que faziam muitas coisas bem e não vamos cortar com tudo do passado, mas queremos dar o nosso cunho”, afirmou.

Franclim Carvalho desvalorizou as declarações de Victor Gómez no final da partida com os insulares, considerando que “falta vontade de ganhar jogos”.

“Este é um momento duro para quem está lá dentro, porque nós também sofremos. No fim de um jogo como aquele, é normal que se digam coisas muito a quente. Mas, é um pensamento comum a todos. Se cada um der mais um pouco, estaremos mais perto de ganhar”, comentou.

SC Braga e Famalicão defrontam-se a partir das 18:45 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que será arbitrado por João Gonçalves, da Associação de Futebol do Porto.

O vencedor irá defrontar nas meias-finais o Sporting, que na terça-feira eliminou o Marítimo (2-1).

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Ricardo Silva quer “escrever a história” do Famalicão na Taça da Liga

O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, assumiu hoje a ambição de “escrever a história” do clube na Taça da Liga de futebol, na antevisão da visita ao SC Braga, dos quartos de final.

“Podemos abrir caminho a poder disputar um título. Esse seria o sonho. Por isso, queremos muito continuar em frente nesta prova”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa.

Ricardo Silva apontou o apuramento para a final a quatro como uma oportunidade para o conjunto famalicense se aproximar da conquista de “algo ímpar”, mas antecipou “um jogo muito difícil” diante dos bracarenses.

“É um clube dito grande, quase. Pelo menos assim eles se intitulam. E tem obrigações”, observou, considerando que o adversário procurará “dar uma resposta forte” ao último encontro (derrota por 1-0 no reduto do Nacional, para a I Liga).

Ainda assim, o treinador mostrou-se confiante na capacidade da sua equipa para discutir a eliminatória, perspetivando um jogo com os dois conjuntos empenhados em seguir em frente na competição.

Depois da vitória por 4-0 na visita ao Rio Ave, para a nona jornada da I Liga, Ricardo Silva confirmou que fará alterações na equipa inicial, mas garantiu que o Famalicão entrará em campo “com 11 titulares”.

“Qualquer jogador que eu tivesse escolhido para iniciar a partida era um titular”, afirmou, referindo-se ao encontro de Vila do Conde e explicando que o trabalho desenvolvido pelo grupo lhe dá tranquilidade para mudar o ‘onze’.

O técnico rejeitou também que o momento do adversário represente, por si só, uma vantagem para os famalicenses.

“Quando a bola rola, é o que os jogadores têm na cabeça e isso é que faz a diferença”, sustentou.

A indefinição sobre o comando técnico do Famalicão foi outro dos temas da conferência, com Ricardo Silva a reiterar que não tem uma decisão tomada sobre a vontade de assumir definitivamente o cargo, após a saída de Carlos Carvalhal, anunciada pelo clube em 19 de outubro.

“Eu sei que faz parte das minhas funções conduzir a equipa até que a direção tome uma decisão. Seja ela qual for”, afirmou.

O treinador garantiu que ficará satisfeito se os responsáveis contratarem outro técnico e regressar às funções anteriores, admitindo sentir igualmente felicidade pelo reconhecimento caso seja escolhido para continuar.

“Se eles disserem que o nosso conforto és tu, então aí eu tenho que pensar a sério nas coisas e tentar perceber se eu serei ou não a pessoa certa para eles”, explicou.

O Famalicão visita o SC Braga na quinta-feira, às 18:45, no Estádio Municipal de Braga, nos quartos de final da Taça da Liga. As duas equipas voltam a encontrar-se no mesmo recinto no domingo, para a 10.ª jornada da I Liga.

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Décima jornada com dois dérbis do Minho

O campeão e líder FC Porto recebe o lanterna-vermelha Estoril Praia no sábado à procura da 10.ª vitória na I Liga de futebol, enquanto o Benfica é anfitrião do Alverca e Sporting visita o Casa Pia sob contestação. A 10.ª jornada da I Liga conta ainda com dois dérbis minhotos: SC Braga-Famalicão e Gil Vicente-Vitória SC.

A atravessar o melhor arranque de sempre no campeonato em mais de 86 anos, o FC Porto mede forças com o Estoril Praia, único clube sem triunfos esta temporada na prova, num embate entre os extremos da classificação.

Na jornada anterior, uma vitória no terreno do Gil Vicente (1-0) permitiu à equipa treinada pelo italiano Francesco Farioli superar os oito triunfos somados no início da I Liga em 2007/08, então com Jesualdo Ferreira, e continuar a aproximar-se do recorde do clube ‘azul e branco’, que é de 13 e vem de 1939/40, quando o luso-húngaro Mihály Siska liderava os ‘dragões’.

Ao contrário da Liga dos Campeões, na qual começou com três derrotas em igual número de partidas – as duas mais recentes a antecederem o duelo em Barcelos -, o FC Porto lidera a I Liga, com um pleno de 27 pontos.

Já o Estoril Praia, 18.º e último classificado, tem apenas dois pontos e é orientado interinamente por Sérgio Raimundo, promovido da equipa de sub-23 ‘canarinha’ depois da saída de Vasco Matos há duas semanas.

O FC Porto é perseguido pelo Benfica, segundo, com 22 pontos, sendo que as ‘águias’ vêm de quatro triunfos nas diversas provas, incluindo dois para o campeonato, e receberão na segunda-feira o Alverca, oitavo, com 11, numa ronda subsequente aos jogos dos quartos de final da Taça da Liga.

Dois dias depois de terem perdido pela segunda vez consecutiva, o Sporting, com uma equipa alternativa, afastou o Marítimo (2-1), na terça-feira, e tornou-se no primeiro qualificado para a ‘final four’ da Taça da Liga, suavizando a sua pior fase da temporada, em que está a nove pontos da liderança da I Liga e com muitas críticas ao treinador Rui Borges.

O Sporting vai entrar em ação na abertura da 10.ª ronda, ao enfrentar em Rio Maior na sexta-feira o Casa Pia, 16.º, com sete pontos, numa altura em que é terceiro e acumula os mesmos 18 do Santa Clara, quarto e opositor do Marítimo no domingo, num duelo insular.

Os ‘grandes’ competem antes de mais uma jornada europeia, a exemplo do SC Braga, nono, com 11 pontos, que recebe o Famalicão, 11.º, com 10, numa reedição do encontro de quinta-feira na Taça da Liga, provavelmente ainda com Ricardo Silva no comando interino famalicense.

Em estreia estará João Henriques, o terceiro técnico efetivo esta época do Nacional, que é 15.º, com sete pontos, e visita o Arouca, quinto, com 17.

Anfitrião do Rio Ave, posicionado em zona de descida e no 17.º e penúltimo lugar, com sete pontos, o Académico de Viseu, sexto, com 17, tenta aumentar para seis um histórico ciclo de vitórias seguidas no campeonato.

A 10.ª jornada encerra com dois desafios em simultâneo na segunda-feira, o Benfica-Alverca e o duelo minhoto entre Gil Vicente e Vitória SC, que falhou o acesso à Taça da Liga, apesar de ter vencido o troféu em 2025/26.

Programa da 10.ª jornada:

– Sexta-feira, 30 out:

Casa Pia – Sporting, 20:15

– Sábado, 31 out:

Moreirense – Estrela da Amadora, 15:30

FC Porto – Estoril Praia, 20:30

– Domingo, 01 nov:

Arouca – Nacional, 15:30

Marítimo – Santa Clara, 18:00

Académico de Viseu – Rio Ave, 18:00

SC Braga – Famalicão, 20:30

– Segunda-feira, 02 nov:

Benfica – Alverca, 20:15

Gil Vicente – Vitória dSC, 20:15

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Esposende compra coleção completa do jornal O Cávado por 15 mil euros

A Câmara de Esposende decidiu comprar, por 15 mil euros, a coleção completa do extinto jornal O Cávado, publicada entre 1917 e 1995, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o município refere que a coleção é constituída por 27 volumes encadernados e passará a integrar o património documental da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

O Cávado foi fundado em Esposende, em 1917, por João Amândio, que assumiu as funções de diretor, proprietário e editor.

O jornal acompanhou a vida política, social, económica e cultural do concelho e da região ao longo de grande parte do século XX.

Após a morte do fundador, em novembro de 1948, a direção e a edição do jornal tiveram continuidade no seio da família, tendo a publicação, entretanto, alargado a sua abrangência regional também a Barcelos e Braga.

Segundo o município, a aquisição do jornal era uma “antiga aspiração” de investigadores e leitores.

Desta forma, a Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura disporá da coleção integral de O Cávado, à semelhança do que já acontece com outros títulos da imprensa local, como O Esposendense e O Povo Esposendense.

“Com esta aquisição, o município de Esposende reforça a sua missão de preservar e valorizar o património documental concelhio, promovendo a conservação e o acesso público a um importante testemunho da história local”, lê-se no comunicado.

A coleção será disponibilizada para consulta em suporte físico, na Biblioteca Municipal, e em formato digital, através da plataforma AquaLibri – Biblioteca Digital do Cávado.

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Caminha promove inclusão de crianças através das artes

A Câmara de Caminha vai implementar um projeto educativo que utiliza as artes para promover a inclusão social, a criatividade e o respeito pela diversidade entre os mais jovens, revelou hoje a autarquia.

O projeto-piloto vai abranger duas turmas do 1.º ano do ensino básico, uma no Vale do Âncora e outra no Vale do Coura, adiantou, em comunicado, o município.

“Caso os resultados sejam positivos e os objetivos definidos sejam alcançados”, está previsto “alargar gradualmente o programa a mais turmas e escolas do concelho já no próximo ano letivo”, indicou a Câmara.

A iniciativa resulta de uma parceria com a Associação Yehudi Menuhin Portugal e da implementação do Programa MUS-E, que a autarquia diz ser “uma referência nacional e internacional na promoção da inclusão social, do respeito pela diversidade e da não discriminação através das diferentes expressões artísticas”.

“Criado sob a chancela de Yehudi Menuhin, o Programa MUS-E utiliza diferentes linguagens artísticas, como a música, as artes plásticas, o teatro e a expressão corporal, em contexto escolar, com o objetivo de desenvolver competências criativas, expressivas, relacionais e comunicativas nas crianças”, descreve a Câmara.

Através da arte, o projeto “promove a inclusão social e educativa, contribuindo para a prevenção de situações de discriminação, exclusão e violência, bem como para o reforço do diálogo intercultural, da igualdade de oportunidades e do respeito pelos direitos humanos”, acrescenta.

O município espera ainda reforçar a articulação com o Agrupamento de Escolas, os artistas e a comunidade local, a par de estimular a participação das famílias em atividades culturais.

Por outro lado, pretende “valorizar o património cultural e a identidade do território e contribuir para uma política municipal integrada nas áreas da educação, cultura e inclusão”.

As sessões têm uma duração semanal de 45 minutos por turma, estando previstas também ações de formação destinadas aos docentes e oficinas abertas à participação das famílias e da comunidade local.

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Paredes de Coura investe 757 mil euros no abastecimento de água a zona industrial

A Câmara de Paredes de Coura vai investir mais de 757 mil euros na reformulação do abastecimento de água à zona industrial de Formariz, revelou o presidente Tiago Cunha.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da abertura do concurso publico da empreitada, o autarca socialista, Tiago Cunha, explicou que o investimento pretende “reforçar a capacidade de desenvolvimento económico do concelho”.

“Atualmente, a rede de abastecimento existente tem-se revelado insuficiente para responder de forma adequada às necessidades da zona industrial”, frisou o presidente da Câmara de Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo.

O projeto de reformulação do abastecimento de água “prevê a construção de um novo reservatório num ponto elevado adjacente à zona industrial, duas condutas adutoras e um troço de conduta distribuidora, reforçando as condições de abastecimento e pressão da rede de combate a incêndios”.

Tiago Cunha sublinhou que, com esta intervenção, será reforçada “a capacidade de toda a rede de abastecimento doméstico da freguesia que fica mais fiável, melhoram-se as condições de segurança das empresas instaladas e criam-se melhores condições para a futura instalação de novos investimentos”.

O anúncio do concurso público, publicado na terça-feira em Diário da República (DR), tem um preço base 757.000 euros, mais IVA, e um prazo de execução de 540 dias.

O prazo para apresentação de propostas termina às 16:00 do dia 26 de novembro, sendo que os concorrentes são obrigados a manter as respetivas propostas durante 120 dias a contar do fim daquela data.

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Populares mantêm protesto contra mina de lítio em Trás-os-Montes

Opositores à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, mantêm hoje o protesto contra os trabalhos de prospeção da Savannah para “defender um modo de vida” e mostrar que recusam viver “ao lado de uma mina”.

“É o nosso modo de vida que está em causa. E nós temos toda a legitimidade para não aceitar este projeto. Não queremos, não concordamos, ninguém nos pode obrigar à força a aceitar uma coisa que não queremos”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Esta manhã, cerca de 40 pessoas voltaram a concentrar-se junto ao mesmo local de prospeção e onde estão máquinas da Savannah, em terrenos baldios, abrangidos pela servidão administrativa concedida pelo Governo em maio.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa disse que “não estavam previstos trabalhos no local do protesto, nem terça-feira nem hoje” e que os “trabalhos no terreno seguem um calendário próprio, definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não foi chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realçou ainda a empresa.

A servidão administrativa autorizada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais, segundo os que contestam o projeto mineiro, “a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos”.

A contestação à mina é feita há oito anos e já a 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

“É claro que nos preocupa conviver com uma mina aqui às portas de casa. É o barulho, é o ruído, é toda esta destruição cá nas florestas, nos terrenos agrícolas”, referiu Nélson Gomes, que sublinhou que a exploração mineira “é das atividades que mais impactos têm, quer a nível mundial, social e ambiental”.

Nélson Gomes realçou ainda o impacto sobre a água.

“Cada vez mais, nós neste momento estamos quase no mês de novembro, que já era para ter chovido bastante e continuamos num período de seca. Estamos praticamente há seis meses sem chover, quer dizer, uma região que era abundante em água e neste momento começa a escassear a água”, referiu.

Adiantando anda que, como a exploração mineira precisa de uma quantidade enorme de água, é “uma das preocupações saber onde é que eles vão buscar a água”, porque “este é o recurso mais importante que há”.

Hoje é o segundo dia consecutivo de protesto e, segundo o responsável, “é para continuar”.

“Estamos aqui para isto, é um projeto com o qual não concordámos. Dissemos que íamos lutar até quando pudermos para que este projeto não avance”, frisou.

A empresa, referiu, tem argumentado que a contestação à mina mobiliza um grupo pequeno que não representa a comunidade. Embora reconheça que nem todos são contra o projeto mineiro, o representante referiu: “O que é certo é que ontem [terça-feira] esteve aqui a presidente da Junta de Covas do Barroso, que representa a freguesia e cerca de 180 eleitores, o conselho diretivo representa os compartes, e o presidente da Câmara de Boticas também esteve presente no primeiro bloqueio a 09 de outubro.”

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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