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Em meio a silêncio de Milei, Lula agradece Macri após eleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta quinta-feira (29) ao ex-presidente argentino Mauricio Macri após ser parabenizado pela vitória nas eleições do último domingo (25).
Macri felicitou Lula na segunda-feira (26) e desejou que o novo mandato traga “prosperidade e crescimento” para o país e a região. O atual presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não reconheceu o resultado das eleições brasileiras.
Em resposta nesta quinta, Lula afirmou compartilhar com Macri o desejo de que “a região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos” e disse ter saudades dos tempos em que diferenças entre os países eram discutidas de “maneira civilizada e republicana“.
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Veja a mensagem do presidente Lula, nas redes sociais:
Agradeço ao ex-presidente @mauriciomacri pelos cumprimentos e pelos bons votos. Compartilho plenamente o desejo de uma região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos. E lembro com saudades dos tempos em que diferenças circunstanciais entre nossos países se discutiam e se solucionavam de maneira civilizada e republicana.
— Lula (@LulaOficial) October 29, 2026
Como mostrou a CNN, o governo da Argentina não irá emitir um comunicado reconhecendo a vitória de Lula. De acordo com o porta-voz da presidência argentina, Adrián Ravier, o governo tomou “nota do resultado eleitoral do presidente brasileiro”. No entanto, o governo Milei não irá emitir um comunicado reconhecendo a reeleição do mandatário brasileiro.
“Em 2023, quando Milei foi eleito presidente, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente, nem nada. Pelo menos por enquanto, não vamos publicar nenhum comunicado”, afirmou o porta voz.
Diante da insistência da imprensa argentina acerca da necessidade de um comunicado institucional reconhecendo o resultado do pleito brasileiro, o porta-voz insistiu que “não haverá”.
Ravier se refere à postagem de Lula na rede social X após a vitória de Milei nas eleições presidenciais argentinas, há três anos. Na ocasião, o líder brasileiro não parabenizou diretamente Milei, que o havia insultado durante a campanha eleitoral.
“Meus parabéns às instituições argentinas pela condição do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica. Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu o petista.
Na recente campanha eleitoral brasileira, Milei apoiou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), fazendo ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As falas levaram o Itamaraty a rebaixar o nível da relação diplomática entre os países e não enviar o embaixador brasileiro, Júlio Bitelli, novamente a Buenos Aires.
Fuga de Flávio
Nesta quinta-feira, ainda, uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, assessor do presidente Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil pela fronteira.
Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade argentina com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.
Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.
Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly”.
Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados”, segundo o jornal argentino.
El 57% de trabajadores en Argentina agota el sueldo antes de fin de mes
Tres denuncias apuntan a Milei y su entorno por facilitar la fuga de Flávio Bolsonaro
How Trump’s Latin American allies helped Flávio Bolsonaro flee Brazil
The flight of far-right Brazilian politician Flávio Bolsonaro has exposed covert support from the Donald Trump administration and a network of alliances among conservative governments on the continent, encouraged by Washington, that collaborated to enable his escape. Bolsonaro’s departure for Miami — just one day after insisting he would lead the opposition to the newly re-elected Luiz Inácio Lula da Silva — demonstrates the existence of a Latin American bloc not only ideologically aligned with Trump but willing to act according to his logic, disregarding international treaties, several analysts said.

© Eva Marie Uzcategui (REUTERS)
Sondeo coloca hoy al peronismo sobre la fuerza oficialista
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) A un año de las elecciones generales en Argentina, la consultora Delfos detectó que hoy el peronismo adelanta en cualquier variante a la oficialista La Libertad Avanza (LLA) del presidente Javier Milei.
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Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina

As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas.
Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes.
Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave.
No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.
Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países.
Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027.
De acordo com esses auxiliares, o regresso dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável.
Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil.
As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Do lado brasileiro, o ministro da Economia, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump.
Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais.
Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27).
“Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.
Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.
Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa.
O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina.
Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral.
Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal
Uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil pela fronteira.
Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.
Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.
Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly.”
Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados.”

Como tudo começou
Na manhã da terça-feira (27), o portal Infobae divulgou a foto do jatinho de luxo Gulfstream G400 parado na pista do aeroporto da cidade, que posteriormente se confirmou como o mesmo em que decolou o senador.
Na noite do mesmo dia, por volta das 23h, jornalistas de emissoras locais, como a TN, afiliada da CNN, registraram a chegada de uma van com placa brasileira e vidros escuros, acompanhada de escolta e em alta velocidade.

O Clarín ainda mostra que a presença de Caputo ficou registrada em documentos policiais durante uma fiscalização de rotina às 2h50 da quarta-feira (29).
“Na ocasião, duas caminhonetes pertencentes à Entidade Binacional Yacyretá foram identificadas enquanto circulavam pela rodovia 12, na província argentina de Misiones. O assessor presidencial estava em um dos veículos.”
Ao longo de dois dias, Caputo fez diversas publicações nas redes sociais debochando da cobertura da imprensa.
“Todos escrevem rumores baseados em rumores. Que papelão os meios argentinos” disse ele na terça-feira (27), quando o paradeiro de Flávio era desconhecido.
Enquanto veículos internacionais e brasileiros afirmavam que ele já estava nos Estados Unidos, com base em relatos de aliados e figuras do governo americano, televisões argentinas apostavam que o Gulfstream esperava pelo embarque do senador.
Caputo reforçou a crítica no dia seguinte, após a confirmação de que o ex-candidato, na verdade, havia fugido pela Argentina naquela madrugada.
“A cobertura do dia de hoje deve ter sido provavelmente um dos maiores papelões da história. Disseram tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade. Em todas as partes do mundo. Não sei quem passou a perna neles, mas toda minha admiração.”
La cobertura periodística del día de hoy debe haber sido probablemente uno de los papelones más grandes del periodismo mundial de la historia. Dijeron cualquier cosa. Se desdijeron. Lo volvieron a decir. Todo con el mismo nivel de certeza y animosidad. En todas partes del mundo. No sé quien es el que los sacó a pasear en chota pero toda mi admiración.
— Santi C. (@slcaputo) October 28, 2026
A matéria do Clarín também reforça o envolvimento de autoridades dos governos da Argentina e dos Estados Unidos para tirar Flávio Bolsonaro do Brasil apenas dois dias depois do segundo turno das eleições em que perdeu para o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Fontes da Casa Rosada afirmaram aos jornalistas que autoridades brasileiras também estavam a par da movimentação.
Ainda não está claro como Flávio Bolsonaro chegou a Foz de Iguaçu para cruzar a fronteira com a Argentina.
Ele entrou no país usando seu passaporte italiano – um dos três que possuía, além do brasileiro e do diplomático.
Na noite de domingo (25), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos documentos de Flávio, atendendo a um pedido da PF (Polícia Federal)
Ele chegou a ser intimado ainda em Brasília depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
Após divulgar nas redes sociais a ordem de Moraes, afirmando que cumpriria a decisão, o senador ficou em silêncio nas redes sociais, cortou o contato com políticos de seu partido e só apareceu em público novamente ao desembarcar em Miami na manhã de quarta-feira.
La huida de Flávio Bolsonaro desnuda una alineación ideológica con Trump que prevalece sobre el derecho internacional en Latinoamérica
La huida del político ultraderechista brasileño, Flávio Bolsonaro, de Brasil, ha dejado en evidencia el apoyo subrepticio de la Administración estadounidense de Donald Trump y la red de alianzas del bloque de países conservadores en el continente, alentados por Washington, que han colaborado para su fuga. La salida de Bolsonaro hacia Miami —solo un día después de asegurar que lideraría la oposición a un nuevo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva—, demuestra, según analistas consultados, la existencia de un bloque latinoamericano no solo alineado ideológicamente con Trump, sino dispuesto a actuar bajo su misma lógica, sin respetar los tratados internacionales.
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Argentinos solidarios celebran triunfo de Cuba en la ONU
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) El Movimiento Argentino de Solidaridad con Cuba (MASCuba) celebra hoy que 130 países repudiaran en la Asamblea General de la ONU, por 34 ocasión consecutiva, el bloqueo que Estados Unidos impone a la isla desde 1962.
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Relanzan libro en campaña de solidaridad con Cuba
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) El académico Andrés Ruggeri relanzó hoy su libro “América Latina en bicicleta del Plata a La Habana” sobre el recorrido que realizó a través de 15 países desde Argentina hasta México y de ahí viajó a la capital cubana.
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